Colunista Júnior Gurgel

  • O BRUXO NEY

    16/10/2018

    Após o resultado das urnas paraibanas do último 07.10.2018, procuramos ler e ouvir todos que compõem a crônica política do estado, uníssonos em “creditar” os números “inesperados” ou impressionantes do pleito ao governador Ricardo Coutinho. Por outro lado, “debitam” ao senador Cássio Cunha Lima a derrota da chapa “Bateau Mouche”, sob o ambíguo argumento de “desgaste” provocado pela longevidade de sua imagem na vida pública, fato que teria gerado “fadiga” na população (?).

    Puxando pelo que ainda nos resta da memória, recordamos ter ouvido do jornalista Tarcísio Cartaxo (1973) um de seus relatos sobre a derrota do imbatível Argemiro de Figueiredo, nas eleições do ano de 1970 (Senado Federal), vencido pelo neófito e desconhecido Domício Gondim. Chico Pereira, deputado estadual da região de Pombal e “Agripinista”, questionou a candidatura de Domício Gondim: “governador (João Agripino) o senhor está louco? Enfrentar Dr. Argemiro com este homem que ninguém sabe quem é?” João Agripino o fitou, demonstrando perplexidade e rebateu: “Chico, você parece que está desinformado ou não conversa mais com o povo. Domício é bilionário, o Rei do Zinco no Brasil”. Chico Pereira esperto, concluiu: “Ah! Eu é que não entendi direito o nome, mas em Pombal o povo só fala nele”.

    O misticismo nos leva a crer na alquimia, em milagres cristãos; força do pensamento; poder de energias desconhecidas pelo mundo científico, e até nas “bruxarias” populares oriundas do candomblé, onde são usados misteriosos poderes para o bem e o mal, depende do cliente, e quanto ele dispõe pagar pelos “trabalhos”. Todavia, a “bruxaria” sadia e iluminada – doutrinada pelo consagrado escritor Paulo Coelho - tem poderes fenomenais. Alguém que chegue ao Rio de Janeiro hoje, pode perguntar em qualquer restaurante, taxista ou nos morros cariocas quem é Ney Suassuna, que ouvirá a resposta: um dos homens mais ricos do Rio. Escritor Paulo Coelho, que é carioca “da gema” e mora na cidade maravilhosa, talvez não seja tão conhecido quanto Ney Suassuna, mesmo morando atualmente em Miami (USA). Ney e Paulo devem ter se encontrado, e um ensinou ao outro o que precisavam saber. Paulo Coelho deve ter transformado Ney num Bruxo, e por sua vez Ney o ensinou como ganhar dinheiro e ser milionário.

    Questionamos recentemente neste espaço, num artigo intitulado “O Efeito Ney”, que forças “misteriosas” o teriam movido para deixar a tranquila Miami (USA) e voltar à Paraíba (19/09/2018) com um único propósito: inscrever-se como primeiro suplente do candidato ao senado federal Veneziano Vital do Rego. Dia seguinte à chegada do “Bruxo”, os milagres começaram a acontecer. Mais de sessenta prefeitos – que compunham o exército de correligionários do ex-ministro das Cidades e Líder do governo Temer, Aguinaldo Ribeiro, encontraram uma “razão” para escolherem o segundo voto para o Senado. Trocaram Cássio Cunha Lima - parceiro de Daniella Ribeiro - por Veneziano Vital do Rego.

    Diferente do presidenciável Cabo Daciolo que subiu a montanha para jejuar e ficou solitário durante todo o período eleitoral, Ney Suassuna preferiu ficar distante de seu apartamento na praia de Manaíra (Edifício José Primo) e escolheu a Fazenda Campo de Boi, próxima (seis quilômetros) de Campina Grande, que pertenceu ao saudoso tribuno Vital do Rego. Cabo Daciolo não recebeu ninguém, provavelmente pela baixa frequência de suas “vibrações” espirituais. Ney Suassuna atendia diariamente uma verdadeira “romaria” de prefeitos, ex-prefeitos; candidatos a deputado estadual, federal; vereadores... E sua “reza” era rápida, porém eficiente. No máximo cinco minutos de “pregação”, e a contagiante fé – que move montanhas – mudava repentinamente as intenções de votos. O único momento em que deixou “Campo de Boi” foi para ir visitar um amigo em João Pessoa. Coincidentemente encontrou no mesmo endereço o deputado Aguinaldo Ribeiro. Supomos que suas “orações” também foram direcionadas para a senadora eleita Daniella Ribeiro.

    Alguém me falou, e chegou a cogitar que Ney Suassuna veio como o “trem pagador” de uma campanha, desejando apenas uma posição de suplente. Discordamos prontamente. Ney nunca gastou um centavo de seu bolso em campanhas eleitorais. Nas vezes em que disputou mandatos, a lei permitia doações de campanhas de todas as origens e espécies. Ney sempre foi um bom arrecadador de fundos eleitoreiros. Para tanto, depois de ter sido líder de seu partido no Senado, Ministro da Integração Nacional, José Maranhão o escolheu como seu candidato para o governo do estado em 2002. Ney desistiu as vésperas das convenções, após uma ríspida conversa com José Maranhão, no hangar do aeroporto Castro Pinto – João Pessoa. Ney mostrou a Maranhão a planilha com os custos da campanha, 30 milhões de reais. José Maranhão disse que não estava entendendo. Que também era candidato e gastaria o dinheiro dele, com ele mesmo, que Ney gastasse o seu, pois do Estado não sairia um tostão. Ney encerrou a conversa avisando: amanhã convoco uma coletiva e desisto. Assim o fez.

    Se gastaram dinheiro nesta campanha, e através de Ney Suassuna, podem acreditar que o dinheiro não era dele. O dono era alguém que confiou nele.  

  • A FORÇA ELEITORAL DAS IGREJAS

    04/10/2018

    Central das Eleições é um programa da Globo News, que reúne comentaristas políticos para discutir e analisar as pesquisas de intenção de votos, contratadas pela emissora em parceria com os jornais o Estado de São Paulo e a Folha. Insisto em assisti-lo para constatar o grau de manipulação e o nível de ignorância dos “medalhões” da “festejada” grande mídia nacional. Infelizmente, toma todo o nosso tempo, e quando termina sentimos uma sensação vazia de frustração, por percebermos que nada fazem ou criam - além das amarras impostas pelo script – que lhes impões o improdutivo sacrifício de “enxugar gelo”. Meros exercícios futurologistas, sempre criando a perspectiva para que o PT continue vivo e forte. Que sobreviverá ao “tsunami” Bolsonaro e tentará se reconstruir aos trancos e barrancos num sonhável segundo turno.

    Nesta “oito” que não sai de suas circunferências, vez por outra e de modo desavisado a lógica trai os interpretes do falso discurso. Segunda-feira (01/10/2018) ao comentarem a pesquisa do IBOPE com a participação da diretora do instituto, Gerson Camarotti “pisou” na bola. Reconheceu de modo distraído que as manifestações do “ele não” provocaram uma reação maior no “ele sim”. E para fechar seu comentário, ilustrando com motivos e fatos a “disparada” de Jair Bolsonaro - quebrando a barreira dos 30 pontos - acrescentou que seria interessante analisar os feitos do segmento Evangélico que estava se concentrando na campanha de Bolsonaro e do apoio da bancada agrícola, onde se insere o agronegócio. Um pouco mais solta e não querendo fugir do seu papel como jornalista, Cristiana Lobo quase admitiu a eleição do “mito” no primeiro turno. Mas, coube a Eliane Cantanhêde, no programa “Em Pauta” do dia 03/10/2018, admitir que o peso das Igrejas Evangélicas tinham uma importância fundamental no crescimento de Jair Bolsonaro.

    O Brasil, apesar de ser um Estado Laico como consta em sua Constituição, a influencia da Igreja sempre foi muito forte sobre a sociedade. Somos o maior país cristão do planeta, com 92% de sua população batizada nas mais diversas igrejas cristãs, espalhadas por todo seu extenso território. Quem acabou com os cassinos no Brasil? Quem prescreveu o Partido Comunista do Brasil após a redemocratização de 1945? Quem foi para as ruas pedir intervenção militar (TFP) em 1964?  As Igrejas quando reconhecem que a família está ameaçada reagem e mostram sua força. A adesão do bispo Edir Macedo, a campanha aberta feita por Silas Malafaia; As Congregações Cristãs que agrupam todas as milhares de Igrejas Evangélicas; Canção Nova; maioria das Arquidioceses da Igreja Romana, decidiram por um fim nas polêmicas questões das esquerdas, que têm como meta destruir a família brasileira.

    Apesar do maior carnaval do mundo, futebol; praias e seminudez expostas; paradas gay; exacerbação das minorias que defendem o uso das drogas não sociáveis, o Brasil paradoxalmente ainda continua sendo um dos países mais conservadores do planeta. Ao não analisar estes aspectos, as esquerdas e seus expoentes das artes - que abandonaram as legítimas causas das desigualdades sociais e do trabalho - entraram em “parafuso” quando enveredaram pela mudança de comportamento, sexo e gênero e o fim da família, sobrevivendo apenas a “mãe Estado”. Este tipo de comunismo não deu certo nem na extinta União Soviética, como política oficial de Estado.

    A entrada definitiva na campanha das Igrejas em favor de Jair Bolsonaro está alterando quadros regionais. No Rio Grande do Norte, há apenas 15 dias, a candidata do PT senadora Fátima Bezerra vencia as eleições no primeiro turno, derrotando o governador (candidato a reeleição) e o ex-prefeito de Natal, um dos mais ilustres sucessores da oligarquia Alves (Carlos Eduardo). Despencou nas intenções de votos, e diminuiu significativamente sua diferença para Carlos Eduardo, segundo colocado. No ano de 2014 o PT obteve quase 80% dos votos válidos no RN. Em pesquisa divulgada hoje (02,10,2018) Jair Bolsonaro vence a petista com 3% a sua frente. Algo inimaginável, se não fosse a fundamental participação das Igrejas. Como no RN, este fenômeno pode ganhar força nestes três últimos dias nos demais estados, e mudar quadros já considerados definitivos no Nordeste brasileiro.

  • PSB E MÍDIA ESCOLHEM ADVERSÁRIO PARA O SEGUNDO TURNO

    04/10/2018

    Um estranho Instituto de pesquisa, do distante estado de Minas Gerais, deve ter sido regiamente pago para realizar uma pesquisa de intenção de votos na pequenina e pobre Paraíba, usando uma “metodologia” até os dias de hoje desconhecida pelos meios acadêmicos da Estatística.

    Apresentando resultado completamente adverso a todos os demais cenários de outras sondagens realizadas - faltando apenas sete dias para as eleições - o quadro revelado no último domingo pelo Veritá alavancou (como elemento surpresa) o candidato do governador Ricardo Coutinho (João Azevedo) para sonháveis 35,5% das intenções de votos, deixando bem atrás Lucélio Cartaxo (PV/PSDB) com 19,1%, tecnicamente empatado com José Maranhão com 18,7%. O fato torna visível a inequívoca sabotagem contra a postulação do Senador José Maranhão, cujo propósito é deixá-lo fora do segundo turno. Lucélio seria o candidato ideal para ser derrotado por Ricardo Coutinho? É o que sugere a mídia da capital, na esperança de uma “festança” sem precedente: três tesouros públicos para serem “sangrados”: PMJP; PMCG e Governo do Estado, neste suposto quadro projetado para o segundo turno (2018).

