Colunista Marcos Marinho

  • O VINHO QUE EU NO TOMEI

    02/12/2019

    Oito meses atrás, nos estúdios da TV Master lá na avenida Beira Rio em João Pessoa, reencontrei Heraldo Nóbrega e nos demos um abraço dos grandes.

    De amigos que não precisam estar todo dia um junto do outro!

    Foram não mais do que cinco minutos de prosa; e a amizade revigorada e fortalecida.

    E, de novo, o seu tradicional convite para irmos tomar um vinho, em local e horário que ele “com prazer” avisaria.

    Há quinze dias, não mais do que isso, tentando limpar as inúmeras mensagens que chegam ao box do meu perfil no Facebook, encontro rápida cobrança de Heraldo: “Nosso vinho está de pé!”.

    Na pressa de terminar a limpeza respondi com aquela mãozinha de polegar levantado, que tem no Face. 

    E anotei no caderninho para à noite voltar ao box e espichar a conversa com ele.

    Não fiz isso!

    Certamente comigo ele não se abriria, se problemas já estivesse naquela ocasião vivenciando.

    Não éramos amigos a esse ponto, de trocar ou revelar confidencias!

    Agora não temos mais Heraldo; e eu não terei mais a felicidade de tomar o vinho ao seu lado.

    Quem sabe, lá nos umbrais, dentro em breve!

  • OFICIAL: MIGALHAS PARA CAMPINA, E OLHE L!

    20/11/2019

    O que eu já vinha constatando dias atrás, e transmiti ao meu leitor em matéria alongada neste portal sobre o projeto do Centro de Convenções que o Governo do Estado anunciou que pretende construir em Campina Grande, ontem no final da tarde pelos ‘sagrados’ microfones da emissora do Bispo (Caturité FM) acabou sendo oficializado na voz de uma das mais importantes figuras do Governo, o jornalista e advogado Célio Alves, titular da Secretaria Executiva do Orçamento Democrático Estadual.

    Que, lamentavelmente, o homem que Ricardo Coutinho elegeu para dar seguimento ao projeto vitorioso de retirar definitivamente a Paraíba do mapa da miséria nacional mantém olhar vesgo para a Rainha da Borborema, o que é péssimo – para ele e para o Estado!

    Para Campina Grande nem tanto, convenhamos, pois nossa gente acostumou-se às indiferenças governamentais e encara desafios e maldades sem medo. Por isso, cresce alheia aos que dela só querem votos. 

    Mas, a voz rotunda e cheia de inabaláveis argumentos do dinâmico Célio Alves não deixou dúvida nenhuma para qualquer campinense que ouviu Ubiratan Cirne e João Barros o inquirirem sobre o que a cidade pode esperar de João Azevedo e sua troupe gerencial.


    A maquete "birosquinha" do Centro de Convenções e Célio "...com quem será, com quem será" Alves
     

    O secretário não contou conversas: de João, para Campina, migalhas apenas e olhe lá!

    É certo que a sinceridade de Célio não chegou a tanto, mas para bom entendedor meia palavra é dicionário...

    Depois de louvar e até glorificar - o ambiente ‘religioso’ dos estúdios permitia isso - ‘santo’ João Azevedo da misericórdia divina, esse novo ‘Deus’ paraibano como assim a visão subservientemente ingrata de Célio passou agora a alcançar, o secretário ateve-se no projeto “bodega” do Centro de Convenções para provar as reais intenções do atual Governo para com a mais próspera cidade do interior do Nordeste brasileiro.

    Não lembro se João ou se Ubiratan, momentaneamente atacados pelo amor que nutrem pelo Açude Velho e suas cercanias, qual deles ousou perguntar a Célio por que o Centro de Convenções mostrado em maquete era algo tão nanico assim, se comparado com a grandiosidade daquele erguido por Ricardo Coutinho no alto do Cabo Branco.

    Com palavreado típico de quem sabe vender carne de porco em cozinhas de hospitais, Célio agarrou-se ao lado técnico de quem se afirma profundo conhecedor das entranhas do Palácio da Redenção e foi - aí sim - extremamente sincero: o Centro de Convenções da Capital é grande demais e tem evento que não dá para nele realizar, daí o surgimento da “birosquinha” a se construir em Campina Grande para exatamente não minimizar a monumentalidade de lá e mandar restos para a Borborema.

    Ou seja, em palavras mais diretas: não se espere que a PB-TUR e nenhum outro órgão do Governo do Estado venha captar para Campina Grande nenhuma convenção, encontro ou exposição de níveis nacional ou internacional. Nesses níveis, só lá no Cabo Branco e ponto final.

    Nosso Centro de Convenções, se vier a ser construído e se assim vier a ser chamado, que se empreste para reuniões de sociedades de amigos de bairro, convenções partidárias municipais ou festinhas de debutantes...

    Será assim mesmo, como a oportuna inconfidência de Célio Alves mostrou ontem nos estúdios da Caturité FM, a política de Azevedo pelos próximos três anos para Campina Grande e sua gente.

    VÔO SOLO DE JOÃO

    À parte, que eu quase me esquecia: Na esfuziante obrigação de botar o novo governante nos píncaros, como fazia com o antecessor a quem serviu por oito anos em estratégicas posições, Célio fez questão de dizer a João Barros e a Ubiratan Cirne que a ideia do Centro de Convenções de Campina Grande não tem nada a ver com Ricardo Coutinho, na verdade quem dois anos atrás prometeu a obra. “Tá lá no Plano de Governo que ele apresentou na campanha”, avisou.

  • ...E LENA SE FOI!

    18/11/2019

    Tive embates homéricos com Lena Guimarães.

    Eu, colunista; ela, editora geral de jornalismo do Sistema Correio.

    Ela impiedosa, enquanto Chefe; eu, intransigente enquanto cônscio do dever cumprido.

    Eu, paciente e impávido; ela, contundente e algoz.

    Ela, todo Poder; eu, reles soldado...

    Foi assim mesmo a nossa convivência profissional: com palavras àsperas, alteio de vozes, uns gritos aqui e outros acolá!

    Um dia ela mandou que eu imitasse Helder Moura, fazendo jornalismo descritivo, sem opinião (fulano disse isso de sicrano, e abre aspas; sicrano respondeu isso de fulano, e abre aspas...). 

    Revidei, me impus e conquistei o seu respeito profissional.

    A editora valente e atrevida passou a me ouvir; às vezes a consultar!

    E a cara emburrada deu lugar ao sorriso; a uma amizade que só agora se esvai...

    Acho, Lena, que não vou demorar a te encontrar nos umbrais celestiais.

    Até  breve!!! 

  • Um muar na Borborema

    11/11/2019

    O relincho de Bolsonaro hoje em Campina Grande, quando pela idade que tem ele identificou-se com “validade vencida”, no que acabou sendo a sua única verdade no palanque do conjunto Aluízio Campos, não foi nenhuma novidade.

    Falar a voz dos muares é esporte preferido de Sua Excelência há meses...

    Foi em São Paulo tentando dar coice n’outra espécie que lhe faz par na “jumentice” - o engomado governador Dória - que o Presidente caprichou no seu primeiro relinchar.

    Mas ao repeti-lo aqui na Borborema, não por coincidência no cocho, ou melhor, no tablado que de modo muito feliz a prefeitura montou para ele na porta do lugar onde se compra e se vende burros (o Parque de Exposições de Animas do Ligeiro), a pose de muar do Presidente fez o seu zurrar ainda mais vergonhoso e miúdo demais.

    Por sorte o dia do parque hoje não era o de feira. Corria o risco do inquilino da faixa presidencial vir a ser comercializado a preço de liquidação...

    O jumento nordestino pode muito bem ser encaixado na frase de Euclides da Cunha segundo a qual o nordestino é antes de tudo um forte.

    Pode sim!

    Nosso irmão de quatro patas é mais do que um forte e seu relincho másculo é uma das vozes mais belas da região.

    Nada a ver, inclusive, com este rebusnar de meia tijela que Bolsonaro engendrou com voz de Maria Garrafada aos pés do ouvido do jovem sanfoneiro conterrâneo que tocava a rara jóia do meu amigo Ton Oliveira que a Paraíba oficializou como seu hino.

    Esse jumento, quero dizer, esse homem que desembarcou às 10 horas no ‘João Suassuna’ e que graças a Santa Dulce dos pobres por volta do meio dia já desabava prá Brasília, nos envergonhou, o que é deveras lastimável.

