Colunista Marcos Marinho

  • MULHERES (paraibanas...)

    10/04/2018

    Maysa, Ana, Micheline, Eva, Fátima (Bezerra)...

    É assim, não necessariamente nessa ordem, que se pescam nomes para chapas eleitorais e sinecuras outras na fétida política partidária paraibana.

    E não é de hoje!

    Lúcia, Chica, Lígia, Virgínia, Fátima (Paulino), Cacilda, Ivonete, Maria (Barbosa), Gisélia...

    Mulheres de políticos na vanguarda - também irmãs, titias, vovós, cunhadas, filhas, primas, sobrinhas... - e em sua maioria sem currículo convincente a mostrar ganhando cargos em secretarias de Estado e de prefeituras, em câmaras municipais, diretorias de órgãos federais, na Assembleia Legislativa, em gabinetes de desembargadores, na Câmara Federal, em suplência do Senado...

    Sem falar no prestígio dado às amantes, algumas que eu conheço dispondo de melhores cargos e posições do que os ofertados às titulares.

    Uma, aqui mesmo em Campina, por pouco não alcançou medalha de ouro.

    Agora mesmo, e de novo, a briga política já não se limita à zoeira das oposições na difícil procura por um nome majoritário que venha figurar na cabeça de chapa para concorrer ao Governo. A inquietação adicional - de um lado e de outro - volta-se em torno da busca de uma saia caseira que venha posar de vice como solução perfeitamente acabada para os imbróglios da temporada.

    É o caso de se perguntar: e nessa Paraíba de tantas talentosas e valorosas “muié macho sim sinhô” só vale para ser vice governadora quem for da família de detentor de mandato?

    Cadê vocês, madames?

    ESCORREGADA

    Ainda patinando na condução do horário que lhe deram na CBN Campina Grande, onde com sua conhecida humildade busca dar o melhor, embora a invasão de ‘talentos’ da Capital a iniba e a deixe refém da pauta que vem de lá, Valéria Assunção continua cometendo gafes, algumas imperdoáveis para quem como ela já tem boa rodagem no meio e deveria pelo menos conhecer a fundo os personagens do nosso dia-a-dia.

    Hoje, por exemplo, ao acionar a surrada fórmula de dar a ‘dica’ para o comentarista de plantão entrar no tema pautado Valéria trocou Hervásio (Líder do Governo na Assembleia) por Gervásio (presidente da AL), em lamentável mico.

    “E aí, Suetoni, Gervásio fica, né?”, provocou Assunção em deixa para o comentarista político pessoense falar sobre a volta do deputado Hervásio Bezerra (que é suplente) para o posto em face de licença requerida pelo deputado Adriano Galdino.

    Me disseram que no studio da CBN João Pessoa, d’onde saem as ordens para a turma da Rainha da Borborema, da ancora Patrícia Rocha ao próprio Suetoni foi difícil segurar o riso.

    ERALDO CÉSAR

    Para quem apelidava Eraldo Cesar múmia da radiofonia campinense, o veterano animador do longinguo e saudoso Clube do Papai Noel da extinta rádio Borborema está mais vivo e fogoso que muito engomadinho parido em curso de comunicação que só sabe cuspir nos microfones.

    Por obra e maravilhosa graça da CBN local, que o ressuscitou para o meio, Eraldo César dá show na emissora às manhãs das terças feiras com sua coluna CALÇADÃO, que eu recomendo ouvir por ser de fato imperdível.

    História, humor inteligente e a irrepreensível sagacidade do magistral profissional dão ao espaço um padrão realmente global.

    Parabéns triplos – à direção da rádio e ao meu dileto amigo, em dose dobrada.

  • UM VIOLINISTA NO TELHADO

    20/03/2018

    Amparo-me em Emilio Franco Jr., na crítica a “Um violonista no telhado”, para acertar-me de que vale mais um sorriso doído do que uma lágrima indesejada.

    E aconselho aos amantes – ou não – do cinema a assistirem esse primor de fita que a TV Cultura reprisou na madrugada da última sexta feira e a mim serviu para suavizar os rasgos dilacerantes do operado ombro esquerdo que me fez insone, mas feliz por ver o filme até final, coisa rara no meu caso.

    Resultado de imagem para FILME UM VIOLINISTA NO TELHADO

    A fita é impecável do início ao fim. Brilhante, alegre e comovente. Uma lição de amor ao próximo e de aceitação das diferenças.

    É raro uma obra cinematográfica conseguir juntar sentimentos conflituosos com competência incontestável, abordar temas tristes sem jamais parecer tomar partido real e, acima de tudo, mostrar alegria e tristeza, beleza e pobreza mescladas, sem nunca perder de vista a essência de que vale mais um sorriso doído, do que uma lágrima indesejada.

    Resultado de imagem para FILME UM VIOLINISTA NO TELHADO

    Um filme que enxerga a beleza no nada, vê a esperança na decadência humana, mostra personagens com valores rígidos, mas que aprendem a revê-los, a contestar a tradição em nome da felicidade, a buscar a essência dos seres humanos e descobrir pessoas capazes de completar umas às outras em meio a um mundo constantemente colocado em conflitos, sejam armados, de ideias, ou de espírito, em prol de um bem maior: a harmonia dos iguais. Com uma simplicidade ímpar, com o toque perfeito de humor e com uma vibração contagiante, Um Violinista no Telhado passa mensagens sérias, contundentes, sem nunca perder a beleza de sua narrativa e de suas falas. A conclusão chega cedo: uma obra-prima.

    Os minutos iniciais já são impecáveis. A apresentação temática e da humilde comunidade judaica, com suas tradições e costumes, é construída de maneira brilhante. São 10 minutos em que o roteiro nos familiariza com os personagens que conheceremos, mostra o humor único de um pai de família humilde, expõe características culturais do povo retratado e contextualiza historicamente o espectador. Minutos incontestáveis. A primeira mensagem universal trazida pelo longa é a dos valores. Não só no que diz respeito à tradição cultural e da época, mas sim aos valores dos seres humanos, das pessoas que em meio a tanta pobreza conseguem transbordar felicidade. E são executadas, já na hora inicial deste filme de 180 minutos de duração, as belíssimas e inesquecíveis canções “Matchmaker”, na qual as três filhas mais velhas de Tevye (Topol) sonham com os homens de suas vidas, e “If I Were A Rich Man”, quando o próprio chefe da família devaneia em pensamentos de como seria sua vida caso fosse mais afortunado.

    Resultado de imagem para FILME UM VIOLINISTA NO TELHADO

    Aos poucos, toda a tradição familiar e da cultura judaica começam a sofrer pequenos ajustes com a chegada de novas formas de pensamentos e de novas pessoas ao vilarejo. O conservadorismo dos tradicionais é aos poucos revista pelas ideias dos direitos femininos, inclusive da educação das mulheres e da livre iniciativa para escolha do marido. Justamente, os confrontos entre Tevye e as opções de suas filhas geram alguns dos momentos mais sutilmente engraçados de Um Violinista no Telhado. E seguindo textualmente um pouco da ordem cronológica do filme, quando Tevye sela o casamento de sua primogênita, o diretor Norman Jewison brinda o público com a belíssima coreografia da cena do bar.

    Mas, nem tudo pode ser comemoração na vida de alguém tão humilde como Tevye. E os momentos felizes são logo interrompidos por notícias ou acontecimentos tristes. Ao mesmo tempo, são esses fatos que levam o homem a fazer seus desabafos particulares com Deus, momentos também abordados com um incrível senso de humor. “Eu sei que somos o povo escolhido, mas de vez em quando você não poderia escolher algum outro?”, murmura Tevye com os céus. E quando tudo parece estar perdido, seus olhos procuram o azul celeste da mesma maneira como sempre, porém sua boca não é capaz de pronunciar palavra alguma. Em uma cena em que todas as falas seriam desnecessárias, bastou o olhar de um homem decepcionado com suas próprias crenças para que tudo fosse dito.

    Resultado de imagem para FILME UM VIOLINISTA NO TELHADO

    E, aos poucos, Um Violinista no Telhado segue o curso natural da história de seu tempo: a Segunda Guerra Mundial e seus desdobramentos em solo russo. Porém, a ótica de Jewison sobre o tema diferencia seu filme de muitos outros sobre o sofrimento do povo judeu. Não é explorar os terríveis fatos que interessa ao diretor e ao roteirista Joseph Stein, que adaptou a trama do livro escrito por Sholom Aleichem, mas, sim, mostrar o cotidiano alegre de uma comunidade judaica que não tinha motivo para ver mais desgraça na vida. O filme é cuidadoso quanto a isso, e reserva-se ao direito de mostrar apenas o necessário para o perfeito entendimento dos fatos. O foco principal é o cotidiano da família comandada por Tevye, pois é ela que trará, de diversas formas, a mensagem de amor e aceitação contida no texto original.

    Topol presenteia a todos como uma atuação brilhante, convincente. É extremamente fácil e rápido para que o espectador se apaixone e se identifique com ele, por mais que o personagem não tenha nada a ver com que o assiste. Impossível não compartilhar de suas dores, angústias, dúvidas e de sua bondade. Um Violinista no Telhado recebeu merecidas oito indicações ao Oscar de 1972 (ano de Operação França e Laranja Mecânica). Saiu vitorioso em algumas categorias técnicas como fotografia e trilha sonora. Indubitavelmente, uma obra reconhecida à sua época, mas que o tempo tratou de consagrar.