    Ricardo Coutinho entrará para o “guines”, pelos recordes consecutivos em derrotas, quando se trata de transferência de votos para eleger seus preferidos. Até mesmo para o parlamento federal, nunca conseguiu por um representante do PSB na Câmara dos Deputados. Perdeu duas campanhas seguidas para a Prefeitura de João Pessoa, e para o Senado Federal em 2014, quando José Maranhão – todos imaginavam ter alcançado a compulsória da política após o insucesso nas urnas pela disputa municipal de 2012 na capital - derrotou Lucélio Cartaxo - candidato de Ricardo Coutinho com uma maioria de 126 mil votos. Lucélio tinha a máquina do governo do estado, da PMJP; do PSD de Rômulo Gouveia, e a “estrutura” de Gilberto Ka$$ab. Em Campina Grande? Ricardo Coutinho Jamais conseguiu competir com o clã Cunha Lima, Rego ou Ribeiro. Que fato tão estapafúrdio aconteceu nestes últimos 30 dias, para seu candidato crescer tanto? A contradição é tamanha, que um dos seus postulantes ao Senado (PT) defende o odiado Lula, e o desprezado Haddad, que luta para chegar ao segundo, ou não ficar atrás de Ciro Gomes e Alckmin no próximo domingo 07.10.2018. Quem está sendo “desidratado” rapidamente é o PT e seus aliados, não José Maranhão.

    Desde 1965, o único governador eleito que conseguiu emplacar seu sucessor (Antônio Mariz) foi Ronaldo da Cunha Lima. Pedro Gondim (1965) pensou ter passado o bastão para João Agripino. Mas, as eleições uma das mais disputadas na história da Paraíba que tinha 334.479 eleitores, os mapas mostraram João Agripino com 168.712 votos e Rui Carneiro 165.785 sufrágios. Porém, houve fraude nas urnas de Cajazeiras. A cidade apresentou um número de votos superior à população. João Agripino foi cassado pelo TRE-PB na última sessão do ano de 1970, faltando três meses para terminar seu mandato. O STF confirmou que João governou sem ser eleito, quando todos já haviam falecido: Rui Carneiro, Argemiro de Figueiredo (vice de Rui) e João Agripino.

    Tarcisio de Miranda Buriti não foi eleito diretamente. Elegeu como seu sucessor Wilson Braga, numa eleição atípica, com o fim da sublegenda e voto vinculado de vereador a senador da república. Ricardo Coutinho mudará a tradição?

    Para conquistar seu primeiro mandato (2010) foi alavancado por Cássio Cunha Lima que desde 2002 tinha quebrado a barreira dos 800 mil votos. E em 2010, obteve 1.004 mil acrescentando mil votos a mais no resultado de 2006 1.003 mil. Ricardo Coutinho contou ainda com a ajuda do ex-governador Eduardo Campos, tesoureiro regional da campanha de Dilma Rousseff. Em 2014, além da máquina do estado, conseguiu a adesão do prefeito da capital Luciano Cartaxo. Hoje, Ricardo tem como adversário os três responsáveis por suas vitórias. José Maranhão (PMJP), Cássio Cunha Lima (governo do estado) Luciano Cartaxo (reeleição 2014). Eduardo Campos deixou o plano terrestre. 

  • DISPUTA PELO SENADO SE COMPLICA

    28/09/2018

    Em discurso ontem (26.10.2018) na cidade de Cacimba de Dentro o deputado federal Benjamin Maranhão revelou - para delírio do público presente - que havia conversado com o senador Cássio Cunha Lima e dele obteve a garantia que no segundo turno estaria ao lado de Romero Rodrigues no mesmo palanque de José Maranhão. O fato evidencia que a “pesada” chapa *Bateau Mouche – encabeçada por Lucélio Cartaxo - começa adernar.

    Botando a “faca nos dentes”, o senador Cássio Cunha Lima partiu para o ataque e com Daniella Ribeiro conquistou o apoio da candidata a deputada federal Tatiana Medeiros, uma das principais integrantes (de confiança) do núcleo político comandado pelo clã Rego em Campina Grande. É bom destacar que nas eleições municipais de 2012, com apoio do então prefeito Veneziano Vital do Rego, Tatiana Medeiros levou o pleito para o segundo turno, obtendo praticamente o dobro da votação de Daniella Ribeiro (PP): 65.195. No segundo embate, cresceu para 89.887, que não foram suficientes para derrotar Romero Rodrigues (130.106). Tatiana Medeiros tem um bom trabalho no estilo “corpo a corpo” pelos bairros da cidade, e defende as cores do senador José Maranhão.

    É interessante analisar os números através dos quais podemos avaliar o desempenho em Campina Grande, entre Veneziano e Tatiana, atestados pelo resultado das urnas de 2016, quando Romero Rodrigues se reelegeu com 138.996 sufrágios (acrescentando algo em torno de 8 mil votos a mais que em 2012), e o então “cabeludo” na disputa contra Romero ficou abaixo de Tatiana Medeiros em relação ao primeiro e segundo turno (2012) aferindo apenas 53.837.

    Todos os institutos de pesquisas – do Bigdata ao IBOPE – mostram a estagnação da campanha de Lucélio Cartaxo. No quadro que se apresenta a “briga” pelas duas vagas do Senado, Cássio Cunha Lima se isola de Veneziano (segundo colocado) que mantém uma distância em torno de 12% para Daniella Ribeiro e Luís Couto, empatados tecnicamente. Luís Couto não tem mais por onde se expandir. Está preso nos limites de seu radicalismo. Esbarra em Cássio, Daniella e na indicação da segunda opção de José Maranhão, nitidamente explicitada através dos gestos de Benjamim Maranhão, Roberto Paulino e do próprio Wellington Roberto, sem grandes alardes, votando em Cássio Cunha Lima. A campanha de Daniella está “paralisada” por conta do seu irmão, deputado federal Aguinaldo Ribeiro. Neste caso (familiar) quem tem que resolver a “bronca” é Enivaldo e Dona Virgínia Veloso Borges, acabando com esta birra infantil e  domestica.  Das 80 prefeituras que apoiam o ex-ministro das cidades e líder do governo Temer, numa rápida sondagem da espionagem tucana, constatou-se em alguns dos principais municípios material de campanha de Daniella Ribeiro “colado” somente com Aguinaldo. Onde está Cássio? A contrapartida? Daniella tem procurado “grudar” no tucano. Só falta adotar o sobrenome Cunha Lima, já  que é desprezada por um Ribeiro - seu irmão – responsável pela “estrutura”  de sua campanha. Em João Pessoa, por exemplo, Daniella tem 9% de intenção para o primeiro voto. Mas, transfere apenas 3% (segundo voto) para Cássio Cunha Lima. Toda ação, corresponde a uma reação...Lei da Física. Daniella ainda tem espaço para “disparar”. Mas, o que espera sem surpresas o “tucanato” é um Nelson Júnior sair com 160 mil votos, colados em Daniella. O fato “desidrata” a votação de Cássio. Contudo, não ameaça sua reeleição, quer seja como primeiro, ou segundo colocado. Se o destino de Daniella continuar nas mãos de seu irmão, como em 2012, ela não alcançará índices para disputar a segunda vaga.

    *Bateau Mouche foi o barco que naufragou no dia 31 de dezembro de 1988, próximo a praia de Copacabana com 142 passageiros, dos quais 55 morreram afogados. Dentre eles, a atriz global Yara Amaral e o ex-ministro do planejamento Aníbal Teixeira que escapou. O barco fora projetado para navegar com 62 passageiros. Mas, seu proprietário fez uma reforma – primeiro andar – e conservou a estrutura do calado (casco). Maré em alta, ondas acima de 1,5 metros, levaram o barco a naufragar.

  • SISTEMAS COMPROMETIDOS E SUAS VÍTIMAS

    27/09/2018

    O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba concedeu habeas corpus ao jornalista e radialista Fabiano Gomes, preso há algumas semanas, porém, sem explicações encarcerado no PB1 - segurança máxima - destino de bandidos perigosos e reincidentes que praticaram crimes hediondos como latrocínio, tráfico de drogas; estupros; assaltos e formação de quadrilhas. O presídio é adequado para um jornalista? Que perigo tão extraordinário ele oferece a sociedade?

    À distância, acompanhamos um pouco de seu drama ou via-crucis - não pelo fato de estar trancafiado - especialmente por sua doença crônica (diabetes) que requer cuidados e tratamento especial. Chegou ao nosso conhecimento que além do uso contínuo e emergente de insulina, Fabiano Gomes estava sendo tratado por neurologistas e psiquiatras, que buscavam controlar seu nível de ansiedade e depressão.

    Infelizmente o desavisado “homem bomba” foi mais uma das dezenas de vítimas dos capitães da mídia radiofônica da Paraíba, que aproveitando sempre da imaturidade e  ambições desmesuradas de jovens comunicadores, usam-nos em defesa de seus interesses próprios, com a missão de “detonarem” os poderosos de plantão. Depois do “estrago”, através da chantagem, cortam seus pescoços e entregam suas cabeças numa bandeja aos que se sentiram seriamente prejudicados pelos exageros das críticas. Na ânsia de mostrar resultados, ou na busca da falsa notoriedade, estes recalcitrantes ultrapassam os limites da racionalidade e enveredam pela intimidade, cometendo um verdadeiro atentado ao homem “ser”, esquecendo que o alvo é o homem “função”. Os efeitos culminam em danos irreparáveis.

    Fabiano Gomes foi amigo e inimigo (ocasional) de Ricardo Coutinho, Luciano Cartaxo; Cássio Cunha Lima e todos os presidentes da ALPB. Era “o cara” do sistema Correio, sistema Arapuan; cortejado por muitos e temido por todos. Quem destes foi visitá-lo? Pelo visto, nem recursos dispunha para pagar um bom advogado, capaz de conter o “abuso de autoridade” perpetrado pela Justiça, ao misturá-lo com a criminalidade institucionalizada cruel e perversa - que já não cumpre pena - residem no presídio. Torcemos para que doravante Deus o ilumine, devolva-lhes a saúde e recupere sua consciência profissional.

    A Paraíba tinha uma boa mídia (anos 70/80), formadora de excelentes profissionais. Mas, em meados dos anos 80 a radiofonia da Capital começou a tomar rumos estranhos, num formato que fugia da notícia, entretenimento ou instrução: o denuncismo irresponsável. Quem não se recorda do famoso Luís Otávio? Demitia secretário de Estado através de pesadas críticas, antes de terminar seu horário na emissora. Faleceu precocemente pobre, sem respeito ou audiência, por seu truculento comportamento como comunicador. Depois surgiram Toni Show, J. Ferreira; Jair Santana... Foram tantos... Todos, vítimas da mesma tragédia.

