Colunista Marcos Marinho

  • JESSIER QUIRINO E EU

    22/02/2018

    Eu conhecia Jessier Quirino de “ouvir falar”...

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    Um colega meu na Justiça do Trabalho - Josué - morava em Itabaiana e tocava violão. E um dia me falou sobre um jovem arquiteto, que para ele era um gênio, por lá escondido com suas prosas e um talento que me garantiu serem algo divino.

    Por educação, ouvi os “exageros” de Josué; nem dei a mínima.

    Outro dia, fim de expediente, voltou ele a extasiar-se com os valores de Quirino e até recitou uns dos causos do ídolo. E me prometeu que traria um livro do cara para eu dar uma folheada.

    Josué me contou que Jessier era tudo aquilo que dele falava, mas nem parecia tamanha era a sua humildade e jeitos comuns. “É gente fina, gente da gente”, me garantiu convidando a que em um próximo final de semana eu fosse em Itabaiana para um dedinho de prosa com o “poeta”.

    Que eu não iria me arrepender!

    Nesse tempo eu assinava coluna diária no Correio da Paraíba e, tendo apreciado o livro de Jessier, decidi escrever minhas impressões sobre o pouco que dele li e publiquei notinha no espaço, àquela altura um dos melhores Ibopes do jornal pessoense.

    A coluna acho que saiu em edição do domingo. E já na segunda feira por volta do meio dia a telefonista do Fórum passou a linha para o meu ramal na Segunda Vara avisando que tinha um rapaz “meio avexado” querendo falar comigo e que já ligara três vezes.

    Eu chefiava o Setor de Audiências e passava a manhã inteira tomando depoimentos em audiências de instrução com o juiz e dificilmente tínhamos tempo para atender telefonemas, cujas ligações já eram despachadas a nosso pedido automaticamente pela telefonista.

    Fui almoçar e não retornei as ligações, como costumeiramente fazia assim que as audiências terminavam. Chegando em casa tinha um recado de Leonam Quirino, à época secretário geral da Câmara Municipal, pedindo que eu ligasse urgente para ele, o que o fiz imaginando que era sobre as cópias do Regimento Interno da Casa e da Lei Orgânica do Município, já que eu estrava prestes a assumir o honroso cargo de Vereador da cidade e delas precisava.

    Leonam, que é um gentleman na melhor acepção da palavra, não fez arrodeios: que ele e todos os familiares não tinham palavras para poder a mim expressar agradecimento em relação à nota sobre Jessier, seu irmão amado que somente naquele instante disso eu viria a saber.

    Me falou que o mano desde cedinho tentava falar comigo por telefone e me deu o número de Itabaiana pedindo que assim que pudesse eu matasse “o desejo” do irmão.

    Já era tarde da noite quando disquei para Jessier me identificando como um amigo campinense de Leonam. “Né o jornalista da Correio não?”, perguntou matreiro já sabendo com quem estava falando.

    E lá se foram quase cinquenta minutos de conversa... papo de amigos de infância, eu diria.

    Na outra semana recebi pelos Correios uma caixa vinda de Itabaiana: todos os livretos e livros, com respectivas dedicatórias, que até então Jessier havia editado. Um presente-jóia raríssima que guardo em lugar nobre nos arquivos do meu escritório.

    E no meio do pacote me mandou um acróstico que logo mandei emoldurar e aqui reproduzo para compartilhar com meus fiéis leitores, já se passando quase 18 longos anos.

    XX – XX

    Lembro hoje o notável amigo Jessier quando a CBN de Campina Grande entra no ar e ouso sugerir à direção da rádio que toca notícia que inclua na programação local a participação que Jessier faz às sextas feiras na CBN de João Pessoa, o que será um especial prêmio à cidade que ele tanto ama e onde moram os seus familiares mais próximos.

    Só isso.

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  • APELIDOS...

    15/12/2017

    No Nordeste, em especial, substituir nomes por apelidos é o que não falta. E a Paraíba, por isso mesmo, não foge à regra.

    De governador a gari, de arcebispo a coroinha, do “Zé ninguém” nas Cinco Bocas de Mandacaru ao “medalhão” no bairro do Mirante em Campina Grande, praticamente todo mundo tem um codinome para chamar de seu.

    “Biu do violão”, por exemplo, ninguém nem mais sabe o seu nome próprio...

    E tem - ou tivemos - “Zé Trouxinha”, “Fernando Cuequinha”, “Pinta Cega”, “Capão”, “Chico do Tomate”, “Pibite”, “Zé Lagoa”, “Lampião”, “Zé da Burra”.