  • MEU MANGUITO ROTADOR

    14/03/2018

    Descobri agora aos 65 anos - espero festejar domingo, 18 - que sou dono de um MANGUITO ROTADOR, parte do corpo sem a qual fica difícil abraçar amigos ou esmurrar inimigos.

    Resultado de imagem para ruptura manguito

    Até dias atrás ele funcionava normalmente e, por isso, nem me dei conta da sua extraordinária e fundamental existência. E posso garantir: não dá para viver sem o manguito; ou com ele enferrujado, avariado...

    Como estou sofrendo dores insuportáveis depois que meu ANÔNIMO CRIMINOSO motivou a que eu machucasse impiedosamente esse pedacinho de corpo que vivia a salvo da minha esquelética curiosidade, amanhã no Antonio Targino o velho órgão ficará à disposição do bisturi e furadeira do Dr. Aristóteles Queiroz Neto, jovem especialista em cirurgia de ombro que por graça divina encontrei na Clínica de Ortopedia Campinense (CTO), lá no São José onde o amigo Luciano Guedes principiou os cuidados.

    Aristóteles me alivia sobre o procedimento: Não mais do que 40 minutos, dois buracos vazados por uma furadeira elétrica e a costura do “elástico” (tendão) rompido durante a queda que acabou por manter-me vivo, por centímetros, a salvo da ira do quase ASSASSINO aos pés do Shopping Luiza Motta. 

    Depois da alta hospitalar, 40 dias com o braço imobilizado e na sequência 90 dias de fisioterapia para que tudo venha ficar nos trinques e o braço esquerdo volte a fazer todos os movimentos de outrora, reabilitando-me a dar e receber abraços, esmurrar malfeitores... E o melhor: responder e dar adeuses.

    É a vida...

    Mas, nunca é demais o aviso: o braço direito tá de pé, firme e forte, e com ele dedilharei artigos para este espaço continuar alegrando ou - será o caso do meu ANÔNIMO CRIMINOSO ou de quem o pagou para a inacabada empreitada - incomodando.

    E viva meu MANGUITO ROTADOR!

  • CBN CAMPINA: GATO POR LEBRE

    07/03/2018

    De expectativa a frustração, assim pode ser definida a chegada na Rainha da Borborema do sinal da CBN - a rádio que toca notícia.

    Resultado de imagem para VALERIA ASSUNÇÃO CBN

    Lamentavelmente, não ganhamos a “CBN Campina Grande”, mas a sucursal em Campina Grande da “CBN João Pessoa”.

    Em palavras mais certas: nos deram gato por lebre!

    Até para se chegar à nova emissora via internet temos que acessar a página da CBN da Capital e, nela, clicar no link que remete para mais esse ‘trocinho’ que o Grupo São Braz ganhou e imagina estar administrando com sucesso.

    Do que seria a grade local implantou-se um arremedo, salvando-se o jovem dos esportes, Silas Batista, grata revelação que tem sido obrigado a engolir a “rede” e empurrar o solene Bruno Filho de goela abaixo no irreverente e descontraído desportista campinense.

    Um lástima!

    Para ‘preencher’ o período matinal das 09 hs. às 12 hs. a escolha de Valéria Assunção não poderia ter sido pior.

    Não por ela em si, enquanto vivida mulher de mídia que dá show na telinha da TV, mas pelo tudo que lhe falta para ser talk-show também no rádio.

    Valéria é bonita e enche os olhos do telespectador; e dela pode-se dizer que está de fato inserida no melhor do que se entende como “padrão Globo de qualidade’. Na TV, sem dúvidas, é nota 10. Mas, no rádio, ainda tem uma estrada longa a percorrer...

    E quando a enturmada turma (vale a redundância) de João Pessoa toma conta do espaço dado a Valéria, o insuportável chiado carioquês com nariz empinado de Patrícia Rocha vira insulto à capacidade laboral dos jornalistas daqui.

    E Campina, assim complacentemente, vê-se obrigada a ouvir os comentários políticos sempre óbvios de Suetoni Souto Maior, a ‘diversidade de Rubão’ (Rubens Nóbrega) no foco de continuamente desconstruir o trabalho de Ricardo Coutinho, e outros da turma que nem merecem citação.

    Fiquei surpreso com isso, mas era mesmo de esperar.

    A caduquice de Zé Carlos deu gás novo e liberdade aos seus meninos - Eduardo e Cacá - e os dois certamente abobalhados que ficaram quando puderam trocar o bafo podre das águas do Açude Velho pela desgalvanizada maresia do Oceano Atlântico, não estão nem aí para o que de melhor possa ser feito para esta Campina Grande que lhes deu régua e compasso, além de dólares; muitos dólares, aliás!

    Dessa dupla, e à época a contragosto do pai, perdemos para sempre o Jornal da Paraíba, que levado a João Pessoa para crescer diminuiu e fechou suas portas definitivamente.

    Considero chegada a hora de Campina, por suas vozes institucionais, chamar os dois ao feito, em nome do que Campina lhes deu e em nome do que Campina Grande deles tem por obrigação de receber.

    COISA DE GÊNIO (?)

    Edson Pereira, ou “Pedreira” como assim lhe chamam nos estúdios da 101.1 FM, anda tão empolgado com sua voz em Frequência Modulada que hoje avantajou-se mais ainda ao sugerir, para espanto do companheiro Morib, que a engenharia do Estado e das prefeituras de Campina Grande e de Queimadas arquitetem um projeto para a construção de uma nova estrada dando acesso a Queimadas.

    Justificou que a BR engarrafa rotineiramente e duplica-la seria muito mais oneroso e complicado.
    E eu fiquei a imaginar: vai rasgar por onde esse caminho? Em elevado, por sobre o atual?

    Quero detalhamento.

    ATUALIZANDO

    A convite de Gustavo Ribeiro estive sexta feira na 101.1 FM participando do ATUALIZANDO, sensacional fórmula de programa, sob direção de Cléber Oliveira, que tem agradado aos ouvintes da cidade. Lá, o convidado não é entrevistado; conduz o programa.

    Saí crédulo de que a radiofonia campinense ainda tem jeito.

    CLÁUSULA PÉTREA

    Imaginei até ontem ser Kennedy Sales CLÁUSULA PÉTREA no coração da família Rego. À noite, ao me beliscar, compreendi: certas pessoas não tem essa válvula no peito. Só isso.

  • A CARA DE VENÉ E O CAFÉ

    24/02/2018

    A presença do deputado federal Veneziano Vital do Rego ontem no café da manhã que o senador José Maranhão ofereceu a emedebistas em sua casa no Altiplano do Cabo Branco foi mais do que surpreendente; foi cínica!

    O deputado compareceu ao recinto portando um brilho fenomenal na cara, lustrada ela com o famoso óleo de peroba tão em uso por políticos do seu desavergonhado naipe, e de lá saiu chamuscado, desmentido e obrigado a despedir-se mostrando um enorme rabo camuflado entre as pernas.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Há anos Veneziano conspira contra Maranhão na direção da sigla; ele e o irmão que virou ministro vitalício da Corte de Contas federal.

    E há meses avisou que o MDB presidido pelo velho senador estava apodrecido e a ele não mais servia – de jeito nenhum!

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Aliás, sobre o senador, aquele mesmo que lhe deu sigla e estrutura no saudoso PMDB para se eleger prefeito de Campina Grande por duas vezes; o mesmo que botou sua esposa no gabinete do Senado com ótima remuneração para ajudar na sobrevivência doméstica e que mais à frente a ela presenteou uma secretaria de Estado, e mais à frente ainda deu-lhe aval na República para que fosse nomeada superintendente da Funasa na Paraíba, sinecura de orçamento milionário com o qual alicerçou bases para se apresentar disposta agora a ser deputada estadual, o ex-cabeludo dizia cobras e lagartos e o adjetivava de palavras impublicáveis até a véspera de ir queimar a língua no café São Braz do ararunense.

    E isso certamente esquecido de que, convocado à missão de fazer forte o PMDB (hoje MDB) na Serra da Borborema onde ganhou a presidência do diretório, sua nata incompetência fez exatamente o contrário, desvalorizando e destruindo o que restara da também destrambelhada gestão que fora confiada à sua genitora, também aquela ainda assim premiada pelo senador com a primeira suplência no Senado Federal.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    De Veneziano já se sabe que é aquele homem capaz de remanejar, sem rubor, qualquer tipo de discurso. De se desdizer sem apurar grau de vergonha no que diz. De botar luz, por conveniência pessoal, onde jurava só haver malversações e trevas.

    Ou melhor: de não ter palavra!

    Foi este currículo que o levou ao café de Maranhão, de onde saiu mais sem moral do que quando lá entrou. E isso dá para ver por qualquer ângulo, inclusive pelo que as fotos divulgadas do encontro revelam claramente: a imagem de um cão sem dono à procura de um canto de parede para encobrir a lustrada cara e o corpo servilmente debilitado.

    Maranhão pode ser de tudo chamado, menos de mal educado. E por este refinado estilo, mesmo dele tomando necessárias e prudentes distâncias como as fotos bem mostram isso, o senador - raposa velha na política - não somente botou Vené no canto da parede como dele arrancou juras de renovado amor.  