    Não usa, porque não sabe o que é, a liturgia do cargo. E porta-se, em solenidade tão histórica como a de hoje em que 4.100 humildes famílias conseguem realizar o sonho da casa própria e ansiavam aplaudir um discurso do Presidente da República, como mula velha sem cabeça.

    Pior ainda, no caso restrito a ele: sem cabeça, sem tronco e sem membros.

    Uma observação, aliás, que não é de minha exclusividade.

    Até consultei amigos de talento. Um deles, mestre e doutor, cidadão do mundo e da província, poeta e compositor,vice-reitor da UEPB; e nordestino DA GEMA assim como nós que tivemos o desprazer de ouvir e ver a desastrada onomatopéia de Bolsonaro, sintetizou esse rincho na terra de Biu do Violão:

    - “Sinceramente, esse senhor não tem a mínima noção do lugar que ocupa. É deslocado. É torpe. É inábil. Mas, concluir um discurso oficial com um grito, similar ao relincho de um burro manco, foi demais”.

    Foi não, professor Flávio Guimarães.

    Foi muito DE MENOS!

     
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  • OUA O PADRE!

    01/11/2019

    Aprecio muito dar pitaco em coisas que, em tese, não me dizem respeito.

    E faço isso com invulgar satisfação porque, quando menos, provoco o debate e forço a tomada de alguma decisão pelas partes eventualmente atacadas.

    Se me xingam por isso, faz parte...

    Mas, a minha parte, com certeza eu deixo feita!

    O pitaco nesta coluna, hoje, direciono para um homem que eu gosto muito e que muito tem me ajudado - e a muita gente - facilitando exponencialmente a nossa interlocução com Cristo: meu confessor Hachid Ylo, o amado jovem Padre Hachid de São Vicente de Paula e da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus aqui do Catolé e alhures.

    É certo que Hachid há muito deixou de ser pároco exclusivo da nossa comunidade.

    Suas largas e generosas asas, sempre caridosamente abertas para o bem, ultrapassam a geografia de Campina Grande e isso é motivo geral de orgulho para nós que nos alimentamos da sua refinada sabedoria.

    Como Padre, Hachid é 10; como Amigo, 10 vezes 10; como Irmão e Orientador de vida, 1.000!

    Mas, na recente condição de “Radialista” seus esforços diários não chegam a corresponder às expectativas dos ouvintes. Pelo menos as minhas, com esse velho e quase mouco ouvido apurado e exigente.

    A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, em pé e área interna

    Vibrei e aplaudí a chegada do meu prezado Reverendo, isso é certo, aos estúdios da Cariri FM 101.1. Porque passaria a me deleitar com seus abalisados sermões a cada manhã, em som stéreo, e não mais apenas nas missas dos domingos e nas dos encontros da Igreja, onde ele se esmera deixando-nos silentes a babar pelo canto da boca feito gente miúda entertida com biscoito.

    Já ouvi três ou quatro programas, mas o Hachid que eu conheço na Igreja não é o mesmo Hachid que divide com sua secretária, sonolento, o microfone lá na rádio de Enivaldo Ribeiro.

    Não é ele não!

    E vamos aos pitacos:

    - Primeiro, eu mudaria o nome do programa.

    Sugiro “Ouça o Padre!”.

    - Segundo, eliminava qualquer tipo de produção.

    Aceitava apenas as ajudas da secretária, no atender de telefones, e a do operador de áudio na mesa de som caprichando nos hinos e nas músicas sacras.

    - E por último o mais complicado, porém em se tratando de Hachid o mais fácil: abrir a boca!

    Eu, ouvinte, quero ouvir o Padre! E talvez, aqui ou acolá, alguém que ele convide para também falar.

    Vai ver que o Padre Hachid ou algum xeleléu dele (Padre também se cerca desse tipo) venha me contradizer argumentando que não é mole fazer todo dia uma hora de programa de rádio.

    E não é mesmo!

    Nas missas de hoje, a gente vê, a vida de padre é bem facilitada...

    Até na comunhão o sacerdote conta com os ministros para distribuir a hóstia com os fiéis; e tem a bandinha, a turma da liturgia, os meninos que seguram a Bíblia...

    A celebração é compartilhada.

    Mas, o buliçoso Padre Hachid sabe bem disso: pega na rodilha quem pode com o pote!

    Eu quero OUVIR O PADRE!!!

    Porque não há nada melhor hoje em Campina Grande - e se alguém souber outra coisa me avise - do que ouvir Hachid falar, extraindo da Palavra aquilo que a gente comum não consegue extrair.

    O meu confessor é, sim, um homem abençoado. E a rádio, a seu serviço em nossa proteção, é mão na luva na mão dele.  Mas nada de requintar na produção...

    Tenho comigo que em um mês o Padre Hachid nos estúdios, só falando daquele jeito livremente aberto como se oferta nos altares, fará fichinhas os desempenhos de “Zezinho”, “Manzotte”, “Marcelo” e outros pop-stars católicos que dominam na mídia.

    Que Hachid me perdoe, mas na rádio eu pelo menos quero ouvi-lo!

  • OUTRA VEZ O CINISMO DO SENADOR

    23/10/2019

    A desesperada corrida em busca de holofotes tem realçado ainda mais, perante a opinião pública paraibana, a acentuada deformação de caráter do senador Veneziano Vital do Rego (PSL).

    Ontem, o ex-prefeito de Campina Grande, diante das três opções que a ele e aos demais senadores foram dadas para votar no projeto de reforma da Previdência Social - sim, não ou abstenção - cravou o NÃO mostrando coerência ao que vinha pregando.

    Ótimo.

    Ele faz oposição cerrada a Bolsonaro e sua posição não representou nenhuma novidade.

    E ainda ontem à noite as redações paraibanas foram entupidas de e-mails do senador exaltando o que considera um gigante feito. “REFORMA DA PREVIDÊNCIA: VENEZIANO VOTA CONTRA; ZÉ MARANHÃO E DANIELLA RIBEIRO VOTAM A FAVOR”, assim deu título ao ‘press-release’ juntando uma fotografia onde aparece em plenário sentado ao lado dos outros dois senadores do Estado.

    Lá no Beco do Califon a isso se dá um nome: molecagem!

    O que não é de se estranhar também, conhecendo-se a trajetória política do filho de Vital do Rego e Nilda Gondim, construída com invejas, traições e as famosas “tapinhas” nas costas que mais adiante religiosamente se transformam em “punhaladas”.

    Veneziano apunhalou Ney Suassuna quando, Senador, enchia os cofres da Prefeitura de Campina Grande com recursos federais para ele governar; “sangrou” Maranhão o quanto pode na tentativa de arrebatar-lhe o MDB, aí revelando o seu igualmente açodado jeito ingrato de viver; e mal ganhou de Ricardo Coutinho o prêmio não sonhado de virar Senador da República deu-lhe caprichado chute no traseiro mostrando que as ácidas e injustas críticas que fazia ao  Chefe do Estado num passado não tão distante realmente não chegam a ser “coisas do passado” - permanecem vivas! 

    Do jeito que Veneziano optou pelo NÃO, Maranhão e Daniella investidos das mesmas prerrogativas preferiram o SIM. O que necessariamente não  os deslustram enquanto Senadores da República!

    Mas o ex-prefeito, que continua vendo no espelho de casa sua cabeça adornada com a auréola de São Gabriel e certamente sente hoje inveja dobrada do título dado pelo Vaticano à irmã Dulce, pode até vir um dia a ter expurgado todos os seus defeitos, menos esse estampado nos e-mails de diminuir os outros em favor da sua una e indivisível INTELIGÊNCIA.

    À sua ótica cheia de lentes de aumento, ele é o tampa de Crush hoje do Senado; Maranhão e Daniella são os burros... Uns vermes despreparados!

    Porque, convenhamos todos nós - os que aprovam e os que não aprovam esse comportamento vergonhosamente cínico do ex-cabeludo -, para aparecer na mídia e ser festejado pelo voto contrário à reforma previdenciária a prudência recomendava esperar as repercussões; nunca, jamais, ele mesmo repercutir o “feito”.

    Mas, de Veneziano Vital do Rego não se espere coisa mais digna. Parabéns, se não lhe dão, ele fanbrica.

    Foi o que fez ontem de noite, mesmo que para isso visse dizer abertamente aos paraibanos que Maranhão e Daniella Ribeiro a quem continua dando ‘tapinhas” nas costas, são duas nulidades no Congresso Nacional.