    E vai por aí... Qualificativos para todos os gostos, tipos e níveis de pessoas.  

    Na Igreja Católica tivemos em Joao Pessoa “Dom Pelé”, como assim era chamado e conhecido por todos o querido Dom José Maria Pires.

    Aqui na Câmara de Campina Grande temos hoje “Galego do Leite” e “Nelson da Vidrobox”. Mas pelo honrado plenário da Casa já passaram “Pinta Cega”, “Souza da pipoca”, “Burra cega”, “Negão do café”, “Buchada”, “Tia Mila”...

    Alguns apelidos ganharam destaque e passaram a ser até mais importantes que o nome próprio recebido na pia batismal. Ou alguém, por acaso, a não ser os do círculo familiar, sabe informar o nome de alguns desses (des) qualificados?

    Muito difícil!

    É óbvio que alguns dos apelidados não gostam da alcunha e existem casos de brigas, desentendimentos; até crimes. Porque apelidos dados de modo pejorativo incomodam e podem deslustrar o cidadão, acabando em alguns casos com a idoneidade do camarada.

    Mas, no geral, apelidos ganham força e dão valor aos seus donos.

    Eu mesmo nunca vi o meu dileto amigo Antonio Hamilton Fechine Dantas virar a cara quando lhe tratam de “Burra Cega”, nem quando o homem de mídias Ezildo Galdino se chateou alguma vez quando a maioria dos seus conhecidos lhe identifica como “Abençoado”.

    O ilustre pesquisador político e professor nota 10 Zé Lucas é outro que incorporou de bom grado o epíteto e jamais alguém o viu brigar quando na rua lhe chamam por “Zé do Bode”.

    No mundo jornalístico, área riquíssima de apelidados, a coisa fede.

    E fede porque nos últimos dias vários dos profissionais militantes ou não nos microfones ou nas redações de TVs, sites ou jornais, passaram a ganhar apelidos que de uma ou de outa forma os diminuem, sendo caso exemplar do ponto de vista da maldade humana os que foram dados ao fotógrafo Cláudio Goes e ao multimídia Milton Figueiredo - “Homossexual da Terceira Idade” e “Morde Fronha”, respectivamente.

    No caso de Goes o APELIDO, nele botado por outro colega da mesma arte (a fotografia, ressalve-se), o fotógrafo e atual assessor de imprensa da vereadora Ivonete Ludgério, Jorge Barbosa, está mais para DIFAMAÇÃO.

    Eu mesmo, um sessentão, fui brindado pelo colega Tião Lucena, auto apelidado de BONITÃO, como “Maivado”. Logo eu, que continuo me achando um cara prá lá de BOM.

    Mas, fazer o que se não aceitar? Chego em João Pessoa e hoje ninguém mais me chama por Marcos Marinho. Sou MAIVADO, e cest’fini!

    Tentei catalogar todos os apelidos que flutuam no meu pedaço laboral, mas a tarefa é inglória e difícil, daí o apelo aos colegas para que me auxiliem.

    Seguem alguns:

    Marcos Marinho: MAIVADO

    Cláudio Goes: HOMOSSEXUAL DA TERCEIRA IDADE

    Milton Figueiredo: MORDE FRONHA

    Tião Lucena: BONITÃO ou LAMBE OVOS (presente de Cássio Cunha Lima)

    Wellington Farias: FODINHA

    Jesimiel Ferreira: RIPITA

    Morib Macedo: ENGOMADINHO

    William Tejo (falecido): PROFESSOR PÉ DE VALSA

    Albeni Galdino: PADRE

    Severina Nunes de Farias (Sevy Nunes, falecida): IVES

    Oscar Neto: CORONÉ GRILO

    Ezildo Galdino: ABENÇOADO

    Josué Cardoso: CASCÃO

    José Antonio da Costa: ZÉ GOTINHA

    Josusmá Barbosa: MANSO

    Ubiratan Cirne: MASSAGISTA

    Luiz Torres: ÍNDIO

    Almir Gabriel: GERIMUN

    Clóvis de Melo (falecido): CABOETA

    José Carlos Costa: GAROTÃO DO NORDESTE

    Joacir Oliveira (falecido): CABEÇÃO

    Francisco Jozenilton Veloso: SHAOLIN

    Atalmir Araújo Guimarães: MICA

    Aguardo cartas!!!!!!!

  • OUVIDOS AGRADECIDOS

    05/12/2017

    A chegada da 101.1 FM em Campina Grande acabou por nos mostrar que 2017 não foi de todo perdido.

