Colunista Marcos Marinho

  • O "‘furo" de Bolsonaro e o pau da bandeira de Asfóra

    20/02/2020

    Nesses dias não tão normais em que o Presidente da República manifesta malvada preocupação com o “furo” da repórter do jornal Folha de São Paulo, é oportuno lembrar Raymundo Asfóra, o notável tribuno que ao falar, como dizia Carlos Lacerda, era capaz até de “encantar serpentes”.

    Óbvio que entre Bolsonaro e Asfóra há uma abissal diferença, em se tratando de como tratar mulheres.

    O poeta era fino, elegante, requintado e carinhoso. E por ser boêmio e apreciador das noites e madrugadas, não foi difícil tornar-se um conquistador nato. Às mulheres – todas elas – ele sempre dirigiu a melhor das atenções e todas, indistintamente também, a amavam.

    Bolsonaro, por sua vez, é um grosso, mal educado e perversamente costuma mostrar que não nutre mesmo por mulher nenhuma nada mais do que a possibilidade de receber prazer sexual.

    Portanto, que logo fique esclarecido: nada os uniria nesse detalhe!

    Pois bem, voltemos ao homem da granja Uirapuru e suas maravilhosas estórias.

    Contam por aí que ele, candidato a vice-prefeito de Enivaldo Ribeiro no final dos anos 70 em disputa contra o carismático professor Juracy Palhano, carregava com o seu verbo rebuscado a campanha, litreralmente, nas costas.

    O atual vice-prefeito de Campina Grande não tinha bom discurso e falava pouco, mesmo sendo bastante querido do eleitorado.

    Então, na verdade, quem impulsionava a campanha era Asfóra e sua fala retumbantemente ácida, destruidora de qualquer adversário.

    Asfóra também tinha a incumbência de mobilizar a militância.

    E numa bela tarde antecedendo um comício em José Pinheiro quando “a noite já podia mais do que o dia”, como ele costumava assim classificar o horário do por do sol, lhe chamaram para resolver uma confusão que se formara entre as meninas da equipe de apoio.

    Ele foi lá.

    Uma das moças se recusava a empunhar a bandeira e o coordenador da turma já perdera a paciência: “Ela não quer pegar no pau da bandeira”, avisou a Asfóra diante da irredutível auxuiliar.

    O tribuno não perdeu tempo. Olhou para um lado e para o outro, puxou a menina para um “corpo-a-corpo” e sussurou no ouvido dela: “Filha, é bom você ir se acostumando a pegar no pau, porque é isto que você mais vai fazer na vida!”.

    Deu-lhe um beijo na testa e voltou para o palanque. Lá do alto da carroceria do velho Chevrolet deu prá avistar, feliz, qual bandeira mais tremulava no meio da multidão.

     
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  • No traseiro do povo pobre...

    12/02/2020

    Ouvi hoje pela manhã uma longa entrevista que o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) concedeu à CBN nacional, na qualidade de relator da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados, e confesso que, entre alegre pela desenvoltura com que o conterrâneo se desvencilhou das abalizadas perguntas dos craques da emissora, e triste pelo que absorvi sobre o provável resultado do que virá a ser aprovado, concluo sem medo de errar que nós, o povo brasileiro, nada ganharemos.

    Aguinaldo diz que existe em Brasília um grande esforço, principalmente da sua parte, na busca do entendimento dos setores e que há de fato um “ambiente positivo” em construção com os governadores para a aprovação de Proposta de Emenda à Constituição.

    Aguinaldo avisou que a reforma tributária não é do Parlamento ou do governo, mas de todo o Estado brasileiro e que necessita do envolvimento de toda a sociedade. Ele está debruçado sobre duas PEC‘s que tramitam no Congresso sobre o tema e informa que existem pontos convergentes entre elas, o que de certo modo vem facilitando o seu trabalho.

    O que mais me entristeceu na entrevista foi saber que pelo menos em dez anos nada sobrará de bom para o povo, isto porque, embora a proposta elimine a criação de novos tributos, ela também não eliminará nada. Ou seja, a alta carga tributária nacional ficará do tamanho em que se encontra e papo final!

    Haverá, também avisou Aguinaldo, uma regra de transição em face do agrupamento de impostos que acontecerá com a reforma, o que significa dizer que, se por algum acaso o povo puder receber algum benefício, isto somente se dará na próxima década, quando com certeza muitos de nós não estaremos mais na terra para receber o ‘prêmio’.

    Aguinaldo é desenvolto e entende muito bem do que fala.

    Aliás, ao ouvi-lo dando show na CBN em assunto tão difícil e complicado não pude deixar de lembrar dos outroras quando ele, ainda sem mandato e imberbe na idade, tirou do sério Ronaldo Cunha Lima, que governava o Estado e se deparou com uma sonegação de impostos gigante na empresa  Façai, concessionária Fiat na Capital, cujo dono era exatamente esse amado filho de Enivaldo Ribeiro.

    O governador suou frio e não puniu como era seu dever, com os rigores da lei, o menininho da Faça Fiat. Não quis magoar Dona Virginia, a mãe do rapaz, nem tampouco chatear o pai dele, que poderia - como veio a acontecer - ser seu aliado político em pleitos futuros.

    Ronaldo fez apenas uma carta meio dura e meio poética e mandou para Enivaldo somente para avisá-lo que o seu ‘bebê’ subia em paredes de azulejo com desenvoltura de lagartixa...

    A correspondência dias depois vazou - ou foi vazada pelo próprio poeta – e o resto da história a Paraíba sabe: Aguinaldo viu-se obrigado a passar a Fiori prá frente, largou a vida empresarial e encantou-se com a da política, d’onde virou sumidade a ponto de ser cardeal do alto clero no Congresso Nacional, avaliado como um dos “cabeças” de lá, e sua voz, sempre em defesa dos mais ricos e poderosos, nunca deixa de ser requisitada na hora em que o Poder precisa, ainda mais, pisar sobre a pobreza e os pobres da Nação.

    Na relatoria da Reforma Tributária pelas mãos do paraibano, ninguém duvide disso, benefício ou vantagem para povo, nenhuma!

    O discurso de Agnaldo é mesmo muito convincente para aqueles que não o conhecem e não sabem da sua história. Seu poder de argumentação é de encantar serpentes...

    Ainda esta semana, em João Pessoa, ele lembrou costumar dizer que o Brasil ainda se encontra no século XX e que é preciso virar essa página, porque essa é uma pauta de outro século. Que o Parlamento deveria estar se preocupando, agora, com os desafios novos, se tivéssemos vencido aquela etapa lá atrás salientando, porém, que a atual conjuntura é bastante propícia à aprovação da reforma tributária. Ele considera que a dinâmica do próprio governo do presidente Jair Bolsonaro acabou permitindo que o Parlamento assumisse uma agenda com o compromisso focado na melhoria do Estado brasileiro.

    E foi enfático: “Daí porque é fundamental o envolvimento de todos nós, da sociedade, porque essa reforma é muito importante”.

    Eu, aqui com meus já carcomidos botões, desconfio do que diz e do que pensa Aguinaldo Ribeiro. Sua reforma, que é a reforma de Bolsonaro, de Guedes & Cia, será um chute rotundo no traseiro dos mais necessitados desse País.

    E quem viver, verá!

     
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  • O ACESSOR DE VENEZIANO

    17/01/2020

    Assassinar a língua-Pátria não é nenhuma exclusividade do atabalhoado Ministro da Educação de Bolsonaro, Weintraub, que parece estar fazendo escola Brasil afora...

    Aqui na província, em que pese a abissal diferença de personalidade entre os tais, fazer Chefe passar vergonha pelo assaque ao Português tem sido quase prática rotineira, ganhando destaque o agir das “sumidades” aboletadas na assessoria do falante senador Veneziano Vital do Rego (ainda PSB), um adepto do palavreado difícil praticado outrora pelo ilustre genitor – ambos sem jamais trucidarem o dicionário.

    É bem certo que nem Bolsonaro, enquanto Chefe político da Nação, nem o filho de Vital enquanto Chefe do seu abarrotado gabinete, podem ser culpados pelos rasgos de analfabetismo dos escolhidos para auxiliá-los.

    Mas que é de dar dó, e lhes deslustram, isso é inegável...

    Ainda há pouco recebí print de uma postagem de um desses assessores do senador que remete a Weintraub, e nos envergonha.

    O ACESSOR, como assim orgulhosamente se identifica Marcelino Araújo, é “braço direito” de Veneziano para assuntos miúdos desde os tempos em que o senador foi prefeito da urbe campinense e, perdoe-se ele por essa razão, nunca foi chegado a rascunhar textos uma vez que suas missões eram as de “entregas” – de pacotes, de embrulhos, de pessoas... – e para tal habilidade o único requisito era esse mesmo de não ser letrado.

    Até porque na órbita do senador quem se expressar um pouco que seja, e nem precisa que faça melhor do que ele, estará alijado dos seus caminhos. 

    Alias, no gabinete sem qualificação do ilustre senador, à exceção dos funcionários efetivos do quadro da Casa que lá dão expediente, tem ACESSOR para todos os gastos e gostos...

    Tem ‘baba ovos’, ‘cuspidor de microfones’, ‘abridor de porta’, ‘coador de café’, ‘jornalista balacobaco’, ‘bajulador contumaz’, ‘laranja azeda’, ‘carregador de mala’, ‘motorista aprumador de direção’, ‘telegrafista’, ‘damas da madame’ e vai por aí.

    Daí porque eu clamo: vamor perdoar Marcelino!

