Colunista Jnior Gurgel

  • FUTURO SOMBRIO DO JORNALISMO CONVENCIONAL

    03/12/2018

    Após o segundo turno das eleições presidenciais realizadas em outubro último (2018) a Globo News divulgou com ênfase um anuncio institucional (da própria emissora) mostrando o alcance do seu recorde histórico de audiência - 121 horas ininterruptas no ar com a Central das Eleições com um gigantesco time de repórteres e comentaristas – conseguindo registrar nas visualizações do seu gráfico oscilante o momento “mágico” de oito milhões de telespectadores.

    Não deu para entendermos bem o motivo para tal comemoração... O presidente eleito Jair Bolsonaro tem mais de 8 milhões de seguidores – que o acompanham diuturnamente – em apenas um dos segmentos das redes sociais (Instagram). Quando se acrescente o Facebook com 5,5 milhões; mais de 5 milhões no Twitter; milhões de grupos do whatsapp - cada um com cerca de 200 seguidores - YouTube... Estas mensagens são compartilhadas gerando efeito multiplicador geométrico. A audiência de Jair Bolsonaro, operada com ajuda do filho, um telefone celular e direto do terraço de sua casa, corresponde a todo público telespectador de todas as emissoras de televisão do país em seus horários nobres.

    Estávamos em Brasília (2012) conversando com o amigo David Araújo - apaixonado por tecnologia - ele nos mostrando (maravilhado) a explosão do twitter. Interação simultânea entre todos, sem observância ou reservas de categorias sociais ou acesso aos exclusivos grupos fechados de “intelectuais” - considerados como “vanguarda” do pensamento moderno - introduzindo na época o polêmico debate sobre o “politicamente correto”.  Todos se “misturavam” na discussão com críticas fundamentadas ou simples “baboseiras” doutrinárias, piadas e conversas desconexas. Ficamos impressionados com esta nova “ferramenta” que permitia alguém se contrapor aos “medalhões” da velha mídia convencional, monstros sagrados da comunicação. Indagamos de David: quando será que a internet chegará a televisão? David com um risinho irônico respondeu: a pergunta está certa, porém foi feita de forma inversa. O que você deve questionar é quando a TV irá aderir à internet. Em uma década, não só a TV, mas os jornais, revistas e até o próprio radio terão que ir buscar público na internet.

    Nosso companheiro do extinto Diário da Borborema e da Grafset foi generoso demais. Previu – o que não acreditávamos – o prazo de uma década. Não chegou a metade. A justificativa da “instantaneidade da informação” como milagre da internet e o motivo dos “dislike” contra programas da televisão – sobretudo alguns noticiosos – outrora campeões de audiência, são argumentos infundados, defendidos por alguns poucos sobreviventes que ainda restam deste tipo de jornalismo, que não admitem o erro de seus patrões, e suas respectivas subserviências. Filtrar, distorcer e ignorar a divulgação de fatos do interesse do povão é manipulação. Ao alegarem que nos Estados Unidos está ocorrendo ou ocorreu, o mesmo fenômeno do Brasil. E daí? É mais uma prova incontestável da falta de “imparcialidade”, não da liberdade.

    Danilo Gentili tem um programa no SBT (meia noite) que há mais de um ano bate a rede Globo com Pedro Bial – substituto de Jô Soares - no mesmo horário. Gentili tem 7,2 milhões de seguidores no seu twitter. Ele leva este público ou parte dele, para assisti-lo e participar de seu programa. Pedro Bial no twitter tem este apenas 911 seguidores. Quem há seis anos conhecia o filósofo Olavo de Carvalho? Três décadas escrevendo nos principais jornais do país, autor de 18 livros que agora é que estão começando a serem lidos e muito vendidos. Em entrevista quinta-feira (28.11.2018), o filósofo afirmou que já foi entrevistado por 21 jornalistas famosos do Brasil, e perguntou aos mesmos: você já leu algum livro meu? Qual? Nenhum tinha lido. Olavo de Carvalho é um dos mais festejados sucessos do Youtube. Tem cinco mil inscritos em seus mais diversos cursos sobre filosofia. Imagine uma anualidade de no mínimo mil doares per capita! Foi a internet que levou seus seguidores a ler seus livros e imortalizarem-no. Sua importância o levou a indicar os dois principais Ministros do governo Bolsonaro: Relações Exteriores e Educação.

    Reconhecedor dos avanços da cibernética, aceitando sua magia interativa, defendemos mesmo assim, os mesmos sonhos e ideais - quiça saudosistas - do amigo Marcos Marinho. Acreditamos na volta da mídia impressa, como fonte de informação, educação e formação de opinião. Mas, no novo formato “sincericídio”, não no falido modelo “motomaníaco”. Em entrevista coletiva sexta-feira 30/11/2018 acompanhado da postagem feita nas redes para os seus 70 milhões de seguidores, Jair Bolsonaro comentou: “Por que no Brasil devemos mantê-los (índios) reclusos em reservas, como se fossem animais zoológicos?” Manchete de O Globo do sábado: “Bolsonaro compara índios em reservas a animais zoológicos”. Este tipo de jornalismo, morreu.

  • Bomba nas eleies OAB-PB

    26/11/2018

    CARLOS FÁBIO E JAIRO DO PT TEM NA CHAPA CANDIDATO ACUSADO DE DAR GOLPE EM CLIENTE

    Uma farta documentação em forma de denúncia chegou às nossas mãos - encaminhada por um ilustre e respeitado advogado de Campina Grande - contendo cópia inteira de um volumoso processo, devidamente acompanhado de uma análise jurídico-processual, fato que nos causou surpresa, nos deixando estarrecido pelas incríveis peripécias de um “profissional”, configuradas no mínimo como “infidelidade” no patrocínio da causa de uma pobre viúva.

    Referimo-nos ao advogado campinense Orlando Virgínio Penha.

    A viúva teve de acioná-lo na justiça para tentar receber seus direitos, apreendidos indevidamente, submetendo-a a uma longa e sofrida espera, que durou mais de quatro anos, em função das sucessivas e incríveis manobras do advogado Orlando Virgínio Penha.

    O processo em que ele foi acionado para prestar conta é o de nº 001.2011.011.685-0*, que tramitou na 4ª Vara Cível da comarca de Campina Grande e está arquivado. A autora é a viúva e pensionista Maria da Guia Andrade de Araújo, que se sentiu lesada no momento do repasse do valor executado nos autos de uma ação indenizatória nº 001.1996.005.739-5, movida, na mesma Vara, contra a Companhia de Seguros Aliança da Bahia.

    Os primeiros autos revelam que o advogado Orlando Virgínio Penha usou de completa deslealdade, extrema má-fé, ao aprisionar indevidamente valores pertencentes à viúva-pensionista, depois de 12 anos de perseguição do direito. Deu maçada para repassar valores, escolheu quando deveria liberá-los, fazendo-o em fatias muito aquém do valor do crédito, forçando a viúva a promover a ação de prestação de contas.

    Depois de tanto se sentir pressionada através de sucessivas canseiras, que duraram mais de três anos, a viúva terminou cedendo e aceitou um espúrio “acordo” formalizado nos autos da prestação de contas, ficando o advogado com mais da metade da importância da indenização a título de honorários.

    O SINUSO E AMARGO PERCURSO EM BUSCA DOS CRÉDITOS

    O início desta história sinistra aconteceu quando o Advogado recebeu valores da cliente, por meio de alvarás: R$ 63.157,64, em 03/12/2008, e R$ 196.235,86, em 19/12/2008, totalizando R$ 259.393,50.

    Já era muito estranho o fato de o advogado transferir à cliente pequenas quantias, em dias diferentes, e o mais inacreditável, repassando inicialmente o valor de R$ 16.000,00, em 30/12/2008, alegando que só havia recebido R$ 20.000,00 de indenização e que, portanto, tinha retirado apenas os 20% de seus honorários.

    Diante da insatisfação da cliente, o advogado resolveu repassar-lhe os valores de R$ 40.000,00 e R$ 5.000,00, mas somente num espaço de mais de dois meses, nos dias 07.01.2009 e 17.03. 2009, respectivamente, fazendo acreditar que havia repassado o que era de direito da cliente, que acreditou no advogado.

    O fato já configurava confissão da infidelidade e apropriação indébita.

    Descoberto o patrocínio infiel e a apropriação indébita, a viúva acionou o advogado (jun/2011) com o pedido de prestação de contas, pois ele tinha recebido (dez/2008) a importância de R$ 259.393,50, com a incidência de juros e correção, na época, já por mais de 02 (dois) anos, e somente lhe havia repassado R$ 61.000,00.

    Diante do flagrante incontestável, o advogado Orlando Virgínio Penha propôs à viúva, em “acordo”, para pagá-la apenas 60 mil, alegando suposto acordo verbal de 50% de honorários, além de despesas de viagem sem a apresentação de qualquer documento. A pensionista terminou cedendo e realizando o acordo.

    Porém, a viúva ainda iria cumprir uma longa via crucis, como se o destino tivesse escolhido o advogado Orlando Virgínio Penha verdugo que a faria cumprir sentença de purgação dos seus pecados, jamais praticados. Infelizmente a pensionista Maria da Guia Andrade de Araújo não teve a oportunidade de ler o saudoso cronista (carioca) Stanislaw Ponte Preta, que advertia: “todos os dias saem de casa um malandro e um otário. A tragédia é a hora do encontro”.

    O acordo judicial foi realizado, mas não cumprido. O advogado passou a se esquivar e sob mil desculpas adiar o seu cumprimento, a ponto de promover uma demanda de arbitramento de honorários alegando que o juiz é que iria decidir o valor a ser pago. E tome incidência de correção e juros sobre o valor apropriado.

    O não cumprimento do acordo, espúrio e danoso, levou a viúva desservida a promover execução da sentença de sua homologação, na busca de sucumbir o restante da pena de expiação de seus pecados que durou, ainda, mais de três anos.

    Depois desse longo período na incessante busca por seus direitos, a cliente recebeu apenas parte deles, ou seja, R$ 61.000,00 (entre dez/2008 e março de 2009). E R$ 60.0000, em fevereiro de 2014.

    Em suma, coube à viúva-pensionista, nascida em 1943, a quantia de 121 mil, ficando o advogado Orlando Virgínio Penha com a importância de 138 mil, sem contabilizar os juros e atualização monetária dos expressivos valores correspondentes a 198 mil durante o longo período de quase seis anos.

    O inacreditável e mais cruel foi o fato de que o advogado deixou registrado no “acordo”, que veio a ser descumprido e só realizado por meio de execução, que transigiu “por mera liberalidade”, sem reconhecer qualquer ato que desabonasse sua “integridade moral e ética” (?)

    CONDUTA PROFISSIONAL TOTALMENTE CONTRÁRIA À ÉTICA E À HONESTUIDADE

    A grave denúncia e o medonho episódio traduzem uma conduta profissional contrária aos princípios da ética, da moral, dos bons costumes e, sobretudo, da honestidade. O fato macula o exercício da profissão do advogado e enrubesce a tradicional austeridade da Ordem dos Advogados do Brasil, que não pode silenciar sobre este tipo de prática delinqüente, cometidas por profissional que não tem o menor respeito por sua própria Entidade.

    ORLANDO CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA CAIXA DE ASSISTÊNCIA

    Mesmo com um passado nebuloso, o acusado de patrocínio infiel e apropriação do dinheiro da cliente Maria da Guia Andrade de Araújo é candidato à presidência da CAIXA de ASSISTÊNCIA, que movimenta um orçamento anual em torno de R$ 1.500.000,00 (um milhão e meio de reais). Na opinião de um membro da velha guarda da OAB, “estão entregando as chaves do galinheiro à raposa”.

    O que causa mais estranheza sobre os desdobramentos do inusitado fato é que mesmo estando o candidato envolvido nessa situação contrária à ética e à honestidade, foi indicado, na eleição passada, por Carlos Fábio e Jairo do PT, para o cargo de vice-presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da Paraíba.

