Colunista Marcos Marinho

  • SIGILO DE FONTE - QUEBRA

    21/11/2020

    Recebí do confrade Giovanni Meirelles os seguintes esclarecimentos, sobre a “cabuetagem” feita por Walter Santos em sua direção:

    MINHA OUTRA VERSÃO DOS FATOS - ÉTICA PROFISSIONAL - VERDADE REAL E JORNALISMO INVESTIGATIVO - PAUTA DE NOTÍCIA OU BOATO DE INTERNET?

    Caro amigo Marcos, grande escriba, digno dos hieróglifos milenares eternizados pelos antigos papiros egípcios desde o "tempo antes do tempo", ou seja, o Zep-Tep dos mumificados faraós, anterior às pirâmides de Saccara, no planalto de Gizé, bem antes de terem sido construídas. Peço sua sacrossanta permissão para repor a verdade acerca de fatos envolvendo meu nome com um determinado noticiário sobre o empresário bem sucedido e ex-senador da República, José Gonzaga Sobrinho, mais conhecido como "Deca do Atacadão Rio do Peixe".

    Vejamos os fatos que a postagem do nosso querido confrade Walter Santos, proprietário do portal WSCom não citou, aqui mesmo neste espaço destinado a comentários dos seus inúmeros leitores, ou por mero desconhecimento ou por apuração descuidada. Recebi a confirmação do já citado episódio de duas fontes seguras que depois voltaram atrás a pedido da família, mas nunca revelei os nomes dessas duas pessoas, que continuarão sendo minhas fontes de confiança, que continua assegurada.

    Não fiz isso. Ao contrário de WS, que praticamente entregou minha cabeça numa bandeja de prata, como fez Salomé ao Rei Herodes da Judéia, mandando decapitar o profeta São João Batista, anunciador da vinda de Jesus Cristo, às margens do rio Jordão, na Palestina (atual Israel), eu garanti o sigilo jornalístico da fonte que me repassou originalmente a hipotética história do incidente.

    Não joguei ninguém às feras, muito menos faria isso com um colega de profissão, com o qual já trabalhamos juntos em vários locais, por muitos anos. WS deveria ter checado por seus próprios meios. Eu apenas tentei lhe ajudar, sugerindo o tal assunto como pauta de notícia em andamento.

    Eu acreditei em duas fontes. Uma de Campina Grande e outra de Cajazeiras. Ambos confirmaram. Tinha ainda no cenário da boataria, um áudio circulando nos grupos de Whatsapp e eu perguntei a vários amigos se a notícia procedia ou não, em tom investigativo, apenas do ponto de vista jornalístico. Queria saber se alguém reconhecia a voz do autor da mensagem gravada em tom de lamentação e proximidade familiar.

    Naquela mesma noite, soube que a Secretária de Deca tava desmentindo esse áudio veiculado pelo Zap, ao mesmo tempo em que obtive a confirmação de que o fato tinha sido "verdadeiro" por duas fontes seguras, cujos nomes jamais revelaria, sob hipótese alguma, principalmente com o objetivo de DELATAR OU CABUETAR. Isso fica muito feio para ser praticado por alguém que se auto-elogia de ser um ente privilegiado por ter acesso exclusivo a ALTAS FONTES...

    Ninguém publicou nada. Nem eu divulguei UMA LINHA SEQUER nas minhas redes sociais. Somente comentei com amigos de zap, pelo celular privado. Consolidado o desmentido, depois de me ter sido confirmado, o boato voltou atrás e se negou ser verdade, mas já era tarde demais. Walter Santos já tinha estampado a manchete no seu portal em tamanho escandaloso. Fotos imensas e letras garrafais.

    Pra VC ter uma idéia, eu nem cheguei a ver a primeira postagem do portal WSCOM. Só soube que Walter tinha publicado algo sobre o assunto, porque um amigo me encaminhou já o desmentido dele citando meu nome. Só então fiquei sabendo o teor da matéria que tinha sido veiculada na Internet. Exagero total. Sensacionalismo demais.

    Sempre na intenção de saber se de fato havia fundo de verdade ou não, nessa história toda, foi por isso que repassei pra Walter checar e ele se apressou em publicar. Tô fora disso. Meu desejo, sinceramente, é colocar um ponto final nessa história que está rendendo além do desnecessário. Meu respeitoso abraço a VC, extensivo a seus admiradores.

    Giovanni Emmanuel Silva Meireles

  • Contra Deca e contra o jornalismo

    20/11/2020

    Há anos vejo sendo crescentemente diminuída a credibilidade que, na Paraíba, alguns devotaram ao confrade Walter Santos, o homem do pioneiro portal WSCOM de João Pessoa, saudosa referência de boa leitura nos caminhos vastos da internet.

    Informação postada no site de WS era “prego batido e ponta virada” e a ninguém era dado o direito dela duvidar. Mentira por lá ou mesmo algo duvidoso que fosse - essa tal de Fake News de agora – jamais o buliçoso jornalista autorizaria publicar.

    Vê-se, portanto, que isto é mesmo coisa do passado...

    Hoje, Walter se superou ao ajoelhar-se diante de um advogado que atende Deca do Atacadão e mostrou um lado covarde e servil que uns já conheciam mas que outro tanto nunca imaginou que pudesse ser parte integrante do seu já alongado currículo.   

    Depois de abrir manchete deslavadamente mentirosa no seu portal sobre um suposto ato suicida de Deca, dado por ele como fato consumado, mas sem mostrar provas nem declarações testemunhais d’algum parente ou amigo do empresário a embasando, viu-se obrigado a deletar o texto quando o advogado o pressionou, mesmo que elegantemente, sobre a falsa e indigitada nota.

    Óbvio que Walter teve medo das consequências jurídicas que seu ato irresponsável ensejaria e logo tudo apagou, o que em si sanaria parcialmente o ‘mal entendido’, assim satisfazendo o que o causídico unicamente lhe pedira. Mas, totalmente despido - de pudor, de ética, de pouca vergonha - WS provocou um mal maior ao CABUETAR a sua fonte, como se assim passando a ela a culpa da infâmia do que publicou pudesse livrar a própria cara.

    A fonte identificada por Walter atende pelo nome de Giovane Meirelles, irrepreensível multimídia paraibano que já titulou, no Governo Maranhão I, a Secretaria de Estado da Comunicação Institucional, e já foi editor das melhores publicações desse Estado, dentre elas o jornal Correio da Paraíba e a revista Polytika, de Fabiano Gomes.

    WS retratou-se publicando o pedido do advogado em um escondido canto do seu portal - e não na mesma manchete onde a infâmia fora estampada - e em ‘Nota da Redação’ cometeu inominável crime contra o direito livre e soberano da sua profissão, assegurado pela Carta Magna do País, de nunca violar o sigilo da fonte.   

    “A informação sobre a internação de Deca do Atacadão foi repassada ao Portal WSCOM pelo renomado jornalista Giovani Meirelles. O Portal WSCOM é o veículo pioneiro do webjornalismo paraibano e mantém, há quase duas décadas, o compromisso com a verdade dos fatos. Pedimos desculpas ao empresário Deca do Atacadão, aos seus familiares e ao leitor pelo equívoco”, diz a sucinta e deplorável nota que o medroso WS certamente redigiu em genuflexa posição.

    Eu, enquanto jornalista profissional filiado à Federação Nacional dos Jornalistas do Brasil (FENAJ), me declaro envergonhado pela postura e pelo duplo crime praticado por Walter: contra Deca e seus familiares; e contra Giovanne, a quem rendo minha irrestrita solidariedade.

    É bom mesmo lembrar a WS que o sigilo da fonte jornalística é uma garantia constitucional prevista no art. 5º, inciso XIV, in fine, da Constituição Federal, e que por essa expressa determinação o jornalista não é obrigado a revelar a sua fonte.

    O bem jurídico protegido pelo legislador constituinte é a identidade da fonte da notícia, devendo ser compreendido não só a identidade dos indivíduos que abastecem os jornalistas com informações, mas também os materiais, os documentos, as gravações, os registros telefônicos e tudo o mais utilizado como elemento para a construção de uma notícia. A origem da informação pode envolver tanto pessoas como coisas e o o objetivo dessa tutela estatal é assegurar ao profissional de comunicação, bem como ao veículo difusor da informação, a possibilidade do desenvolvimento jornalístico sem interferência e com independência, o que WS aparenta querer destruir.

    Ensine-se ainda a Walter que o legislador constituinte, ao inserir o resguardo do sigilo da fonte logo após a garantia fundamental de acesso à informação, buscou reforçar o entendimento de que a preservação da identidade da fonte jornalística constitui elemento indispensável para a garantia de acesso da sociedade à informação e, sobretudo, do direito de a sociedade ser informada, sem interferência do Poder Público.

    A democracia não se efetiva com amarras à imprensa e a liberdade jornalística é condição imanente de qualquer Estado Democrático. O Brasil positivou essa condição política em seu Texto Constitucional, de modo que é preciso dizer a Walter Santos que há de se respeitar esses valores e que revelações da fonte, como agora feito por ele, constituem verdadeiro atentado à liberdade de expressão e à atividade jornalística.

    Na realidade, essa prerrogativa profissional qualifica-se como expressiva garantia de ordem jurídica, que, outorgada a qualquer jornalista em decorrência de sua atividade profissional, destina-se, em última análise, a viabilizar, em favor da própria coletividade, a ampla pesquisa de fatos ou eventos cuja revelação se impõe como consequência ditada por razões de estrito interesse público.

    A tutela especial da proteção ao sigilo da fonte constitui garantia ao desenvolvimento livre e independente da imprensa, na sua função principal que é revelar assunto de interesse público, representando uma via alternativa à versão oficial dos fatos.

    Esse valor democrático deve ser preservado e garantido pelos poderes constituídos, ainda que o profissional da imprensa venha a publicar notícias que desagradem as autoridades e eventualmente exponham as mazelas do setor público. Esse é um dos papéis de vigilância da imprensa. Os brilhantes trabalhos jornalísticos realizados no mundo somente foram possíveis pela proteção dada ao profissional de imprensa de não revelar a sua fonte, podendo ser citado como exemplo, dentre tantos outros, o caso Watergate, que culminou com a renúncia do presidente norte-americano Richard Nixon.

    O gentil advogado de Deca poderia de logo acionar judicialmente o WSCOM e seu dirigente, mas preferiu pedir-lhe tão somente DELETAR a matéria. Não rogou para ele DELATAR a fonte e ao tê-la de bandeja necessariamente deverá ter entendido o que Walter, em nome de tirar o dele da seringa, disse: “...aciona Giovanne, que o problema não é meu; é dele!”.

    Que vergonha!!! 

  • PINGOS (ELEIES 2020)

    13/11/2020

    FORÇAS PARTIDÁRIAS - A Coligação de Ana Cláudia Vital (‘Novos Tempos, Novas Soluções’) é a que aglomera maior número de partidos. São sete ao todo: Podemos, PDT, Avante, DEM, Cidadania, PTB e Solidariedade.  

    A de Bruno Cunha Lima (‘Campina Rumo ao Futuro’) juntou seis agremiações: PSD, Republicanos, PSDB, PP, PROS e PSC.

    A coligação de Inácio Falcão (‘Campina Tem Jeito’) conta com três legendas: PCdoB, PT e MDB.

    A de Arhur Bolinha (‘Povo Forte, Cidade Livre’) conta apenas com dois partidos: PSL e PV.

    E a coligação encabeçada por Olímpio Rocha (‘Campina Merece ser Grande’) também tem apenas duas legendas: PSOL e PSB.  

    MAIS VOTADO (I)

    O vereador Rennan Maracajá, que em 2016 foi o mais votado do pleito em Campina Grande, caminha para repetir a dosagem, mesmo tendo sido condenado a mais de trinta anos de prisão por desvio de recursos da merenda escolar do Município, conforme apurou investigação no âmbito da Operação Famintos.    

    MAIS VOTADO (II)

    Eva Gouveia, conforme prognosticam todas as pesquisas até aquí realizadas em Campina Grande, dentre todos os mais de 400 candidados a vereador é o único nome com possibilidades reais de arrancar a ‘pole-position’ de Rennan Maracajá.

    COM BOLSONARO

    O PSL, que em tese continua sendo o partido do Presidente Jair Bolsonaro e que em Campina Grande registrou 37 candidatos a vereador este ano, projeta eleger dois edis, que seriam Olímpio Oliveira e o militar Julio César. A primeira suplencia estaria sendo disputada por Júnior do Estacionamento (tem apoio de Julian Lemos), Franklin Marinho, Felipe Félix e Bárbara Barros.

    EM QUEIMADAS

    Com apoio direto do prefeito e candidato à reeleição Carlinhos de Tião, é bem provável que a Câmara Municipal de Queimadas ganhe na próxima legislatura uma mulher, que viria a ser Vanessa de Deda de Dutra, cujo organizado trabalho em prol dos menos assistidos tem feito a diferença na atual campanha.

    NO CONDE

    O gaúcho Eduardo Cassol (MDB) é cotado no Conde como um dos candidatos a vereador que já poderia ir ao shopping comprar o terno de posse. Além de ter feito uma campanha propositiva e bem organizada, conta em seu favor também o livre trânsito que tem com todas as candidaturas majoritárias, em que pese seu ‘santinho’ continuar atrelado a Karla Pimentel.