    Os governos de plantão (alvo predileto dos capitães da mídia), não resistiram à tentação de suas vaidades e começaram a explorar a radiofonia. O modelo chegou aos jornais e a televisão, que supostamente iriam abrir caminhos para popularizar quem pagava a pesada fatura. Até que funcionou por algum tempo. Mas, o ouvinte, leitor e telespectador - que não são burros - observaram o jogo e começaram a separar o que é lógico, do inconsequente. Na virada do século - em 2002 -  Sistema Correio não foi capaz de derrotar o candidato ao governo do estado Cássio Cunha Lima. Que ironicamente o derrotou pela segunda vez em sua reeleição. Só Deus sabe o quanto foi gasto em verbas publicitárias, e quantas gratificações foram implantadas nos contracheques dos “formadores de opinião”, todos com um vínculo com o Estado. No governo, Cássio Cunha Lima cometeu o mesmo erro de seu antecessor e investiu pesadamente também na mídia. Isto não o levou a uma vitória em 2014, contra o governador reeleito Ricardo Coutinho. Se este tipo de mídia elegesse alguém, João Azevedo ou Luciano Cartaxo estariam eleitos. Todavia, o que percebemos é uma outra realidade. Distante destes “comunicadores” e seus veículos, José Maranhão começou a ser visto pelo povo como humano, bondoso; experiente e pacifista. Não tem ninguém colocando palavras em sua boca que inspirem o ódio, a rixa ou desconstrução. Pelo que as pesquisas apontam, está no segundo turno. Aquele que for derrotado não terá nenhum obstáculo em apoiá-lo. Vem fazendo uma campanha limpa, alicerçada na verdade e nos debates, mostrando apenas o obvio. Será que os “sistemas” ainda sobreviverão?

  • ERROS DO MARKETING POLÍTICO

    25/09/2018

    Quando um candidato necessita de um “marqueteiro”? O marketing deriva da publicidade, um dos segmentos mais brilhantes dos meios de comunicação. Lança um produto, divulga sua marca e cria um mercado de consumidores através de suas mensagens repetitivas, criativas e convincentes. Na política, a utilização de um bom “marqueteiro” é indispensável para o êxito de alguém que estreia na vida pública, desconhecendo completamente o habitat natural desta categoria de profissionais.

    Esta confusão tem levado muitos bons políticos ao insucesso, por confundirem o “marqueteiro” com o “comunicador”, formador de opinião. Neste exato momento estamos percebendo erros crassos de candidatos à Presidência da República e Governo dos estados, utilizando ferramentas (marketing) inadequadas para alavancarem as suas campanhas. O candidato à presidência da república  Geraldo Alckmin, do PSDB, é o campeão de desacertos. Dispondo do maior tempo no horário da propaganda gratuita veiculada no rádio e TV, sua mensagem não está sendo absorvida pela população. De quem é a culpa? Do seu “marqueteiro”, que erroneamente ocupa o lugar dos comunicadores.

    Constatado o inevitável crescimento de Jair Bolsonaro (manifestação espontânea e popular) e identificando seu “calcanhar de Aquiles” – 08 segundos de propaganda - os “marqueteiros” de Alckmin deveriam simplesmente ignorar a campanha do “Capitão”. Seu alvo seria “desconstruir” as incoerentes candidaturas de Marina Silva e Ciro Gomes, mostrando que todos são farinha do mesmo saco: PT. Que ambos foram ministros no primeiro mandato de Lula, e atravessaram a crise do “mensalão”. Que Ciro nasceu no PDS, cresceu no PMDB, tornou-se adulto no PSDB e depois abraçou umas dezenas de “P”, oportunisticamente em nome de sua sobrevivência política/pessoal. Quanto ao PT, tudo que os “marqueteiros” de Alckmin deveriam usar eram as imagens do “mensalão”, lava-jato; outras dezenas de operações que levaram para a cadeia o “politburo” da estrela vermelha brasileira. Infelizmente, ainda estão chovendo no molhado. Tentam imputar a Bolsonaro qualidades negativas que o povo desconhece. Tudo que o eleitor exige do “Bolsomito” ele dispõe. Ficha limpíssima, antipetista; coloca a palavra de Deus em todos os seus pronunciamentos, o que toca o maior país Cristão do mundo. Destaca os valores da família, e promete restaurar o patriotismo. O resto, as redes sociais dão conta.

    Na Paraíba, o mesmo equivoco de Alckmin foi praticado por três candidatos. Lucélio, João Azevedo e Daniella Ribeiro. João Azevedo tinha que ser mesmo um produto do “marketing” usando da “alquimia” para transformar “chumbo” em ouro. João é um técnico de grande currículo. Mas, não tem a “ginga” política. Seus “marqueteiros” teriam que dotá-lo de “carisma”, e dar-lhes uma “personalidade” própria. Quem é João Azevedo? Indaga o eleitor. O candidato de Ricardo Coutinho (?). E daí?

    Lucélio incorporou sua univitelinidade ao prefeito da capital de forma tão exagerada que no primeiro debate da Arapuã se referia à gestão de seu irmão como “em nossa gestão”. Na realidade não ocupou sequer uma Secretaria de vulto ou importância, como seu concorrente João Azevedo. Enquanto Lucélio continua “insosso”, João permanece com o coração frio, incapaz de gerar “paixões” que despertem no eleitorado vontade de casar com seus ideais. Finalmente Daniella Ribeiro, que fez tudo errado a partir da escolha de seus “marqueteiros”, que até o presente não lhes deram uma “bandeira” de campanha. Poderia ser o estandarte da mulher paraibana no Senado Federal. Mas, figura na mídia como os casais no Japão antes da segunda guerra mundial. Anda atrás de Cássio, a uma distância de três metros, e de cabeça baixa. Seu lugar jamais deveria ser na chapa do PV/PSDB. Se tivesse optado pelo PMDB seria a primeira opção de José Maranhão, e hoje estaria no patamar de disputar com Cássio e Veneziano uma das duas vagas para o Senado da República.

  • O efeito Ney Suassuna

    19/09/2018

    Ao aceitar ser o primeiro suplente do candidato ao Senado Veneziano Vital do Rego, Ney Suassuna criou um quadro de expectativa inimaginável nas três chapas que disputam o governo do estado. Jamais esperavam uma reviravolta desta dimensão numa reta final de campanha. O gesto já assegura a vitória do ex-cabeludo em 07 de outubro próximo, com amplas possibilidades de conquistar o primeiro lugar, deixando o tucano Cássio Cunha Lima na segunda posição, envolto em preocupações, temendo um avanço de Veneziano sobre seu segundo voto – capitaneado por Ney - e um crescimento de Luís Couto com “reforço” extra de Ricardo Coutinho, capaz de levá-lo à derrota.

    O mistério desta decisão se assemelha a um gol repentino originado numa cobrança de um “tiro de meta” no último minuto da prorrogação (fazendo uma analogia ao futebol) com o goleiro sendo coberto, fora da sua grande área. Estes fatos só serão conhecidos bem depois das eleições. Todavia, ao que parece, Ney recomeçou nos moldes de 1990, quando foi eleito primeiro suplente de Antônio Mariz, que renunciou em 1994, quando venceu as eleições na Paraíba e governou o estado por apenas oito meses. Ocupando a vaga de Antônio Mariz no Senado, Ney foi reeleito em 1998, derrotando o ex-governador Tarcísio de Miranda Buriti, com apoio de José Maranhão e a “ajuda” dos Cunha Lima, que marcaram o voto (206.006) na vereadora campinense do PT, ex-prefeita Cozete Barboza. Historia que já relatamos.

    Desde sua traumática derrota em 2006, Ney Suassuna se afastou da política. Foi convidado a retornar, por todos os lados e legendas da Paraíba e do Rio de Janeiro, onde concentra seus negócios, e continua respeitado como grande empresário. Estava praticamente morando em Miami (USA). De repente, aceita ser vice de Veneziano? Antes se negou em compor uma chapa como titular e não suplente, ao lado dos Cunha Lima, de Ricardo Coutinho ou de José Maranhão.

    A importância de Ney como suplente de Veneziano se avultará pelo conhecimento e credibilidade. Ney quando esteve no Senado destinou emendas para todos os municípios da Paraíba, ocasião em que foi líder do então PMDB. Conhece todos os atuais - ou ex-prefeitos do estado - vereadores; deputados estaduais e federais, com os quais sempre cumpriu tudo que prometeu. Como Ministro da Integração Nacional, viabilizou recursos para a obra da adutora de Patos e região do Sabugy, trazendo água do sistema Coremas/Mãe d’água. Foi o patrono da verba para construção de Acauã, e iniciou o primeiro trecho da transposição das águas do Rio São Francisco. Veneziano Vital do Rego conseguiu a duras penas se viabilizar como segunda opção para o Senado – até o momento – mas, “com um olho no peixe outro no gato”. Temia manobras das velhas raposas da política: ir dormir eleito e acordar derrotado. Amparado por Ney, agora pode “relaxar”, e abandonar a desconfortável posição de “marcação cerrada” como vigilante vinte e quatro horas por dia, dos passos de seus companheiros de jornada da “majoritária”. Estava absolutamente certo. Afinal, quem trai são amigos.

    O que deixa todos curiosos é como se comportará o “irrequieto” Ney, na disputa pelo governo do estado. Irá apenas buscar o seu voto (Veneziano) ou se incorporará a campanha de João Azevedo? É bom lembrar que foi Ney quem lançou e apoiou Veneziano para derrotar os Cunha Lima (eleições municipais de 2004), e garantiu a “estrutura” para Ricardo Coutinho se eleger no mesmo ano prefeito de João Pessoa.

  • O BADALO E A HORA DA MISSA

    18/09/2018

    No pleito de 1994, estávamos no RN, exercendo as funções de Prefeito Municipal de nossa terra natal. Meados de setembro – como agora – começavam as pressões dos liderados sobre as lideranças, em busca de “meios” para concluírem seu trabalho de dois meses de andanças, na busca de votos. A meta de um Prefeito é eleger como mais votado em seu município, o governador, senadores; deputado Federal e Estadual. Para  presidente (na época FHC x Lula) já não se “brigava” mais pelo voto.

    O saudoso vereador José Barbosa - analfabeto que apenas assinava o nome – era um gênio em matéria de política corpo a corpo. Líder de um distrito (zona rural) onde conhecia todos, e suas manhas. Começou a nos pressionar, alegando que tinha uns pedidos para atender. Coisa pouca, besteiras... Mas, se não fossem atendidos... Indaguei se era material de construção (comum naquele período este tipo de solicitação). Não, respondeu o vereador. Trabalho com “material maneiro”... (dinheiro) para não chamar a atenção. Quis me aborrecer e comecei a argumentar: construí o maior açude do município lá. Posto de saúde; poços; pavimentação da área urbana; luz em toda a região... E o povo ainda quer dinheiro? Calmo ele respondeu: eu sei que o senhor fez tudo isso. O senhor pegou o chão limpo e começou fazendo a sapata. Levantou as paredes, fez a igreja; botou o piso, botou os bancos; fez o altar e botou os santos. Colocou até o sino... Mas, sem o “badalo” para bater, ninguém sabe a hora da missa.

    Para o governador Ricardo Coutinho, Prefeitos Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo, chegou a hora de bater o “badalo” e fazer as primeiras chamadas da missa. Restam só 19 dias. A oposição – voto dos insatisfeitos que buscam mudanças - quem vem conquistando é o Senador José Maranhão, por não dispor de “máquina” administrativa. O voto “chapa branca” ( Prefeitos e portadores de mandatos) são caros. Eles geralmente cumprem o prometido. Desde que haja disponibilidade do “material maneiro”. As obras e ações de governo, garantem apenas o “direito de preferência”.

    Desconhecemos a capacidade financeira da PMJP, e o arrojo do Prefeito Luciano Cartaxo, que pode até surpreender nesta reta final de campanha. Entretanto, em Campina Grande, Romero Rodrigues já esticou a “liga” no seu limite. Se puxar mais um pouco, ela se parte. Médicos e funcionários da PMCG estão reclamando salários atrasados. Ele terá coragem de comprometer sua boa gestão? Em 2019, pelo que se desenha no horizonte,  não será apenas um ano de mudança de governo no plano central. Ocorrerá uma completa transformação no país. Enxugamento da máquina pública, revelação de escândalos sobre gastos das gestões anteriores; contingenciamento do OGU; quebra-pau gigante entre Congresso e o novo presidente, que seja lá quem for, não permitirá mais excrescências como o “centrão” e outras mazelas (burocracia) que sempre funcionaram em conluio com parlamento. Um ano em que Romero Rodrigues não poderá acrescentar mais nada ao que já fez. No máximo, concluir. E, ano seguinte (2020) é sua despedida. A travessia de 2019 será difícil, talvez o seu maior desafio seja chegar “inteiro” na disputa pela sua sucessão, com capacidade de elegê-lo.  

