Colunista Jnior Gurgel

  • NOVA EQUIPE DE ROMERO COM SEU CANDIDATO

    16/04/2019

    A derrota (que previmos*), porém não de forma tão acachapante, do senador Cássio Cunha Lima, foi algo visível pelo erro cometido com a divisão das oposições. Surpresa chocante foi o inimaginável estrago provocado no eleitorado do deputado federal Pedro Cunha Lima, fato que teve desdobramentos com o aprofundamento da pequena “fissura” (hoje fosso) entre o prefeito Romero Rodrigues e o clã Ronaldista.

    O baixo desempenho registrado na campanha por Pedro comprometeu – no presente - projeto de seguir os passos de seu avô e pai. Por outro lado, Cássio não esperava ser o segundo lugar em Campina Grande, perdendo para Daniella Ribeiro, que no seu melhor momento – como candidata a prefeita da Rainha da Borborema – atingiu a marca de 36 mil votos. Triplicou sua votação como coadjuvante de Cássio? Estes eventos não passam em branco. Têm sempre um culpado ou “negligente”. Imperdoável foi Luiz Couto obter mais de 42 ml votos, onde nunca celebrou uma missa.

    Prefeito Romero Rodrigues tem mostrado ser um dos casos raros em termos de avaliação popular na administração pública, onde a gestão é maior e mais reluzente que a figura do gestor (?). Fenômeno histórico comparativo, só encontrado em Cícero Lucena e sua conturbada carreira política em João Pessoa. Eleito e reeleito de forma brilhante mostrou-se um péssimo transferidor de votos, e não conseguiu emplacar seu sucessor – deputado federal Rui Carneiro – apoiado pelo governo do estado (Cássio), presidência e maioria do parlamento paraibano; presidência e maioria na câmara municipal da capital... Cícero não empolgou o povo. Rui Carneiro foi derrotado por um candidato improvisado – considerado por alguns como medíocre, por outros um excêntrico – ex-vereador e deputado estadual, suspenso do PT; escolhido na vigésima quinta hora, e catapultado inicialmente apenas por Nadja Palitot do PSB.

    Conferindo os novos nomes da equipe de Romero Rodrigues – reforma de abril (2019) - e suas respectivas posições estratégicas, ficam clarividentes as intenções do prefeito em apoiar como candidato a sua sucessão o ex-deputado estadual Bruno Cunha Lima. Todavia, é bom lembrar que quem estava tentando construir este “perfil” ocupava o mesmo espaço hoje preenchido por Bruno - contraparente Tovar Cunha Lima (deputado estadual) – que teve o infortunio desastroso nas urnas (2018) quase derrotado na disputa por sua recondução à Casa Epitácio Pessoa.

    Onde erra, ou errou Romero? Para a cidade, e quem a visita, sua gestão é primorosa. E qual a dificuldade do povo homenageá-lo, reconhecendo sua tamanha dedicação, votando em seus indicados? O irmão Moací, com seu apoio disputou uma das vagas para o parlamento paraibano. Entrou pelas sobras “surfando” na contagiante onda Bolsonaro.

    Provavelmente para Romero, Bruno e sua equipe, a campanha está ganha e não terão adversários em nível de competição. Enxergamos sob outro viéis... Toda unanimidade é burra, segundo saudoso cronista Nelson Rodrigues. Como Romero em nada mudou desde o pleito de 2018, o “fantasma” que o acompanha se ainda não foi “exorcizado”, seu sucessor a esta altura talvez não sonhe sequer em ser candidato.

    *FAVORITISMO AMEAÇADO – artigo publicado em 07.08.2018 em apalavraonline http://www.apalavraonline.com.br/colunista/junior-gurgel/ e O ALVO É CÁSSIO igualmente postado no mesmo mês de agosto 2018 no site WWW.paraibaconfidencial.com.BR. http://www.paraibaconfidencial.com.br/?page_id=469.

  • O POVO VOLTA S RUAS

    10/04/2019

    Quando pensávamos que já tínhamos visto e testemunhado tudo de mais excêntrico no comportamento impulsivo do nosso povo, eis que surge o inusitado: domingo 07/04/2019 o povo voltou às ruas manifestando sua indignação contra a Suprema Corte, em defesa da operação policial de combate a corrupção lava-jato e repudiando a mídia tradicional (grande imprensa), formadora de opinião da Nação. Isto jamais foi visto nas democracias ocidentais… O povo contra o Poder Judiciário? Pedindo sua extinção ou impeachment de seus Ministros!? Historicamente o movimento se assemelha com queda da Bastilha, que culminou na revolução francesa.

    O impressionante é que desta feita não houve apoio de movimentos organizados como MBL, Vem Prá Rua… Diversos outros grupos considerados de “direita”, que se aparelharam nos períodos das manifestações (três vezes) pedindo o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Este povão – desacreditado pela grande mídia e subestimado pelo Poder Judiciário e o Legislativo – já havia mostrado seu rosto na campanha que realizaram através das redes sociais, apoiando e elegendo o presidente Jair Bolsonaro. Candidato literalmente sabotado pelos nossos “cidadãos Kane”, que ainda não conseguem entender os motivos da rebelde alforria coletiva da senzala controlada pelos Capitães de Mato, proprietários dos grandes grupos de comunicação do país.

    A partir desta segunda feira (08/04/2019) se tivesse como conferir, saberíamos o tamanho do estrago na audiência da Rede Globo, pelo boicote na cobertura dos eventos e registros sem mostrar o tamanho das multidões – sobretudo em São Paulo – avenida paulista. Até onde eles (extrema-mídia) acham que derrotarão a vontade popular? As imagens que foram suprimidas pelas redes de TV foram exibidas em tempo real pelo Youtube, Faceboock; Instagram; Twitter; grupos de Whatsapp…

    A convocação partiu do Twitter, sem apoio de nenhum político. Os motivos foram simples: a intenção de legitimarem seu voto pelas mudanças, ratificando que fizeram a escolha certa nas eleições presidenciais (2018); desmentindo as pesquisas e seus índices desmerecedores de crédito; mostrando que não são robôs que disparam mensagens automáticas nas redes sociais, como tentam justificar seus fracassos os “jornalões” e revistas semanais do sudeste. As esquerdas, em número inexpressivamente inferior – se organizaram e também esteve nas ruas – pedindo a liberdade do ex-presidente Lula, preso por corrupção, lavagem de dinheiro e condenado a 12 anos de cadeia, em uma das duas sentenças da Justiça Federal do Paraná. Neste evento, o destaque da TV foi maior, mas não mostraram “gigantismo” da multidão, na nítida intenção de compará-las em igual volume.

    Surpreendido pelo evento, o STF – ainda incrédulo – se limitou a divulgar uma pequena nota, afirmando que é legítimo o poder de manifestações (?). Contra a Suprema Corte? É uma anomalia inédita e desmoralizante, com repercussões internacionais de proporções inimagináveis. O que a história registra é o contrário, o povo contra as ditaduras que fecham as Supremas Cortes de Justiça, deixando a população civil a mercê dos tiranos e seus tribunais de exceção. Que tipo de segurança jurídica representa hoje o STF, quando o povo vai às ruas protestar contra seus atos? Como nos avaliarão nos demais países e continentes? Empreendedores e turistas viriam a um País onde seu próprio povo não confia em sua Justiça? O que fará o próprio STF a partir de hoje? E os demais poderes, como agirão depois de um voto de desconfiança da população, dado a um dos pilares de nossa Democracia? Estamos a caminho de uma ditadura popular, exigida pelo povo? Sem Legislativo e Judiciário?

    As multidões querem respostas. As famílias abdicaram de seu lazer dominical, sua praia, seu churrasco e foram pedir nas avenidas de diversas capitais brasileiras Justiça para a Justiça. Seria risível, se não fosse tão trágico e desconcertante. Ou o Senado instala os processos de impeachment protocolados – ora levados de barriga pelo Senador David Alcolumbre – ou pelo menos quatro dos atuais ministros do STF terão que renunciar, pelo bem da Democracia e da paz da Nação. Do contrário, as próximas mobilizações serão bem maiores e mais amplas e contundentes, incluindo o Congresso. Os promoventes? Serão os legítimos donos e senhores do poder: o povo, que em sua maioria – segundo o Datafolha – tem optado por um governo autoritário.

  • A OUSADIA DO IRREVERENTE RODRIGO MAIA

    22/03/2019

    Conta a fábula que uma grande comunidade de ratos vivia tranquila e se reproduzia rapidamente num velho armazém. Por mais que seu proprietário tentasse envenená-los, não conseguia. Ratoeiras? Nem pensar, cardápio diferente... Era melhor continuarem nos grãos. Até que cansando, o dono do depósito resolveu botar um gato. Na primeira noite, três vítimas. Durante o dia ou a qualquer hora, o gato atento, mesmo dispensando refeição extra, matava-os por instinto predatório. Em uma semana, as baixas foram grandes. Os ratos acuados se reuniram para discutir o destino da comunidade. Surgiu a ideia de botar um chocalho no gato, pois ao andar, com o som do chocalho, eles localizariam onde estava o bichano. Todos concordaram. Então veio a pergunta irrespondível: quem vai botar o chocalho no gato? Não apareceu o voluntário.

    No sábado (17.03.2019), um dia antes de o presidente Bolsonaro viajar para os Estados Unidos, o irreverente Rodrigo Maia convidou-o para um churrasco íntimo em sua casa, onde discutiriam “minúcias” sobre a reforma da Previdência. No encontro, apenas ele, o ministro Onyx Lorenzoni e o convidado (Jair Bolsonaro). Desconfiado da cortesia e conhecedor da “malandragem carioca”, o presidente foi. Mas, levou consigo 17 convidados. Dentre eles, alguns generais, o ministro Heleno do Gabinete de Segurança Institucional. Para surpresa de todos, quem estava lá era o Ministro Dias Toffoli, presidente do STF, David Alcolumbre (presidente do Senado) e seu ex-ministro da Casa Civil, Gustavo Bebianno (?).

    A ousadia do destemido Rodrigo Maia, pressionado e instigado pelo famigerado “centrão”, é de um afoito inominável. Ao lado de David Alcolumbre – presidente do Senado - “armaram” para tentar botar o chocalho no gato (Bolsonaro). Mas, para o bem geral da nação, o ímpeto foi abortado pelo excesso de testemunhas. A partir da “cabeça” do ministro Sérgio Moro, ocupação de cargos estratégicos (com dinheiro) pelo centrão; barrar pedidos de impeachment de ministros do STF; impedir instalação da lava-toga e fim da lava-jato, tudo seria discutido e pleiteado. Um registro fotográfico discreto seria providenciado, e espalhado nas redes sociais, fato que geraria suspeitas no eleitorado de Bolsonaro e em toda a sua equipe de abnegados da causa de mudar o país. A foto ainda foi feita e divulgada. Mas, não conseguiram esconder o Gen. Heleno, delegado Waldir, ministra Damares...

    O “centrão” é um movimento de deputados federais suprapartidário, que surgiu das cinzas do “baixo clero” - aglomerado de parlamentares espertos - que elegeram em 2005 o pernambucano Severino Cavalcanti para presidência da câmara, uma candidatura avulsa, derrotando o pretendente do governo (PT) e adversários lançados por composições das grandes legendas de então, PMDB, PFL; PDT; PTB... Severino Cavalcanti durou pouco mais de 07 meses como presidente. Em manobras para abortar o mensalão, fazendo todo tipo de negociação espúria e trancando a pauta com o apoio da gang que o cercava, foi alvo do MPF em investigação destinada, onde descobriram um “mensalinho” pago a ele pelo concessionário que explorava os serviços de restaurante da câmara. Temendo ser cassado, renunciou à presidência e seu mandato.

    A tática do centrão é levar o governo de plantão ao desgaste. Na medida em que o governo se impopulariza, cresce o centrão, passando a ocupar a esplanada dos ministérios e negociando pessoalmente (deputado por deputado) votos para projetos que tragam benefícios diretos para o povo e o governo brasileiro. De bolsos cheios, renovam seus mandatos com folgas. Até as eleições de 2014, os campões de votos por estado, eram todos do centrão. O “baque” veio em 2018. Mas, com o aprofundamento da crise, a pressão do centrão empurra o presidente da câmara para chantagear o executivo até que ele ceda. O destempero do presidente Rodrigo Maia não é por acaso. Já disse que “a câmara não é cartório para registrar queixas do povo” (?). Depois disparou com outra: “a câmara e seus deputados são soberanos...” Um internauta respondeu que “soberano” não se elege, já nasce soberano. O povo vota em representantes. Quarta-feira (20.03.2019) foi a vez de agredir e humilhar um dos nomes mais respeitados do país, o Juiz Sérgio Moro. “Ele é funcionário de Jair Bolsonaro... Está trocando as bolas, eu converso com o presidente”. Ontem, quinta-feira, veio a prisão de seu sogro, ex-governador do Rio Moreira Franco. Seus comparsas quiseram atribuir a uma retaliação corporativa do Juiz Marcelo Bretas, em defesa de Sérgio Moro. Rodrigo Maia conferiu que o mandado de prisão foi expedido um dia antes 19.03.2019.