    E agora o mesmo “causídico” que fez “gatos e sapatos” dos valores pertencentes à sua cliente, é candidato à Presidência da Caixa, função hoje exercida pelo advogado Carlos Fábio, candidato à presidência da OAB Estadual.

    A ÉTICA DO PATROCINADOR DE CARLOS FÁBIO

    Informações dos bastidores da subsecional de Campina Grande confirmam a ciência de Jairo de Oliveira, conhecido como Jairo do PT, de todo este episódio. No início da atual pré-campanha da OAB, Jairo chegou a declarar apoio a Paulo Maia para a reeleição, mas condicionou, como exigência, o nome de Orlando na chapa como candidato a Presidência da Caixa. Paulo Maia recusou a imposição de Jairo, que automaticamente passou a apoiar Carlos Fábio.

    JAIRO E FÁBIO SABIAM DA ACUSAÇÃO CONTRA ORLANDO

    Não só Jairo do PT, mas Carlos Fábio também sabia do processo cível que acusa Orlando de apropriação indébita. Segundo comentários de advogados de Campina, a viúva espoliada promoveu processo ético disciplinar contra Orlando na Subseção de Campina Grande antes mesmo de sua candidatura à vice-presidência da Caixa de Assistência.

    Jairo, mesmo conhecedor do tenebroso processo, fez vistas grossas e contribuiu para que Orlando fosse candidato à vice-presidente da CAIXA, no triênio 2016/2018. Agora, bate o pé pela candidatura de Orlando à presidência da mesma Entidade, inicialmente como troca do apoio a Paulo Maia – sensitivo e zeloso ”curador” da imagem da OAB-PB resolveu preservar a tradição de postura ética da Entidade. Carlos Fábio, enxergando apenas seu umbigo e defensor do mau-corporativismo aceitou o apoio de Jairo, mesmo correndo o risco de se tornarem cúmplices de um processo moral: “ocultação da verdade”.

    Jairo e Carlos Fábio, caso venham a argumentar que somente agora tomaram ciência desse envolvimento pecaminoso de Orlando, devem adotar providências para evitar a contaminação da chapa. No entanto, se insistirem na candidatura eles devem dar explicação à advocacia paraibana.

    UM ALERTA AOS ADVOGADOS DE CAMPINA E DA PARAÍBA

    Não se deve apenas examinar propostas das chapas, mas principalmente a conduta de seus candidatos no exercício da atividade profissional. Estamos virando páginas e encerrando capítulo na vida do País, cuja população tem demonstrado engajamento no combate a tudo que indique existência de “focos” da velha corrupção instalada por décadas na nação, e uma Chapa da OAB séria não indicaria para integrá-la advogado descompromissado com a ética e a honestidade, principalmente aquele que, se eleito, vai administrar um expressivo patrimônio pertencente à Classe dos Advogados.

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    *Peças do processo de prestação de contas, acessar link abaixo.

    https://documentcloud.adobe.com/link/track?uri=urn%3Aaaid%3Ascds%3AUS%3A424bc25e-971e-4d39-a023-cb67b71c57e0&fbclid=IwAR1l5lbSrR5Pr2qWW6xYDZoIr3uc6LsauQOKV1uFt-Nd5A2k21sTpxl4qnA

     

  • O DIA SEGUINTE DE RICARDO COUTINHO

    22/11/2018

    Parafraseando o líder Chinês Deng Xiaoping, “não importa a cor do gato se ele come o rato”, o governador Ricardo Coutinho conseguiu superar todas as expectativas dos mais céticos - inclusive a nossa - quanto ao tamanho e abrangência de sua liderança nas eleições de outubro último (2018). Culpar as oposições por seus erros é premiar o “socialista” pelos seus acertos consecutivos e oportunos.

    Doravante, resta saber como Ricardo Coutinho administrará este seu último triunfo - tira teima - ocasião que derrotou todos que se sentiram responsáveis por suas conquistas anteriores: José Maranhão, Cássio Cunha Lima e Luciano Cartaxo. Os três, divididos, foram vencidos pelo voto - sem golpes ou rasteiras - praticando entre si o mesmo e velho estilo “clientelista” de cooptação das lideranças. Contudo, fazendo uma analogia a um quadro de guerra, destaque-se que derrotar o inimigo é uma tarefa árdua e difícil. Exigem enormes sacrifícios, engenhosidade e um pouco de sorte. No entanto, o maior desafio que vem pela frente é manter o território ocupado. Que o diga a Wehrmacht (Forças Armadas integradas por Exército, Marinha e Aeronáutica) do terceiro Reich, quando seu blitzkrieg em apenas oito semanas varreu a Europa pondo de joelhos até os ingleses, encurralados no penhasco de Dunquerque. Foram quatro anos de ocupação dos nazistas. Junho de 1940 ao mesmo mês de junho de 1944, com o desembarque das tropas aliadas na Normandia, que deu início ao fim do III Reich.

    O candidato eleito com apoio de Ricardo Coutinho, engenheiro João Azevedo, pode até ter assimilado tudo - como um bom discípulo - de seu mestre. Inclusive deverá continuar aceitando seus conselhos permanentes, no tocante a convivência com o Parlamento, Poder Judiciário e Tribunal de Contas. Porém, aparenta conduta dessemelhante a partir do “víeis” ideológico doutrinário. João Azevedo vem aos poucos evidenciando seu conhecimento da realidade do Estado. Nas entrelinhas de algumas de suas poucas declarações, aparenta ter enxergado que a Paraíba não tem capacidade ou estrutura de suportar uma “trincheira de resistência” ao Governo Federal. Terá que se engajar nas mudanças radicais que serão promovidas pelo governo central, com vistas ao combate das políticas anacrônicas implementadas pelo PT ao longo dos últimos 16 anos. Este pode ser o ponto crítico, capaz de fissurar o “mezanino” de concreto que sedimentou a aliança política entre João Azevedo e Ricardo Coutinho.   

    O Estado é pobre, dependente e endividado. A diferença entre “a pequenina” e alguns demais da região, são seus limites prudenciais, por ter obedecido a LRF. Recebe mais de cinco bichões de transferências da União, e retorna pouco mais de 1,2, fato que torna a Paraíba deficitária, distante de conquistar a categoria “A”, nota classificatória do Tesouro Nacional para Estados e Metrópoles.

    O que especula a oposição é quando se dará o rompimento entre João Azevedo e Ricardo Coutinho. Com Tarcísio Buriti e Wilson Braga, o que parecia um eterno revezamento do poder não durou seis meses. Entre Ronaldo Cunha Lima e José Maranhão foram três anos. Se fosse Mariz, não teria chegado ao primeiro aniversário. Mas, José Maranhão sentia-se refém de Ronaldo, que foi o patrono da chapa que o elegeu como vice. Como será o “dia seguinte” de Ricardo Coutinho?

    Até mesmo em família, fica explícito que o poder é piramidal. Quando o clã Cunha Lima esteve no domínio - em Campina Grande e no Governo do Estado - os frequentadores da casa de Ronaldo não eram os mesmos da casa de Cássio. Respeitavam-se em nome da “causa” que cingia todos. Inevitavelmente acontecerá o mesmo - a partir de janeiro 2019 - com os amigos de João Azevedo e os “talibãs” ideológicos de Ricardo Coutinho. Terão o respeito de João, mas não gozarão de sua intimidade. Os mais sensatos - amigos de João Azevedo - buscam influenciar o governador Ricardo Coutinho a fazer um curso numa universidade no exterior - dentro de sua área - como professor da UFPB, pelo período de um ano, para não haver rupturas provocadas via seus fieis seguidores, que acreditam estarem no mesmo governo ou gestão e que o inquilino do Palácio da Redenção se limitará a assinar os decretos impostos por Ricardo Coutinho. O argumento vai mais além... Chamam a atenção do “socialista” para a dezena de processos na Justiça em primeira instância. Estando fora do País, dificulta um pouco o rito e a celeridade cobrada por seus adversários. De qualquer sorte, a travessia de Ricardo - seu Saara - durará 20 meses até alcançar o “Oasis” do período eleitoral (agosto de 2020). Isto, se conseguir chegar até lá ileso e evitar cair em meio a algumas “tempestades de areia”, que possam surpreendê-lo em seu longo e solitário trajeto.   

  • O "ELE NO" CONTRA PAULO MAIA

    13/11/2018

    A ignorância política, aliada ao radicalismo obtuso e alicerçado no extremismo doutrinado, é parturiente da intolerância aterrorizante que permite o surgimento da “miopia adquirida”, resistente em não enxergar a realidade da lógica.

    Disputa pela presidência da OAB-PB (28.11.2018) vem se revelando, através da mídia, como um fato inusitado comportamental ao transformar uma eleição – sempre seletiva e diferenciada - de um órgão classista, numa disputa aberta com as mesmas características delinquentes das malogradas manobras de campanhas eleitorais ocorridas nas últimas décadas.

    A falta de discursos pontuais e consistentes, a ausência de programas que se limitem dentro do que é previsto e permitido pelo Estatuto da Ordem, tem originado o “clientelismo” oportunista por parte das oposições ao atual presidente e candidato à reeleição Paulo Maia. Prometem “Residência” ao advogado (?), alegam quebra de compromisso com o que foi prometido no pleito anterior, ocasião em que Paulo Maia se manifestou pelo fim da reeleição. Para se agravar ainda mais o baixo nível da disputa, as chapas das oposições tentam se “cacifar” de modo ardiloso, usando indevidamente o nome de lideranças políticas com intuito de trazer para a entidade o debate ideológico discutido arraigadamente nas ruas das cidades de todo o país pelo povão.

    Candidato Carlos Fábio, que compôs a chapa de Paulo Maia no último pleito - por ter sido preterido como o escolhido do continuísmo de então - argumenta de forma maldosa e repetitiva que o atual presidente descumpriu com o que prometeu. O pior é que a maioria dos filiados da entidade, que não acompanham o quotidiano da OAB-PB, talvez acreditem na “fake news”.

    Procuramos nos inteirar do fato e nos deparamos com a estarrecedora verdade, exatamente oposta à admoestação de Carlos Fábio. Honrando o que prometeu em seu discurso de posse, Paulo Maia encaminhou ao Conselho da OAB-PB mudança no seu Estatuto, vetando a reeleição. Defendeu sua propositura e o Conselho aprovou. Porém, o Conselho Federal da OAB determinou a revogação do Conselho da Paraíba, por ferir o regimento da entidade em nível nacional, que defende a reeleição. Neste caso, Paulo Maia não descumpriu o que havia prometido.

    Por outro lado, se Carlos Fábio é contra a reeleição de Paulo Maia, por que apoia a reeleição de Jairo de Oliveira da Subseccional de Campina Grande?  E o próprio Jairo Oliveira, que também faz objeções ao processo de reeleição, por que não dá ele mesmo o exemplo, e desiste de sua recondução?

    Este tipo de “chauvinismo” obsoleto, que inspirou as direitas nos anos 80, foi reeditado pelo PT a partir de 2014, culminando com uma derrota acachapante em outubro último (2018). A intransigência despida de coerência gera antipatia e “vitimismo”. Senão vejamos: 2016 impeachment é golpe. Golpe é todo ato de força que atropela a Constituição. Impeachment é constitucional. Em seguida, eleições sem Lula é golpe. Lula estava condenado em segunda instância, e se tornou inelegível por uma Lei que ele mesmo sancionou - Lei do Ficha Limpa.  Quando perceberam o crescimento de Jair Bolsonaro e a cristalização do seu voto, passaram a pichá-lo como “Fascista” e “Nazista”. Talvez nem o próprio Bolsonaro conheça de verdade o que foi o fascismo e o nazismo, imagine o povão! Pensaram até que era um palavrão. Paralelamente, os indecisos começaram a incorporar o sentimento de vitimismo sofrido por Jair Bolsonaro, e aqueles que se tornaram antipetistas, porém se envergonhavam em assumir posição de “voto aberto” para Bolsonaro, se irritaram, e furiosos, tornaram-se militantes. Já esgotado todo o estoque de apelos populistas, o PT cometeu o maior de seus equívocos: “ele não”! Mas, não explicava os motivos nem convencia os contrários.

