Colunista Marcos Marinho

  • OLHOS QUE DERRUBAM...

    04/04/2019

    O fechamento de uma casa comercial - ou industrial - não é mais fato relevante nesse Brasil de tantas idas e vindas.

    “Fecham dez, abrem-se 20”, dizem apressados otimistas.

    E por aí vai!

    Óbvio que dói, porque a economia se abala e principalmente os pais de família que ficam sem emprego sofrendo ainda mais.

    Essa roda muito viva teima em machucar Campina Grande e ontem a mídia noticiou o fechamento de dois especiais estabelecimentos da nossa gastronomia: os restaurantes ‘Do Baixinho’ e o ‘Villa Antiga’.

    Alguém haverá de lembrar que, por coincidência, três dias antes o Grupo Heron Marinho inaugurou um finíssimo restaurante no seu complexo arquitetônico erguido na entrada da cidade de quem vem da Capital.

    Uma compensação, vá lá que seja...

    Campina Grande, particularmente, ao longo da sua dura história sofreu muitos reveses por conta exatamente de fechamentos.

    Daqui levaram um Batalhão do Exército e, em troca, lá na Palmeira botaram uma simples companhia.

    Levaram a SANESA, sob justificativa de fortalecer a CAGEPA.

    A TELINGRA, a título de engordar a Telpa...

    Até uma secretaria de Estado aqui sediada e a CDRM (Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais) o último Governo arrastou para a beira do Atlântico.

    A iniciativa privada também caprichou na debandada.

    O Café São Braz foi para Cabedelo.

    O Jornal da Paraíba foi para João Pessoa.

    O Diário da Borborema, antes de ser definitivamente sepultado, deu fim às suas máquinas e passou a ser impresso em oficinas de O Norte, em João Pessoa.

    A Wallig Nordeste, pr’as cucuias!

    E não nos esqueçamos que Cássio Cunha Lima vendeu a CELB!

    São fartos os exemplos da debandada e aqui eu precisaria de mais uns dez parágrafos para listar empresas e instituições que deixaram de dar emprego e renda à Rainha da Borborema.

    Deixemos para os historiadores!

    Hoje quero focar no fechamento do Restaurante do Baixinho, que não somente eu lamentei, mas igualmente muita gente amiga do humilde careca empreendedor.

    Conheço o careca - ou Baixinho - desde quando ele era garçon do Miúra de Valmir, outra casa de pasto bem frequentada que foi engolida pela crise.

    Mas meu lamento não se restringe aos empregos perdidos, aos pais de família desempregados que sequer hoje tem a certeza de receberem as suas indenizações.

    Lamento pela dor que sei estar urrando dentro d’alma de Carlinhos (o Baixinho trabalhador).  

    Ele deixou de ser garçon, com fé botou seu próprio negócio e foi à luta ao lado de Gorete, sua amada esposa e incansável mão direita.

    Inveja e outros que tais derrubaram-lhe a primeira investida, no Açude Velho.

    Mas ele tocou o barco e abriu nova casa no bairro do São José, onde a sua fiel freguesia também migrou.

    O olho grande sobre o investimento cresceu e ele ruiu de novo, mas fixou-se logo em outro endereço bem próximo no mesmo bairro, vindo a ser derrubado outra vez.

    Ainda assim levantou o topete (que não tinha) e se instalou ao lado da AABB inovando com um cardápio diferenciado que logo fez lotar diariamente o estabelecimento.

    Era, na época, sem dúvidas a melhor comida regional de Campina Grande e outra vez o olho grande de falsos amigos o levou à falência.

    Foi quando a garra da mulher sertaneja falou alto e o Baixinho, ainda meio tonto, aceitou o argumento da amada para trabalhar no meio da rua em um trailler no Açude Novo, comprado em sociedade com um garçon amigo e onde passou a oferecer à noite campinense o espetacular Filé à Parmegiana – divisor de águas na sua bonita história laboral.

    Lá, enfrentando a madrugada fria e a bandidagem noturna, Carlinhos e Gorete se levantaram.

    Sem apoio de banco, instituição pública, de ninguém; só com a força do trabalho e a fé em Deus.

    Veio a casa do Paulistano e o adeus ao trailer; e surgiu o belo ‘Restaurante do Baixinho’, top na cidade e que agora desmoronou certamente abatido pela crise nacional mas também com ajuda daqueles mesmos olhos grandes de muitos que os arrodeavam.

    Gorete e Carlinhos são empreendedores natos.

    Botaram os filhos dentro do negócio, à medida em que cresciam, e fizeram mais: ajudaram a todos os parentes que corriam para Campina Grande fugidos da miséria da seca em Diamante, Boa Ventura e Itaporanga, de onde vieram pioneiramente.

    Vi gente chorar pelo fechamento do restaurante, mas também vi neguinho sorrir...

    Só sei de uma coisa: o Baixinho não é de cair e ficar no chão.

    Força, queridos Carlinhos e Gorete! 

  • O coice do filho do poeta

    18/03/2019

    Que Ronaldinho Cunha Lima sempre foi um insano, isso não é novidade nem pr’os pombinhos de Pinta Cega na Praça da Bandeira...

    Que continua sem nenhum tiquinho de caráter, essa é outra constatação que até os maloqueiros do Beco do Califon conhecem há tempos...

    Que dá coice de modo desaprumado e por vezes põe-se a rinchar - imaginando sorrir - das próprias mazelas, este é outro elemento muito vivo no seu cada vez mais repreensível comportamento.

    Que é um homem inteligente, isso também é verdade.

    Afinal, do pai-poeta conseguiu conservar pequenos tiques de bom humor, que os distribui agora de modo muito raro e ainda assim somente quando poções não recomendáveis lhe atiçam eventuais instantes de alegria.

    Ontem, por exemplo, Ronaldinho passou de todos os limites que recomendam o bom senso e a civilidade humana, ao tentar desmoralizar o jornalista Tião Lucena com a gravação de um áudio onde se destrambelha e prova a falta que faz hoje, em Campina Grande, o hospital João Ribeiro.

    Ouvir o destempero do ex Vice-Prefeito (sic!!!) da Rainha da Borborema traz-nos a constatação de que Romero Rodrigues prestou realmente sábio serviço ao Município quando o desalojou do Palácio do Bispo.

    Campina não merecia, de modo algum, tê-lo autoridade por mais nem um instante!

    Embora advogado, por isso mesmo suposto conhecedor das leis e de como deve um Homem se portar em sociedade, o irmão mais velho de Cássio está tão chulo no linguajar que é recomendável se desconfiar de como conseguiu diplomar-se em curso superior.

    Quem se arrisca a ouvir esses vômitos de Ronaldinho o mínimo que pode dizer é que ele continua um irresponsável moleque – na mais perversa acepção do termo; anos-luz de distância da candura que, no seu saudoso pai, só veio a ser tisnada em um maldito dia – lá no Gulliver.

    Mas o que mais encharca a inteligência paraibana com essa idiotice de Ronaldinho é o fato de que ele solta seu “pum” na véspera do dia em que o calendário marca o nascimento do bem lembrado genitor.

    Menos mal, talvez, porque assim aqueles que circunstancialmente poderiam continuar a vê-lo como “raça” boa do aniversariante, ganharam irredutíveis motivos de sobra para atestar a sua péssima índole.

  • RESSUSCITANDO "APALAVRA"

    13/03/2019

    Há um ano e meio APALAVRA sofreu o seu mais duro revés, quando Hacker’s a invadiram, tirando-a do ar.

    Foi um crime premeditado e com autores locais, ávidos por nos amedrontar e destruir o jornalismo investigativo e corajoso que são marcas do jornal.

    Nosso prejuízo, incalculável, nunca será compensado.

