Assumindo incoerência candidata modera discurso, reconhece trabalho de Romero e promete estimular Polo de Confecções que ele acaba de lançar

 

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Entrevistas

LUIZA ERUNDINA:

Aos 85, deputada critica a "nova política", fala de preconceito contra idade e esperança pós-pandemia.

Trinta e dois anos após ser eleita pelo PT para comandar a maior cidade do país, em 1988, Luiza Erundina de Sousa, paraibana de Uiraúna, volta a disputar uma eleição para a prefeitura de São Paulo. Desta vez como candidata a vice na chapa do PSOL encabeçada pelo filósofo, professor e líder do Movimento Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto Guilherme Boulos.

Os cenários da capital paulista do fim dos anos 1980 e o de agora são semelhantes. "Os problemas estruturais continuam os mesmos", diz a deputada, que está em seu sexto mandato na Câmara.

Naquele ano, o país vivia uma crise profunda de desemprego, recessão, manifestações populares, insatisfação com a classe política e muita, muita gente vivendo na rua. Tudo agravado pela hiperinflação, que naquele ano fechou em 980%.

Desemprego, recessão, manifestações populares — hoje puxadas por entregadores por app — insatisfação com a classe política e aumento expressivo de pessoas em situação de rua seguem presentes no cenário de 2020. Tudo agravado por uma pandemia que em quatro meses matou mais de 90 mil brasileiros em decorrência do coronavírus.

Tanto Erundina quanto Boulos acreditam que esta não...

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