    Desculpe o meu leitor, mas eu sinto vergonha por ele!

  • J TEMOS CENTRO DE CONVENES!!!

    20/10/2019

    A ideia veio lá de trás...

    Ricardo Coutinho, à falta de bom campinense na sua equipe que pudesse lhe dizer das demandas locais e desejoso de oferecer um mimo à cidade que tanto lhe exigia obra gigante como as que estava presenteando João Pessoa, prometeu em aniversário do 11 de outubro (data de emancipação política de Campina Grande) nos dar um CENTRO DE CONVENÇÕES.

    Ele acabara de inaugurar a monumental edificação da Capital, obra idealizada no Governo Cássio, adiantada na gestão Maranhão e finalmente concluída na sua era, e num primeiro momento entendera que Campina aprovaria seu intento imaginando ganhar algo parecido com aquele estrondoso equipamento erguido no Cabo Branco.

    Mas, Campina é Campina. Sempre desconfiada!

    A imagem pode conter: área interna
    Auditório principal do "Raymundo Asfóra"
     

    E a primeira reação contrária veio da classe produtora. Comércio e indústria correram a avisar ao governador que existiam pleitos mais prioritários e que, portanto, não avalizavam a promessa.

    Com olhar vesgo, Ricardo ouviu e obrigou-se a engolir a “sugestão”. Sábio, disse aos seus botões: “se não querem, eu não quero!”. E ponto final, pois da sua boca daí por diante nada mais saiu sobre a obra.

    A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre
    O suntuoso e gigantesco salão para exposições do ‘Raymundo Asfóra"
     

    Veio a campanha de 2018. E João Azevedo, tal qual Ricardo sem se acercar de campinenses verdadeiros, mas somente daqueles em busca de realizar interesses estritamente pessoais, aceitou a ideia de ressuscitar o CENTRO DE CONVENÇÕES desprezado e logo inseri-lo na proposta de Plano de Governo.

    Já governando há nove meses, só agora ele “pariu” o projeto do centro no mesmo 11 de outubro em que governantes costumam enganar o inofensivo eleitor da cidade.

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    Outro nobre espaço de reuniões do "Raymundo Asfóra": o salão circular
     

    Antes, porém, João foi a Brasília e - menos mal - conseguiu arrancar da bancada a promessa de indicação de R$ 100 milhões no Orçamento da União para tirar da prancheta o projeto do centro.

    Se vai efetivamente construir, aí é outra história...

    O Centro de Convenções planejado por João está planejado para ocupar uma área de 15 mil metros quadrados na alça leste do bairro do Mirante e o projeto contempla eficiência energética e hídrica, centro de eventos, foyer, salão de eventos, oficinas, administração geral de eventos, centro de feiras e exposições, área de negócios, auditório com capacidade para 1.000 pessoas e oferta de 1.200 vagas para estacionamento.

    A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre
    A "bodeguinha" que João Azevedo deseja construir para chamar de CENTRO DE CONVENÇÕES
     

    Mas, e Campina Grande necessita mesmo de um novo CENTRO DE CONVENÇÕES?

    Novo, sim, porque já temos um muito bom do Governo do Estado.

    Por isso eu, particularmente e em coro com muita cabeça boa e pensante da Rainha da Borborema, acho desnecessário torrar tanto dinheiro em algo inútil que só servirá para dar empregos a apadrinhados de futuros traidores do governador.  

    Vejamos, em rápida argumentação: o Garden Hotel de Campina Grande, cuja construção começou em 1986, na gestão de Milton Cabral, demorou cerca de vinte anos para ser concluído e somente aconteceu depois de feita uma parceria do Governo do Estado, na gestão de Cássio Cunha Lima, com a BRA Transportes Aéreos, dez anos depois em 2006.

    De aditivo em aditivo engordando patrimônio de políticos e empreiteiros, passando por quatro governos - de Burity a Maranhão - que não mostravam nenhum interesse em alavancar o canteiro de obras, somente no fim da gestão de Cássio o Garden (na época chamado de Tropeiros da Borborema) finalmente foi entregue.

    E não é obra pequena não. Sua estrutura é gigantesca, com 192 apartamentos, num total de 576 leitos em duas alas, cada uma com três andares.

    E o principal, que derruba a ideia de agora: o hotel tem um enorme parque aquático, piscina térmica, academia, SPA e o Centro de Convenções “Raymundo Asfora”, com capacidade para 1.800 pessoas.

    Coisa de Primeiro Mundo, como se diz por aqui quando a coisa é boa de verdade.

    Entendo que Campina Grande tem outras importantes demandas a resolver. Esses R$ 100 milhões iniciais para o CENTRO DE CONVENÇÕES tocaria, por exemplo, uma nova maternidade regional que aliviaria a superlotação diária na municipal Elpidio de Almeida. Ou botar nos velhos trilhos da cidade o VLT que todo mundo já prometeu.

    Eleger prioridades é fator importante se João Azevedo realmente estiver disposto a governar para a História, focado no momento atual.

    E outra coisa, a ser necessariamente destacado: o Garden Hotel, onde está o magnífico Centro de Convenções Raymundo Asfóra e que o Governo do Estado cedeu a grupo empresarial de fora a um custo que ninguém sabe, está precisando de inadiáveis reparos em vários dos seus setores e equipamentos, o que o atual governante poderia exigir em caráter de urgência.

    E repito: prá que uma “bodegazinha” para chamar de CENTRO DE CONVENÇÕES com 1.000 lugares se já temos um “cinco estrelas” com capacidade para 1.800 pessoas?

    Volto ao tema!

  • NADA DE VLT

    10/10/2019

    Nem João, nem Romero!

    A briga dos dois para implantar um VLT em Campina Grande, que foi inclusive tema de pauta do prefeito com o Presidente da República para tirar do foco o governante estadual que garantira ter “peito” para tocar a obra, almejada pelos campinenses e motivo de promessas reiteradas por todas as velhas e novas lideranças do Município, segue célere para o limbo do esquecimento.

    Essa irresponsável amnésia esteve presente em Brasília terça-feira quando a bancada federal reunida com João Azevedo e os prefeitos de João Pessoa e de Campina Grande sequer listou o VLT no rol das prioridades para receber recursos em 2020 do Orçamento Geral da União, via emendas parlamentares.

    O projeto “VLT Campina” literalmente saiu dos trilhos, uma infeliz notícia para a cidade que neste dia 11 festeja 125 anos de existência.

    Os R$ 490 milhões destinados para o Governo do Estado serão aplicados no Ramal de Piancó para águas da Transposição do São Francisco (R$ 100 milhões), um Centro Integrado de Comando e Controle (R$ 30 milhões), o conjunto de adutoras (R$ 170 milhões), o Arco Metropolitano de João Pessoa (R$ 90 milhões) e o Centro de Convenções de Campina Grande (R$ 100 milhões).

    Para os políticos carreiristas, menos mal. Ano que vem tem eleição e a promessa do VLT dá um ótimo discurso.

  • JORNALISMO INDEPENDENTE POSSVEL!!!

    04/10/2019

    Abordando com irrepreensível pena e lucidez a crise catastrófica que sufoca - e em muitos casos tem matado - a mídia nacional, o já maduro Heron Cid nos brindou ontem em seu festejado ‘MaisPB’ com uma abordagem prá lá de espetacular que aponta, no frigir dos ovos, para uma razão que, há anos, eu enquanto mini-empresário do ramo já identificara a partir do calejar das mãos: o círculo vicioso existente no meio.

    Ou seja, as empresas não crescem porque não conquistam anunciantes e os anunciantes não se ‘apaixonam’ e não anunciam porque as empresas não crescem.

    A Paraíba - mostra Heron em seu arrazoado - convive com a realidade do fechamento de quase todos os jornais impressos. O Norte, Diário da Borborema e Jornal da Paraíba acabaram. Resistem A União, só de pé pelos impostos dos cidadãos paraibanos, e o Correio da Paraíba, com redação cada vez mais enxuta e sobrevivente pela resistência pessoal do empresário Roberto Cavalcanti.

    Mas a crise, como bem relata o confrade pessoense, não se limita aos impressos. Consolidadas televisões de João Pessoa e de Campina Grande precisaram ser redimensionadas. Recentemente, a TV Cabo Branco redesenhou sua hierarquia para se adequar a esses inquietantes tempos e a TV Paraíba, do mesmo grupo, “castrou” os profissionais que não conseguiu demitir e praticamente acabou com o jornalismo que gerava em Campina Grande.