    Foram mais de seis mil arquivos fotográficos e milhares de textos de um minuto para outro apagados definitivamente da História paraibana.

    A empresa com quem mantínhamos vínculo - S. Toledo, de Campina Grade - e que por força contratual estava obrigada a garantir backup das postagens, esquivou-se, não nos deu assistência e simplesmente disse que os arquivos estavam irrecuperáveis, deixando no ar um odor fétido de cumplicidade com o crime perpetrado.

    A Justiça, convocada, ainda analisa a ação.

    Hoje, por um acaso, voltei a abrir minha velha conta pessoal no Twitter, que desde aquele tempo eu também perdi o desejo de acessar. Nela, minhas postagens se resumiam a divulgar algumas das manchetes d’APALAVRA (e alguns tópicos das minhas colunas), com link para quem quisesse acessá-las.

    E para que o leitor possa avaliar a imensidão do prejuízo copiei parte dessas postagens, abaixo listadas, em contribuição à História.

    Não temos textos nem fotos – nem documentos em determinados casos – mas dá para ver a riqueza de temas abordados, agora perdidos para sempre.

    Confiram:  

     - “Maranhão é flagrado enchendo tanque de seu avião com dinheiro do Senado”

    - "Ex-secretário de Vené teria pago pesquisa que sairá quinta; empresa já fraudou resultado em Minas Gerais"

    - “Defendendo Dilma e RC dos ataques do vice de Campina secretário traz caso turmalina de volta à ribalta”

    - “VENDA DA CELB (III) - Como a empresa foi vendida 100% e os seus empregados enganados”

    - “Tiro de 12 de Inácio empurra Veneziano de mala e cuia ao projeto de reeleição de Romero”

    - “Playboy campinense apadrinhado por Veneziano é o novo amor de Pâmela Bório”

    - “CHUTE EM DILMA - Deputado do PT qualifica da tribuna Veneziano como mentiroso e ingrato”

    - “Veneziano falta com a verdade e mantém afilhado em estratégico cargo da República”

    - “Prata da casa” em Campina vai receber no São João cachês do mesmo modo que celebridades”

    - “Procurador Geral de Campina para Veneziano, parafraseando Ricardo Boechat: "vai procurar rola!"

    - “Respondendo Veneziano procurador diz que deputado “tem jeito de veado” e contempla peitorais de homens”

    - “Portal lembra começo da vida profissional de Shaolin no jornal A PALAVRA”

    - “Cássio gastou do ‘cotão’ mais do que o dobro de Lira e Maranhão juntos”

    - “Único ser vivo a tirar Shaolin do sério Veneziano passa dia em rádios exaltando comediante”

    - “Dércio: Vené posou para Cacio, a foto não foi aprovada e por isso não existe conta”

    - “A PALAVRA mostra documentos que geram fato determinante para Câmara cassar prefeita do Conde”

    - “Cássio se diverte com carta de Renan chamando Temer de ‘mordomo de filme de terror’”

    - “Câmara de Campina paga ‘mico’ em sessão sem público para detonar criação do TCM”

    - “A criação do TCM e a “sinuca de bico” envolvendo o governador Ricardo Coutinho”

    - “Designer consagrado confirma que marcas da UEPB são tecnicamente imperfeitas”

    - “Campinense é 11º clube no ranking do NE em arrecadação”

    - “Assembleia aprova orçamento 2016 já incluindo 0,4% para TCM”

    - “Veneziano caloteia Cacio Murilo e ainda usa foto não paga em cartão de Natal”

    - “Padre ‘rouba’ cena no Conde em festa do PSB para apresentar candidata”

    - “Medroso na CPI Alex Azevedo surge corajoso e falastrão em defesa de Bolsonaro”

    - “Jornalista diz que “Mulher em Ação” do PMDB tinha mais homens e foi um fiasco”

    - “Obstetra campinense foi quem descobriu nova causa de microcefalia em bebês”

    - “Friboi (JBS) compra Alpargatas e empregos da fábrica de Havaianas podem sofrer redução”

    - “Traição a servidores do Judiciário garantiu a Wellington Roberto nomeação de afilhado no DNIT”

    - “É dever dos políticos criar programas de convivência com a seca para que o povo não morra esquálido como gado sem carne no meio da caatinga”

    - “Zé Américo sabia o que dizia. Que o roubo na seca é escandaloso. E praticado quase que institucionalmente por políticos carreiristas”

    - “A seca no Nordeste é o inverno dos ladrões”, disse no melhor estilo José Américo de Almeida, um paraibano que honrou as calças que vestia”

    - “Boqueirão morre, sim, mas os novos e velhos coronéis encastelados na elite estadual encorpam mais vidas para mais maldade produzirem”

    - “A entrada do açude Boqueirão no volume morto reacendeu a volúpia demagógica dos políticos profissionais que infestam a PB velha de guerra”

    - “Políticos X seca: só demagogia”

    - “AMIDI é implodida e Gutenberg Cardoso por pouco não dá surra em Eduardo Carlos”

    - “Presidente da AMIDI diz que entidade está aberta para receber associados de toda a Paraíba”

    - “PERDA DE RESPEITO DA OAB - Confira a "bomba" de Júnior Gurgel”

    - “Irmão de Lindberg Farias (Carlos Frederico) candidato na OAB-PB teria ‘lavado’ R$ 10 milhões em Nova Iguaçu”

    - “TCE informa que gastos com diárias representam apenas 0,77% do orçamento anual”

    - “Romero e Veneziano em xeque por uma mesma bomba: sumiu o dinheiro para revitalizar a feira de Campina Grande”

    - “O socialismo me convocou”

    - “Veneziano ‘mata’ Campina e prega ressurreição; Galdino otimista propõe “nova história””

    - “NA MIRA TUCANA - sobre o ‘fogo amigo‘ que busca incinerar o prefeito Romero Rodrigues”

    - “Ministério do Trabalho confirma que JGR era empresa ‘laranja’ na administração de Veneziano em Campina”

    - “Quando o PMDB festejava a cassação de Cássio e a volta ao Poder foi o V quem jogou água na fervura da tropa e a fez recuar”

    - “Certo dia, cobrando-lhe a entrada de Maranhão no guia eleitoral, me disse que o senador gravando ou não pouco ou nada influiria no pleito”

    - “É por isso que Veneziano amarga ostracismo dentro da Casa que lhe deu prestígio”

    - “Nunca passou pela cabeça do V que Maranhão, Zé Luiz, Ricardo, o trator Ney Suassuna e outros nomes do PMDB tivessem lhe dado alguma mãozinha”

    - “Suas vitórias em Campina, contra o grupo forte de Cássio, foram sim uma proeza. E ele não as divide com ninguém, que o ego não deixa”

    - “Veneziano vai sair do PMDB, mas não quer ser um deserdado. Tem lá seu quinhão na legenda, isto é certo”

    - “Nessa carreira solo Vené pretende ter a sabedoria que sempre lhe faltou e que, no irmão ministro, ainda há em excesso”

    - “Ou melhor, quando o seu momento avestruz não aparece e lhe rouba a cena e a coragem. Como já aconteceu ENE vezes!”

    - “O cabeludo é um cara matreiro, escorregadio, engolidor de sapos... Quando quer, óbvio”

    - “Sem falar na mosca que pousou atrás da orelha de Maranhão e que anda com ele pelos corredores do Congresso e das sedes do PMDB”.