    O resultado do café está nos portais e blogs: todos os comensais, incluindo o deputado cara-de-pau, veem em Zé o novo salvador da Pátria paraibana e com ele irão às urnas para sagrá-lo pela quarta vez governador da Paraíba.

    Outra coisa, antes que eu me esqueça: não me perguntem sobre os R$ 1.500.000,00 que o MDB com a garantia de Maranhão informou que vai botar na mão de Veneziano e de cada um dos candidatos do partido à Câmara Federal este ano.

    E o mais é conversa prá boi dormir, viu João Azevedo?

  • JESSIER QUIRINO E EU

    22/02/2018

    Eu conhecia Jessier Quirino de “ouvir falar”...

    A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé

    Um colega meu na Justiça do Trabalho - Josué - morava em Itabaiana e tocava violão. E um dia me falou sobre um jovem arquiteto, que para ele era um gênio, por lá escondido com suas prosas e um talento que me garantiu serem algo divino.

    Por educação, ouvi os “exageros” de Josué; nem dei a mínima.

    Outro dia, fim de expediente, voltou ele a extasiar-se com os valores de Quirino e até recitou uns dos causos do ídolo. E me prometeu que traria um livro do cara para eu dar uma folheada.

    Josué me contou que Jessier era tudo aquilo que dele falava, mas nem parecia tamanha era a sua humildade e jeitos comuns. “É gente fina, gente da gente”, me garantiu convidando a que em um próximo final de semana eu fosse em Itabaiana para um dedinho de prosa com o “poeta”.

    Que eu não iria me arrepender!

    Nesse tempo eu assinava coluna diária no Correio da Paraíba e, tendo apreciado o livro de Jessier, decidi escrever minhas impressões sobre o pouco que dele li e publiquei notinha no espaço, àquela altura um dos melhores Ibopes do jornal pessoense.

    A coluna acho que saiu em edição do domingo. E já na segunda feira por volta do meio dia a telefonista do Fórum passou a linha para o meu ramal na Segunda Vara avisando que tinha um rapaz “meio avexado” querendo falar comigo e que já ligara três vezes.

    Eu chefiava o Setor de Audiências e passava a manhã inteira tomando depoimentos em audiências de instrução com o juiz e dificilmente tínhamos tempo para atender telefonemas, cujas ligações já eram despachadas a nosso pedido automaticamente pela telefonista.

    Fui almoçar e não retornei as ligações, como costumeiramente fazia assim que as audiências terminavam. Chegando em casa tinha um recado de Leonam Quirino, à época secretário geral da Câmara Municipal, pedindo que eu ligasse urgente para ele, o que o fiz imaginando que era sobre as cópias do Regimento Interno da Casa e da Lei Orgânica do Município, já que eu estrava prestes a assumir o honroso cargo de Vereador da cidade e delas precisava.

    Leonam, que é um gentleman na melhor acepção da palavra, não fez arrodeios: que ele e todos os familiares não tinham palavras para poder a mim expressar agradecimento em relação à nota sobre Jessier, seu irmão amado que somente naquele instante disso eu viria a saber.

    Me falou que o mano desde cedinho tentava falar comigo por telefone e me deu o número de Itabaiana pedindo que assim que pudesse eu matasse “o desejo” do irmão.

    Já era tarde da noite quando disquei para Jessier me identificando como um amigo campinense de Leonam. “Né o jornalista da Correio não?”, perguntou matreiro já sabendo com quem estava falando.

    E lá se foram quase cinquenta minutos de conversa... papo de amigos de infância, eu diria.

    Na outra semana recebi pelos Correios uma caixa vinda de Itabaiana: todos os livretos e livros, com respectivas dedicatórias, que até então Jessier havia editado. Um presente-jóia raríssima que guardo em lugar nobre nos arquivos do meu escritório.

    E no meio do pacote me mandou um acróstico que logo mandei emoldurar e aqui reproduzo para compartilhar com meus fiéis leitores, já se passando quase 18 longos anos.

    XX – XX

    Lembro hoje o notável amigo Jessier quando a CBN de Campina Grande entra no ar e ouso sugerir à direção da rádio que toca notícia que inclua na programação local a participação que Jessier faz às sextas feiras na CBN de João Pessoa, o que será um especial prêmio à cidade que ele tanto ama e onde moram os seus familiares mais próximos.

    Só isso.

    Nenhum texto alternativo automático disponível.

  • APELIDOS...

    15/12/2017

    No Nordeste, em especial, substituir nomes por apelidos é o que não falta. E a Paraíba, por isso mesmo, não foge à regra.

    De governador a gari, de arcebispo a coroinha, do “Zé ninguém” nas Cinco Bocas de Mandacaru ao “medalhão” no bairro do Mirante em Campina Grande, praticamente todo mundo tem um codinome para chamar de seu.

    “Biu do violão”, por exemplo, ninguém nem mais sabe o seu nome próprio...

    E tem - ou tivemos - “Zé Trouxinha”, “Fernando Cuequinha”, “Pinta Cega”, “Capão”, “Chico do Tomate”, “Pibite”, “Zé Lagoa”, “Lampião”, “Zé da Burra”.

    E vai por aí... Qualificativos para todos os gostos, tipos e níveis de pessoas.  

    Na Igreja Católica tivemos em Joao Pessoa “Dom Pelé”, como assim era chamado e conhecido por todos o querido Dom José Maria Pires.

    Aqui na Câmara de Campina Grande temos hoje “Galego do Leite” e “Nelson da Vidrobox”. Mas pelo honrado plenário da Casa já passaram “Pinta Cega”, “Souza da pipoca”, “Burra cega”, “Negão do café”, “Buchada”, “Tia Mila”...

    Alguns apelidos ganharam destaque e passaram a ser até mais importantes que o nome próprio recebido na pia batismal. Ou alguém, por acaso, a não ser os do círculo familiar, sabe informar o nome de alguns desses (des) qualificados?

    Muito difícil!

    É óbvio que alguns dos apelidados não gostam da alcunha e existem casos de brigas, desentendimentos; até crimes. Porque apelidos dados de modo pejorativo incomodam e podem deslustrar o cidadão, acabando em alguns casos com a idoneidade do camarada.

    Mas, no geral, apelidos ganham força e dão valor aos seus donos.

    Eu mesmo nunca vi o meu dileto amigo Antonio Hamilton Fechine Dantas virar a cara quando lhe tratam de “Burra Cega”, nem quando o homem de mídias Ezildo Galdino se chateou alguma vez quando a maioria dos seus conhecidos lhe identifica como “Abençoado”.

    O ilustre pesquisador político e professor nota 10 Zé Lucas é outro que incorporou de bom grado o epíteto e jamais alguém o viu brigar quando na rua lhe chamam por “Zé do Bode”.

    No mundo jornalístico, área riquíssima de apelidados, a coisa fede.

    E fede porque nos últimos dias vários dos profissionais militantes ou não nos microfones ou nas redações de TVs, sites ou jornais, passaram a ganhar apelidos que de uma ou de outa forma os diminuem, sendo caso exemplar do ponto de vista da maldade humana os que foram dados ao fotógrafo Cláudio Goes e ao multimídia Milton Figueiredo - “Homossexual da Terceira Idade” e “Morde Fronha”, respectivamente.

    No caso de Goes o APELIDO, nele botado por outro colega da mesma arte (a fotografia, ressalve-se), o fotógrafo e atual assessor de imprensa da vereadora Ivonete Ludgério, Jorge Barbosa, está mais para DIFAMAÇÃO.

    Eu mesmo, um sessentão, fui brindado pelo colega Tião Lucena, auto apelidado de BONITÃO, como “Maivado”. Logo eu, que continuo me achando um cara prá lá de BOM.

    Mas, fazer o que se não aceitar? Chego em João Pessoa e hoje ninguém mais me chama por Marcos Marinho. Sou MAIVADO, e cest’fini!

    Tentei catalogar todos os apelidos que flutuam no meu pedaço laboral, mas a tarefa é inglória e difícil, daí o apelo aos colegas para que me auxiliem.

    Seguem alguns:

    Marcos Marinho: MAIVADO

    Cláudio Goes: HOMOSSEXUAL DA TERCEIRA IDADE

    Milton Figueiredo: MORDE FRONHA

    Tião Lucena: BONITÃO ou LAMBE OVOS (presente de Cássio Cunha Lima)

    Wellington Farias: FODINHA

    Jesimiel Ferreira: RIPITA

    Morib Macedo: ENGOMADINHO

    William Tejo (falecido): PROFESSOR PÉ DE VALSA

    Albeni Galdino: PADRE

    Severina Nunes de Farias (Sevy Nunes, falecida): IVES

    Oscar Neto: CORONÉ GRILO

    Ezildo Galdino: ABENÇOADO

    Josué Cardoso: CASCÃO

    José Antonio da Costa: ZÉ GOTINHA

    Josusmá Barbosa: MANSO

    Ubiratan Cirne: MASSAGISTA

    Luiz Torres: ÍNDIO

    Almir Gabriel: GERIMUN

    Clóvis de Melo (falecido): CABOETA

    José Carlos Costa: GAROTÃO DO NORDESTE

    Joacir Oliveira (falecido): CABEÇÃO

    Francisco Jozenilton Veloso: SHAOLIN

    Atalmir Araújo Guimarães: MICA

    Aguardo cartas!!!!!!!

