Colunista Marcos Marinho

  • OUVIDOS AGRADECIDOS

    05/12/2017

    A chegada da 101.1 FM em Campina Grande acabou por nos mostrar que 2017 não foi de todo perdido.

    A emissora entra no ar com cara de coisa grande, atualizada com o avanço propiciado pelas inúmeras ferramentas da internet e suas redes sociais, e aí está o seu primeiro ponto positivo, a ser exaltado.

    Essa interação rádio-internet nos traz o molho perfeito para a massa e coloca a 101.1 FM bem na dianteira em relação às outras emissoras locais, em sua maioria ainda carentes de sentir o conforto e o prazer do ninho virtual.

    O empreendedorismo de Arthur Bolinha, provado a partir do sucesso das suas empresas, é garantia adicional de que não teremos uma rádio efêmera, mas algo sólido e com base suficiente para não desmoronar ao assobio das primeiras tempestades que fatalmente a alcançarão.

    Estive, por convite amigo, na festa da inauguração sexta feira passada e pude dar o meu abraço de apoio e estímulo não somente a Bolinha e sua dileta esposa Mariana, à sua querida mãe Maildes, aos seus colaboradores de linha de frente, mas principalmente ao time que está escalado para levar a 101.1 aos melhores pódios do dia-a-dia.

    E torço de verdade para que a 101.1 FM cresça, dê gás novo à sofrida radiofonia de Campina Grande, seja laboratório eficiente para retirá-la da nefasta mesmice a que se viu obrigada a suportar, e consiga afastar os maus agouros que povoam as nuvens carregadas do mercado, responsáveis pelo vil preço publicitário em face da prostituição que desabou no meio.

    Aposto todas as minhas fichas no projeto.

    E salve salve Morib Macedo, Edson Pereira, Léo Montanha, Gustavo Ribeiro, Bento Souto, Romildo Nascimento, Cleber Oliveira, Cláudio Killa, Milena Sousa, Rouvieri Ferreira, Polion Araújo... Todos, indistintamente!

    Meus ouvidos, penhoradamente, agradecem!

     SEM DEDO DO GOVERNO

    Wellington Farias sobre as especulações em relação à sua saída da Arapuan:

    “Luiz Torres, o governador ou alguém do Governo nada têm a ver com minha saída da Arapuan. Saí porque a empresa não cumpriu com o acordo salarial. Só!”

     QUESTÃO NUMERÁRIA

    A queixa grande de “Fodinha”, que ele mesmo fez questão de informar na hora da saída da Arapuan, se reporta a numerários. No Sistema Correio, juntando contratos na rádio e na TV, entrava na sua botija por mês R$ 7 mil.

     MEU PIRÃO PRIMEIRO

    Para aceitar o “canto da sereia” mostrado por Fabiano Gomes na hora de convencê-lo a trocar a mansitude de Roberto Cavalcanti pela açodada ligeireza de João Mamão no mínimo a oferta veio em dobro, levando cifras para o lugar da ‘menina-dos-olhos’ do velhinho de Areial. Mas aí, na hora de quebrar os ovos Fabiano Gomes exerceu com exemplar maestria a fórmula secular de que onde a farinha é pouca, meu pirão primeiro...

     MILTINHO EM DESPEDIDA

    Empresário amigo in-pectore de Milton Figueiredo - o homem do criticadíssimo Balanço Geral da Correio FM em Campina Grande - que até meses atrás lhe dava boa sustentação financeira me revelou em mesa do restaurante Mororó, sob testemunho do Chef Paulo Guerreiro, que o multimídia lhe confidenciou estar de malas prontas para desembarcar da emissora.

     ÚLTIMO TIRO

    O senador José Maranhão é candidato a governador de verdade, e não abre nem para um trem carregado de dinamite. “É minha última bala”, justificou a um nosso amigo comum que o visitou no último final de semana.