    - “Esses são declarados e, por isso mesmo, menos perigosos do que os enrustidos que lhe fazem juras de amor”

    - “O V perdeu a unanimidade do passado onde era estrela de 1ª grandeza. Contra ele não conspira apenas Manuel Jr. e os prefeitos que lhe seguem”

    - “O problema de Vené é engendrar a melhor estratégia para continuar dando ordens no partido disfarçando que morre de amores por Maranhão”

    - “Não existe em Campina, onde até os pombinhos de Pinta Cega convivem com a certeza, dúvida nenhuma de que Veneziano vai largar o PMDB”

    - “Vice prefeito abandonado por Veneziano é nomeado assessor político de Romero”

    - “Restaram claro duas certezas: o PMDB na Paraíba virou mula sem cabeça; e a mula está sob total monitoramento da tucanada de Cássio”

    - “Na realidade o que os caciques em declínio do PMDB fizeram foi simples e previamente planejado – dar motivos a RC para romper a aliança já”

    - “E nem foi por educação ou cortesia que o PMDB recebeu com sorrisos e abraços o ex-deputado Ruy Carneiro, presidente do PSDB da Capital”

    - “Não foi por ingenuidade que Maranhão e Mané Jr. botaram no recinto, enchendo-o de mimos, o Líder da oposição na Assembléia, Renato Gadelha”

    - “O fito dos organizadores da convenção do PMDB foi um só: insultar Ricardo Coutinho e por extensão a comunidade girassol do PSB”

    - “Espécie de Torre de Babel chinfrim a reunião da outrora respeitável legenda exalou ares de casa de recurso”

    - “Monitorada por Cássio Cunha Lima (PSDB) a convenção municipal do PMDB em João Pessoa foi uma zorra”

    - “Monitorado por Cássio PMDB provoca governador e põe aliança com PSB em risco”

    - “Secretário de Finanças de Veneziano entra mudo e sai calado na CPI do tesoureiro”

    - “VENDA DA CELB (II) – Um ‘estupro’ coletivo só comparável à barbárie de Queimadas”

    - “VENDA DA CELB (I) - A verdade de uma página negra que Campina Grande vai conhecer”

    - “Prefeita do Conde dá coice em Genival Matias e larga PT do B para disputar reeleição no PMDB”

    - “Elogio de Aécio a Raimundo Lira faz paraibano inflar na cadeira de Renan Calheiros no Senado”

    - “Deputados da PB gastaram R$ 1.8 milhão em seis meses; Veneziano é o campeão”

    - “Vice prefeita sai do casulo e monta ‘cabana’ em Brasília na busca de salvar o Conde do desastre”

    - “Na véspera da cirurgia para extirpar um câncer Ricardo Barbosa se ajoelha em Aparecida do Norte”

    - “Ausência de Maranhão frustra PMDB de Campina no dia em que Nilda passa comando a Veneziano”

    - “Dono da empresa envolvida na denúncia de Rennan contra Vené é encontrado morto em Campina”

    - “Representação atual paraibana no Senado é atestada como a mais pífia da história”

    - “Ex-tesoureiro revela provas do “esquema” dos irmãos Rego e complica situação”

    - “Rennan inocenta Lafitte: “ele assinou cheques sem saber que estava praticando crime””

    - “POR CIMA DE PAU...: Janot pede continuidade de investigação contra ministro (Vitalzinho) do TCU”

    - “Maranhão é o senador brasileiro que mais faltou às sessões neste semestre”

    - “Não vejo outro nome na atual conjuntura que melhor possa reenquadrar a ‘velha senhora’ da classe ao modernismo que a sociedade exige”

    - “Sou eleitor, cabo eleitoral e, se precisar, FINANCIADOR também da campanha de João Pinto para a presidência da API”

    - “Depois não venha se queixar de que o tapete foi puxado”

    - “De licença em licença - e já são tantas - dá até para pensar que Romero continua a perder o saboroso gostinho de governar Campina Grande”

    - “Ficou apenas menos atraente, o que são outros quinhentos. Zé, a meu ver, era a tal “cláusula pétrea” do evento”

    - “É claro que o São João de Campina não ficou menor com o corte de Zé Ramalho da grade de artistas para o Parque do Povo”

    - “NILVAN CONTROLADO (!?) - nova coluna de Marcos Marinho”

    - “Giovanni, Arquimedes, Fábio Rocha, Morib, Fabiano Gomes... Degola no Correio está sendo gigante”

    - “Justiça penaliza Samuka Duarte e manda indisponibilizar seus bens”

    - “Sumido há um mês Maranhão desmente AVC e posse de Nilda em seu lugar: “Vamos ao trabalho!””

    - “Ex-mulher de Ricardo Coutinho tenta matar babá do filho e ‘incendeia’ mídia da Paraíba”

    - “Treze e Auto empatam no Amigão e “morrem” abraçadinhos na disputa pelo título do paraibano

    - “IMORAL: Blogueiro paulista denuncia parceria de Alexei com juízes da PB em venda de sentenças”

    - “Conselheiro político de Veneziano ataca Coutinho e diz que gestão é “uma lástima””

    - “Tiro que Alexei Amorim deu em filho de Arnaldo da Clipsi pode lhe custar mais de R$ 1 millhão”

    - “Oportunidade: site de filme pornô (Brasileirinhas) quer contratar aluno de comunicação ou de letras”

    - “Câmara de Campina concede a editor da 93.1 FM maior honraria da Casa”

    - “Veja faz chacota com Veneziano e compara processos dele no STF ao jogo de 7 x 1 da Alemanha contra Brasil”

    - “Líder da oposição leva PM à lona e diz que policiais estão perdidos e inoperantes”

    - “Morre aos 78 anos em Brasília ex-deputado federal Edme Tavares”

    - “Marinho: final melancólico do 2º mandato não credencia Veneziano a se candidatar a prefeito”

    - “Na corrida por quem gasta mais em Brasília Veneziano bate Damião e já é o segundo”

    - “Juiz armado baixa as calças durante audiência e promotora com medo denuncia o fato”

    - “Catedral de Campina Grande realiza Casamento Coletivo e proporciona Sacramento do Matrimônio para nove casais”

    - “Lira ‘descobre a roda’ e quer construir barragens em volta de Boqueirão para salvar Campina”

    - “Incrível: 94% dos paraibanos desaprova Lira e diz que ele está “sem rumo””

    - “Articulação vergonhosa para barrar shopping em Cabedelo envolve Cássio, seu tio Fernando Catão e ONG de Campina”

    - “Maestro caloteado no Conde leva APALAVRA a descobrir estranhas ‘curiosidades’ no contrato do Carnaval”

    - “Vereador de Campina Grande discursa em causa própria e qualifica servidor público de ‘bosta’”

    - “Vereador que destruiu complexo Plinio Lemos em Campina Grande propõe cafezinho grátis para eleitores”

    - “Linha de cerol que Nilda não conseguiu proibir passa a ser prioridade do mandato de Veneziano”

    - “Condenação por improbidade divulgada hoje pelo TJ sepulta sonho de Vené disputar eleição para prefeito”

    - “TERCEIRIZAÇÃO: Veneziano dá o famoso “ré prá trás” e deixa eleitor ainda mais desconfiado”

    - “CARTA ABERTA A VENEZIANO sobre a decepção que em mim gerou seu voto pela terceirização ontem em Brasilia”

    - “Coincidência no TCU levaria Vital a decidir sobre pensões para viúvas do seu pai”

    - “Vital diz que Senado vai permutar com TCU apartamento que ele ocupa em Brasília”

    - “Assessor de Lira revela que TCU paga ao Senado aluguel do AP de Vitalzinho”

    - “Virou chavão, mas neste Dia do Jornalista vale lembrar: "Jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados" (Millôr Fernandes)”

    - “Gastos de Benjamin Maranhão com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 12.816,44”

    - “Gastos de Pedro Cunha Lima com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 13.407,28”

    - “Gastos de Efraim Filho com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 14.972,40”

    - “Gastos de Rômulo Gouveia com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 17.570,10”