    EM ALCANTIL

    Candidatos pelo PP em Alcantil, PB nas Eleições 2020

    O povo de Alcantil vai ter a feliz oportunidade, nestas eleições, de fazer justiça a uma figura exemplar que tem uma enorme folha de serviços prestados à comunidade e que já foi testada no Serviço Público desempenhando com competência e zelo cargos na área social, onde não apenas mostrou a excelência do seu vigoroso trabalho como distinguiu os mais necessitados de amor, carinho e uma palavra amiga em todas as horas. Me refiro à querida amiga Elisangela Costa, a quem eu daria meu voto com muito orgulho se tivesse domicílio eleitoral no seu rincão.  

    NÚMEROS NO CONDE

    Em 2016 Márcia Lucena foi eleita prefeita do Conde pelo PSB com 6.477 votos, representando 49,10% do eleitorado que compareceu às urnas. Ela derrotou o todo poderoso ‘coronel’ Aluízio Régis, que obteve 4.967 votos, totalizando 37,65% do apurado. O terceiro mais votado foi o supermercadista Júnior Rodrigues, com 1.294 votos, ou 9,81% do total.

    Votaram naquele ano 17.867 eleitores, mas os votos válidos somaram apenas 13.191, uma vez que 424 deles (2,37%) foram brancos e 4.552 (23,80%) foram anulados.

    Importante também registrar que a abstenção, considerada muito alta, atingiu 10,32% do eleitorado, ou seja, 2.055 eleitores.

  • RESSUSCITARAM CSSIO NO CONDE

    10/11/2020

    Pregador de peças, o destino permanece sendo irônico e, por vezes, malvado.

    Ontem, deu exemplo disso no rico Município do Conde, litoral Sul paraibano, onde pelo menos três candidaturas a prefeito mostram reais possibilidades de sucesso este ano: a do PSB que trabalha para reeleger a tornozelada Márcia Lucena, a do CIDADANIA que tem no jovem Olavo Macarrão a grande chance de mostrar um novo tempo, e a de Karla Pimentel, que ainda empregando surrados métodos de fazer política promete ressuscitar o coronelismo e as viciadas oligarquias que tanto mal já causaram à região.

    Pois foi certamente por ironia do destino que na última semana do processo eleitoral apareceu nas redes sociais da nora de Aluízio Régis, com cara lustrada pelo mais puro óleo de peroba,  o mais sujo dos atuais políticos paraibanos - Cássio Rodrigues da Cunha Lima.

    ‘Apareceu’ seria mesmo um termo apropriado se acaso o filho de Glória e Ronaldo fosse um fantasma, desses que costumam aparecer nas eleições para assombrar gente humilde de pouca fé.  

    Não é realmente o caso!  

    Cássio não ‘apareceu’, é importante logo corrigir. Ele foi ressuscitado!

    Karla e seus sogros também emporcalhados na vida pública - Aluízio e Tatiana – foram buscá-lo nas profundas...  

    Enterrado por Ricardo Coutinho dois anos atrás, no sepulcro do “menino de Ronaldo” vigiado por corvos e urubus a visita dela não foi constrangedora para ele, pois farinha de um mesmo saco é um mesmo pó,  e de mãos dadas os dois entenderam que sem ele pedindo votos para ela o que já estava perdido poderia se tornar avacalhado.

    E o destino foi mágico, embora por demais irônico e ranzinza para com a pimentinha dos Régis da beira do mar.

    Cássio chegou faceiro, cabelos bem tratados, voz de ‘engana menino’ e só pediu ao povo do Conde pouco mais de um minuto e meio de tempo para dizer das qualidades que enxerga na candidata e avalisá-la como o bem maior que o Conde necessitaria nesse momento.

    Um tiro pela culatra, dizem os mais experientes. Um apoio desnecessário, intempestivo e fatal para sepultar de vez as pretensões de Karla e da troupe mambembe que seu falante vice Dedé Sales imagina comandar.

    Na verdade, Cássio Cunha Lima botou sobre a campanha de Karla a última pá de terra.

    E é como disse o professor Lúcio Flávio ao analisar essa inadvertida entrada de Cássio nas rinhas do Conde: a ele falta moralidade!  

    Governador cassado por compra de votos, cuja campanha fez até dinheiro voar na eleição de 2006; homem de confiança de Aécio Neves até o mineiro entrar em desgraça; citado na Operação Xeque-Mate tramando com o empresário Roberto Santiago contra a construção do Shopping Intermares; além de ter sido citado na Lava-Jato por propina da Odebrecht, Cássio Cunha Lima justifica seu apoio a Karla Pimentel lembrando as acusações da Operação Calvário contra a prefeita do Conde, Márcia Lucena, ela também um ser estranho que relegou o Município que administra optando por entregá-lo a forasteiros amigos, que se locupletam da renda do povo probo do lugar.

    E cá comigo: Karla não merecia esse final tão macabro e perverso!

  • O VALOR E O SIGNIFICADO DO PERDO

    29/10/2020

    Tive a alegria de ler hoje boa parte da nova Encíclica escrita pelo Papa Francisco – uma peça!

    E pinço aqui alguns pontos dela, na parte em que o religioso com iluminada inspiração pontua o valor e o significado do perdão nas nossas vidas.

    Vamos lá:

    01 - “Alguns preferem não falar de reconciliação, porque pensam que o conflito, a violência e as ruturas fazem parte do funcionamento normal duma sociedade. De fato, em qualquer grupo humano, há lutas de poder mais ou menos sutis entre vários setores.

    Outros defendem que dar lugar ao perdão equivale a ceder o espaço próprio para que outros dominem a situação. Por isso, consideram que é melhor manter um jogo de poder que permita assegurar um equilíbrio de forças entre os diferentes grupos. Outros consideram que a reconciliação seja empreendimento de fracos, que não são capazes dum diálogo em profundidade e por isso optam por escapar dos problemas escondendo as injustiças. Incapazes de enfrentar os problemas, preferem uma paz aparente.

    02 – "O conflito inevitável. O perdão e a reconciliação são temas de grande relevo no cristianismo e, com várias modalidades, noutras religiões. O risco reside em não entender adequadamente as convicções dos crentes e apresentá-las de tal modo que acabem por alimentar o fatalismo, a inércia ou a injustiça, e, por outro lado, a intolerância e a violência.

    Jesus Cristo nunca convidou a fomentar a violência ou a intolerância. Ele próprio condenava abertamente o uso da força para se impor aos outros: “Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós” (Mt 20, 25-26). Por outro lado, o Evangelho pede para perdoar ‘setenta vezes sete’ (Mt 18, 22), dando o exemplo do servo sem compaixão, que foi perdoado mas, por sua vez, mostrou-se incapaz de perdoar aos outros (cf. Mt 18, 23-35)”.

    03 – “Se lermos outros textos do Novo Testamento, podemos notar que realmente as comunidades primitivas, imersas num mundo pagão repleto de corrupção e aberrações, viviam animadas por um sentido de paciência, tolerância, compreensão. A este respeito, são muito claros alguns textos: convida-se a corrigir os adversários ‘com suavidade’ (2 Tim 2, 25); ou exorta-se a ‘que não digam mal de ninguém, nem sejam conflituosos, mas sejam afáveis, mostrando sempre amabilidade para com todos os homens. Pois também nós éramos outrora insensatos’ (Tit 3, 2-3). O livro dos Atos dos Apóstolos mostra que os discípulos, perseguidos por algumas autoridades, ‘tinham a simpatia de todo o povo’ (2, 47; cf. 4, 21.33; 5, 13).

    Entretanto, ao refletirmos sobre o perdão, a paz e a concórdia social, deparamo-nos com um texto de Jesus Cristo que nos surpreende: ‘Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. Porque vim separar o filho do seu pai, a filha da sua mãe e a nora da sua sogra; de tal modo que os inimigos do homem serão os seus familiares’ (Mt 10, 34-36). É importante situá-lo no contexto do capítulo onde está inserido. Aqui vê-se claramente que o tema em questão é o da fidelidade à própria opção, sem ter vergonha, ainda que isso traga contrariedades e mesmo que os entes queridos se oponham a tal opção. Portanto, não convida a procurar conflitos, mas simplesmente a suportar o conflito inevitável, para que o respeito humano não leve a faltar à fidelidade em nome duma suposta paz familiar ou social. São João Paulo II disse que a Igreja ‘não pretende condenar toda e qualquer forma de conflitualidade social. A Igreja sabe bem que, ao longo da história, os conflitos de interesse entre diversos grupos sociais surgem inevitavelmente e que, perante eles, o cristão deve muitas vezes tomar posição decidida e coerentemente’.

    04 – “As lutas legítimas e o perdão. Não se trata de propor um perdão renunciando aos próprios direitos perante um poderoso corrupto, um criminoso ou alguém que degrada a nossa dignidade. Somos chamados a amar a todos, sem exceção, mas amar um opressor não significa consentir que continue a ser tal; nem levá-lo a pensar que é aceitável o que faz. Pelo contrário, amá-lo corretamente é procurar, de várias maneiras, que deixe de oprimir, tirar-lhe o poder que não sabe usar e que o desfigura como ser humano. Perdoar não significa permitir que continuem a espezinhar a própria dignidade e a do outro, ou deixar que um criminoso continue a fazer mal. Quem sofre injustiça tem de defender vigorosamente os seus direitos e os da sua família, precisamente porque deve guardar a dignidade que lhes foi dada, uma dignidade que Deus ama. Se um delinquente cometeu um delito contra mim ou contra um ente querido, ninguém me proíbe de exigir justiça e me acautelar para que essa pessoa – ou qualquer outra – não volte a lesar-me nem cause a outros o mesmo dano. Compete-me fazê-lo, e o perdão não só não anula esta necessidade, mas reclama-a.  

    O importante é não o fazer para alimentar um ódio que faz mal à alma da pessoa e à alma do nosso povo, ou por uma necessidade morbosa desencadeando uma série de vinganças. Ninguém alcança a paz interior nem se reconcilia com a vida dessa maneira. A verdade é que ‘nenhuma família, nenhum grupo de vizinhos ou uma etnia e menos ainda um país tem futuro, se o motor que os une, congrega e cobre as diferenças é a vingança e o ódio. Não podemos pôr-nos de acordo e unir-nos para nos vingarmos, para fazermos àquele que foi violento o mesmo que ele nos fez, para planearmos ocasiões de retaliação sob formatos aparentemente legais’.

    Assim não se ganha nada e, a longo prazo, perde-se tudo.”

    05 – “Sem dúvida, ‘não é tarefa fácil superar a amarga herança de injustiças, hostilidades e desconfiança deixada pelo conflito. Só se pode conseguir, superando o mal com o bem (cf. Rm 12, 21) e cultivando aquelas virtudes que promovem a reconciliação, a solidariedade e a paz’.

    Deste modo a bondade, ‘a quem a faz crescer dentro de si, dá uma consciência tranquila, uma alegria profunda, mesmo no meio de dificuldades e incompreensões. E até perante as ofensas sofridas, a bondade não é fraqueza mas verdadeira força, capaz de renunciar à vingança’.

    É necessário reconhecer na própria vida que ‘inclusive aquele juízo duro que tenho no coração contra o meu irmão ou a minha irmã, a ferida não curada, aquele mal não perdoado, o rancor que só me faz mal, é uma parte de guerra que tenho dentro, é um fogo no coração que deve ser apagado a fim de não irromper num incêndio’.”

    06 – “A verdadeira superação. Quando os conflitos não se resolvem, mas se escondem ou são enterrados no passado, há silêncios que podem significar tornar-se cúmplice de graves erros e pecados. A verdadeira reconciliação não escapa do conflito, mas alcança-se dentro do conflito, superando-o através do diálogo e de negociações transparentes, sinceras e pacientes. A luta entre diferentes setores, ‘quando livre de inimizades e ódio mútuo, transforma-se pouco a pouco numa concorrência honesta, fundada no amor da justiça’.

    Várias vezes propus ‘um princípio que é indispensável para construir a amizade social: a unidade é superior ao conflito. (...) Não é apostar no sincretismo ou na absorção de um no outro, mas na resolução num plano superior que preserva em si as preciosas potencialidades das polaridades em contraste’.

    Sabemos bem que, ‘todas as vezes que aprendemos, como pessoas e comunidades, a olhar para mais alto do que nós mesmos e os nossos interesses particulares, a compreensão e o compromisso recíprocos transformam-se em solidariedade; (…) numa área onde os conflitos, as tensões e mesmo aqueles a quem seria possível considerar como contrapostos no passado, podem alcançar uma unidade multiforme que gera nova vida’.”

    07 – “A MEMÓRIA. De quem sofreu muito de maneira injusta e cruel, não se deve exigir uma espécie de ‘perdão social’. A reconciliação é um fato pessoal, e ninguém pode impô-la ao conjunto duma sociedade, embora a deva promover. Na esfera estritamente pessoal, com uma decisão livre e generosa, alguém pode renunciar a exigir um castigo (cf. Mt 5, 44- 46), mesmo que a sociedade e a sua justiça o busquem legitimamente. Mas não é possível decretar uma ‘reconciliação geral’, pretendendo encerrar por decreto as feridas ou cobrir as injustiças com um manto de esquecimento. Quem se pode arrogar o direito de perdoar em nome dos outros? É comovente ver a capacidade de perdão d’algumas pessoas que souberam ultrapassar o dano sofrido, mas também é humano compreender aqueles que não o podem fazer. Em todo o caso, o que nunca se deve propor é o esquecimento.

    A Shoah não deve ser esquecida. É o ‘símbolo dos extremos aonde pode chegar a malvadez do homem, quando, atiçado por falsas ideologias, esquece a dignidade fundamental de cada pessoa, a qual merece respeito absoluto seja qual for o povo a que pertença e a religião que professe’.