  • OUVIDOS AGRADECIDOS

    05/12/2017

    A chegada da 101.1 FM em Campina Grande acabou por nos mostrar que 2017 não foi de todo perdido.

    A emissora entra no ar com cara de coisa grande, atualizada com o avanço propiciado pelas inúmeras ferramentas da internet e suas redes sociais, e aí está o seu primeiro ponto positivo, a ser exaltado.

    Essa interação rádio-internet nos traz o molho perfeito para a massa e coloca a 101.1 FM bem na dianteira em relação às outras emissoras locais, em sua maioria ainda carentes de sentir o conforto e o prazer do ninho virtual.

    O empreendedorismo de Arthur Bolinha, provado a partir do sucesso das suas empresas, é garantia adicional de que não teremos uma rádio efêmera, mas algo sólido e com base suficiente para não desmoronar ao assobio das primeiras tempestades que fatalmente a alcançarão.

    Estive, por convite amigo, na festa da inauguração sexta feira passada e pude dar o meu abraço de apoio e estímulo não somente a Bolinha e sua dileta esposa Mariana, à sua querida mãe Maildes, aos seus colaboradores de linha de frente, mas principalmente ao time que está escalado para levar a 101.1 aos melhores pódios do dia-a-dia.

    E torço de verdade para que a 101.1 FM cresça, dê gás novo à sofrida radiofonia de Campina Grande, seja laboratório eficiente para retirá-la da nefasta mesmice a que se viu obrigada a suportar, e consiga afastar os maus agouros que povoam as nuvens carregadas do mercado, responsáveis pelo vil preço publicitário em face da prostituição que desabou no meio.

    Aposto todas as minhas fichas no projeto.

    E salve salve Morib Macedo, Edson Pereira, Léo Montanha, Gustavo Ribeiro, Bento Souto, Romildo Nascimento, Cleber Oliveira, Cláudio Killa, Milena Sousa, Rouvieri Ferreira, Polion Araújo... Todos, indistintamente!

    Meus ouvidos, penhoradamente, agradecem!

     SEM DEDO DO GOVERNO

    Wellington Farias sobre as especulações em relação à sua saída da Arapuan:

    “Luiz Torres, o governador ou alguém do Governo nada têm a ver com minha saída da Arapuan. Saí porque a empresa não cumpriu com o acordo salarial. Só!”

     QUESTÃO NUMERÁRIA

    A queixa grande de “Fodinha”, que ele mesmo fez questão de informar na hora da saída da Arapuan, se reporta a numerários. No Sistema Correio, juntando contratos na rádio e na TV, entrava na sua botija por mês R$ 7 mil.

     MEU PIRÃO PRIMEIRO

    Para aceitar o “canto da sereia” mostrado por Fabiano Gomes na hora de convencê-lo a trocar a mansitude de Roberto Cavalcanti pela açodada ligeireza de João Mamão no mínimo a oferta veio em dobro, levando cifras para o lugar da ‘menina-dos-olhos’ do velhinho de Areial. Mas aí, na hora de quebrar os ovos Fabiano Gomes exerceu com exemplar maestria a fórmula secular de que onde a farinha é pouca, meu pirão primeiro...

     MILTINHO EM DESPEDIDA

    Empresário amigo in-pectore de Milton Figueiredo - o homem do criticadíssimo Balanço Geral da Correio FM em Campina Grande - que até meses atrás lhe dava boa sustentação financeira me revelou em mesa do restaurante Mororó, sob testemunho do Chef Paulo Guerreiro, que o multimídia lhe confidenciou estar de malas prontas para desembarcar da emissora.

     ÚLTIMO TIRO

    O senador José Maranhão é candidato a governador de verdade, e não abre nem para um trem carregado de dinamite. “É minha última bala”, justificou a um nosso amigo comum que o visitou no último final de semana.

    TUDO QUE TEM

    Maranhão tem enfrentado as posições contrárias com bom humor, principalmente as de dentro de casa. Ao seu dileto sobrinho Mirabeau Maranhão, cardiologista que mora em Campina Grande e foi seu secretário de Interiorização no segundo Governo, “tio Zé” o deixou sem argumentos quando sugeriu que ele fosse cuidar da saúde e dos negócios.

    - “Eu dou tudo o que tenho (e não é pouco!) para não deixar a política”, calou o médico.  

     GUILHOTINA EM VENEZIANO

    É provável que o deputado federal Veneziano Vital do Rego já receba o Papai Noel este mês fora do PMDB. O processo de sua expulsão está bem adiantado e será ponto de honra da direção nacional fazer isso ainda este ano, em que pese a defesa que dele tem feito o senador José Maranhão.

    É tudo que o ex-cabeludo deseja, para sair como vítima da legenda que há anos só trabalha para desmoroná-la.

  • CONSELHO A RADIALISTAS

    24/11/2017

    Radialistas de Campina Grande - e até mesmo ‘cuspidores’ de microfone que representam a maioria hoje nas emissoras - precisam com urgência eliminar das suas entradas os BOM DIA, BOA TARDE ou BOA NOITE que usam desmedidamente.

    Vá lá que o uso aconteça uma vez, mas o danado é que se o “repórter” entrar no programa dez vezes, dez vezes ele dirá BOM DIA, BOA TARDE ou BOA NOITE.

    Somando os segundos dessa prática dá uma ou duas notícias perdidas a cada programa, por mau uso de tempo.

    Estou só ensinando, e ainda dizem que espinafro a categoria.

    VAI DAR NÃO!

    Não tenho intenção de botar gosto ruim na coisa, mas algo me diz com muita segurança que Romero Rodrigues não vai conseguir implementar para 2018 a mudança de local dos festejos principais d’O Maior São João do Mundo.

    Mesmo que tenha garantido isso de viva voz, com maquete virtual exibida e projetos na mão, e em out-doors que espalhou pela cidade. 

    Para gigantesco empreendimento tempo não dá mais, mesmo havendo grana terceirizada a perder de vista de cofres pernambucanos.

    DEGOLA NA STTP ?

    As mexidas na avenida Manoel Tavares, repudiadas por 100% da população campinense, podem resultar em mudanças na direção da STTP, que mandou fazer a coisa sem ouvir segmentos interessados e nem mesmo vereadores.

    Mas, como o filho de Félix gatinho é... Vai sobrar mesmo para a gerente Araci Brasil.

    É só anotar!

    COM A RAPOSA

    O prefeito de Campina repassou a chave do galinheiro para a sua raposa predileta, em se tratando de turismo municipal.

    Descontados alguns senões, o novo Chefe do setor tem competência e prestígio de sobra junto ao trade para fermentar o setor.

    Alvíssaras!

    JUÍZO DEMAIS

    Encantado com o sorriso (há quem diga que seja com o cofre) de Benjamin Maranhão o vereador licenciado Nelson Gomes (ex-Vidrobox) é a deserção mais certa hoje no PSDB de Campina Grande.

    “Tô doido não”, me disse com cara de deputado estadual quando lhe perguntei sobre permanência no alquebrado ninho tucano local.

    GARI NO CONGRESSO

    Martins, o da Glória que já foi da Cachoeira, comprou vassoura nova e com ela pretende varrer a rampa do Congresso Nacional na condição de deputado federal pela Paraíba.

    Disposto a imitar o saudoso Jânio Quadros, um épico usuário do utensílio, o gari só tem um receio – seu partido não lhe dar legenda.

    O que seria lamentável!

    SEM FARINHA

    Se depender da vontade pessoal de João Dantas o espetacular Sítio São João, cria que ele até este ano tomou conta como joia rara e à custa de prejuízos pessoais, não necessariamente os de ordem financeira, em 2018 não assará farinha.

    A expectativa do vibrante vereador é de que alguém da coordenação se sinta entusiasmado a substitui-lo nas tarefas hercúleas que o projeto exige e que a ele faltam agora forças físicas para tocar.

    A torcida geral, entretanto, é que isso seja apenas um ‘amuo‘ de João.

  • Dr. Virgilio, meu “tesoura press”

    24/10/2017

    Minha amizade com Dr. Virgílio Brasileiro envolve mais de 40 anos de história.


    Eu, ainda imberbe no jornalismo, e convocado para uma missão titânica de dirigir editorialmente o Jornal da Paraíba, do qual fui fundador ao lado de William Tejo, Ismael Marinho, Josusmá Viana, José Levino, Marcelo Marcos e outros amigos, ganhei do honrado médico lições de vida inesquecíveis.

    A ele fui apresentado por Tejinho (William Tejo) numa noite de sábado quase domingo onde a dificuldade para fechar a edição era a pior possível: não havia internet nem telex e telefone (celular era ficção científica) ainda sequer conhecia a Embratel... Para falar com alguém em João Pessoa, por exemplo, dependíamos de completar a ligação via telefonista da empresa concessionária do serviço.


    Madrugada de sábado para mim, editor, era terror puro. Do repórter catador de notícias ao operário na oficina derretendo chumbo nas linotipos a necessidade era uma só: tomar a primeira do fim de semana!  E eu que me virasse para ter o jornal impresso e prontinho a tempo de embarcar nos ônibus da Transparaíba para o Sertão e a Capital.