    - “Gastos de Wellington Roberto com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 19.068,71”

    - “Gastos de Aguinaldo Ribeiro com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 23.311,72”

    - “Gastos de Luiz Couto com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 26.025,24”

    - “Gastos de Wilson Filho com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 38.477,90”

    - “Gastos de Manoel Júnior com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 40.931.84”

    - “Gastos de Veneziano Vital do Rego com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 43.392,26”

    - “Gastos de Hugo Motta com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ 62.829,71”

    - “Gastos de Damião Feliciano com o COTÃO em Brasilia (fevereiro e março): R$ R$ 45.481,20”

    - “Hugo, Damião e Veneziano são campeões na ‘gastança’ pública em Brasília”

    - “O crime dos peixes no Conde ficou provado. É só o Ministério Público ou a Justiça requererem cópia do áudio à direção da Jacumã FM”

    - “Caladinho, o senador Lira vai desmontando a estrutura que Vitalzinho deixou para ajudá-lo. Já caíram Kennedy Sales e Edil France”

    - “A nomeação de Julio Paiva por Maranhão para AJUDANTE PARLAMENTAR desagradou a um monte de amigos do senador em Campina Grande”

    - “Na politicagem dos peixes prefeita do Conde-PB faz heresia: “Nem Deus impedirá que a gente ganhe em 2016””

    - “Dos R$ 16,23 milhões que teve direito no orçamento Nilda Gondim só botou R$ 100 mil para Campina”

    - “Cássio cumpre, como Capitão do Mato, as ordens virulentas das oligarquias quatrocentonas paulistas”

    - “Portal Brasil 24/7: "Não mate o seu pai de vergonha, senador Cássio Cunha Lima””

    - “Nilda Gondim aniversaria e filhos destacam sua atuação em favor da Paraíba”

    - “Agora temos um deputado genérico, sim senhor; Veneziano Vital do Rego. Melhor dizendo, o deputado das EMENDAS GENÉRICAS. Eita, saída pífia!”

    - “Ora, se as emendas do V são GENÉRICAS por que Picuí ele nominou a indicação de R$ 500 mil? Temos que chamar um tradutor!!!!”

    - “O Português falado por Vené não é realmente o meu Português. Suas emendas seriam GENÉRICAS e por isso Campina ficou de fora por enquanto”

    - “Governadores do Nordeste se encontram com Dilma e pregam apoio ao seu Governo”

    - “Essa surpreendente história nunca contada sobre Rômulo Gouveia você encontra n’APALAVRA”

    - “Rômulo é NOBRE mesmo. E, pasmem, descendente de Pedro Álvares Cabral, o descobridor da Pátria amada Brasil. Quem diria?”

    - “Mas, agora A PALAVRA descobriu tudo sobre Rômulo. Porque ninguém é inquebrantável, inescondivel. E depois porque segredos não são eternos”

    - “Discreto, Rômulo nunca espalhou a notícia da nobreza. A origem genealógica que lhe torna um homem nobre. Preferiu ver o andar da carruagem”

    - “Sofrido na vida miserável da periferia campinense Rômulo saiu do Jeremias a duras penas para com esforço próprio brilhar no plano nacional”

    - “O deputado federal e ex-governador Rômulo Gouveia (PSD), nascido em Campina Grande no mais pobre dos berços da cidade, é um nobre”

    - “EXCLUSIVO E SURPREENDENTE - Rômulo Gouveia descende de Pedro Álvares Cabral e nomeia 40% de NOBRES para seu gabinete”

    - “Sem explicar cobrança dos R$ 2 milhões, assessoria de Vené bota mais suspeição na história”

    - “Meu voto é de CABRESTO e por isso faltando dois meses e meio para as eleições informo que meu candidato à presidencia da API é João Pinto”

    - “Juntos no Parlamento, Rômulo e Vené se distanciam na hora de ajudar CG: o gordo é generoso; o cabeludo sovina”

    - “Veneziano despreza Campina e não bota no orçamento federal um único centavo para a cidade”

    - “Sorteio das quartas da Copa Nordeste bota Campinense de novo contra o Bahia”

    - “Jacumã FM estréia Mesa Redonda e traz de volta Marinho aos microfones da Paraíba”

    - “Fábio Maia aponta gestão RC como a responsável por evitar crise na Paraíba”

    - “SAUDADES DE RONALDO CUNHA LIMA - O HOMEM, O POETA! NASCEMOS NESSE MESMO DIA 18 E EM ALGUMAS OCASIÕES COMEMORAMOS JUNTOS A DATA”

    - "Paraibano vitima de racismo por chefe no ‘Correio da Paraíba’ ganha prêmio Tim Lopes de jornalismo em São Paulo”

    - “Vendida para o ‘HapVida’ TV Borborema muda estúdios para o bairro da Prata”

    - “Prefeitura de Campina pagou subvenção da AACD, mas informa que o valor foi reduzido pela Câmara Municipal”

    - “AACD paralisa atividade em Campina, culpa prefeitura e esquece dinheiro do Teleton”

    - “CMS pede desculpas por equívoco mas reitera que mortalidade no ISEA é anormal”

    - “Secretaria contesta índice de mortalidade neonatal no ISEA divulgado pelo CMS”

    - “Cães e gatos são “parte da família” e já podem voar em aviões da Gol”

    - “Cristo na CMCG relegado a segundo plano pelo mais católico dos vereadores”

    - “Rodovia Antonio Vital do Rego é inaugurada por RC resgatando sonho de décadas do Cariri”

    - “Melhor que novela da Globo: irmã contratada por prefeita no Conde não é irmã, é filha”

    - “Hugo Motta e Veneziano foram os deputados mais gastadores no primeiro mês de mandato"

    - “Sem ser Luíza, secretária de Finanças do Conde viaja ao Canadá como quem vai a Santa Rita”

    - “O outro “berro” de Hugo Motta em Brasília: “eu não sou Vital do Rego!””

    - “Com apenas 25 anos, Hugo Motta sempre teve a vida ligada à corruptos federais”

    - “Major Fábio foi o paraibano que menos gastou verba pública como deputado federal”

    - "Mamãe eu quero mamar..." "Me dá um $ aí..." Gabinete de Lira tem 46 servidores e senador é campeão de nomeações”

    - "Secundarista cacareco de votos na Capital nomeado secretário de Comunicação do Conde"

    - "Romero avisa ao PROS que não pode nomear ninguém para cargo que não existe"

    - "Romero desmoraliza partido aliado que tem maior bancada da Câmara"

    - "Imprensa do Sul descobre “podres” de Veneziano e expõe paraibano negativamente"

    - "Euder Faber escolhido “Tropeiro da Borborema” revela que às vezes tem vergonha em ser pastor"

    - "Veneziano trai Dilma e apunhala Chinaglia, cidadão campinense e benfeitor da cidade"

    - “Quebrar a urna é quebra de decoro? E quem quebra compromisso com o povo faz o quê?”

    - “Senador Lira em passeio por João Pessoa dá mostras de precoce senilidade. Até nome de bairro trocou. Recomendo tomar HIDERGINE!”

    - “PMDB velho de guerra sem saída indica, de novo, Renan

  • NO RANIFRATES

    06/03/2019

    Nesses tempos de internet mandando na gente minha primeira ação ao abrir os olhos de manhã cedinho é ler “As primeiras do dia”, de Tião Lucena.

    E nem sei se evoluí...

    Antes, eu rezava a Oração do Dia e um Pai Nosso e corria prá escovar os dentes e lavar a cara.

    Esse era o rito!

    Hoje, não fugindo à regra, corri para o Blog do Tião ansioso para dar as primeiras risadas do dia.

    E o fiz, com a alegria adicional de verificar ter aumentado o meu vocabulário, que modéstia à parte é bem crescidinho – superior à média.