    Ao recordá-la, não posso deixar de repetir esta oração: ‘Lembrai-Vos de nós na vossa misericórdia. Dai-nos a graça de nos envergonharmos daquilo que, como homens, fomos capazes de fazer, de nos envergonharmos desta máxima idolatria, de termos desprezado e destruído a nossa carne, aquela que Vós formastes da lama, aquela que vivificastes com o vosso sopro de vida. Nunca mais, Senhor, nunca mais!’.

    Não se devem esquecer os bombardeamentos atómicos de Hiroxima e Nagasáqui. Uma vez mais, ‘aqui faço memória de todas as vítimas e inclino-me perante a força e a dignidade das pessoas que, tendo sobrevivido àqueles primeiros momentos, suportaram nos seus corpos durante muitos anos os sofrimentos mais agudos e, nas suas mentes, os germes da morte que continuaram a consumir a sua energia vital. (…) Não podemos permitir que a atual e as novas gerações percam a memória do que aconteceu, aquela memória que é garantia e estímulo para construir um futuro mais justo e fraterno’.

    Também não devemos esquecer as perseguições, o comércio dos escravos e os massacres étnicos que se verificaram e verificam em vários países, e tantos outros fatos históricos que nos fazem envergonhar de sermos humanos. Devem ser recordados sempre, repetidamente, sem nos cansarmos nem anestesiarmos”.  

    08 – “Hoje é fácil cair na tentação de voltar página, dizendo que já passou muito tempo e é preciso olhar para diante. Isso não, por amor de Deus! Sem memória, nunca se avança; não se evolui sem uma memória íntegra e luminosa. Precisamos de manter ‘viva a chama da consciência coletiva, testemunhando às sucessivas gerações o horror daquilo que aconteceu’, que assim ‘aviva e preserva a memória das vítimas, para que a consciência humana se torne cada vez mais forte contra toda a vontade de domínio e destruição’.

    Precisam disso as próprias vítimas – indivíduos, grupos sociais ou nações – para não cederem à lógica que leva a justificar a represália e qualquer violência em nome do mal imenso que sofreram. Por isso, não me refiro só à memória dos horrores, mas também à recordação daqueles que, no meio dum contexto envenenado e corrupto, foram capazes de recuperar a dignidade e, com pequenos ou grandes gestos, optaram pela solidariedade, o perdão, a fraternidade. É muito salutar fazer memória do bem.  

    09 – “Perdão sem esquecimentos. O perdão não implica esquecimento. Antes, mesmo que haja algo que de forma alguma pode ser negado, relativizado ou dissimulado, todavia podemos perdoar. Mesmo que haja algo que jamais deve ser tolerado, justificado ou desculpado, todavia podemos perdoar. Mesmo quando houver algo que por nenhum motivo devemos permitir-nos esquecer, todavia podemos perdoar. O perdão livre e sincero é uma grandeza que reflete a imensidão do perdão divino. Se o perdão é gratuito, então pode-se perdoar até a quem resiste ao arrependimento e é incapaz de pedir perdão.

    Aqueles que perdoam de verdade não esquecem, mas renunciam a deixar-se dominar pela mesma força destruidora que os lesou. Quebram o círculo vicioso, frenam o avanço das forças da destruição. Decidem não continuar a injetar na sociedade a energia da vingança que, mais cedo ou mais tarde, acaba por cair novamente sobre eles próprios. Com efeito, a vingança nunca sacia verdadeiramente a insatisfação das vítimas. Há crimes tão horrendos e cruéis que, fazer sofrer quem os cometeu, não serve para sentir que se reparou o dano; não bastaria sequer matar o criminoso, nem se poderiam encontrar torturas comparáveis àquilo que pode ter sofrido a vítima. A vingança não resolve nada”.

    10 – “Também não estamos a falar de impunidade. Mas a justiça procura-se de modo adequado só por amor à própria justiça, por respeito das vítimas, para evitar novos crimes e visando preservar o bem comum, não como a suposta descarga do próprio rancor. O perdão é precisamente o que permite buscar a justiça sem cair no círculo vicioso da vingança nem na injustiça do esquecimento.

    Se houve injustiças de parte a parte, é preciso reconhecer claramente a possibilidade de não terem tido a mesma gravidade ou de não serem comparáveis. A violência exercida a partir das estruturas e do poder do Estado não está ao mesmo nível que a violência de grupos particulares. Em todo o caso, não se pode pretender que sejam recordados apenas os sofrimentos injustos duma das partes. Como ensinaram os bispos da Croácia, ‘devemos o mesmo respeito a toda a vítima inocente. Aqui não pode haver diferenças étnicas, confessionais, nacionais ou políticas’.”

    11 – “Peço a Deus que ‘prepare os nossos corações para o encontro com os irmãos independentemente das diferenças de ideias, língua, cultura, religião; que unja todo o nosso ser com o óleo da sua misericórdia que cura as feridas dos erros, das incompreensões, das controvérsias; [peço] a graça que nos envie, com humildade e mansidão, pelas sendas desafiadoras mas fecundas da busca da paz’.!”

  • BATE-ESTEIRA DE ANA CLUDIA

    14/10/2020

    Há anos, devido a termos FALCÃO no batistério, quando nos encontramos o cumprimento é familiar - de primos, talvez!  

    Assim vem sendo desde quando nós dois, ao lado de Tico Lira num barzinho de posto de gasolina na Liberdade, avaliàvamos as chances dele se eleger Vereador em Campina Grande.

    Na Câmara, eu e ele vereadores na mesma legislatura, era primo pra lá, primo pra cá...

    Nos encontros de rua, seja no açougue de Clóvis lá no Zepa, seja na feira central, o aperto de mãos continua sendo de primos...

    Mas não somos parentes, não.

    Ou melhor, somos sim, exclusivamente pelos vínculos com Adão e Eva!

    Acho mesmo que nem Seu Ovídio e nem Dona Virgilia sequer tinham conhecimento da existência de Inácio e muito menos do que ele pudesse representar algum dia na fila do pão.

    Um parentesco similar ao que tenho com os MARINHO da Rede Globo, com a absoluta certeza de que, se assim viesse a ser ou se assim fosse eu seria ou serei sempre o tal do “primo pobre”.

    Inácio é do bem e sempre foi simples, humilde e cordato no tratar. Não é lá essas inteligências todas, mas dá p’ro gasto.  

    Na política partidária sempre se deu bem e isso, para ele, tem sido mais o que vale hoje em dia. Portanto, não se exija de Inácio essas coisas chatas de ideologia, companheirismo ou fidelidade.  

    Mesmo porque regra maior nesse mundo da busca de votos é essa mesma de não ligar pra isso aí. Os fins, sejam quais forem, existem para justificar os meios e, já dizia a mim e a ele no plenário da Casa Félix Araújo o nosso comum amigo Fernando Carvalho, amigo de hoje é o inimigo de amanhã; e vice-versa.

    Acho que por causa disso não estranhei muito ontem no debate da TV Arapuan ver meu “primo” Inácio atuar como “bate-esteira” de Ana Cláudia, mas não posso aqui deixar de confessar que me decepcionei...  

    Inácio não está inovando, é certo. Ana Mangueira deu aulas lá atrás quando se passava até a abanar Cássio Cunha Lima da quentura dos debates e do arrocho dos adversários. E hoje, sem revelar o talento da honrada mulher de David Mangueira, o candidato do PCdoB até que se esforça, mas o resultado é muito penoso – para ele e para Ana, principalmente.

    Até poderia concordar com Marcos Alfredo Alves, meu estimado amigo e ex-diretor d’APALAVRA, quando em análise impecável sobre o debate da Arapuan diz que meu “primo” até tentou não sofrer maiores danos à imagem e que repetiu o desempenho do primeiro debate, no último dia 8, na Rádio Arapuan, em Campina Grande: “uma clara estratégia ensaiada com Ana Cláudia, só deixando sob mistério uma questão: quem é laranja de quem?”

    Mas prefiro ficar com a imagem nordestina, e Inácio é razoável vaqueiro, ou melhor, sofrível batedor de esteira”.

    Eu só lamento que ele, a continuar exercendo esse papel pra lá de ridículo, chamusque ainda mais o seu currículo e não venha futuramente repetir as expressivas votações que Campina Grande sempre lhe deu.  

    A resposta a comportamentos desse naipe a História tem dado. É só pesquisar.

    A OPNIÃO DE MARCOS ALFREDO

    Das aspas em diante o texto é do jornalista Marcos Alfredo Alves, postado em seus perfis das redes sociais. Ele viu exatamente o que eu vi, portanto, é perfeita a análise sobre o debate de ontem:

    “Por que Bruno foi o melhor no debate da TV Arapuan?

    Por mais de duas horas, os seis candidatos a prefeito de Campina Grande participaram do debate promovido pela TV Arapuan, em João Pessoa, na noite desta terça-feira, 13.

    Eis uma síntese sobre o desempenho de cada um:

    BRUNO - Pela forma serena, segura, elegante e sem descer a ataques pessoais ou mais violentos aos concorrentes, o candidato do PSD cumpriu o papel a que se propôs, expôs bem sua mensagem de postulante governista - apresentando dados comparativos inquestionáveis - e deixou evidente as linhas básicas de seu Plano de Gestão. Foi didático, incisivo e convincente ao defender suas estratégias para governar a cidade, a partir de janeiro de 2021, com o cenário adverso do pós-pandemia.

    BOLINHA - Saiu visivelmente com a imagem arranhada no debate. Ao digladiar com Ana Cláudia, tendo o ex-governo Veneziano como pauta, literalmente perdeu o prumo em seu desempenho até no momento de pedir voto.  

    ANA CLÁUDIA - Deu mostras de não ter assimilado uma exposição mais incisiva de Bruno no segundo bloco, também pelo ônus de defender o legado administrativo desgastado do marido Veneziano. Em dado momento, trouxe ao debate por iniciativa própria o nome do cunhado Vital do Rêgo, réu na lava-jato.

    INÁCIO - O candidato comunista até tentou não sofrer maiores danos à imagem, mas repetiu um desempenho do primeiro debate, no último dia 8, na Rádio Arapuan, em Campina Grande: expôs uma clara estratégia ensaiada com Ana Cláudia, só deixando sob mistério uma questão: quem é laranja de quem?

    OLÍMPIO - É o que se apresenta como o mais ideológico dos candidatos. Defende mais bandeiras conceituais do que propostas de governo. Criou o momento meme do debate: cantou "Ela Nem Olhou Pra Mim, de Petrúcio Amorim, para Bolinha e de Ademar Oliveira pelo papel ridículo de disputar a atenção de Bolsonaro no aeroporto João Suassuna.

    EDMAR - Não esconde muitas limitações e falta de experiência na seara política, marcou seu desempenho no debate na cobrança de apoio financeiro para a campanha, por duas vezes, à presidência do partido.

  • A "pera bufa" da TV Master

    06/10/2020

    Esvaziado pelas ausências de Inácio Falcão (PCdoB) e Bruno Cunha Lima (PSD), o debate de ontem na TV Master com os quatro outros candidatos a prefeito de Campina Grande teve uma única coisa boa: a certeza de que ainda temos gente com razoável capacidade intelectual fora do núcleo familiar das oligarquias que administram a Rainha da Borborema há quase - ou mais - meio século.

    No mais, o insosso programa do igualmente insosso Alex Filho numa emissora distante 120 quilômetros do telespectador-alvo passa à história do meio midiático paraibano como uma mesmice sem criatividade que não conseguiu atrair nenhum público, a não ser o de “baba ovos” dos candidatos, os famosos xeleléus que nesse tempo de eleições afloram na porta de cada um e passam a desempenhar exatamente esse serviçal e deplorável papel de “arroto choco”, embora ainda assim indispensáveis para quase todos.

    Também serviu para uma mostra reiterada de que o jornalismo por estas paragens morreu, foi sepultado e não deixou saudades, o que é constrangedor e deveras lamentável para um velho profissional como este que vos escreve constatar.

    Campina Grande contenta-se hoje com o lixo apelidado de jornalismo que se faz em João Pessoa, daí a razão de uma TV de lá achar-se na obrigação de pautar um debate eleitoral para suprir a preguiça e a lacuna das que temos aqui, agora acostumadas a reproduzir os enlatados de deplorável produção vindos da beira do mar...

    É certo que ainda nos resta produções razoáveis nas TV’s Itararé e Borborema que, embora sofríveis do ponto de vista técnico, ainda assim conseguem superar em criatividade toda aquela borra que os dirigentes dos sistemas de comunicação mandam empurrar de goela abaixo do telespectador e do rádio-ouvinte da Borborema, num ultraje à nossa história.

    Feita a ressalva, voltemos ao foco desse texto: o debate da TV Master!

    É claro que eu não tive estômago para assistir aquilo lá do começo ao fim... Meu tempo de tomar purgante já passou, felizmente. Mas, repórter com bom faro que continuo sendo, não pude deixar de dar espiadas e ver, por exemplo, a tentativa quase desesperada de Alex Filho em tentar carimbar Bruno Cunha Lima como fujão indelicado, segurando até às dez da noite a nota que o neto de Ivandro, cinco horas antes do início do debate, enviara para todas as redações do Estado dizendo da impossibilidade de não se fazer presente aos estudios da TV Master, por problemas de ordem médica em pessoa da sua intimidade familiar.

    Aqui mesmo A PALAVRA noticiou a justificativa de Bruno para Alex Filho antes do anoitecer...