  • INSTITUTO GALLUP E O DATAFOLHA

    17/09/2018

    Algo de errado e muito grave vinha ocorrendo com o Instituto DATAFOLHA, desde as eleições presidenciais de 2010. É indisfarçável o “pacto de sangue” entre  o instituto e o jornal da família “Frias” com a poderosa Rede Globo de Televisão, no fraudulento processo de manipulação das massas em períodos eleitorais. A Rede Globo opera o “clima” nas campanhas, através da manobra “freezer/micro-ondas", usados nos candidatos. O datafolha pulveriza os efeitos da militância midiática da emissora - que ainda lidera em audiência no país – divulgando pesquisas favoráveis aos seus “escolhidos” e “desconstruindo” os adversários.

     Antes do Datafolha, IBOPE participou deste conluio. Mas, aos poucos foi saindo deste artifício delinquente, e hoje busca recuperar sua credibilidade, como o fez o Instituto Gallup, que por mais de uma década era o preferido pela Rede Globo - não para fazer “maracutaias” - mas constatar com precisão científica os resultados inquestionáveis de suas sondagens. Instituto Gallup, empresa norte-americana fundada em 1930 pelo Estatístico George Gallup, hoje atua em 163 países do planeta – inclusive no Brasil – mas, em terras tupiniquins, ausente da política desde 1985. Os motivos? As primeiras eleições para prefeitos das Capitais e cidades consideradas como áreas de segurança nacional no ano de 1985. O Gallup acertou em todas as cidades e capitais. Exceto em Fortaleza, capital do Ceará. O Estado comandado por décadas pelos três coronéis - Virgilio Távora, Adauto Bezerra e César Cals – quebrou a regra do “revezamento do poder” - e estava dividido no pleito.  Paes de Andrade e Lúcio Alcântara polarizaram a disputa. A terceira via, muito distante era a petista Maria Luiza Fontenelle, segundo o Gallup, sem a menor chance de vencer. Nesta época, ainda não existia o segundo turno. O modelo era o mesmo dos dias atuais As concessionárias da Globo contratavam as pesquisas. E quem fazia o trabalho de campo – coleta de dados – eram estudantes universitários, orientados e treinados para a tarefa. A Globo do Ceará – TV Verdes Mares - estava nas mãos do grupo Edson Queiroz, sogro de Tasso Jereissati que não escondia sua intenção de derrotar os coronéis, abrindo espaços para si mesmo.

    Empate técnico até na última pesquisa - “boca de urna” - entre Paes de Andrade e Lúcio Alcântara. Após apuração, venceu Maria Luiza Fontenelle do PT. Segundo dados de pesquisas anteriores, a candidata nunca figurou com chances de vitoria em nenhuma das consultas feitas ao longo da campanha. Maria Luiza 159.846, Paes de Andrade 148.437 e Lúcio Alcântara 121.326. A primeira vitória do PT em uma Capital. O Instituto Gallup distribuiu nota através da imprensa se comprometendo realizar uma auditoria para verificar onde havia errado. Uma equipe de auditores veio dos Estados Unidos. Um ano depois, o Gallup rompeu com a Globo. Justificando a fraude, a TV Verdes Mares alegou que a “surpresa” estava no eleitorado feminino, superior ao masculino (?). Sempre foi maior em todo o país. Na verdade, a manipulação foi nos dados colhidos pelos contratados diretos pela TV Verdes Mares, sem interferência ou seleção feita pelo próprio Gallup.       

    Na última pesquisa presidencial (eleições deste ano 2018) não tendo mais como esconder a maioria de Jair Bolsonaro, o Datafolha em 14.09.2018 resolveu contemplá-lo com mais um crescimento atingindo 26%. Estranho... Na amostragem realizada quatro dias depois do atentado, Bolsonaro cresceu apenas 2%. O instituto alegou que a “comoção” não influenciou no eleitorado, como todos esperavam. E ressaltou que no segundo turno, o candidato do PSL seria derrotado por qualquer outro concorrente (?) Segundo turno é outra campanha, absolutamente distinta da primeira, a partir do tempo de rádio e TV que serão iguais para os dois postulantes. Se Bolsonaro cresceu com 15 segundos, imagine com 10 minutos? Como o Datafolha antevia uma derrota, sabendo que uma única frase mal colocada em um debate, arruína um candidato no segundo turno? Porém, recuou na última sexta-feira, e afirmou que apenas Ciro Gomes poderia vencer Bolsonaro no segundo turno (?).

    O IBOPE, dia seguinte (12.09.2018) anunciou números diferentes. Bolsonaro crescendo mais, e com 26%, mesmo resultado do Datafolha (14.09.2018). Empatando tecnicamente no segundo turno com todos os concorrentes. Até o Banco BTG Pactual apoiador de João Amoedo candidato do NOVO, divulgou pesquisa reconhecendo Bolsonaro com 30% das intenções de votos. XP Investimentos, confere o mesmo percentual. Na amostragem do IBOPE, sobre o voto espontâneo, quando o entrevistador pergunta diretamente: O Sr. já tem candidato para Presidente da República? Quem é? (sem mostrar a relação ou disco) Bolsonaro aparece com 23%. E, curiosamente Lula caiu de 15% para 8% (no IBOPE). De fato, Lula não é mais candidato. Porém, o povo mesmo assim se manifesta. Ciro Gomes 5%; Geraldo Alckmin 4%; Haddad 3%; Marina 3%; Amoedo e Meireles 1%. O voto espontâneo é cristalizado. Praticamente sem chances de mudanças.

    Ainda na fatídica sexta-feira 14.09.2018 – dia que o Datafolha começou a se redimir de seus erros, na entrevista do Jornal Nacional, William Bonner e Renata Ferraz, cobraram de Fernando Haddad - em nome do PT - uma “mea culpa” pela corrupção institucionalizada e operada de forma sistêmica desde 2003 até 2015. A recusa de Haddad irritou os entrevistadores, e o atrito foi inevitável. Haddad tornou público denuncia de crime da Rede Globo, sobre sonegação fiscal, junto a Receita Federal. Pode ter atirado no pé. Nesta mesma noite, a Globo News o aguardava para outra entrevista. Ele não apareceu. A cadeira foi mostrada vazia. PT rompido com a Globo não é nada bom. Lula já não “garante” mais. E critica abertamente a Globo. Franklin Martins, intermediário da reeleição de Lula e da eleição de Dilma, foi defenestrado pela ex-presidente nos primeiros meses de sua gestão em 2011. Em quem a Globo confiará no PT?

  • ÁLVARO NETO: UM CANDIDATO FICHA LIMPA

    12/09/2018

    Observando o guia eleitoral, ainda não vi – mesmo em forma de recado telegráfico – a participação do candidato a deputado federal Álvaro Neto.  Observei a veiculação de mensagens de muitos que estão, ou estiveram envolvidos em denúncias de corrupção e malversação do erário público, quando passaram pelo poder executivo mesmo que temporariamente. Por que o amigo “Alvinho” ainda não apareceu na “telinha”? É boicote do seu partido? Ou a coligação está sabotando sua campanha?

    Ao destacarmos Álvaro Neto como candidato “ficha limpa”, não o fazemos por ouvir dizer ou para agradar um velho amigo de juventude, que conhecemos antes de seu primeiro mandato como vereador de Campina Grande. Mas, por ter presenciado uma cena e ação, digna de registro histórico, que ainda permanece viva em nossa memória.

    Ex-presidente Lula assumiu o comando da Nação no primeiro dia de 2003. Mesmo sem pertencer aos quadros do PT, Álvaro Neto (PFL), segundo suplente de Deputado Federal, foi indicado para a Transpetro - maior subsidiária da Petrobras - escolhido como Diretor Administrativo e Financeiro. Por suas mãos, passaram bilhões de dólares entre 2003 a 2006.

    Neste período estávamos em Brasília. E comumente frequentávamos no final da tarde – para tomar um cafezinho e rever amigos da Paraíba – o gabinete do Senador Ney Suassuna. Uma “romaria” de Prefeitos, Deputados Estaduais, Vereadores... E muitos empresários. Numa destas tardes, conhecemos um grande empresário de Minas Gerais, “ciceroneado” pelo saudoso Aladim Cordeiro, que vinha alguns dias procurando uma “conversa particular” com Ney Suassuna, o que era impossível. Ney conversava com todos, na presença de todos. O empresário indagou-me se eu era da Paraíba, e se conhecia Álvaro Neto. Respondi que além de conhecê-lo, era seu amigo. Minha resposta despertou imediatamente o interesse do cidadão, que me pediu para falar com “Alvinho”, e marcar um encontro com ele. Santinha, secretária de Ney, fez a ligação, e o que mais impressionou o empresário foi o pronto atendimento de Álvaro Neto. O empresário imediatamente convidou-me para ir ao Rio no dia seguinte e acompanha-lo até a Transpetro, para ele conversar com Álvaro Neto. Viajamos dois dias depois, pela manhã, eu com passagem de volta comprada para o mesmo dia. No Rio fomos a Transpetro. Era mais fácil entrar no Palácio do Planalto que na estatal. Muita complicação, e até foto tiravam do visitante, antes de adentrar no andar onde ficava a Diretoria de Álvaro Neto. O empresário expôs seu problema, que datava de um mês antes de Lula assumir, portando, apagar das luzes do governo FHC. Álvaro pediu o número do protocolo e ficou de verificar. Como se aproximava a hora do almoço, Álvaro Neto nos convidou para almoçar. No restaurante veio a surpresa. Uma fatura de 160 milhões de reais, encalhada desde novembro de 2002. Friamente o empresário falou: “Dr. libere a fatura, que 5% fica como ajuda para seu partido ou sua próxima campanha”. Álvaro empalideceu. Mudou o assunto, pediu a conta e disse que estava atrasado para outro compromisso. Saímos calados. Fui para o aeroporto e retornei a Brasília. À noite Álvaro me ligou e pediu: “nunca mais me leve alguém daquele tipo para almoçarmos”. Cerca de dois meses depois, no mesmo gabinete de Ney reencontramos o empresário. Ele pilheriou: “o teu amigo santo não quis minha ajuda... Bati n’outra porta, lá mesmo na Transpetro, e foi resolvido. Quem perdeu foi ele”.

    Após o pleito de 2006 Álvaro Neto deixou a Transpetro para tentar voltar a Casa Epitácio Pessoa como Deputado Estadual, obtendo pouco mais de 19 mil votos, que não foram suficientes para ser eleito. Encontramos Carlinhos Moscoso na Praça da Bandeira, que estava à procura de alguém para comprar a residência de Álvaro Neto no bairro do Catolé. Motivo da venda: pagar custos da campanha que foi derrotado. Narramos o que acima escrevemos a Carlinhos. Ele, sempre mantém sua boca aberta. Desta vez, a baba caiu. Ainda existem homens honestos na vida pública. Resta ao eleitor enxergá-los.