    Seu defeito é quase nada, comparado ao “de nascença” (berço) dos demais, que por lapso de origem nunca poderão se consertar. 

  • Políticos, Romero, Calvário...

    20/12/2019

    A entrada de Romero Rodrigues nesse imbróglio da Operação Calvário, mesmo com a negativa da PMCG em nota oficial repudiando qualquer tipo de envolvimento, vem mostrar que a classe política paraibana - como de resto a brasileira - calça um mesmo número de sapatos.

    Como sabiamente o meu amigo Fernando Carvalho tentou me ensinar na Câmara Municipal ao tempo em que fomos Vereador, nesse meio “o amigo de hoje é o inimigo de amanhã”.

    E isso, realmente, apesar de ser uma verdade é uma lástima!

    Voltemos ao caso do prefeito de Campina Grande, nesse desmentido da prefeitura ao que disse Daniel Gomes, da Cruz Vermelha, de ter doado a Romero R$ 150 mil para ser ressarcido por serviços futuros na prefeitura municipal quando a vitória nas urnas o contemplasse.

    ALIADO DE RICARDO...

    Romero era à época ardoroso aliado do governador Ricardo Coutinho, que derrotara José Maranhão com apoio do seu grupo político (Cássio & Cia) e, eleito prefeito de Campina Grande, logo atreveu-se a terceirizar não somente a Saúde e a Educação, mas todos os serviços da prefeitura, o que aparentou aos olhos do eleitorado uma gritante apatia pelo cargo.

    Com três artigos neste portal eu esmiuçei o projeto mostrando os danos que causaria e contribuí para que, dias depois, a respectiva lei viesse a ser derrubada por Romero definitivamente.

    Hoje, ao vê-lo irado por ter tido seu nome nos autos da Calvário, sua assessoria de comunicação diz que Romero jamais aceitou contribuição financeira para qualquer de suas campanhas em troca de possíveis favores futuros a grupos empresariais.

    É possível que seja verdade e não serei eu a disso duvidar, conhecendo Romero como conheço, há anos.

    PRECISANDO REPAROS...

    Mas a nota autorizada pelo prefeito, talvez pela pressa de vir à lume para mostrá-lo plenamente inocente, tem algumas inconsistências que precisam ser reparadas, até pelo componente histórico em seu derredor.

    Por exemplo: a nota grafa que “até mesmo uma lei aprovada e que permitia a terceirização de serviços em várias áreas foi revogada pelo prefeito, tão logo assumiu em 2013, de forma unilateral e firme, sem deixar brechas para quaisquer iniciativas nesse sentido”.

    Não é verdade!

    Quem mandou à Câmara o projeto para terceirizar todos os serviços do Município foi Romero Rodrigues e não o prefeito anterior, como dá a entender a nota.

    Recordemos: em uma sessão polêmica (03.04.2013) com mais de quatro horas, a Câmara Municipal de Campina Grande aprovou por maioria, em regime de urgência, o projeto de lei do Executivo, sob comando de Romero (à época, PSDB), que instituia o programa de gestão pactuada com Organizações Sociais (OS).

    É bom inclusive lembrar que a lei aprovada previa que, após a realização de licitação pública, o primeiro órgão da PMCG a ser gerido por uma OS seria o Hospital Dom Pedro I.

    Dos 19 vereadores presentes à sessão, 16 votaram a favor e três se posicionaram contra.

    TODOS CALÇAM 40...

    E pasme o leitor, para entender essa coisa de que todos os políticos “calçam 40”: os trabalhos no Legislativo foram conduzidos pelo vice-presidente da mesa diretora, Murilo Galdino (PSB), nada mais nada menos que o irmão querido de Adriano Galdino, hoje presidente da Assembléia Legislativa e rompido com o presidiário ex-governador Ricardo Coutinho.

    Naquela memorável e rápida sessão, Murilo Galdino travou acirrada discussão com o líder da bancada de oposição, Olímpio Oliveira (PMDB), que chegou a ter um requerimento aprovado pedindo a realização de uma audiência pública antes da votação do projeto.

    Além de Olímpio, ocuparam a tribuna para criticar a propositura os vereadores Napoleão Maracajá (PCdoB) e Rodrigo Ramos (à época, PMN), este último hoje um dos mais fiéis escudeiros de Romero Rodrigues.

    Em defesa enlouquecida pelo projeto atuaram a líder da bancada governista, Ivonete Ludgério (à época, PSB), Bruno Cunha Lima (à época, PSDB), Alexandre do Sindicato (à época, PTC), Inácio Falcão (à época, PSDB), Murilo Galdino (PSB), Marinaldo Cardoso (PRB) e Miguel Rodrigues (PPS), que teve o cuidado de pedir que fossem preservados os direitos dos servidores públicos.

    - “Os objetivos do projeto são otimizar a realização dos serviços públicos, diminuir o custeio e descentralizar as ações da administração pública”, frisou Murilo na presidência dos trabalhos.

    MODELO SEMELHANTE...

    Por sua vez, Bruno Cunha Lima ressaltou que o modelo era semelhante ao já implantado em outras cidades e Estados do país, a exemplo do Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e no governo da Paraíba, a exemplo do Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa.

    Simples assim, como facilmente qualquer leitor mais ousado poderá encontrar numa rápida busca no Google.

    A nota da assessoria do prefeito de Campina Grande diz que o alcaide “rechaça, veementemente, qualquer insinuação sobre seu envolvimento, direto ou indireto, em quaisquer esquemas de desvios de dinheiro público e, nesse caso particular, a própria opção político-ideológica de seu governo em prol do fortalecimento do patrimônio do Município evidencia a nítida improcedência da informação”.

    E justifica: “Bem ao contrário de investir recursos públicos na contratação de Organizações Sociais suspeitas, o prefeito Romero Rodrigues fez a opção, sim, pelo caminho oposto, na área de Saúde: municipalizou os hospitais Pedro I e Dr. Edgley, além de promover a aquisição patrimonial da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), hoje transformada em Centro Especializado de Reabilitação – uma das referências no Brasil na atenção às crianças e jovens com deficiência”.

    A nota conclui dizendo que “na prática, o caminho por municipalizar serviços mostrou-se muito mais saudável do ponto de vista institucional e menos danoso ao erário do que a opção fácil e perigosa da terceirização, na avaliação do prefeito”.

    Há controvérsia!

    Na mensagem que acompanhou o projeto de pactuação com Organizações Sociais (OS), Romero foi bastante convincente sobre o que desejava fazer. “Campina Grande não pode ficar ilhada com um modelo que, comprovadamente, vem causando grandes dissabores ao povo”, ressaltou.

    LEI DA PACTUAÇÃO...

    A prefeitura, pelo contrário, lutou no que pode para manter a lei da pactuação vigente.

    É importante recordar: no dia 26 de junho desse mesmo ano de 2013 a Justiça derrubou outra tentativa da PMCG de afastar o Ministério Público da investigação sobre terceirização da Saúde, que já estava em vias de ser praticada.

    A prefeitura tratava de sustar o inquérito civil do Ministério Público do Trabalho que tinha por objetivo apurar a ocorrência de eventual irregularidade na contratação, pelo Município, de organizações sociais para a gestão pactuada na saúde, segundo previa a lei municipal 5.277/2013, aprovada a pedido do prefeito pelo Legislativo.

    Desta vez, o Município ingressou com mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato do juiz do Trabalho da 2ª Vara do Trabalho de Campina Grande, Marcelo Rodrigo Carniato (foto abaixo), que havia indeferido outro pedido de liminar feito em mandado de segurança contra o procurador do Trabalho Marcos Antônio Ferreira Almeida, que instaurou inquérito civil público para apurar as terceirizações. O relator, desembargador Ubiratan Moreira Delgado, indeferiu o pedido de liminar.

    O município, nessa segunda tentativa de afastar o MPT das investigações, argumentou que o juiz não havia examinado com propriedade as razões que motivaram o pedido de liminar, pertinentes à eventual incompetência do MPT para a instauração de procedimentos que versem sobre contratações de organizações sociais para implementação de gestão pactuada dos serviços públicos.

    - “O inquérito civil detém natureza administrativa e inquisitiva, com a finalidade de reunir elementos de convicção aptos a servir de base para atuação do Ministério Público que poderá, ou não, vir a se concretizar. Da simples instauração do inquérito civil público não podem advir sanções às partes, não se vislumbrando, portanto, iminência de prejuízos aptos a autorizar o deferimento da liminar”, afirmou o relator.

    O juiz alvo do mandado de segurança, ao indeferir mandado de segurança contra o Procurador do Trabalho, havia argumentado que o inquérito civil é o principal instrumento de investigação do MP para apuração de ilicitudes e colheita de provas que podem ser utilizadas em possível ação civil pública.

    Mais uma vez o Procurador Marcos Antônio afirmou que o MPT não se intimidaria com a tentativa da prefeitura de barrar o trabalho do órgão. “Vamos prosseguir com o inquérito”, afirmou ele na ocasião, como registram os jornais da época.

    AS ‘OS’ GOVERNARIAM...

    A lei de pactuação de Romero para Campina Grande era, na verdade, um gigantesco absurdo. Na prática, ele deixaria informalmente de ser prefeito para que as OS administrassem o Município.