    Do debate, extraí a certeza de que o candidato Olímpio Rocha vai fazer estrago. Mostrou-se preparado, alegre, culto e feroz, quando instigado a sê-lo, além de aparentar pleno domínio dos problemas que assolam Campina Grande. E com um detalhe digno de reflexão: sem necessitar de atacar a gestão atual nem as anteriores, desprezando de vez o famigerado espelho retrovisor que continua sendo tábua de salvação para aqueles que não apresentam projetos ousados para governar a cidade.

    Eu já sabia do laço hereditário do candidato, cria de Márcio Rocha, de longe um dos mais gabaritados vereadores de todos os tempos por aqui, mas não imaginava que a sua tenra idade já comportasse uma excelente bagagem de gente grande... A surpresa foi para mim o melhor do debate.

    Arthur Bolinha, que continua sendo sagaz e inteligente e toda Campina Grande reconhece a sua capacidade empresarial e o seu dinamismo gerencial enquanto empreendedor, não tivesse comparecido e enviado para Alex Filho um DVD de debate ou programa da sua última campanha, certamente faria melhor por conta da originalidade, que nesse debate de agora lhe faltou.

    Tudo que hoje Bolinha fala já foi falado lá atrás! Com as mesmas vírgulas, as mesmas reticências e as mesmissimas interrogações.

    Pode ter sido por conta da pandemia, essa brecada dele no tempo.

    Edmar Oliveira, o homem do PATRIOTA, mostrou serenidade e sabedor do seu tamanho pelo menos não se emprestou ao papel de “bate esteira” de ninguém, como a história nos faz lembrar da querida médica Ana Mangueira que ajudava Cássio Cunha a se safar de encruzilhadas em debates pretéritos.

    E daquela, por quem muitos apostaram seria a mais desenvolta, restou a frustração. Ana Cláudia circunscreveu-se a um script escrito pela assessoria - ou talvez mesmo pelo marido - e sua presença nos estúdios da TV Master reluziu, de fato. No brilho da maquiagem, na elegância a partir do finíssimo guarda-roupa e, vez por outra, no sorriso que continua sendo a sua melhor marca.

    Mas... De projetos seus, zero! O que propõe é recuperar aquilo que o marido oito anos atrás realizou.  

    Um tanto escanteada pelos demais concorrentes, conseguiu ter a proeza de um momento interessante. Aquele em que, em tom de súplica, pediu a Bolinha que esquecesse de Romero Rodrigues e debatesse com ela. Mas nem isso: Bolinha deu-lhe ouvidos de mercador.

    Resumo da bufa ópera: a TV Master e quem se atreveu a sintonizá-la ontem viu que sem Inácio Falcão e sem Bruno Cunha Lima melhor mesmo é cancelar qualquer outro debate.

  • IVONETE P DE CHINELO

    01/10/2020

    O casal Manuel/Ivonete Ludgério, ele deputado estadual e ela vereadora-presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, ambos filiados ao PSD que é presidido na Paraíba pelo aliado histórico Romero Rodrigues, tentou de tudo para convence-lo a apoiar a pretensão do parlamentar de sair candidato a prefeito pela base governista, que acabou sendo definida pelo nome de Bruno Cunha Lima.

    Como os anais da mídia local registram, o jogo foi de baixíssimo nível, sobretudo da parte de Ivonete, reconhecidamente muito mais beligerante que o marido – uma “barraqueira”, como se diz no linguajar da periferia.

    Conciliador nato, coube ao prefeito Romero Rodrigues com impressionante paciência e extremado “jogo de cintura” celebrar o que a muitos parecia impossível: calar o inoportuno casal.

    Definido o nome de Bruno, Romero juntou todos os aliados em torno dele e acreditou piamente que o passado virou poeira... Manuel e Ivonete, fumado que foi o tal cachimbo da paz, iriam para a batalha de pedir votos para Bruno no meio da rua como se pedissem para eles.  

    Aliás, como ficou devidamente combinado, tudo na base do ‘prego batido e ponta virada’.

    Ivonete, entretanto, não se contentou com a retirada de cena do marido, que havia em manifesto publicado nas redes sociais para pressionar Romero, elencado todas as suas qualidades (sic!?) e mais: a fidelidade que jurou no documento ser “canina” ao chamado “Grupo Cunha Lima”, razão pela qual se achava merecedor da vaga de candidato a prefeito, pois a seu ver e ao ver da sua baixinha, ninguém mais possuía tão brilhante biografia.



    Campina Grande toda lembra do inconsequente discurso de Cássio Cunha Lima quando Romero decidiu entre Bruno e Tovar qual dos dois - já havia ele excluído Manuel - receberia o beneplácito do seu apoio, ocasião em que deu um mote do tamanho da Montanha de Maomé à oposição ao identificar Bruno Cunha Lima e Lucas Ribeiro como finas flores da mais genuína ELITE campinense.   

    O sinal de Cássio, ele também provavelmente chateado por não ter sido dada a chance da candidatura ao seu filho Pedro, ou a si próprio, sabe-se agora que amoldou-se ao casal Ludgério, que passou a ser fiel depositário de um ‘fogo amigo’ que o ex-Senador não teve coragem de acender, mas que encontrou em Ivonete a labareda mais fumegante para atrapalhar a caminhada dos netos de Ivandro e de Enivaldo na busca da cadeira maior do Palácio do Bispo.



    Ser da ELITE, em uma cidade de tanta pobreza como Campina Grande e seus distritos e zona rural, é como se o ungido fosse chamado de anti-Cristo, e o inteligente Cássio Cunha Lima não desconhece isso.

    Mas, Cássio Cunha Lima à parte, vamos ao que interessa registrar: a ardilosa armadilha da vereadora.

    Ontem cedinho, eu ainda cumprindo compromissos no Conde, recebi fotos de material de propaganda política que estava sendo rodado em Campina Grande por encomenda de Ivonete Ludgério para alavancar a sua candidatura, mas de tão inusitado o pacote achei ser uma brincadeira ou, na melhor das hipóteses, uma notícia falsa, ou Fake News, como os que adoram modismos gostam agora de apelidar o que não é verdade.  

    Que a digníssima do deputado Manuel não é lá esse rompante de inteligência e sabedoria, isso até esquecidos e caçados pombinhos de João Pinta Cega na Praça da Bandeira sabem muito bem, daí eu não ter dado atenção ao material, caso contrário estaria atestando ‘burrice’ em elevado grau na ilustre presidente da Casa Félix Araújo.

    Os registros econômicos da Paraíba já elencam, há anos, o deputado Manuel Ludgério como um novo milionário, estando aí em terra de pouca gente da ELITE uma das razões do seu sucesso eleitoral e também do sucesso eleitoral da esposa, que apesar de tanta riqueza acumulada, ainda assim à falta de melhor modo de tratar o eleitor já tem carimbado no currículo uma derrota nas urnas, coisa que a faz chorar quando lembra disso.

    Ivonete, principalmente ela, não é nenhum ‘pé rapado’ da vida. E o eleitor que recebe os seus presentes sabe disso e vota por isso. O toma-lá-dá-cá sempre encontrou no popularesco casal o ambiente mais que perfeito para florescer...

    Daí porque eu fiquei incrédulo ao abrir o envelope que a boa fonte me mandou e verificar que Ivonete vai incendiar a campanha de Bruno, até torrá-la deixando-a no pó se possível, mas ao mesmo tempo o fogo que está tocando também vai murchar a sua caminhada. Ou seja, as labaredas dela podem até matar Bruno e Lucas, mas ela morrerá no mesmo sufoco!

    A primeira foto é da impressora com dúzias de sandálias em papel colante na forma de botton, onde em letras garrafais antecedendo o nome e o número da vereadora se lê: ORGULHO DE SER PÉ DE CHINELO.

    Teimei em pensar ser mentira. Alguém certamente queria que eu fizesse o registro n’APALAVRA e o FAKE, por conta da alta credibilidade do portal, ganharia foro da mais cristalina verdade.  

    Só podia ser isso!

    Guardei o envelope e me policiei a esperar pelo menos mais 24 horas. E antes do prazo findar, caiu-me o queixo: no perfil do Facebook da cunhada de Ivonete, Elizabeth, por sinal minha ex-colega de repartição na Justiça do Trabalho, a realidade definitivamente foi hasteada: Ivonete Ludgério se auto-denomina ‘Pé de chinelo’ para exatamente perante o eleitorado se contrapor a Bruno e Lucas, identificados por Cássio como gente da elite que ela abomina e diz não fazer parte, mesmo que as contas bancárias a desmintam esplendorosamente.

    Diz o Aurélio que PÉ DE CHINELO (adjetivo e substantivo masculino) é o “que ou quem não tem meios financeiros ou materiais”. Um POBRE, na melhor configuração do termo. Nada a ver, portanto, com Dona Ivonete Ludgério.

    No Brasil, PÉ DE CHINELO é ainda conhecido como “marginal pouco perigoso”, ou seja, um ladrãozinho de meia tigela, de bujão de gás, nada a ver com ladrões engravatados que tanto a gente costuma ver por aí... E é por isso que eu aconselho aos políticos: cuidado com o fogo amigo!

    Escutou isso, Bruno Cunha Lima e Lucas Ribeiro? 

  • NOSSO ELEITORADO EM 2020

    24/09/2020

    Oito anos anos atrás Campina Grande tinha 280.207 eleitores e agora soma 285.020, um crescimento de pouco mais de 2% em quase uma década.

    Dividido numericamente o crescimento, dá apenas 601 eleitores por ano, um caso realmente a ser estudado e que prova, de modo inegável, que os nossos jovens se formam aqui, mas imediatamente se mandam para outras plagas, à falta de emprego que os segure onde nasceram.

    O otimista pode me contrapor ao informar que no Brasil o crescimento também foi irrisório, de apenas 2,67% (2.958.369 eleitores), mas essa conta nacional diz respeito apenas aos últimos dois anos e não aos oito, como na Serra da Borborema. 


    Naquele ano dos 280.207 eleitores Romero Rodrigues venceu o Primeiro Turno com 97.659 votos (44,94%), Tatiana Medeiros, que com ele foi disputar a rodada complementar obteve 65.195 votos (30,00%), Daniela Ribeiro somou 36.801 votos (16,80%), Guilherme Almeida na quarta posição teve 6.871 votos (3,16%) e segurando a lanterna ficou Arthur Bolinha, com  6.177 votos (2,84%).

    O segundo turno foi conquistado por Romero Rodrigues, que quatro anos adiante se reelegeu no turno inicial e fez o ex-prefeito Veneziano Vital do Rego amargar uma vergonha sem precedentes em competições municipais, quando alcançou somente 24% dos votos válidos.  

    Para as eleições deste ano de 2020 estarão aptos a votar no Brasil, segundo os registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 147.918.483 eleitores.

    Na Paraíba, que em 2018 contava com 2.889.731 eleitores, este ano o número por pouco não fechou em três milhões - são agora 2.966.759 aptos a votar em 15 de novembro.

    Vejamos os principais colégios eleitorais da Paraíba, em números oficiais do TSE:


    - João Pessoa: 522.269;

    - Campina Grande: 285.020;

    - Santa Rita: 94.595;

    - Bayeux: 71.288; e

    - Patos: 63.933.

    SEM BRASILEIROS

    Com a retomada dos voos aéreos, passada a fase mais aguda da pandemia do novo coronavírus, dirigentes das quatro principais companhias brasileiras vão se unir, de forma inédita, para uma importante comunicação conjunta aos clientes, quando irão reforçar o compromisso com a segurança e a saúde dos passageiros.

    Isso acontecerá  em um painel a ser transmitido virtualmente durante a ABAV COLLAB, a edição anual da Agência Brasileira de Agências de Viagem.

    Um detalhe: nenhum dos quatro mandatários das nossas aéreas é brasileiro.

    - John Rodgertson preside a Azul; Jerome Cardier é da LATAM; Paulo Kakinoff preside a GOL; e Eduardo Busch manda na VOEPASS.

    RECORDE DE CANDIDATOS

    Pode chegar a 400, batendo recorde, o número de candidatos a Vereador em Campina Grande no pleito deste ano. Até ontem (quarta feira) 380 pessoas tinham solicitado registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas como o prazo para registro de candidaturas vai até sábado (26), é provável que a conta feche. Importante lembrar: o Legislativo municipal campinense dispõe apenas de 23 vagas.

  • FURDUNO ELEITORAL

    21/09/2020

    A campanha eleitoral deste ano em Campina Grande está um furdunço. Parece até com  aquele famoso couro que todos conhecemos - o que estica e encolhe, estica e encolhe...  

    Se isso é bom ou ruim, não sei. Só sei que estamos em tempos modernos, de internet, de fim do palanque, sem mais olho-no-olho e, do passado, restando somente o notório interesse pessoal se sobrepondo ao coletivo.

    Aquele modo de fazer política como sacerdócio como cantava Ronaldo Cunha Lima, já era.

    Política é negócio e nada mais.

    Vejamos:

    - O MDB de Zé Maranhão mandou a bonita médica Tatiana Medeiros caprchar na maquiagem do rosto, pentear o cabelo e a apresentou como formosa miss ao eleitorado.  

    Mas...  

    O “reinado” não durou 15 dias e a médica naufragou.  

    MDB e PCdoB negociaram uma aliança de surpresa e a chapa que provavelmente estará na urna deverá ter as caras de Inácio Falcão e Tatiana.