    TUDO QUE TEM

    Maranhão tem enfrentado as posições contrárias com bom humor, principalmente as de dentro de casa. Ao seu dileto sobrinho Mirabeau Maranhão, cardiologista que mora em Campina Grande e foi seu secretário de Interiorização no segundo Governo, “tio Zé” o deixou sem argumentos quando sugeriu que ele fosse cuidar da saúde e dos negócios.

    - “Eu dou tudo o que tenho (e não é pouco!) para não deixar a política”, calou o médico.  

     GUILHOTINA EM VENEZIANO

    É provável que o deputado federal Veneziano Vital do Rego já receba o Papai Noel este mês fora do PMDB. O processo de sua expulsão está bem adiantado e será ponto de honra da direção nacional fazer isso ainda este ano, em que pese a defesa que dele tem feito o senador José Maranhão.

    É tudo que o ex-cabeludo deseja, para sair como vítima da legenda que há anos só trabalha para desmoroná-la.

  • CONSELHO A RADIALISTAS

    24/11/2017

    Radialistas de Campina Grande - e até mesmo ‘cuspidores’ de microfone que representam a maioria hoje nas emissoras - precisam com urgência eliminar das suas entradas os BOM DIA, BOA TARDE ou BOA NOITE que usam desmedidamente.

    Vá lá que o uso aconteça uma vez, mas o danado é que se o “repórter” entrar no programa dez vezes, dez vezes ele dirá BOM DIA, BOA TARDE ou BOA NOITE.

    Somando os segundos dessa prática dá uma ou duas notícias perdidas a cada programa, por mau uso de tempo.

    Estou só ensinando, e ainda dizem que espinafro a categoria.

    VAI DAR NÃO!

    Não tenho intenção de botar gosto ruim na coisa, mas algo me diz com muita segurança que Romero Rodrigues não vai conseguir implementar para 2018 a mudança de local dos festejos principais d’O Maior São João do Mundo.

    Mesmo que tenha garantido isso de viva voz, com maquete virtual exibida e projetos na mão, e em out-doors que espalhou pela cidade. 

    Para gigantesco empreendimento tempo não dá mais, mesmo havendo grana terceirizada a perder de vista de cofres pernambucanos.

    DEGOLA NA STTP ?

    As mexidas na avenida Manoel Tavares, repudiadas por 100% da população campinense, podem resultar em mudanças na direção da STTP, que mandou fazer a coisa sem ouvir segmentos interessados e nem mesmo vereadores.

    Mas, como o filho de Félix gatinho é... Vai sobrar mesmo para a gerente Araci Brasil.

    É só anotar!

    COM A RAPOSA

    O prefeito de Campina repassou a chave do galinheiro para a sua raposa predileta, em se tratando de turismo municipal.

    Descontados alguns senões, o novo Chefe do setor tem competência e prestígio de sobra junto ao trade para fermentar o setor.

    Alvíssaras!

    JUÍZO DEMAIS

    Encantado com o sorriso (há quem diga que seja com o cofre) de Benjamin Maranhão o vereador licenciado Nelson Gomes (ex-Vidrobox) é a deserção mais certa hoje no PSDB de Campina Grande.

    “Tô doido não”, me disse com cara de deputado estadual quando lhe perguntei sobre permanência no alquebrado ninho tucano local.

    GARI NO CONGRESSO

    Martins, o da Glória que já foi da Cachoeira, comprou vassoura nova e com ela pretende varrer a rampa do Congresso Nacional na condição de deputado federal pela Paraíba.

    Disposto a imitar o saudoso Jânio Quadros, um épico usuário do utensílio, o gari só tem um receio – seu partido não lhe dar legenda.

    O que seria lamentável!

    SEM FARINHA

    Se depender da vontade pessoal de João Dantas o espetacular Sítio São João, cria que ele até este ano tomou conta como joia rara e à custa de prejuízos pessoais, não necessariamente os de ordem financeira, em 2018 não assará farinha.

    A expectativa do vibrante vereador é de que alguém da coordenação se sinta entusiasmado a substitui-lo nas tarefas hercúleas que o projeto exige e que a ele faltam agora forças físicas para tocar.