    Dependíamos sempre do último ônibus da Real que vinha de João Pessoa – saia às sete e chegava às nove em Campina. Nele vinha o malote da sucursal, com as matérias da Assembleia e do Governo e as fotografias que religiosamente entravam na primeira página.

    E em uma dessas ingratas noites o ônibus chegou, mas o malote nele não veio. E aí, como fechar a edição?

    Vali-me do médico, que o caso era gravíssimo.

    Tejinho eu já castigara ao máximo, mandando ele INVENTAR notícia política, algo de fato não muito difícil nem ontem e nem hoje. E, tadinho do professor Tejo, nessa noite fumou a mais dois “cubanos” para cumprir a pauta.

    Mas, onde entra Dr. Virgilio nesse imbróglio, ele que sequer era jornalista?

    Salvou-me, sim; e ao jornal!

    Naquele tempo O Globo e o Jornal do Brasil chegavam a Campina no último ônibus da Progresso, final da tarde, vindos do Recife. E Dr. Virgílio era assinante das duas publicações.

    Eu sempre o via com pacotes de jornais debaixo do braço: Diário de Pernambuco e Jornal do Comércio, O Globo, Jornal do Brasil e, eventualmente, O Estado de São Paulo. Não deu outra: chamei Tejo no cantinho da redação e determinei: pegue os jornais de Dr. Virgilio e diga a ele que preciso cortar algumas notícias.

    “Amanhã o senhor lê tudo isso no Jornal da Paraíba”, avisei-lhe arrancando gargalhadas.

    Foi ele, o Dr. Virgilio Brasileiro, o “tesoura-press” daquela ingrata, inesquecível e difícil noite, salva enfim pelo seu gosto de ler os jornais das metrópoles. E finda a tarefa, fomos – eu, ele e Tejo – tomar um vinho com carne assada em Bodocongó na Churrascaria do Gaúcho, ao som de um maravilhoso acordeon dos pampas.

    Daí prá frente, ficamos irmãos; ou pai e filho, talvez.

    E dele recebi não somente afetos de amigo, mas generosidade paterna: meus dois primeiros filhos - Bruno e Camila - tiveram os seus habilidosos cuidados médicos. E com ele aprendi que antibiótico só se prescreve como derradeira opção.

    Dr. Virgilio era ele mesmo: um tiquinho de gente agigantado em humanismo e solidariedade; caridade e devoção; amor ao próximo mais que a si mesmo. Nosso último abraço, ano passado, aconteceu no lançamento do livro em que Eneida Agra homenageou nosso querido Robério Maracajá, no Ches Voux.

    Me aguarda, aí, amigo, chego em breve! 

  • ARROGÂNCIA DO PSB

    25/09/2017

    Após ser reconduzido - encontro realizado neste final de semana - para o cargo de comandante do PSB na Paraíba, o suplente de deputado federal Edvaldo Rosas revelou em entrevista seu desejo de firmar aliança com o PMDB de José Maranhão, com vistas às eleições de 2018.

    O fato demonstra evidente fragilidade dos socialistas – pelo menos no momento – de levar a cabo e com êxito o projeto “solo” da legenda, tendo como “cabeça de chapa” o técnico João Azevedo. Tentando “blefar” como jogador de poquer o presidente do PSB comunica – sem ser indagado – sobre o futuro do seu chefe, governador Ricardo Coutinho: Permanecerá no cargo, e disponibilizará para o PMDB a vice, e uma das vagas para o Senado, destacando o nome de Raimundo Lira.

    A sensibilidade de Edvaldo Rosas - quando o assunto é política – tem o mesmo trato e “delicadeza” de quem conserta relógio de pulso usando luvas de boxe. Desprezou completamente a atual vice Lígia Feliciano, que pode ser candidata à reeleição ou ao Senado.

    Ao enfatizar Lira como um grande nome do PMDB, Rosas subestimou o decano da legenda José Maranhão, que não esconde sua aversão à ousadia oportunista de Lira. Derrotou-o para presidir a CCJ do Senado, elegendo como seu sucessor Edison Lobão, e na tentativa (movimento ensaiado no início deste ano) de levar a legenda para o PSB, arregimentando algumas lideranças com o propósito de causar rebelião na sigla e arrebatarem-na do velho cacique, recebeu um duro recado de Maranhão: “ele não representa o partido, esteve distante por vinte anos”.

    Enquanto Rosas e outros interlocutores do PSB despidos de humildade superestimam a importância, prestígio e popularidade do governador Ricardo Coutinho, o PSDB - outrora grande rival do PMDB – reconhece legítima e pertinente a postulação do senador José Maranhão, mesmo tendo em seus quadros um pré-candidato.

    A habilidade do ex-deputado federal Rui Carneiro na condução do partido que preside (PSDB), colocando sua sigla como um pilar a mais na construção da chapa de oposição, tem sido lã entre vidros. O jantar comemorativo ao aniversário do senador José Maranhão foi prova inconteste de equilíbrio e maturidade dos “tucanos”. Para surpresa dos governistas, até o presente, os laços têm se estreitados de forma suave para que não se transformem em nós não desatáveis.
    O intrigante em todo este processo tem sido o silêncio do PP. Perfila-se no plano nacional com o PSDB, PMDB e PSD, mas na Paraíba tem se posicionado à margem dos eventos. Líder do Governo na Câmara, deputado federal Aguinaldo Ribeiro ainda não foi visto nos encontros dos grupos que se unem para escolher o candidato da oposição, muito menos nas hostes governistas dos “socialistas”. Sua intenção – prognostico que já fizemos – é disputar o Senado da República. Está no aguardo do cavalo. Se passar selado...

  • PODER PENITENCIÁRIO

    23/09/2017

    Em meio à guerra entre as facções criminosas que controlam o “cartão postal” do Brasil (Rio de Janeiro), na hora da ação inicia-se um “jogo de empurra” para saber quem se “voluntariara” para assumir o comando do combate ostensivo na missão de enfrentar, prender; desarmar e restaurar a ordem pública nas 1.232 comunidades divididas “tribalmente” em conflitos nas favelas cariocas.  Secretaria de Segurança do Estado, Força de Segurança Nacional; Forças Armadas há mais de 30 dias de prontidão, aquartelando 10.000 homens. Mas, na hora de iniciar o patrulhamento das ruas (presença mínima do Estado para intimidar a bandidagem) criam-se imbróglios burocráticos.

    O que existe de fato por trás de toda esta delonga?

    No último episódio, em plena luz do dia, traficantes com armas pesadas invadiram a Rocinha e num flagrante televisivo homens armados de fuzis passaram em frente a uma viatura da Polícia Militar, destemidamente. A naturalidade da cena nos faz crer que para a bandidagem aquilo era um poste, ou figura decorativa do ambiente. O sargento da viatura explicou depois que “na prática a coisa é diferente...”. Claro, uma reação e receberiam “chumbo” deixando mais famílias órfãs na Cidade Maravilhosa.

    Ato seguinte à invasão da Rocinha, em nome do PODER PENITENCIÁRIO o traficante NEM, que cumpre pena num presídio federal no Estado de Rondônia, enviou uma “embaixada” ao Governo do Estado e Secretário de Segurança, garantindo que voltando ao Complexo Penitenciário de Bangu reduziria drasticamente a criminalidade no Rio de Janeiro e asseguraria a paz entre as “comunidades” em guerra.

    De fato o único Poder que realmente se impõe no Brasil é o Penitenciário. Tem hierarquia, punições e pena máxima. Controla presídios, cadeias públicas; delegacias; ruas, bairros; com toque de recolher, que faz do trabalhador um condenado em regime de semiaberto: de casa para o trabalho. Controla ainda as rodovias – apesar de serem patrulhadas pela PF – e são por elas que se escoa a produção de drogas, contrabando; roubo de cargas; portos e aeroportos. Um recado de um líder do tráfico tem mais força que um mandato Judicial, sentença ou ordem de prisão. O GAECO foi criado quando assassinaram um promotor mineiro que investigava as ligações do tráfico com cartéis que controlavam preços dos combustíveis. Esperava-se que o crime organizado seria contido, controlado e extinto. Mas, temendo fortes represálias o MP recuou. E passou a perseguir outro tipo de “traficante”, aquele que usa um broche na lapela de seu paletós identificando-se como parlamentar. Tarefa facílima. Com apoio midiático ganha a notoriedade e heroísmo.

    Quando governou São Paulo (31.03.2006 a 01.01.2007) após renuncia de Geraldo Alckmin, Cláudio Lembo enfrentou uma onda de terror que paralisou a capital paulista por três dias. Mais de 10 agentes penitenciários assassinados, vans e 80 ônibus incendiados. A saída foi negociar com o traficante - Supremo Comandante do PCC – Bandido Maccola. No rastro do dinheiro roubado do Banco Central de Fortaleza (160 milhões de reais), as policias em conflito para pegarem os ladrões, e ficarem com boa parte da grana, sequestraram um filho de Maccola e o mantinham refém. A reação de Maccola fez seu filho aparecer e a paz em São Paulo aconteceu quando o deixaram sob vigilância e guarda da PF, no Uruguai.

    Mostrando a força do poder penitenciário, a cada eleição, os “chefes de boca” são promovidos a “cabos eleitorais”. A desgraça ainda é maior quando os votos comprados realmente aparecem.
    Eita Brasil!