    Queiram ou não, para aprovar a reforma da Previdência, Bolsonaro terá que botar um “gato” (PF e lava-jato) na câmara. E Rodrigo Maia, se tiver juízo, renuncia imediatamente a presidência e seu mandato. Imagine se na busca e apreensão na casa de seu sogro, a PF tiver encontrado algo como “doação de campanha não declarada”?

  • O TESOURO ESCONDIDO NO LABIRINTO DO PSB

    20/03/2019

    Quem assistiu ao vídeo da última audiência do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), precipitadamente deve tê-lo julgado como cínico psicopata; chantagista em busca de oportunidade para uma delação, na procura de reduzir suas penas impostas pelas inúmeras condenações, que já ultrapassa um século. Causou estranheza as profundas alterações em seus movimentos físicos faciais – a partir do olhar - uma mudança radical de sua linguagem coloquial, ao optar por uma confissão aberta, sem fugir a nenhuma das perguntas elaboradas pelo Juiz Marcelo Bretas (surpreso), respondendo tudo olhando nos olhos do Magistrado. Em nenhum instante contestou algo, nem tão pouco indicou ou sugeriu a existência de outros cúmplices. Uma única frase deixou pistas de sua mudança: “o poder é um vício doentio...” Fica subentendido que o réu confesso está em tratamento, e com acompanhamento psicológico.

    O poder exerce forte atração sobre o dinheiro. Na política, normalmente se juntam, e em questão de tempo não se separam mais. Transforma-se em uma mistura homogênea, que vicia e provoca danos irreparáveis na psique dos seus usuários, com lesões maiores que as provocadas pelo uso contínuo do álcool, das drogas e outros tipos de entorpecentes. Só os loucos ou os amantes, abdicam do poder e do dinheiro. Esta mistura provoca alucinações como a perda do medo, pudor; ética; moral; cria a megalomania; ganância; corrupção e violência. Suas vítimas se convertem em mentirosos compulsivos, chegando ao ponto de confundirem realidade com ilusão. Por poder e dinheiro, o homem é capaz até de tirar a vida do seu semelhante.

    Pouco adiantou o TCE-PB advertir inúmeras vezes - por seis longos anos - que o contrato da Cruz Vermelha era irregular, infringia normas e leis do serviço público. Criava facilidades para superfaturamento, feria cláusulas Constitucionais e turvava as transparências exigidas pela Corte de Contas e de Justiça. Além do TCE, a sua Procuradoria - que é independente - recomendou a rejeição das contas da gestão “girassol” dos exercícios financeiros de 2013/14/15/16 e 17. Em 2014, encaminhou ao MPE da Paraíba, pedido de cassação do governador reeleito, por abuso do poder econômico. Ao invés de recuar, ex-governador Ricardo Coutinho adotou a tática de usar o ataque como defesa. Usando a mídia, desqualificava todos que contestavam a suspeita de má gestão dos recursos públicos. O MPPB, final de 2018, após as eleições, “recomendou” num gesto até estranho e de “cortesia”, a não renovação do contrato com a Cruz Vermelha, que se encerraria em 02.01.2019. Pouco se importando com aconselhamento, Ricardo Coutinho renovou o contrato, no apagar das luzes de sua gestão (2018), temendo que seu sucessor João Azevedo fosse “acuado” pela prudência e defenestrasse a OCRIM. A esta altura, os efeitos dos alucinógenos viciantes causados pelo poder e o dinheiro, tinham-no levado ao grau de dependência total.

    Quando chegou ao poder (municipal) da Capital, o ex-governador Ricardo Coutinho montou o seu time. Como o dono da bola, jogava quem ele queria. Centralizou o dinheiro, e começou a arbitrar o valor de cada pessoa ou ente, que viesse ajudá-lo ou precisasse ser subornado para não obstacular sua trajetória. Alguns pularam do barco. Luciano Agra, Roseana Meira; Nonato Bandeira... Os que ficaram fizeram “juramento de sangue”, e passaram a cumprir tudo que ele determinava. Enfrentou Justiça, MPPB; MPE; TCE e criou um “ninho” de cumplicidade com o parlamento. Venceu todas as batalhas em que foi desafiado, e através da mídia comprometida, intimidava ou aterrorizava as poucas vozes que defendiam o estado da ordem democrática. Na sua visão, tudo tinha um preço, e era negociável. Livânia Farias, Gilberto Carneiro; João Azevedo... Um time de 20 pessoas com mais 17 parlamentares não tinham o que temer. “Rambo” resolveria tudo. E, enquanto isto, privilégios (desvio do dinheiro público) também foram “socializados”. A “ilha da fantasia” tornara-se realidade na Paraíba, por mais de 12 anos. Até que o lento e cauteloso CAECO-PB - bem mais prudente que o do RN - resolveu um dia agir. Para infelicidade do “socialista”, estes promotores não têm preço de mercado. E seu primeiro momento de azar foi o destino do processo: Desembargador Ricardo Vital de Almeida, que chegou a Corte de Justiça da Paraíba por méritos e merecimento. Mesmo tendo dois primos em primeiro grau influentes – Senador Veneziano Vital do Rego e Ministro Vital Filho - jamais aceitou “ajudas” em sua brilhante carreira na Magistratura.

    Secretária Livânia Farias, em prisão preventiva, não conseguirá sair com facilidade do labirinto onde ainda esconde um enorme tesouro do PSB, sem a imprescindível ajuda e colaboração de seus colegas de governo, para apontarem a trajetória por onde percorreu bilhões de reais – não só da Cruz Vermelha – mas, de todos os demais segmentos da máquina pública. A novela está apenas começando. Muitos personagens – insuspeitos – surgirão até que se encerre o último capítulo. A propósito: com passaporte diplomático, Ricardo Coutinho ainda está na Paraíba?

  • O SISTEMA S E A CRUZ VERMELHA

    22/02/2019

    Até quando a Assembleia Legislativa da Paraíba irá ignorar as mudanças radicais que ora acontecem no Brasil? Quando irá instalar a CPI da Cruz Vermelha, apurando fatos que podem minimizar ou ampliar o comportamento de uma organização criminosa no estado, que por oito anos consecutivos desviou cerca de 350 milhões de reais? Seus principais protagonistas já estão encalacrados pelo MPF e PF. Ninguém foge da Justiça neste novo padrão (internacional) de combate a corrupção. Presidente da FIFA (octogenário) continua preso nos Estados Unidos, fazendo uma faxina semanal no corredor onde se situa sua cela.

    A corrupção desde 2002 foi considerada uma ameaça maior para a sociedade que o terrorismo, por ser um crime sem causa ideológica ou religiosa, que age de forma disfarçada, porém com efeitos devastadores. O desvio de verbas públicas – na saúde e educação - mata mais que atentados. Traz o desemprego que desagrega famílias, criam-se as OCRIM que exploram a droga, contrabando; prostituição e os crimes violentos hoje banalizados. A irresponsabilidade dos políticos, o descaso das Cortes Superiores de Justiça e Contas, culminou numa ação coordenada sem influência de governos, graças à sensibilidade do MP que cumpre seu papel Constitucional de fiscalizar a aplicação da lei, atendendo as exigências de transparência cobradas pela população, que tem se agigantado através das redes sociais.

    Estamos vivenciando um ano em dias, décadas em semestres, impulsionados pela intensa mobilização da população, no seu uso incansável e diuturno das redes sociais. O Facebook – há um ano – era só glamour. Usuários desta ferramenta se transformaram em milhões de colunistas sociais. As postagens eram sobre festas, casamentos, aniversários; relacionamentos amorosos do momento; ensaios fotográficos; frases de autoestima...  De repente se converteram em milhares de batalhões destemidos que denunciam, cobram postura e legalidade dos poderes e deram seu recado nas eleições de outubro (2018).

    A guerra está apenas começando. O Senado Federal – legislatura instalada há vinte dias - não resistiu à pressão das redes e resolveu aceitar o protocolo de pedido de impeachment contra quatro, dos onzes ministros da Suprema Corte. O povo (maioria) foi contra o PT, Câmara e Senado. Exige a lava-toga, extensão da lava-jato a estados e municípios e se o Parlamento não aderir a esta causa, será atropelado com grandes mobilizações em ruas e praças deste país.

    A prisão do presidente da CNI – Confederação Nacional da Indústria, uma das maiores autoridades institucional do país, considerado acima de qualquer suspeita, jamais esteve no imaginário de qualquer cidadão deste país. É um homem que luta para construir os trilhões de reais do nosso PIB. Que cobra e incentiva a produção. Como sequer desconfiar seu envolvimento em propinas?

    Inimaginável uma acusação de prática de corrupção – desvio de dinheiro público - oriunda do Ministério do Turismo em “episódio” que envolve contratação de eventos entre 2002 e 2008, fato que causou perplexidade sem parâmetro em nível nacional. A opinião pública ainda está tonta, como quem toma uma pancada na cabeça. Questionamos mais uma vez o Parlamento paraibano: quem imaginaria que a Justiça iria buscar no fundo do baú processos de investigações da CGU relacionado a supostos fatos ocorridos há dezessete anos? Imaginem a denuncia da Cruz Vermelha? O dinheiro do turismo transferido para o sistema “S”, segundo delegado da PF, foi superfaturado e em algumas ocasiões, os festejos não foram realizados. O prejuízo não traz danos à vida humana. Mas, 350 milhões de reais desviados da Cruz Vermelha ceifaram a vida de muitos, por falta de medicamentos, pronto atendimento; contratação de profissionais competentes; morte da fila do centro cirúrgico... As consequências são bem mais graves.

    Tudo o que só nos resta – no caso CNI - é torcermos por um final “transparente”, onde se possa enxergar que tudo não passa de um grande mal entendido ou equívoco. Já a Cruz Vermelha, a Assembleia Legislativa parece que pretende enfrentar o povo, e mostrar que pode mais que o eleitor. Para desencargo de consciência, o aconselhável seria o presidente da ALPB realizar uma pesquisa nas redes sociais, ou através de institutos especializados, consultando os paraibanos sobre a importância desta CPI. Se a maioria desconsiderar, se salva o poder legislativo.

  • AS REDES E A DEMOCRACIA REPRESENTATIVA

    14/02/2019

    Inebriados com a avalanche de notícias positivistas manipuladas pela grande mídia nacional, os governos petistas navegaram por um longo tempo em “mar de almirante”. Índices econômicos manejados, com fórmulas mágicas sobre cálculos de inflação, renda; emprego e distribuição de crédito “eleitoreiro” - subsidiado pelo governo - criando uma realidade fictícia, não compatível com o custo de vida do povo brasileiro. Apesar da renuncia fiscal (incentivos) para tornar mais barato o preço de automóveis, eletrodomésticos e materiais de construção, a miséria crescia de forma desordenada trazendo a reboque a violência que banalizou os assaltos – não só de dinheiro, mas, de qualquer objeto - roubos; fraudes; arrombamentos de residências; arrastões em restaurantes; condomínios residenciais, até em transportes coletivos da periferia, usado pelo pobre trabalhador assalariado na faixa mínima.

    Esta bonança ilusória, criminosamente manipulada pela mídia – regiamente paga e em alguns casos sócia do tesouro nacional – levou milhões de brasileiros a creem numa das maiores mentiras oficiais de um governo irresponsável, perdulário, loteado e ocupado por OCRIM. Alguém deve recordar que a TV, Jornalões; rádios e revistas mostravam o Brasil como a 5ª economia do mundo, suplantando a Inglaterra e prestes a ultrapassar a Alemanha. A clarividência da manipulação não resistia a um comparativo aos dados divulgados anualmente, mostrando o desempenho das nações, pelas mais diversas instituições inclusive a ONU. Educação 80ª posição no ranking, lanterna na América do Sul e ficando atrás de alguns países da África subsaariana. Mortalidade infantil; Universidades (USP o nosso orgulho abaixo de 400 outras do mundo); tecnologia de ponta, zero. Segurança Pública: Síria e Afeganistão matavam bem menos que o Brasil. Por que as “elites” econômicas e intelectuais deste gigante verde amarelo engoliam tanta mentira e defendia os “desgovernos” petistas?