    O programa de pactuação, contido na lei, previa a construção de parcerias entre a gestão municipal e entidades não governamentais, conhecidas como ‘organizações sociais’, para o compartilhamento de ações em áreas específicas da estrutura administrativa. As entidades estavam autorizadas legalmente a atuar, de acordo com a necessidade, nos setores da Educação, Saúde, Cultura, Trabalho, Cidadania, Urbanismo, Habitação, Saneamento, Gestão Ambiental, Ciência e Tecnologia, Agricultura e Organização Agrária, Indústria e Comércio, Comunicações e Transportes, Desportos e Lazer e Previdência.

    Ufa!!!!

    Por isso, sem que aqui eu esteja entrando no mérito da delação do homem da Cruz Vermelha que acaba de propiciar o repouso de Ricardo Coutinho no presídio estadual de Mangabeira, da npota da PMCG fico apenas com  o paroagrafo que aboiaxo reproduzo:

    - “Colocando-se inteiramente à disposição da Justiça e das autoridades para prestar todo e qualquer esclarecimento a respeito de qualquer informação que diga respeito à sua conduta na vida pública, o prefeito Romero Rodrigues, de peito aberto e consciência tranquila,  reafirma sua confiança nos rumos das investigações, principalmente quando se tratar de separar o joio do trigo e confirmar a lisura e inocência dos que estão sendo levianamente levados à vala comum das suspeitas e acusações sem provas e consistência”.

    De minha parte, fica o registro verdadeiramente histórico do que aconteceu.

    Ilações sobre a nota ou juízo de valores sobre o passado, ficam para o leitor.

  • CHICO MARIA AOS 90, POR BABY VIEIRA

    18/12/2019

    Lembrado ontem pelo amigo Henriquimar Dutra do aniversário de Chico Maria, hoje o mais pessoense dos campinenses, preparei-me para botar na coluna algumas linhas da nossa história (ou convivência laboral) em comum – mais a dele do que a minha, óbviamente.

    Inclusive sobre a mais difícil fase da minha carreira jornalística, quando o JP me mandou substituí-lo na insubstituível coluna “Confidencial”.

    Mas APALAVRA, como de resto toda a imprensa estadual, foi tomada pelo noticiário da Operação Calvário, e meu tempo e disposição sumiram, até porque invadidos pelo anual compromisso com Buega Gadelha e a festa da FIEP, onde botamos os assuntos e os drinques em dia, acabei deixando para faszer isso hoje.

    Mas, para minha gigante felicidade, esse esforço não vou despender mais.

    Meu querido Baby Vieira (Geovaldo de Carvalho), que não esteve na festa da FIEP, fez isso por ele, por mim e por todos os outrros que privam da gloriosa amizade com o notável advogado e ex-delegado que embeveceu gerações com suas crônicas historicamente poéticas que assinou em tempos áureos do Jornal da Paraíba e com sua verve investigativamente ácida ao entrevistar (emparedar) personalidades nos estúdis da TV Borborema.

    De sorte que, a partir das aspas, o coração que escreve não é o meu, mas o de GEOVALDO:

    “OS 90 ANOS DE CHICO MARIA

    O tempo, no exercício de sua inexorabilidade, avança célere espalhando seus efeitos sobre o efêmero.

    Hoje, meu amigo Francisco Maria Filho chega aos 90 anos, a um passo de século, o que certamente irá completá-lo.

    Uma figura que Campina Grande admira e reverencia pela participação marcante na vida da cidade; quer como advogado, escritor, cronista e, sobretudo, o entrevistador implacável que marcou época com o seu “Confidencial” na TV Borborema.

    Ah, quantas passagens nos remontam a uma convivência de cerca de 40 anos! Trabalhando juntos na Prefeitura com Ronaldo Cunha Lima, do qual era secretário de Comunicação. Na árdua campanha de 1982, onde tentou ser vereador.

    Nos almoços aos sábados com Edvaldo do Ó; da cervejinha no Beco do 31, MaJestic ou Chopp do Alemão, com muitos colegas que já se foram, como William Tejo, Geraldo Dias, Hélio Soares, Valdeci Vilarim, dentre outros que ficaram ao longa da estrada da vida.

    Mas Chico Maria continua firme; um pouco recluso, é verdade, por precaução familiar, mas nos dando a graça de sua convivência de nove décadas.

    Como cronista, foi insuperável na cidade. Um poder de síntese incomum.

    Com uma boa formação humanista, seus textos sempre conduzidos com a maestria lírica dos poetas, porém, sem perder a capacidade analítica de quem se aproxima da ciência, aliado a um toque de ironia, deleitam seus leitores, o que ainda hoje podem ser visto nos livros publicados.

    Como entrevistador, no “Confidencial”, sempre com uma postura inquisitorial sem ser agressivo, de modo a extrair o que houvesse de melhor no entrevistado.

    Pelas entrevistas passaram figuras marcantes da vida brasileira, como Dom Helder Câmara, Marcos Freire, Pelé, Ulysses Guimarães, Hélio Bicudo, Hélio Fernandes, irmão de Millôr Fernandes.

    Hélio Fernandes, por sinal, não acreditou que o programa era ao vivo e sem censura. Ele, com várias prisões no período da ditadura, estava proibido de aparecer na televisão. Surpreendeu-se com o resultado!

    Tanto que, em 1994, quando fui recepcionar Chico Maria na Academia de Letras de Campina Grande, Hélio me enviou uma carta para ser lida, dando o testemunho do talento do novel acadêmico, um documento histórico, que pode ser encontrado no livro “Confidencial Entrevistas”, o último lançado por Chico.

    Ao recebê-lo na Academia, na época, enfoquei que seu livro “Crônicas” era um pote de poesias recoberto por prosas leves e magnetizantes, onde qualquer iniciado com aspiração literária deve tê-lo como cartilha de reflexão.

    É, meu amigo Chico… tantos anos se passaram, mas, agora que você chega aos 90, é imperioso repassar fatos, evocar lembranças, de modo a que os feitos de ilustres personagens de nosso cenário não esvoacem na ignorância dos coevos.

    Parabéns, poeta, pelos seus 90 anos! Obrigado por você existir!”

  • O VINHO QUE EU NÃO TOMEI

    02/12/2019

    Oito meses atrás, nos estúdios da TV Master lá na avenida Beira Rio em João Pessoa, reencontrei Heraldo Nóbrega e nos demos um abraço dos grandes.

    De amigos que não precisam estar todo dia um junto do outro!

    Foram não mais do que cinco minutos de prosa; e a amizade revigorada e fortalecida.

    E, de novo, o seu tradicional convite para irmos tomar um vinho, em local e horário que ele “com prazer” avisaria.

    Há quinze dias, não mais do que isso, tentando limpar as inúmeras mensagens que chegam ao box do meu perfil no Facebook, encontro rápida cobrança de Heraldo: “Nosso vinho está de pé!”.

    Na pressa de terminar a limpeza respondi com aquela mãozinha de polegar levantado, que tem no Face. 

    E anotei no caderninho para à noite voltar ao box e espichar a conversa com ele.

    Não fiz isso!

    Certamente comigo ele não se abriria, se problemas já estivesse naquela ocasião vivenciando.

    Não éramos amigos a esse ponto, de trocar ou revelar confidencias!

    Agora não temos mais Heraldo; e eu não terei mais a felicidade de tomar o vinho ao seu lado.

    Quem sabe, lá nos umbrais, dentro em breve!

  • OFICIAL: MIGALHAS PARA CAMPINA, E OLHE LÁ!

    20/11/2019

    O que eu já vinha constatando dias atrás, e transmiti ao meu leitor em matéria alongada neste portal sobre o projeto do Centro de Convenções que o Governo do Estado anunciou que pretende construir em Campina Grande, ontem no final da tarde pelos ‘sagrados’ microfones da emissora do Bispo (Caturité FM) acabou sendo oficializado na voz de uma das mais importantes figuras do Governo, o jornalista e advogado Célio Alves, titular da Secretaria Executiva do Orçamento Democrático Estadual.

    Que, lamentavelmente, o homem que Ricardo Coutinho elegeu para dar seguimento ao projeto vitorioso de retirar definitivamente a Paraíba do mapa da miséria nacional mantém olhar vesgo para a Rainha da Borborema, o que é péssimo – para ele e para o Estado!

    Para Campina Grande nem tanto, convenhamos, pois nossa gente acostumou-se às indiferenças governamentais e encara desafios e maldades sem medo. Por isso, cresce alheia aos que dela só querem votos. 

    Mas, a voz rotunda e cheia de inabaláveis argumentos do dinâmico Célio Alves não deixou dúvida nenhuma para qualquer campinense que ouviu Ubiratan Cirne e João Barros o inquirirem sobre o que a cidade pode esperar de João Azevedo e sua troupe gerencial.


    A maquete "birosquinha" do Centro de Convenções e Célio "...com quem será, com quem será" Alves
     

    O secretário não contou conversas: de João, para Campina, migalhas apenas e olhe lá!

    É certo que a sinceridade de Célio não chegou a tanto, mas para bom entendedor meia palavra é dicionário...

    Depois de louvar e até glorificar - o ambiente ‘religioso’ dos estúdios permitia isso - ‘santo’ João Azevedo da misericórdia divina, esse novo ‘Deus’ paraibano como assim a visão subservientemente ingrata de Célio passou agora a alcançar, o secretário ateve-se no projeto “bodega” do Centro de Convenções para provar as reais intenções do atual Governo para com a mais próspera cidade do interior do Nordeste brasileiro.

    Não lembro se João ou se Ubiratan, momentaneamente atacados pelo amor que nutrem pelo Açude Velho e suas cercanias, qual deles ousou perguntar a Célio por que o Centro de Convenções mostrado em maquete era algo tão nanico assim, se comparado com a grandiosidade daquele erguido por Ricardo Coutinho no alto do Cabo Branco.