    Pelo andar da carruagem, doravante só resta às oposições de Paulo Maia o sofisma tosco contrão do “ele não”. 

  • MANOBRA INTRIGANTE

    06/11/2018

    A dissidência aberta pelo presidente da Subseção da OAB-PB de Campina Grande, em apoiar repentinamente a chapa de oposição à reeleição de Paulo Maia, tornou-se um fato curioso, por ser despido de motivos que justifiquem a atitude - provavelmente “caprichosa” - do advogado Jairo de Oliveira que optou disponibilizar seu nome na chapa encabeçada por Carlos Fábio.

    Justificando o caráter de sua decisão, Jairo de Oliveira argumenta que em seu discurso de posse Paulo Maia havia afirmado que não seria candidato a reeleição. Todavia, as circunstâncias o fizeram mudar de opinião, quando a maioria dos filiados da OAB-PB passou a defender sua recondução, por considerar a gestão além de exitosa, ainda em processo de consolidação das metas estabelecidas em seu programa de campanha exaustivamente debatido em 2015.

    Para quem não se recorda, Paulo Maia quebrou um continuísmo (politizado) da OAB-PB, cristalizado ao longo de décadas, tornando a eleição do ano 2015 uma das mais disputadas da história da instituição. Votaram 7.361 advogados, na acirrada disputa na qual Paulo Maia conquistou 3.806 votos contra 3.362 obtidos por seu concorrente Carlos Frederico. E para nossa decepção, 193 membros da Ordem anularam seu voto (?). Logo numa eleição da OAB - que sempre pregou democracia através do voto – optar-se pela anulação! O ato se configura como “negação” ao processo democrático. Mais compreensível – porém injustificável – seria a abstenção. Se existem dois postulantes em um pleito e ambos não agradam, o sugestivo é praticar o que tão bem faz os norte-americanos: escolher dos males o menor.

    A “sombria” decisão do “incausado” Jairo de Oliveira – se não for algo pueril – encontra amparo apenas no adágio popular que recomenda: “faça o que digo, mas não faça o que eu faço”. Sua birra – segundo o que comentam – é em função da mudança de opinião do presidente Paulo Maia, que decidiu ser candidato a reeleição. Por que então o próprio Jairo aceita ser reeleito, e não permite a Paulo Maia gozar deste mesmo direito? Para ser absolutamente coerente com o que defende, Jairo de Oliveira deveria abdicar do direito de disputar sua permanência na Subsecional da Rainha da Borborema.

    Política classista difere muito da prática partidária. Todavia, dentro da OAB-PB sempre existiu esta ousada tentativa (atípica) de se “misturar” cores e bandeiras dos partidos políticos, por ocasião de suas disputas internas. Entretanto, este comportamento nunca foi visto no CREA, CRM; COREM... E tantos outros Conselhos que agrupam as mais diversas categorias de profissões liberais do país. A história nos mostra que a OAB tem se manifestado no plano político institucional, quando está em jogo nossa Constituição e os direitos de liberdade e expressão, inerentes ao regime democrático como determina nossa Carta Magna.

    Resta observar ao longo de todo este mês de novembro – até o dia 28 - se a manifestação “excêntrica” do presidente da Subsecional de Campina Grande da OAB se restringe apenas em ser oposição, para ser “contrão”, ou se por trás desta “manobra”, existe de fato uma questão partidária.    

  • ROMERO, A LTIMA TRINCHEIRA

    17/10/2018

    A renhida batalha eleitoral do dia 07/10/2018 – enfrentamento das forças políticas paraibanas- provocou baixas inestimáveis no invencível exército do Clã Cunha Lima, que após a derrota só restou a trincheira de Campina Grande, sob o comando de Romero Rodrigues, como a última fortaleza de resistência das tropas sobrepujadas.

    Quatro anos antes (2014) os Cunha Lima - descendentes da árvore genealógica do poeta Ronaldo - contavam com um senador (Cássio), o vice-prefeito de Campina Grande Ronaldo Filho; deputado federal (Pedro); um primo - neto de Ivandro (Bruno) - deputado estadual; Artur Filho – suplente da Casa Epitácio Pessoa, que assumiu a titularidade por quase toda a legislatura que se encerrará em 02/02/2019. Acrescente-se os contraparentes da “linhagem” Cunha Lima: o prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues; Tovar Correia Lima, genro do conselheiro do TCE Fernando Catão – irmão da mãe do senador Cássio; o escudeiro mor (agregado) saudoso Rômulo Gouveia.

    Nomear culpados é o caminho mais fácil para não se reconhecer erros. Hoje, dos descendentes diretos de Ronaldo Cunha Lima apenas Pedro (neto) tem um mandato parlamentar. Quando começaram os desacertos? A partir de 2016, reeleição do prefeito Romero Rodrigues? Provavelmente sim. Com um elevado índice de aprovação, desistiram de repetir a chapa doméstica e aliaram-se ao PP. Precisavam do PP para se reeleger? Claro que não. Já tinham derrotado Daniella em 2012, que sequer alcançou o segundo turno. E Veneziano, pelo que ficou registrado na memória dos campinenses nos seus últimos dias de gestão, não tinha como competir com Romero Rodrigues.

    Lembramo-nos do grande cronista carioca da década dos anos sessenta, Stanislaw Ponte Preta: “todos os dias saem de casa um malandro e um otário. O problema está na hora do encontro”. Alguém começou a massagear o ego do prefeito Romero Rodrigues, após sua reeleição, destacando suas chances de disputar o Governo do Estado. Não resistindo ao “canto da sereia”, iniciou uma peregrinação com vistas a viabilizar sua candidatura. A cada distância percorrida, aumentava a folha de pagamento da PMCG. E, oportunamente, o PP se aparelhava dentro da gestão, ocupando espaços privilegiados. Nada de errado por parte dos “pepistas” em buscar expandir sua estrutura dentro da máquina. Faz parte do jogo. Até o filho da senadora recém-eleita Daniella Ribeiro, que estava na terceira suplência da Casa Félix Araújo, assumiu a titularidade do mandato com o afastamento de edis que se tornaram secretários. Consequentemente, o nível da gestão começou a perder qualidade. Mas, para o então pré-candidato Romero Rodrigues, o importante era “quantidade” de lideranças que impulsionariam sua postulação, sonho ou devaneio.

    Percebendo a extensão dos danos e o “oportunismo” de aliados que vitimava Romero Rodrigues, o senador Cássio Cunha Lima “vazou” a exaustiva discussão que havia em ambiente familiar, externando seu descontentamento através de entrevistas radiofônicas, afirmando que Romero poderia e tinha o direito de ser candidato a governador. Mas, ele (Cássio) desistiria de disputar o Senado Federal. Na visão do líder tucano, a “estrutura” (PMCG) não suportava o peso de uma chapa familiar.

    No comando da legenda (PSDB) estava o “Lobo Alpha” Ruy Carneiro. Superou-se na ousada tentativa – a única possível para garantir a travessia da alcateia - unindo as oposições. No aniversário de José Maranhão (2017), milagrosamente estavam todos juntos. O ato levou Ricardo Coutinho a se afastar definitivamente de José Maranhão, com quem vinha discutindo a sucessão.  Curiosamente, registre-se: só não se fez presente a este evento o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), líder do governo  Michel Temer, partido que abriga o senador José Maranhão.

    O ataque ao Clã Cunha Lima teve início a partir deste evento. Iniciou-se uma rebelião dentro da própria legenda com sabotagens, chantagens culminando na criação da chapa alternativa “Bateau Mouche”. Evidenciou-se a partir de então – como registramos neste espaço - que o alvo era Cássio. O vice-presidente do Senado levou rasteira dos irmão Cartaxo em João Pessoa – descarregaram a votação em Daniella Ribeiro. Em Campina Grande, não apareceram os votos da gigantesca base de apoio construída por Romero Rodrigues e no restante do Estado ocorreu o “efeito dominó”.

    Aturdido, desorientado e sem rumo, o senador Cássio Cunha Lima - pelo visto ainda não sabe o que fará (politicamente) no futuro imediato – é  herdeiro de um dos mais invejáveis patrimônios políticos da Paraíba, que este ano completa meio século de existência (eleição de Ronaldo da Cunha Lima em 1968 prefeito de Campina). Passar o comando para seu filho Pedro Cunha Lima? Será que o jovem deputado já tem “musculatura” para assumir o peso deste cetro? Distante do pai e da PMCG, talvez não renove seu mandato em 2022. Do contrário, Cássio assumirá o comando do seu partido, que inevitavelmente será refundado, e lutará para manter sua base em Campina Grande.

    Romero Rodrigues - se recuperar a lucidez - tem a “caneta” na mão para reorganizar sua gestão, e lutar para eleger seu sucessor. A sensação de ser traído leva-o a considerar todos culpados. Os  Ribeiros escaparão? Talvez não. A revanche pode começar por eles. Desmontar a atual base parlamentar – tem vereador que nem suplência alcançou – que lhes asseguravam uma expressiva votação para eleger seu irmão Moacir para a Casa Epitácio Pessoa. Ficou na antepenúltima colocação. Para fechar o quadro de humilhação, esta mesma “base” elegeu Daniella como campeã de votos em Campina Grande, suplantando o imbatível Cássio, e por uma pequena diferença de quase sete mil votos sua esposa não sofreu a decepção de, como vice, perder para a vice de João Azevedo, Lígia Feliciano.

  • O BRUXO NEY

    16/10/2018

    Após o resultado das urnas paraibanas do último 07.10.2018, procuramos ler e ouvir todos que compõem a crônica política do estado, uníssonos em “creditar” os números “inesperados” ou impressionantes do pleito ao governador Ricardo Coutinho. Por outro lado, “debitam” ao senador Cássio Cunha Lima a derrota da chapa “Bateau Mouche”, sob o ambíguo argumento de “desgaste” provocado pela longevidade de sua imagem na vida pública, fato que teria gerado “fadiga” na população (?).

    Puxando pelo que ainda nos resta da memória, recordamos ter ouvido do jornalista Tarcísio Cartaxo (1973) um de seus relatos sobre a derrota do imbatível Argemiro de Figueiredo, nas eleições do ano de 1970 (Senado Federal), vencido pelo neófito e desconhecido Domício Gondim. Chico Pereira, deputado estadual da região de Pombal e “Agripinista”, questionou a candidatura de Domício Gondim: “governador (João Agripino) o senhor está louco? Enfrentar Dr. Argemiro com este homem que ninguém sabe quem é?” João Agripino o fitou, demonstrando perplexidade e rebateu: “Chico, você parece que está desinformado ou não conversa mais com o povo. Domício é bilionário, o Rei do Zinco no Brasil”. Chico Pereira esperto, concluiu: “Ah! Eu é que não entendi direito o nome, mas em Pombal o povo só fala nele”.

    O misticismo nos leva a crer na alquimia, em milagres cristãos; força do pensamento; poder de energias desconhecidas pelo mundo científico, e até nas “bruxarias” populares oriundas do candomblé, onde são usados misteriosos poderes para o bem e o mal, depende do cliente, e quanto ele dispõe pagar pelos “trabalhos”. Todavia, a “bruxaria” sadia e iluminada – doutrinada pelo consagrado escritor Paulo Coelho - tem poderes fenomenais. Alguém que chegue ao Rio de Janeiro hoje, pode perguntar em qualquer restaurante, taxista ou nos morros cariocas quem é Ney Suassuna, que ouvirá a resposta: um dos homens mais ricos do Rio. Escritor Paulo Coelho, que é carioca “da gema” e mora na cidade maravilhosa, talvez não seja tão conhecido quanto Ney Suassuna, mesmo morando atualmente em Miami (USA). Ney e Paulo devem ter se encontrado, e um ensinou ao outro o que precisavam saber. Paulo Coelho deve ter transformado Ney num Bruxo, e por sua vez Ney o ensinou como ganhar dinheiro e ser milionário.