  • OS EFEITOS NEGATIVOS DAS PESQUISAS

    06/09/2018

    A classe política nunca entendeu a real importância de uma pesquisa, como “instrumento de navegação”, usado para nortear a rota de uma campanha eleitoral. Interpretam exatamente o contrário, quando creem que os índices favoráveis podem mudar a opinião do eleitor, já decidido. Uma nota do Instituto Datafolha, lida esta semana na TV Globo News pelo jornalista e apresentador Eraldo Pereira - respondendo crítica de um dos presidenciáveis sobre suas amostragens no pleito de 2014 - explicava que o acontecido nas eleições daquele ano foi uma mudança repentina do sábado para o domingo de 14 milhões de eleitores (?). Isto, sem que tenha ocorrido nada de extraordinário, pois na lei do silêncio (72 horas antes do pleito) nem renuncia pode ser divulgada. Por que os institutos insistem em tentar manipular a população?

    Aqui na Paraíba já foram divulgadas cinco pesquisas eleitorais, atendendo as três candidaturas que disputarão o governo do estado no próximo 07.10.2018. José Maranhão venceu em duas, Lucélio em uma e João Azevedo também em duas, inclusive nesta última - realizada pelo Bigdata - denunciada pelo blog do marqueteiro Dércio Alcântara (jornalismo investigativo) como tendenciosa, em função do proprietário do “famoso” Instituto, David Clemente Monteiro, ser um fornecedor de serviços para o governo do estado, faturando entre 2013 e 2017 através da empresa Geri, 200 milhões de reais.

    O mais incrível é que a maior vítima e testemunha do insucesso deste malogrado tipo de “maracutaia” é o próprio Ricardo Coutinho. E logo ele, utilizar agora deste tipo de sofisma? Nas eleições municipais de João Pessoa (2004) quando se elegeu prefeito da capital, Ricardo Coutinho nunca esteve na frente em nenhuma pesquisa. A última e a de “boca de urna” apontou um segundo turno. Ele venceu no primeiro e com maioria expressiva. Vieram as eleições de 2010, e 72 horas antes do pleito de 03 de outubro (quinta-feira), em rede nacional a TV Globo divulgou a pesquisa do Ibope, indicando uma vitória esmagadora de José Maranhão no primeiro turno, com uma margem de 22% de maioria sobre Ricardo Coutinho. Se não existisse a postulação do PSOL, que obteve 12 mil votos, a derrota do peemedebista da época seria no primeiro turno.

    A pesquisa tem como objetivo identificar as falhas da campanha, erros do candidato, regiões onde o mesmo não é aceito e sua rejeição. Nada que não possa ser mudado ou corrigido, através da coordenação geral, com apoio da equipe de marketing e comunicação. Porém, se os dados não estiverem corretos o estrago pode ser fenomenal. A oposição (derrotada pela pesquisa) se enfurece, e o eleitor se transforma em militante. Reagindo de forma contrária, a situação (vencedora nas estatísticas) se acomoda com a certeza do triunfo.

    Em nossa postagem de ontem mostramos os números das eleições de 2010. A certeza da vitória de José Maranhão, garantida pelo IBOPE/REDE GLOBO, provocou uma abstenção de 506 mil votos no primeiro turno. Se os números revelados mostrassem um empate técnico, a mobilização poderia ter favorecido o candidato derrotado, que talvez saísse vitorioso do pleito, já no primeiro turno. Entretanto, a pesquisa mentirosa estendeu seus efeitos negativos no segundo turno, provocando a incredulidade generalizada do eleitor na vitória de José Maranhão.

    Este tipo de vício não foi inventado e nem praticado apenas na Paraíba. O que se observa no momento, no quadro da corrida presidencial, é um verdadeiro absurdo. Finalmente os Institutos admitiram Jair Bolsonaro como primeiro colocado. Porém, estagnado. E, inconformados, já prenunciam que ele perde para qualquer adversário no segundo turno (?). Os eleitores talibãs de Bolsonaro estão numa verdadeira batalha campal, nas redes sociais, indignados com este comportamento atípico e acintoso das redes de TV e grande mídia nacional. Se porventura o candidato do PSL vencer no primeiro turno virão as justificativas de sempre: mudanças repentinas.

    Voltando a Paraíba, para dar um pouco de credibilidade aos números todos os institutos divulgaram em suas amostragens o senador Cássio Cunha Lima como o primeiro colocado na disputa para o Senado Federal. E isto é fato. No início deste ano, relatamos em um artigo neste espaço que percorremos o sertão paraibano e o povão que não respira política, só conhecia Cássio, José Maranhão e Ricardo Coutinho. A campanha de Lucélio foi mal elaborada, quando quiseram transformá-lo num outsider. O povo sabe que ele não representa nada de novo e é despido de excentricidade.  Na verdade, seu papel é de um porta-voz oficial da junção de quatro ou cinco famílias políticas oligárquicas da Paraíba, já em desentendimentos. João Azevedo tenta “incorporar” Ricardo Coutinho. Impossível. Perde sua originalidade, e se torna réplica com acabamento de péssima qualidade. Estas constatações poderiam ser obtidas através das pesquisas qualitativas, e seria fácil de serem alteradas, corrigidas ou readequadas. Mas, os nossos genais “marqueteiros” desprezaram a publicidade e adotaram a “alquimia”. Tentam por em prática os místicos experimentos milenários, de resultados históricos nunca comprovados: transformar chumbo em ouro.

  • A HORA DO DINHEIRO

    05/09/2018

    Candidatos ao Parlamento – e Governo dos Estados - começaram a experimentar pela primeira vez os efeitos da nova legislação eleitoral que acabou com doações de empresas às campanhas e criou o financiamento público, limitando a gastança, em 1.716.209.431,00, valores que serão divididos entre 31 partidos (exceto PSL de Bolsonaro que não aceitou) para cobrirem os gastos de todos os seus postulantes, de Presidente da República a deputado estadual.

    Na visão do eleitor desinformado ou ignorante, esta campanha é aguardada como a descoberta de uma nova “serra pelada” (corrida do ouro), com todos os candidatos com muito dinheiro. O valor do sufrágio será hiperinflacionado. Se baixarem a “per capita”, será pior. Receberão de todos, e no dia votarão num mero desconhecido.

    Os desassossegos aqui na Paraíba já começaram. Deputado estadual Ricardo Barbosa deu um chute no “pau da barraca”. Foi enfático no seu pronunciamento, acusando o governo do estado de constranger (chantagear) o servidor público, exigindo seu voto de forma escravocrata. Onde está o Ministério Público Eleitoral? Não vai investigar e instaurar procedimentos cabíveis? Uma denúncia deste tipo é muito grave. Fere a democracia e macula duas cláusulas pétreas da nossa Constituição Cidadã: voto secreto direto, universal, e direito e garantias individuais. A “lona” do PSB quase cai por cima de muitos. Ameaça durou poucas horas. Atendido, o deputado tergiversou e deu uma desculpa “esfarrapada”. Resta saber se o sinal amarelo não acendeu no MPE.

    Enquanto o Palácio da Redenção se mobilizava para silenciar Ricardo Barbosa, em Campina Grande a “espinha dorsal” da base aliada do prefeito Romero Rodrigues se insurgia e declarava apoio (segundo voto) ao candidato ao Senado de José Maranhão, ex-governador Roberto Paulino. O$ motivo$? O$ me$mos de Ricardo Barbosa. Afinal, Daniella é deputada estadual, candidata ao Senado pelo PP por imposição de seu irmão, Aguinaldo Ribeiro – líder do governo na Câmara dos Deputados e ex-ministro das cidades - e ainda conta com apoio de seu pai, vice-prefeito de Campina Grande.  Não tem dinheiro? É brincadeira... Não adianta Cássio pedir ou Romero implorar. Aguinaldo Ribeiro - que dá aulas de “sabedoria” a Raimundo Lira - lançou Daniella como “caronista” de Cássio. Para o eleitor e as lideranças, o “carona” é suplente, não candidato. Quem impediu duas tentativas de impeachment do Presidente Michel Temer tem as chaves do tesouro da república. Mais uma vez, a enganada foi Daniella, que reviverá o pesadelo de 2012. Ainda existe tempo de reverter o quadro, basta Daniella oferecer redutos ao senador Cássio Cunha Lima, como segundo voto. Do contrário, quem dispõe deste “estoque” é Roberto Paulino.

    Quem está no poder - na ótica do eleitor que ao longo do tempo mudou de corrompido para corruptor - pode tudo e tem dinheiro. Política é negócio para milionários. Ideologias? Ficaram nos anos 70 do século passado. Nas eleições de 2010, o governador José Maranhão – candidato a reeleição – subestimou não seu adversário Ricardo Coutinho, mas a esperteza e sagacidade do eleitor, que mandou o recado através de suas lideranças: de graça, votavam em Ricardo Coutinho. Aconteceu no primeiro turno. Ricardo Coutinho saiu na frente de José Maranhão com 942.121 votos. Com a “caneta na mão”, o então governador ficou atrás: 933.754, diferença de 8.367. Votos nulos e brancos foi vingança: 237.306 e 101.032 respectivamente. Total de eleitores em 03/10/2010: 2.720.265, abstenção de 506.000 votos.

    De posse do mapa que contabilizava as baixas da primeira batalha, governador José Maranhão não pôde, ou não dispôs de meio$ para recrutar mais reservas para seu exército enfrentar o inimigo no segundo combate. Os estragos foram maiores e bem catastróficos. Ricardo Coutinho 1.079.164, José Maranhão 930.331. Diferença pró Ricardo 148.833 votos. Sufrágios nulos despencaram de 237.306 para 141.228. Os brancos de 101.032 desceram para 48.703.

    Ricardo Coutinho em 2018 repete José Maranhão de 2010. A campanha de João Azevedo estagnou e tende a cair. Se ele não abrir a algibeira, “de graça” o povo aproveita o ensejo para “agradecer” José Maranhão por suas três gestões exitosas na Paraíba, trazendo-o de volta ao Palácio da Redenção. Em tempo: Lucélio não tem mais como “arrancar” nada da PMJP e Romero Rodrigues já foi além do seu limite. O MPE está de olho na PMCG, PMJP e Governo do Estado. Se não fizeram reservas em tempo hábil, agora é tarde demais.

    O registro dos fatos acima se inspira em “denuncias”, não em “apologia” ao continuísmo de crimes eleitorais praticados por décadas, desconhecidos ou ignorados pela Justiça Eleitoral Brasileira.

  • Tucanos na cola de Zé

    03/09/2018

    Para os céticos que subestimavam o crescimento constante – agora em ritmo acelerado – da candidatura do ex-governador José Maranhão (MDB), as fotos comprovam os fatos. Na última quarta-feira (29/08/2018) ao lado do Jornalista Josué Cardoso, testemunhamos a inauguração do comitê de José Maranhão em Campina Grande. Observamos um apoio suprapartidário de inúmeros formadores de opinião da cidade, prestigiando o evento e aplaudindo com entusiasmo o discurso do “mestre de obras”. Avistamos as cores do PSDB, PSB; lideranças que têm ligações com Cunha Lima, Rego e Ribeiro “avermelhadas”. A presença e o entusiasmo do “marqueteiro” Dércio Alcântara – segundo o amigo e escriba jornalista Marcos Marinho – defenestrado das hostes socialistas. Giordano Nóbrega – irmão de Ana Cláudia, esposa de Veneziano Vital do Rego, candidata a deputada federal – se destacava entre os presentes. Amigo e Jornalista Basílio Carneiro (PT) comentava ao nosso lado a fidelidade de Maranhão a sua legenda nos momentos mais cruciais: eleição e reeleição de Lula.