    A Rainha da Borborema, celeiro de brilhantes apresentadores, cinegrafistas e produtores de vídeo, pioneira na televisão estadual, agora tem que se contentar com o sofrível trabalho que é desenvolvido na beira do Atlântico e engolir o que por lá eles chamam de notícia (sem interesse algum para a Borborema): os buracos no Valentina Figueiredo, o descaso público no Trauminha, o velório do diretor do teatro, os shows do shopping Manaíra, as partidas de vôlei nas areias de Tambaú...

    Quando o assunto é rádio a situação ainda é pior porque fomos - os de Campina Grande - transformados em inocentes e inertes mulas com um único direito: o de ouvir sem reclamar as baboseiras cuspidas pelos “ases” da orla nos nada éticos microfones de lá. Até a nossa CBN não aguentou um ano de vida e já nos “brinda” com mais de 80% da sua programação gerada por João Pessoa. Com um adicional e vergonhoso detalhe: os anúncios comerciais também são de empresas da Capital!

    Crescer desse jeito, não há como!  

    Heron mostra em seu artigo que existem outros exemplares de providências semelhantes no mercado e se refere à mídia eletrônica.

    Melhor conferir o que ele escreve, das aspas prá diante:

    “Os sites e portais de notícias experimentam uma dicotomia: são influenciadores, têm audiência prática e aferível, pautam o noticiário tradicional, mas se deparam com pedras no caminho.

    O próprio amadorismo e timidez do setor na relação com o anunciante privado são algumas delas somadas a uma certa indisposição – pra não chamar de má vontade – da maioria das agências de publicidade, estas, historicamente mais comprometidas com os grupos de comunicação, destinatários das maiores fatias de distribuição de mídia.

    Há desinteresse deliberado na pulverização de campanhas para um universo maior de veículos, para economizar mais trabalho e demanda administrativa. A opção cômoda e conservadora termina sendo concentrar. Menos técnica e mais pragmática, por sinal.

    Sites, portais e blogs invariavelmente são lembrados nas crises ou momentos esporádicos e estratégicos, o que precisa provocar uma necessária autocrítica. Assim, rendem-se ao desconforto de se limitar à clientela institucional mais do que todos concorrentes nesse mercado generalizadamente refém da publicidade institucional. Uma anomalia que reflete a fragilidade da nossa economia estadual.

    Em resumo, o ambiente de dúvidas não poupa ninguém. Nem ‘grandes’, nem ‘pequenos. É um momento que exige, de um lado, conexão e convergência multiplataformas e cada vez mais profissionalismo. Do outro, convencimento do anunciante – com dados e números reais – da viabilidade de manter anúncios e apostas no segmento da comunicação como braço e aliado no sucesso.

    E o mais importante e mais difícil, em terras de estiadas convergências e fartura de vaidades e ciúmes, a unidade.”

    Assino sem ressalvas o que ensina-nos Heron Cid.

    Essa nova mídia, cuja maioria de blogs e portais nasceu com o fim exclusivo de angariar receita estatal, sob subordinação dela e plena subserviência, é erva daninha difícil de se extirpar...

    Porque bajuladores, puxa-sacos e que tais, infiltrados em todos os meios produtivos e mais ainda no meio político-partidário-governamental, encontrou aqui campo fértil para prosperar (sic!!!).

    Diz muito bem Heron Cid, do alto da sua experiência enquanto dono de portal na internet, que existe amadorismo e timidez na relação com o anunciante privado resultando na “indisposição” das agências de publicidade, todas elas “alérgicas” a programarem portais ou blogs, repetindo assim o velho círculo vicioso que já enterrou os nossos jornais.

    No Sul do País, onde também grassa parcialmente esse problema, veículos já desprezam e rejeitam a verba pública, provando que podem muito bem viver sem tão danosa dependência. Dão exemplo disso a ‘Gazeta de Notícias’, ‘O Antagoinista’, ‘Valor Econômico’ e outros espaços onde reinam verdade, liberdade e independência. Tudo sob o manto salutar e necessário do melhor profissionalismo.

    Com certeza, esse é o caminho!

  • O sorvete, tica de Torres

    28/09/2019

    É bem verdade que a Paraíba - o Governo do Estado - perdeu o seu mais entusiasmado e dinâmico secretário: Luiz Torres, o “índio”, como os confrades na Capital o chamam.

    Mas, para a felicidade geral desta terra do NEGO, ganhamos de volta a pena perfeita e por vezes afiadamente ácida ou cruel de um dos melhores jornalistas do rincão.

    Ler Luiz Torres todo dia, para mim, é a mesma obrigação que tenho em rezar o Pai Nosso na hora de dormir!

    Hoje mesmo, debruçado sobre seus textos no blog que montou pós-secretaria e nos brinda na net, ao passar a vista sobre sua análise da devolução do dinheiro do sorvete de Daniella Ribeiro aos cofres do Senado só não tive um orgasmo porque a idade provecta já me tirou há anos esse prazer.

    O índio foi na mosca: a Daniella restava a “batida de pino” que foi essa que ela optou devolvendo a merreca, ou “assumir os memes e faturar com eles, abrindo uma sorveteria em Campina Grande”.

    Brindo o meu leitor, a seguir, com a íntegra da análise de Torres:

    “Centro de um dos maiores micos registrados este ano no anedotário da política paraibana, a senadora Daniella Ribeiro (PP) acertou em cheio ao assumir o erro de ter pedido reembolso do Senado Federal de R$ 17 em razão de compra feita numa sorveteria.

    Para sair da fria, uma vez que foi alvo de críticas e memes hilariantes, a senadora admitiu o equívoco, pediu desculpas e ainda agradeceu à imprensa pelo alerta do erro. Perfeito. Quem vai poder bater num reconhecimento público de equívoco?

    Até porque estamos falando de R$ 17 num sorvete. Algo que, regimental, é legal.

    Mas que só transformou o mandato da senadora numa piada pronta exatamente pelo objeto comprado e pelo valor reembolsado. Um preciosismo exagerado.

    Daniella só tinha duas opções neste caso. Um era assumir os memes e faturar com eles, abrindo uma sorveteria em Campina Grande.

    Optou pela melhor. Pediu desculpas. Algo que vai derreter um pouco mais a zombaria, como um sorvete exposto ao Sol.”

  • ECOS DA CRISE GIRASSOL

    11/09/2019

    Que é gigante a crise no PSB da Paraíba, isso ninguém desconhece mais.

    E o fosso é imensamente profundo, sem restar espaço pelo menos por enquanto para recomposições.

    Aliás, algo perfeitamente previsível, em se tratando de uma legenda que abriga inflados egos como Ricardo Coutinho, Cida Ramos, Estela Bezerra, Fábio Maia, Ricardo Barbosa, Márcia Lucena, Veneziano Vital do Rego, Edvaldo Rosas, Adriano Galdino...

    E nem falo em João Azevedo, ainda neófito na política, mas que tem se deixado contagiar pelo vírus do Poder que a caneta consegue acelerar.

    E em briga de elefantes, como se diz muito bem por aqui, só quem sai perdendo é a grama.

    Então, que a parte nanica se cale; se recolha até que algo desanuvie.

    A propósito, recolhi hoje de notórios CARDEAIS da legenda algumas posições que mostram por si como fica cada vez mais difícil juntar os cacos.

    Vamos lá:

    01 - “Ricardo Barbosa, Tibério Limeira e Leo Bezerra querendo peitar Ricardo Coutinho. Onde já se viu carrapeta dar em pinhão?”

    02 – “E Adriano? Mordendo e soprando... Mas a gente conhece bem essa turma!”

    03 – “Adriano continua sendo um vendedor de confeito”

    04 – “Tô passado, com a posição do Vené. Vergonha!”

    05 - “Quer dizer que Ricardo serviu para fazer de um desconhecido o governador do Estado e não serve para presidir um partido que só ganhou projeção por causa dele?!”

    06 – “Intervenção no PSB é invenção. O que houve foi renúncia de metade mais um do diretório e a consequente dissolução”

    07 – “A Comissão Provisória comandada por Ricardo vai tornar o PSB maior do que já é, com a vantagem de ficar depurado das figuras que confundem idealismo com oportunismo”

    08 – “Quero ver como vai ser quando secar a tinta da caneta”

    FAMINTOS

    A propósito desse desastre que grassa na gestão Romero Rodrigues lembro aqui de um certo prefeito que, na busca da reeleição, transformou alimentos do estoque da merenda escolar em cestas básicas, que sua troupe pulverizou com força nos grotões da periferia sob comando da genitora, da Primeira Dama, da mulher do vice-prefeito e de uma abusada cunhada que vinha de Brasília só para ajudar na ‘faminta’ e criminosa missão’.