    O povo deu seus primeiros sinais de insatisfação quando inundou as ruas de São Paulo e Rio de Janeiro em 2013. Sem líderes, manifestantes pacificamente apolíticos, simplesmente caminhavam no final de cada tarde para mostrar as redes da comunicação tradicional que não suportavam mais a mentira, queriam mudanças. Em alguns destes eventos, políticos de oposição tentaram se infiltrar, porém foram expulsos debaixo de vaias. As esquerdas brasileiras, inspiradas na tirania Cubana, logo reagiram. Infiltraram a “psolista” Eliza Quadros (Sininha) no movimento de ruas do Rio de Janeiro, comandando um grupo de arruaceiros (Black Blocs) que depredavam tudo que estivesse à sua frente, com propósito de atrair a polícia, para com jatos de água e uso de cassetetes expulsarem as famílias pacifistas. Os acontecimentos culminaram na morte de um cinegrafista e prisões de dois recrutadores (menores); Sininha Quadros foragia e hoje se tratando com psiquiatra, após dois anos de internação. O povo deixou as ruas, e aguardou outra oportunidade. A esta altura, não acreditavam mais em seus representantes: vereadores, deputados estaduais; federais; senadores da república; prefeitos; governadores; presidente... Até o Poder Judiciário passou a ser suspeito.

    Na primeira oportunidade surgida, Copa do Mundo, voltaram a se manifestar de forma mais segura. Em todos os jogos que a presidente Dilma Rousseff esteve presente (nos Estádios) os apupos eram ensurdecedores e por longos minutos, a partir da abertura da competição, o que causou curiosidade a mídia internacional que não entendeu o gesto de um povo infeliz, pedindo socorro ao mundo. Mesmo assim, as dezenas de bilhões investidos na mídia, minizava os fatos, ignorando a população. Surgiu Sérgio Moro e a operação lava-jato: o povão simplesmente o beatificou. A partir de então, a revolta ganhou proporções tão alarmantes, que quando Dilma Rousseff aparecia na TV, um panelaço estrondoso acontecia em todo o país. Sejamos sinceros ou pelo menos racionais: como uma pessoa tão impopular, odiada, consegue se reeleger em meio à tamanha revolta? Alguém ainda acredita na eleição e reeleição de Dilma? Depois de tudo que aconteceu no país, numa eleição com 81 votantes (Senado), ainda tentaram fraudar! Imaginem as urnas eletrônicas? Que não tem meios de conferir quem votou? Finamente o povão descobriu as redes sociais e começou a mudar o Brasil. Derrubou o PT, 50% da Câmara dos Deputados; 85% de 2/3 do Senado Federal; impediu Renan Calheiros de voltar a presidir o Congresso; pôs Sergio Moro no Ministério da Justiça e agora quer expulsar do STF quatro Ministros suspeitos. Pela primeira vez na história de nossa democracia, nossos representantes eleitos estão dando satisfações a quem os elegeu, temendo não renovarem seus mandatos. São novos tempos, surpreendentes... 

  • Escndalo da Cruz Vermelha

    06/02/2019

    Governador João Azevedo tem início de gestão bastante tumultuado pelo escândalo divulgado em nível nacional – programa Fantástico Rede Globo – exibido no último domingo 03/02/2019 após completar trinta dias de sua posse.

    Evidente que o fato não o atinge de forma direta, mas nocauteia o principal cabo eleitoral de sua campanha - uma inesperada vitória em primeiro turno - ex-governador Ricardo Coutinho.

    O evento, episódio previsível, não foi novidade ou surpresa para os meios políticos, que desde 2004 começaram a superestimar a capacidade de Ricardo Coutinho por ter se tornado imbatível neste tipo de contencioso: malversação do dinheiro público. Escapou de escândalos dos livros e editoras (quando prefeito da capital), tráfico de influência – inúmeros casos envolvendo seu irmão Coriolano; Jampa Digital... No governo do estado ignorou que a Cruz Vermelha estava sendo investigada no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Trouxe-a para a Paraíba, mesmo tendo sido aconselhado a evitar problemas no futuro. Manteve sua característica: “posso, quero e mando”.

    Uma nota de repúdio foi redigida às pressas, onde se enxerga as digitais de Ricardo Coutinho. João Azevedo não tem nada a dizer ou responder sobre a Cruz Vermelha. Pelo contrário, o problema não ocorreu em sua gestão, e atendendo a orientações nomeou interventores nos dois principais hospitais administrados pela empresa denunciada. Será que a iniciativa de “escrachar” a Globo foi de João Azevedo?

    O poder quando exercido em longevidade culmina na auto-hipnose insensata que afasta o homem do humano, e o faz crer que possui dons divinos. Quem assistiu na TV ou acompanhou pelas redes sociais a eleição da mesa diretora do Senado da República, deve ter percebido a obsessão (irracional) do senador Renan Calheiros em assumir a presidência do Congresso Nacional a qualquer custo. Depois que presidiu o Senado pela primeira vez, não quis mais largar o osso. O país inteiro se manifestou na internet contra ele, que não deu a mínima importância para o fato. Lançou-se candidato, rachou seu partido, provocou uma mudança no processo de escolha, com 50 senadores dos 81 sendo favorável ao voto aberto. Após ser vencido, suspenderam a sessão e todos concordaram em adia-la para o dia seguinte, prevalecendo a decisão plenária do voto aberto. Renan acordou o presidente do STF, e o pôs para trabalhar durante toda a madrugada, para que a Justiça interferisse no Legislativo e o voto fosse secreto como era seu desejo. Quando percebeu que perderia, surgiu uma “misteriosa” fraude para ganhar tempo. Novo escrutínio foi realizado. Ao alcançar que seria “esmagado”, renunciou em meio à votação para tumultuar o processo. Desta feita o decano paraibano, senador José Maranhão, cansado de atender seus caprichos, concluiu os trabalhos, onde Renan figurou apenas com cinco votos e quatro ausentes.

    Ricardo Coutinho coleciona vitórias desde 2004. Tem atropelado TCE, MPE; TRE; Assembleia Legislativa e anulado a mídia tradicional – manipulando os proprietários dos órgãos de comunicação - intimidando seus principais profissionais. “Triste do poder que não pode” é uma máxima que as redes sociais estão abominando de forma definitiva. Novos protagonistas da cena política não procuram mais câmeras nem microfones das grandes redes. Usam “lives”, Self; áudios através do “Zap” comunicando-se diretamente com seus eleitores, realizando enquetes e pedindo opiniões para cada decisão a ser tomada.

    Na essência do personagem político estão sedimentados – salvo raríssimas exceções – sentimentos negativos como a inveja, traição; revanchismo e desprezo. São figuras frias e calculistas. Assembleia Legislativa colhe assinaturas para instalar uma CPI investigando o caso da “Cruz Vermelha” e sua atuação na Paraíba. Cremos que Ricardo Coutinho não seja tão infantil para acreditar na “gratidão” e “fidelidade” dos seus “amigos” ora no parlamento. Afinal, todos os dias ele se mira no espelho para se barbear e deve avaliar, através de si mesmo, o que significa “gratidão”.

    Uma CPI neste momento define como será a gestão João Azevedo. Se quebrar lanças para “aborta-la”, loteia seu governo e assume a posição de “poste”. Perde o respeito do eleitorado - ora em movimento de metamorfose - e será comandado pela equipe de um governo que de “fato” ainda se mantém a frente dos destinos da Paraíba.

    Em pronunciamento antes de sua eleição para presidência da Assembleia Legislativa, “pinçamos” uma frase do deputado Adriano Galdino: fidelidade e lealdade sim. Subserviência jamais. O resultado foi sua junção com Tião Gomes, afastando-se de Ricardo Coutinho e deixando um recado claro para João Azevedo: para governar, terá que nos ouvir.

  • MEDO CHINS DO FUTURO GOVERNO BOLSONARO

    11/12/2018

    Infelizmente o jornalismo brasileiro – da área econômica e política internacional – pouco têm nos revelado sobre a guerra surda que se arrasta por décadas na disputa da hegemonia econômica (comercial) do mundo, a partir da metade deste século XXI. O recrudescimento da peleja entre norte-americanos e chineses (ocidente e oriente) pelo que lemos, assistimos na TV e nos informamos através da internet, não mostra nada - em profundidade – sobre como nos inseriremos nesse contexto, sendo um país emergente. Nossos “notáveis” economistas – que interpretam “varejos” - se limitam comentar os motivos da bolsa cair ou subir, dólar disparar ou despencar com justificativas ridículas. Propositalmente ou não, se esquecem de apontarem os verdadeiros motivos de sempre: atos ilegais dos supercapitalistas e suas ganâncias, usando o Brasil continental riquíssimo, como rota de toda a bandidagem e pirataria internacional a partir do submundo da especulação. Desde a era Delfin Neto – ex-ministro dos governos Militares – que se instalou no país o “capital motel”. Derrubam as bolsas da quinta para a sexta-feira e sobem o dólar. Na segunda-feira o quadro volta à normalidade. Neste intervalo, evaporam-se milhões de dólares de nossas divisas.

    Nenhum presidente – após Emílio Garrastazu Médici que expulsou o FMI do Brasil - foi capaz de acabar com esta farra, que só acontece conosco. São bilhões de dólares anualmente que deixam a produção, vão para especulação e não retornam mais em forma de investimentos. O que gera riquezas é o trabalho, não o dinheiro. Manobras criminosas apoiadas pelo Banco Central, CVM – Comissão de Valores Mobiliários –  centro de ladroagem e impunidade – mancomunado com cartel dos bancos, composto pelo Bradesco/Itaú/Santander, seguidos pelos estatais BNDES, BB; BASA; BNB...

    Esperamos doravante, que findo o período mais negro de nossa história, quando governou o país o PSDB/PT – lá se foi 24 anos - praticamente ¼ de um século, a economia mundial volte a enxergar o Brasil. Desde 1980 nenhuma planta industrial das grandes multinacionais se instalou nas terras guaranis. FHC entregou as joias de nossa coroa, através de um processo de privatização subavaliado, aos Chineses, usando larápios amigos seus como intermediários. Por onde anda o bilionário “laranja” de FHC e do PSDB, “festejado” Benjamin Steinbruch? O homem riquíssimo que comprou a CSN – Cia. Siderúrgica Nacional, Cia. Vale do Rio Doce além de outras dezenas de estatais? Depois de todas estas falcatruas, não figura sequer na lista dos bilionários do Brasil. Tudo encenação. Vieram Lula e o PT, e investiram as economias do povo (BNDES) nos países quebrados pelo comunismo. Entretanto, mesmo sendo saqueados por décadas, quanto mais nos roubaram, mais riquezas infindáveis surgiram produzidas por brasileiros autênticos que ainda sonham em construir uma grande nação.

    O Brasil chegará em 2019 como um dos maiores celeiros do mundo. Sonho inalcançável pelos Chineses e seu líder agrário Mao Tsé-Tung – hoje nosso maior comprador de commodities – a partir do agronegócio (70% de nossa soja) além de carne bovina; suína; aves; café; frutas nobres... Para alimentar suas indústrias adquirem quase todo nosso aço, minério de ferro; nióbio; alumínio; estanho... Até mármore e granito. A mudança repentina de governo e víeis ideológico do país, estremeceram as estruturas dos Chineses. Os norte-americanos voltaram a cortejar seu antigo (primeiro) aliado, que os ajudaram a tornar-se superpotência. Pretende comprar tudo o que produzirmos – ora enviado para a China – que agrega valores (empregos) ao manufaturar através da indústria, decuplica o preço e exporta para os Estados Unidos. Um verdadeiro “negócio da China” para os Chineses. Se o Brasil romper este acordo, alguns milhões de Chineses perderão seus empregos. Cai o seu PIB, reduz seus saldos nas balanças comerciais com diversos países do mundo e despencam suas reservas cambiais.