  • EXCENTRICIDADES DO CONGRESSO

    21/09/2017

    Quando pensamos que já tínhamos visto tudo de pior da atual legislatura que compõe o Congresso Nacional – verdadeira cruzada contra interesses populares - eis que surge o “Fundão” – Financiamento com dinheiro público – para “bancar” campanhas eleitorais dos partidos e candidatos que concorrerão às eleições de 2018.

    Qual a diferença entre a “democracia” do momento e a vivida no período dos militares? Mudavam as “regras do jogo” a cada eleição, para continuarem governando. Geisel criou o senador biônico, para não ficar em minoria no Senado. Nas eleições de 1982, temendo perder também a maioria na Câmara dos Deputados e Governadores dos Estados, apareceu o “voto vinculado”, onde o eleitor era obrigado a votar de Vereador a Senador da República num único partido.

    O PDS (legenda dos militares) elegeu a maioria dos Governadores, Prefeitos; Deputados Estaduais; Federais e Senadores. Dinheiro? Teve em abundância, com o “Finsocial”, imposto eleitoreiro criado para abastecer os cofres dos municípios, atendendo a um programa de doação de material de construção as populações de baixa renda.

    Traindo a si e ao povão - sem o menor constrangimento – Deputados Federais e Senadores terminam por confessar aquilo que sempre esconderam da população: todos os seus votos foram comprados. Com doações das empresas, pessoas físicas; emendas de bancadas e individuais; empréstimos para pagar via mandato, ocasiões de votações polêmicas... Olhando sob este prisma, nossa democracia é totalmente corrompida. Requer mudanças urgentes, antes que sejamos atingidos por uma ruptura ou crise institucional, já preconizada através do “balão de ensaio” lançado pelo general Mourão, sem nenhuma reação restritiva da sociedade.

    A grandeza de uma Nação é construída por suas elites políticas. O que temos hoje no Congresso Nacional? Senadores que não foram votados (suplentes). Deputados Federais eleitos através de coligações esdrúxulas, onde se compuseram esquerdas radicais, centro e direita, com um único propósito: elegerem-se. O eleitor votou num candidato de direita e elegeu um de esquerda. Uma colcha de retalhos que tenta se “costurar” (sem êxito) nas duas Casas Legislativas, patrocinadora de um Poder deficitário em todos os aspectos. Criador de dificuldades e vendedor de facilidades. Nenhuma lei “justiceira” como Imposto sobre as grandes fortunas, limite de remessa de lucros das multinacionais; Maiores alíquotas sobre atividades lucrativas (Bancos), nenhuma destas leis foram votadas, desde a redemocratização do país (1985).

    A Presidência da República reclama da impossibilidade de governar com um Congresso que abriga mais de 36 partidos políticos. O discurso é absorvido pelo STF e pelos próprios dirigentes das mesas diretoras do Senado e da Câmara dos Deputados. Mas, será que estão sendo sinceros? Óbvio que não. As grandes legendas como PMDB, PSDB; PT; PP; PR; PSB; PDT: PTB... não têm comando sobre seus Deputados e Senadores. Cada parlamentar representa o “eu” como partido. A legenda apenas o abriga. Na hora que fecham questão em bloco sobre qualquer tema de interesse do Poder Executivo, a maioria se debanda e perfila-se ao lado “centrão”. Excrescência aglutinadora de picaretas e vigaristas para cobrarem os olhos da cara por um voto registrado no painel eletrônico das duas Casas. Por que os partidos não os expulsa, vai à Justiça e arranca seus mandatos? Trocamos as “almanjarras”, mas as “bestas” são as mesmas. Nada mudou desde 1978.  Tudo como d”antes, no quartel do Abrantes. 

  • SINAIS DO AMAZONAS

    15/09/2017

    Na maioria dos estados brasileiros - especialmente na região Nordeste - as eleições para o Governo do Estado (2018) estão se aproximando do micro período, que compreende Janeiro/Outubro. Nos bastidores partidários as pré-candidaturas buscam suas viabilizações, ensaiando coligações e buscando apoios das lideranças, eleitas em 2014, numa conjuntura absolutamente inversa a dos dias atuais.

    O que nos causa estranheza é o modo abstrato como a classe política está enxergando o calendário eleitoral, levando em consideração o desgaste da representatividade (Parlamento) e do Poder Executivo, esmagados por denúncias, prisões e cassações de mandatos sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro; formação de quadrilha... Sequer se sabe ainda como serão as regras estabelecidas através de nova legislação, que tem apenas vinte e um dias para ser aprovada em votação de dois turnos na Câmara dos Deputados e Senado da República. Sanção presidencial e publicação no Diário Oficial da União. Haja improviso...

    O prudente seria observar “os sinais” do eleitorado do Amazonas, nas eleições suplementares para o Governo do Estado realizadas em agosto último (2018). Com um eleitorado de 2.337.294 votos, dos quais 60% se concentram na capital Manaus e região metropolitana, no primeiro turno (06.08.2018) foram votados oito candidatos. Abstenção de 567.909 eleitores, 3,44% brancos e 12.33% nulos. Votos válidos – incluindo nulos e brancos – 1.769.385. Amazonino Mendes (PDT) 38.77%; Eduardo Braga (PMDB) 25.36%; José Ricardo Wendling (PT) 12.17%; Jardel (PPL) 0,23%; Luis Castro (Rede) 2,63%; Marcelo Serafim (PSB) 1,27%; Rebeca Garcia (PP) 18,06%; Barreto (PHS) 1,52%. Desembarcaram no segundo turno Amazonino Mendes e Eduardo Braga. O “criador” e a “criatura”. Os partidos de esquerdas incluindo o PT empataram com terceiro lugar do PP, Rebeca Garcia.

    Trágico foi o segundo turno, realizado no dia 28/08/2018 - clímax da crise debatida no Congresso - sobre a continuidade ou não do Presidente Temer. Abstenção (deixaram de ir às urnas) 1.015.043. Votos válidos 1.322.043. Brancos 4,06 e nulos 19.73. Se deduzirmos os percentuais de nulos e brancos que totalizam 23.79% do número de votantes 1.322.251, alcançaremos apenas 1.007.690 eleitores que optaram entre Amazonino Mendes e Eduardo Braga. Amazonino Mendes venceu com 59.21% dos votos válidos, Eduardo Braga ficou com 40.79%. Apenas 594.278 sufrágios consagraram a vitória de Amazonino Mendes, números que correspondem a 25,4% do eleitorado amazonense.

    Este fenômeno pode se repetir ano vindouro em todo o País, atingindo com mais contundência candidatos a deputado estadual e federal, cuja abstenção foi sempre maior que para o Poder Executivo. Se prevalecer o fim das coligações e for emplacado o novo modelo (Distritão), onde se elegerão os mais votados, a renovação no Congresso e Assembleias Legislativas pode alcançar 80%. Artistas de todas as áreas e profissionais liberais de destaque na sociedade representarão a “surpresa” do novo Parlamento Brasileiro.

  • COELHO DE MARATONA (*)

    13/09/2017

    Em entrevista radiofônica no último final de semana o deputado federal Rômulo Gouveia “rachou” o PSDB ao afirmar enfaticamente que não existem espaços para dois membros de uma mesma família na chapa majoritária. Referiu-se ao Senador Cássio Cunha Lima e ao Prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues.

    O ex-gordinho, que antes da bariátrica já enxergava o umbigo, agora não tira o olho dele. Trabalhou em duas frentes, usando o prestígio do ministro Gilberto Kassab, abastecendo os cofres da PMCG e PMJP com recursos de emendas orçamentárias e extra orçamentos.

    O PSD foi o partido que mais se aproveitou do momento “oportuno” surgido na crise provocada pelo impeachment. “Faturou” dos dois lados, em dois momentos, e manteve-se no Governo. Cada votação polêmica, cobra pedágio. Deputado federal Rômulo Gouveia tornou-se “Eminência Parda” da PMCG e PMJP. É quem manda de fato nas principais secretarias, dotadas de maior orçamento.

    Eleições municipais de 2012, Kassab a pedido de Rômulo destinou um milhão de reais para que Romero pusesse sua campanha nas ruas. No segundo turno, outra remessa do mesmo montante. Após ser empossado, o tucano frequentava Brasília às escondidas de seu primo Cássio. E, ciceroneado pelo ex-gordinho – em nome de Kassab - arrancaram dezenas de convênios do governo petista, que vivia um “cabo de guerra” com o PSDB.

    Habilidade ou esperteza? Não importa. Quem ganhou foi Campina Grande. E quem “capitalizou-se” politicamente foi Romero Rodrigues. Alguém enganou Dilma e Kassab, na falsa promessa do prefeito tucano migrar para o PSB.

    Numa ação mais ousada, Rômulo “prendeu” Luciano Cartaxo no PSD, ficando sobre seu comando os dois maiores colégios eleitorais da Paraíba. Agora, chegou o momento de decidir quem apoiará para o Governo do Estado. Luciano é do seu partido (PSD). Romero, pré-candidato ao Governo do Estado, foi quem mais se mobilizou, estimulado por Rômulo, e agora corre o risco de ser o “coelho da maratona”.