    Questionamos recentemente neste espaço, num artigo intitulado “O Efeito Ney”, que forças “misteriosas” o teriam movido para deixar a tranquila Miami (USA) e voltar à Paraíba (19/09/2018) com um único propósito: inscrever-se como primeiro suplente do candidato ao senado federal Veneziano Vital do Rego. Dia seguinte à chegada do “Bruxo”, os milagres começaram a acontecer. Mais de sessenta prefeitos – que compunham o exército de correligionários do ex-ministro das Cidades e Líder do governo Temer, Aguinaldo Ribeiro, encontraram uma “razão” para escolherem o segundo voto para o Senado. Trocaram Cássio Cunha Lima - parceiro de Daniella Ribeiro - por Veneziano Vital do Rego.

    Diferente do presidenciável Cabo Daciolo que subiu a montanha para jejuar e ficou solitário durante todo o período eleitoral, Ney Suassuna preferiu ficar distante de seu apartamento na praia de Manaíra (Edifício José Primo) e escolheu a Fazenda Campo de Boi, próxima (seis quilômetros) de Campina Grande, que pertenceu ao saudoso tribuno Vital do Rego. Cabo Daciolo não recebeu ninguém, provavelmente pela baixa frequência de suas “vibrações” espirituais. Ney Suassuna atendia diariamente uma verdadeira “romaria” de prefeitos, ex-prefeitos; candidatos a deputado estadual, federal; vereadores... E sua “reza” era rápida, porém eficiente. No máximo cinco minutos de “pregação”, e a contagiante fé – que move montanhas – mudava repentinamente as intenções de votos. O único momento em que deixou “Campo de Boi” foi para ir visitar um amigo em João Pessoa. Coincidentemente encontrou no mesmo endereço o deputado Aguinaldo Ribeiro. Supomos que suas “orações” também foram direcionadas para a senadora eleita Daniella Ribeiro.

    Alguém me falou, e chegou a cogitar que Ney Suassuna veio como o “trem pagador” de uma campanha, desejando apenas uma posição de suplente. Discordamos prontamente. Ney nunca gastou um centavo de seu bolso em campanhas eleitorais. Nas vezes em que disputou mandatos, a lei permitia doações de campanhas de todas as origens e espécies. Ney sempre foi um bom arrecadador de fundos eleitoreiros. Para tanto, depois de ter sido líder de seu partido no Senado, Ministro da Integração Nacional, José Maranhão o escolheu como seu candidato para o governo do estado em 2002. Ney desistiu as vésperas das convenções, após uma ríspida conversa com José Maranhão, no hangar do aeroporto Castro Pinto – João Pessoa. Ney mostrou a Maranhão a planilha com os custos da campanha, 30 milhões de reais. José Maranhão disse que não estava entendendo. Que também era candidato e gastaria o dinheiro dele, com ele mesmo, que Ney gastasse o seu, pois do Estado não sairia um tostão. Ney encerrou a conversa avisando: amanhã convoco uma coletiva e desisto. Assim o fez.

    Se gastaram dinheiro nesta campanha, e através de Ney Suassuna, podem acreditar que o dinheiro não era dele. O dono era alguém que confiou nele.  

  • A FORA ELEITORAL DAS IGREJAS

    04/10/2018

    Central das Eleições é um programa da Globo News, que reúne comentaristas políticos para discutir e analisar as pesquisas de intenção de votos, contratadas pela emissora em parceria com os jornais o Estado de São Paulo e a Folha. Insisto em assisti-lo para constatar o grau de manipulação e o nível de ignorância dos “medalhões” da “festejada” grande mídia nacional. Infelizmente, toma todo o nosso tempo, e quando termina sentimos uma sensação vazia de frustração, por percebermos que nada fazem ou criam - além das amarras impostas pelo script – que lhes impões o improdutivo sacrifício de “enxugar gelo”. Meros exercícios futurologistas, sempre criando a perspectiva para que o PT continue vivo e forte. Que sobreviverá ao “tsunami” Bolsonaro e tentará se reconstruir aos trancos e barrancos num sonhável segundo turno.

    Nesta “oito” que não sai de suas circunferências, vez por outra e de modo desavisado a lógica trai os interpretes do falso discurso. Segunda-feira (01/10/2018) ao comentarem a pesquisa do IBOPE com a participação da diretora do instituto, Gerson Camarotti “pisou” na bola. Reconheceu de modo distraído que as manifestações do “ele não” provocaram uma reação maior no “ele sim”. E para fechar seu comentário, ilustrando com motivos e fatos a “disparada” de Jair Bolsonaro - quebrando a barreira dos 30 pontos - acrescentou que seria interessante analisar os feitos do segmento Evangélico que estava se concentrando na campanha de Bolsonaro e do apoio da bancada agrícola, onde se insere o agronegócio. Um pouco mais solta e não querendo fugir do seu papel como jornalista, Cristiana Lobo quase admitiu a eleição do “mito” no primeiro turno. Mas, coube a Eliane Cantanhêde, no programa “Em Pauta” do dia 03/10/2018, admitir que o peso das Igrejas Evangélicas tinham uma importância fundamental no crescimento de Jair Bolsonaro.

    O Brasil, apesar de ser um Estado Laico como consta em sua Constituição, a influencia da Igreja sempre foi muito forte sobre a sociedade. Somos o maior país cristão do planeta, com 92% de sua população batizada nas mais diversas igrejas cristãs, espalhadas por todo seu extenso território. Quem acabou com os cassinos no Brasil? Quem prescreveu o Partido Comunista do Brasil após a redemocratização de 1945? Quem foi para as ruas pedir intervenção militar (TFP) em 1964?  As Igrejas quando reconhecem que a família está ameaçada reagem e mostram sua força. A adesão do bispo Edir Macedo, a campanha aberta feita por Silas Malafaia; As Congregações Cristãs que agrupam todas as milhares de Igrejas Evangélicas; Canção Nova; maioria das Arquidioceses da Igreja Romana, decidiram por um fim nas polêmicas questões das esquerdas, que têm como meta destruir a família brasileira.

    Apesar do maior carnaval do mundo, futebol; praias e seminudez expostas; paradas gay; exacerbação das minorias que defendem o uso das drogas não sociáveis, o Brasil paradoxalmente ainda continua sendo um dos países mais conservadores do planeta. Ao não analisar estes aspectos, as esquerdas e seus expoentes das artes - que abandonaram as legítimas causas das desigualdades sociais e do trabalho - entraram em “parafuso” quando enveredaram pela mudança de comportamento, sexo e gênero e o fim da família, sobrevivendo apenas a “mãe Estado”. Este tipo de comunismo não deu certo nem na extinta União Soviética, como política oficial de Estado.

    A entrada definitiva na campanha das Igrejas em favor de Jair Bolsonaro está alterando quadros regionais. No Rio Grande do Norte, há apenas 15 dias, a candidata do PT senadora Fátima Bezerra vencia as eleições no primeiro turno, derrotando o governador (candidato a reeleição) e o ex-prefeito de Natal, um dos mais ilustres sucessores da oligarquia Alves (Carlos Eduardo). Despencou nas intenções de votos, e diminuiu significativamente sua diferença para Carlos Eduardo, segundo colocado. No ano de 2014 o PT obteve quase 80% dos votos válidos no RN. Em pesquisa divulgada hoje (02,10,2018) Jair Bolsonaro vence a petista com 3% a sua frente. Algo inimaginável, se não fosse a fundamental participação das Igrejas. Como no RN, este fenômeno pode ganhar força nestes três últimos dias nos demais estados, e mudar quadros já considerados definitivos no Nordeste brasileiro.

  • PSB E MDIA ESCOLHEM ADVERSRIO PARA O SEGUNDO TURNO

    04/10/2018

    Um estranho Instituto de pesquisa, do distante estado de Minas Gerais, deve ter sido regiamente pago para realizar uma pesquisa de intenção de votos na pequenina e pobre Paraíba, usando uma “metodologia” até os dias de hoje desconhecida pelos meios acadêmicos da Estatística.

    Apresentando resultado completamente adverso a todos os demais cenários de outras sondagens realizadas - faltando apenas sete dias para as eleições - o quadro revelado no último domingo pelo Veritá alavancou (como elemento surpresa) o candidato do governador Ricardo Coutinho (João Azevedo) para sonháveis 35,5% das intenções de votos, deixando bem atrás Lucélio Cartaxo (PV/PSDB) com 19,1%, tecnicamente empatado com José Maranhão com 18,7%. O fato torna visível a inequívoca sabotagem contra a postulação do Senador José Maranhão, cujo propósito é deixá-lo fora do segundo turno. Lucélio seria o candidato ideal para ser derrotado por Ricardo Coutinho? É o que sugere a mídia da capital, na esperança de uma “festança” sem precedente: três tesouros públicos para serem “sangrados”: PMJP; PMCG e Governo do Estado, neste suposto quadro projetado para o segundo turno (2018).

    Ricardo Coutinho entrará para o “guines”, pelos recordes consecutivos em derrotas, quando se trata de transferência de votos para eleger seus preferidos. Até mesmo para o parlamento federal, nunca conseguiu por um representante do PSB na Câmara dos Deputados. Perdeu duas campanhas seguidas para a Prefeitura de João Pessoa, e para o Senado Federal em 2014, quando José Maranhão – todos imaginavam ter alcançado a compulsória da política após o insucesso nas urnas pela disputa municipal de 2012 na capital - derrotou Lucélio Cartaxo - candidato de Ricardo Coutinho com uma maioria de 126 mil votos. Lucélio tinha a máquina do governo do estado, da PMJP; do PSD de Rômulo Gouveia, e a “estrutura” de Gilberto Ka$$ab. Em Campina Grande? Ricardo Coutinho Jamais conseguiu competir com o clã Cunha Lima, Rego ou Ribeiro. Que fato tão estapafúrdio aconteceu nestes últimos 30 dias, para seu candidato crescer tanto? A contradição é tamanha, que um dos seus postulantes ao Senado (PT) defende o odiado Lula, e o desprezado Haddad, que luta para chegar ao segundo, ou não ficar atrás de Ciro Gomes e Alckmin no próximo domingo 07.10.2018. Quem está sendo “desidratado” rapidamente é o PT e seus aliados, não José Maranhão.

    Desde 1965, o único governador eleito que conseguiu emplacar seu sucessor (Antônio Mariz) foi Ronaldo da Cunha Lima. Pedro Gondim (1965) pensou ter passado o bastão para João Agripino. Mas, as eleições uma das mais disputadas na história da Paraíba que tinha 334.479 eleitores, os mapas mostraram João Agripino com 168.712 votos e Rui Carneiro 165.785 sufrágios. Porém, houve fraude nas urnas de Cajazeiras. A cidade apresentou um número de votos superior à população. João Agripino foi cassado pelo TRE-PB na última sessão do ano de 1970, faltando três meses para terminar seu mandato. O STF confirmou que João governou sem ser eleito, quando todos já haviam falecido: Rui Carneiro, Argemiro de Figueiredo (vice de Rui) e João Agripino.

    Tarcisio de Miranda Buriti não foi eleito diretamente. Elegeu como seu sucessor Wilson Braga, numa eleição atípica, com o fim da sublegenda e voto vinculado de vereador a senador da república. Ricardo Coutinho mudará a tradição?

    Para conquistar seu primeiro mandato (2010) foi alavancado por Cássio Cunha Lima que desde 2002 tinha quebrado a barreira dos 800 mil votos. E em 2010, obteve 1.004 mil acrescentando mil votos a mais no resultado de 2006 1.003 mil. Ricardo Coutinho contou ainda com a ajuda do ex-governador Eduardo Campos, tesoureiro regional da campanha de Dilma Rousseff. Em 2014, além da máquina do estado, conseguiu a adesão do prefeito da capital Luciano Cartaxo. Hoje, Ricardo tem como adversário os três responsáveis por suas vitórias. José Maranhão (PMJP), Cássio Cunha Lima (governo do estado) Luciano Cartaxo (reeleição 2014). Eduardo Campos deixou o plano terrestre. 

  • DISPUTA PELO SENADO SE COMPLICA

    28/09/2018

    Em discurso ontem (26.10.2018) na cidade de Cacimba de Dentro o deputado federal Benjamin Maranhão revelou - para delírio do público presente - que havia conversado com o senador Cássio Cunha Lima e dele obteve a garantia que no segundo turno estaria ao lado de Romero Rodrigues no mesmo palanque de José Maranhão. O fato evidencia que a “pesada” chapa *Bateau Mouche – encabeçada por Lucélio Cartaxo - começa adernar.