    Para que se tenha noção de nossa importância no cenário internacional é necessário que observemos alguns dados interessantes, sobre o que ainda restou do Brasil, após o “vandalismo” econômico promovido pelo PSDB/PT. Rebanho brasileiro hoje é de 215 milhões de cabeças. Dos Estados Unidos, 87 milhões. Temos mais gado que gente. Somos uma nação totalmente autossuficiente: produzimos em demasia tudo que consumimos, mesmo com o MST; CUT; ONG e interferência das políticas ambientalistas. Para nosso infortúnio, atrasamo-nos em tecnologia por imposição esquerdopata das Universidades que priorizaram – ao invés da pesquisa - discutir religião, gênero e defender o LGBT, doutrinas do comunismo do século XXI. Colhemos em 2018, 350 milhões de toneladas de grãos (só a soja 226; milho; café...) o Brasil segundo a FAO (ONU), até 2025 será o maior centro de produção agropecuarista do planeta. Destaque-se ainda: 1/3 de todo o café plantado no mundo está no Brasil, que também lidera como maior produtor de açúcar e etanol; petróleo, somando a produção da Petrobras com seus parceiros atingiu-se 3,15 milhões de barris dia, contra 2,7 da Venezuela. Como conseguimos alcançar posições tão importantes, sendo (des) governado durante 24 anos pelo que existiu de mais espúrio em nossa classe política historicamente a partir da independência? Sobrevivemos à corrupção generalizada, padecemos os efeitos de uma economia controlada por financistas, que integram um criminoso cartel de bancos - com vistas grossas do CADE - justiça politizada; violência banalizada; insegurança... Agora, só depende de nós cidadãos, nos manter vigilantes e nos livrarmos democraticamente de todos que nos trouxeram este amargo atraso.

  • FUTURO SOMBRIO DO JORNALISMO CONVENCIONAL

    03/12/2018

    Após o segundo turno das eleições presidenciais realizadas em outubro último (2018) a Globo News divulgou com ênfase um anuncio institucional (da própria emissora) mostrando o alcance do seu recorde histórico de audiência - 121 horas ininterruptas no ar com a Central das Eleições com um gigantesco time de repórteres e comentaristas – conseguindo registrar nas visualizações do seu gráfico oscilante o momento “mágico” de oito milhões de telespectadores.

    Não deu para entendermos bem o motivo para tal comemoração... O presidente eleito Jair Bolsonaro tem mais de 8 milhões de seguidores – que o acompanham diuturnamente – em apenas um dos segmentos das redes sociais (Instagram). Quando se acrescente o Facebook com 5,5 milhões; mais de 5 milhões no Twitter; milhões de grupos do whatsapp - cada um com cerca de 200 seguidores - YouTube... Estas mensagens são compartilhadas gerando efeito multiplicador geométrico. A audiência de Jair Bolsonaro, operada com ajuda do filho, um telefone celular e direto do terraço de sua casa, corresponde a todo público telespectador de todas as emissoras de televisão do país em seus horários nobres.

    Estávamos em Brasília (2012) conversando com o amigo David Araújo - apaixonado por tecnologia - ele nos mostrando (maravilhado) a explosão do twitter. Interação simultânea entre todos, sem observância ou reservas de categorias sociais ou acesso aos exclusivos grupos fechados de “intelectuais” - considerados como “vanguarda” do pensamento moderno - introduzindo na época o polêmico debate sobre o “politicamente correto”.  Todos se “misturavam” na discussão com críticas fundamentadas ou simples “baboseiras” doutrinárias, piadas e conversas desconexas. Ficamos impressionados com esta nova “ferramenta” que permitia alguém se contrapor aos “medalhões” da velha mídia convencional, monstros sagrados da comunicação. Indagamos de David: quando será que a internet chegará a televisão? David com um risinho irônico respondeu: a pergunta está certa, porém foi feita de forma inversa. O que você deve questionar é quando a TV irá aderir à internet. Em uma década, não só a TV, mas os jornais, revistas e até o próprio radio terão que ir buscar público na internet.

    Nosso companheiro do extinto Diário da Borborema e da Grafset foi generoso demais. Previu – o que não acreditávamos – o prazo de uma década. Não chegou a metade. A justificativa da “instantaneidade da informação” como milagre da internet e o motivo dos “dislike” contra programas da televisão – sobretudo alguns noticiosos – outrora campeões de audiência, são argumentos infundados, defendidos por alguns poucos sobreviventes que ainda restam deste tipo de jornalismo, que não admitem o erro de seus patrões, e suas respectivas subserviências. Filtrar, distorcer e ignorar a divulgação de fatos do interesse do povão é manipulação. Ao alegarem que nos Estados Unidos está ocorrendo ou ocorreu, o mesmo fenômeno do Brasil. E daí? É mais uma prova incontestável da falta de “imparcialidade”, não da liberdade.

    Danilo Gentili tem um programa no SBT (meia noite) que há mais de um ano bate a rede Globo com Pedro Bial – substituto de Jô Soares - no mesmo horário. Gentili tem 7,2 milhões de seguidores no seu twitter. Ele leva este público ou parte dele, para assisti-lo e participar de seu programa. Pedro Bial no twitter tem este apenas 911 seguidores. Quem há seis anos conhecia o filósofo Olavo de Carvalho? Três décadas escrevendo nos principais jornais do país, autor de 18 livros que agora é que estão começando a serem lidos e muito vendidos. Em entrevista quinta-feira (28.11.2018), o filósofo afirmou que já foi entrevistado por 21 jornalistas famosos do Brasil, e perguntou aos mesmos: você já leu algum livro meu? Qual? Nenhum tinha lido. Olavo de Carvalho é um dos mais festejados sucessos do Youtube. Tem cinco mil inscritos em seus mais diversos cursos sobre filosofia. Imagine uma anualidade de no mínimo mil doares per capita! Foi a internet que levou seus seguidores a ler seus livros e imortalizarem-no. Sua importância o levou a indicar os dois principais Ministros do governo Bolsonaro: Relações Exteriores e Educação.

    Reconhecedor dos avanços da cibernética, aceitando sua magia interativa, defendemos mesmo assim, os mesmos sonhos e ideais - quiça saudosistas - do amigo Marcos Marinho. Acreditamos na volta da mídia impressa, como fonte de informação, educação e formação de opinião. Mas, no novo formato “sincericídio”, não no falido modelo “motomaníaco”. Em entrevista coletiva sexta-feira 30/11/2018 acompanhado da postagem feita nas redes para os seus 70 milhões de seguidores, Jair Bolsonaro comentou: “Por que no Brasil devemos mantê-los (índios) reclusos em reservas, como se fossem animais zoológicos?” Manchete de O Globo do sábado: “Bolsonaro compara índios em reservas a animais zoológicos”. Este tipo de jornalismo, morreu.

  • Bomba nas eleies OAB-PB

    26/11/2018

    CARLOS FÁBIO E JAIRO DO PT TEM NA CHAPA CANDIDATO ACUSADO DE DAR GOLPE EM CLIENTE

    Uma farta documentação em forma de denúncia chegou às nossas mãos - encaminhada por um ilustre e respeitado advogado de Campina Grande - contendo cópia inteira de um volumoso processo, devidamente acompanhado de uma análise jurídico-processual, fato que nos causou surpresa, nos deixando estarrecido pelas incríveis peripécias de um “profissional”, configuradas no mínimo como “infidelidade” no patrocínio da causa de uma pobre viúva.

    Referimo-nos ao advogado campinense Orlando Virgínio Penha.

    A viúva teve de acioná-lo na justiça para tentar receber seus direitos, apreendidos indevidamente, submetendo-a a uma longa e sofrida espera, que durou mais de quatro anos, em função das sucessivas e incríveis manobras do advogado Orlando Virgínio Penha.

    O processo em que ele foi acionado para prestar conta é o de nº 001.2011.011.685-0*, que tramitou na 4ª Vara Cível da comarca de Campina Grande e está arquivado. A autora é a viúva e pensionista Maria da Guia Andrade de Araújo, que se sentiu lesada no momento do repasse do valor executado nos autos de uma ação indenizatória nº 001.1996.005.739-5, movida, na mesma Vara, contra a Companhia de Seguros Aliança da Bahia.

    Os primeiros autos revelam que o advogado Orlando Virgínio Penha usou de completa deslealdade, extrema má-fé, ao aprisionar indevidamente valores pertencentes à viúva-pensionista, depois de 12 anos de perseguição do direito. Deu maçada para repassar valores, escolheu quando deveria liberá-los, fazendo-o em fatias muito aquém do valor do crédito, forçando a viúva a promover a ação de prestação de contas.

    Depois de tanto se sentir pressionada através de sucessivas canseiras, que duraram mais de três anos, a viúva terminou cedendo e aceitou um espúrio “acordo” formalizado nos autos da prestação de contas, ficando o advogado com mais da metade da importância da indenização a título de honorários.

    O SINUSO E AMARGO PERCURSO EM BUSCA DOS CRÉDITOS

    O início desta história sinistra aconteceu quando o Advogado recebeu valores da cliente, por meio de alvarás: R$ 63.157,64, em 03/12/2008, e R$ 196.235,86, em 19/12/2008, totalizando R$ 259.393,50.

    Já era muito estranho o fato de o advogado transferir à cliente pequenas quantias, em dias diferentes, e o mais inacreditável, repassando inicialmente o valor de R$ 16.000,00, em 30/12/2008, alegando que só havia recebido R$ 20.000,00 de indenização e que, portanto, tinha retirado apenas os 20% de seus honorários.

    Diante da insatisfação da cliente, o advogado resolveu repassar-lhe os valores de R$ 40.000,00 e R$ 5.000,00, mas somente num espaço de mais de dois meses, nos dias 07.01.2009 e 17.03. 2009, respectivamente, fazendo acreditar que havia repassado o que era de direito da cliente, que acreditou no advogado.

    O fato já configurava confissão da infidelidade e apropriação indébita.

    Descoberto o patrocínio infiel e a apropriação indébita, a viúva acionou o advogado (jun/2011) com o pedido de prestação de contas, pois ele tinha recebido (dez/2008) a importância de R$ 259.393,50, com a incidência de juros e correção, na época, já por mais de 02 (dois) anos, e somente lhe havia repassado R$ 61.000,00.

    Diante do flagrante incontestável, o advogado Orlando Virgínio Penha propôs à viúva, em “acordo”, para pagá-la apenas 60 mil, alegando suposto acordo verbal de 50% de honorários, além de despesas de viagem sem a apresentação de qualquer documento. A pensionista terminou cedendo e realizando o acordo.

    Porém, a viúva ainda iria cumprir uma longa via crucis, como se o destino tivesse escolhido o advogado Orlando Virgínio Penha verdugo que a faria cumprir sentença de purgação dos seus pecados, jamais praticados. Infelizmente a pensionista Maria da Guia Andrade de Araújo não teve a oportunidade de ler o saudoso cronista (carioca) Stanislaw Ponte Preta, que advertia: “todos os dias saem de casa um malandro e um otário. A tragédia é a hora do encontro”.

    O acordo judicial foi realizado, mas não cumprido. O advogado passou a se esquivar e sob mil desculpas adiar o seu cumprimento, a ponto de promover uma demanda de arbitramento de honorários alegando que o juiz é que iria decidir o valor a ser pago. E tome incidência de correção e juros sobre o valor apropriado.

    O não cumprimento do acordo, espúrio e danoso, levou a viúva desservida a promover execução da sentença de sua homologação, na busca de sucumbir o restante da pena de expiação de seus pecados que durou, ainda, mais de três anos.

    Depois desse longo período na incessante busca por seus direitos, a cliente recebeu apenas parte deles, ou seja, R$ 61.000,00 (entre dez/2008 e março de 2009). E R$ 60.0000, em fevereiro de 2014.

    Em suma, coube à viúva-pensionista, nascida em 1943, a quantia de 121 mil, ficando o advogado Orlando Virgínio Penha com a importância de 138 mil, sem contabilizar os juros e atualização monetária dos expressivos valores correspondentes a 198 mil durante o longo período de quase seis anos.

    O inacreditável e mais cruel foi o fato de que o advogado deixou registrado no “acordo”, que veio a ser descumprido e só realizado por meio de execução, que transigiu “por mera liberalidade”, sem reconhecer qualquer ato que desabonasse sua “integridade moral e ética” (?)

    CONDUTA PROFISSIONAL TOTALMENTE CONTRÁRIA À ÉTICA E À HONESTUIDADE

    A grave denúncia e o medonho episódio traduzem uma conduta profissional contrária aos princípios da ética, da moral, dos bons costumes e, sobretudo, da honestidade. O fato macula o exercício da profissão do advogado e enrubesce a tradicional austeridade da Ordem dos Advogados do Brasil, que não pode silenciar sobre este tipo de prática delinqüente, cometidas por profissional que não tem o menor respeito por sua própria Entidade.