    CASAMENTO

    Meu estimado amigo-pastor Ezildo Galdino deve aproveitar as férias do final de ano no Sistema Correio em Campina Grande para contrair novas núpcias. A futura consorte, apaixonada pelas suas vibrantes e abençoadas pregações, faz parte da sua Igreja.

    VACINA

    Zé Gotinha já em campanha aberta para vereador de Campina Grande inunda as redes sociais com um slogan que lhe cai como luva: “VACINE SEU VOTO EM 2020”. Maior crítico na internet do prefeito Romero Rodrigues, é bem provável que se eleja com uma INJEÇÃO de recursos, por incrível que pareça da própria municipalidade por vias transversas: seu primo Arimateia Rocha, o construtor preferido de Romero, deve bancar seus custos, avaliados em mais de R$ 5 milhões.

  • Em Pibus

    09/09/2019

    O feriado da Pátria, em termos, para mim foi revigorante: no descanso na vivenda da paradisíaca Carapibus após levado ao "estaleiro" por ligeiro acidente doméstico que por pouco não eliminou metade do meu honrado e honroso NARIZ MARINHO, tive a alegria de receber a visita de Júnior Rodrigues, pré candidato a prefeito do Conde e dinâmico empreendedor no ramo varejista de alimentos, que por feliz coincidência no sábado 7 de Setembro presenteou o Distrito de Jacumã com o maior supermercado do litoral sul da Paraíba.

    Botamos a conversa em dia, prospectamos quanto ao futuro e me entusiasmei com a sua humilde e dedicada luta em busca de alcançar o seu lugar digno na curul da prefeitura e exatamente num momento em que o Conde clama pela força autentica e pelo vigor valente e determinado de um bravo e operoso filho.

    Voltarei ao tema, com melhor profundidade!

    ROBSON DUTRA

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    Prenúncio de que o Legislativo de Campina Grande pode pensar, já agora, em melhores e mais dignos dias: a volta de Robson Dutra ao plenário e à tribuna da Casa Félix Araújo!

    A folha de serviços prestada por Robson ao Município é imensa e valorosa, não apenas na condição que o foi de vereador brilhante e atuante, mas também como empresário-construtor, e sobretudo enquanto deputado estadual com os olhos voltados para seu povo.

    Campinense que ame de verdade sua terra, terá com certeza orgulho de reconduzir Robson à vida pública.

    DONA LOURDES

    Campina enterrar Lourdes Ramalho é como baixar à sepultura o melhor da sua história e das suas tradições. Fica mais pobre, menor e nós, que admirávamos o seu talento e a sua doçura não ficamos apenas órfãos – estamos mutilados!

    Minhas condolências especiais à família, que o faço na pessoa do amigo e colega de trabalho Jean Ramalho, neto de Lourdes e certamente um dos que mais a amavam no círculo familiar.

  • AVISTARAM A FEIRA!

    19/07/2019

    Enfim, a prefeitura campinense avista a feira central da cidade. Atrasadamente, está certo, mas antes tarde do que nunca, ensina o bom brocardo.

    Sou “feireiro” desde priscas eras!

    Dona Virgília, aos sábados, me acordava às cinco e saíamos eu e ela à pé, da Nilo Peçanha até o encontro com o balaieiro já freguês que nos aguardava na entrada da feira de flores, mesmo local por onde ainda hoje começo a fazer as minhas compras semanais.

    O frio da madrugada só me fazia bater o queixo quando descíamos a Lino Gomes e o vento forte no balde do Açude Novo esvoaçava os cabelos dela e arrepiava meu cotovelo e outros eteceteras do corpo...

    A cara emburrada e o sono ainda teimando em me derrubar davam logo vez a um riso traquino assim que mãe escolhia as macaíbas e umas oito laranjas-cravo, que descascava ligeiro e me dava o primeiro bago.

    Mais adiante, na velhinha da misturada que cortava seus pedaços de fumo de rolo - um dela e outro de tia Biu (Severina), sob recomendação de “não me venha com um boró (fumo ruim)...” - eu comecei a cheirar tabaco, mas não me viciei.

    Dava dois ou três espirros, achava graça e a feira seguia...

    No velho da goma, um café quente de cortesia e um pedaço de beiju novinho fazia a festa -minha e dela; e do balaieiro!

    Ainda hoje a boca guarda aquele sabor...

    Fazer feira era a melhor diversão de Dona Virgília. E a minha mais divertida brincadeira. Por isso, ainda hoje aos 66 de vida, todo sábado acordo ainda mais cedo e corro à feira para brincar!

    E parece que continuo com ela ao meu lado, me ensinando como comprar a carne melhor e a mais mole, a unha de mocotó que Dona Carminha especialmente guardava junto com pedaços de bucho e tripa grossa, os pezinhos de porco para dar gosto no picado, os ossos de boi com tutano pra sopa da quarta...

    E lá em Dona Pequena, na ‘rua boa’, foi ela quem me ensinou a soprar debaixo das asas das galinhas pra identificar a mais gorda e a mais saborosa.

    Dona Virgília entendia de feira e despertava inveja na vizinhança...

    Naquela gente ‘intrigueira’ que nunca soube o que é comer bem porque também nunca soube ir na feira central.

    E mãe tava nem aí...

    Quando o balaieiro dobrava a esquina da Independência descendo a Nilo Peçanha em direção à nossa casa a gente só via as janelas se abrindo e as ‘intrigueiras’ se queimando de inveja.

    “Esse povo só pode ser feito lagarta, enche o balaio de mato prá tapiar e dizer que fez feira...”, escutei uma dondoca gritar prá outra, alarmada com os molhos de couve, de espinafre, de alface, de hortelã, de coentro e cebolinha, que o balaieiro forrava sobre as compras no alto do balaio.

    E Mãe nem aí...

    Debaixo das folhas tinha macaxeira, que ela enterrava na terra fofa do fundo do quintal pra evitar mofo e dar pra semana; batata doce e batata inglesa; carne de boi, de porco, de sol e de bode; peixe (só gostava de ‘branquinha’) e piaba; fígado de boi pra gente não pegar anemia; ovo de capoeira que vinha do sítio Floriano e ovos de granja que comprava na banca do pai do meu amigo Vereador Olímpio Oliveira...

    Era uma FEIRA!

    Com farinha de mandioca, arroz da terra, nata, manteiga e queijo coalho; feijão verde, macáçar e faveta; Charque e linguiça de porco e de boi... E frutas, inclusive as da época: pitomba, cajá, umbu, pinha, graviola, mamão, laranja Bahia, bananas prata, maçã e de cozinhar...

    Por isso, hoje estou particularmente feliz ao ver que Romero Rodrigues e a STTP avistaram a feira e começam a implementar mudanças nela e no seu entorno, de modo a ensejar a que outros campinenses - e turistas, sim senhor - descubram aquela relíquia.

  • O IRMO DE SHAOLIN (eca!)

    17/07/2019

    Exatamente ontem, chamado DIA DO HOMEM, dei de cara com um moleque que - não deveria, por não as honrar - veste calças.

    Aliás, “dei de cara” é apenas força de expressão porque felizmente não tive o desprazer de olhar outra vez o rosto de figura tão abjeta e miúda.

    Digo “outra vez” porque o assombro já frequentou minha casa, onde ainda assim sempre foi tratado como gente.

    Sim, o vulgo tem nome apesar de tudo: Joverlaine Veloso.

    Ou, como se identifica desde 2016 desprezando o que os pais lhe deram na pia batismal, “IRMÃO DE SHAOLIN”.

    Esse espectro da periferia campinense, estrumado pela inveja do cargo em comissão de filha minha na Prefeitura de Campina Grande, correu às redes sociais para me detratar e, sem o menor respeito à memória do mano genial, acabou por insultar o próprio defunto a quem a lei protege por não mais ter voz para se manifestar ou para até mesmo se defender.

    O cantorzinho de birosca, que ainda por cima tem o gravíssimo defeito de andar falando mal da cunhada Laudiceia pelos fétidos becos por onde se arrasta, é dessas aberrações que a natureza vez por outra bota no meio do mundo para apodrecer e abreviar-se no tempo, em face da nulidade do esqueleto cuja única tarefa é esta mesma de carregar os seus molambos.