    Constatamos que não precisa mais explicar – ou duvidar - da posição de primeiro lugar, conquistada por José Maranhão, na recente pesquisa de intenção de votos realizada em Campina Grande. Com um discurso inovador, totalmente diferente de todos das pregressas campanhas, José Maranhão usou de uma linguagem republicana “construtiva”, não se referindo particularmente a nenhum dos “Caciques” que comandam as postulações adversárias. Pelo contrário, destacou que aquilo que existe de bom, e está funcionando na Paraíba – obras, serviços e ações de outras gestões – não só serão mantidas, mas ampliadas. Na sua alocução de caráter estadista, mostrou que radicalismo de outrora ficou realmente no passado. Desprezando as “picuinhas” paroquianas, enfatizou que na dinâmica da política, adversários de hoje podem ser correligionários de amanhã, e vice-versa.  Prometeu levar o “Estado” (em seu governo, caso seja vitorioso), onde sua ausência é cobrada: segurança pública, saúde; garantia hídrica, não só para o abastecimento humano e animal, mas também como suporte para alavancar o emprego e renda permanente.

    Se Tovar Cunha Lima estava no palanque de José Maranhão em Piancó – ao lado do Prefeito – deixa a nítida impressão da sua preocupação em não perder votos, num dos seus principais redutos no Vale. Na cidade de Patos, outdoor com Cássio e José Maranhão mostra que o segundo voto de Roberto Paulino indiscutivelmente irá para o tucano. É a repetição de “Lula lá Cássio Cá” (2002/2006), atraindo fatia importante do PT da época, como a prefeita Cozete Barbosa (2002) e o saudoso Júlio Rafael em João Pessoa (2002/2006). As eleições parlamentares se encerram no dia 07/10/2018. Para o governo do estado, dos três candidatos dois terão uma segunda chance em 29/10/2018. Isto se ocorrer uma reação expressiva nas campanhas do PV/PSDB (encolhendo) e no representante de Ricardo Coutinho (João Azevedo) estagnado, “pastorando” apenas o “capital político” adquirido até o momento. Fatos novos, só na campanha de José Maranhão. Quando será que o vice-prefeito Enivaldo Ribeiro irá procurar José Maranhão e postar outdoor de Daniella ao lado de Maranhão? Cássio saiu na frente no sertão. Será que Enivaldo vai deixar passar esta oportunidade na Rainha da Borborema?    

  • TIÃO GOMES ABRIU A PORTEIRA

    30/08/2018

    A decisão do deputado estadual Tião Gomes em declarar seu voto para o Senado Federal, justificando motivos, abriu a porteira para a base aliada do governador Ricardo Coutinho deixar o “curral” onde se encontravam presos pela legenda. Ficou nítida a sabotagem orquestrada contra o candidato Veneziano Vital do Rego, com certeza apoiada pelo Palácio da Redenção. Alguém acha que Arthur Filho, por exemplo, votaria em Veneziano Vital do Rego?

    Só os “neófitos” em política não perceberem que a chapa do MDB com um único candidato ao Senado foi uma das ideias mais genais da campanha de 2018, como “válvula de escape”. Atrai descontentes das demais postulações, constrói pontes para um eventual segundo turno, e conta com a fidelidade partidária dos eleitores de José Maranhão.

    Qualificando como “dois homens de vergonha” - Luís Couto e Roberto Paulino -, o polêmico Tião Gomes, apesar de seu perfil rebelde não consegue enganar aos que enxergam um pouco mais longe a inspiração “maquiavélica” de Ricardo Coutinho por trás de sua decisão. Se Ricardo Coutinho eleger Veneziano, escolheu antecipadamente o adversário para 2022. Quem sempre esteve ao seu lado, desde sua primeira eleição para a PMJP, e em todos os momentos, foi Luís Couto. Inclusive agora (2018) abdicando da reeleição certa para a Câmara dos Deputados.

    O passado de Veneziano – no tocante a fidelidade – não é nada recomendável. Votou pelo impeachment de Dilma, e estava ao lado de Fernando Haddad e Luis Couto semana passada na TV. Logo Dilma, que nomeou seu irmão Ministro do TCU, cargo vitalício. Derrotou Ney Suassuna (seu caixa na primeira eleição para PMCG) e deu as costas a José Maranhão, que elegeu seu irmão Senador e tem como primeiro suplente sua mãe Nilda Gondim.

    Alguém acha que Ricardo Coutinho, de comportamento absolutamente semelhante ao de Veneziano, iria cair nesta cilada amadorística? E Luís Couto, que considera todos que votaram pelo impeachment de Dilma como “golpista”, o que faz ao lado de Veneziano? Vai ajudá-lo a ser senador da república?

    Se proceder a conversa da granja – discussão entre João Azevedo, Ricardo Coutinho e Luís Torres - sobre a possibilidade de substituição da “cabeça da chapa” até o dia 05 de setembro próximo (2018), Luís Couto terá como companheiro de chapa João Azevedo. Na expectativa de criar um fato novo, e aproveitando a pontuação de Veneziano na pesquisa do IBOPE, o PSB o lançará como candidato de Campina Grande, na expectativa de repetir a “façanha” Estelizabel. Alcançar pelo menos o segundo turno, ou não chegar atrás de Lucélio Cartaxo, fato que comprometeria em definitivo a imagem de liderança do “socialista”. Dois mandatos de Prefeito da Capital, não elegeu seu candidato. Três eleições gerais, jamais conseguiu eleger um deputado federal. É... Como diz a canção de Aldir Blanc “laranja madura/Na beira da estrada/ Tá bichada moço, ou tem maribondo no pé”. Luís Couto e o PT ficarão bem distantes de Veneziano. Marcarão o voto.

  • O CURINGA DE CÁSSIO: MARCAÇÃO DO VOTO

    27/08/2018

    Não é a primeira vez que o senador Cássio Cunha Lima “bate uma parada” (decide uma eleição) com um curinga. A pesquisa do Instituto 6 sigma – divulgada há 25 dias – trouxe números ou índices extremamente desconfortáveis para o vice-presidente do Senado Federal, que pressentiu seu favoritismo ameaçado na disputa. No somatório geral computando o primeiro e o segundo voto – duas vagas para o Senado - o tucano figurava num quadro de empate técnico com o deputado federal Veneziano Vital do Rego. Por sua vez, o ex-prefeito de Campina Grande - considerando a margem de erro - tecnicamente também estaria empatando com o terceiro candidato, Luís Couto, que perigosamente se mostrava ao alcance de Daniella Ribeiro, a quarta candidata. Roberto Paulino, lançado três dias antes da realização da amostragem, apareceu muito distante e figurou com apenas 5% das intenções de votos.

    Comentamos a pesquisa neste espaço e elencamos que dentre os riscos a que se expunha o senador Cássio Cunha Lima, existia a perigosa “armadilha” do voto partidário (PMDB), sem segunda opção. Roberto Paulino é o único candidato da legenda e bastante identificado com Veneziano Vital do Rego, por suas históricas posições anti-Cunha Lima. O “fogo amigo” de sua companheira de chapa, Daniella Ribeiro, a arrancada de Luís Couto com a fidelidade da militância petista; José Maranhão - liderando as pesquisas - “puxando” Roberto Paulino... A única alternativa do “tucano” foi usar a velha tática, que já funcionou duas vezes na Paraíba, coincidentemente ou não, sob sua inspiração ou apoio. “Marcação do voto”.

     A exposição midiática da candidata ao Senado pelo PP começou sombrear o “terreiro” do tucanato campinense. De repente – sem nenhuma justificativa plausível - onze vereadores da base de apoio do prefeito Romero Rodrigues manifestaram a intenção de apoiar Roberto Paulino. Uma semana de divulgação sobre a “debandada”, a campanha de Daniella desidratou rapidamente. O IBOPE foi a campo, e conferiu a “despencada” pepista. Cássio Cunha Lima (refeito do susto) apareceu com 41%, Veneziano Vital do Rego ficou distante (mesmo crescendo) com 33%; Luís Couto (praticamente estagnado) 22% e Daniella Ribeiro com magros 14% empatada tecnicamente com Roberto Paulino (11%). Indecisos, nulos e brancos, não sabem ou não responderam, somam 52%.

    O “voto marcado” foi usado à primeira vez nas eleições de 1998, quando o Clã Cunha Lima foi alijado da disputa para o governo do estado, após duas derrotas consecutivas nas convenções do PMDB, para José Maranhão. Como se não bastasse as derrotas, o pavor de perder a posição como primeira (nas circunstâncias da época) já segunda força política do estado, pairava sob a ameaça do ex-governador Tarcísio de Miranda Buriti se eleger Senador da República, fato que o levaria a disputar o pleito para o governo do estado em 2002. Ney Suassuna, suplente de Antonio Mariz, estava na titularidade do mandato com a renuncia do falecido ex-governador. Porém, não tinha densidade eleitoral. Os Cunha Lima, “marcaram” o voto. Despejaram na então vereadora Cozete Barbosa 216.006 votos. Buriti alcançou 394.294 e Ney Suassuna atingindo seu limite máximo, saiu vitorioso do pleito com 455.959. Os 61.710 sufrágios que faltaram a Buriti estavam, para surpresa de Cozete, nos 216.006 que ela obteve.

    O outro momento em que o voto foi marcado ocorreu nas eleições de 2002, disputa pelo segundo lugar para o Senado da República, entre Wilson Braga, Efraim e novamente Tarcísio de Miranda Buriti. Wilson Braga estava disparado nas pesquisas como o segundo colocado, já que o primeiro lugar era do ex-governador José Maranhão. Lançado as pressas, Buriti corria contra o tempo perdido, e estava à frente de Efraim Morais. Foi uma das eleições mais concorridas para o senado da república, preocupante para o Clã Cunha Lima. Braga ou Buriti poderiam chegar ao senado. Efraim Morais aproveitou a oportunidade. Há 20 dias antes do pleito, estava atrás de Braga com uma diferença de 18%. Algo inimaginável de ser alcançado. Buriti crescia rapidamente. A saída foi “marcar” o voto, “turbinando” outras candidaturas sem menor chance ou inexpressivas. Maranhão obteve 803.083. Efraim Morais – viu o milagre acontecer – 594.191; Wilson Braga – não querendo acreditar – 591.320; Tarcísio Buriti 510.734. Turbinados ou “marcados”: Lígia Feliciano 169.895 (Campina Grande e região metropolitana de João Pessoa); Simão Almeida 119.905; E na região do Sabugi, reduto de Efraim Morais, irmão de Cozete Barbosa Bala Barbosa 60.290. Wilson Braga perdeu por uma diferença de apenas 2.801. Registre-se em tempo: Simão Almeida, Bala e Lígia Feliciano nunca conseguiram se eleger vereador em Campina Grande. Depois do IBOPE, em outubro próximo (2018) o voto ainda será marcado? Ou Daniella, para não ficar sem mandato, tentará voltar a ocupar seu assento na Casa Epitácio Pessoa?

  • A APATIA DO POVO

    20/08/2018

    Neste final de semana que se encerrou ontem (19.08.2018) os candidatos do PSB/PT e PV/PSDB/PP tiveram seu primeiro contato com o povo, percorrendo alguns municípios, bairros de João Pessoa e Campina Grande. Graças ao milagre da internet, todos puderam acompanhar através das imagens os pequenos séquitos formados por ocupantes de cargos comissionados, funcionários provisórios dos comitês de campanha e os famosos “codificados”.