    ORLANDO CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA

    Mesmo com um passado nebuloso, o acusado de patrocínio infiel e apropriação do dinheiro da cliente Maria da Guia Andrade de Araújo é candidato à presidência da CAIXA de ASSISTÊNCIA, que movimenta um orçamento anual em torno de R$ 1.500.000,00 (um milhão e meio de reais). Na opinião de um membro da velha guarda da OAB, “estão entregando as chaves do galinheiro à raposa”.

    O que causa mais estranheza sobre os desdobramentos do inusitado fato é que mesmo estando o candidato envolvido nessa situação contrária à ética e à honestidade, foi indicado, na eleição passada, por Carlos Fábio e Jairo do PT, para o cargo de vice-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da Paraíba.

    E agora o mesmo “causídico” que fez “gatos e sapatos” dos valores pertencentes à sua cliente, é candidato à Presidência da Caixa, função hoje exercida pelo advogado Carlos Fábio, candidato à presidência da OAB Estadual.

    A ÉTICA DO PATROCINADOR DE CARLOS FÁBIO

    Informações dos bastidores da subsecional de Campina Grande confirmam a ciência de Jairo de Oliveira, conhecido como Jairo do PT, de todo este episódio. No início da atual pré-campanha da OAB, Jairo chegou a declarar apoio a Paulo Maia para a reeleição, mas condicionou, como exigência, o nome de Orlando na chapa como candidato a Presidência da Caixa. Paulo Maia recusou a imposição de Jairo, que automaticamente passou a apoiar Carlos Fábio.

    JAIRO E FÁBIO SABIAM DA ACUSAÇÃO CONTRA ORLANDO

    Não só Jairo do PT, mas Carlos Fábio também sabia do processo cível que acusa Orlando de apropriação indébita. Segundo comentários de advogados de Campina, a viúva espoliada promoveu processo ético disciplinar contra Orlando na Subseção de Campina Grande antes mesmo de sua candidatura à vice-presidência da Caixa de Assistência.

    Jairo, mesmo conhecedor do tenebroso processo, fez vistas grossas e contribuiu para que Orlando fosse candidato à vice-presidente da CAIXA, no triênio 2016/2018. Agora, bate o pé pela candidatura de Orlando à presidência da mesma Entidade, inicialmente como troca do apoio a Paulo Maia – sensitivo e zeloso ”curador” da imagem da OAB-PB resolveu preservar a tradição de postura ética da Entidade. Carlos Fábio, enxergando apenas seu umbigo e defensor do mau-corporativismo aceitou o apoio de Jairo, mesmo correndo o risco de se tornarem cúmplices de um processo moral: “ocultação da verdade”.

    Jairo e Carlos Fábio, caso venham a argumentar que somente agora tomaram ciência desse envolvimento pecaminoso de Orlando, devem adotar providências para evitar a contaminação da chapa. No entanto, se insistirem na candidatura eles devem dar explicação à advocacia paraibana.

    UM ALERTA AOS ADVOGADOS DE CAMPINA E DA PARAÍBA

    Não se deve apenas examinar propostas das chapas, mas principalmente a conduta de seus candidatos no exercício da atividade profissional. Estamos virando páginas e encerrando capítulo na vida do País, cuja população tem demonstrado engajamento no combate a tudo que indique existência de “focos” da velha corrupção instalada por décadas na nação, e uma Chapa da OAB séria não indicaria para integrá-la advogado descompromissado com a ética e a honestidade, principalmente aquele que, se eleito, vai administrar um expressivo patrimônio pertencente à Classe dos Advogados.

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    *Peças do processo de prestação de contas, acessar link abaixo.

    https://documentcloud.adobe.com/link/track?uri=urn%3Aaaid%3Ascds%3AUS%3A424bc25e-971e-4d39-a023-cb67b71c57e0&fbclid=IwAR1l5lbSrR5Pr2qWW6xYDZoIr3uc6LsauQOKV1uFt-Nd5A2k21sTpxl4qnA

     

  • O DIA SEGUINTE DE RICARDO COUTINHO

    22/11/2018

    Parafraseando o líder Chinês Deng Xiaoping, “não importa a cor do gato se ele come o rato”, o governador Ricardo Coutinho conseguiu superar todas as expectativas dos mais céticos - inclusive a nossa - quanto ao tamanho e abrangência de sua liderança nas eleições de outubro último (2018). Culpar as oposições por seus erros é premiar o “socialista” pelos seus acertos consecutivos e oportunos.

    Doravante, resta saber como Ricardo Coutinho administrará este seu último triunfo - tira teima - ocasião que derrotou todos que se sentiram responsáveis por suas conquistas anteriores: José Maranhão, Cássio Cunha Lima e Luciano Cartaxo. Os três, divididos, foram vencidos pelo voto - sem golpes ou rasteiras - praticando entre si o mesmo e velho estilo “clientelista” de cooptação das lideranças. Contudo, fazendo uma analogia a um quadro de guerra, destaque-se que derrotar o inimigo é uma tarefa árdua e difícil. Exigem enormes sacrifícios, engenhosidade e um pouco de sorte. No entanto, o maior desafio que vem pela frente é manter o território ocupado. Que o diga a Wehrmacht (Forças Armadas integradas por Exército, Marinha e Aeronáutica) do terceiro Reich, quando seu blitzkrieg em apenas oito semanas varreu a Europa pondo de joelhos até os ingleses, encurralados no penhasco de Dunquerque. Foram quatro anos de ocupação dos nazistas. Junho de 1940 ao mesmo mês de junho de 1944, com o desembarque das tropas aliadas na Normandia, que deu início ao fim do III Reich.

    O candidato eleito com apoio de Ricardo Coutinho, engenheiro João Azevedo, pode até ter assimilado tudo - como um bom discípulo - de seu mestre. Inclusive deverá continuar aceitando seus conselhos permanentes, no tocante a convivência com o Parlamento, Poder Judiciário e Tribunal de Contas. Porém, aparenta conduta dessemelhante a partir do “víeis” ideológico doutrinário. João Azevedo vem aos poucos evidenciando seu conhecimento da realidade do Estado. Nas entrelinhas de algumas de suas poucas declarações, aparenta ter enxergado que a Paraíba não tem capacidade ou estrutura de suportar uma “trincheira de resistência” ao Governo Federal. Terá que se engajar nas mudanças radicais que serão promovidas pelo governo central, com vistas ao combate das políticas anacrônicas implementadas pelo PT ao longo dos últimos 16 anos. Este pode ser o ponto crítico, capaz de fissurar o “mezanino” de concreto que sedimentou a aliança política entre João Azevedo e Ricardo Coutinho.   

    O Estado é pobre, dependente e endividado. A diferença entre “a pequenina” e alguns demais da região, são seus limites prudenciais, por ter obedecido a LRF. Recebe mais de cinco bichões de transferências da União, e retorna pouco mais de 1,2, fato que torna a Paraíba deficitária, distante de conquistar a categoria “A”, nota classificatória do Tesouro Nacional para Estados e Metrópoles.

    O que especula a oposição é quando se dará o rompimento entre João Azevedo e Ricardo Coutinho. Com Tarcísio Buriti e Wilson Braga, o que parecia um eterno revezamento do poder não durou seis meses. Entre Ronaldo Cunha Lima e José Maranhão foram três anos. Se fosse Mariz, não teria chegado ao primeiro aniversário. Mas, José Maranhão sentia-se refém de Ronaldo, que foi o patrono da chapa que o elegeu como vice. Como será o “dia seguinte” de Ricardo Coutinho?

    Até mesmo em família, fica explícito que o poder é piramidal. Quando o clã Cunha Lima esteve no domínio - em Campina Grande e no Governo do Estado - os frequentadores da casa de Ronaldo não eram os mesmos da casa de Cássio. Respeitavam-se em nome da “causa” que cingia todos. Inevitavelmente acontecerá o mesmo - a partir de janeiro 2019 - com os amigos de João Azevedo e os “talibãs” ideológicos de Ricardo Coutinho. Terão o respeito de João, mas não gozarão de sua intimidade. Os mais sensatos - amigos de João Azevedo - buscam influenciar o governador Ricardo Coutinho a fazer um curso numa universidade no exterior - dentro de sua área - como professor da UFPB, pelo período de um ano, para não haver rupturas provocadas via seus fieis seguidores, que acreditam estarem no mesmo governo ou gestão e que o inquilino do Palácio da Redenção se limitará a assinar os decretos impostos por Ricardo Coutinho. O argumento vai mais além... Chamam a atenção do “socialista” para a dezena de processos na Justiça em primeira instância. Estando fora do País, dificulta um pouco o rito e a celeridade cobrada por seus adversários. De qualquer sorte, a travessia de Ricardo - seu Saara - durará 20 meses até alcançar o “Oasis” do período eleitoral (agosto de 2020). Isto, se conseguir chegar até lá ileso e evitar cair em meio a algumas “tempestades de areia”, que possam surpreendê-lo em seu longo e solitário trajeto.   

  • O "ELE NO" CONTRA PAULO MAIA

    13/11/2018

    A ignorância política, aliada ao radicalismo obtuso e alicerçado no extremismo doutrinado, é parturiente da intolerância aterrorizante que permite o surgimento da “miopia adquirida”, resistente em não enxergar a realidade da lógica.

    Disputa pela presidência da OAB-PB (28.11.2018) vem se revelando, através da mídia, como um fato inusitado comportamental ao transformar uma eleição – sempre seletiva e diferenciada - de um órgão classista, numa disputa aberta com as mesmas características delinquentes das malogradas manobras de campanhas eleitorais ocorridas nas últimas décadas.

    A falta de discursos pontuais e consistentes, a ausência de programas que se limitem dentro do que é previsto e permitido pelo Estatuto da Ordem, tem originado o “clientelismo” oportunista por parte das oposições ao atual presidente e candidato à reeleição Paulo Maia. Prometem “Residência” ao advogado (?), alegam quebra de compromisso com o que foi prometido no pleito anterior, ocasião em que Paulo Maia se manifestou pelo fim da reeleição. Para se agravar ainda mais o baixo nível da disputa, as chapas das oposições tentam se “cacifar” de modo ardiloso, usando indevidamente o nome de lideranças políticas com intuito de trazer para a entidade o debate ideológico discutido arraigadamente nas ruas das cidades de todo o país pelo povão.

    Candidato Carlos Fábio, que compôs a chapa de Paulo Maia no último pleito - por ter sido preterido como o escolhido do continuísmo de então - argumenta de forma maldosa e repetitiva que o atual presidente descumpriu com o que prometeu. O pior é que a maioria dos filiados da entidade, que não acompanham o quotidiano da OAB-PB, talvez acreditem na “fake news”.

    Procuramos nos inteirar do fato e nos deparamos com a estarrecedora verdade, exatamente oposta à admoestação de Carlos Fábio. Honrando o que prometeu em seu discurso de posse, Paulo Maia encaminhou ao Conselho da OAB-PB mudança no seu Estatuto, vetando a reeleição. Defendeu sua propositura e o Conselho aprovou. Porém, o Conselho Federal da OAB determinou a revogação do Conselho da Paraíba, por ferir o regimento da entidade em nível nacional, que defende a reeleição. Neste caso, Paulo Maia não descumpriu o que havia prometido.

    Por outro lado, se Carlos Fábio é contra a reeleição de Paulo Maia, por que apoia a reeleição de Jairo de Oliveira da Subseccional de Campina Grande?  E o próprio Jairo Oliveira, que também faz objeções ao processo de reeleição, por que não dá ele mesmo o exemplo, e desiste de sua recondução?

    Este tipo de “chauvinismo” obsoleto, que inspirou as direitas nos anos 80, foi reeditado pelo PT a partir de 2014, culminando com uma derrota acachapante em outubro último (2018). A intransigência despida de coerência gera antipatia e “vitimismo”. Senão vejamos: 2016 impeachment é golpe. Golpe é todo ato de força que atropela a Constituição. Impeachment é constitucional. Em seguida, eleições sem Lula é golpe. Lula estava condenado em segunda instância, e se tornou inelegível por uma Lei que ele mesmo sancionou - Lei do Ficha Limpa.  Quando perceberam o crescimento de Jair Bolsonaro e a cristalização do seu voto, passaram a pichá-lo como “Fascista” e “Nazista”. Talvez nem o próprio Bolsonaro conheça de verdade o que foi o fascismo e o nazismo, imagine o povão! Pensaram até que era um palavrão. Paralelamente, os indecisos começaram a incorporar o sentimento de vitimismo sofrido por Jair Bolsonaro, e aqueles que se tornaram antipetistas, porém se envergonhavam em assumir posição de “voto aberto” para Bolsonaro, se irritaram, e furiosos, tornaram-se militantes. Já esgotado todo o estoque de apelos populistas, o PT cometeu o maior de seus equívocos: “ele não”! Mas, não explicava os motivos nem convencia os contrários.