    Conheci Joverlaine ainda menino, já sob a sombra de Jozenilton (Shaolin).

    Ainda pequeno, devedor das honras do mano que cobria as suas despesas com o justo e suado dinheirinho que ganhava d’APALAVRA, não foi difícil diferenciá-lo de Shaolin.

    Ele (o moleque), um sonso; o irmão um sóbrio homem.

    Um, sorrateiro e covarde; o outro, humilde e alegre.

    Shaolin feliz correndo a abraçar o pai-vigia da Cavesa nas madrugadas frias da Borborema e o moleque se envergonhando do labor do pai dele corria a se esconder...

    E hoje não tem sido diferente.

    Joverlaine permanece oco, não sabe como viver fora da sombra. Nasceu sem talento e sem mais nada, por isso a vida e o sucesso dos outros o incomoda.

    A imagem pode conter: texto

    No perfil do INSTAGRAN, em ofensa à minha e à história d’APALAVRA e de SHAOLIN, tão ciente da calúnia que expeliu já avisou estar na espera de um processo.

    Bem que merecia...  Mas sequer vou interpelá-lo judicialmente para provar onde está a montanha de dinheiro que afirma eu tenha amealhado às custas do seu saudoso irmão.

    Ocupar a Justiça para interrogar um insano é demais. Sem luz própria, o fel da sua alma se encarregará de lhe entorpecer o coração, se é que o tem.

    Só lamento que a falta de luz de Joverlaine o impeça de ver que está sendo ridicularizado por onde anda, nesta teimosia de querer passar-se por Shaolin e denegrir a quem deveria agradecer, como é o caso de Laudicéia, a esposa que deu o melhor da sua juventude para tornar menos dolorosa a via-crucis de Shaolin no ocaso do seu tempo.

    Oportunidade para brilhar, o moleque teve. A Record ainda o levou as câmeras, onde em penumbra apareceu feito Shaolin.

    Mas logo a decepção tomou conta da noite. "Esse irmão do Shaolin vai ganhar mais dinheiro caçando caranguejo no mangue da Paraíba do que imitando o irmão!", afirmou um telespectador entrevistado pela TV. "Mas que feio irmão usar da fama e pior da morte do Shaolin e essa emissora ter a capacidade de falar que esse cara parece com ele", criticou outro. "Não achei graça no irmão do Shaolin e muito menos o achei parecido", opinou outro.

    O Domingo Show apresentou como quadro e atração principal do programa seguinte à morte de Shaolin exatamente Joverlaine, que seria “muito parecido e teria o mesmo talento”.

    Mas o que se viu, após muito suspense, segundo relatou a revista PUREPEOPLE, foi uma pessoa com certa semelhança física, afinal eram irmãos, mas que em nada tem a ver em relação ao talento.

    Joverlaine bem tentou refazer os personagens vividos por Shaolin mas pagou um mico enorme, pois não era nada parecido. A imitação do cantor Leonardo, a melhor de Shaolin, deixou muito a desejar, Maria Bethania então nem se fala, Zezé Di Camargo foi uma piada, enfim, forçaram a barra, mas não deu para engolir.

    O constrangimento foi tão grande, que a própria produção do Domingo Show decidiu encurtar a apresentação de Joverlaine no palco e encerrou o programa antes do horário previsto.

    E ficou por aí... Agora, cantando em biroscas de pontas de rua, o irmão de Shaolin se contente com as doses de cana que temperam sua garganta.

    De Shaolin, eu e APALAVRA e todos os amigos que com ele juntos trabalhamos (Marcos Alfredo Alves, Josué Cardoso, Ubiratan Cirne, Euclides Veloso, Geovaldo de Carvalho, Narriman Rozendo, Tamar Celino, Marcelo Marcos, Onias Xavier, Vanildo Silva e tantos outros) só guardamos excelentes recordações.

    A PALAVRA, por meio de Mica, (Atalmir Araújo Guimarães) deu a Francisco Jozenilton (O Nito das pranchetas) tudo, inclusive a sua grande e definitiva marca – SHAOLIN!

    O resto ele construiu com seu inigualável talento, esse mesmo que o irmão moleque cobiça mas Deus não lhe deu.

  • SOU PAI DE PETRA!

    30/06/2019

    Petra Fernanda Campos Marinho é, sim senhor, nossa filha – minha e da Márcia.

    Até aqui, só orgulho nos tem dado.

    Das mulheres, é a segunda. Além dela, desfilam em nossa história de amor Camila, Virgília e Amanda.

    E nasceu em meio à grande festa brasileira de conquista do Tetra Campeonato Mundial de futebol pela seleção canarinha.

    Seu nome, por óbvia certeza, tem muito mesmo dessa histórica alegria nacional.

    É, como se percebe, maior de idade, e embora ainda vivendo sob o teto comum sabe onde bota seu nariz e jamais nos decepcionou ou envergonhou.

    Ela e os outros oito irmãos, ainda que sujeitos à vigilância familiar, são donos de livre arbítrio.

    Ir e vir lhes asseguramos adicionalmente ao que é garantido a todo brasileiro pela Constituição da República.

    Por isso, irrepreensíveis são as trilhas dos seus caminhos, sejam os sociais onde percorre com desenvoltura ao lado de uma grande legião de amigos; os profissionais onde com as próprias mãos operosas tem conseguido abrir portas providenciais em ajuda à saúde sobretudo dos mais carentes; os religiosos, onde goza da abençoada confiança sacerdotal em espinhosas missões de evangelização de adolescentes; e os desse mundo moderno gerido pela internet e suas mídias sociais, onde começa a despertar a insana inveja de muita gente que não consegue chegar aos seus pés...



     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     Tem ela o orgulho de ser filha de MARCOS MARINHO – já me confessou reiteradas vezes.

    E isso, embora a mim envaideça exponencialmente, aos olhos dos meus milhares de inimigos e agressores, é afiada faca de dois gumes.

    Infelizmente, PETRA e os demais filhos são vítimas por herança da inveja dos que se dão em Campina Grande por felizes em me detratarem desejando-me o mal e vida curta.

    Maior de idade e vacinada, PETRA tem vida própria que ela mesma conquistou sem a mínima ajuda desse pai tão visado por esses odientos mulambos que esquecem de cuidar das suas sombras.

    Tem personalidade firme e forte, é dedicada nos afazeres e obstinadamente consegue atingir sem percalços todas as metas do que se dispõe a fazer.

    Ela é um sucesso!

    E se eu fosse um pai-coruja, não hesitaria em dizer que PETRA é realmente um geniozinho...

    Faço esse esticado preâmbulo apenas para situar que na minha vida - e nem na dos meus filhos - inexistem esconderijos.

    Portanto, como nada fazemos às escondidas, a palavra MEDO também há muito tempo foi deletada dos nossos dicionários.

    E é por não ter MEDO mesmo que estou tomando providencias policiais e judiciais contra desocupada gente que se valeu do Instagran e de outras redes sociais neste final de semana para caluniar, difamar e ameaçar a integridade física da nossa filha pelo fato dela ter um cargo comissionado na Prefeitura Municipal de Campina Grande, como se isso crime fosse.

    Cargo em comissão, aqui e alhures, tem ato publicado em Diário (no caso de Campina, Semanário) Oficial.

    Com a portaria de Petra não foi diferente e a necessária publicidade - exigência legal - foi cumprida sem arrodeios e no tempo certo.

    Hoje, na condição de conceituada e acreditada blogueira, PETRA já tem mais de 10 mil seguidores, número invejável de acesos que seguramente dá de cambão em vários blogs e portais de todo o Estado, algo realmente merecedor de parabéns.

    E isso não se conquista à toa; se faz com trabalho árduo e dedicação, coisas que em PETRA  viraram marca.

    A mim e nem a ela cabe dar satisfação individual a quem quer que seja do que ganha ou do que faz, até porque os atos da prefeitura são obrigatoriamente inseridos em portal de transparência do Poder Público municipal e estão abertos à disposição pública no Sagres do Tribunal de Contas do Estado.

    Comissionados no Executivo (PMCG, Governo do Estado ou Governo Federal), no Poder Judiciário, nas Cortes de Contas e no Poder Legislativo, são cargos de confiança das autoridades respectivas, a quem cabe assinalar a frequência laboral e determinar local de trabalho, periodicidade de jornada laboral e respectivas tarefas.