    Graças a Tião, descobri mais uma palavra. Que inclusive não consta em nenhum Aurélio; tampouco no Google!

    Refiro-me a RANIFRATES, que é a fermentada definição de CÚ no elástico dicionário do amigo ‘Bunitão’.

    Nas suas “Primeiras” desta quarta feira de cinzas Tião registra o malfadado Twitter em que o Presidente (sic!) Bolsonaro posta mensagem e filme onde dois rapazes se cutucam, um deles introduzindo um dos dedos no ânus do colega, ou melhor, no Ranifrates do rapaz!  

    Pesquisei para encontrar a real definição da palavra, mas não encontrei... E a partir de hoje essa importantíssima parte do corpo de todos nós eu só chamarei de Ranifrates.

    E, convenhamos, uma palavra de elite. Nobre, bela, sonora. E grande!

    Considero Tião um gênio. “Cú” e “ânus”, palavrinhas do tamanho de nada, não poderiam mesmo dar valor real a órgão de tamanha importância nas nossas vidas.

    Porque os nossos Ranifrates (sempre assim, com letra maiúscula na inicial) além da especial função estomacal - de fazer expelir as fezes que fabricamos dia e noite - são hoje importantíssimos elementos de prazer.

    Mas, cientificamente chamados de CÚ ou de ÂNUS; no popular de FRESADO, RABO e REDONDO, sempre viveram arrodeados de preconceito.

    Quem danado, mesmo os viciados nisso, aceita ouvir alguém mandar tomar NO CÚ, no RABO, no FRESADO... Mas, tomar no RANIFRATES é outra coisa. Nem suspeitas despertará!

    Imagine-se aquela multidão lá do Sambódromo tivesse já conhecimento da genialidade de Tião Lucena!

    O “capitão” que nos comanda, hoje estaria nas nuvens. “Meninos, o povo me mandou tomar no RANIFRATES. Vamos lá?”, eufórico logo convidaria os três atravessados filhotes para a farra sugerida.

    E todos nós brasileiros e brasileiras estaríamos bem mais felizes, sim senhor.

    Eu, por exemplo, jamais faria coro com os sambistas do Rio de Janeiro, mas agora graças a Tião Lucena também posso estufar os pulmões.

    – “Bolsonaro, VAI TOMAR NO RANIFRATES!”

  • Buega x Z Carlos e a inveja

    20/02/2019

    Embora multimilionário, condição que o permitiria rever alguns conceitos errôneos que adotou na vida, o septuagenário empresário José Carlos da Silva Júnior ainda carrega consigo pelo menos dois vergonhosos tipos – a avareza e a inveja. 

    Certa feita em Brasília, mais precisamente no sallon-bar do Hotel Nacional em uma noite fria de outubro, acompanhando Asfóra e outros próceres peemedebistas que discutiam a formação da futura chapa para o Governo do Estado, pude de modo constrangido apurar o grau elevado da avareza do homem da canjiquinha.

    Inflado no estupendo ego, e ainda por cima crente de que o seu poder financeiro ditaria as regras no ambiente, Zé Carlos ao ver-se escanteado - à falta de competência pessoal e política para a empreitada - ferveu por dentro que nem café no bule do fogão de lenha e começou a espumar de raiva, para surpresa de todos.

    Coube a Asfóra, que com ele sempre se portou amigo, tomar a iniciativa de jogar água fria na fervura de modo a que a conversa não descambasse para agressões. O tribuno de Bodocongó conhecia bem Zé Carlos e, mão no ombro dele, foi severo, embora cordial: “Que é isso, Zé, a gente tá aqui entre amigos. Eu mesmo sou seu melhor amigo!”.

    Foi quando a situação piorou...

    Zé Carlos levantou-se da cadeira, deu uma espécie de rodopio no salão, espalmou a mão direita e com ela apalpou um dos bolsos. “Amigos, uma p..... Meu amigo é meu bolso!”.

    Mais não precisou dizer; e foi embora. 

    Eu nunca apreciei determinadas qualidades de Zé Carlos e motivos tenho para isso. Vem de longe, desde o nascer do Jornal da Paraíba, que fundei ao lado de intrépidos confrades como Josusmá Viana, William Tejo, Ismael Marinho, Nilo Tavares, José Levino... Desde quando, inclusive, ele sócio do jornal deu dilacerante golpe em Humberto Almeida para tomar-lhe a direção definitiva da empresa.

    Mas essa é uma história para contar depois. Hoje quero falar sobre o outro tipo: a inveja de Seu Zé do São Braz, que os filhos herdaram e a exercitam com a mais vulgar das competências.

    É certo que a velhice não alcançou os bolsos de Zé Carlos, como é mais certo ainda que o dinheiro ele não vai levar para o túmulo que se lhe apresenta tão perto. Mas a hereditariedade tem dessas coisas e filho que é filho permanece a cara do pai - cagados e cuspidos, como se diz aqui em ‘nóis’..

    Pois ontem, nessa lamentável ação em que quase a Polícia Federal botou algemas em Buega Gadelha, a INVEJA do dono da São Braz espumou pelos cantos dos seus lábios igualzinho àquela espuma que eu presenciei no Hotel Nacional de Brasília. Com uma única diferença: se fez presente nos rostos de Cacá e Eduardo, hoje os timoneiros do império familiar.

    Para quem não sabe, o sonho de vida de Zé Carlos, como empresário da indústria, foi o de presidir a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP). Imaginava-se ser o substituto natural de Agostinho Velloso, que certamente também o conhecendo por dentro e por fora antes de morrer deixou plantada forte e vigorosa semente para a assunção daquele que confiava plenamente - Buega Gadelha.

    Até hoje, mesmo na caduquice, Zé Carlos não perdoa. Conspirou até aqui no que pode para destronar Buega, que repetidamente vem se reelegendo para gerir o órgão máximo da nossa indústria, em que pese continuar a ser gigante o bolso do Zé do cuscuz e do colorau.

    Mas ontem, carros da Polícia Federal cercando a sede da FIEP, os Carlos vislumbraram ter chegado o momento de recomeçar a pensar em abocanharem a Federação.

    Para infelicidade deles, Buega não foi preso e é muito provável que logo venha a ser inocentado nessa empreitada suja que envolve o SESI. Entretanto, a sua execração pública através dos veículos do Sistema Paraíba (TVs Paraíba e Cabo Branco, CBNs de João Pessoa e Campina Grande, portal Jornal da Paraíba) foi alarmante.

    Eu, pelo menos, jornalista que sou, jamais tinha visto aqui na terrinha cobertura tão completa complexa como essa em que Buega parecia já ter sido condenado a cem anos de cadeia.

    A cobertura do Sistema Paraíba no episódio passou dos limites. E isso tem uma única explicação - a INVEJA da família Carlos.

    Infelizmente!

    E como diria o hoje maior desafeto dos Carlos, "ô Paraíba boa!"

  • BOLSONARO REFM DOS "GAROTOS"

    15/02/2019

    O presidente Jair Bolsonaro é hoje refém dos próprios filhos. Não dá um passo que não seja após ouvi-los. Pretere os seus auxiliares mais diretos em troca do palpite de um dos três. Tem em Flávio, Carlos e Eduardo uma espécie de tríade divina que tudo pode e que pensa ter nas mãos os destinos do Brasil e dos brasileiros. E não é assim. Ou não pode ser assim.

    A crise da hora envolvendo o filho do meio Carlos Bolsonaro e o ex-presidente do PSL e atual ministro Gustavo Bebbiano é algo impensável que nem o mais crítico observador imaginaria acontecer.