    Botando a “faca nos dentes”, o senador Cássio Cunha Lima partiu para o ataque e com Daniella Ribeiro conquistou o apoio da candidata a deputada federal Tatiana Medeiros, uma das principais integrantes (de confiança) do núcleo político comandado pelo clã Rego em Campina Grande. É bom destacar que nas eleições municipais de 2012, com apoio do então prefeito Veneziano Vital do Rego, Tatiana Medeiros levou o pleito para o segundo turno, obtendo praticamente o dobro da votação de Daniella Ribeiro (PP): 65.195. No segundo embate, cresceu para 89.887, que não foram suficientes para derrotar Romero Rodrigues (130.106). Tatiana Medeiros tem um bom trabalho no estilo “corpo a corpo” pelos bairros da cidade, e defende as cores do senador José Maranhão.

    É interessante analisar os números através dos quais podemos avaliar o desempenho em Campina Grande, entre Veneziano e Tatiana, atestados pelo resultado das urnas de 2016, quando Romero Rodrigues se reelegeu com 138.996 sufrágios (acrescentando algo em torno de 8 mil votos a mais que em 2012), e o então “cabeludo” na disputa contra Romero ficou abaixo de Tatiana Medeiros em relação ao primeiro e segundo turno (2012) aferindo apenas 53.837.

    Todos os institutos de pesquisas – do Bigdata ao IBOPE – mostram a estagnação da campanha de Lucélio Cartaxo. No quadro que se apresenta a “briga” pelas duas vagas do Senado, Cássio Cunha Lima se isola de Veneziano (segundo colocado) que mantém uma distância em torno de 12% para Daniella Ribeiro e Luís Couto, empatados tecnicamente. Luís Couto não tem mais por onde se expandir. Está preso nos limites de seu radicalismo. Esbarra em Cássio, Daniella e na indicação da segunda opção de José Maranhão, nitidamente explicitada através dos gestos de Benjamim Maranhão, Roberto Paulino e do próprio Wellington Roberto, sem grandes alardes, votando em Cássio Cunha Lima. A campanha de Daniella está “paralisada” por conta do seu irmão, deputado federal Aguinaldo Ribeiro. Neste caso (familiar) quem tem que resolver a “bronca” é Enivaldo e Dona Virgínia Veloso Borges, acabando com esta birra infantil e  domestica.  Das 80 prefeituras que apoiam o ex-ministro das cidades e líder do governo Temer, numa rápida sondagem da espionagem tucana, constatou-se em alguns dos principais municípios material de campanha de Daniella Ribeiro “colado” somente com Aguinaldo. Onde está Cássio? A contrapartida? Daniella tem procurado “grudar” no tucano. Só falta adotar o sobrenome Cunha Lima, já  que é desprezada por um Ribeiro - seu irmão – responsável pela “estrutura”  de sua campanha. Em João Pessoa, por exemplo, Daniella tem 9% de intenção para o primeiro voto. Mas, transfere apenas 3% (segundo voto) para Cássio Cunha Lima. Toda ação, corresponde a uma reação...Lei da Física. Daniella ainda tem espaço para “disparar”. Mas, o que espera sem surpresas o “tucanato” é um Nelson Júnior sair com 160 mil votos, colados em Daniella. O fato “desidrata” a votação de Cássio. Contudo, não ameaça sua reeleição, quer seja como primeiro, ou segundo colocado. Se o destino de Daniella continuar nas mãos de seu irmão, como em 2012, ela não alcançará índices para disputar a segunda vaga.

    *Bateau Mouche foi o barco que naufragou no dia 31 de dezembro de 1988, próximo a praia de Copacabana com 142 passageiros, dos quais 55 morreram afogados. Dentre eles, a atriz global Yara Amaral e o ex-ministro do planejamento Aníbal Teixeira que escapou. O barco fora projetado para navegar com 62 passageiros. Mas, seu proprietário fez uma reforma – primeiro andar – e conservou a estrutura do calado (casco). Maré em alta, ondas acima de 1,5 metros, levaram o barco a naufragar.

  • SISTEMAS COMPROMETIDOS E SUAS VTIMAS

    27/09/2018

    O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba concedeu habeas corpus ao jornalista e radialista Fabiano Gomes, preso há algumas semanas, porém, sem explicações encarcerado no PB1 - segurança máxima - destino de bandidos perigosos e reincidentes que praticaram crimes hediondos como latrocínio, tráfico de drogas; estupros; assaltos e formação de quadrilhas. O presídio é adequado para um jornalista? Que perigo tão extraordinário ele oferece a sociedade?

    À distância, acompanhamos um pouco de seu drama ou via-crucis - não pelo fato de estar trancafiado - especialmente por sua doença crônica (diabetes) que requer cuidados e tratamento especial. Chegou ao nosso conhecimento que além do uso contínuo e emergente de insulina, Fabiano Gomes estava sendo tratado por neurologistas e psiquiatras, que buscavam controlar seu nível de ansiedade e depressão.

    Infelizmente o desavisado “homem bomba” foi mais uma das dezenas de vítimas dos capitães da mídia radiofônica da Paraíba, que aproveitando sempre da imaturidade e  ambições desmesuradas de jovens comunicadores, usam-nos em defesa de seus interesses próprios, com a missão de “detonarem” os poderosos de plantão. Depois do “estrago”, através da chantagem, cortam seus pescoços e entregam suas cabeças numa bandeja aos que se sentiram seriamente prejudicados pelos exageros das críticas. Na ânsia de mostrar resultados, ou na busca da falsa notoriedade, estes recalcitrantes ultrapassam os limites da racionalidade e enveredam pela intimidade, cometendo um verdadeiro atentado ao homem “ser”, esquecendo que o alvo é o homem “função”. Os efeitos culminam em danos irreparáveis.

    Fabiano Gomes foi amigo e inimigo (ocasional) de Ricardo Coutinho, Luciano Cartaxo; Cássio Cunha Lima e todos os presidentes da ALPB. Era “o cara” do sistema Correio, sistema Arapuan; cortejado por muitos e temido por todos. Quem destes foi visitá-lo? Pelo visto, nem recursos dispunha para pagar um bom advogado, capaz de conter o “abuso de autoridade” perpetrado pela Justiça, ao misturá-lo com a criminalidade institucionalizada cruel e perversa - que já não cumpre pena - residem no presídio. Torcemos para que doravante Deus o ilumine, devolva-lhes a saúde e recupere sua consciência profissional.

    A Paraíba tinha uma boa mídia (anos 70/80), formadora de excelentes profissionais. Mas, em meados dos anos 80 a radiofonia da Capital começou a tomar rumos estranhos, num formato que fugia da notícia, entretenimento ou instrução: o denuncismo irresponsável. Quem não se recorda do famoso Luís Otávio? Demitia secretário de Estado através de pesadas críticas, antes de terminar seu horário na emissora. Faleceu precocemente pobre, sem respeito ou audiência, por seu truculento comportamento como comunicador. Depois surgiram Toni Show, J. Ferreira; Jair Santana... Foram tantos... Todos, vítimas da mesma tragédia.

    Os governos de plantão (alvo predileto dos capitães da mídia), não resistiram à tentação de suas vaidades e começaram a explorar a radiofonia. O modelo chegou aos jornais e a televisão, que supostamente iriam abrir caminhos para popularizar quem pagava a pesada fatura. Até que funcionou por algum tempo. Mas, o ouvinte, leitor e telespectador - que não são burros - observaram o jogo e começaram a separar o que é lógico, do inconsequente. Na virada do século - em 2002 -  Sistema Correio não foi capaz de derrotar o candidato ao governo do estado Cássio Cunha Lima. Que ironicamente o derrotou pela segunda vez em sua reeleição. Só Deus sabe o quanto foi gasto em verbas publicitárias, e quantas gratificações foram implantadas nos contracheques dos “formadores de opinião”, todos com um vínculo com o Estado. No governo, Cássio Cunha Lima cometeu o mesmo erro de seu antecessor e investiu pesadamente também na mídia. Isto não o levou a uma vitória em 2014, contra o governador reeleito Ricardo Coutinho. Se este tipo de mídia elegesse alguém, João Azevedo ou Luciano Cartaxo estariam eleitos. Todavia, o que percebemos é uma outra realidade. Distante destes “comunicadores” e seus veículos, José Maranhão começou a ser visto pelo povo como humano, bondoso; experiente e pacifista. Não tem ninguém colocando palavras em sua boca que inspirem o ódio, a rixa ou desconstrução. Pelo que as pesquisas apontam, está no segundo turno. Aquele que for derrotado não terá nenhum obstáculo em apoiá-lo. Vem fazendo uma campanha limpa, alicerçada na verdade e nos debates, mostrando apenas o obvio. Será que os “sistemas” ainda sobreviverão?

  • ERROS DO MARKETING POLTICO

    25/09/2018

    Quando um candidato necessita de um “marqueteiro”? O marketing deriva da publicidade, um dos segmentos mais brilhantes dos meios de comunicação. Lança um produto, divulga sua marca e cria um mercado de consumidores através de suas mensagens repetitivas, criativas e convincentes. Na política, a utilização de um bom “marqueteiro” é indispensável para o êxito de alguém que estreia na vida pública, desconhecendo completamente o habitat natural desta categoria de profissionais.

    Esta confusão tem levado muitos bons políticos ao insucesso, por confundirem o “marqueteiro” com o “comunicador”, formador de opinião. Neste exato momento estamos percebendo erros crassos de candidatos à Presidência da República e Governo dos estados, utilizando ferramentas (marketing) inadequadas para alavancarem as suas campanhas. O candidato à presidência da república  Geraldo Alckmin, do PSDB, é o campeão de desacertos. Dispondo do maior tempo no horário da propaganda gratuita veiculada no rádio e TV, sua mensagem não está sendo absorvida pela população. De quem é a culpa? Do seu “marqueteiro”, que erroneamente ocupa o lugar dos comunicadores.

    Constatado o inevitável crescimento de Jair Bolsonaro (manifestação espontânea e popular) e identificando seu “calcanhar de Aquiles” – 08 segundos de propaganda - os “marqueteiros” de Alckmin deveriam simplesmente ignorar a campanha do “Capitão”. Seu alvo seria “desconstruir” as incoerentes candidaturas de Marina Silva e Ciro Gomes, mostrando que todos são farinha do mesmo saco: PT. Que ambos foram ministros no primeiro mandato de Lula, e atravessaram a crise do “mensalão”. Que Ciro nasceu no PDS, cresceu no PMDB, tornou-se adulto no PSDB e depois abraçou umas dezenas de “P”, oportunisticamente em nome de sua sobrevivência política/pessoal. Quanto ao PT, tudo que os “marqueteiros” de Alckmin deveriam usar eram as imagens do “mensalão”, lava-jato; outras dezenas de operações que levaram para a cadeia o “politburo” da estrela vermelha brasileira. Infelizmente, ainda estão chovendo no molhado. Tentam imputar a Bolsonaro qualidades negativas que o povo desconhece. Tudo que o eleitor exige do “Bolsomito” ele dispõe. Ficha limpíssima, antipetista; coloca a palavra de Deus em todos os seus pronunciamentos, o que toca o maior país Cristão do mundo. Destaca os valores da família, e promete restaurar o patriotismo. O resto, as redes sociais dão conta.

    Na Paraíba, o mesmo equivoco de Alckmin foi praticado por três candidatos. Lucélio, João Azevedo e Daniella Ribeiro. João Azevedo tinha que ser mesmo um produto do “marketing” usando da “alquimia” para transformar “chumbo” em ouro. João é um técnico de grande currículo. Mas, não tem a “ginga” política. Seus “marqueteiros” teriam que dotá-lo de “carisma”, e dar-lhes uma “personalidade” própria. Quem é João Azevedo? Indaga o eleitor. O candidato de Ricardo Coutinho (?). E daí?