    Com palavreado típico de quem sabe vender carne de porco em cozinhas de hospitais, Célio agarrou-se ao lado técnico de quem se afirma profundo conhecedor das entranhas do Palácio da Redenção e foi - aí sim - extremamente sincero: o Centro de Convenções da Capital é grande demais e tem evento que não dá para nele realizar, daí o surgimento da “birosquinha” a se construir em Campina Grande para exatamente não minimizar a monumentalidade de lá e mandar restos para a Borborema.

    Ou seja, em palavras mais diretas: não se espere que a PB-TUR e nenhum outro órgão do Governo do Estado venha captar para Campina Grande nenhuma convenção, encontro ou exposição de níveis nacional ou internacional. Nesses níveis, só lá no Cabo Branco e ponto final.

    Nosso Centro de Convenções, se vier a ser construído e se assim vier a ser chamado, que se empreste para reuniões de sociedades de amigos de bairro, convenções partidárias municipais ou festinhas de debutantes...

    Será assim mesmo, como a oportuna inconfidência de Célio Alves mostrou ontem nos estúdios da Caturité FM, a política de Azevedo pelos próximos três anos para Campina Grande e sua gente.

    VÔO SOLO DE JOÃO

    À parte, que eu quase me esquecia: Na esfuziante obrigação de botar o novo governante nos píncaros, como fazia com o antecessor a quem serviu por oito anos em estratégicas posições, Célio fez questão de dizer a João Barros e a Ubiratan Cirne que a ideia do Centro de Convenções de Campina Grande não tem nada a ver com Ricardo Coutinho, na verdade quem dois anos atrás prometeu a obra. “Tá lá no Plano de Governo que ele apresentou na campanha”, avisou.

  • ...E LENA SE FOI!

    18/11/2019

    Tive embates homéricos com Lena Guimarães.

    Eu, colunista; ela, editora geral de jornalismo do Sistema Correio.

    Ela impiedosa, enquanto Chefe; eu, intransigente enquanto cônscio do dever cumprido.

    Eu, paciente e impávido; ela, contundente e algoz.

    Ela, todo Poder; eu, reles soldado...

    Foi assim mesmo a nossa convivência profissional: com palavras àsperas, alteio de vozes, uns gritos aqui e outros acolá!

    Um dia ela mandou que eu imitasse Helder Moura, fazendo jornalismo descritivo, sem opinião (fulano disse isso de sicrano, e abre aspas; sicrano respondeu isso de fulano, e abre aspas...). 

    Revidei, me impus e conquistei o seu respeito profissional.

    A editora valente e atrevida passou a me ouvir; às vezes a consultar!

    E a cara emburrada deu lugar ao sorriso; a uma amizade que só agora se esvai...

    Acho, Lena, que não vou demorar a te encontrar nos umbrais celestiais.

    Até  breve!!! 

  • Um muar na Borborema

    11/11/2019

    O relincho de Bolsonaro hoje em Campina Grande, quando pela idade que tem ele identificou-se com “validade vencida”, no que acabou sendo a sua única verdade no palanque do conjunto Aluízio Campos, não foi nenhuma novidade.

    Falar a voz dos muares é esporte preferido de Sua Excelência há meses...

    Foi em São Paulo tentando dar coice n’outra espécie que lhe faz par na “jumentice” - o engomado governador Dória - que o Presidente caprichou no seu primeiro relinchar.

    Mas ao repeti-lo aqui na Borborema, não por coincidência no cocho, ou melhor, no tablado que de modo muito feliz a prefeitura montou para ele na porta do lugar onde se compra e se vende burros (o Parque de Exposições de Animas do Ligeiro), a pose de muar do Presidente fez o seu zurrar ainda mais vergonhoso e miúdo demais.

    Por sorte o dia do parque hoje não era o de feira. Corria o risco do inquilino da faixa presidencial vir a ser comercializado a preço de liquidação...

    O jumento nordestino pode muito bem ser encaixado na frase de Euclides da Cunha segundo a qual o nordestino é antes de tudo um forte.

    Pode sim!

    Nosso irmão de quatro patas é mais do que um forte e seu relincho másculo é uma das vozes mais belas da região.

    Nada a ver, inclusive, com este rebusnar de meia tijela que Bolsonaro engendrou com voz de Maria Garrafada aos pés do ouvido do jovem sanfoneiro conterrâneo que tocava a rara jóia do meu amigo Ton Oliveira que a Paraíba oficializou como seu hino.

    Esse jumento, quero dizer, esse homem que desembarcou às 10 horas no ‘João Suassuna’ e que graças a Santa Dulce dos pobres por volta do meio dia já desabava prá Brasília, nos envergonhou, o que é deveras lastimável.

    Não usa, porque não sabe o que é, a liturgia do cargo. E porta-se, em solenidade tão histórica como a de hoje em que 4.100 humildes famílias conseguem realizar o sonho da casa própria e ansiavam aplaudir um discurso do Presidente da República, como mula velha sem cabeça.

    Pior ainda, no caso restrito a ele: sem cabeça, sem tronco e sem membros.

    Uma observação, aliás, que não é de minha exclusividade.

    Até consultei amigos de talento. Um deles, mestre e doutor, cidadão do mundo e da província, poeta e compositor,vice-reitor da UEPB; e nordestino DA GEMA assim como nós que tivemos o desprazer de ouvir e ver a desastrada onomatopéia de Bolsonaro, sintetizou esse rincho na terra de Biu do Violão:

    - “Sinceramente, esse senhor não tem a mínima noção do lugar que ocupa. É deslocado. É torpe. É inábil. Mas, concluir um discurso oficial com um grito, similar ao relincho de um burro manco, foi demais”.

    Foi não, professor Flávio Guimarães.

    Foi muito DE MENOS!

     
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  • OUÇA O PADRE!

    01/11/2019

    Aprecio muito dar pitaco em coisas que, em tese, não me dizem respeito.

    E faço isso com invulgar satisfação porque, quando menos, provoco o debate e forço a tomada de alguma decisão pelas partes eventualmente atacadas.

    Se me xingam por isso, faz parte...

    Mas, a minha parte, com certeza eu deixo feita!

    O pitaco nesta coluna, hoje, direciono para um homem que eu gosto muito e que muito tem me ajudado - e a muita gente - facilitando exponencialmente a nossa interlocução com Cristo: meu confessor Hachid Ylo, o amado jovem Padre Hachid de São Vicente de Paula e da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus aqui do Catolé e alhures.

    É certo que Hachid há muito deixou de ser pároco exclusivo da nossa comunidade.

    Suas largas e generosas asas, sempre caridosamente abertas para o bem, ultrapassam a geografia de Campina Grande e isso é motivo geral de orgulho para nós que nos alimentamos da sua refinada sabedoria.

    Como Padre, Hachid é 10; como Amigo, 10 vezes 10; como Irmão e Orientador de vida, 1.000!

    Mas, na recente condição de “Radialista” seus esforços diários não chegam a corresponder às expectativas dos ouvintes. Pelo menos as minhas, com esse velho e quase mouco ouvido apurado e exigente.

    A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, em pé e área interna

    Vibrei e aplaudí a chegada do meu prezado Reverendo, isso é certo, aos estúdios da Cariri FM 101.1. Porque passaria a me deleitar com seus abalisados sermões a cada manhã, em som stéreo, e não mais apenas nas missas dos domingos e nas dos encontros da Igreja, onde ele se esmera deixando-nos silentes a babar pelo canto da boca feito gente miúda entertida com biscoito.

    Já ouvi três ou quatro programas, mas o Hachid que eu conheço na Igreja não é o mesmo Hachid que divide com sua secretária, sonolento, o microfone lá na rádio de Enivaldo Ribeiro.

    Não é ele não!

    E vamos aos pitacos:

    - Primeiro, eu mudaria o nome do programa.

    Sugiro “Ouça o Padre!”.

    - Segundo, eliminava qualquer tipo de produção.

    Aceitava apenas as ajudas da secretária, no atender de telefones, e a do operador de áudio na mesa de som caprichando nos hinos e nas músicas sacras.

    - E por último o mais complicado, porém em se tratando de Hachid o mais fácil: abrir a boca!

    Eu, ouvinte, quero ouvir o Padre! E talvez, aqui ou acolá, alguém que ele convide para também falar.

    Vai ver que o Padre Hachid ou algum xeleléu dele (Padre também se cerca desse tipo) venha me contradizer argumentando que não é mole fazer todo dia uma hora de programa de rádio.

    E não é mesmo!

    Nas missas de hoje, a gente vê, a vida de padre é bem facilitada...

    Até na comunhão o sacerdote conta com os ministros para distribuir a hóstia com os fiéis; e tem a bandinha, a turma da liturgia, os meninos que seguram a Bíblia...

    A celebração é compartilhada.

    Mas, o buliçoso Padre Hachid sabe bem disso: pega na rodilha quem pode com o pote!

    Eu quero OUVIR O PADRE!!!

    Porque não há nada melhor hoje em Campina Grande - e se alguém souber outra coisa me avise - do que ouvir Hachid falar, extraindo da Palavra aquilo que a gente comum não consegue extrair.

    O meu confessor é, sim, um homem abençoado. E a rádio, a seu serviço em nossa proteção, é mão na luva na mão dele.  Mas nada de requintar na produção...

    Tenho comigo que em um mês o Padre Hachid nos estúdios, só falando daquele jeito livremente aberto como se oferta nos altares, fará fichinhas os desempenhos de “Zezinho”, “Manzotte”, “Marcelo” e outros pop-stars católicos que dominam na mídia.