    Pelo andar da carruagem, doravante só resta às oposições de Paulo Maia o sofisma tosco contrão do “ele não”. 

  • MANOBRA INTRIGANTE

    06/11/2018

    A dissidência aberta pelo presidente da Subseção da OAB-PB de Campina Grande, em apoiar repentinamente a chapa de oposição à reeleição de Paulo Maia, tornou-se um fato curioso, por ser despido de motivos que justifiquem a atitude - provavelmente “caprichosa” - do advogado Jairo de Oliveira que optou disponibilizar seu nome na chapa encabeçada por Carlos Fábio.

    Justificando o caráter de sua decisão, Jairo de Oliveira argumenta que em seu discurso de posse Paulo Maia havia afirmado que não seria candidato a reeleição. Todavia, as circunstâncias o fizeram mudar de opinião, quando a maioria dos filiados da OAB-PB passou a defender sua recondução, por considerar a gestão além de exitosa, ainda em processo de consolidação das metas estabelecidas em seu programa de campanha exaustivamente debatido em 2015.

    Para quem não se recorda, Paulo Maia quebrou um continuísmo (politizado) da OAB-PB, cristalizado ao longo de décadas, tornando a eleição do ano 2015 uma das mais disputadas da história da instituição. Votaram 7.361 advogados, na acirrada disputa na qual Paulo Maia conquistou 3.806 votos contra 3.362 obtidos por seu concorrente Carlos Frederico. E para nossa decepção, 193 membros da Ordem anularam seu voto (?). Logo numa eleição da OAB - que sempre pregou democracia através do voto – optar-se pela anulação! O ato se configura como “negação” ao processo democrático. Mais compreensível – porém injustificável – seria a abstenção. Se existem dois postulantes em um pleito e ambos não agradam, o sugestivo é praticar o que tão bem faz os norte-americanos: escolher dos males o menor.

    A “sombria” decisão do “incausado” Jairo de Oliveira – se não for algo pueril – encontra amparo apenas no adágio popular que recomenda: “faça o que digo, mas não faça o que eu faço”. Sua birra – segundo o que comentam – é em função da mudança de opinião do presidente Paulo Maia, que decidiu ser candidato a reeleição. Por que então o próprio Jairo aceita ser reeleito, e não permite a Paulo Maia gozar deste mesmo direito? Para ser absolutamente coerente com o que defende, Jairo de Oliveira deveria abdicar do direito de disputar sua permanência na Subsecional da Rainha da Borborema.

    Política classista difere muito da prática partidária. Todavia, dentro da OAB-PB sempre existiu esta ousada tentativa (atípica) de se “misturar” cores e bandeiras dos partidos políticos, por ocasião de suas disputas internas. Entretanto, este comportamento nunca foi visto no CREA, CRM; COREM... E tantos outros Conselhos que agrupam as mais diversas categorias de profissões liberais do país. A história nos mostra que a OAB tem se manifestado no plano político institucional, quando está em jogo nossa Constituição e os direitos de liberdade e expressão, inerentes ao regime democrático como determina nossa Carta Magna.

    Resta observar ao longo de todo este mês de novembro – até o dia 28 - se a manifestação “excêntrica” do presidente da Subsecional de Campina Grande da OAB se restringe apenas em ser oposição, para ser “contrão”, ou se por trás desta “manobra”, existe de fato uma questão partidária.    

  • ROMERO, A LTIMA TRINCHEIRA

    17/10/2018

    A renhida batalha eleitoral do dia 07/10/2018 – enfrentamento das forças políticas paraibanas- provocou baixas inestimáveis no invencível exército do Clã Cunha Lima, que após a derrota só restou a trincheira de Campina Grande, sob o comando de Romero Rodrigues, como a última fortaleza de resistência das tropas sobrepujadas.

    Quatro anos antes (2014) os Cunha Lima - descendentes da árvore genealógica do poeta Ronaldo - contavam com um senador (Cássio), o vice-prefeito de Campina Grande Ronaldo Filho; deputado federal (Pedro); um primo - neto de Ivandro (Bruno) - deputado estadual; Artur Filho – suplente da Casa Epitácio Pessoa, que assumiu a titularidade por quase toda a legislatura que se encerrará em 02/02/2019. Acrescente-se os contraparentes da “linhagem” Cunha Lima: o prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues; Tovar Correia Lima, genro do conselheiro do TCE Fernando Catão – irmão da mãe do senador Cássio; o escudeiro mor (agregado) saudoso Rômulo Gouveia.

    Nomear culpados é o caminho mais fácil para não se reconhecer erros. Hoje, dos descendentes diretos de Ronaldo Cunha Lima apenas Pedro (neto) tem um mandato parlamentar. Quando começaram os desacertos? A partir de 2016, reeleição do prefeito Romero Rodrigues? Provavelmente sim. Com um elevado índice de aprovação, desistiram de repetir a chapa doméstica e aliaram-se ao PP. Precisavam do PP para se reeleger? Claro que não. Já tinham derrotado Daniella em 2012, que sequer alcançou o segundo turno. E Veneziano, pelo que ficou registrado na memória dos campinenses nos seus últimos dias de gestão, não tinha como competir com Romero Rodrigues.

    Lembramo-nos do grande cronista carioca da década dos anos sessenta, Stanislaw Ponte Preta: “todos os dias saem de casa um malandro e um otário. O problema está na hora do encontro”. Alguém começou a massagear o ego do prefeito Romero Rodrigues, após sua reeleição, destacando suas chances de disputar o Governo do Estado. Não resistindo ao “canto da sereia”, iniciou uma peregrinação com vistas a viabilizar sua candidatura. A cada distância percorrida, aumentava a folha de pagamento da PMCG. E, oportunamente, o PP se aparelhava dentro da gestão, ocupando espaços privilegiados. Nada de errado por parte dos “pepistas” em buscar expandir sua estrutura dentro da máquina. Faz parte do jogo. Até o filho da senadora recém-eleita Daniella Ribeiro, que estava na terceira suplência da Casa Félix Araújo, assumiu a titularidade do mandato com o afastamento de edis que se tornaram secretários. Consequentemente, o nível da gestão começou a perder qualidade. Mas, para o então pré-candidato Romero Rodrigues, o importante era “quantidade” de lideranças que impulsionariam sua postulação, sonho ou devaneio.

    Percebendo a extensão dos danos e o “oportunismo” de aliados que vitimava Romero Rodrigues, o senador Cássio Cunha Lima “vazou” a exaustiva discussão que havia em ambiente familiar, externando seu descontentamento através de entrevistas radiofônicas, afirmando que Romero poderia e tinha o direito de ser candidato a governador. Mas, ele (Cássio) desistiria de disputar o Senado Federal. Na visão do líder tucano, a “estrutura” (PMCG) não suportava o peso de uma chapa familiar.

    No comando da legenda (PSDB) estava o “Lobo Alpha” Ruy Carneiro. Superou-se na ousada tentativa – a única possível para garantir a travessia da alcateia - unindo as oposições. No aniversário de José Maranhão (2017), milagrosamente estavam todos juntos. O ato levou Ricardo Coutinho a se afastar definitivamente de José Maranhão, com quem vinha discutindo a sucessão.  Curiosamente, registre-se: só não se fez presente a este evento o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), líder do governo  Michel Temer, partido que abriga o senador José Maranhão.

    O ataque ao Clã Cunha Lima teve início a partir deste evento. Iniciou-se uma rebelião dentro da própria legenda com sabotagens, chantagens culminando na criação da chapa alternativa “Bateau Mouche”. Evidenciou-se a partir de então – como registramos neste espaço - que o alvo era Cássio. O vice-presidente do Senado levou rasteira dos irmão Cartaxo em João Pessoa – descarregaram a votação em Daniella Ribeiro. Em Campina Grande, não apareceram os votos da gigantesca base de apoio construída por Romero Rodrigues e no restante do Estado ocorreu o “efeito dominó”.

    Aturdido, desorientado e sem rumo, o senador Cássio Cunha Lima - pelo visto ainda não sabe o que fará (politicamente) no futuro imediato – é  herdeiro de um dos mais invejáveis patrimônios políticos da Paraíba, que este ano completa meio século de existência (eleição de Ronaldo da Cunha Lima em 1968 prefeito de Campina). Passar o comando para seu filho Pedro Cunha Lima? Será que o jovem deputado já tem “musculatura” para assumir o peso deste cetro? Distante do pai e da PMCG, talvez não renove seu mandato em 2022. Do contrário, Cássio assumirá o comando do seu partido, que inevitavelmente será refundado, e lutará para manter sua base em Campina Grande.

    Romero Rodrigues - se recuperar a lucidez - tem a “caneta” na mão para reorganizar sua gestão, e lutar para eleger seu sucessor. A sensação de ser traído leva-o a considerar todos culpados. Os  Ribeiros escaparão? Talvez não. A revanche pode começar por eles. Desmontar a atual base parlamentar – tem vereador que nem suplência alcançou – que lhes asseguravam uma expressiva votação para eleger seu irmão Moacir para a Casa Epitácio Pessoa. Ficou na antepenúltima colocação. Para fechar o quadro de humilhação, esta mesma “base” elegeu Daniella como campeã de votos em Campina Grande, suplantando o imbatível Cássio, e por uma pequena diferença de quase sete mil votos sua esposa não sofreu a decepção de, como vice, perder para a vice de João Azevedo, Lígia Feliciano.

  • O BRUXO NEY

    16/10/2018

    Após o resultado das urnas paraibanas do último 07.10.2018, procuramos ler e ouvir todos que compõem a crônica política do estado, uníssonos em “creditar” os números “inesperados” ou impressionantes do pleito ao governador Ricardo Coutinho. Por outro lado, “debitam” ao senador Cássio Cunha Lima a derrota da chapa “Bateau Mouche”, sob o ambíguo argumento de “desgaste” provocado pela longevidade de sua imagem na vida pública, fato que teria gerado “fadiga” na população (?).

    Puxando pelo que ainda nos resta da memória, recordamos ter ouvido do jornalista Tarcísio Cartaxo (1973) um de seus relatos sobre a derrota do imbatível Argemiro de Figueiredo, nas eleições do ano de 1970 (Senado Federal), vencido pelo neófito e desconhecido Domício Gondim. Chico Pereira, deputado estadual da região de Pombal e “Agripinista”, questionou a candidatura de Domício Gondim: “governador (João Agripino) o senhor está louco? Enfrentar Dr. Argemiro com este homem que ninguém sabe quem é?” João Agripino o fitou, demonstrando perplexidade e rebateu: “Chico, você parece que está desinformado ou não conversa mais com o povo. Domício é bilionário, o Rei do Zinco no Brasil”. Chico Pereira esperto, concluiu: “Ah! Eu é que não entendi direito o nome, mas em Pombal o povo só fala nele”.

    O misticismo nos leva a crer na alquimia, em milagres cristãos; força do pensamento; poder de energias desconhecidas pelo mundo científico, e até nas “bruxarias” populares oriundas do candomblé, onde são usados misteriosos poderes para o bem e o mal, depende do cliente, e quanto ele dispõe pagar pelos “trabalhos”. Todavia, a “bruxaria” sadia e iluminada – doutrinada pelo consagrado escritor Paulo Coelho - tem poderes fenomenais. Alguém que chegue ao Rio de Janeiro hoje, pode perguntar em qualquer restaurante, taxista ou nos morros cariocas quem é Ney Suassuna, que ouvirá a resposta: um dos homens mais ricos do Rio. Escritor Paulo Coelho, que é carioca “da gema” e mora na cidade maravilhosa, talvez não seja tão conhecido quanto Ney Suassuna, mesmo morando atualmente em Miami (USA). Ney e Paulo devem ter se encontrado, e um ensinou ao outro o que precisavam saber. Paulo Coelho deve ter transformado Ney num Bruxo, e por sua vez Ney o ensinou como ganhar dinheiro e ser milionário.

    Questionamos recentemente neste espaço, num artigo intitulado “O Efeito Ney”, que forças “misteriosas” o teriam movido para deixar a tranquila Miami (USA) e voltar à Paraíba (19/09/2018) com um único propósito: inscrever-se como primeiro suplente do candidato ao senado federal Veneziano Vital do Rego. Dia seguinte à chegada do “Bruxo”, os milagres começaram a acontecer. Mais de sessenta prefeitos – que compunham o exército de correligionários do ex-ministro das Cidades e Líder do governo Temer, Aguinaldo Ribeiro, encontraram uma “razão” para escolherem o segundo voto para o Senado. Trocaram Cássio Cunha Lima - parceiro de Daniella Ribeiro - por Veneziano Vital do Rego.