    Lucélio incorporou sua univitelinidade ao prefeito da capital de forma tão exagerada que no primeiro debate da Arapuã se referia à gestão de seu irmão como “em nossa gestão”. Na realidade não ocupou sequer uma Secretaria de vulto ou importância, como seu concorrente João Azevedo. Enquanto Lucélio continua “insosso”, João permanece com o coração frio, incapaz de gerar “paixões” que despertem no eleitorado vontade de casar com seus ideais. Finalmente Daniella Ribeiro, que fez tudo errado a partir da escolha de seus “marqueteiros”, que até o presente não lhes deram uma “bandeira” de campanha. Poderia ser o estandarte da mulher paraibana no Senado Federal. Mas, figura na mídia como os casais no Japão antes da segunda guerra mundial. Anda atrás de Cássio, a uma distância de três metros, e de cabeça baixa. Seu lugar jamais deveria ser na chapa do PV/PSDB. Se tivesse optado pelo PMDB seria a primeira opção de José Maranhão, e hoje estaria no patamar de disputar com Cássio e Veneziano uma das duas vagas para o Senado da República.

  • O efeito Ney Suassuna

    19/09/2018

    Ao aceitar ser o primeiro suplente do candidato ao Senado Veneziano Vital do Rego, Ney Suassuna criou um quadro de expectativa inimaginável nas três chapas que disputam o governo do estado. Jamais esperavam uma reviravolta desta dimensão numa reta final de campanha. O gesto já assegura a vitória do ex-cabeludo em 07 de outubro próximo, com amplas possibilidades de conquistar o primeiro lugar, deixando o tucano Cássio Cunha Lima na segunda posição, envolto em preocupações, temendo um avanço de Veneziano sobre seu segundo voto – capitaneado por Ney - e um crescimento de Luís Couto com “reforço” extra de Ricardo Coutinho, capaz de levá-lo à derrota.

    O mistério desta decisão se assemelha a um gol repentino originado numa cobrança de um “tiro de meta” no último minuto da prorrogação (fazendo uma analogia ao futebol) com o goleiro sendo coberto, fora da sua grande área. Estes fatos só serão conhecidos bem depois das eleições. Todavia, ao que parece, Ney recomeçou nos moldes de 1990, quando foi eleito primeiro suplente de Antônio Mariz, que renunciou em 1994, quando venceu as eleições na Paraíba e governou o estado por apenas oito meses. Ocupando a vaga de Antônio Mariz no Senado, Ney foi reeleito em 1998, derrotando o ex-governador Tarcísio de Miranda Buriti, com apoio de José Maranhão e a “ajuda” dos Cunha Lima, que marcaram o voto (206.006) na vereadora campinense do PT, ex-prefeita Cozete Barboza. Historia que já relatamos.

    Desde sua traumática derrota em 2006, Ney Suassuna se afastou da política. Foi convidado a retornar, por todos os lados e legendas da Paraíba e do Rio de Janeiro, onde concentra seus negócios, e continua respeitado como grande empresário. Estava praticamente morando em Miami (USA). De repente, aceita ser vice de Veneziano? Antes se negou em compor uma chapa como titular e não suplente, ao lado dos Cunha Lima, de Ricardo Coutinho ou de José Maranhão.

    A importância de Ney como suplente de Veneziano se avultará pelo conhecimento e credibilidade. Ney quando esteve no Senado destinou emendas para todos os municípios da Paraíba, ocasião em que foi líder do então PMDB. Conhece todos os atuais - ou ex-prefeitos do estado - vereadores; deputados estaduais e federais, com os quais sempre cumpriu tudo que prometeu. Como Ministro da Integração Nacional, viabilizou recursos para a obra da adutora de Patos e região do Sabugy, trazendo água do sistema Coremas/Mãe d’água. Foi o patrono da verba para construção de Acauã, e iniciou o primeiro trecho da transposição das águas do Rio São Francisco. Veneziano Vital do Rego conseguiu a duras penas se viabilizar como segunda opção para o Senado – até o momento – mas, “com um olho no peixe outro no gato”. Temia manobras das velhas raposas da política: ir dormir eleito e acordar derrotado. Amparado por Ney, agora pode “relaxar”, e abandonar a desconfortável posição de “marcação cerrada” como vigilante vinte e quatro horas por dia, dos passos de seus companheiros de jornada da “majoritária”. Estava absolutamente certo. Afinal, quem trai são amigos.

    O que deixa todos curiosos é como se comportará o “irrequieto” Ney, na disputa pelo governo do estado. Irá apenas buscar o seu voto (Veneziano) ou se incorporará a campanha de João Azevedo? É bom lembrar que foi Ney quem lançou e apoiou Veneziano para derrotar os Cunha Lima (eleições municipais de 2004), e garantiu a “estrutura” para Ricardo Coutinho se eleger no mesmo ano prefeito de João Pessoa.

  • O BADALO E A HORA DA MISSA

    18/09/2018

    No pleito de 1994, estávamos no RN, exercendo as funções de Prefeito Municipal de nossa terra natal. Meados de setembro – como agora – começavam as pressões dos liderados sobre as lideranças, em busca de “meios” para concluírem seu trabalho de dois meses de andanças, na busca de votos. A meta de um Prefeito é eleger como mais votado em seu município, o governador, senadores; deputado Federal e Estadual. Para  presidente (na época FHC x Lula) já não se “brigava” mais pelo voto.

    O saudoso vereador José Barbosa - analfabeto que apenas assinava o nome – era um gênio em matéria de política corpo a corpo. Líder de um distrito (zona rural) onde conhecia todos, e suas manhas. Começou a nos pressionar, alegando que tinha uns pedidos para atender. Coisa pouca, besteiras... Mas, se não fossem atendidos... Indaguei se era material de construção (comum naquele período este tipo de solicitação). Não, respondeu o vereador. Trabalho com “material maneiro”... (dinheiro) para não chamar a atenção. Quis me aborrecer e comecei a argumentar: construí o maior açude do município lá. Posto de saúde; poços; pavimentação da área urbana; luz em toda a região... E o povo ainda quer dinheiro? Calmo ele respondeu: eu sei que o senhor fez tudo isso. O senhor pegou o chão limpo e começou fazendo a sapata. Levantou as paredes, fez a igreja; botou o piso, botou os bancos; fez o altar e botou os santos. Colocou até o sino... Mas, sem o “badalo” para bater, ninguém sabe a hora da missa.

    Para o governador Ricardo Coutinho, Prefeitos Romero Rodrigues e Luciano Cartaxo, chegou a hora de bater o “badalo” e fazer as primeiras chamadas da missa. Restam só 19 dias. A oposição – voto dos insatisfeitos que buscam mudanças - quem vem conquistando é o Senador José Maranhão, por não dispor de “máquina” administrativa. O voto “chapa branca” ( Prefeitos e portadores de mandatos) são caros. Eles geralmente cumprem o prometido. Desde que haja disponibilidade do “material maneiro”. As obras e ações de governo, garantem apenas o “direito de preferência”.

    Desconhecemos a capacidade financeira da PMJP, e o arrojo do Prefeito Luciano Cartaxo, que pode até surpreender nesta reta final de campanha. Entretanto, em Campina Grande, Romero Rodrigues já esticou a “liga” no seu limite. Se puxar mais um pouco, ela se parte. Médicos e funcionários da PMCG estão reclamando salários atrasados. Ele terá coragem de comprometer sua boa gestão? Em 2019, pelo que se desenha no horizonte,  não será apenas um ano de mudança de governo no plano central. Ocorrerá uma completa transformação no país. Enxugamento da máquina pública, revelação de escândalos sobre gastos das gestões anteriores; contingenciamento do OGU; quebra-pau gigante entre Congresso e o novo presidente, que seja lá quem for, não permitirá mais excrescências como o “centrão” e outras mazelas (burocracia) que sempre funcionaram em conluio com parlamento. Um ano em que Romero Rodrigues não poderá acrescentar mais nada ao que já fez. No máximo, concluir. E, ano seguinte (2020) é sua despedida. A travessia de 2019 será difícil, talvez o seu maior desafio seja chegar “inteiro” na disputa pela sua sucessão, com capacidade de elegê-lo.  

  • INSTITUTO GALLUP E O DATAFOLHA

    17/09/2018

    Algo de errado e muito grave vinha ocorrendo com o Instituto DATAFOLHA, desde as eleições presidenciais de 2010. É indisfarçável o “pacto de sangue” entre  o instituto e o jornal da família “Frias” com a poderosa Rede Globo de Televisão, no fraudulento processo de manipulação das massas em períodos eleitorais. A Rede Globo opera o “clima” nas campanhas, através da manobra “freezer/micro-ondas", usados nos candidatos. O datafolha pulveriza os efeitos da militância midiática da emissora - que ainda lidera em audiência no país – divulgando pesquisas favoráveis aos seus “escolhidos” e “desconstruindo” os adversários.

     Antes do Datafolha, IBOPE participou deste conluio. Mas, aos poucos foi saindo deste artifício delinquente, e hoje busca recuperar sua credibilidade, como o fez o Instituto Gallup, que por mais de uma década era o preferido pela Rede Globo - não para fazer “maracutaias” - mas constatar com precisão científica os resultados inquestionáveis de suas sondagens. Instituto Gallup, empresa norte-americana fundada em 1930 pelo Estatístico George Gallup, hoje atua em 163 países do planeta – inclusive no Brasil – mas, em terras tupiniquins, ausente da política desde 1985. Os motivos? As primeiras eleições para prefeitos das Capitais e cidades consideradas como áreas de segurança nacional no ano de 1985. O Gallup acertou em todas as cidades e capitais. Exceto em Fortaleza, capital do Ceará. O Estado comandado por décadas pelos três coronéis - Virgilio Távora, Adauto Bezerra e César Cals – quebrou a regra do “revezamento do poder” - e estava dividido no pleito.  Paes de Andrade e Lúcio Alcântara polarizaram a disputa. A terceira via, muito distante era a petista Maria Luiza Fontenelle, segundo o Gallup, sem a menor chance de vencer. Nesta época, ainda não existia o segundo turno. O modelo era o mesmo dos dias atuais As concessionárias da Globo contratavam as pesquisas. E quem fazia o trabalho de campo – coleta de dados – eram estudantes universitários, orientados e treinados para a tarefa. A Globo do Ceará – TV Verdes Mares - estava nas mãos do grupo Edson Queiroz, sogro de Tasso Jereissati que não escondia sua intenção de derrotar os coronéis, abrindo espaços para si mesmo.

    Empate técnico até na última pesquisa - “boca de urna” - entre Paes de Andrade e Lúcio Alcântara. Após apuração, venceu Maria Luiza Fontenelle do PT. Segundo dados de pesquisas anteriores, a candidata nunca figurou com chances de vitoria em nenhuma das consultas feitas ao longo da campanha. Maria Luiza 159.846, Paes de Andrade 148.437 e Lúcio Alcântara 121.326. A primeira vitória do PT em uma Capital. O Instituto Gallup distribuiu nota através da imprensa se comprometendo realizar uma auditoria para verificar onde havia errado. Uma equipe de auditores veio dos Estados Unidos. Um ano depois, o Gallup rompeu com a Globo. Justificando a fraude, a TV Verdes Mares alegou que a “surpresa” estava no eleitorado feminino, superior ao masculino (?). Sempre foi maior em todo o país. Na verdade, a manipulação foi nos dados colhidos pelos contratados diretos pela TV Verdes Mares, sem interferência ou seleção feita pelo próprio Gallup.       

    Na última pesquisa presidencial (eleições deste ano 2018) não tendo mais como esconder a maioria de Jair Bolsonaro, o Datafolha em 14.09.2018 resolveu contemplá-lo com mais um crescimento atingindo 26%. Estranho... Na amostragem realizada quatro dias depois do atentado, Bolsonaro cresceu apenas 2%. O instituto alegou que a “comoção” não influenciou no eleitorado, como todos esperavam. E ressaltou que no segundo turno, o candidato do PSL seria derrotado por qualquer outro concorrente (?) Segundo turno é outra campanha, absolutamente distinta da primeira, a partir do tempo de rádio e TV que serão iguais para os dois postulantes. Se Bolsonaro cresceu com 15 segundos, imagine com 10 minutos? Como o Datafolha antevia uma derrota, sabendo que uma única frase mal colocada em um debate, arruína um candidato no segundo turno? Porém, recuou na última sexta-feira, e afirmou que apenas Ciro Gomes poderia vencer Bolsonaro no segundo turno (?).