    Que Hachid me perdoe, mas na rádio eu pelo menos quero ouvi-lo!

  • OUTRA VEZ O CINISMO DO SENADOR

    23/10/2019

    A desesperada corrida em busca de holofotes tem realçado ainda mais, perante a opinião pública paraibana, a acentuada deformação de caráter do senador Veneziano Vital do Rego (PSL).

    Ontem, o ex-prefeito de Campina Grande, diante das três opções que a ele e aos demais senadores foram dadas para votar no projeto de reforma da Previdência Social - sim, não ou abstenção - cravou o NÃO mostrando coerência ao que vinha pregando.

    Ótimo.

    Ele faz oposição cerrada a Bolsonaro e sua posição não representou nenhuma novidade.

    E ainda ontem à noite as redações paraibanas foram entupidas de e-mails do senador exaltando o que considera um gigante feito. “REFORMA DA PREVIDÊNCIA: VENEZIANO VOTA CONTRA; ZÉ MARANHÃO E DANIELLA RIBEIRO VOTAM A FAVOR”, assim deu título ao ‘press-release’ juntando uma fotografia onde aparece em plenário sentado ao lado dos outros dois senadores do Estado.

    Lá no Beco do Califon a isso se dá um nome: molecagem!

    O que não é de se estranhar também, conhecendo-se a trajetória política do filho de Vital do Rego e Nilda Gondim, construída com invejas, traições e as famosas “tapinhas” nas costas que mais adiante religiosamente se transformam em “punhaladas”.

    Veneziano apunhalou Ney Suassuna quando, Senador, enchia os cofres da Prefeitura de Campina Grande com recursos federais para ele governar; “sangrou” Maranhão o quanto pode na tentativa de arrebatar-lhe o MDB, aí revelando o seu igualmente açodado jeito ingrato de viver; e mal ganhou de Ricardo Coutinho o prêmio não sonhado de virar Senador da República deu-lhe caprichado chute no traseiro mostrando que as ácidas e injustas críticas que fazia ao  Chefe do Estado num passado não tão distante realmente não chegam a ser “coisas do passado” - permanecem vivas! 

    Do jeito que Veneziano optou pelo NÃO, Maranhão e Daniella investidos das mesmas prerrogativas preferiram o SIM. O que necessariamente não  os deslustram enquanto Senadores da República!

    Mas o ex-prefeito, que continua vendo no espelho de casa sua cabeça adornada com a auréola de São Gabriel e certamente sente hoje inveja dobrada do título dado pelo Vaticano à irmã Dulce, pode até vir um dia a ter expurgado todos os seus defeitos, menos esse estampado nos e-mails de diminuir os outros em favor da sua una e indivisível INTELIGÊNCIA.

    À sua ótica cheia de lentes de aumento, ele é o tampa de Crush hoje do Senado; Maranhão e Daniella são os burros... Uns vermes despreparados!

    Porque, convenhamos todos nós - os que aprovam e os que não aprovam esse comportamento vergonhosamente cínico do ex-cabeludo -, para aparecer na mídia e ser festejado pelo voto contrário à reforma previdenciária a prudência recomendava esperar as repercussões; nunca, jamais, ele mesmo repercutir o “feito”.

    Mas, de Veneziano Vital do Rego não se espere coisa mais digna. Parabéns, se não lhe dão, ele fanbrica.

    Foi o que fez ontem de noite, mesmo que para isso visse dizer abertamente aos paraibanos que Maranhão e Daniella Ribeiro a quem continua dando ‘tapinhas” nas costas, são duas nulidades no Congresso Nacional.

    Desculpe o meu leitor, mas eu sinto vergonha por ele!

  • JÁ TEMOS CENTRO DE CONVENÇÕES!!!

    20/10/2019

    A ideia veio lá de trás...

    Ricardo Coutinho, à falta de bom campinense na sua equipe que pudesse lhe dizer das demandas locais e desejoso de oferecer um mimo à cidade que tanto lhe exigia obra gigante como as que estava presenteando João Pessoa, prometeu em aniversário do 11 de outubro (data de emancipação política de Campina Grande) nos dar um CENTRO DE CONVENÇÕES.

    Ele acabara de inaugurar a monumental edificação da Capital, obra idealizada no Governo Cássio, adiantada na gestão Maranhão e finalmente concluída na sua era, e num primeiro momento entendera que Campina aprovaria seu intento imaginando ganhar algo parecido com aquele estrondoso equipamento erguido no Cabo Branco.

    Mas, Campina é Campina. Sempre desconfiada!

    A imagem pode conter: área interna
    Auditório principal do "Raymundo Asfóra"
     

    E a primeira reação contrária veio da classe produtora. Comércio e indústria correram a avisar ao governador que existiam pleitos mais prioritários e que, portanto, não avalizavam a promessa.

    Com olhar vesgo, Ricardo ouviu e obrigou-se a engolir a “sugestão”. Sábio, disse aos seus botões: “se não querem, eu não quero!”. E ponto final, pois da sua boca daí por diante nada mais saiu sobre a obra.

    A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre
    O suntuoso e gigantesco salão para exposições do ‘Raymundo Asfóra"
     

    Veio a campanha de 2018. E João Azevedo, tal qual Ricardo sem se acercar de campinenses verdadeiros, mas somente daqueles em busca de realizar interesses estritamente pessoais, aceitou a ideia de ressuscitar o CENTRO DE CONVENÇÕES desprezado e logo inseri-lo na proposta de Plano de Governo.

    Já governando há nove meses, só agora ele “pariu” o projeto do centro no mesmo 11 de outubro em que governantes costumam enganar o inofensivo eleitor da cidade.

    A imagem pode conter: área interna
    Outro nobre espaço de reuniões do "Raymundo Asfóra": o salão circular
     

    Antes, porém, João foi a Brasília e - menos mal - conseguiu arrancar da bancada a promessa de indicação de R$ 100 milhões no Orçamento da União para tirar da prancheta o projeto do centro.

    Se vai efetivamente construir, aí é outra história...

    O Centro de Convenções planejado por João está planejado para ocupar uma área de 15 mil metros quadrados na alça leste do bairro do Mirante e o projeto contempla eficiência energética e hídrica, centro de eventos, foyer, salão de eventos, oficinas, administração geral de eventos, centro de feiras e exposições, área de negócios, auditório com capacidade para 1.000 pessoas e oferta de 1.200 vagas para estacionamento.

    A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre
    A "bodeguinha" que João Azevedo deseja construir para chamar de CENTRO DE CONVENÇÕES
     

    Mas, e Campina Grande necessita mesmo de um novo CENTRO DE CONVENÇÕES?

    Novo, sim, porque já temos um muito bom do Governo do Estado.

    Por isso eu, particularmente e em coro com muita cabeça boa e pensante da Rainha da Borborema, acho desnecessário torrar tanto dinheiro em algo inútil que só servirá para dar empregos a apadrinhados de futuros traidores do governador.  

    Vejamos, em rápida argumentação: o Garden Hotel de Campina Grande, cuja construção começou em 1986, na gestão de Milton Cabral, demorou cerca de vinte anos para ser concluído e somente aconteceu depois de feita uma parceria do Governo do Estado, na gestão de Cássio Cunha Lima, com a BRA Transportes Aéreos, dez anos depois em 2006.

    De aditivo em aditivo engordando patrimônio de políticos e empreiteiros, passando por quatro governos - de Burity a Maranhão - que não mostravam nenhum interesse em alavancar o canteiro de obras, somente no fim da gestão de Cássio o Garden (na época chamado de Tropeiros da Borborema) finalmente foi entregue.

    E não é obra pequena não. Sua estrutura é gigantesca, com 192 apartamentos, num total de 576 leitos em duas alas, cada uma com três andares.

    E o principal, que derruba a ideia de agora: o hotel tem um enorme parque aquático, piscina térmica, academia, SPA e o Centro de Convenções “Raymundo Asfora”, com capacidade para 1.800 pessoas.

    Coisa de Primeiro Mundo, como se diz por aqui quando a coisa é boa de verdade.

    Entendo que Campina Grande tem outras importantes demandas a resolver. Esses R$ 100 milhões iniciais para o CENTRO DE CONVENÇÕES tocaria, por exemplo, uma nova maternidade regional que aliviaria a superlotação diária na municipal Elpidio de Almeida. Ou botar nos velhos trilhos da cidade o VLT que todo mundo já prometeu.

    Eleger prioridades é fator importante se João Azevedo realmente estiver disposto a governar para a História, focado no momento atual.

    E outra coisa, a ser necessariamente destacado: o Garden Hotel, onde está o magnífico Centro de Convenções Raymundo Asfóra e que o Governo do Estado cedeu a grupo empresarial de fora a um custo que ninguém sabe, está precisando de inadiáveis reparos em vários dos seus setores e equipamentos, o que o atual governante poderia exigir em caráter de urgência.

    E repito: prá que uma “bodegazinha” para chamar de CENTRO DE CONVENÇÕES com 1.000 lugares se já temos um “cinco estrelas” com capacidade para 1.800 pessoas?

    Volto ao tema!

  • NADA DE VLT

    10/10/2019

    Nem João, nem Romero!

    A briga dos dois para implantar um VLT em Campina Grande, que foi inclusive tema de pauta do prefeito com o Presidente da República para tirar do foco o governante estadual que garantira ter “peito” para tocar a obra, almejada pelos campinenses e motivo de promessas reiteradas por todas as velhas e novas lideranças do Município, segue célere para o limbo do esquecimento.