    Carlos não tem nenhum mandato federal, é vereador do Rio e deveria estar cuidando de sua castigada cidade. Flávio é senador e Eduardo, deputado federal, mas é o filho mais ouvido pelo presidente, estando sempre ao lado do pai, desde a solenidade de posse ao acompanhamento na internação dele no Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro se submeteu a uma cirurgia abdominal. Controla das redes sociais a comunicação do presidente. Tudo de maneira informal, já que o governo possui um porta-voz nomeado e no exercício da função.

    A situação é surreal. Um filho do presidente da República, sem qualquer importância funcional formal dentro do governo, chega e chama um ministro de Estado de mentiroso. O que faz o pai-presidente? Dá uma enquadrada no filho boquirroto? Tenta demonstrar que o governo não é o que parece? Nada disso. A reação de Bolsonaro-pai é deixar o seu ministro pendurado no pincel ao dizer praticamente a mesma coisa que disse o filho pseudo porta-voz.

    Não que Bebbiano seja isento de responsabilidade pelo rastilho de pólvora que se arma e precocemente começa a explodir a credibilidade do presidente, do governo e do partido. Ele foi o presidente do PSL antes de Luciano Bivar e tem tanta culpa quanto o sucessor na proliferação do imenso laranjal em que se transformou a legenda. Praticamente todo dia, a imprensa traz uma laranja nova, adubada com centenas de milhões de reais do fundo partidário e que responderam com as menores mais caras votações da História. Mas, daí pegar Bebbiano e deixar ele torrar no forno armado por Carlos Bolsonaro, já são outros quinhentos.

    A crise toma fôlego a cada lance desse episódio bizarro. A ponto de o presidente da Câmara dos Deputados chegar e jogar azeite na panela fervente. Sem usar de meias-palavras, Rodrigo Maia acusou Bolsonaro de se esconder atrás do filho para demitir um ministro. Mais claro, impossível.

    Para um presidente da República, ouvir que não tem coragem de afastar um ministro e precisa, para tal, de um biombo familiar, convenhamos, é algo inédito na República. Não há notícia de um governo que, com 45 dias de vida, esteja tão enrolado, em boa parte, por causa da parentada do chefe do Executivo. E de um chefe de Executivo que não consegue conter a parentada intrometida.

    O Brasil não é a casa dos Bolsonaro. Alguém, no entanto, precisa dizer isto ao presidente. Mas não é o bastante. E é bom o próprio presidente ter ouvidos e sensibilidade para entender, aceitar e efetivamente mudar a situação. A pena para essa surdez pode ser dura demais. Para o presidente e para o país.

    Nessa crise envolvendo Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebbiano, assistir ao noticiário do governo na televisão tem sido constrangedor. Parece um bando de desnorteados tentando disfarçar a gravidade, tanto do escândalo envolvendo o PSL quanto do agravamento da crise de relacionamento que isto provocou.

    O quadro é muito ruim. A ingerência dos "garotos" em tudo e sobre todos deixa o País parado, após dois meses e meio de governo. O resultado é uma horda de aliados magoados e desrespeitados. É uma base parlamentar dividida e atônita. A maioria, vale lembrar, não simpatiza com Carlos Bolsonaro e fecha com Bebbiano. Como é o caso, também, do vice-presidente Hamilton Mourão e até do ministro Chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni.

    Resta saber se essa "unanimidade" afetará Bolsonaro e o fará se decidir entre ser o presidente ou o pai superprotetor. O segundo caso vence com folga, até agora.

    Fonte: Gilvandro Filho (“Jornalistas pela Democracia”)

  • Meu "Alfredo Dantas"

    12/02/2019

    Dos incontáveis prazeres e saberes da adolescência o “cheiro” mais especial que a minha memória conserva exala da avenida Marquês do Herval, centro da minha amada Campina Grande.

    De lá, e lá se vão mais de cinco décadas, chegaram ao pobre menino pirrititinho do bairro da Prata os mais sólidos exemplos de vida e de amor ao próximo, geradores portanto de um precoce amadurecimento do Homem (assim mesmo com agaZÃO) que adiante eu viria a me tornar.

    Naquela casa, que para mim não foi somente de ver os leões, estudar e subir degraus, ganhei encantos também.

    Muitos, aliás!

    Um deles, talvez o mais significativo, e que até hoje quando quero facilmente reproduzo nos instantes noturnos em que o cansaço do dia pode mais que a resistência do corpo, ainda badala nas minhas retinas...

    Eu ali, pirralho privilegiado no princípio da fila às sete da manhã, vi melhor que os coleguinhas o gigante relógio ser puxado pelo professor Severino Loureiro do seu bolso na bem engomada calça de linho branco onde ele conferiu os minutos que faltavam para que autorizasse nossa subida às salas de aula.

    Conferiu as horas, devolveu o relógio à algibeira, e do pescoço entreaberto pela camisa desabotoada arrebatou para fora o também gigante crucifixo que carregava sobre os peitos.

    Nós, os seus meninos, caladinhos e ansiosos ouvimos a sentença prazerosamente repetida a cada dia: “ Esta é a minha arma; quero que também possa ser a de vocês!”.

    A frase do Mestre Loureiro ainda hoje faz eco em cada pedacinho de mim. E confesso: nunca usei sequer uma baladeira para matar um passarinho; nunca comprei uma arma de fogo, mesmo tentado a portá-la para em eventualidades me livrar dos inimigos; nunca pude ser adepto da guerra, pois em minha memória mantém-se impregnada a paz que aprendi e adotei no Ginásio Alfredo Dantas, hoje esse ainda pujante CAD que vai dia 16 festejar os seus 100 anos de existência.

    Fui aluno do Alfredo Dantas e tenho comigo que isso foi coisa divina – de pobre enxerido!

    Dona Virgilia, minha mãe-costureira, não podia pagar escola particular, mas como bem dizia fez “das tripas coração”.

    Por lá fiquei do primário até o primeiro ano ginasial, quando a doença do meu velho pai obrigou a minha ida para o Estadual da Prata.

    Ontem fui convidado por Paulo Loureiro para participar do ato solene em que os 100 anos do CAD serão festejados. Estarei lá!

    Chorão como sou, descarregarei lágrimas de alegria, por pura felicidade.

  • O pior Parlamento da histria

    05/02/2019

    À qualidade humana média indigente dos parlamentares se deve acrescentar a assombrosa falta de costura política do governo no Congresso

    Tomou posse aquele que será o pior Congresso da história. Conforme já exprimiu o Senado na estreia: uma mistura perniciosa entre velhacos ameaçados e moleques oportunistas. Uma legislatura destinada, pois, à frustração dos crentes, aquela decorrente de se compreender mudança e renovação como valores virtuosos per se .

    Uma obviedade: um Parlamento, como uma empresa ou família, é composto de pessoas. Se a matéria humana, fresca ou curtida, é ruim, ainda que haja exceções, impossível será um conjunto bom.

    A este estado de coisas se somem a condição preponderante entre os novatos — o despreparo — e o sentimento que o primeiro contato com o poder estimula nos fracos: o deslumbramento; chave para a modalidade de autossuficiência cujo desdobramento imediato estará em calouros ignorantes que se julgam independentes, inclusive de agendas reformistas, como nem o mais cascudo entre os veteranos jamais foi. Isto muito se verá no PSL. Ora com relevante representação na Câmara tanto quanto sem experiência sobre o que seja atividade político-partidária, o partido — seu comportamento como equipe a ser liderada — é uma incógnita.

    Mais espantoso produto do fenômeno eleitoral bolsonarista, a bancada do PSL, ressalvados dois ou três nomes, compõe-se de gente cujo único mérito esteve em haver se associado a Bolsonaro no momento certo. Um amontoado heterogêneo de desqualificados para a função e representativos da nova etapa do processo de transformação do Parlamento num baixo clero absoluto, progressivamente esvaziado de líderes, em que os partidos têm dissolvidas as suas unidades e em que a desintegração já concebeu 594 Congressos. Varejo mais do que nunca.