    A torcida geral, entretanto, é que isso seja apenas um ‘amuo‘ de João.

  • Dr. Virgilio, meu “tesoura press”

    24/10/2017

    Minha amizade com Dr. Virgílio Brasileiro envolve mais de 40 anos de história.


    Eu, ainda imberbe no jornalismo, e convocado para uma missão titânica de dirigir editorialmente o Jornal da Paraíba, do qual fui fundador ao lado de William Tejo, Ismael Marinho, Josusmá Viana, José Levino, Marcelo Marcos e outros amigos, ganhei do honrado médico lições de vida inesquecíveis.

    A ele fui apresentado por Tejinho (William Tejo) numa noite de sábado quase domingo onde a dificuldade para fechar a edição era a pior possível: não havia internet nem telex e telefone (celular era ficção científica) ainda sequer conhecia a Embratel... Para falar com alguém em João Pessoa, por exemplo, dependíamos de completar a ligação via telefonista da empresa concessionária do serviço.


    Madrugada de sábado para mim, editor, era terror puro. Do repórter catador de notícias ao operário na oficina derretendo chumbo nas linotipos a necessidade era uma só: tomar a primeira do fim de semana!  E eu que me virasse para ter o jornal impresso e prontinho a tempo de embarcar nos ônibus da Transparaíba para o Sertão e a Capital.

    Dependíamos sempre do último ônibus da Real que vinha de João Pessoa – saia às sete e chegava às nove em Campina. Nele vinha o malote da sucursal, com as matérias da Assembleia e do Governo e as fotografias que religiosamente entravam na primeira página.

    E em uma dessas ingratas noites o ônibus chegou, mas o malote nele não veio. E aí, como fechar a edição?

    Vali-me do médico, que o caso era gravíssimo.

    Tejinho eu já castigara ao máximo, mandando ele INVENTAR notícia política, algo de fato não muito difícil nem ontem e nem hoje. E, tadinho do professor Tejo, nessa noite fumou a mais dois “cubanos” para cumprir a pauta.

    Mas, onde entra Dr. Virgilio nesse imbróglio, ele que sequer era jornalista?

    Salvou-me, sim; e ao jornal!

    Naquele tempo O Globo e o Jornal do Brasil chegavam a Campina no último ônibus da Progresso, final da tarde, vindos do Recife. E Dr. Virgílio era assinante das duas publicações.

    Eu sempre o via com pacotes de jornais debaixo do braço: Diário de Pernambuco e Jornal do Comércio, O Globo, Jornal do Brasil e, eventualmente, O Estado de São Paulo. Não deu outra: chamei Tejo no cantinho da redação e determinei: pegue os jornais de Dr. Virgilio e diga a ele que preciso cortar algumas notícias.

    “Amanhã o senhor lê tudo isso no Jornal da Paraíba”, avisei-lhe arrancando gargalhadas.

    Foi ele, o Dr. Virgilio Brasileiro, o “tesoura-press” daquela ingrata, inesquecível e difícil noite, salva enfim pelo seu gosto de ler os jornais das metrópoles. E finda a tarefa, fomos – eu, ele e Tejo – tomar um vinho com carne assada em Bodocongó na Churrascaria do Gaúcho, ao som de um maravilhoso acordeon dos pampas.

    Daí prá frente, ficamos irmãos; ou pai e filho, talvez.

    E dele recebi não somente afetos de amigo, mas generosidade paterna: meus dois primeiros filhos - Bruno e Camila - tiveram os seus habilidosos cuidados médicos. E com ele aprendi que antibiótico só se prescreve como derradeira opção.

    Dr. Virgilio era ele mesmo: um tiquinho de gente agigantado em humanismo e solidariedade; caridade e devoção; amor ao próximo mais que a si mesmo. Nosso último abraço, ano passado, aconteceu no lançamento do livro em que Eneida Agra homenageou nosso querido Robério Maracajá, no Ches Voux.

    Me aguarda, aí, amigo, chego em breve! 

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