    - No lado da mulher do senador Veneziano o vai e vem também tem se intensificado. Com muito esforço e lenga-lenga ela conseguiu o apoio de João Azevedo, mas não avaliou ainda se isso lhe acrescenta ou lhe diminui, dada a alta rejeição do governador na Serra da Borborema, ante a inércia da gestão.

    - Inácio Falcão estava na ponta das pesquisas, mas dizem que desceu pro segundo lugar depois que o nome de Bruno Cunha Lima passou a ser o de candidato oficial do prefeito Romero.

    Inácio, aliás, teve um suspiro bom quando Lígia e Damião Feliciano avisaram que dariam nova rasteira em João e ficariam com ele.

    Claro que João, ainda sem digerir a rasteira que a dupla lhe passou em João Pessoa quando migrou para o terreiro de Cartaxo e Edilma, engrosou o caldo e mandou avisar à sua vice que obviamente não tinha poderes pra demiti-la, mas que a caneta estava afiadíssima para alcançar Gustavo, o filho gordinho da dupla que é secretário de Estado.

    Gustavo não quer perder seus quase 30 mil de salário, as mordomias do cargo e o bom viver na mansão da praia do Bessa, de modo que peitou papai e mamãe e os obrigou a dar o famoso ré prá trás.  

    Pirulito docinho na boca, coube ao próprio Gustavo correr ao apartamento de Ana Cláudia e selar a paz que João Azevedo ordenou. Mas, não se sabe se as fotos de Ana e Gustavo poderão estar na urna em 15 de novembro, porque ainda é bastante temerário para tais assertivas.

    - O lenga-lenga no lado de Ana também se deu na escolha do vice, que ela optou por aceitar um militar da PM, por ordem do Palácio da Redenção, machucando o playboy da Academia Korpus que o marido recomendara, aquele mesmo que Romero levou ao precipício em 2016 abraçado a Vené. E nem precisa dizer que o “parto” deixou sequelas.  

    Que o diga a ilustre família Medeiros.

    - O outrora forte PSB correu da raia e Fábio Maia optou por limitar-se à cozinha, onde se declara Master Chef. Tirou o seu da seringa, aliou-se ao PSOL e, como seu forte é mesmo cozinhar, pegou a enteada do Baixinho do Restaurante, que há anos preparava filés à parmegiana, e a indicou para vice do filho do ex-Vereador Márcio Rocha.  

    E ponto final.  

    - Já Arthur Bolinha faz um lenga-lenga diferente. Preocupado em anunciar um secretariado que com ele sonha governar Campina Grande, já formou toda a equipe.  

    E como o caso está mais para patologia clínica do que para política partidária, botou como vice uma linda jovem com nome de Rainha – médica Anelliese Menegueso – cujo maior feito, justificando a escolha, foi entregar uma camisa do derrotado Treze no Palácio do Planalto a Jair Bolsonaro.  

    E é óbvio que a grande Nação raposeira de Campina Grande se prepara para dar o troco na urna, o que não é nada bom para o dono da Rutra.

    Até aqui, repita-se, até aqui, quem ainda continua navegando em céu de brigadeiro é Bruno Cunha Lima e o neto de Enivaldo Ribeiro, Lucas.

    Até aqui, eu disse! 

  • NO JEITINHO BRASILEIRO

    17/09/2020

    Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, agora eu já posso afirmar, ficaram desmoralizados literalmente este ano com a tal da “pré-campanha”, que de tudo e mais alguma coisa teve, às vistas de papel de enrolar prego das duas instituições.

    LIVE’s em profusão, na verdade foram comícios eletrônicos...

    Caminhadas por ruas, becos e vielas se deram de manhã, de tarde e de noite, em todo canto...  

    E tudo quanto é ser humano - menino e menina, velho e velha, aleijado e doido – tava vendo que candidato chamado de PRÉ não tinha nada mesmo de PRÉ.

    Convém lembrar, a propósito, que esse continua sendo o País do famoso jeitinho; que, em se plantando, tudo dá; e aonde impera a Lei de Gerson - lembram dela? - , tão bem apreciada por políticos, eleitores e também por juízes, promotores, desembargadores e etc. e tal.

    MEU CANAL

    A partir de outubro esses mini-podcast’s vão ganhar cara e cor.  

    Meu canal no Youtube já está pronto, recebendo apenas retoques de fundo, que o sobrinho Vinicius esmeradamente vem caprichando.  

    O lado ruim é que você, contumaz leitor dos meus escritos, vai ter que se acostumar a ver esta minha cara velha de quase setenta anos caga..., quero dizer ‘lavada e cuspida’, como a gente costuma dizer no maravilhoso modo do nordestino se entender.

    Aliás, é mesmo bom que fique dito, cara sem lustre nenhum. Nem de óleo de Peroba, como tantas outras caras que a gente é obrigado a ver especialmente nessa indigesta época de caça aos votos.

    FILHO PRÓDIGO

    Por tê-lo na condição de minha referência radiofônica em Campina Grande, não sou suspeito para discorrer sobre o genial Kennedy Sales, aquele jovem que nos anos áureos de Veneziano Vital na prefeitura da minha terra comandou com invulgar competência a comunicação institucional do ex-cabeludo.  

    Kennedy, como outros tantos leais e zelosos profissionais que deram o sangue para ver Vené governar Campina, foi escanteado e, também como alguns poucos desses heróicos ainda com vergonha na cara deu seu grito de independência e publicamente disse os motivos, aproveitando para elencar tudo que deu de sí para o sucesso daquele que imaginava ser seu amigo.

    Final de semana passado eu tive a grata surpresa de ouvir Kennedy conduzir, com sua voz inconfundivelmente bela de fenomenal animador de palco e palanque, a convenção conjunta dos partidos que homologaram a candidatura a prefeita da mulher amada do senador, Ana Cláudia Vital do Rego.

    Kennedy se encaixa perfeitamente na parábola do filho pródigo. A única diferença é que ele não voltou. Foi procurado!

    E eu, feliz, torço pelos dois: ele e Aninha.

    PRATO FRIO


    O óbvio, ou o mais previsível, era Maranhão levar sua nova musa Tatiana Medeiros a apoiar Ana Cláudia no seu projeto de governar Campina Grande, dama que ele também adora até mesmo por razão familiar – a de que Jordano, irmão dela, é casado com a sobrinha estimada da desembargadora Fátima Bezerra e a quem o homem de Araruna sempre fez questão de tratar como filha.  

    Mas, Zé preferiu botar a médica como vice de Inácio Falcão, mesmo sujeitando-se às críticas ideológicas que envolvem a aliança MDB-PCdoB por uma razão que nem o coração consegue controlar: vingar-se das armadilhas que Veneziano e seu mano mais velho Vitalzinho ao longo de anos sempre colocaram no seu caminho na inútil tentativa de tirar-lher o comando do partido do saudoso Ulysses Guimarães.

    Vingança, como os sábios ensinam, é um prato que se serve frio mesmo.  

    CALÇAS ARRIADAS

    O “cozinheiro” e professor Fábio Maia não resistiu à ausência de apoios e votos para manter-se candidato a prefeito de Campina Grande pelo PSB de Ricardo Coutinho e “arriou as calças” para o PSOL que na véspera havia anunciado que com ele correria o campo.

    Agora o PSOL, com APOIO (sic!?) de Maia, vai de Olímpio Rocha, filho do ex-Vereador e médico Márcio Rocha, e Sheyla Campos, a enteada do Baixinho do Restaurante, conhecida casa de pasto na Liberdade que faliu meses atrás por falta de gestão - dela, inclusive, que respondia pela parte financeira.   

    N’OUTROS TERREIROS

    Os Felicianos, leia-se a doutora Lígia e o doutor Damião, se planejam para a todo custo saírem da condição de coadjuvantes no processo político estadual e ganharem de vez a pole-position.

    Para isso, nada melhor do que investir na eleição municipal, a que faz prefeitos agradecidos obrigados a retribuir as ajudas e apoios dois anos mais tarde.

    Daí as razões, mais do que justificáveis para eles, embora nada éticas, das rasteiras que a vice e o deputado deram no ainda imaturo João Azevedo, baldeando a água do governador em João Pessoa, em Campina Grande e, estou sabendo, em vários outros Municípios da heróica Paraiba.

    Que João bote as barbas em bom molho, porque em 2022 o coração de Lígia e Damião vai bater mais forte, mas em outros terreiros.

    CONVENÇÕES NO CONDE

    O dia ontem no Conde foi de festa política. Os principais pré-candidatos a prefeito, à exceção da prefeita Márcia Lucena que optou por antecipar agenda, fizeram as suas comedidas convenções e cada qual, devido aos rigores protocolares impostos pela COVID-19, com os seus cada quais desincumbiram-se a contento do que tinham programado.

    Na de Olavo Macarrão, no mesmo centro cultural que leva o nome do pai da prefeita e onde ela dia 13 passado teve seu nome homologado para a reeleição, desfilaram no telão colocado no palco os deputados Wilson Santiago (federal), Wilson Filho (estadual) e o governador João Azevedo, aliás a principal e mais esperada figura do evento.

    Os Santiagos, que na Paraíba mandam no PTB, reiteraram apoio a Macarrão e prometeram muito trabalho e parcerias com ele a partir de janeiro de 2021.

    E João fez de modo brilhante e convincente a parte que dele todo mundo aguardava: explicitar o seu apoio e o apoio do Governo ao jovem condense, desanuviando de uma vez por todas tudo o que se tramava contra o prestígio de Macarrão junto à maior autoridade do Estado.

    João garantiu priorizar o Conde nas políticas públicas da sua gestão, até mesmo por levar em conta a importância estratégica do Município para a região metropolitana da Capital, e massageou o ego do candidato do CIDADANIA como nunca ninguém ainda tinha feito antes.

    A DEUS E AO DIABO

    Na convenção da nora de Aluízio Régis e Tatiana Lundgreen, Karla Pimentel (PROS), raras foram as estrelas a brilhar. O evento acabou terminando primeiro do que o de Olavo, ambos na sede do Conde separados um do outro apenas por três quarteirões.

    Digno de infeliz registro foi o local onde Karla se aninhou para fazer a convenção: a Casa Pastoral da Igreja Católica, a que ela repudia veementemente em suas pregações, já que na condição de evangélica e em momentos de emoção entra em êxtase e mistura política com religião, amálgama não recomendado pela boa ética.

    O detalhe: ainda ontem de manhã, mesmo dia da convenção, Karla fez publicar em redes sociais demorado vídeo retratando um culto em Ação de Graças que evangélicos por encomenda fizeram para ela e que mais se assemelhava a uma sessão de descarrego onde  a teatrologia falou mais alto e os atores - pastores, fiéis e eleitores e ela mesma – entraram em transe.  

    Karla falou da doença que a deixou “vinte dias na cama” e se vitimizou o quanto pode, mas ao sair correu em busca do padre para rogar a sua benção e pedir por súplica as instalações da Casa Paroquial para, desse modo, talvez se penitenciar daquilo que ela mesma possivelmente não acredite.

    Nesse caso, a certeza é total: Karla literalmente acendeu uma vela a Deus e outra ao Diabo.

    BATE -ESTEIRA

    A convenção de Menudo e Edinho Mendes, feita ainda com luz do dia, foi como um relâmpago. E a dúvida, quase certeza, que continua pairando no ar e no processo eleitoral é de que a dupla seja ‘bate-esteira’ de Márcia Lucena.

    A estrela presencial, ainda assim ofuscada pelas incertezas, foi o deputado estadual Branco Mendes, que até a undécima hora conspirava para convencer João Azevedo a abandonar Olavo Macarrão, o que não conseguiu.

    Pelo sim, pelo não... recomenda-se o eleitor observar os passos da dupla.

    ENCONTRO CASUAL COM ALUÍZIO

    Vindo ontem pela manhã do Conde tive o fortuito desprazer de encontrar o ex-prefeito Aluízio Régis na barraquinha ao lado do restaurante da sua nora onde costumo comprar cará da região e feijão verde, na entrada de Jacumã.

    Ele me conhece há anos, mas acho que o Alzheimer que lhe ronda tem intensificado o assédio nessa época eleitoral. Daí que correu a me interpelar como se forasteiro eu fosse.

    - “Tu vota aqui ?”, indagou-me.  

    Mentí, para provocá-lo:  

    - “Voto, sim”.

    - “Na minha nora, né ?”, perguntou fazendo pose para o casal humilde de barraqueiros com quem estava conversando.  

    - “Gosto muito dela, mas meu voto é de Macarrão”, cortei o papo enquanto escolhia as peças de cará.

    - “Não senhor, tem que votar na minha nora, oxeeee”, ordenou fazendo outra pergunta:

    - “Por que tu vai votar em Macarrão? Tu conhece Macarrão? Tu sabe a história dele? Tu sabe o que é que ele é?”, metralhou.  

    - “Porque é um jovem preparado, não tem histórico de corrupção em sua família e sonha com  um Conde onde o seu povo seja tido como gente e possa exercer a cidadania com dignidade e sem medo”, respondi-lhe informando que tinha tido acesso a algumas pesquisas e todas elas mostravam a curva ascendente de Macarrão, em contraponto às curvas de Márcia e de Karla, uma descendente e a outra estável.

    - “ E quem mandou fazer essas pesquisas?”, indagou-me já em tom furioso.

    Ato contínuo correu à porta traseira da sua camionete e de lá arrancou três calhamaços de papel que disse serem pesquisas “de verdade” que tinha em seu poder atestando a viabilidade da vitória da nora. Uma feita pelo seu marqueteiro André, outra por um instituto que Cássio Cunha Lima pagou e mandou fazer a seu pedido e outra da Datavox, instituto campinense do meu querido amigo Bruno Agra.