    A tragédia da representação vai além. Porque à qualidade humana média indigente dos parlamentares se deve acrescentar a assombrosa falta de costura política do governo no Congresso. Que não se confunda a exploração do sentimento anti-Renan para vencê-lo com a complexa tessitura de uma base de apoio em torno de projeto. O Planalto não tem articulação no Parlamento. A Casa Civil não alcança deputados, muito menos senadores. Daí por que seus movimentos voluntaristas, deixando digitais por toda a parte, só consigam produzir uma interferência como aquela armada no Senado, obra-prima da tratoração cujo resultado consistiu em definir inimigos e organizar uma oposição sabotadora.

    O governo ganhou no Senado? A vitória de Onyx Lorenzoni é do governo Bolsonaro? Quem é Davi Alcolumbre, o herói? Quem conhece o alpinista? Quantos entre os que se uniram para bater o sete-peles Renan — e que lhe deram 42 votos entre 81 — se unirão pela reforma da Previdência? Randolfe Rodrigues? Ilude-se quem avalia que possa contar com um Kajuru mais do que com um Calheiros.

    Quem articula para um governo — e não em prol de um projeto pessoal de poder — trabalha para a formação de maioria, de consenso; jamais de hostilidade. Não foi o que se passou na eleição do Senado, da qual Bolsonaro saiu como entrou, sem base de apoio, mas com adversários estabelecidos e mobilizados.

    Se a agenda principal do Planalto for mesmo o lava-jatismo e projetar, como programa de governo, quatro anos de expurgos a adversários, tudo certo: o caminho é este e para tanto não se precisará de operação política. Teríamos mais uma jornada de banquete jacobinista, sangue à farta, com o país — aquele que tenta produzir — paralisado. Se, porém, a prioridade for fazer prosperar um projeto estrutural de reformas liberais, começou-se muito mal.

    Ser governo e compreender a eleição para o comando de um poder da República como etapa de um processo revolucionário seria apenas burrice não tivesse impacto potencial sobre o pulso econômico de um país que precisa gerar empregos. O governo Bolsonaro, eleito, continuará brincando de revolta dos caminhoneiros até quando?

    O presidente da República e o Congresso são expressões do zeitgeistbrasileiro, eleitos sob violento ataque à atividade política e em detrimento da cultura de representação — de negociação, diálogo e composição. Fazer política tornou-se prática delinquente. Afastar-se do exercício político, ativo eleitoral. Todos merecem desconfiança. Todos desconfiam.

    Já é palpável o clima pesado no Congresso, mesmo ainda tão recente a legislatura: deputado/senador bandido, sedento por cargos e ciente de que o governo logo necessitará dele, calcula o preço a cobrar e embute a taxa “me desprezou e agora precisa”; e deputado/senador sério ofendido por haver sido tratado como marginal no palanque de criminalização geral do Parlamento sobre o qual Bolsonaro armou um de seus discursos eleitorais mais decisivos — sem interlocução com o governo por cuja agenda reformista gostaria de trabalhar.

    Para se ter uma ideia do drama: Rodrigo Maia pode ser o salvador. Mais: terá de ser.

    Fonte: O GLOBO (Por CARLOS ANDREAZZA)

  • A mijadinha do Senador

    04/02/2019

    A incontinência verbal não é algo novo na história do senador José Maranhão e, pelo menos para nós os seus conterrâneos da Paraíba, essa coisa não surpreende.

    Mas, para os outros brasileiros...

    Por isso a tal “mijadinha” que ele anunciou sentado na mesa de Presidente do Senado Federal sábado passado causou tanto frisson Brasil afora, com direito a risos, chacotas e piadinhas de todos os vieses e matizes.

    Mijar, a gente sabe, nunca foi novidade para ninguém no reino animal. Reis e rainhas mijam. Príncipes e princesas, idem. O jumento mija. O Papa mija.

    Todos mijamos!

    Mas, avisar sobre esse instante do desague é que é o ponto da questão envolvendo Zé de Araruna, mas ainda assim nada que se possa censurar.

    No caso do nosso velho e estimado senador - aliás, hoje o mais velho da República e por isso mesmo legalmente ungido à presidência temporária na eleição da Mesa da Casa - o seu aviso se tornou imperioso e urgente.

    Aos 85 anos de idade, convenhamos, segurar a bexiga não é lá tarefa das mais fáceis.

    E ele estava presidindo a eleição do Senado, uma responsabilidade gigante, quando a incontinência urinária lhe bateu nos repousados testículos do modo mais inesperadamente imaginado e logo em uma hora em que não dispunha de um substituto para a missão que o Regimento lhe dera.

    Poderia ter-se prevenido, indo ao mictório antes de presidir a sessão histórica; ou, por hipótese de exceção, ter vestido uma fralda geriátrica, coisa muito comum em quem, como ele, tem a glória de ultrapassar oito décadas de vida.

    Mas nosso Zé sempre soube esbanjar vitalidade e, dizem lá pelo Altiplano do Cabo Branco, ainda faz coisas que menino de 16 não consegue!

    Por essas e outras, confiando demasiadamente no seu taco, não iria mesmo ligar para a eventualidade de vir a precisar de uma mijadinha qualquer num dia de tanto orgulho pessoal.

    Só não contava com a indiscrição da tecnologia, aquela mesma quando, em programa ancorado por Hélder Moura no Sistema Correio, disse indiscretas impropriedades para diminuir Ricardo Coutinho, por quem veio a ser derrotado na disputa pelo Governo da Paraíba anos atrás quando ainda a mijadinha conseguia segurar.

    Zé até pode, nessa idade onde tudo lhe é tolerável, segurar o mijo e até outras coisas que as necessidades fisiológicas embrulham, mas a boca - como agora se viu - tem sido impossível. Daí a necessidade de que a sua assessoria, ou mesmo a família, lhe explique que microfones, computadores, televisão, celulares, essa parafernália toda da vida moderna, tem muitos gumes...

    E nem todos em favor do interlocutor.

    Ainda bem que a mijadinha e respectivo aviso se deram no Senado, a outrora Casa dos Velhos da República onde tudo continua tolerável, mesmo nos momentos risíveis.

  • A 101.1 FM J MORREU

    21/11/2018

    A rádio 101.1 FM de Campina Grande não aguentou um ano com esse batismo, determinado numa noite de pesadelos pelo empresário Arthur Bolinha, que a arrendara a Aguinaldo Ribeiro mas não aguentou os custos e bateu a porta antes que seus muitos reais diminuíssem nas contas bancárias da cidade.

    Agora o novo arrendatário, que é homem de remédio e sabe onde mais as dores apertam os organismos, mesmo os dos malsinados ouvintes que continuarão a ouvir rádio dirigida por neófitos no meio, decidiu aplicar cavalar dose de bom senso e a emissora a partir do mês que vem volta a se chamar RÁDIO CARIRI.

    Menos mal!

    Parabéns, Neilton. E eu só espero que a sua vitoriosa carreira empresarial na Redepharma se repita na Cariri. Se bem que uma coisa é vender remédio pra gente pobre tão doente como a nordestina e prefeituras que usam a famosa “uma mão lava a outra”, e outra é vender anúncio que sustente os custos da mídia despudoradamente viciada como a que temos por aqui.

    Mas, resta agora botar fé!

    EU, MAIVADO

    Se antes eu já me babava todo com os “abraços” que Tião Lucena mandava pelo seu blog, agora me entortei de vez com a homenagem estampada ontem no espaço. Numa galeria onde ele já estampou Biu Ramos, Frutuoso Chaves, Rubens Nóbrega e outros iluminados confrades e - esses sim! – dignos da justa e histórica citação, lá estou eu, um MAIVADO franzino.