    O IBOPE, dia seguinte (12.09.2018) anunciou números diferentes. Bolsonaro crescendo mais, e com 26%, mesmo resultado do Datafolha (14.09.2018). Empatando tecnicamente no segundo turno com todos os concorrentes. Até o Banco BTG Pactual apoiador de João Amoedo candidato do NOVO, divulgou pesquisa reconhecendo Bolsonaro com 30% das intenções de votos. XP Investimentos, confere o mesmo percentual. Na amostragem do IBOPE, sobre o voto espontâneo, quando o entrevistador pergunta diretamente: O Sr. já tem candidato para Presidente da República? Quem é? (sem mostrar a relação ou disco) Bolsonaro aparece com 23%. E, curiosamente Lula caiu de 15% para 8% (no IBOPE). De fato, Lula não é mais candidato. Porém, o povo mesmo assim se manifesta. Ciro Gomes 5%; Geraldo Alckmin 4%; Haddad 3%; Marina 3%; Amoedo e Meireles 1%. O voto espontâneo é cristalizado. Praticamente sem chances de mudanças.

    Ainda na fatídica sexta-feira 14.09.2018 – dia que o Datafolha começou a se redimir de seus erros, na entrevista do Jornal Nacional, William Bonner e Renata Ferraz, cobraram de Fernando Haddad - em nome do PT - uma “mea culpa” pela corrupção institucionalizada e operada de forma sistêmica desde 2003 até 2015. A recusa de Haddad irritou os entrevistadores, e o atrito foi inevitável. Haddad tornou público denuncia de crime da Rede Globo, sobre sonegação fiscal, junto a Receita Federal. Pode ter atirado no pé. Nesta mesma noite, a Globo News o aguardava para outra entrevista. Ele não apareceu. A cadeira foi mostrada vazia. PT rompido com a Globo não é nada bom. Lula já não “garante” mais. E critica abertamente a Globo. Franklin Martins, intermediário da reeleição de Lula e da eleição de Dilma, foi defenestrado pela ex-presidente nos primeiros meses de sua gestão em 2011. Em quem a Globo confiará no PT?

  • LVARO NETO: UM CANDIDATO FICHA LIMPA

    12/09/2018

    Observando o guia eleitoral, ainda não vi – mesmo em forma de recado telegráfico – a participação do candidato a deputado federal Álvaro Neto.  Observei a veiculação de mensagens de muitos que estão, ou estiveram envolvidos em denúncias de corrupção e malversação do erário público, quando passaram pelo poder executivo mesmo que temporariamente. Por que o amigo “Alvinho” ainda não apareceu na “telinha”? É boicote do seu partido? Ou a coligação está sabotando sua campanha?

    Ao destacarmos Álvaro Neto como candidato “ficha limpa”, não o fazemos por ouvir dizer ou para agradar um velho amigo de juventude, que conhecemos antes de seu primeiro mandato como vereador de Campina Grande. Mas, por ter presenciado uma cena e ação, digna de registro histórico, que ainda permanece viva em nossa memória.

    Ex-presidente Lula assumiu o comando da Nação no primeiro dia de 2003. Mesmo sem pertencer aos quadros do PT, Álvaro Neto (PFL), segundo suplente de Deputado Federal, foi indicado para a Transpetro - maior subsidiária da Petrobras - escolhido como Diretor Administrativo e Financeiro. Por suas mãos, passaram bilhões de dólares entre 2003 a 2006.

    Neste período estávamos em Brasília. E comumente frequentávamos no final da tarde – para tomar um cafezinho e rever amigos da Paraíba – o gabinete do Senador Ney Suassuna. Uma “romaria” de Prefeitos, Deputados Estaduais, Vereadores... E muitos empresários. Numa destas tardes, conhecemos um grande empresário de Minas Gerais, “ciceroneado” pelo saudoso Aladim Cordeiro, que vinha alguns dias procurando uma “conversa particular” com Ney Suassuna, o que era impossível. Ney conversava com todos, na presença de todos. O empresário indagou-me se eu era da Paraíba, e se conhecia Álvaro Neto. Respondi que além de conhecê-lo, era seu amigo. Minha resposta despertou imediatamente o interesse do cidadão, que me pediu para falar com “Alvinho”, e marcar um encontro com ele. Santinha, secretária de Ney, fez a ligação, e o que mais impressionou o empresário foi o pronto atendimento de Álvaro Neto. O empresário imediatamente convidou-me para ir ao Rio no dia seguinte e acompanha-lo até a Transpetro, para ele conversar com Álvaro Neto. Viajamos dois dias depois, pela manhã, eu com passagem de volta comprada para o mesmo dia. No Rio fomos a Transpetro. Era mais fácil entrar no Palácio do Planalto que na estatal. Muita complicação, e até foto tiravam do visitante, antes de adentrar no andar onde ficava a Diretoria de Álvaro Neto. O empresário expôs seu problema, que datava de um mês antes de Lula assumir, portando, apagar das luzes do governo FHC. Álvaro pediu o número do protocolo e ficou de verificar. Como se aproximava a hora do almoço, Álvaro Neto nos convidou para almoçar. No restaurante veio a surpresa. Uma fatura de 160 milhões de reais, encalhada desde novembro de 2002. Friamente o empresário falou: “Dr. libere a fatura, que 5% fica como ajuda para seu partido ou sua próxima campanha”. Álvaro empalideceu. Mudou o assunto, pediu a conta e disse que estava atrasado para outro compromisso. Saímos calados. Fui para o aeroporto e retornei a Brasília. À noite Álvaro me ligou e pediu: “nunca mais me leve alguém daquele tipo para almoçarmos”. Cerca de dois meses depois, no mesmo gabinete de Ney reencontramos o empresário. Ele pilheriou: “o teu amigo santo não quis minha ajuda... Bati n’outra porta, lá mesmo na Transpetro, e foi resolvido. Quem perdeu foi ele”.

    Após o pleito de 2006 Álvaro Neto deixou a Transpetro para tentar voltar a Casa Epitácio Pessoa como Deputado Estadual, obtendo pouco mais de 19 mil votos, que não foram suficientes para ser eleito. Encontramos Carlinhos Moscoso na Praça da Bandeira, que estava à procura de alguém para comprar a residência de Álvaro Neto no bairro do Catolé. Motivo da venda: pagar custos da campanha que foi derrotado. Narramos o que acima escrevemos a Carlinhos. Ele, sempre mantém sua boca aberta. Desta vez, a baba caiu. Ainda existem homens honestos na vida pública. Resta ao eleitor enxergá-los.

  • OS EFEITOS NEGATIVOS DAS PESQUISAS

    06/09/2018

    A classe política nunca entendeu a real importância de uma pesquisa, como “instrumento de navegação”, usado para nortear a rota de uma campanha eleitoral. Interpretam exatamente o contrário, quando creem que os índices favoráveis podem mudar a opinião do eleitor, já decidido. Uma nota do Instituto Datafolha, lida esta semana na TV Globo News pelo jornalista e apresentador Eraldo Pereira - respondendo crítica de um dos presidenciáveis sobre suas amostragens no pleito de 2014 - explicava que o acontecido nas eleições daquele ano foi uma mudança repentina do sábado para o domingo de 14 milhões de eleitores (?). Isto, sem que tenha ocorrido nada de extraordinário, pois na lei do silêncio (72 horas antes do pleito) nem renuncia pode ser divulgada. Por que os institutos insistem em tentar manipular a população?

    Aqui na Paraíba já foram divulgadas cinco pesquisas eleitorais, atendendo as três candidaturas que disputarão o governo do estado no próximo 07.10.2018. José Maranhão venceu em duas, Lucélio em uma e João Azevedo também em duas, inclusive nesta última - realizada pelo Bigdata - denunciada pelo blog do marqueteiro Dércio Alcântara (jornalismo investigativo) como tendenciosa, em função do proprietário do “famoso” Instituto, David Clemente Monteiro, ser um fornecedor de serviços para o governo do estado, faturando entre 2013 e 2017 através da empresa Geri, 200 milhões de reais.

    O mais incrível é que a maior vítima e testemunha do insucesso deste malogrado tipo de “maracutaia” é o próprio Ricardo Coutinho. E logo ele, utilizar agora deste tipo de sofisma? Nas eleições municipais de João Pessoa (2004) quando se elegeu prefeito da capital, Ricardo Coutinho nunca esteve na frente em nenhuma pesquisa. A última e a de “boca de urna” apontou um segundo turno. Ele venceu no primeiro e com maioria expressiva. Vieram as eleições de 2010, e 72 horas antes do pleito de 03 de outubro (quinta-feira), em rede nacional a TV Globo divulgou a pesquisa do Ibope, indicando uma vitória esmagadora de José Maranhão no primeiro turno, com uma margem de 22% de maioria sobre Ricardo Coutinho. Se não existisse a postulação do PSOL, que obteve 12 mil votos, a derrota do peemedebista da época seria no primeiro turno.

    A pesquisa tem como objetivo identificar as falhas da campanha, erros do candidato, regiões onde o mesmo não é aceito e sua rejeição. Nada que não possa ser mudado ou corrigido, através da coordenação geral, com apoio da equipe de marketing e comunicação. Porém, se os dados não estiverem corretos o estrago pode ser fenomenal. A oposição (derrotada pela pesquisa) se enfurece, e o eleitor se transforma em militante. Reagindo de forma contrária, a situação (vencedora nas estatísticas) se acomoda com a certeza do triunfo.

    Em nossa postagem de ontem mostramos os números das eleições de 2010. A certeza da vitória de José Maranhão, garantida pelo IBOPE/REDE GLOBO, provocou uma abstenção de 506 mil votos no primeiro turno. Se os números revelados mostrassem um empate técnico, a mobilização poderia ter favorecido o candidato derrotado, que talvez saísse vitorioso do pleito, já no primeiro turno. Entretanto, a pesquisa mentirosa estendeu seus efeitos negativos no segundo turno, provocando a incredulidade generalizada do eleitor na vitória de José Maranhão.

    Este tipo de vício não foi inventado e nem praticado apenas na Paraíba. O que se observa no momento, no quadro da corrida presidencial, é um verdadeiro absurdo. Finalmente os Institutos admitiram Jair Bolsonaro como primeiro colocado. Porém, estagnado. E, inconformados, já prenunciam que ele perde para qualquer adversário no segundo turno (?). Os eleitores talibãs de Bolsonaro estão numa verdadeira batalha campal, nas redes sociais, indignados com este comportamento atípico e acintoso das redes de TV e grande mídia nacional. Se porventura o candidato do PSL vencer no primeiro turno virão as justificativas de sempre: mudanças repentinas.

    Voltando a Paraíba, para dar um pouco de credibilidade aos números todos os institutos divulgaram em suas amostragens o senador Cássio Cunha Lima como o primeiro colocado na disputa para o Senado Federal. E isto é fato. No início deste ano, relatamos em um artigo neste espaço que percorremos o sertão paraibano e o povão que não respira política, só conhecia Cássio, José Maranhão e Ricardo Coutinho. A campanha de Lucélio foi mal elaborada, quando quiseram transformá-lo num outsider. O povo sabe que ele não representa nada de novo e é despido de excentricidade.  Na verdade, seu papel é de um porta-voz oficial da junção de quatro ou cinco famílias políticas oligárquicas da Paraíba, já em desentendimentos. João Azevedo tenta “incorporar” Ricardo Coutinho. Impossível. Perde sua originalidade, e se torna réplica com acabamento de péssima qualidade. Estas constatações poderiam ser obtidas através das pesquisas qualitativas, e seria fácil de serem alteradas, corrigidas ou readequadas. Mas, os nossos genais “marqueteiros” desprezaram a publicidade e adotaram a “alquimia”. Tentam por em prática os místicos experimentos milenários, de resultados históricos nunca comprovados: transformar chumbo em ouro.