    Onde estava o povo? Em algumas das imagens, se percebe a indiferença de raros curiosos - que revia a mesma cena de décadas - a acenos dos candidatos com risos no rosto, exibindo uma alegria não entendida nem correspondida por quem os via. Transeuntes “atropelados” acidentalmente pela militância remunerada - por esta na rota do préstito – não escondiam sua perplexidade, surpresa e até assombro, com a ousadia e coragem daquela gente. Com certeza pertencem a um mundo que não é o seu. Se por um lado observou-se uma “grande família” em festa, por outro alguns “arlequins” e “fantoches” sob o comando do “socialista” - apologista do crime de desordem - quando insiste na candidatura à Presidência da República de um condenado pela justiça brasileira em duas instâncias, por prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ainda responde mais 27 processos por ladroagem e formação de quadrilha.

    Desde o início deste ano de 2018 que os detentores de mandatos popular na Paraíba tentam encontrar a fórmula mágica, para todos continuarem no poder, através de formação de alianças compostas por legendas. Ninguém se preocupou em saber se o povo aceitaria ou não renovar seus mandatos. Por mais que as pesquisas mostrassem os elevados índices de abstenções, votos nulos e brancos e rejeições frontais (principalmente para o parlamento) as “castas” sobreviventes deste meio ignoraram completamente o que o povão pensa sobre suas posturas. Forçando a barra, agora tentam encurralar o eleitorado, se apresentando como únicas alternativas, para que escolham dentro dos males o menor.

    A grande mídia Paraibana - sistemas de rádio, TV e alguns portais bem acessados pelos internautas - controlada pelos governos do estado e prefeituras de Campina Grande e João Pessoa, se recusam ainda em aceitar a recente lição recebida pela Rede Globo de Televisão, que finalmente despertou para os efeitos das ferramentas usadas pela internet, e percebeu que não pode mais pautar candidatos e povo, escolhendo suas preferências. O boicote da grande mídia nacional imposto de forma “conspiratória” contra o presidenciável Jair Bolsonaro, surtiu efeitos negativos. E, quando começaram a tentar “bater” no “mito”, ele cresceu ainda mais. O sistema Globo começa a fazer, por antecipação, sua mea culpa. Vejamos o que escreveu o Jornalista Paulo Guedes em O Globo: “O vertiginoso crescimento da candidatura Bolsonaro é um sintoma dessa indisfarçável insatisfação com a estagnação da economia, corrupção na política e a falta de segurança nas ruas, em que desembocamos sob a hegemonia social-democrata. Em suas variantes de “punhos de renda” (PSDB), “chão de fábricas” (PT) ou caciques regionais oportunistas (PMDB) à “esquerda” todos os gatos são pardos para os eleitores de Bolsonaro. Contra tudo isso e todos esses que nos dirigem desde a redemocratização, Bolsonaro é a “direita” que quer a lei e a ordem, valores de uma classe média esmagada entre uma elite corrupta e massas que votam em Lula buscando proteção e assistencialismo”.

    Persistindo no abominável roteiro “Globo”, a mídia paraibana insiste em encetar apenas dois candidatos, na expectativa de radicalizar a campanha entre o governo do estado e as prefeituras de Campina Grande e João Pessoa. Projeto rentável para os “sistemas”. Porém, nos últimos dois debates realizados na Paraíba ficaram nítidos o total despreparo do postulante patrocinado pelas famílias Ribeiro, Cartaxo, Rodrigues; Cunha Lima; Gadelhas; Ludgérios... (Lucélio). O mais completo desconhecimento sobre “governança” e a cidade de Campina Grande do técnico João Azevedo, que antes já tinha prometido um VLT para Campina Grande, com trajeto ou passagem ao largo do açude do Pedregal (?).  A crítica pela crítica do PSOL é entediante. Baboseira repetitiva do “Lulismo” demagogo com seus velhos chavões apelativos. Salvou-se a sinceridade de José Maranhão, sem mentiras nem promessas ludibriantes, mostrando sua história de “ficha limpa”, distante dos tentadores “esquemas” corruptos que não sobrevivem sem um governo a seu serviço.  

  • DEBATE DA TV ARAPUAN

    14/08/2018

    DEBATE DA TV ARAPUAN

    Ontem, 13/08/2018, a TV Arapuan promoveu o primeiro encontro (debate) entre os pré-candidatos ao Governo do Estado da Paraíba. José Maranhão (MDB), Lucélio Cartaxo (PV); João Azevedo (PSB) e Tércio Teixeira (PSOL). O evento marcou o início da contagem regressiva da última etapa de uma maratona iniciada em janeiro de 2017.

    Na abertura – apresentação dos candidatos – o único desconhecido era o psolista Tércio Teixeira. Lucélio vem de uma longa exposição midiática desde a campanha de 2014, quando disputou o Senado da República. João Azevedo, que desta vez soube segurar-se na sela (montaria) não permitindo que seu líder o trocasse de última hora venceu a primeira batalha, ao ser o candidato do governador Ricardo Coutinho. José Maranhão - desde 1950 na vida pública - já foi deputado estadual, federal, senador da república de dois mandatos e governou a Paraíba por três vezes, limitou-se na apresentação a dizer com simplicidade a maior de suas virtudes do momento: “sou ficha limpa”. Em tempos de lava-jato, isto pesa no currículo a ser examinado pelo eleitorado. 

    Durante duas horas e meia perguntas foram feitas entre os candidatos, que seguindo um “cerimonial” teatral levantavam-se das cadeiras em que estavam sentados, caminhavam até o centro do estúdio, um se posicionava frente ao outro, e faziam a pergunta. Vinha a resposta, a réplica, e em um dos blocos a tréplica. Depois, cada um marchava de volta ao seu assento (?). Isto é comum nas escolas de artes cênicas. Chama-se “marcação de palco”. O que imaginou o produtor do programa ao levar quatro políticos a repetir gestos idiotas? Eles não estão à procura do glamour. Estão caçando votos. Suas assessorias não deveriam ter permitido tamanho vexame. Os telespectadores queriam ver e ouvir um debate polêmico, sobre o drama do seu quotidiano, não imitadores de atores circenses mambembes.

    O debate serviria como parâmetro, para aferir o nível de conhecimento dos candidatos sobre os problemas existentes na Paraíba. Suas ideias e opiniões, apontando soluções para amainar seus efeitos em curto e médio prazo, através de projetos consistentes e inovadores na gestão pública. Infelizmente, nada disto foi visto. Percebeu-se sim, o despreparo do candidato do PV Lucélio Cartaxo, que esqueceu completamente que era candidato a governador do estado, e não a prefeito de João Pessoa. Gastou todo o seu tempo divulgando a gestão do irmão gêmeo, a ponto do candidato José Maranhão – se não por lapso de memória, mas por ironia – dirigir-se quatro vezes ao mesmo o chamando de Luciano (?). Na interpretação de Tércio Teixeira – ignorando a legislação eleitoral, que proíbe parentesco de primeiro grau em casos de sucessão – insinuou que Lucélio sonhava era em ser candidato do seu próprio irmão, nas eleições de 2020. Dúvida que se instalou em Campina Grande: o senador Cássio Cunha Lima, realmente conhecia Lucélio Cartaxo?

    João Azevedo não fugiu de sua missão. Enalteceu todos os atos da gestão do governador Ricardo Coutinho, prometendo continuidade dos projetos e ações desenvolvidos pelo “socialista” nos últimos oito anos. Foi rebatido de modo civilizado pelo candidato José Maranhão, que requereu seus direitos como o licitante do maior projeto de irrigação em obras na Paraíba, e a autoria da construção do açude de Acauã. A Lucélio, José Maranhão respondeu que construiu dois hospitais de Traumas no estado, fazendo justiça sobre o início das obras do de Campina Grande à gestão do senador Cássio Cunha Lima. Acusou ainda o candidato do PV de “plagiar” sua plataforma de campanha. A Tércio Teixeira, como todo esquerdista “doutrinado”, restou a crítica pela crítica e as “pegadinhas” em Lucélio Cartaxo – sobra “transparência”, apontando o “lamaçal” de corrupção (segundo o mesmo) enterrado na lagoa do Parque Sólon de Lucena. Perguntou também ao candidato da aliança PV/PP/PSDB - que se negou em responder -, sobre o sombrio apoio do líder do governo Temer a sua candidatura. Finalmente o psolista acusou João Azevedo de “fura teto”, com salário mensal de 45 mil reais, superior ao Presidente da República e Ministros do Supremo.

    As equipes de marqueteiros erraram grosseiramente. A de José Maranhão deveria tê-lo orientado em falar muito... Três gestões a frente dos destinos da Paraíba, era para ter deitado e rolado sobre o tema recursos hídricos. Lucélio falou em recursos hídricos, sem nada entender sobre este processo. Perdeu-se ao falar sobre “mobilidade”, momento em que o candidato José Maranhão o interrompeu, afirmando que a única obra de mobilidade da gestão de seu irmão (Luciano) foi uma “passagem molhada” na Av. Beira Rio. Finalmente só quem se deu bem foi Tércio Teixeira, um senhor desconhecido até no seu próprio bairro (em João Pessoa), ontem conhecido por milhares de pessoas, por ter emparedado os “monstros sagrados” da política paraibana.

  • CÁSSIO - FAVORITISMO AMEAÇADO

    07/08/2018

    Na busca por caminhos mais curtos o comum é se perder nos desconhecidos e arriscados atalhos. Senador Cássio Cunha Lima iniciou o ano de 2018 como o principal e mais favorito de todos os pré-candidatos para ocupar uma das duas vagas para o Senado Federal. Ao longo de todo o ano de 2017, com perspicácia “desmontou” todas as postulações que porventura viessem “sombreá-lo”, a partir do ambicioso plano natimorto do prefeito Romero Rodrigues de ser o candidato ao Governo do Estado, fato que gerou uma discórdia interna na família e nos partidos.

    Os Cartaxos bandearam-se para o PV, sem aviso prévio ao PSD. Luciano passou a ser opositor de Romero e esqueceram o acerto inicial: apoio irrestrito ao senador José Maranhão (MDB), que nada tinha a perder, pois mesmo raciocinando sobre a remota hipótese de sua derrota, retornaria para concluir seu mandato no Senado da República até o ano de 2022. A chapa com Maranhão para o governo e Cássio ao lado de Luciano para o Senado acomodaria todas as legendas. Manoel Júnior assumiria a Prefeitura, Micheline Rodrigues uma vaga para a Câmara dos Deputados, Raimundo Lira seria o primeiro suplente de Cássio ou Luciano; Daniella a vice de José Maranhão. Veneziano Vital do Rego (ainda no MDB) estaria com sua reeleição garantida e com amplas possibilidades de ver sua genitora (Nilda Gondim) no Senado, em substituição a José Maranhão.

    O bem elaborado plano do então presidente do PSDB - ex-deputado federal Rui Carneiro – se configurava num “armistício” das oposições, “encurralando” Ricardo Coutinho, despido de quadros para montar um exército capaz de enfrentar o grande contingente opositor.