    Eu tive ainda a oportunidade de sugerir que ele (Karla, no caso) juntasse forças com Macarrão, porque nas pesquisas que eu vi Márcia Lucena se mantém na faixa dos 35/36 % e seria reeleita sem problemas, com a oposição a ela dividida como está.

    - “Isso é verdade”, concordou passando-me outras preciosas informações.

    - “A gente tá conversando, mas Múcio (tio financiador de Macarrão) tá ficando doido e só quer que a gente abra. E como é que a gente vai abrir tendo 25% e Macarrão sem passar de 10%? O que a gente combinou foi de abrir para o que tivesse melhor nas pesquisas, mas do jeito que ele quer não vai dar...”, concluiu com cara de desgosto.

    Pesado e pago o meu cará pisquei o olho pra minha mulher no carro buzinar me chamando e dele despedi-me.

    - “Peraí”, me segurou pelo braço censurando que “Múcio pensa que dinheiro resolve tudo”.

    - “Eu já vou, Aluízio, depois a gente conversa mais”, esquivei-me tentando livrar-me dos seus braços.

    Aumentando os decibéis da voz e falando não mais para mim mas para os barraqueiros e outras pessoas que haviam chegado, Aluízio era todo gritos:

    - “Rapaz, Múcio me ofereceu Três Milhões de Reais, me dava um apartamento de cobertura em João Pessoa no valor de R$ 1.400.00,00 e o resto em outras coisas aqui no Conde e eu disse a ele que não aceito. Isso é dinheiro demais. E outra coisa pra tu que não sabe quem é Macarrão: ele ainda moleque fumava e se drogava com força, nunca teve a carteira de trabalho assinada e nunca trabalhou em cargo público e por isso é um m.... que não sabe de nada”.

    Ainda tive tempo de deixar com ele uma pergunta, que não esperei pela resposta:

    - “Oxente, Aluízio, tu tás falando desse Macarrão que eu conheço ou daquele que eu acho seja o mesmo que foi teu vice candidato a prefeito quando Márcia Lucena te derrotou?

    Só ví que ele ficou espumando, mas para novo azar meu tive que parar no mercado de Dona Edy, que é o único em Jacumã que abre na hora do almoço, e quando vejo Aluízio estava outra vez batendo em minhas costas disposto a recomeçar a conversa. Fui salvo pelo gongo, digo, pela mulher outra vez, que correu ao caixa e me chamou, enquanto Aluízio difamava Macarrão perante outra plateia que como eu teve o desprazer de cruzar o caminho com ele.

    Ufaaa. É lamentável que o Conde ainda tenha política e políticos desse naipe!

  • MINHA GALINHA

    14/09/2020

    Fazer feira em Campina Grande é prazer que renova meu sábado a cada semana...

    Na de galinha procuro a mais gorda, mas às vezes me contenta uma franguinha que cozinhe rápido e possa come-la ainda no almoço acompanhada com feijão verde no cuscuz, batata doce, macaxeira e, à parte, a irresistível cabidela.

    Mas também escolho pato, perua e principalmente guiné, o velho ‘capote’ que não perde em sabor para nenhuma outra ave da face da terra. Nem p’ro Faisão, que eu nunca comi e nem quero comer!

    Foi Dona Virgilia, minha amada mãe, quem me introduziu ainda pirrititinho nesse mundo maravilhoso que integra parte do Mercado (feira) Central campinense, mais precisamente na censurada “Rua Boa” - a Manuel Pereira de Araújo onde reinava o Cassino Eldorado que agora em ruínas maltrata a memória de quem de fato ama e vive todas as entranhas de Campina Grande.

    Ontem à noite, após a LIVE com o amigo Olavo Macarrão em Carapibus, subi a Borborema a tempo de dormir no Itararé e cedinho acordar para me reenergizar nos mangaios da minha terra.     

    Saber escolher galinha gorda, a mais saborosa delas, aprendi em aulas práticas com Dona Pequena, a quem já comprei dezenas de penosas, algumas inclusive no fiado, dada a confiança que ela tinha no seu freguês certo.

    Hoje já não tenho mais a espevitada e amorosa velhinha soprando na ‘rua Boa’ as penas das galinhas por baixo das suas asas até encontrar a melhor delas e me garantir que a da veia mais grossa podia levar como garantia de divina gostosura.

    Dona Pequena ainda é viva e lúcida, mas seu frágil corpo não permite mais a sua presença na feira e ela, em casa, descansa junto aos seus mas, com certeza, saudosa de abraçar a mim e aos seus tantos outros fregueses de cada sábado – Paulo (Guerreiro) Dantas, Laércio Medeiros, Dona Socorro mãe de Ana Cláudia e muita gente fina mais, por exemplo!

    Me contento, à falta dela, com outras alegres vendedoras de pato, galinha, guiné e perus da Manuel Pereira de Araújo, uma delas ainda no alto dos seus mais de 90 anos no comecinho da feira de galinha - VÓ, como todos a chamamos, a corpulenta negra belíssima, raro espécime de ser humano que Deus na sua suprema generosidade mantém iluminando os sábados de todos nós.

    É isso, a galinha gorda de hoje comerei amanhã na mesa adornada com filhos e netos e um rubacão que cozinharei no capricho.  

    Com umas doses de Rainha, é mais do que óbvio!

  • SALADA RUSSA DE VEN

    10/09/2020

    O independente site ‘O Antagonista’, hoje um dos mais influentes e mais acessados do Brasil  mostrou em curto texto veiculado no começo da semana o que seria o antagonismo do senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo.

    O site estranha que Veneziano se mantenha filiado ao PSB de Ricardo Coutinho e que a sua mulher, Ana Cláudia, seja a pré-candidata a prefeita de Campian Grande pelo PODEMOS.

    E estranha ainda mais: que ele (e ela) embora receba apoio em Campina Grande do CIDADANIA do governador João Azevedo tenha se disposto a apoiar, em João Pessoa, o candidato Raoni Mendes, do DEM, tendo como companheiro de apoio o deputado Julian Lemos, do PSL de Jair Bolsonaro, a quem o senador aparentemente faz renhida oposição.

    Se alguém quiser chamar a ação de “salada russa”, terá escolhido ótima definição.

    O NEGÓCIO EDINHO/MENUDO

    A política no Conde continua fervendo e o que vinha sendo anunciado como BOMBA pelos mais aguerridos seguidores do pré-candidato Edinho Mendes, do Solidariedade de Manuel Júnior, acabou explodindo mesmo, mas os efeitos do petardo se restringiram aos estragos em “casa”.

    Edinho, como até as pedras furadas da Praia do Amor garantiam, não conseguiu manter a rodilha para equilibrar o pote e caiu fora da peleja, passando a cabeça de chapa para Menudo, um milionário atravessador agropecuário das roças de cará e macaxeira da regão que não vem conseguindo manter em pé a tropa que batia continência para o fujão contumaz.

    De São Pauilo, onde a quatro mil quilômetros de distância controlava e apimentava as intrigas das redes de ZAP para manter Edinho Mendes em evidência, o fotógrafo grandalhão Stanley foi o primeiro “rato” grande a pular do barco. Emudenceu de uma hora para a outra, mas me revelou dando mostras de profunda decepção: “Meu trabalho já está concluído. Agora só com os ‘cabeças’, se tiverem CABEÇA!”. E deu adicional explicação, evidenciando que o negócio Edinho/Menudo tem fermento de outros atores: “...se não tiverem ML na cabeça, sem a menor dúvidas”. ML, que eu até aqui não conseguia traduzir, Stanley esclarece: “É Márcia Lucena!”.

    OS TIROS E O BLEFE DE KARLA

    O policial Acioly, acusado por Karla Pimentel de ter sido autor dos disparos de arma de fogo no portão da sua casa, e que à vesga ótica da pré-candidata do sogro Aluízio Régis representaria um atentado à sua integridade física pelo fato dela estar subindo bem nas pesquisas no Conde, incomodando a liderança de Márcia Lucena, a quem o militar presta serviços, provou em vídeo que publicou em grupos de ZAP que Karla está vendo chifre em cabeça de cavalo. Acioly na hora dos tiros estava na porta da sua própria casa e gravações de câmeras na rua mostram tudo sem montagem. Agora, Karlinha do carinho vai responder a acusação na Justiça e a previsão é de que seja condenada a pagar alta indenização ao policial.

    OS VOTOS DE VAILSON  

    Vailson de Jacumã, aquele mesmo que levou uma surra de cipó de boi de Aluízio Régis, embora venha tirando fotos ao lado de Menudo, o substituto do seu ex-guru Edinho Mendes, já conversa animadamente com outros postulantes ao cargo de prefeito no Conde para dar uam ´puladinah de cerca... O problema é que ele ofereçe aos potenciais compradores os mais de 250 votos que obteve na última eleição para Vereador, mas ninguém acredita que ele repita nem a metade da soma, que teria contado com a exponencial ajuda da ex-prefeita Tatiana Lundgreen, a qu

  • VOTO NO VARO CORAJOSO!

    04/09/2020

    Eu nunca exercitei malabarismo e, por isso, ser equilibrista não passa pela minha cabeça e nem por minha disposição.

    Continuo exercendo, sem mandato, a atividade política e gosto disso.  

    Política séria, sem negociatas, sem mi-mi-mis nem traições, sempre me pautando naquela maravilhosa linha que próceres do quilate de um Raymundo Asfóra e de um Ronaldo Cunha Lima, por exemplo, adotavam: o sacerdócio!

    Política com desprendimento, voltada para fazer o bem comum e não para ficar em cima de muros esperando a melhor oferta ou oportunidade para decidir o lado em que pulará.

    Sou de decidir, de tomar posições!

    Na eleição municipal de quatro anos atrás emprestei meu apoio e dei meu voto a Ivan Batista, de quem fui colega na Câmara de Campina Grande ao tempo em que exerci o honroso mandato que os campinenses me outorgaram.

    Na eleição seguinte, para deputado estadual trabalhei em Campina Grande e votei em Olímpio Oliveira. E consegui, em Queimadas e em outros Municípios aonde tenho amigos, uns votos para meu primo Deda de Dutra, que postulava o cargo pelo MDB de Zé Maranhão.

    Para deputado federal anunciei com boa antecedência o meu apoio e trabalho a Guilherme Almeida e para ele suei a camisa.

    E este ano, para não fugir à regra e não dar direito a ninguém de me chamar de “murista” ou algum candidato desinformado ter a indelicadeza de vir me pedir voto, declaro já nesse instante a minha opção para o Legislativo: ROBSON DUTRA!

    As opções do “cardápio” são muitas. E tem muita gente do bem buscando uma cadeira na Casa Félix Araújo. O próprio Olímpio e mesmo Ivan Batista, estrelas reluzentes em uma Casa que lamentavelmente empobreceu o nível.  

    Mas, reitero, vou votar em ROBSON DUTRA e trabalhar com afinco para que ele volte ao nosso Parlamento, onde por anos lá esteve e portou-se com galhardia, operosidade e elevado espírito público, marcas da sua valorosa biografia.

    Mais à frente, quando a campanha dele estiver registrada no TRE, vou ter a alegria de voltar a este espaço e dizer as razões todas que me levam a optar por este varão corajoso da Rainha da Borborema.

    UM “SUJO” AINDA DE VENÉ

    Na lista de FICHAS SUJAS que a Corregedoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para instruir a apreciação dos pedidos de registros de candidaturas deste ano não consta nenhum gestor público da equipe de Romero Rodrigues. Mas tem nome campinense: Derlópidas Gomes Neves. Foi “fichado” por sujeira praticada à época em que era superintendente da STTP, em Campina Grande, na gestão de Veneziano Vital do Rego.  

    PREFEITO DE CARAÚBAS

    Júnior Gurgel tomando gosto na disputa pela Prefeitura Municipal de Caraúbas, no vizinho Rio Grande do Norte, Município que já eficientemente administrou no passado e onde tem amigos e o povo lhe quer bem. Meu título fosse de lá, o voto era certo!

    FUGA DE EDINHO

    O que até os sirís do maceiozinho de Jacumã sabiam há meses acaba de se concretizar no Conde: Edinho Mendes fugiu da raia e não é mais pré-candidato a prefeito pelo SOLIDARIEDADE de Manuel Júnior. Abriu desta vez para o Irmão Aderaldo Menudo, que é produtor rural e, na condição de mega plantador de cará e inhame na região, tem um bolso apetitoso, capaz de seduzir não apenas Edinho, mas seus fanáticos meia dúzia de seguidores.

    A APOSTA ERA MÁRCIA

    O que na verdade todos no Conde apostavam era que Edinho, como fez na eleição de quatro anos atrás, aceitasse outra vez o abraço e a generosa bolsa de praia de Márcia Lucena - sempre carregada de dólares e euros -, com quem aliás estaria em avançada negociação há vários dias. O bom é que agora Edinho não abandonou os pré-candidatos do seu partido a vereador, como fez lá atrás e foi abrir uma empresa em Portugal. No “contrato” com Menudo sai ganhando a vaga de vice e a autorização de levar à tiracolo Vailson, Gerasom, Claudio Publicidade, Ednaldo da Saúde, Sandro Caroca... Menos mal, portanto.