    Tudo que o ex-gordinho deseja é o ingresso de Romero no PSD. Mas, apesar das lamurias, queixas e reclamações, o comandante de sua legenda, senador Cássio Cunha Lima, não lhes tem dado a chance de deixar a sigla como “vítima”. Se sair é como “traidor”.

    As relações entre o senador Cássio Cunha Lima e o presidente do PSD Rômulo Gouveia vem “azedando” desde 2006, quando o “ex-gordinho” elegeu-se deputado federal mais votado em Campina Grande, suplantando o poeta Ronaldo Cunha Lima e o irmão do então prefeito Veneziano Vital do Rego. Era despedida da vida pública do poeta. A homenagem era torná-lo campeão dos votos em Campina Grande e no Estado.

    O Clã começou a desconfiar que a “criatura” estava se voltando contra o seu “criador” com a nítida intenção de liderar um bloco, sem mais a “tutela” Cunha Lima.

    Rômulo Gouveia se tornou forte ao longo dos últimos oito anos, tem se tornado o maior algoz (disfarçado) do senador Cássio Cunha Lima. Ainda transita no meio “tucano” porque não foi merecedor da confiança do governador Ricardo Coutinho, quando esteve como seu vice e deixou o PSDB. Lançou-se candidato ao Senado, apoiado pelo socialista, mas foi abandonado no altar na hora do casamento.

    (*) Coelho de Maratona – atleta que inicia a maratona num ritmo alucinante, e se distancia de todos. Porém, abandona a corrida na metade da prova. A velocidade inicial esgota suas energias, e lhes falta fôlego ou resistência, para ir até o final.

  • AS MÃOS DE CATÃO

    11/09/2017

    O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba tem acelerado sua tolerância, com vistas à prestação de contas do Governo do Estado relativa ao exercício de 2015. Por quê? Estamos no final de 2017! Onde está a competência dos técnicos e auditores que ainda não acertaram a conciliação de gastos e despesas, com notas apresentadas?

    Infelizmente o “buraco” é mais embaixo. Em 2015, o governador Ricardo Coutinho acuou o TCE na hora de julgarem suas contas, alegando suspeição do conselheiro Fernando Catão (por ser tio de Cássio Cunha Lima) e de Nominando Diniz (?) na época relator. Criou uma “cortina de fumaça”, via Assembleia Legislativa, encaminhando um projeto para criação do TCM - Tribunal de Contas dos Municípios, tema de um artigo onde mostramos a inconstitucionalidade do ato – inspirado no TCM do Ceará, extinto por Decreto do Governo do Estado no final de 2016.

    Publicamos outro artigo, final de 2015, no site brasiliense www.justiicaemfoco.com.br  intitulado PRESTIDIGITAÇÃO. O conteúdo mostrava o processo TC nº 04246/2015 que recebeu o parecer Ministerial 02237/2015, assinado pela Procuradora Geral do Ministério Público de Contas da Paraíba, Dra. Sheyla Barreto Braga de Queiroz, recomendando ao pleno do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba a desaprovação das contas do Governo do Estado referentes ao exercício do ano de 2014.

    Inúmeros crimes administrativos foram – segundo a procuradora – cometidos não só em 2014. Mas, ao longo de toda a primeira gestão do “socialista”, como por exemplo o não repasse de 5,34 bilhões de reais a PBPREV.

    Dano irreparável. Basta lembrar que a ex-prefeita de Campina Grande, Cozete Barbosa, sacou do IPSEM a título de empréstimo - apenas por dez dias - valores para pagar a folha dos servidores, e mesmo com a devolução feita no prazo ela foi condenada por improbidade administrativa e responde ação penal pelo ato.

    O governador Ricardo Coutinho fez pior: descontou durante cinco anos contribuição dos servidores e não recolheu à PBPREV. Como se não bastasse, descumpriu a Constituição, não realizando as transferências obrigatórias de 12% das receitas liquidas para o Fundo Estadual da Saúde e de 25% para educação. Deixou “restos a pagar” do exercício 2014, final de seu primeiro mandato, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Praticou “crime eleitoreiro” incrementando em 87,21% a mais que no ano anterior, no programa EMPREENDER.

    Na “República da Paraíba” a promiscuidade entre os Poderes Constituídos é patente. Por que até hoje a Assembleia Legislativa da Paraíba não convidou a procuradora Sheyla Barreto Braga para expor seu parecer? E a oposição da Casa Epitácio Pessoa, que sabia e sabe de toda esta “tramoia”, não se manifestou? A mídia da Capital (palaciana), pautada pelos interesses dos proprietários dos veículos de comunicação, nunca noticiou o fato, nem entrevistou a procuradora. MPE, MPF e TRE sequer apreciaram o parecer da Dra. Sheyla.

    O destino de Ricardo Coutinho está nas mãos do conselheiro Fernando Catão e será decidido em outubro vindouro (2017). Se não as lavar, como Pilatos, seu relatório recomendará a reprovação das contas, com base nas denúncias da Dra. Sheyla. O “socialista” ficará inelegível por crime de improbidade administrativa. Permanecerá na “cadeira” até o último dia de sua gestão, tentando “enxugar” a máquina, cortar investimentos para cobrir o “rombo” da PBPREV, processo onde se habilitarão MPE, MPF e talvez o GAECO-PB. Tratar-se-á de uma ação penal. Aí, o bicho pega.

  • AFOITOS DE RICARDO COUTINHO

    05/09/2017

    Governador Ricardo Coutinho ainda não compreendeu que em 2018 não é candidato à reeleição. Por mais bem avaliada que esteja suja gestão no momento – semelhante à de José Maranhão em 2002 – a tarefa de transferir votos é árdua, um desafio de resultados imprevisíveis e êxito completamente duvidoso. Observem-se suas duas tentativas frustradas, mesmo estando no comando dos destinos da Paraíba, o “socialista” não conseguiu eleger o prefeito da Capital do Estado em 2012 e 2016.

    No momento tem três candidatos ao Governo buscando viabilizarem suas postulações. O prefeito de Campina Grande (Romero Rodrigues), o de João Pessoa (Luciano Cartaxo) e o “balão de ensaio” - projeto “solo” - do governador, que enxerga 2018 no retrovisor de 2008, quando se reelegeu com uma chapa “puro sangue” (PSB).

    O intrigante na política é sua dinâmica, parturiente do inesperado. A disposição do senador José Maranhão em voltar a governar a Paraíba jamais foi fato considerado por nenhum dos atuais pré-candidatos. Todos os demais projetos têm riscos de perdas e cisões, permeados por supostas “traições”.

    Romero, Luciano e Ricardo Coutinho terão que abdicar do poder e apostar na confiança de quem os substituirá. Ricardo Coutinho além da renúncia corre o risco de ser abandonado – sem mandado e como candidato a senador – pelos atuais líderes partidários que compõe sua base aliada. Esta gente buscará nas vésperas das convenções espaços nas composições das legendas que lhes garantam retornos ao Parlamento. Gratidão tem origem no cristianismo, ato literalmente desprezado pelo mundo político.

    Senador José Maranhão passa a ser cortejado pelo PSD, PSDB e PSB. Os ventos começam a soprar em seu favor, até na conjuntura nacional, após o recuo do Procurador Rodrigo Janot e o elogio a ele, dirigido pelo Presidente Michel Temer. Neste aspecto, longe do fantasma da PGR, o Governo recuperar-se-á e irá prestigiar as candidaturas mais próximas do Palácio do Planalto. José Maranhão não tem mais o que fazer em Brasília. Na Paraíba está sua esposa, seus liderados e sua base política, que indiscutivelmente o apoiará numa aventura em 2018.

    Por outro lado, com a responsabilidade de salvar o PP, o líder do governo Aguinaldo Ribeiro só enxerga um caminho para levar a cabo esta missão: Senado da República. Não importa com quem, ou em qual palanque. Mas, a denúncia da PGR contra o PP, ora sendo investigada, necessita de uma ação política contundente. Fiel escudeiro do Governo do PMDB, Aguinaldo Ribeiro não titubeará em optar por uma composição com José Maranhão e os Regos, junção que seria do mais inteiro “agrado” do Presidente Michel Temer.

    Quatro candidaturas inviabiliza uma vitória dos socialistas. No segundo turno - se for alcançado pelo candidato do governador - serão dois oponentes derrotados, que se juntarão com o candidato da oposição. A esta altura, deputados e senadores já eleitos estarão na mira do Governo Federal, “filme” já visto em duas ocasiões e neste mesmo período. Em 2010, foi o saudoso Eduardo Campos. Em 2014, a Presidente Dilma Rousseff, que consagraram as vitórias do governador Ricardo Coutinho.

  • RECORDANDO (II)

    30/08/2017

    Bola fora! (14.08.14)

    A paparicagem oficial ao atacante Hulk, nesse seu retorno a Campina Grande após a vergonhosa campanha do selecionado pátrio de futebol durante os jogos da Copa do Mundo, é de uma insensatez primária - e igualmente vergonhosa.

    Hulk, convenhamos, é um cidadão de boa índole, um cara humilde que até joga um bolão. E tem correspondido, fora de campo, ao carinho que os conterrâneos devotam-lhe pelo que faz nas quatro linhas.