    Diferente do presidenciável Cabo Daciolo que subiu a montanha para jejuar e ficou solitário durante todo o período eleitoral, Ney Suassuna preferiu ficar distante de seu apartamento na praia de Manaíra (Edifício José Primo) e escolheu a Fazenda Campo de Boi, próxima (seis quilômetros) de Campina Grande, que pertenceu ao saudoso tribuno Vital do Rego. Cabo Daciolo não recebeu ninguém, provavelmente pela baixa frequência de suas “vibrações” espirituais. Ney Suassuna atendia diariamente uma verdadeira “romaria” de prefeitos, ex-prefeitos; candidatos a deputado estadual, federal; vereadores... E sua “reza” era rápida, porém eficiente. No máximo cinco minutos de “pregação”, e a contagiante fé – que move montanhas – mudava repentinamente as intenções de votos. O único momento em que deixou “Campo de Boi” foi para ir visitar um amigo em João Pessoa. Coincidentemente encontrou no mesmo endereço o deputado Aguinaldo Ribeiro. Supomos que suas “orações” também foram direcionadas para a senadora eleita Daniella Ribeiro.

    Alguém me falou, e chegou a cogitar que Ney Suassuna veio como o “trem pagador” de uma campanha, desejando apenas uma posição de suplente. Discordamos prontamente. Ney nunca gastou um centavo de seu bolso em campanhas eleitorais. Nas vezes em que disputou mandatos, a lei permitia doações de campanhas de todas as origens e espécies. Ney sempre foi um bom arrecadador de fundos eleitoreiros. Para tanto, depois de ter sido líder de seu partido no Senado, Ministro da Integração Nacional, José Maranhão o escolheu como seu candidato para o governo do estado em 2002. Ney desistiu as vésperas das convenções, após uma ríspida conversa com José Maranhão, no hangar do aeroporto Castro Pinto – João Pessoa. Ney mostrou a Maranhão a planilha com os custos da campanha, 30 milhões de reais. José Maranhão disse que não estava entendendo. Que também era candidato e gastaria o dinheiro dele, com ele mesmo, que Ney gastasse o seu, pois do Estado não sairia um tostão. Ney encerrou a conversa avisando: amanhã convoco uma coletiva e desisto. Assim o fez.

    Se gastaram dinheiro nesta campanha, e através de Ney Suassuna, podem acreditar que o dinheiro não era dele. O dono era alguém que confiou nele.  

  • A FORA ELEITORAL DAS IGREJAS

    04/10/2018

    Central das Eleições é um programa da Globo News, que reúne comentaristas políticos para discutir e analisar as pesquisas de intenção de votos, contratadas pela emissora em parceria com os jornais o Estado de São Paulo e a Folha. Insisto em assisti-lo para constatar o grau de manipulação e o nível de ignorância dos “medalhões” da “festejada” grande mídia nacional. Infelizmente, toma todo o nosso tempo, e quando termina sentimos uma sensação vazia de frustração, por percebermos que nada fazem ou criam - além das amarras impostas pelo script – que lhes impões o improdutivo sacrifício de “enxugar gelo”. Meros exercícios futurologistas, sempre criando a perspectiva para que o PT continue vivo e forte. Que sobreviverá ao “tsunami” Bolsonaro e tentará se reconstruir aos trancos e barrancos num sonhável segundo turno.

    Nesta “oito” que não sai de suas circunferências, vez por outra e de modo desavisado a lógica trai os interpretes do falso discurso. Segunda-feira (01/10/2018) ao comentarem a pesquisa do IBOPE com a participação da diretora do instituto, Gerson Camarotti “pisou” na bola. Reconheceu de modo distraído que as manifestações do “ele não” provocaram uma reação maior no “ele sim”. E para fechar seu comentário, ilustrando com motivos e fatos a “disparada” de Jair Bolsonaro - quebrando a barreira dos 30 pontos - acrescentou que seria interessante analisar os feitos do segmento Evangélico que estava se concentrando na campanha de Bolsonaro e do apoio da bancada agrícola, onde se insere o agronegócio. Um pouco mais solta e não querendo fugir do seu papel como jornalista, Cristiana Lobo quase admitiu a eleição do “mito” no primeiro turno. Mas, coube a Eliane Cantanhêde, no programa “Em Pauta” do dia 03/10/2018, admitir que o peso das Igrejas Evangélicas tinham uma importância fundamental no crescimento de Jair Bolsonaro.

    O Brasil, apesar de ser um Estado Laico como consta em sua Constituição, a influencia da Igreja sempre foi muito forte sobre a sociedade. Somos o maior país cristão do planeta, com 92% de sua população batizada nas mais diversas igrejas cristãs, espalhadas por todo seu extenso território. Quem acabou com os cassinos no Brasil? Quem prescreveu o Partido Comunista do Brasil após a redemocratização de 1945? Quem foi para as ruas pedir intervenção militar (TFP) em 1964?  As Igrejas quando reconhecem que a família está ameaçada reagem e mostram sua força. A adesão do bispo Edir Macedo, a campanha aberta feita por Silas Malafaia; As Congregações Cristãs que agrupam todas as milhares de Igrejas Evangélicas; Canção Nova; maioria das Arquidioceses da Igreja Romana, decidiram por um fim nas polêmicas questões das esquerdas, que têm como meta destruir a família brasileira.

    Apesar do maior carnaval do mundo, futebol; praias e seminudez expostas; paradas gay; exacerbação das minorias que defendem o uso das drogas não sociáveis, o Brasil paradoxalmente ainda continua sendo um dos países mais conservadores do planeta. Ao não analisar estes aspectos, as esquerdas e seus expoentes das artes - que abandonaram as legítimas causas das desigualdades sociais e do trabalho - entraram em “parafuso” quando enveredaram pela mudança de comportamento, sexo e gênero e o fim da família, sobrevivendo apenas a “mãe Estado”. Este tipo de comunismo não deu certo nem na extinta União Soviética, como política oficial de Estado.

    A entrada definitiva na campanha das Igrejas em favor de Jair Bolsonaro está alterando quadros regionais. No Rio Grande do Norte, há apenas 15 dias, a candidata do PT senadora Fátima Bezerra vencia as eleições no primeiro turno, derrotando o governador (candidato a reeleição) e o ex-prefeito de Natal, um dos mais ilustres sucessores da oligarquia Alves (Carlos Eduardo). Despencou nas intenções de votos, e diminuiu significativamente sua diferença para Carlos Eduardo, segundo colocado. No ano de 2014 o PT obteve quase 80% dos votos válidos no RN. Em pesquisa divulgada hoje (02,10,2018) Jair Bolsonaro vence a petista com 3% a sua frente. Algo inimaginável, se não fosse a fundamental participação das Igrejas. Como no RN, este fenômeno pode ganhar força nestes três últimos dias nos demais estados, e mudar quadros já considerados definitivos no Nordeste brasileiro.

  • PSB E MDIA ESCOLHEM ADVERSRIO PARA O SEGUNDO TURNO

    04/10/2018

    Um estranho Instituto de pesquisa, do distante estado de Minas Gerais, deve ter sido regiamente pago para realizar uma pesquisa de intenção de votos na pequenina e pobre Paraíba, usando uma “metodologia” até os dias de hoje desconhecida pelos meios acadêmicos da Estatística.

    Apresentando resultado completamente adverso a todos os demais cenários de outras sondagens realizadas - faltando apenas sete dias para as eleições - o quadro revelado no último domingo pelo Veritá alavancou (como elemento surpresa) o candidato do governador Ricardo Coutinho (João Azevedo) para sonháveis 35,5% das intenções de votos, deixando bem atrás Lucélio Cartaxo (PV/PSDB) com 19,1%, tecnicamente empatado com José Maranhão com 18,7%. O fato torna visível a inequívoca sabotagem contra a postulação do Senador José Maranhão, cujo propósito é deixá-lo fora do segundo turno. Lucélio seria o candidato ideal para ser derrotado por Ricardo Coutinho? É o que sugere a mídia da capital, na esperança de uma “festança” sem precedente: três tesouros públicos para serem “sangrados”: PMJP; PMCG e Governo do Estado, neste suposto quadro projetado para o segundo turno (2018).

    Ricardo Coutinho entrará para o “guines”, pelos recordes consecutivos em derrotas, quando se trata de transferência de votos para eleger seus preferidos. Até mesmo para o parlamento federal, nunca conseguiu por um representante do PSB na Câmara dos Deputados. Perdeu duas campanhas seguidas para a Prefeitura de João Pessoa, e para o Senado Federal em 2014, quando José Maranhão – todos imaginavam ter alcançado a compulsória da política após o insucesso nas urnas pela disputa municipal de 2012 na capital - derrotou Lucélio Cartaxo - candidato de Ricardo Coutinho com uma maioria de 126 mil votos. Lucélio tinha a máquina do governo do estado, da PMJP; do PSD de Rômulo Gouveia, e a “estrutura” de Gilberto Ka$$ab. Em Campina Grande? Ricardo Coutinho Jamais conseguiu competir com o clã Cunha Lima, Rego ou Ribeiro. Que fato tão estapafúrdio aconteceu nestes últimos 30 dias, para seu candidato crescer tanto? A contradição é tamanha, que um dos seus postulantes ao Senado (PT) defende o odiado Lula, e o desprezado Haddad, que luta para chegar ao segundo, ou não ficar atrás de Ciro Gomes e Alckmin no próximo domingo 07.10.2018. Quem está sendo “desidratado” rapidamente é o PT e seus aliados, não José Maranhão.

    Desde 1965, o único governador eleito que conseguiu emplacar seu sucessor (Antônio Mariz) foi Ronaldo da Cunha Lima. Pedro Gondim (1965) pensou ter passado o bastão para João Agripino. Mas, as eleições uma das mais disputadas na história da Paraíba que tinha 334.479 eleitores, os mapas mostraram João Agripino com 168.712 votos e Rui Carneiro 165.785 sufrágios. Porém, houve fraude nas urnas de Cajazeiras. A cidade apresentou um número de votos superior à população. João Agripino foi cassado pelo TRE-PB na última sessão do ano de 1970, faltando três meses para terminar seu mandato. O STF confirmou que João governou sem ser eleito, quando todos já haviam falecido: Rui Carneiro, Argemiro de Figueiredo (vice de Rui) e João Agripino.

    Tarcisio de Miranda Buriti não foi eleito diretamente. Elegeu como seu sucessor Wilson Braga, numa eleição atípica, com o fim da sublegenda e voto vinculado de vereador a senador da república. Ricardo Coutinho mudará a tradição?

    Para conquistar seu primeiro mandato (2010) foi alavancado por Cássio Cunha Lima que desde 2002 tinha quebrado a barreira dos 800 mil votos. E em 2010, obteve 1.004 mil acrescentando mil votos a mais no resultado de 2006 1.003 mil. Ricardo Coutinho contou ainda com a ajuda do ex-governador Eduardo Campos, tesoureiro regional da campanha de Dilma Rousseff. Em 2014, além da máquina do estado, conseguiu a adesão do prefeito da capital Luciano Cartaxo. Hoje, Ricardo tem como adversário os três responsáveis por suas vitórias. José Maranhão (PMJP), Cássio Cunha Lima (governo do estado) Luciano Cartaxo (reeleição 2014). Eduardo Campos deixou o plano terrestre. 

  • DISPUTA PELO SENADO SE COMPLICA

    28/09/2018

    Em discurso ontem (26.10.2018) na cidade de Cacimba de Dentro o deputado federal Benjamin Maranhão revelou - para delírio do público presente - que havia conversado com o senador Cássio Cunha Lima e dele obteve a garantia que no segundo turno estaria ao lado de Romero Rodrigues no mesmo palanque de José Maranhão. O fato evidencia que a “pesada” chapa *Bateau Mouche – encabeçada por Lucélio Cartaxo - começa adernar.