    “CONTRATO ALARANJADO”

    Mas o “passarinho cagão” de Paulo Santos que andou voando baixo esta semana por certa granja de uma certa alcaide nas beiradas da sede do Conde tem garantido que o “selo” do envelope onde cédulas foram acomodadas, e ainda a lambida para fechar o dito cujo, não tem nada a ver com Menudo não... Como a dona do sítio é especialista em laranjal, a pista é muito boa.

    “SIBITO”’ MORREU HONRADO


    A COVID-19 matou meu amigo “Sibito”, que em João Pessoa os confrades chamavam-no de “vovô” nas redações. Humberto Lira foi repórter policial de mão cheia e igual a ele só lembro de Magidiel Lopes em priscas eras . Não se vendia nem a bandido e nem a policial e basta isso,  nesse meio tão complexo e sujo da crônica policial paraibana, para dar idéia da ética com a qual sempre se conduziu na vida e, por isso, morreu sem ter essas camionetas Hylux cabine dupla como a que Môfi tem, por exemplo. Morreu honrado, e isso é orgulho para a sua família e para nós, os seus saudosos verdadeiros amigos.

  • Eu, Bruno e Dr. Elpdio

    28/08/2020

    Eu tive o privilégio de conhecer - e conversar, conviver, entrevistar - o médico e historiador Elpídio de Almeida, uma das figuras de maior relevo na história do meu amado berço.  

    Cordato, gentil, sereno e probo, Dr. Elpídio impressionava pelo porte, pela elegância e muito mais pela inteligência inigualavelmente viva.

    Nosso primeiro encontro se deu por intermediação do seu filho Humberto, o dono da CANDE – a moderna fábrica de tubos de PVC no Distrito Industrial.

    Médico igual ao pai, mas sem exercer a profissão, Dr. Humberto era um dos donos do Jornal da Paraíba e eu o secretário, cargo equivalente hoje a editor, cumulado com gerente administrativo.   

    Ano passado, sua nora Ida Steinmuller, que presidia o Instituto Histórico de Campina Grande, mandou-me uma foto em que eu e ele estávamos conversando num dos alpendres da sua vivenda na Floriano Peixoto, quase em frente à catedral de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Campina Grande. “Estava organizando os arquivos do instituto e veja o que encontrei”, juntou à foto essa informação.



    Elpídio, que além de historiador e médico era político e chegou a ser prefeito de Campina Grande, também era valoroso jornalista, o que pouca gente sabe.

    Por isso, para me integrar avulsamente à Semana Elpidiana que o IHCG realiza de ontem até amanhã, publico aqui neste meu espaço d’APALAVRA um contundente e corajoso artigo escrito por ele no Jornal de Campina, periódico de propriedade de outro saudoso grande e notável amigo, William Tejo, que também era do convívio do Dr. Elpídio.

    Neste texto, Elpídio sem citar o nome ataca bravamente o prefeito da época, Plínio Lemos, a quem atribui culpa pela morte de Félix Araújo, mártir da nossa história.



    E um detalhe: o fac-simile do recorte do jornal (do artigo) eu ganhei de presente de um jovem (Bruno Cunha Lima) que, coisa rara na juventude de hoje, é amante profundo da história e coleciona raridades em seus arquivos pessoais no prédio do cartório do avô Ivandro, na rua Vidal de Negreiros.

    Das aspas pra frente a pena é de Elpídio de Almeida, pra você amado leitor se deleitar:

    "NOME AMALDIÇOADO


    Nunca se fez tanto mal a Campina Grande como atualmente, durante os poucos meses desta malfadada administração, que passará à posteridade como a página mais negra da nossa história.

    Nunca se roubou tanto em tão pouco tempo. Leia-se o relatório do vereador Petrônio de Figueiredo. É um documento que atesta exuberantemente a desfaçatez com que o prefeito assaltou os cofres da municipalidade. E o fez com o mesmo descaramento do tempo em que assaltou e saqueou a residência do Dr. José Duarte de Vasconcelos e roubou os dinheiros do comerciante Manoel Eduardo, fatos que só ultimamente me chegaram ao conhecimento.

    Mas não é sob esse aspecto que o seu nome será amaldiçoado pelas gerações vindouras. O que nenhum paraibano esquecerá no futuro é o crime de haver concorrido para o assassínio de Félix Araújo.

    Quie esvaziasse os cofres públcos até ao fundo, impulso a que naturalmente não poderá resistir, mas que preservasse a vida desse jovem que era a mais cintilante inteligência e a mais positiva vocação de homem público da geração que se prepara para assenhorear-se dos destinos do nosso Estado.

    O dinheiro com o tempo se refaz. Os prejuízos materiais poderão ser facilmente restaurados. É grande a capacidade de recuperação do nosso Município. Dois ou três anos de uma administração honesta bastarão para recompor as forças municipais. Mas a grande inteligência desaparecida ninguém nos pode restituir. Só de longe concede Deus a um povo a graça de um vulto com aquelas peregrinas qualidades, para seu guia e aperfeiçoamento. Foi esse bem divino que o malvado nos tirou.

    Não estamos chorando o dinheiro sumido. Isso irá ter paradeiro. O que pranteamos, sem consolo, por não haver recobro, é a perda de Félix Araújo. E se não bradarmos a toda hora contra os seus assassinos, daremos mostra de haver perdido todos os sentimentos de humanidade; deixaremos de ser um povo civilizado e cristão, para nos transformar numa aglomeração humana totalmente desuumanizada, num ajuntamento de anormais e primários.

    Não. O povo campinense honrará sempre a memória do seu mártir.

    O nome do seu algoz será sempre amaldiçoado.”

  • MEDO DO MACARRO...

    15/08/2020

    Elitista e arrogante, marcas que carrega consigo desde tenra idade, a prefeita Márcia Lucena (PSB), do Conde, acaba de excluir da merenda escolar no Município o macarrão, saudável sub-produto do trigo que é alimento de primeira necessidade em muitas mesas do mundo, sobretudo nas da população mais pobre, por ser um produto de preço mais acessível.

    Essa surpreendente decisão teria sido tomada no começo desta semana de modo praticamente oficial, embora já estivesse valendo informalmente há pelo menos dois meses quando, por conta do recesso escolar causado pela pandemia do coronavírus, ela trocou pacotes de macarrão na cesta básica que viu-se obrigada a dar às famílias com filhos matriculados na rede escolar pública por pedaços de macaxeira e mamões apodrecidos, fato que a mídia estadual repercutiu envergonhando a população condense.

    O gesto da prefeita não se lastreou em nenhum embasamento técnico, até mesmo porque na mesa do pobre, por exemplo, o macarrão ao lado do arroz é acompanhamento do feijão e ingrediente principal da sopinha rala que dá “sustança” à meninada das creches da periferia, daí a surpresa da estranha decisão.

    É certo que na mesa do rico macarrão vira iguaria gourmet. Ele entra na lasanha, pode ser degustado com uma variedade extraordinária de molhos - aos quatro queijos, à bolonhesa, ao sugo, ao alho e óleo, à parmegiana - e em mesas ainda mais finas pode ser encorpado com frutos do mar, yakisoba...  

    E existem macarrões para todos os gostos - com glúten ou sem glúten, com ovos ou sem ovos - e tipos (espaguete, penne, letrinhas, argola, parafuso, talharim...). Até aqui, ao que se sabe, todos altamente nutritivos e DIGESTIVOS.
    O macarrão continua sendo um alimento leve e apreciado, com ou sem molhos, por gente de todas as idades, de Norte a Sul do Universo!

    Na Itália, é importante lembrar, é prato oficial. E não consta que nenhum Papa até hoje o tenha rejeitada em sua mesa.
    DÁ GORGULHO - Hoje, um dos amigos do peito (melhor dizer ‘in-pectore’ para evitar alguma picante dúvida) da prefeita condense, meu dileto Tião, que carrega na certidão de nascimento o mesmo ‘Lucena’ de Márcia, acaba por nos esclarecer no seu festejado blog as razões pelas quais a prezada ultrajou o macarrão da geografia do paradisíaco recanto do belo litoral Sul paraibano.

    Para Tião, a hoje estressadíssima Márcia Lucena “é o diferencial no Conde”, condição esta que leva os “eternos sugadores do município se desesperarem diante dessa verdade”, que à sua ótica terão logo que se acostumar, pois “a mulher trabalha, faz a diferença e o povo sabe disso”.

    Provou Tião, por B mais A, que a decisão da sua idolatrada amiga foi tomada aleatoriamente, sem discussão, sem estudo técnico, sem mais nada. Só para atender ao seu inflado ego, nos últimos dias sendo maltratado impiedosamente por um jovem esguio e sonhador que está de modo profissional alicerçando um caminho honesto para tomar-lhe o trono nas urnas de 15 de novembro.

    Eis o veredicto pontual do bem informado Tião Lucena:

    - “Entre Márcia e um pacote de macarrão, claro que o povo prefere a prefeita. Macarrão, além de engordar, dá gorgulho”.

    E fica explicado: Márcia Lucena está de biquinho, no Conde, não porque sua tornozeleira foi mantida no mocotó e dói-lhe até na alma, mas porque OLAVO LISBOA MACARRÃO, pré-candidato pelo Cidadania do governador João Azevedo, já pontua em todas as pesquisas no Município como segundo na corrida sucessória, alcançando os seus sofridos calcanhares, e isto lhe amedronta, desespera e põe seus nervos à flor da oleosa pele.

    Se eu tivesse intimidades outras com Tião, aconselharia ele botar mais um pequeno parágrafo na sua nota de hoje aconselhando Márcia Lucena a se submeter a um estudo pela NASA. Mas agora mesmo lembrei que é melhor esquecer isso: ela não pode sair de casa depois das oito da noite e nela deve ficar até seis da manhã!
    Ai, ai...

  • O ADVOGADO DA PREFEITA

    29/07/2020

    A rejeitada população do Conde que não consegue vaga nos quadros da prefeitura, sob comando de Márcia Lucena (PSB), preterida que foi desde o início da gestão há três anos e sete meses pelos amigos ‘in pectore’ dela de João Pessoa e alhures, e que se acuava doloridamente imaginando que essa ojeriza se circunscrevia a quem tem certidão de nascimento condense, hoje já pode dar pulos de alegria.

    A ríspida alcaide não gosta mesmo do povo do Conde e isso está mais do que provado, bastando acessar os dados da folha salarial da prefeitura. Mas esse desprezo, esse ‘não gostar’ explícito dela, avança fronteiras e não é exclusividade dos munícipes que a elegeram. 

    Ledo engano deles!

    Márcia Lucena, à exceção de Ricardo Coutinho, seu guru e criador a quem por óbvias razões idolatra como pai, não gosta mesmo é de ninguém que não seja do rol familiar e do seu pequeno círculo amigo, entendendo-se esse ‘não gostar’ como não prestigiar, não confiar, não dar bola nenhuma...

    E para quem até agora imaginava que o desprezo da prefeita se restringia ao povo do Município que administra, e por isso nele não confia a ponto de enfiar nos quadros da gestão cerca de 80% de gente recrutada n’outros locais, especialmente em João Pessoa onde reside a maioria dos amigos que botou no Conde, que sirva de alento a contratação feita por ela com dinheiro parcialmente arrecado em vaquinha na internet, de escritório de advocacia no Distrito Federal a quem confiou os cuidados de ser defendida dos ilícitos denunciados no âmbito da Operação Calvário.

    A Paraíba de Márcia Lucena não tem advogado qualificado para tal mister!

    Nossos bravos causídicos não valem o que tem na cabeça do camarão, dirá ao seu querido consorte e ator global Nanego Lira a dama número um do Conde, daí a razão de ter ido atrás de um forasteiro que tenha competência para livrar a sua cabeça da lâmina afiada do desembargador campinense Ricardo Vital, o primo sábio do senador Veneziano. 

    Pois pois, dirá o português lá do Beco da Bohemia de Jacumã!

    Dona Márcia constituiu e deu poderes ao Dr. Jorge Luiz Xavier, delegado aposentado da Polícia Civil de Brasília, para lhe retirar da cruz da Calvário, custe o que custar.

    Como advogado, o ex-delegado é noviço militante e sua experiência, por isso mesmo, aparenta ser reduzida. Ele se aposentou há pouco menos de dois anos quando exercia acumuldamente função comissionada na PC do Distrito Federal e ainda aguardou um bom tempo para obter a carteira de advogado (OAB), sem a qual nenhum causídico no Brasil pode exercer o labor.

    E em sendo assim, penso eu que um paraibano com mais tempo de serviço daria melhor andamento às causas da prefeita. Sobretudo porque os autos ainda se situam na primeira isntância, aqui mesmo em palácio judicial paraibano, onde seria mais prático e talvez mais econômico para a defesa, embora essa coisa de economia, em se tratando de Márcia Lucena, seja apenas detalhe de “nós dois” – ela e Nanego! 

    Jorge Xavier foi diretor-geral da PC do DF entre fevereiro de 2012 e dezembro de 2014, durante a gestão de Agnelo Queiroz (PT). O nome dele estava na lista tríplice apresentada pelos servidores da corporação ao então governador. Já foi coordenador de Repressão às Drogas, delegado da Delegacia Especial do Meio Ambiente e das regionais de São Sebastião, Lago Sul, Paranoá e Sobradinho. É especialista em segurança pública pela academia da Polícia Civil do DF e pós-graduado em gestão pública pela Universidade de Brasília (UnB).

    Um bom currículo, sem dúvidas, na área policial!

    Vem daí, talvez, a opção de Márcia por contratá-lo. Gostando tanto de afrontar poderes, como fez recentemente com o MPPB ajuizando ação contra ilustre promotora que lhe desmoralizou na questão dos remédios vencidos que vereadores flagraram em depósito municipal, na verdade ela não quer ADVOGADO, mas DELEGADO mesmo. Que grite, esmurre mesas, faça pressão e ameace quem ousar continuar lhe investigando.