    Para felicidade do governador Ricardo Coutinho, os “Cartaxos” ao lado de Romero Rodrigues boicotaram o trabalho de Rui Carneiro. Trocando seis por meia dúzia, Luciano lançou seu irmão Lucélio, ao lado de Micheline esposa de Romero Rodrigues. Veneziano deixou o MDB e filiou-se ao PSB. Os Ribeiros, se aproveitando da “balburdia”, aventuraram-se e passaram a exigir um espaço na majoritária. Lira ensarilhou suas armas e bateu em retirada, com a prematura partida do saudoso Rômulo Gouveia. O PP impôs Daniella Ribeiro como companheira de chapa de Cássio Cunha Lima, na coligação PV/PP/PSDB. Cássio optou por Eva Gouveia (PSD) como primeira suplente, que nada acrescenta. Daniella escolheu um supersecretário da PMJP, com maior mobilidade que a esposa de Luciano Cartaxo. Governador Ricardo Coutinho tirou uma carta da manga, e lançou Luís Couto (PT) como companheiro de Veneziano. O quadro se complicou para Cássio...

    Tivemos acesso a uma pesquisa de consumo (realizada apenas em Campina Grande) há três semanas, onde o senador Cássio Cunha Lima aparece liderando com 30% das intenções de votos, opção de apenas 38% do eleitorado que apresenta 62% de indecisos, nulos; brancos e os que se abstiveram de opinar, não escolhendo nenhum dos candidatos. Veneziano vem em segundo lugar com 14% e Daniella Ribeiro com 11%. Luís Couto e Roberto Paulino ainda não eram candidatos. Porém, este quadro é para o primeiro voto. Quando se observa o segundo voto, Veneziano obtém mais 15%, totalizando 29%. Daniella Ribeiro 12% atingindo 23%.  E Cássio Cunha Lima zero. Para que fique mais claro, a segunda opção de Cássio representa o “Campinismo”, vai direto para Veneziano e Daniella. A segunda opção de Veneziano (soma a oposição e os anti-Cunha Lima) vai para Daniella, e a segunda opção da pepista cai no colo de Veneziano. A rigor, Cássio está empatado com Veneziano, Daniella chegou com rapidez, e continua crescendo. Como se não bastasse, o MDB despejará todos os seus votos no ex-governador Roberto Paulino, que é anti-Cunha Lima por questões locais (Guarabira). Talvez a saída de Cássio seja criar um fato novo, e chutar o pau da barraca. Isto se ainda tiver forças sobre seu partido (PSDB).

    A iminência de um resultado negativo que atinja Cássio está no resultado do maior colégio eleitoral do estado, a Capital João Pessoa. No pleito de 2010, com a ajuda de Luís Couto, Vital Filho venceu Cássio. E agora como candidato? Sua segunda opção será Veneziano. As hostes do PV (JP) darão a primeira opção a Daniella e buscarão casar votos com as sobras de Luis Couto e ou Roberto Paulino.

    Quem puxará votos para Cássio na Capital? Seria o vice-prefeito Manoel Júnior, se não tivesse sido defenestrado de forma humilhante, por todos da coligação PV/PSBD/PP. Como Cássio suplantará as desvantagens da capital, e o empate em Campina Grande? Será a eleição mais difícil de sua história política, com a clarividente perspectiva de derrota. Fazendo uma analogia a um adágio popular, “Cássio estava na planície. Criou sua própria montanha, para agora escalá-la”.

  • ...ONDE ESTAVA O POVÃO

    06/08/2018

    Ontem à noite (domingo 05.08.2018), recebi ligação do amigo José Silvino Sobrinho (João Pessoa), e como fazemos semanalmente discutimos os últimos acontecimentos sobre temas que envolvem tecnologia, crises; momento político/econômico do Brasil e do mundo. Indaguei do pai do projeto Canaã - maior autoridade do país em açudagem e Recursos Hídricos - como tinha ocorrido as convenções que oficializaram os nomes dos três principais candidatos ao governo do estado, com respectivos membros integrantes das chapas para o Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Silvino afirmou que foi apenas a uma. A do MDB, que homologou o nome do senador José Maranhão. E, para minha surpresa, confessou que passou pouco tempo no local, porque estava muito cheio. O dia inteiro os grupos do “Zap” mostraram a “lotação” das convenções do PSB e PV/PSDB.

    Lembrei-me de um fato que testemunhamos no ano de 1986, em um comício na cidade de Teixeira, onde passamos o dia em um grande churrasco oferecido pelo então prefeito Valdecir Amorim, correligionário do governador Wilson Braga e eleitor da chapa Marcondes Gadelha/Marcos Odilon/Wilson Braga e Maurício Brasilino Leite. Era um sábado e a cidade estava cheia. À noite, aconteceriam dois comícios, o de Marcondes/Wilson Braga e o da oposição, Burity, Humberto e Raimundo Lira. Por volta das 19hs não cabia mais gente no espaço onde se realizou o comício de Braga, com a presença do governador interino ex-senador Milton Cabral. Uma festa de “arrebentar”. Do alto do palanque comecei a observar com curiosidade o povo presente. Só enxergava prefeitos e comitivas da região, um mundo de funcionários públicos nomeados por Wilson Braga em João Pessoa, Campina Grande; Patos... Perguntei a Silvino se ele estava vendo o mesmo. O mestre - construtor do CCT hoje UFCG - ficou perplexo. Resolvemos deixar a festa e retornar para Campina Grande onde tinha um encontro com algumas lideranças na casa do médico Antônio Loureiro.

    Na saída da cidade, por equivoco, o motorista entrou numa rua e lá estava uma imensa multidão compacta, aplaudindo, vibrando e pulando quando o locutor citava o nome de Burity, Humberto e Lira. Ficamos chocados com a realidade. Ainda balbuciei “olhe onde está o povo de Teixeira”! No caminho, discutimos que havia algo de errado na campanha, e que alguém estava sendo enganado, ou amadoristicamente não estavam fazendo a leitura correta das pesquisas, que segundo o saudoso Carlos Roberto de Oliveira – coordenador geral e marqueteiro – estávamos num empate técnico.

    Chegando - mesmo atrasado - em Campina Grande, ainda participamos da reunião, onde estava presente o professor Moací Alves Carneiro, ex-reitor da FURNE – hoje UEPB. Ao sairmos do encontro, comentamos o fato com Moací e decidimos encomendar uma pesquisa – sigilosa – para termos conhecimento da verdade sobre o que vimos em Teixeira. Dia seguinte, nos reunimos com o professor Walter Fonseca, Doutor em Estatística do então CCT. Elaboramos as perguntas e definimos o número de entrevistados, contrariando e deixando estupefato o estatístico. Todas as cidades acima de 10 mil habitantes da Paraíba, e 20 mil entrevistados. Walter Fonseca protestava irritado, alegando que não era uma pesquisa, era uma eleição. Mas, dada à urgência – restavam 35 dias para as eleições – montou uma gigantesca equipe e em uma semana o trabalho estava pronto. Antes de apresentar, Walter Fonseca – se confessando também surpreso – deu a dica: Wilson Braga ainda pode ser salvo. Resultado imutável: Burity vencia Marcondes Gadelha com 22,7% de maioria. Humberto aparecia em primeiro e Lira estava empatado com Wilson Braga. Sugestão de Walter: aconselhe urgentemente Wilson procurar Humberto, e captar o segundo voto, oferecendo o mesmo a Humberto. Em choque, Silvino levou a pesquisa para o saudoso Soares Madruga, presidente da ALPB e conselheiro político de Braga. Madruga recusou-se inicialmente a aceitar a veracidade dos dados, e somente 10 dias depois teve coragem de enfrentar Wilson, que por sua vez demorou mais dez dias para procurar Humberto, quando tudo já estava tarde demais.

    Na convenção de ontem (05.08.2018) PV/PSDB não tinha 10% dos comissionados das Prefeituras de Campina Grande e João Pessoa. Se todos fossem, o espaço adequado seria o estádio “O Almeidão”. Do PSB com uma trinca de nanicos, se exigissem presença dos “codificados”, comissionados e contratados emergenciais, teria que ser dois “Almeidões”. E na de Maranhão? Ele não tem “codificados”, comissionados nem contratados emergenciais. Presentes, só o povão que não quer mais os modelos “Cartaxo” e “Coutinho”. Pode até ocorrer tudo de forma inversa ao fato histórico que descrevemos acima, com testemunhas ainda vivas e de boa memória. Mas, até o presente, o povo de Teixeira de 1986 é o mesmo povo de Maranhão em 2018.

  • PV/PSDB/PP PROGÓSTICO PREVISÍVEL

    06/08/2018

    Ao longo dos últimos seis meses, neste espaço, previmos algumas ações e reações da classe política paraibana, sem bola cristal, consultas a tarólogos ou médiuns videntes. A leitura sobre o que iria, ou irá acontecer, é o resultado das atitudes do quotidiano, calculando-se seus desdobramentos e os limites (ambições ganância e apego ao poder) dos personagens envolvidos nas cenas, às vezes dramáticas e até cômicas.

    Em um dos nossos últimos textos – postado aqui - afirmamos que o pré-candidato ao Senado, vice-prefeito de João Pessoa Manoel Júnior, estava sendo “fritado” pela coligação PV/PSDB, e sendo “ludibriado” pela dramaticidade da deputada estadual Daniella Ribeiro. Hoje, 03.08.2018, o ato foi consumado. Daniella Ribeiro foi “oficializada” como companheira de chapa do senador Cássio Cunha Lima, que em nossa humilde visão, o negócio foi melhor para Daniella e seu irmão deputado federal Aguinaldo Ribeiro, que para o experiente chefe do tucanato paraibano.

    A briga do ex-senador Efraim Morais para ser vice na chapa de João Azevedo (PSB-PB) é outra tentativa frustrada do líder do DEM, inaceitável por Ricardo Coutinho, a não ser que ele pretenda derrotar seu candidato ainda no primeiro turno. Governador Ricardo Coutinho jamais “arquitetaria” uma chapa sem um vice de Campina Grande. Ele mesmo já deu prova cabal, com sua própria escolha em 2014, Lígia Feliciano. Não cometeu os dois erros subsequentes de José Maranhão (MDB), que agora “despertado” indicou um campinense para seu companheiro de jornada no pleito 2018.

    A preferência de Ricardo Coutinho para formar a chapa encabeçada por João Azevedo - depois de insistentes apelos aos Regos e sua negativa – recairá sobre o nome do empresário Arthur Bolinha, até então pré-candidato a deputado estadual. Bolinha ainda está resistindo. Mas, terminará por aceitar. Quanto ao veto dos Regos, que impediu Ana Cláudia (esposa de Veneziano) em ser a vice de João Azevedo, este comportamento já foi visto antes (2010), com a recusa de Veneziano em ser vice de José Maranhão e preferir eleger seu irmão Vital Filho para o Senado e sua mãe Nilda Gondim para a Câmara dos Deputados. Tudo se repete do mesmo modo de 2010. Ana Cláudia será eleita com o apoio das bases de Veneziano, que no momento tem amplas possibilidades de alcançar uma das vagas do Senado Federal.

    Até domingo 05.08.2018 às 17hs, podem ocorrer mudanças inesperadas nas legendas PTB, PRB e DEM. A tendência é que todas, ou pelo menos uma das três, venha engrossar as fileiras do MDB de José Maranhão (PRB). Fontes de bastidores indicam que o deputado federal Hugo Mota apoiará o patrono da carreira clã patoense, José Maranhão.  Wilson Santiago e Efraim, se conseguirem ser “cingidos” pelo PSC (Manoel Júnior) desprezado pelo PV/PSDB, podem reforçar a presença garantida do MDB no segundo turno, e a recondução para a Câmara dos Deputados de Hugo Mota, Benjamin Maranhão; Wellington Roberto; Wilson Santiago; Efraim Filho e Marcondes Gadelha. Será uma jogada de mestre, semelhante a que tentou o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, afastar do MDB o vice de Wellington Roberto, seu filho Breno.  


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