    Botando a “faca nos dentes”, o senador Cássio Cunha Lima partiu para o ataque e com Daniella Ribeiro conquistou o apoio da candidata a deputada federal Tatiana Medeiros, uma das principais integrantes (de confiança) do núcleo político comandado pelo clã Rego em Campina Grande. É bom destacar que nas eleições municipais de 2012, com apoio do então prefeito Veneziano Vital do Rego, Tatiana Medeiros levou o pleito para o segundo turno, obtendo praticamente o dobro da votação de Daniella Ribeiro (PP): 65.195. No segundo embate, cresceu para 89.887, que não foram suficientes para derrotar Romero Rodrigues (130.106). Tatiana Medeiros tem um bom trabalho no estilo “corpo a corpo” pelos bairros da cidade, e defende as cores do senador José Maranhão.

    É interessante analisar os números através dos quais podemos avaliar o desempenho em Campina Grande, entre Veneziano e Tatiana, atestados pelo resultado das urnas de 2016, quando Romero Rodrigues se reelegeu com 138.996 sufrágios (acrescentando algo em torno de 8 mil votos a mais que em 2012), e o então “cabeludo” na disputa contra Romero ficou abaixo de Tatiana Medeiros em relação ao primeiro e segundo turno (2012) aferindo apenas 53.837.

    Todos os institutos de pesquisas – do Bigdata ao IBOPE – mostram a estagnação da campanha de Lucélio Cartaxo. No quadro que se apresenta a “briga” pelas duas vagas do Senado, Cássio Cunha Lima se isola de Veneziano (segundo colocado) que mantém uma distância em torno de 12% para Daniella Ribeiro e Luís Couto, empatados tecnicamente. Luís Couto não tem mais por onde se expandir. Está preso nos limites de seu radicalismo. Esbarra em Cássio, Daniella e na indicação da segunda opção de José Maranhão, nitidamente explicitada através dos gestos de Benjamim Maranhão, Roberto Paulino e do próprio Wellington Roberto, sem grandes alardes, votando em Cássio Cunha Lima. A campanha de Daniella está “paralisada” por conta do seu irmão, deputado federal Aguinaldo Ribeiro. Neste caso (familiar) quem tem que resolver a “bronca” é Enivaldo e Dona Virgínia Veloso Borges, acabando com esta birra infantil e  domestica.  Das 80 prefeituras que apoiam o ex-ministro das cidades e líder do governo Temer, numa rápida sondagem da espionagem tucana, constatou-se em alguns dos principais municípios material de campanha de Daniella Ribeiro “colado” somente com Aguinaldo. Onde está Cássio? A contrapartida? Daniella tem procurado “grudar” no tucano. Só falta adotar o sobrenome Cunha Lima, já  que é desprezada por um Ribeiro - seu irmão – responsável pela “estrutura”  de sua campanha. Em João Pessoa, por exemplo, Daniella tem 9% de intenção para o primeiro voto. Mas, transfere apenas 3% (segundo voto) para Cássio Cunha Lima. Toda ação, corresponde a uma reação...Lei da Física. Daniella ainda tem espaço para “disparar”. Mas, o que espera sem surpresas o “tucanato” é um Nelson Júnior sair com 160 mil votos, colados em Daniella. O fato “desidrata” a votação de Cássio. Contudo, não ameaça sua reeleição, quer seja como primeiro, ou segundo colocado. Se o destino de Daniella continuar nas mãos de seu irmão, como em 2012, ela não alcançará índices para disputar a segunda vaga.

    *Bateau Mouche foi o barco que naufragou no dia 31 de dezembro de 1988, próximo a praia de Copacabana com 142 passageiros, dos quais 55 morreram afogados. Dentre eles, a atriz global Yara Amaral e o ex-ministro do planejamento Aníbal Teixeira que escapou. O barco fora projetado para navegar com 62 passageiros. Mas, seu proprietário fez uma reforma – primeiro andar – e conservou a estrutura do calado (casco). Maré em alta, ondas acima de 1,5 metros, levaram o barco a naufragar.

  • SISTEMAS COMPROMETIDOS E SUAS VTIMAS

    27/09/2018

    O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba concedeu habeas corpus ao jornalista e radialista Fabiano Gomes, preso há algumas semanas, porém, sem explicações encarcerado no PB1 - segurança máxima - destino de bandidos perigosos e reincidentes que praticaram crimes hediondos como latrocínio, tráfico de drogas; estupros; assaltos e formação de quadrilhas. O presídio é adequado para um jornalista? Que perigo tão extraordinário ele oferece a sociedade?

    À distância, acompanhamos um pouco de seu drama ou via-crucis - não pelo fato de estar trancafiado - especialmente por sua doença crônica (diabetes) que requer cuidados e tratamento especial. Chegou ao nosso conhecimento que além do uso contínuo e emergente de insulina, Fabiano Gomes estava sendo tratado por neurologistas e psiquiatras, que buscavam controlar seu nível de ansiedade e depressão.

    Infelizmente o desavisado “homem bomba” foi mais uma das dezenas de vítimas dos capitães da mídia radiofônica da Paraíba, que aproveitando sempre da imaturidade e  ambições desmesuradas de jovens comunicadores, usam-nos em defesa de seus interesses próprios, com a missão de “detonarem” os poderosos de plantão. Depois do “estrago”, através da chantagem, cortam seus pescoços e entregam suas cabeças numa bandeja aos que se sentiram seriamente prejudicados pelos exageros das críticas. Na ânsia de mostrar resultados, ou na busca da falsa notoriedade, estes recalcitrantes ultrapassam os limites da racionalidade e enveredam pela intimidade, cometendo um verdadeiro atentado ao homem “ser”, esquecendo que o alvo é o homem “função”. Os efeitos culminam em danos irreparáveis.

    Fabiano Gomes foi amigo e inimigo (ocasional) de Ricardo Coutinho, Luciano Cartaxo; Cássio Cunha Lima e todos os presidentes da ALPB. Era “o cara” do sistema Correio, sistema Arapuan; cortejado por muitos e temido por todos. Quem destes foi visitá-lo? Pelo visto, nem recursos dispunha para pagar um bom advogado, capaz de conter o “abuso de autoridade” perpetrado pela Justiça, ao misturá-lo com a criminalidade institucionalizada cruel e perversa - que já não cumpre pena - residem no presídio. Torcemos para que doravante Deus o ilumine, devolva-lhes a saúde e recupere sua consciência profissional.

    A Paraíba tinha uma boa mídia (anos 70/80), formadora de excelentes profissionais. Mas, em meados dos anos 80 a radiofonia da Capital começou a tomar rumos estranhos, num formato que fugia da notícia, entretenimento ou instrução: o denuncismo irresponsável. Quem não se recorda do famoso Luís Otávio? Demitia secretário de Estado através de pesadas críticas, antes de terminar seu horário na emissora. Faleceu precocemente pobre, sem respeito ou audiência, por seu truculento comportamento como comunicador. Depois surgiram Toni Show, J. Ferreira; Jair Santana... Foram tantos... Todos, vítimas da mesma tragédia.

    Os governos de plantão (alvo predileto dos capitães da mídia), não resistiram à tentação de suas vaidades e começaram a explorar a radiofonia. O modelo chegou aos jornais e a televisão, que supostamente iriam abrir caminhos para popularizar quem pagava a pesada fatura. Até que funcionou por algum tempo. Mas, o ouvinte, leitor e telespectador - que não são burros - observaram o jogo e começaram a separar o que é lógico, do inconsequente. Na virada do século - em 2002 -  Sistema Correio não foi capaz de derrotar o candidato ao governo do estado Cássio Cunha Lima. Que ironicamente o derrotou pela segunda vez em sua reeleição. Só Deus sabe o quanto foi gasto em verbas publicitárias, e quantas gratificações foram implantadas nos contracheques dos “formadores de opinião”, todos com um vínculo com o Estado. No governo, Cássio Cunha Lima cometeu o mesmo erro de seu antecessor e investiu pesadamente também na mídia. Isto não o levou a uma vitória em 2014, contra o governador reeleito Ricardo Coutinho. Se este tipo de mídia elegesse alguém, João Azevedo ou Luciano Cartaxo estariam eleitos. Todavia, o que percebemos é uma outra realidade. Distante destes “comunicadores” e seus veículos, José Maranhão começou a ser visto pelo povo como humano, bondoso; experiente e pacifista. Não tem ninguém colocando palavras em sua boca que inspirem o ódio, a rixa ou desconstrução. Pelo que as pesquisas apontam, está no segundo turno. Aquele que for derrotado não terá nenhum obstáculo em apoiá-lo. Vem fazendo uma campanha limpa, alicerçada na verdade e nos debates, mostrando apenas o obvio. Será que os “sistemas” ainda sobreviverão?

  • ERROS DO MARKETING POLTICO

    25/09/2018

    Quando um candidato necessita de um “marqueteiro”? O marketing deriva da publicidade, um dos segmentos mais brilhantes dos meios de comunicação. Lança um produto, divulga sua marca e cria um mercado de consumidores através de suas mensagens repetitivas, criativas e convincentes. Na política, a utilização de um bom “marqueteiro” é indispensável para o êxito de alguém que estreia na vida pública, desconhecendo completamente o habitat natural desta categoria de profissionais.

    Esta confusão tem levado muitos bons políticos ao insucesso, por confundirem o “marqueteiro” com o “comunicador”, formador de opinião. Neste exato momento estamos percebendo erros crassos de candidatos à Presidência da República e Governo dos estados, utilizando ferramentas (marketing) inadequadas para alavancarem as suas campanhas. O candidato à presidência da república  Geraldo Alckmin, do PSDB, é o campeão de desacertos. Dispondo do maior tempo no horário da propaganda gratuita veiculada no rádio e TV, sua mensagem não está sendo absorvida pela população. De quem é a culpa? Do seu “marqueteiro”, que erroneamente ocupa o lugar dos comunicadores.

    Constatado o inevitável crescimento de Jair Bolsonaro (manifestação espontânea e popular) e identificando seu “calcanhar de Aquiles” – 08 segundos de propaganda - os “marqueteiros” de Alckmin deveriam simplesmente ignorar a campanha do “Capitão”. Seu alvo seria “desconstruir” as incoerentes candidaturas de Marina Silva e Ciro Gomes, mostrando que todos são farinha do mesmo saco: PT. Que ambos foram ministros no primeiro mandato de Lula, e atravessaram a crise do “mensalão”. Que Ciro nasceu no PDS, cresceu no PMDB, tornou-se adulto no PSDB e depois abraçou umas dezenas de “P”, oportunisticamente em nome de sua sobrevivência política/pessoal. Quanto ao PT, tudo que os “marqueteiros” de Alckmin deveriam usar eram as imagens do “mensalão”, lava-jato; outras dezenas de operações que levaram para a cadeia o “politburo” da estrela vermelha brasileira. Infelizmente, ainda estão chovendo no molhado. Tentam imputar a Bolsonaro qualidades negativas que o povo desconhece. Tudo que o eleitor exige do “Bolsomito” ele dispõe. Ficha limpíssima, antipetista; coloca a palavra de Deus em todos os seus pronunciamentos, o que toca o maior país Cristão do mundo. Destaca os valores da família, e promete restaurar o patriotismo. O resto, as redes sociais dão conta.

    Na Paraíba, o mesmo equivoco de Alckmin foi praticado por três candidatos. Lucélio, João Azevedo e Daniella Ribeiro. João Azevedo tinha que ser mesmo um produto do “marketing” usando da “alquimia” para transformar “chumbo” em ouro. João é um técnico de grande currículo. Mas, não tem a “ginga” política. Seus “marqueteiros” teriam que dotá-lo de “carisma”, e dar-lhes uma “personalidade” própria. Quem é João Azevedo? Indaga o eleitor. O candidato de Ricardo Coutinho (?). E daí?

    Lucélio incorporou sua univitelinidade ao prefeito da capital de forma tão exagerada que no primeiro debate da Arapuã se referia à gestão de seu irmão como “em nossa gestão”. Na realidade não ocupou sequer uma Secretaria de vulto ou importância, como seu concorrente João Azevedo. Enquanto Lucélio continua “insosso”, João permanece com o coração frio, incapaz de gerar “paixões” que despertem no eleitorado vontade de casar com seus ideais. Finalmente Daniella Ribeiro, que fez tudo errado a partir da escolha de seus “marqueteiros”, que até o presente não lhes deram uma “bandeira” de campanha. Poderia ser o estandarte da mulher paraibana no Senado Federal. Mas, figura na mídia como os casais no Japão antes da segunda guerra mundial. Anda atrás de Cássio, a uma distância de três metros, e de cabeça baixa. Seu lugar jamais deveria ser na chapa do PV/PSDB. Se tivesse optado pelo PMDB seria a primeira opção de José Maranhão, e hoje estaria no patamar de disputar com Cássio e Veneziano uma das duas vagas para o Senado da República.


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