    Lamento entender que os caluniadores e difamadores de PETRA não gozam da confiança do nosso alcaide e nem de nenhuma outra autoridade dos poderes acima citados, daí o estrebucho criminosamente desinformado e sem nexo.

    Petra vai continuar fazendo o seu trabalho de assessoria em mídias sociais para quem a contratou e eu, seu pai, vou tomar conta das petições à Justiça onde enquadrarei um a um os que estão a ameaçar a sua vida e àqueles e àquelas que lhe prometem surra em via pública.

    A internet, para quem não sabe, tem um marco regulatório e os crimes são punidos exemplarmente. Retratação no mesmo espaço é um remédio para os incautos antes que a mão da Justiça os alcance.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Maria Rgis

    10/06/2019

    Há exatos 42 anos e meio, eu um coitado “paraíba” tentando a vida na selva de pedra brasileira, dela recebi solidariedade, carinho e conforto - tudo o que de mais precisei naquele instante de dor em que por muito pouco não vi o meu primogênito Bruno cerrar os olhos para a vida depois de sofrer um acidente doméstico em Guarulhos, onde morávamos.

    Viver em São Paulo nunca foi moleza, especialmente para nordestino metido a desbravador como eu, e ainda por cima liso, porém orgulhoso. Orgulho, aliás, que me deu coragem para enfrentar de cabeça erguida todas as adversidades e preconceitos que de modo brutal me empurravam para o caminho de volta.

    Obstinado, dizia sempre a mim mesmo: “só volto pro meu Cariri no último pau de arara...”, e assim foi. Me pautei para vencer; provar que era bom no meu mister de jornalista e que somente meu currículo seria chave para conquista de emprego e prosperidade.

    São Paulo foi minha maior universidade. Calejou-me para a vida e para os problemas que ainda hoje - em dúzias - aparecem. Lá eu venci, mas não fossem a minha irmã Iza com sua abençoada mão acolhedora dando-me abrigo até que portas começassem a se abrir, e Maria Régis, a irmã “paulista” de minha cunhada Hosana que no meio da dor me encaminhou ternura e bálsamos, com certeza a travessia teria sido um terror.

    Hoje, morando na sua Paraíba ao lado dos manos Hosana, Ana, Agustinho (Titi), Joaquim (Sinhorzinho) e Jair, a amiga querida sobe aos Céus, aliviando-se do dilacerante peso do maldito câncer que, em nossa família e entorno, já levou muitos dos nossos entes amados.

    De Maria Régis guardo somente bons momentos, boas risadas, ótimos encontros, felizes bate-papos. E tenho a certeza de que ela, agora nos umbrais da Eternidade, mais ainda despejará sobre nós as maravilhosas fagulhas do se amor infinito.

    Nos encontraremos, Maria!!!

  • FOIADA EM VEN

    31/05/2019

    Em artigo que publicou no seu portal ‘ResumoPB’, já reproduzido no site de Gutenberg Cardoso (PolêmicaPB), o radialista Milton Figueiredo especula sobre uma possível nova aliança entre Ricardo Coutinho e Romero Rodrigues com vistas a pleitos futuros, alijando do panorama político ao mesmo tempo Cássio Cunha Lima e Veneziano Vital do Rego.

    Embora um tanto vesga, a análise de Miltinho não é de todo desprezível e merece uma desconfiável espiada, considerando sobretudo o seu indisfarçável poder de ‘porta-voz’ do prefeito de Campina Grande, o que leva a se depreende seja o texto uma encomenda de ocasião.

    “Será que a estrutura de governo e alguns deputados acham que Ricardo Coutinho estaria morto politicamente?”, indaga o radialista partindo para uma outra pergunta: “E se Ricardo Coutinho se unir a Romero Rodrigues, as duas maiores aprovações eleitorais e de gestão da Paraíba, de que tamanho ficaria João Azevedo?”.

    Miltinho concluiu com uma assertiva e uma foiçada

    A assertiva é de que Romero agora tem legenda própria e não dependeria de Cássio mais para nada.

    Já a foiçada alcança o incerto futuro do senador Veneziano ao lado de Ricardo: “Ricardo deu o senado de presente e está levando somente “CANTO DE CARROCERIA”!, diz Milton argumentando que até agora não se viu o ex-prefeito de Campina Grande defender o ex-governador em absolutamente nada.

    INVASÃO NO PARQUE

    Além de completamente ilegal, a invasão que a prefeitura de Campina Grande autorizou fosse feita no Parque Evaldo Cruz (Açude Novo) nesse período de São João é vergonhosa.

    Além das dezenas de barracas montadas em redor do local avançando pelas calçadas e destruindo os jardins, o mais deplorável é a montagem de um parque de diversões sobre parte do espelho d’água no centro – aquele que na gestão anterior enchia os olhos de nativos e visitantes com o espetáculo das águas dançando ao som de músicas clássicas e iluminadas com jatos de luzes coloridas.

    Tenho prá mim que Romero não sabe disso.

    O BODÓDROMO

    Outra profunda ilegalidade está acontecendo - e é óbvio, com autorização da PMCG - no restaurante Bodódromo, em José Pinheiro.

    Parecendo dono também da rua, o dono do estabelecimento invadiu calçada e estrada, cercou tudo com varas, decorou o espaço com bandeirolas juninas, botou mesas e cadeiras e quem se arriscar a curtir o ilegal recinto pode sofrer sério acidente acaso algum desavisado motorista sobre na curva que principia a artéria.

    Também acho que Romero tá por fora disso!

    Mas, como é para esculhambar mesmo, acho melhor Félix Neto e a STTP fecharem a rua de uma vez por todas e privilegiar ainda mais o dono do Bodódromo.

    Quem sabe, não sejam presenteados com uma buchada das boas!

    DIRETOR DO TREZE


    Presidente do Clube Campestre, onde vem fazendo uma gestão modelar, o irrequieto Alex Marcolino agora aumentou as suas responsabilidades para com a Rainha da Borborema e passa a ser diretor de futebol amador do Galo da Borborema.

    Sua missão: dar dignidade ao trabalho de base formando atletas que realmente de lá saiam para engrandecer não somente o time, mas o futebol profissional do Brasil.

  • FALSIDADE E MENTIRA NO PDIUM

    13/05/2019

    A nova metodologia implantada pela Secretaria de Comunicação Institucional do Governo (SECOM) por recomendação do Tribunal de Contas do Estado, para a contratação de espaços em blogs e portais a partir de determinados números de páginas visitadas, acaba por instituir no mercado de comunicação um novo e atraente - porém escabroso - negócio: a compra de pacote de impulsos.

    Como os banners institucionais só estão sendo disponibilizados para quem provar que tem boa “circulação”, veículos novos e mesmo aqueles mais antigos e sem nenhuma expressão jornalística, criados tão somente para se beneficiarem de dinheiro público, enveredaram pelo desonesto caminho de burlar a realidade, sem o que seriam excluídos do processo.

    Isso aconteceu na última campanha eleitoral e o resultado está aí: a eleição de um desajustado como Presidente da República, “vendido” nas redes sociais como um mito que viria salvar a Nação e dar prosperidade coletiva.

    Hoje, na Paraíba, a inexpressividade que campeia na internet a partir do exagerado número de blogs e portais descompromissados com a lida jornalística, passou a ter privilégios.

    Ou seja, a falsidade e a mentira subiram ao podium.

    Voltarei ao tema!

    NOTAS

    KALIULKA - Há 23 anos na Campina FM, onde chegou quando a família fazia sua festa de debutante, Kaliulka Vólia foi mandada embora semana passada. Contenção de despesas é um dos motivos, mas o outro é que ela já expressava mais amores pela TV Borborema, onde brilha na tela como expressão de primeira grandeza, e isso minha prima Marilena Motta estava engolindo seco.

    MANSO - Quem começou a semana recebendo má notícia foi o impecável e brilhante jornalista Josusmá Barbosa, a quem todos os confrades carinhosamente chamamos de “Manso”. Logo cedo, ao chegar para o trabalho, ganhou sua carta de demissão. E, ao que me informaram, ele apenas encabeça uma lista com mais de 10 nomes no Sistema Paraíba e que inclui, além de empregados do Jornal da Paraíba, alguns da CBN e outros da TV Paraíba.

    CORREIO - Operando no vermelho há meses, também quem deve demitir vários empregados nos próximos dias é o Sistema Correio de Comunicação. A faxina geral vai pegar o jornal, a TV e todas as rádios da rede no Estado. Aqui em Campina as mudanças seriam iniciadas pela equipe do jornal do fim de tarde, cujo Ibope (e o faturamento) vem descendo assustadoramente a ladeira desde a saída de Milton Figueiredo.