    A emissora entra no ar com cara de coisa grande, atualizada com o avanço propiciado pelas inúmeras ferramentas da internet e suas redes sociais, e aí está o seu primeiro ponto positivo, a ser exaltado.

    Essa interação rádio-internet nos traz o molho perfeito para a massa e coloca a 101.1 FM bem na dianteira em relação às outras emissoras locais, em sua maioria ainda carentes de sentir o conforto e o prazer do ninho virtual.

    O empreendedorismo de Arthur Bolinha, provado a partir do sucesso das suas empresas, é garantia adicional de que não teremos uma rádio efêmera, mas algo sólido e com base suficiente para não desmoronar ao assobio das primeiras tempestades que fatalmente a alcançarão.

    Estive, por convite amigo, na festa da inauguração sexta feira passada e pude dar o meu abraço de apoio e estímulo não somente a Bolinha e sua dileta esposa Mariana, à sua querida mãe Maildes, aos seus colaboradores de linha de frente, mas principalmente ao time que está escalado para levar a 101.1 aos melhores pódios do dia-a-dia.

    E torço de verdade para que a 101.1 FM cresça, dê gás novo à sofrida radiofonia de Campina Grande, seja laboratório eficiente para retirá-la da nefasta mesmice a que se viu obrigada a suportar, e consiga afastar os maus agouros que povoam as nuvens carregadas do mercado, responsáveis pelo vil preço publicitário em face da prostituição que desabou no meio.

    Aposto todas as minhas fichas no projeto.

    E salve salve Morib Macedo, Edson Pereira, Léo Montanha, Gustavo Ribeiro, Bento Souto, Romildo Nascimento, Cleber Oliveira, Cláudio Killa, Milena Sousa, Rouvieri Ferreira, Polion Araújo... Todos, indistintamente!

    Meus ouvidos, penhoradamente, agradecem!

     SEM DEDO DO GOVERNO

    Wellington Farias sobre as especulações em relação à sua saída da Arapuan:

    “Luiz Torres, o governador ou alguém do Governo nada têm a ver com minha saída da Arapuan. Saí porque a empresa não cumpriu com o acordo salarial. Só!”

     QUESTÃO NUMERÁRIA

    A queixa grande de “Fodinha”, que ele mesmo fez questão de informar na hora da saída da Arapuan, se reporta a numerários. No Sistema Correio, juntando contratos na rádio e na TV, entrava na sua botija por mês R$ 7 mil.

     MEU PIRÃO PRIMEIRO

    Para aceitar o “canto da sereia” mostrado por Fabiano Gomes na hora de convencê-lo a trocar a mansitude de Roberto Cavalcanti pela açodada ligeireza de João Mamão no mínimo a oferta veio em dobro, levando cifras para o lugar da ‘menina-dos-olhos’ do velhinho de Areial. Mas aí, na hora de quebrar os ovos Fabiano Gomes exerceu com exemplar maestria a fórmula secular de que onde a farinha é pouca, meu pirão primeiro...

     MILTINHO EM DESPEDIDA

    Empresário amigo in-pectore de Milton Figueiredo - o homem do criticadíssimo Balanço Geral da Correio FM em Campina Grande - que até meses atrás lhe dava boa sustentação financeira me revelou em mesa do restaurante Mororó, sob testemunho do Chef Paulo Guerreiro, que o multimídia lhe confidenciou estar de malas prontas para desembarcar da emissora.

     ÚLTIMO TIRO

    O senador José Maranhão é candidato a governador de verdade, e não abre nem para um trem carregado de dinamite. “É minha última bala”, justificou a um nosso amigo comum que o visitou no último final de semana.

    TUDO QUE TEM

    Maranhão tem enfrentado as posições contrárias com bom humor, principalmente as de dentro de casa. Ao seu dileto sobrinho Mirabeau Maranhão, cardiologista que mora em Campina Grande e foi seu secretário de Interiorização no segundo Governo, “tio Zé” o deixou sem argumentos quando sugeriu que ele fosse cuidar da saúde e dos negócios.

    - “Eu dou tudo o que tenho (e não é pouco!) para não deixar a política”, calou o médico.  

     GUILHOTINA EM VENEZIANO

    É provável que o deputado federal Veneziano Vital do Rego já receba o Papai Noel este mês fora do PMDB. O processo de sua expulsão está bem adiantado e será ponto de honra da direção nacional fazer isso ainda este ano, em que pese a defesa que dele tem feito o senador José Maranhão.

    É tudo que o ex-cabeludo deseja, para sair como vítima da legenda que há anos só trabalha para desmoroná-la.

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