    Essa irresponsável amnésia esteve presente em Brasília terça-feira quando a bancada federal reunida com João Azevedo e os prefeitos de João Pessoa e de Campina Grande sequer listou o VLT no rol das prioridades para receber recursos em 2020 do Orçamento Geral da União, via emendas parlamentares.

    O projeto “VLT Campina” literalmente saiu dos trilhos, uma infeliz notícia para a cidade que neste dia 11 festeja 125 anos de existência.

    Os R$ 490 milhões destinados para o Governo do Estado serão aplicados no Ramal de Piancó para águas da Transposição do São Francisco (R$ 100 milhões), um Centro Integrado de Comando e Controle (R$ 30 milhões), o conjunto de adutoras (R$ 170 milhões), o Arco Metropolitano de João Pessoa (R$ 90 milhões) e o Centro de Convenções de Campina Grande (R$ 100 milhões).

    Para os políticos carreiristas, menos mal. Ano que vem tem eleição e a promessa do VLT dá um ótimo discurso.

  • JORNALISMO INDEPENDENTE É POSSÍVEL!!!

    04/10/2019

    Abordando com irrepreensível pena e lucidez a crise catastrófica que sufoca - e em muitos casos tem matado - a mídia nacional, o já maduro Heron Cid nos brindou ontem em seu festejado ‘MaisPB’ com uma abordagem prá lá de espetacular que aponta, no frigir dos ovos, para uma razão que, há anos, eu enquanto mini-empresário do ramo já identificara a partir do calejar das mãos: o círculo vicioso existente no meio.

    Ou seja, as empresas não crescem porque não conquistam anunciantes e os anunciantes não se ‘apaixonam’ e não anunciam porque as empresas não crescem.

    A Paraíba - mostra Heron em seu arrazoado - convive com a realidade do fechamento de quase todos os jornais impressos. O Norte, Diário da Borborema e Jornal da Paraíba acabaram. Resistem A União, só de pé pelos impostos dos cidadãos paraibanos, e o Correio da Paraíba, com redação cada vez mais enxuta e sobrevivente pela resistência pessoal do empresário Roberto Cavalcanti.

    Mas a crise, como bem relata o confrade pessoense, não se limita aos impressos. Consolidadas televisões de João Pessoa e de Campina Grande precisaram ser redimensionadas. Recentemente, a TV Cabo Branco redesenhou sua hierarquia para se adequar a esses inquietantes tempos e a TV Paraíba, do mesmo grupo, “castrou” os profissionais que não conseguiu demitir e praticamente acabou com o jornalismo que gerava em Campina Grande.

    A Rainha da Borborema, celeiro de brilhantes apresentadores, cinegrafistas e produtores de vídeo, pioneira na televisão estadual, agora tem que se contentar com o sofrível trabalho que é desenvolvido na beira do Atlântico e engolir o que por lá eles chamam de notícia (sem interesse algum para a Borborema): os buracos no Valentina Figueiredo, o descaso público no Trauminha, o velório do diretor do teatro, os shows do shopping Manaíra, as partidas de vôlei nas areias de Tambaú...

    Quando o assunto é rádio a situação ainda é pior porque fomos - os de Campina Grande - transformados em inocentes e inertes mulas com um único direito: o de ouvir sem reclamar as baboseiras cuspidas pelos “ases” da orla nos nada éticos microfones de lá. Até a nossa CBN não aguentou um ano de vida e já nos “brinda” com mais de 80% da sua programação gerada por João Pessoa. Com um adicional e vergonhoso detalhe: os anúncios comerciais também são de empresas da Capital!

    Crescer desse jeito, não há como!  

    Heron mostra em seu artigo que existem outros exemplares de providências semelhantes no mercado e se refere à mídia eletrônica.

    Melhor conferir o que ele escreve, das aspas prá diante:

    “Os sites e portais de notícias experimentam uma dicotomia: são influenciadores, têm audiência prática e aferível, pautam o noticiário tradicional, mas se deparam com pedras no caminho.

    O próprio amadorismo e timidez do setor na relação com o anunciante privado são algumas delas somadas a uma certa indisposição – pra não chamar de má vontade – da maioria das agências de publicidade, estas, historicamente mais comprometidas com os grupos de comunicação, destinatários das maiores fatias de distribuição de mídia.

    Há desinteresse deliberado na pulverização de campanhas para um universo maior de veículos, para economizar mais trabalho e demanda administrativa. A opção cômoda e conservadora termina sendo concentrar. Menos técnica e mais pragmática, por sinal.

    Sites, portais e blogs invariavelmente são lembrados nas crises ou momentos esporádicos e estratégicos, o que precisa provocar uma necessária autocrítica. Assim, rendem-se ao desconforto de se limitar à clientela institucional mais do que todos concorrentes nesse mercado generalizadamente refém da publicidade institucional. Uma anomalia que reflete a fragilidade da nossa economia estadual.

    Em resumo, o ambiente de dúvidas não poupa ninguém. Nem ‘grandes’, nem ‘pequenos. É um momento que exige, de um lado, conexão e convergência multiplataformas e cada vez mais profissionalismo. Do outro, convencimento do anunciante – com dados e números reais – da viabilidade de manter anúncios e apostas no segmento da comunicação como braço e aliado no sucesso.

    E o mais importante e mais difícil, em terras de estiadas convergências e fartura de vaidades e ciúmes, a unidade.”

    Assino sem ressalvas o que ensina-nos Heron Cid.

    Essa nova mídia, cuja maioria de blogs e portais nasceu com o fim exclusivo de angariar receita estatal, sob subordinação dela e plena subserviência, é erva daninha difícil de se extirpar...

    Porque bajuladores, puxa-sacos e que tais, infiltrados em todos os meios produtivos e mais ainda no meio político-partidário-governamental, encontrou aqui campo fértil para prosperar (sic!!!).

    Diz muito bem Heron Cid, do alto da sua experiência enquanto dono de portal na internet, que existe amadorismo e timidez na relação com o anunciante privado resultando na “indisposição” das agências de publicidade, todas elas “alérgicas” a programarem portais ou blogs, repetindo assim o velho círculo vicioso que já enterrou os nossos jornais.

    No Sul do País, onde também grassa parcialmente esse problema, veículos já desprezam e rejeitam a verba pública, provando que podem muito bem viver sem tão danosa dependência. Dão exemplo disso a ‘Gazeta de Notícias’, ‘O Antagoinista’, ‘Valor Econômico’ e outros espaços onde reinam verdade, liberdade e independência. Tudo sob o manto salutar e necessário do melhor profissionalismo.

    Com certeza, esse é o caminho!

  • O sorvete, à ótica de Torres

    28/09/2019

    É bem verdade que a Paraíba - o Governo do Estado - perdeu o seu mais entusiasmado e dinâmico secretário: Luiz Torres, o “índio”, como os confrades na Capital o chamam.

    Mas, para a felicidade geral desta terra do NEGO, ganhamos de volta a pena perfeita e por vezes afiadamente ácida ou cruel de um dos melhores jornalistas do rincão.

    Ler Luiz Torres todo dia, para mim, é a mesma obrigação que tenho em rezar o Pai Nosso na hora de dormir!

    Hoje mesmo, debruçado sobre seus textos no blog que montou pós-secretaria e nos brinda na net, ao passar a vista sobre sua análise da devolução do dinheiro do sorvete de Daniella Ribeiro aos cofres do Senado só não tive um orgasmo porque a idade provecta já me tirou há anos esse prazer.

    O índio foi na mosca: a Daniella restava a “batida de pino” que foi essa que ela optou devolvendo a merreca, ou “assumir os memes e faturar com eles, abrindo uma sorveteria em Campina Grande”.

    Brindo o meu leitor, a seguir, com a íntegra da análise de Torres:

    “Centro de um dos maiores micos registrados este ano no anedotário da política paraibana, a senadora Daniella Ribeiro (PP) acertou em cheio ao assumir o erro de ter pedido reembolso do Senado Federal de R$ 17 em razão de compra feita numa sorveteria.

    Para sair da fria, uma vez que foi alvo de críticas e memes hilariantes, a senadora admitiu o equívoco, pediu desculpas e ainda agradeceu à imprensa pelo alerta do erro. Perfeito. Quem vai poder bater num reconhecimento público de equívoco?

    Até porque estamos falando de R$ 17 num sorvete. Algo que, regimental, é legal.

    Mas que só transformou o mandato da senadora numa piada pronta exatamente pelo objeto comprado e pelo valor reembolsado. Um preciosismo exagerado.

    Daniella só tinha duas opções neste caso. Um era assumir os memes e faturar com eles, abrindo uma sorveteria em Campina Grande.

    Optou pela melhor. Pediu desculpas. Algo que vai derreter um pouco mais a zombaria, como um sorvete exposto ao Sol.”

  • ECOS DA CRISE GIRASSOL

    11/09/2019

    Que é gigante a crise no PSB da Paraíba, isso ninguém desconhece mais.

    E o fosso é imensamente profundo, sem restar espaço pelo menos por enquanto para recomposições.

    Aliás, algo perfeitamente previsível, em se tratando de uma legenda que abriga inflados egos como Ricardo Coutinho, Cida Ramos, Estela Bezerra, Fábio Maia, Ricardo Barbosa, Márcia Lucena, Veneziano Vital do Rego, Edvaldo Rosas, Adriano Galdino...

    E nem falo em João Azevedo, ainda neófito na política, mas que tem se deixado contagiar pelo vírus do Poder que a caneta consegue acelerar.