    Ele sempre exaltou a terra-mãe quando lhe deram a amarelinha da seleção e com ela fez boas atuações. Assim foi em alguns dos amistosos da canarinha e assim foi na Copa das Confederações. Mas, nesta Copa do Mundo que a Alemanha, com toda honra e toda garra, levou para si, deixou muito a desejar. Até um pênalti contra o Chile perdeu, frustrando toda a galera paraibana que roia as unhas em frente às TVs.

    Não vimos Hulk mostrar seus valores desta vez. Aliás, nem ele e nem os seus companheiros. Por isso, do vexame das duas goleadas não pode se excluir, como tem feito questão de fazer nessa volta às férias na Rainha da Borborema.
    Tem faltado ao atacante a mesma assessoria boa que falta ao prefeito Romero Rodrigues e ao reitor da Universidade Estadual da Paraíba, Rangel Júnior, que juntos protagonizaram uma cena deprimente em espaço do belo marco arquitetônico que Niemayer projetou às margens do Açude Velho e a quem essa oficialidade vesga denominou de Museu dos Três Pandeiros.

    Primeiro, porque perder - essas autoridades - toda uma tarde de trabalho para louvar um derrotado, já é de uma gravidade inominável. Depois, porque a perda de todo esse tempo se deu para receber uma camisa que shopping’s e camelôs já botaram em queima de estoque a preço de banana podre. E, por último, porque à cara dos três - Hulk, Romero e Rangel - acabou se amoldando a máscara do Pateta, aquele personagem atabalhoado de Walt Disney.
    Ora, a camisa Sete com carimbo de Hulk já não é orgulho para ninguém.

    Sequer para nós, paraibanos seus irmãos. Ou esses nossos “Três Patetas” estão esquecidos que fomos humilhados pelos sucessores de Hitler com sete bolas no nosso gol?

    Eu, pelo menos, estou fora desse lance. Não me sinto homenageando Hulk e nem homenageado por Hulk. Cá prá nós, empurrei no fundo da mala a camisa sete que comprei para torcer pelo cara e espero não vê-la mais pelos próximos quatro anos.

    Só lamento que meu prefeito e meu reitor tenham pago tão dilacerante mico, posando com o SETE de nosso derrotado gajo do traseiro monumental numa hora tão inconsequente como esta da derrota humilhante que Hulk e seu abestalhado bando nos proporcionaram.

    No caso específico do prefeito e/ou prefeitura, realcemos o bom senso da Secretaria de Esportes - onde parece haver cabeça boa e pensante -, que se eximiu da festa ou, pelo menos o seu titular Gustavo Ribeiro, de aparecer nessas fotos que deslustram a história.

    Sem trocadilho com o Maior São João do Mundo, é forçoso registrar que desta vez Romero e Rangel - em tabela desafinada com Hulk - deram a maior bola fora do mundo.

  • ROLO COMPRESSOR

    29/08/2017

    Aceno do senador José Maranhão (direcionando recado) numa entrevista radiofônica, sobre sua intenção de construir uma “agenda” com o governador Ricardo Coutinho, sinaliza claramente que aumentam de modo considerável as dificuldades do pré-candidato tucano Romero Rodrigues em levar a cabo e com êxito seu projeto de chegar ao Palácio da Redenção.

    Indiscutivelmente Ricardo Coutinho continua crescendo em popularidade e aprovação do seu governo. Enfrentando – como todos os demais Estados da Federação – uma das maiores crises econômicas da história do país, o “socialista” dá sequência a inauguração de obras importantes, nas áreas de influência de Romero Rodrigues. Adutoras na circunvizinhança de Campina Grande. Acrescendo ainda o momento desfavorável que ora vive o tucano, pesquisa realizada na cidade de Patos-Pb apontou 80% de aprovação da gestão de Ricardo Coutinho. Dados divulgados no mesmo dia em que a Câmara Municipal da Capital do Sol – cidade governada por um aliado do prefeito de Campina Grande - rejeitou propositura de aprovação de um título de cidadania a Romero Rodrigues.

    A união PMDB/PSB/PR/PDT/DEM forma um “rolo compressor” capaz de esmagar o PSDB e PSD que demonstram unidos, porém nos bastidores continuam separados, em função da “cabeça de chapa”. Luciano Cartaxo tem o mesmo sonho e desejo de Romero Rodrigues.

    De qualquer sorte, os “socialistas” não devem comemorar o “aceno” do senador José Maranhão como uma adesão. Observe-se que na mesma ocasião em que admitiu conversar com Ricardo Coutinho - descartando Luciano Cartaxo - enfatizou mais uma vez que seu nome está à disposição para o Governo do Estado no pleito de 2018. A lógica indica que para o senador José Maranhão, o nome de João Azevedo ainda é um “balão de ensaio” do PSB.

    Governador Ricardo Coutinho - caso decida ser candidato ao Senado Federal – ficará sob a “guarda” de José Maranhão e seu indiscutível prestígio que desfruta junto ao TJ-PB e TRE-PB, fato comprovado ao longo do tempo. Como nem tudo é um mar de rosas, Ricardo Coutinho atravessará um período crítico, no qual ficará sem mandato e foro privilegiado a partir de 03.04.2018. Exposto por inúmeras ações na Justiça - ambiente que não desfruta muita simpatia - deve temer se tornar “presa” fácil e atacada pelos predadores da Primeira Instância. Esta talvez seja a única razão que leve o “socialista” a desistir do projeto João Azevedo.

    Senador Raimundo Lira já admite ser o suplente de Ricardo Coutinho, e a vice poderia ficar com o DEM (Efraim Morais).

    Veneziano Vital do Rego brigaria ao lado de Gervásio Filho e Wilson Santiago pela segunda opção para o Senado ao lado de Ricardo Coutinho.

    A grande vencedora seria D. Nilda Gondim que se tornaria Senadora da República por quatro anos.

  • RECORDANDO (I)

    28/08/2017

    Com o criminoso ataque de hackers ao portal perdi mais de 30 mil fotos e todos os textos nele publicados, aí incluídas as minhas colunas. Mas, parte delas postei também no Facebook e, a partir de hoje, estarei republicando alguns dos artigos - os sobreviventes -, até mesmo como forma de CONSOLO.

    QUANTIDADE x QUALIDADE (28.07.14)

    Os palanques nunca se desarmam em Campina Grande. Por isso, nas últimas décadas todas as eleições estaduais se decidem por aqui. As brigas no sertão, os qüiproquós no cariri, as pendengas litorâneas, os rame-rames no agreste ou os bate-bocas no brejo representam tão somente a parte miúda do imbróglio eleitoral.

    Campina respira política cada minuto do dia e não forró, como algum apressado ouse acreditar. Daí a razão da parte graúda nesse processo residir na serra, ao embalo das brisas que nela se encontram vindas da ponta e do fim – o mar e o tórrido chão da caatinga interiorana.

    Não é por simples coincidência que a Rainha da Borborema dispõe hoje de dois dos três assentos reservados à Paraíba no Senado e elegeu cinco dos 12 nomes de paraibanos na Câmara Federal, o que importa em praticamente a metade de toda a representação congressual do Estado na capital da República.

    Na Assembleia Legislativa a força campinense também nunca foi desprezível, estando atualmente representada por um quinto das 36 cadeiras, algo de fato extraordinário quando se verifica que a Capital, com o dobro da população, tem número mixoxo de deputados.

    Isso tudo não deixa de ser maravilhoso, embora nesse caso a história (ou a vitória) de Pirro venha ser convocada a dar-se como exemplo. E por isso mesmo: em quantidade, nada Campina tem a reclamar; Já em qualidade, aí o cancão pia...

    Porque, raríssima é a exceção, os parlamentares de hoje envergonham! Se apresentam anos-luz de distância daqueles de ontem e o que salva - e estamos falando sobre os eleitos por Campina - é a ainda maior desqualificação do restante das bancadas, gerando uma nivelação para baixo que permite ao menos observador dos cidadãos não distinguir o melhor do pior, e vice-versa.

    Essa reflexão é oportunissima agora, quando o povo será obrigado a escolher novas representações.

    Um incauto analista logo se apressaria em situar que o nível de politização do povo campinense é o melhor possível. Afinal, filhos seus há décadas dominam quantitativamente os Parlamentos e muitos desses hoje ainda estão, por conta das suas eleições, colocados nos melhores postos de trabalho da máquina pública estadual, o que não deixa de ser verdade.

    Ocorre que a buliçosa Capital do Trabalho, como um dia lhe batizou Raymundo Asfóra, quer muito mais.

    Qualidade e sobriedade, por exemplo! Que tivesse somente dois ou três nomes no Congresso. Mas que esses se dessem à cópia de um Vital do Rego (o pai), um Aluizio Campos, um Argemiro de Figueiredo...

    Que se espelhassem, os da Casa de Epitácio Pessoa, pelo menos em um Orlando Almeida, cujo grito de amor por Campina ainda ecoa por corredores e gabinetes.

    Vai ver que um dia, lá na frente, o campinense feche o cenho e entenda que o voto tem a grandeza de um valor e nunca o valor de uma face. E em não mais vindo a se vender por quaisquer dois tostões acabe adquirindo para a amada e esfuziante terra a melhor das mercadorias, cujo preço não estará em nenhuma prateleira: DIGNIDADE, em respeito ao mandato popular.


Anterior - (1) 2 - Próxima