  • A HORA DO DINHEIRO

    05/09/2018

    Candidatos ao Parlamento – e Governo dos Estados - começaram a experimentar pela primeira vez os efeitos da nova legislação eleitoral que acabou com doações de empresas às campanhas e criou o financiamento público, limitando a gastança, em 1.716.209.431,00, valores que serão divididos entre 31 partidos (exceto PSL de Bolsonaro que não aceitou) para cobrirem os gastos de todos os seus postulantes, de Presidente da República a deputado estadual.

    Na visão do eleitor desinformado ou ignorante, esta campanha é aguardada como a descoberta de uma nova “serra pelada” (corrida do ouro), com todos os candidatos com muito dinheiro. O valor do sufrágio será hiperinflacionado. Se baixarem a “per capita”, será pior. Receberão de todos, e no dia votarão num mero desconhecido.

    Os desassossegos aqui na Paraíba já começaram. Deputado estadual Ricardo Barbosa deu um chute no “pau da barraca”. Foi enfático no seu pronunciamento, acusando o governo do estado de constranger (chantagear) o servidor público, exigindo seu voto de forma escravocrata. Onde está o Ministério Público Eleitoral? Não vai investigar e instaurar procedimentos cabíveis? Uma denúncia deste tipo é muito grave. Fere a democracia e macula duas cláusulas pétreas da nossa Constituição Cidadã: voto secreto direto, universal, e direito e garantias individuais. A “lona” do PSB quase cai por cima de muitos. Ameaça durou poucas horas. Atendido, o deputado tergiversou e deu uma desculpa “esfarrapada”. Resta saber se o sinal amarelo não acendeu no MPE.

    Enquanto o Palácio da Redenção se mobilizava para silenciar Ricardo Barbosa, em Campina Grande a “espinha dorsal” da base aliada do prefeito Romero Rodrigues se insurgia e declarava apoio (segundo voto) ao candidato ao Senado de José Maranhão, ex-governador Roberto Paulino. O$ motivo$? O$ me$mos de Ricardo Barbosa. Afinal, Daniella é deputada estadual, candidata ao Senado pelo PP por imposição de seu irmão, Aguinaldo Ribeiro – líder do governo na Câmara dos Deputados e ex-ministro das cidades - e ainda conta com apoio de seu pai, vice-prefeito de Campina Grande.  Não tem dinheiro? É brincadeira... Não adianta Cássio pedir ou Romero implorar. Aguinaldo Ribeiro - que dá aulas de “sabedoria” a Raimundo Lira - lançou Daniella como “caronista” de Cássio. Para o eleitor e as lideranças, o “carona” é suplente, não candidato. Quem impediu duas tentativas de impeachment do Presidente Michel Temer tem as chaves do tesouro da república. Mais uma vez, a enganada foi Daniella, que reviverá o pesadelo de 2012. Ainda existe tempo de reverter o quadro, basta Daniella oferecer redutos ao senador Cássio Cunha Lima, como segundo voto. Do contrário, quem dispõe deste “estoque” é Roberto Paulino.

    Quem está no poder - na ótica do eleitor que ao longo do tempo mudou de corrompido para corruptor - pode tudo e tem dinheiro. Política é negócio para milionários. Ideologias? Ficaram nos anos 70 do século passado. Nas eleições de 2010, o governador José Maranhão – candidato a reeleição – subestimou não seu adversário Ricardo Coutinho, mas a esperteza e sagacidade do eleitor, que mandou o recado através de suas lideranças: de graça, votavam em Ricardo Coutinho. Aconteceu no primeiro turno. Ricardo Coutinho saiu na frente de José Maranhão com 942.121 votos. Com a “caneta na mão”, o então governador ficou atrás: 933.754, diferença de 8.367. Votos nulos e brancos foi vingança: 237.306 e 101.032 respectivamente. Total de eleitores em 03/10/2010: 2.720.265, abstenção de 506.000 votos.

    De posse do mapa que contabilizava as baixas da primeira batalha, governador José Maranhão não pôde, ou não dispôs de meio$ para recrutar mais reservas para seu exército enfrentar o inimigo no segundo combate. Os estragos foram maiores e bem catastróficos. Ricardo Coutinho 1.079.164, José Maranhão 930.331. Diferença pró Ricardo 148.833 votos. Sufrágios nulos despencaram de 237.306 para 141.228. Os brancos de 101.032 desceram para 48.703.

    Ricardo Coutinho em 2018 repete José Maranhão de 2010. A campanha de João Azevedo estagnou e tende a cair. Se ele não abrir a algibeira, “de graça” o povo aproveita o ensejo para “agradecer” José Maranhão por suas três gestões exitosas na Paraíba, trazendo-o de volta ao Palácio da Redenção. Em tempo: Lucélio não tem mais como “arrancar” nada da PMJP e Romero Rodrigues já foi além do seu limite. O MPE está de olho na PMCG, PMJP e Governo do Estado. Se não fizeram reservas em tempo hábil, agora é tarde demais.

    O registro dos fatos acima se inspira em “denuncias”, não em “apologia” ao continuísmo de crimes eleitorais praticados por décadas, desconhecidos ou ignorados pela Justiça Eleitoral Brasileira.

  • Tucanos na cola de Z

    03/09/2018

    Para os céticos que subestimavam o crescimento constante – agora em ritmo acelerado – da candidatura do ex-governador José Maranhão (MDB), as fotos comprovam os fatos. Na última quarta-feira (29/08/2018) ao lado do Jornalista Josué Cardoso, testemunhamos a inauguração do comitê de José Maranhão em Campina Grande. Observamos um apoio suprapartidário de inúmeros formadores de opinião da cidade, prestigiando o evento e aplaudindo com entusiasmo o discurso do “mestre de obras”. Avistamos as cores do PSDB, PSB; lideranças que têm ligações com Cunha Lima, Rego e Ribeiro “avermelhadas”. A presença e o entusiasmo do “marqueteiro” Dércio Alcântara – segundo o amigo e escriba jornalista Marcos Marinho – defenestrado das hostes socialistas. Giordano Nóbrega – irmão de Ana Cláudia, esposa de Veneziano Vital do Rego, candidata a deputada federal – se destacava entre os presentes. Amigo e Jornalista Basílio Carneiro (PT) comentava ao nosso lado a fidelidade de Maranhão a sua legenda nos momentos mais cruciais: eleição e reeleição de Lula.

    Constatamos que não precisa mais explicar – ou duvidar - da posição de primeiro lugar, conquistada por José Maranhão, na recente pesquisa de intenção de votos realizada em Campina Grande. Com um discurso inovador, totalmente diferente de todos das pregressas campanhas, José Maranhão usou de uma linguagem republicana “construtiva”, não se referindo particularmente a nenhum dos “Caciques” que comandam as postulações adversárias. Pelo contrário, destacou que aquilo que existe de bom, e está funcionando na Paraíba – obras, serviços e ações de outras gestões – não só serão mantidas, mas ampliadas. Na sua alocução de caráter estadista, mostrou que radicalismo de outrora ficou realmente no passado. Desprezando as “picuinhas” paroquianas, enfatizou que na dinâmica da política, adversários de hoje podem ser correligionários de amanhã, e vice-versa.  Prometeu levar o “Estado” (em seu governo, caso seja vitorioso), onde sua ausência é cobrada: segurança pública, saúde; garantia hídrica, não só para o abastecimento humano e animal, mas também como suporte para alavancar o emprego e renda permanente.

    Se Tovar Cunha Lima estava no palanque de José Maranhão em Piancó – ao lado do Prefeito – deixa a nítida impressão da sua preocupação em não perder votos, num dos seus principais redutos no Vale. Na cidade de Patos, outdoor com Cássio e José Maranhão mostra que o segundo voto de Roberto Paulino indiscutivelmente irá para o tucano. É a repetição de “Lula lá Cássio Cá” (2002/2006), atraindo fatia importante do PT da época, como a prefeita Cozete Barbosa (2002) e o saudoso Júlio Rafael em João Pessoa (2002/2006). As eleições parlamentares se encerram no dia 07/10/2018. Para o governo do estado, dos três candidatos dois terão uma segunda chance em 29/10/2018. Isto se ocorrer uma reação expressiva nas campanhas do PV/PSDB (encolhendo) e no representante de Ricardo Coutinho (João Azevedo) estagnado, “pastorando” apenas o “capital político” adquirido até o momento. Fatos novos, só na campanha de José Maranhão. Quando será que o vice-prefeito Enivaldo Ribeiro irá procurar José Maranhão e postar outdoor de Daniella ao lado de Maranhão? Cássio saiu na frente no sertão. Será que Enivaldo vai deixar passar esta oportunidade na Rainha da Borborema?    

  • TIO GOMES ABRIU A PORTEIRA

    30/08/2018

    A decisão do deputado estadual Tião Gomes em declarar seu voto para o Senado Federal, justificando motivos, abriu a porteira para a base aliada do governador Ricardo Coutinho deixar o “curral” onde se encontravam presos pela legenda. Ficou nítida a sabotagem orquestrada contra o candidato Veneziano Vital do Rego, com certeza apoiada pelo Palácio da Redenção. Alguém acha que Arthur Filho, por exemplo, votaria em Veneziano Vital do Rego?

    Só os “neófitos” em política não perceberem que a chapa do MDB com um único candidato ao Senado foi uma das ideias mais genais da campanha de 2018, como “válvula de escape”. Atrai descontentes das demais postulações, constrói pontes para um eventual segundo turno, e conta com a fidelidade partidária dos eleitores de José Maranhão.

    Qualificando como “dois homens de vergonha” - Luís Couto e Roberto Paulino -, o polêmico Tião Gomes, apesar de seu perfil rebelde não consegue enganar aos que enxergam um pouco mais longe a inspiração “maquiavélica” de Ricardo Coutinho por trás de sua decisão. Se Ricardo Coutinho eleger Veneziano, escolheu antecipadamente o adversário para 2022. Quem sempre esteve ao seu lado, desde sua primeira eleição para a PMJP, e em todos os momentos, foi Luís Couto. Inclusive agora (2018) abdicando da reeleição certa para a Câmara dos Deputados.

    O passado de Veneziano – no tocante a fidelidade – não é nada recomendável. Votou pelo impeachment de Dilma, e estava ao lado de Fernando Haddad e Luis Couto semana passada na TV. Logo Dilma, que nomeou seu irmão Ministro do TCU, cargo vitalício. Derrotou Ney Suassuna (seu caixa na primeira eleição para PMCG) e deu as costas a José Maranhão, que elegeu seu irmão Senador e tem como primeiro suplente sua mãe Nilda Gondim.

    Alguém acha que Ricardo Coutinho, de comportamento absolutamente semelhante ao de Veneziano, iria cair nesta cilada amadorística? E Luís Couto, que considera todos que votaram pelo impeachment de Dilma como “golpista”, o que faz ao lado de Veneziano? Vai ajudá-lo a ser senador da república?

    Se proceder a conversa da granja – discussão entre João Azevedo, Ricardo Coutinho e Luís Torres - sobre a possibilidade de substituição da “cabeça da chapa” até o dia 05 de setembro próximo (2018), Luís Couto terá como companheiro de chapa João Azevedo. Na expectativa de criar um fato novo, e aproveitando a pontuação de Veneziano na pesquisa do IBOPE, o PSB o lançará como candidato de Campina Grande, na expectativa de repetir a “façanha” Estelizabel. Alcançar pelo menos o segundo turno, ou não chegar atrás de Lucélio Cartaxo, fato que comprometeria em definitivo a imagem de liderança do “socialista”. Dois mandatos de Prefeito da Capital, não elegeu seu candidato. Três eleições gerais, jamais conseguiu eleger um deputado federal. É... Como diz a canção de Aldir Blanc “laranja madura/Na beira da estrada/ Tá bichada moço, ou tem maribondo no pé”. Luís Couto e o PT ficarão bem distantes de Veneziano. Marcarão o voto.


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