    Poderia ter-se valido do seu ex-colega ‘Lampião’ Walber Virgulino. Faria melhor, acredito eu.

    Pois bem, o doutor Xavier ao tempo em que dirigiu a PC do DF não teve gestão 100% e contas suas chegaram a ser aprovadas, mas com bastante ressalvas, o que para esse seu trabalho de agora na Paraíba não tem nada a ver, a não ser o fato da coincidência de afinidade com o chmado “modus operandi” da prefeita no âmbito da coisa pública.     

    Outra coisa, na vida laboral do Delegado (melhor dizendo, advogado!) Xavier:

    Ao tempo em que era Chefe supremo da Polícia Civil da Capital da República, deputadas e senadoras da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigava a violência contra a mulher foram surpreendidas com a informação de que alguns promotores de Justiça do Distrito Federal estariam descumprindo uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impedia a suspensão de processos na Justiça relacionados à violência doméstica.

    Em março de 2011, o STF decidiu que mesmo que o agressor se comprometesse a cumprir certas condições, como prestar serviços comunitários, ter acompanhamento psicossocial, ou manter distância da vítima, o Ministério Público (MP) não poderia pedir a suspensão condicional do processo.

    Entretanto, durante audiência da CPMI, os promotores de Justiça Thiago Pierobom e Fabiana Oliveira informaram a existencia de entendimento por parte de alguns integrantes do MP de que a proibição do STF só se aplicava em situações que abrandavam a punição ao agressor, como a doação de cestas básicas em vez de prisão.

    A relatora da CPMI, senadora Ana Rita (PT-ES), chegou a convocar o presidente do Conselho Nacional do Ministério Público para discutir essa interpretação. A deputada Marina Santanna (PT-GO) afirmou que se o juiz suspende o processo de violência doméstica cria uma sensação de impunidade.

    “Nós entendemos que isso deixa ainda mais vulnerável a vítima e o próprio respeito pelo processo. Posteriormente, pode a vítima novamente sofrer a mesma agressão e fica a sensação de que não há punição”, ponderou a deputada.

    Também na audiência, o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, revelou que todas as delegacias teriam pessoas preparadas para atender à mulher vítima de violência, embora o serviço de excelência existisse apenas na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

    Sem questionar a excelência da Deam, o promotor Thiago Pierobom contestou a informação de que o atendimento estivesse sendo feito com qualidade em todas as delegacias. De acordo com ele, o MP recebia muitas reclamações de mulheres que tentaram registrar uma ocorrência.

    “Elas voltam com a informação de que foram revitimizadas, que o agente não quis fazer o registro, que ouviram uma piadinha. A própria Polícia Civil do DF reconheceu aqui na CPMI que não tem um programa de capacitação dos seus policiais. Isso é muito sério”, afirmou ele à época numa censura ao trabalho do agora advogado de Márcia Lucena.

    Acuado, Jorge Luiz Xavier garantiu que a Academia de Polícia Civil iria começar a oferecer, a partir de 2013, cursos de capacitação com abordagem na violência doméstica e que já estaria discutindo o conteúdo da disciplina com a secretária da Mulher do Distrito Federal, Olgamir Ferreira.

    O homem é bom, dirão Márcia Lucena e Nanego Lira repetindo a canção de Luiz Gonzaga - o do baião!

  • TEMI, salvador ou aterrador?

    09/07/2020

    A chegada de Temistocles (TEMI) Cabral ao “lar-doce-lar” da família Rego, anunciando apoio à ex-Primeira Dama Ana Cláudia na sua provável candidatura a prefeita de Campina Grande, chega numa hora maravilhosa para ela, que continua capengando em todas as pesquisas informais de opinião feitas na cidade até agora.

    O ex-arauto de Cássio Cunha Lima, a quem servia com fidelidade prá lá de canina desde o dia em que aterrisou em Brasília para de mim receber as chaves do gabinete no Anexo IV da Câmara Federal que era ocupado por Raymundo Asfóra, na verdade se transforma no primeiro nome de peso da desaprumada caminhada da mulher do PODEMOS.

    Peso morto, é bom realçar!

    Temi foi botado prá fora da Prefeitura Municipal de Campina Grande exatamente porque Romero Rodrigues, o prefeito bonachão, enxergou nele limites insuportáveis de incompetência. E como seu saco já se encontrava superlotado daqueles puxadores advindos da cota do primo Cássio, enxotá-lo mesmo contrariando o à época vice-prefeito Ronaldinho Cunha Lima não foi lá nenhuma coisa de outro mundo.

    Por muito pouco a festa d’O Maior São João do Mundo no ano inicial da gestão de Romero não foi literalmente para o brejo, sob comando de Temi e do vice Ronaldinho, este duplamente ainda mais incompetente que o subordinado.

    Dizer que aquilo lá foi um “desastre” soaria até como elogio, em face do gigantesco caos instaurado sob os acordes do triângulo, do pandeiro e da sanfona...

    E vem daí o ódio de Temi a Romero Rodrigues, embora o desamparado serviçal tenha segurado sua raiva e seu sufoco até aqui, quando chama o alcaide campinense de IMBECIL e anuncia encontro com o marido-senador de Ana Cláudia se supervalorizando certamente para dele receber alguma sinecura no Senado.

    Na ânsia de prestar serviço inicial aos seus novos patrões, Temi acaba machucando Cássio e diz sem meias palavras que o ex-guru “abandonou Campina e deixou na mão desse imbecil Romero, que é um fraco”.

    Travestido de ‘Mãe Dinah’, vai mais longe: “Eu vou votar em ANA CLÁUDIA e podem anotar: será a prefeita de Campina".

    Confirmando subserviência ao grupo que supostamente se desliga e por isso mesmo deixando no ar a dúvida sobre suas reais intenções, Temi se trai: “Eu disse a Cássio a minha estima é você. Eu só estou fazendo isso porque você não é candidato”.

    Apesar de ser um peso morto e não ter votos em Campina Grande, onde por duas vezes tentou se eleger Vereador com ostensivo apoio de Cássio Cunha Lima e acabou morrendo na areia da praia, a chegada de Temi Cabral ao pelotão de Ana Cláudia levou os áulicos de Veneziano e da madame ao pleno orgasmo...

    Foi como se o diploma de prefeita acabasse de cair nas mãos dela, tanta é a euforia no curral dos Rego em Campina Grande, comemorado o gesto do enxotado da PMCG como uma explosão de ânimo na desanimada troupe.

    Felizmente para Ana Cláudia e seguidores, quem em terra de cego tem um olho posa de rei (de Rainha, nesse caso) e estamos conversados. Ou, em mais pragmático enquadramento: melhor ter um Temi na mão que todo um PT de Campina Grande voando...

    E assim caminha a caminhada (com trocadilho mesmo) da bela e ilustre mulher do outrora cabeludo da Borborema.

  • MORBIDEZ JUNINA

    23/06/2020

    Irrepreensível no combate à expansão do novo coronavírus em Campina Grande, o prefeito Romero Rodrigues esqueceu - e não teve assessoria corajosa para lembrá-lo - de que esta ainda é a terra d’O Maior São João do Mundo.

    Custava executar uma simples decoração que fosse, nas ruas centrais da cidade?

    A pandemia está aí matando gente, sim senhor!

    Mas à parte recursos existem em abundância, para custeio das ações e medidas necessárias, vindos inclusive do Governo Federal.

    Entretanto Campina aí está, lambida e sem cor, jogada a um canto sujo de parede, abandonada à um insano destino por conta de um desastre descomunal que nunca vai existir.

    Essa palidez mórbida em nada combina com o imorredouro espírito festeiro e festivo da sua gente indomável e aguerrida, pós-graduada no superar dos desafios, mais ainda nesse tempo onde há fartura na roça, muita água nos barreiros, apego à religiosidade e crescimento acelerado da fé no Criador.

    Suspender - ou acabar - o Maior São João do Mundo no Parque do Povo e no arraial de Galante é uma coisa, obviamente bastante compreensívl; outra é não deixar a chama apagar!

    A imagem pode conter: atividades ao ar livre
    Hoje é véspera do dia de São João, proibidas as fogueiras e os fogos que iluminafriam os nossos céus.

    Mas, repito, custava ter espichado uns metrinhos de saudosas e coloridas bandeirinhas para ziguezaguear sob o vento frio da Venâncio Neiva, da Maciel Pinheiro, da Cardoso Vieira... Pelas praças da Bandeira, Clementino Procópio, do Trabalho... Enfeitar Galante e São José da Mata para o matuto também ter direito de olhar p’ro céu?

    E que dizer daqueles tapumes em redor do Parque do Povo? Pagar uns sprays de tinta para os mágicos grafiteiros desenharem espigas de milho, fogueiras e balões não teria sido uma boa idéia?

    Faltou criatividade a Dona Rosália Lucas, pelo Poder Público? Ao barulhento Arthur Bolinha, pelo empresariado?

    Sei não, mas campinense de verdade não pode ter olho vesgo!

    O vírus malvado pode até vir a sepultar definitivamente a nossa gigante festa do meio do ano, mas que não se inocule, como estamos presenciando, na cabeça de quem deveria trabalhar usando também o bom sensoi e o coração.

    Tenho dito! 

  • Obrigado, Amazan!

    22/06/2020

    A cidade d’O Maior São João do Mundo, e por extensão todas as demais do Estado da Paraíba, foram neste sábado envergonhadas em horário nobre da principal rede de TV do País – a Globo.

    Não fosse um ‘cabra da peste’ chamado Amazan, que tira da sua sanfona acordes do que tem de melhor na música regional e consegue fazer jorrar da alma e do coração versos capazes de imediatamente arrastar qualquer um para forrozear no terreiro, nenhum conterrâneo teria mais, doravante, a disposição de botar a cara na rua...

    Menos mal, haverão de dizer os meus contumazes críticos escudando-se na certeza de que o meu ex-vizinho hoje prefeito em Jardim do Seridó (RN) tem de que é um dos ícones do forró brasileiro.

    Menos mal, digo eu, porque felizmente a transmissão se circunscreveu apenas aos Estados da região, minimizando a desconcertada e proposital cara de pau de Eduardo Carlos e demais diretores das duas afiliadas da Globo na Paraíba, que continuam mostrando despreparo, má vontade e falta de empenho para promover e até mesmo brigar pelos valores artístico-culturais de Campina Grande, João Pessoa, Monteiro, Itabaiana e outros celeiros estaduais repletos de maravilhosos artistas.

    A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas tocando instrumentos musicais e pessoas no palco

    A inoportuna LIVE teve tudo de ruim, menos os cenários das demais capitais onde atrações locais foram pautadas para “encher a linguiça” do horário.

    Até um apresentador (sic?!) chinfrim acho que natural de Caruaru e merecedor de tomar urgentes aulas de Abílio José ou de Cleber Morais, pisou feio na maionese...

    Nem mamulengo parecia! 

    E foi exatamente o que faltou para dar ainda mais brilho às entradas do sanfoneiro campinense na horrorosa produção da Globo Nordeste. Uma bandeirola que fosse, um quadro retratando o São João do carneirinho, uma fogueira estilizada ao fundo do ambiente...

    Mas nada...

    Ou, tudo a denunciar que as TV’s dos filhos de Seu Zé do café e da canjiquinha estão à beira da falência, algo a se lamentar.

    Bandeirinhas de São João, abanos, balões de papel manteiga, panelas de barro, quenga de coco, cabaço, cangalhas de burros, bonecas de pano... Juntando um mói dessas coisinhas tão apropriadas para a época a conta não passaria de míseros reais, coisa que parece estar mesmo faltando na boca do caixa da TV  Paraíba e da CBN locais ou, se não, a mufunfa aqui arrrecadada viaja direto para ser bem fechada nos cofres de João Pessoa.

    Ocorre que, na realidade, o proposital descalabro não se dá por acaso e nem pela primeira vez em se tratando de Cacá ou de Eduardo Carlos, os pimpolhos que tomam conta dos negócios no império do velho José Carlos da Silva Júnior e que, ao largarem a borda do Açude Velho onde o pai amealhou a fortuna que a todos sustenta, se deslumbraram com a orla de Tambaú e de Campina só querem ver o dinheiro que ainda cai nos cofres das empresas.

    Daqui eles, contrariando o pai quando ainda dava pitacos nos negócios, levaram a sede do Jornal da Paraíba para João Pessoa, aonde logo depois fecharam-lhes as portas.

    A TV Paraíba, que era orgulho em pessoal e em técnica, foi sucateada e o quadro de colaboradores se resume a pouco mais de meia dúzia de dedicados jovens, obrigando o espectador de Campina Grande e Região a assistir à produção amadorística de despreparados repórteres mostrando a criminalidade das Cinco Bocas de Mandacaru, os buracos do Mussum Mago, a seboseira dos mercados públicos, a prostituição na orla do Cabo Branco e outras pautas que não dizem o menor respeito e sequer despertam o interesse da parte paraibana que mora após a ponte do rio Sanhauá.

    O exemplo do “pouco caso” com Amazan é apenas um.

    Mas que pelo menos sirva para acordar as agências de publicidade e o empresariado local para darem prioridade às outras empresas de comunicação que conseguem valorizar o povo de Campina Grande.

    Como dá para ver, os Carlos já estão satisfeitos com o que conseguem amealhar em João Pessoa.


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