    SECOM - Quem deve ter portaria em breve publicada no Diário Oficial do Estado é o jornalista Apolinário Pimentel. Por indicação política, e assim atropelando resistências internas da cúpula do órgão, “Poli” salvo alguma deliberação de última hora, será mesmo nomeado assessor da Secretaria de Comunicação do Governo em Campina Grande.

    CARDOSO - Depois de ‘amargar o pão que o diabo amassou” no grupo político que apoia e defende (dos Rego), o jornalista Josué Cardoso finalmente ganhou um cargo público e agora passa a ser comissionado do Senado, lotado no gabinete de Veneziano Vital do Rego, que lhe deu o menor salário do gabinete, um AP 01, algo em torno de R$ 2.800,00 incluindo o Vale Refeição de pouco mais de R$ 900,00 e ainda assim pelo menos menor em R$ 16.000,00 do SF 01 dado ao jornalista Carlos Magno, que leva prá casa todo mês incluindo o Vale Refeição um contracheque de R$ 18.964,84.

  • OLHOS QUE DERRUBAM...

    04/04/2019

    O fechamento de uma casa comercial - ou industrial - não é mais fato relevante nesse Brasil de tantas idas e vindas.

    “Fecham dez, abrem-se 20”, dizem apressados otimistas.

    E por aí vai!

    Óbvio que dói, porque a economia se abala e principalmente os pais de família que ficam sem emprego sofrendo ainda mais.

    Essa roda muito viva teima em machucar Campina Grande e ontem a mídia noticiou o fechamento de dois especiais estabelecimentos da nossa gastronomia: os restaurantes ‘Do Baixinho’ e o ‘Villa Antiga’.

    Alguém haverá de lembrar que, por coincidência, três dias antes o Grupo Heron Marinho inaugurou um finíssimo restaurante no seu complexo arquitetônico erguido na entrada da cidade de quem vem da Capital.

    Uma compensação, vá lá que seja...

    Campina Grande, particularmente, ao longo da sua dura história sofreu muitos reveses por conta exatamente de fechamentos.

    Daqui levaram um Batalhão do Exército e, em troca, lá na Palmeira botaram uma simples companhia.

    Levaram a SANESA, sob justificativa de fortalecer a CAGEPA.

    A TELINGRA, a título de engordar a Telpa...

    Até uma secretaria de Estado aqui sediada e a CDRM (Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais) o último Governo arrastou para a beira do Atlântico.

    A iniciativa privada também caprichou na debandada.

    O Café São Braz foi para Cabedelo.

    O Jornal da Paraíba foi para João Pessoa.

    O Diário da Borborema, antes de ser definitivamente sepultado, deu fim às suas máquinas e passou a ser impresso em oficinas de O Norte, em João Pessoa.

    A Wallig Nordeste, pr’as cucuias!

    E não nos esqueçamos que Cássio Cunha Lima vendeu a CELB!

    São fartos os exemplos da debandada e aqui eu precisaria de mais uns dez parágrafos para listar empresas e instituições que deixaram de dar emprego e renda à Rainha da Borborema.

    Deixemos para os historiadores!

    Hoje quero focar no fechamento do Restaurante do Baixinho, que não somente eu lamentei, mas igualmente muita gente amiga do humilde careca empreendedor.

    Conheço o careca - ou Baixinho - desde quando ele era garçon do Miúra de Valmir, outra casa de pasto bem frequentada que foi engolida pela crise.

    Mas meu lamento não se restringe aos empregos perdidos, aos pais de família desempregados que sequer hoje tem a certeza de receberem as suas indenizações.

    Lamento pela dor que sei estar urrando dentro d’alma de Carlinhos (o Baixinho trabalhador).  

    Ele deixou de ser garçon, com fé botou seu próprio negócio e foi à luta ao lado de Gorete, sua amada esposa e incansável mão direita.

    Inveja e outros que tais derrubaram-lhe a primeira investida, no Açude Velho.

    Mas ele tocou o barco e abriu nova casa no bairro do São José, onde a sua fiel freguesia também migrou.

    O olho grande sobre o investimento cresceu e ele ruiu de novo, mas fixou-se logo em outro endereço bem próximo no mesmo bairro, vindo a ser derrubado outra vez.

    Ainda assim levantou o topete (que não tinha) e se instalou ao lado da AABB inovando com um cardápio diferenciado que logo fez lotar diariamente o estabelecimento.

    Era, na época, sem dúvidas a melhor comida regional de Campina Grande e outra vez o olho grande de falsos amigos o levou à falência.

    Foi quando a garra da mulher sertaneja falou alto e o Baixinho, ainda meio tonto, aceitou o argumento da amada para trabalhar no meio da rua em um trailler no Açude Novo, comprado em sociedade com um garçon amigo e onde passou a oferecer à noite campinense o espetacular Filé à Parmegiana – divisor de águas na sua bonita história laboral.

    Lá, enfrentando a madrugada fria e a bandidagem noturna, Carlinhos e Gorete se levantaram.

    Sem apoio de banco, instituição pública, de ninguém; só com a força do trabalho e a fé em Deus.

    Veio a casa do Paulistano e o adeus ao trailer; e surgiu o belo ‘Restaurante do Baixinho’, top na cidade e que agora desmoronou certamente abatido pela crise nacional mas também com ajuda daqueles mesmos olhos grandes de muitos que os arrodeavam.

    Gorete e Carlinhos são empreendedores natos.

    Botaram os filhos dentro do negócio, à medida em que cresciam, e fizeram mais: ajudaram a todos os parentes que corriam para Campina Grande fugidos da miséria da seca em Diamante, Boa Ventura e Itaporanga, de onde vieram pioneiramente.

    Vi gente chorar pelo fechamento do restaurante, mas também vi neguinho sorrir...

    Só sei de uma coisa: o Baixinho não é de cair e ficar no chão.

    Força, queridos Carlinhos e Gorete! 

  • O coice do filho do poeta

    18/03/2019

    Que Ronaldinho Cunha Lima sempre foi um insano, isso não é novidade nem pr’os pombinhos de Pinta Cega na Praça da Bandeira...

    Que continua sem nenhum tiquinho de caráter, essa é outra constatação que até os maloqueiros do Beco do Califon conhecem há tempos...

    Que dá coice de modo desaprumado e por vezes põe-se a rinchar - imaginando sorrir - das próprias mazelas, este é outro elemento muito vivo no seu cada vez mais repreensível comportamento.

    Que é um homem inteligente, isso também é verdade.

    Afinal, do pai-poeta conseguiu conservar pequenos tiques de bom humor, que os distribui agora de modo muito raro e ainda assim somente quando poções não recomendáveis lhe atiçam eventuais instantes de alegria.

    Ontem, por exemplo, Ronaldinho passou de todos os limites que recomendam o bom senso e a civilidade humana, ao tentar desmoralizar o jornalista Tião Lucena com a gravação de um áudio onde se destrambelha e prova a falta que faz hoje, em Campina Grande, o hospital João Ribeiro.

    Ouvir o destempero do ex Vice-Prefeito (sic!!!) da Rainha da Borborema traz-nos a constatação de que Romero Rodrigues prestou realmente sábio serviço ao Município quando o desalojou do Palácio do Bispo.

    Campina não merecia, de modo algum, tê-lo autoridade por mais nem um instante!

    Embora advogado, por isso mesmo suposto conhecedor das leis e de como deve um Homem se portar em sociedade, o irmão mais velho de Cássio está tão chulo no linguajar que é recomendável se desconfiar de como conseguiu diplomar-se em curso superior.

    Quem se arrisca a ouvir esses vômitos de Ronaldinho o mínimo que pode dizer é que ele continua um irresponsável moleque – na mais perversa acepção do termo; anos-luz de distância da candura que, no seu saudoso pai, só veio a ser tisnada em um maldito dia – lá no Gulliver.

    Mas o que mais encharca a inteligência paraibana com essa idiotice de Ronaldinho é o fato de que ele solta seu “pum” na véspera do dia em que o calendário marca o nascimento do bem lembrado genitor.

    Menos mal, talvez, porque assim aqueles que circunstancialmente poderiam continuar a vê-lo como “raça” boa do aniversariante, ganharam irredutíveis motivos de sobra para atestar a sua péssima índole.


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