    E em briga de elefantes, como se diz muito bem por aqui, só quem sai perdendo é a grama.

    Então, que a parte nanica se cale; se recolha até que algo desanuvie.

    A propósito, recolhi hoje de notórios CARDEAIS da legenda algumas posições que mostram por si como fica cada vez mais difícil juntar os cacos.

    Vamos lá:

    01 - “Ricardo Barbosa, Tibério Limeira e Leo Bezerra querendo peitar Ricardo Coutinho. Onde já se viu carrapeta dar em pinhão?”

    02 – “E Adriano? Mordendo e soprando... Mas a gente conhece bem essa turma!”

    03 – “Adriano continua sendo um vendedor de confeito”

    04 – “Tô passado, com a posição do Vené. Vergonha!”

    05 - “Quer dizer que Ricardo serviu para fazer de um desconhecido o governador do Estado e não serve para presidir um partido que só ganhou projeção por causa dele?!”

    06 – “Intervenção no PSB é invenção. O que houve foi renúncia de metade mais um do diretório e a consequente dissolução”

    07 – “A Comissão Provisória comandada por Ricardo vai tornar o PSB maior do que já é, com a vantagem de ficar depurado das figuras que confundem idealismo com oportunismo”

    08 – “Quero ver como vai ser quando secar a tinta da caneta”

    FAMINTOS

    A propósito desse desastre que grassa na gestão Romero Rodrigues lembro aqui de um certo prefeito que, na busca da reeleição, transformou alimentos do estoque da merenda escolar em cestas básicas, que sua troupe pulverizou com força nos grotões da periferia sob comando da genitora, da Primeira Dama, da mulher do vice-prefeito e de uma abusada cunhada que vinha de Brasília só para ajudar na ‘faminta’ e criminosa missão’.

    CASAMENTO

    Meu estimado amigo-pastor Ezildo Galdino deve aproveitar as férias do final de ano no Sistema Correio em Campina Grande para contrair novas núpcias. A futura consorte, apaixonada pelas suas vibrantes e abençoadas pregações, faz parte da sua Igreja.

    VACINA

    Zé Gotinha já em campanha aberta para vereador de Campina Grande inunda as redes sociais com um slogan que lhe cai como luva: “VACINE SEU VOTO EM 2020”. Maior crítico na internet do prefeito Romero Rodrigues, é bem provável que se eleja com uma INJEÇÃO de recursos, por incrível que pareça da própria municipalidade por vias transversas: seu primo Arimateia Rocha, o construtor preferido de Romero, deve bancar seus custos, avaliados em mais de R$ 5 milhões.

  • Em Pibus

    09/09/2019

    O feriado da Pátria, em termos, para mim foi revigorante: no descanso na vivenda da paradisíaca Carapibus após levado ao "estaleiro" por ligeiro acidente doméstico que por pouco não eliminou metade do meu honrado e honroso NARIZ MARINHO, tive a alegria de receber a visita de Júnior Rodrigues, pré candidato a prefeito do Conde e dinâmico empreendedor no ramo varejista de alimentos, que por feliz coincidência no sábado 7 de Setembro presenteou o Distrito de Jacumã com o maior supermercado do litoral sul da Paraíba.

    Botamos a conversa em dia, prospectamos quanto ao futuro e me entusiasmei com a sua humilde e dedicada luta em busca de alcançar o seu lugar digno na curul da prefeitura e exatamente num momento em que o Conde clama pela força autentica e pelo vigor valente e determinado de um bravo e operoso filho.

    Voltarei ao tema, com melhor profundidade!

    ROBSON DUTRA

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    Prenúncio de que o Legislativo de Campina Grande pode pensar, já agora, em melhores e mais dignos dias: a volta de Robson Dutra ao plenário e à tribuna da Casa Félix Araújo!

    A folha de serviços prestada por Robson ao Município é imensa e valorosa, não apenas na condição que o foi de vereador brilhante e atuante, mas também como empresário-construtor, e sobretudo enquanto deputado estadual com os olhos voltados para seu povo.

    Campinense que ame de verdade sua terra, terá com certeza orgulho de reconduzir Robson à vida pública.

    DONA LOURDES

    Campina enterrar Lourdes Ramalho é como baixar à sepultura o melhor da sua história e das suas tradições. Fica mais pobre, menor e nós, que admirávamos o seu talento e a sua doçura não ficamos apenas órfãos – estamos mutilados!

    Minhas condolências especiais à família, que o faço na pessoa do amigo e colega de trabalho Jean Ramalho, neto de Lourdes e certamente um dos que mais a amavam no círculo familiar.

  • AVISTARAM A FEIRA!

    19/07/2019

    Enfim, a prefeitura campinense avista a feira central da cidade. Atrasadamente, está certo, mas antes tarde do que nunca, ensina o bom brocardo.

    Sou “feireiro” desde priscas eras!

    Dona Virgília, aos sábados, me acordava às cinco e saíamos eu e ela à pé, da Nilo Peçanha até o encontro com o balaieiro já freguês que nos aguardava na entrada da feira de flores, mesmo local por onde ainda hoje começo a fazer as minhas compras semanais.

    O frio da madrugada só me fazia bater o queixo quando descíamos a Lino Gomes e o vento forte no balde do Açude Novo esvoaçava os cabelos dela e arrepiava meu cotovelo e outros eteceteras do corpo...

    A cara emburrada e o sono ainda teimando em me derrubar davam logo vez a um riso traquino assim que mãe escolhia as macaíbas e umas oito laranjas-cravo, que descascava ligeiro e me dava o primeiro bago.

    Mais adiante, na velhinha da misturada que cortava seus pedaços de fumo de rolo - um dela e outro de tia Biu (Severina), sob recomendação de “não me venha com um boró (fumo ruim)...” - eu comecei a cheirar tabaco, mas não me viciei.

    Dava dois ou três espirros, achava graça e a feira seguia...

    No velho da goma, um café quente de cortesia e um pedaço de beiju novinho fazia a festa -minha e dela; e do balaieiro!

    Ainda hoje a boca guarda aquele sabor...

    Fazer feira era a melhor diversão de Dona Virgília. E a minha mais divertida brincadeira. Por isso, ainda hoje aos 66 de vida, todo sábado acordo ainda mais cedo e corro à feira para brincar!

    E parece que continuo com ela ao meu lado, me ensinando como comprar a carne melhor e a mais mole, a unha de mocotó que Dona Carminha especialmente guardava junto com pedaços de bucho e tripa grossa, os pezinhos de porco para dar gosto no picado, os ossos de boi com tutano pra sopa da quarta...

    E lá em Dona Pequena, na ‘rua boa’, foi ela quem me ensinou a soprar debaixo das asas das galinhas pra identificar a mais gorda e a mais saborosa.

    Dona Virgília entendia de feira e despertava inveja na vizinhança...

    Naquela gente ‘intrigueira’ que nunca soube o que é comer bem porque também nunca soube ir na feira central.

    E mãe tava nem aí...

    Quando o balaieiro dobrava a esquina da Independência descendo a Nilo Peçanha em direção à nossa casa a gente só via as janelas se abrindo e as ‘intrigueiras’ se queimando de inveja.

    “Esse povo só pode ser feito lagarta, enche o balaio de mato prá tapiar e dizer que fez feira...”, escutei uma dondoca gritar prá outra, alarmada com os molhos de couve, de espinafre, de alface, de hortelã, de coentro e cebolinha, que o balaieiro forrava sobre as compras no alto do balaio.

    E Mãe nem aí...

    Debaixo das folhas tinha macaxeira, que ela enterrava na terra fofa do fundo do quintal pra evitar mofo e dar pra semana; batata doce e batata inglesa; carne de boi, de porco, de sol e de bode; peixe (só gostava de ‘branquinha’) e piaba; fígado de boi pra gente não pegar anemia; ovo de capoeira que vinha do sítio Floriano e ovos de granja que comprava na banca do pai do meu amigo Vereador Olímpio Oliveira...

    Era uma FEIRA!

    Com farinha de mandioca, arroz da terra, nata, manteiga e queijo coalho; feijão verde, macáçar e faveta; Charque e linguiça de porco e de boi... E frutas, inclusive as da época: pitomba, cajá, umbu, pinha, graviola, mamão, laranja Bahia, bananas prata, maçã e de cozinhar...

    Por isso, hoje estou particularmente feliz ao ver que Romero Rodrigues e a STTP avistaram a feira e começam a implementar mudanças nela e no seu entorno, de modo a ensejar a que outros campinenses - e turistas, sim senhor - descubram aquela relíquia.

  • O IRMÃO DE SHAOLIN (eca!)

    17/07/2019

    Exatamente ontem, chamado DIA DO HOMEM, dei de cara com um moleque que - não deveria, por não as honrar - veste calças.

    Aliás, “dei de cara” é apenas força de expressão porque felizmente não tive o desprazer de olhar outra vez o rosto de figura tão abjeta e miúda.

    Digo “outra vez” porque o assombro já frequentou minha casa, onde ainda assim sempre foi tratado como gente.

    Sim, o vulgo tem nome apesar de tudo: Joverlaine Veloso.

    Ou, como se identifica desde 2016 desprezando o que os pais lhe deram na pia batismal, “IRMÃO DE SHAOLIN”.

    Esse espectro da periferia campinense, estrumado pela inveja do cargo em comissão de filha minha na Prefeitura de Campina Grande, correu às redes sociais para me detratar e, sem o menor respeito à memória do mano genial, acabou por insultar o próprio defunto a quem a lei protege por não mais ter voz para se manifestar ou para até mesmo se defender.

    O cantorzinho de birosca, que ainda por cima tem o gravíssimo defeito de andar falando mal da cunhada Laudiceia pelos fétidos becos por onde se arrasta, é dessas aberrações que a natureza vez por outra bota no meio do mundo para apodrecer e abreviar-se no tempo, em face da nulidade do esqueleto cuja única tarefa é esta mesma de carregar os seus molambos.

    Conheci Joverlaine ainda menino, já sob a sombra de Jozenilton (Shaolin).

    Ainda pequeno, devedor das honras do mano que cobria as suas despesas com o justo e suado dinheirinho que ganhava d’APALAVRA, não foi difícil diferenciá-lo de Shaolin.

    Ele (o moleque), um sonso; o irmão um sóbrio homem.

    Um, sorrateiro e covarde; o outro, humilde e alegre.

    Shaolin feliz correndo a abraçar o pai-vigia da Cavesa nas madrugadas frias da Borborema e o moleque se envergonhando do labor do pai dele corria a se esconder...

    E hoje não tem sido diferente.

    Joverlaine permanece oco, não sabe como viver fora da sombra. Nasceu sem talento e sem mais nada, por isso a vida e o sucesso dos outros o incomoda.

    A imagem pode conter: texto

    No perfil do INSTAGRAN, em ofensa à minha e à história d’APALAVRA e de SHAOLIN, tão ciente da calúnia que expeliu já avisou estar na espera de um processo.

    Bem que merecia...  Mas sequer vou interpelá-lo judicialmente para provar onde está a montanha de dinheiro que afirma eu tenha amealhado às custas do seu saudoso irmão.

    Ocupar a Justiça para interrogar um insano é demais. Sem luz própria, o fel da sua alma se encarregará de lhe entorpecer o coração, se é que o tem.

    Só lamento que a falta de luz de Joverlaine o impeça de ver que está sendo ridicularizado por onde anda, nesta teimosia de querer passar-se por Shaolin e denegrir a quem deveria agradecer, como é o caso de Laudicéia, a esposa que deu o melhor da sua juventude para tornar menos dolorosa a via-crucis de Shaolin no ocaso do seu tempo.

    Oportunidade para brilhar, o moleque teve. A Record ainda o levou as câmeras, onde em penumbra apareceu feito Shaolin.

    Mas logo a decepção tomou conta da noite. "Esse irmão do Shaolin vai ganhar mais dinheiro caçando caranguejo no mangue da Paraíba do que imitando o irmão!", afirmou um telespectador entrevistado pela TV. "Mas que feio irmão usar da fama e pior da morte do Shaolin e essa emissora ter a capacidade de falar que esse cara parece com ele", criticou outro. "Não achei graça no irmão do Shaolin e muito menos o achei parecido", opinou outro.

    O Domingo Show apresentou como quadro e atração principal do programa seguinte à morte de Shaolin exatamente Joverlaine, que seria “muito parecido e teria o mesmo talento”.

    Mas o que se viu, após muito suspense, segundo relatou a revista PUREPEOPLE, foi uma pessoa com certa semelhança física, afinal eram irmãos, mas que em nada tem a ver em relação ao talento.

    Joverlaine bem tentou refazer os personagens vividos por Shaolin mas pagou um mico enorme, pois não era nada parecido. A imitação do cantor Leonardo, a melhor de Shaolin, deixou muito a desejar, Maria Bethania então nem se fala, Zezé Di Camargo foi uma piada, enfim, forçaram a barra, mas não deu para engolir.

    O constrangimento foi tão grande, que a própria produção do Domingo Show decidiu encurtar a apresentação de Joverlaine no palco e encerrou o programa antes do horário previsto.

    E ficou por aí... Agora, cantando em biroscas de pontas de rua, o irmão de Shaolin se contente com as doses de cana que temperam sua garganta.

    De Shaolin, eu e APALAVRA e todos os amigos que com ele juntos trabalhamos (Marcos Alfredo Alves, Josué Cardoso, Ubiratan Cirne, Euclides Veloso, Geovaldo de Carvalho, Narriman Rozendo, Tamar Celino, Marcelo Marcos, Onias Xavier, Vanildo Silva e tantos outros) só guardamos excelentes recordações.

    A PALAVRA, por meio de Mica, (Atalmir Araújo Guimarães) deu a Francisco Jozenilton (O Nito das pranchetas) tudo, inclusive a sua grande e definitiva marca – SHAOLIN!

    O resto ele construiu com seu inigualável talento, esse mesmo que o irmão moleque cobiça mas Deus não lhe deu.

  • SOU PAI DE PETRA!

    30/06/2019

    Petra Fernanda Campos Marinho é, sim senhor, nossa filha – minha e da Márcia.

    Até aqui, só orgulho nos tem dado.

    Das mulheres, é a segunda. Além dela, desfilam em nossa história de amor Camila, Virgília e Amanda.

    E nasceu em meio à grande festa brasileira de conquista do Tetra Campeonato Mundial de futebol pela seleção canarinha.

    Seu nome, por óbvia certeza, tem muito mesmo dessa histórica alegria nacional.

    É, como se percebe, maior de idade, e embora ainda vivendo sob o teto comum sabe onde bota seu nariz e jamais nos decepcionou ou envergonhou.

    Ela e os outros oito irmãos, ainda que sujeitos à vigilância familiar, são donos de livre arbítrio.

    Ir e vir lhes asseguramos adicionalmente ao que é garantido a todo brasileiro pela Constituição da República.

    Por isso, irrepreensíveis são as trilhas dos seus caminhos, sejam os sociais onde percorre com desenvoltura ao lado de uma grande legião de amigos; os profissionais onde com as próprias mãos operosas tem conseguido abrir portas providenciais em ajuda à saúde sobretudo dos mais carentes; os religiosos, onde goza da abençoada confiança sacerdotal em espinhosas missões de evangelização de adolescentes; e os desse mundo moderno gerido pela internet e suas mídias sociais, onde começa a despertar a insana inveja de muita gente que não consegue chegar aos seus pés...



     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     Tem ela o orgulho de ser filha de MARCOS MARINHO – já me confessou reiteradas vezes.

    E isso, embora a mim envaideça exponencialmente, aos olhos dos meus milhares de inimigos e agressores, é afiada faca de dois gumes.

    Infelizmente, PETRA e os demais filhos são vítimas por herança da inveja dos que se dão em Campina Grande por felizes em me detratarem desejando-me o mal e vida curta.

    Maior de idade e vacinada, PETRA tem vida própria que ela mesma conquistou sem a mínima ajuda desse pai tão visado por esses odientos mulambos que esquecem de cuidar das suas sombras.

    Tem personalidade firme e forte, é dedicada nos afazeres e obstinadamente consegue atingir sem percalços todas as metas do que se dispõe a fazer.

    Ela é um sucesso!

    E se eu fosse um pai-coruja, não hesitaria em dizer que PETRA é realmente um geniozinho...

    Faço esse esticado preâmbulo apenas para situar que na minha vida - e nem na dos meus filhos - inexistem esconderijos.

    Portanto, como nada fazemos às escondidas, a palavra MEDO também há muito tempo foi deletada dos nossos dicionários.

    E é por não ter MEDO mesmo que estou tomando providencias policiais e judiciais contra desocupada gente que se valeu do Instagran e de outras redes sociais neste final de semana para caluniar, difamar e ameaçar a integridade física da nossa filha pelo fato dela ter um cargo comissionado na Prefeitura Municipal de Campina Grande, como se isso crime fosse.

    Cargo em comissão, aqui e alhures, tem ato publicado em Diário (no caso de Campina, Semanário) Oficial.

    Com a portaria de Petra não foi diferente e a necessária publicidade - exigência legal - foi cumprida sem arrodeios e no tempo certo.

    Hoje, na condição de conceituada e acreditada blogueira, PETRA já tem mais de 10 mil seguidores, número invejável de acesos que seguramente dá de cambão em vários blogs e portais de todo o Estado, algo realmente merecedor de parabéns.

    E isso não se conquista à toa; se faz com trabalho árduo e dedicação, coisas que em PETRA  viraram marca.

    A mim e nem a ela cabe dar satisfação individual a quem quer que seja do que ganha ou do que faz, até porque os atos da prefeitura são obrigatoriamente inseridos em portal de transparência do Poder Público municipal e estão abertos à disposição pública no Sagres do Tribunal de Contas do Estado.

    Comissionados no Executivo (PMCG, Governo do Estado ou Governo Federal), no Poder Judiciário, nas Cortes de Contas e no Poder Legislativo, são cargos de confiança das autoridades respectivas, a quem cabe assinalar a frequência laboral e determinar local de trabalho, periodicidade de jornada laboral e respectivas tarefas.

    Lamento entender que os caluniadores e difamadores de PETRA não gozam da confiança do nosso alcaide e nem de nenhuma outra autoridade dos poderes acima citados, daí o estrebucho criminosamente desinformado e sem nexo.

    Petra vai continuar fazendo o seu trabalho de assessoria em mídias sociais para quem a contratou e eu, seu pai, vou tomar conta das petições à Justiça onde enquadrarei um a um os que estão a ameaçar a sua vida e àqueles e àquelas que lhe prometem surra em via pública.

    A internet, para quem não sabe, tem um marco regulatório e os crimes são punidos exemplarmente. Retratação no mesmo espaço é um remédio para os incautos antes que a mão da Justiça os alcance.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     


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