    Só tu mesmo, BUNITÃO!

  • A ‘ESCARRADA‘ DE NUMANE PINTO

    31/10/2018

    Em causticante seca, 13 anos atrás, quando o Nordeste em geral e Campina Grande em particular se amedrontavam diante da iminência de um colapso hídrico sem precedentes, a brilhante conterrânea Elba Ramalho, já saciada na sede e no cofre, abriu o bico na Bahia de Antonio Carlos Magalhães - moradora que ainda o é da praia do Trancoso - para defenestrar o projeto de transposição de águas do rio São Francisco.

    Elba se disse contra as águas do Velho Chico virem matar a sede do povo nordestino, como se não fosse ela uma infeliz retirante da intempérie, obrigada com seus pais, ainda pequena, a acudir-se de Campina Grande e beber da água do Açude Velho para poder sobreviver.

    Eu estava Vereador de Campina Grande, à época. Incrédulo com o que os jornais do Sul publicaram, de que Elba cuspira no prato seco em que comera virando as costas para os seus irmãos sedentos, propus um VOTO DE REPÚDIO para ela e sugeri que fizesse, pelo menos, uma retratação pública ou, não sendo demais, um pedido de desculpas ao povo nordestino.

    A moção foi aprovada por unanimidade!

    Elba ficou revoltada e alardeou que a Constituição do Brasil lhe garantia o direito de opinião. Não errou nisso, mas não era essa a questão. Rica e sem sede, e a serviço dos detratores do projeto salvador, ela me diminuiu no que pode e atraiu para si defensores de todos os matizes, mas não conseguiu afastar de si essa mancha cruel de ingrata e perversa.

    Lembro que a ela associou-se José Nêumane Pinto, outro nordestino que ficou rico no Sul e cospe com boa regularidade no prato velho em que sorvia as migalhas...

    Nêumane é um grande jornalista, poeta e escritor. Nasceu em Uiraúna e sua formação profissional como jornalista - também um fugitivo da seca - foi toda em Campina Grande onde no Diário da Borborema lhe arranjaram um emprego de repórter policial.

    Aqui na Borborema fez amigos, mas no Rio só tinha lembrança dos famosos, como Ronaldo Cunha Lima, por exemplo, que virou prefeito de Campina e governador da Paraíba e poderia lhe ofertar um maior cobertor...

    Mas Nêumane, há muito, deixou mesmo de ser nordestino. Não de tudo porque o cupido lhe presenteou com uma segunda esposa, a bela filha do meu valente amigo Alexandre Tabajara, que certamente lhe mantém de rédeas curtas para algumas situações, evitando que venha a se constranger com determinados despautérios próprios da sua avançada senilidade.

    E agora mesmo, alarmado com a vitória de Fernando Haddad em todo o Nordeste, abriu seu lado sulista e fez pior do que Elba - a piancoense cuspiu no prato; o de Uiraúna escarrou!

    Atual comentarista no time da Band, Nêumane arregalou os olhos por detrás das lentes de fundo de garrafa dos seus óculos e desqualificou a maioria que o Nordeste atribuiu ao candidato petista. E não economizou na repulsa quando disse que o eleitorado nordestino “é comprado”, uma maioria que não expressaria uma posição de esquerda, mas apenas a dependência dos prefeitos aos governadores.

    Para ele, politizado e independente teria sido o voto das outras regiões, favoráveis ao candidato truculento, defensor da ditadura militar.

    Um comentário xenófobo com inaceitável generalização e desconhecimento das reais mudanças no eleitorado nordestino, como assim analisou para o confrade Rubens Nóbrega o indefectível Rubens Pinto Lyra.

  • NMEROS DA ELEIO

    16/10/2018

    Várias foram as surpresas das urnas de 2018 e certamente a que mais chamou a atenção foi a vergonhosa derrota de Cássio Cunha Lima (PSDB), algo que nenhum instituto de pesquisas conseguiu prever.

    Em tópicos, vejamos alguns números:

    DANIELA I - PISA EM VENEZIANO
    Embora tenha perdido a primeira posição para Veneziano Vital (PSB) no cômputo geral, Daniella Ribeiro (PP) derrotou o ex-prefeito em Campina Grande botando quase 30 mil votos de vantagem sobre ele. Ela foi votada por 103.877 campinenses; ele recebeu 74.485 votos.

    DANIELLA II - PISA EM CÁSSIO
    Daniella não conheceu o poderio eleitoral de Cássio Cunha Lima e também o derrotou em Campina Grande, com 9.037 votos de vantagem. O tucano contou apenas com 94.560 votos naquele que era o seu maior reduto eleitoral.

    VITÓRIA TAMBÉM NA CAPITAL
    A filha de Enivaldo Ribeiro também fez bonito em João Pessoa, onde igualmente derrotou todos os concorrentes, incluindo Veneziano e Cássio. Ela teve 175.280 votos, Veneziano obteve 134.022, Luiz Couto totalizou 114.504 e Cássio Cunha Lima só conseguiu 107.734 votos. 

    ROMERO ARRANHADO
    Outra liderança que sai das urnas bastante avariado é o prefeito Romero Rodrigues (PSDB), e não somente pelo fato de sua mulher ter sido derrotada como companheira de chapa de Lucélio Cartaxo (PV) já no primeiro turno. Em Campina Grande os candidatos João Azevedo e Zé Maranhão impingiram ao gêmeo pessoense uma derrota por 23.749 votos, o que representa 55% dos votos válidos.

    VOTOS DE MOACIR
    Romero teve também dificuldades para eleger o irmão Moacir, que é do PSL e na verdade só entrou como o penúltimo dos 36 deputados estaduais por conta da onda bolsonariana. Quase que os sofridos 14.095 votos de Campina o deixavam de fora da peleja, o que seria uma catástrofe para o irmão gestor. Seus votos no Estado somaram 18.458

    ARTHUR DERROTADO
    Outro Cunha Lima que descarrilhou foi Arthur, filho do homônimo que Cássio quando governador presenteou com o cargo de conselheiro vitalício do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Arthurzinho ainda assim somou mais votos do que o primo Moacir obteve em Campina (foram 15.706), mas ficou de fora por questões de coeficiente numérico na coligação.

    QUEDA FEIA EM PICUÍ
    A queda mais feia de Cássio não foi a registrada em Campina Grande, mas a que se deu em Picuí. Lá, o senador que sempre se orgulhou de ter mais de um milhão de votos - façanha que não conseguiu repetir - foi o quinto colocado perdendo até para Nelson Junior. Na terra da carne de sol Luiz Couto teve 43,90% de votos, Veneziano ficou com 27,98%, Daniella 11,06% e Cássio desceu a ladeira quase sendo atropelado pela rural de Nivaldo Mangueira.

    QUEDA DE PEDRO
    E o filho de Cássio, que há quatro anos elegeu-se com quase 200 mil votos em primeiro lugar na bancada de 12 da Câmara Federal, viu essa conta murchar em mais de 100 mil votos. Agora, somou apenas 76.754 sufrágios e ficou em oitavo, dentre os 12 eleitos.

    BRUNO SEM BROCHE
    E a “onda” contra Cunha Lima este ano acabou por ceifar uma outra jovem promessa de político: Bruno, neto amado de Ivandro que optou por não disputar a reeleição para a Assembleia e foi tentar o Planalto Central, sendo abatido no voo com um balaio de votos (44.143) que não lhe garante o broche de deputado federal.

    JACÓ MACIEL TAMBÉM FORA
    Outra queda feia atingiu Jacó Maciel, ex-deputado e ex-prefeito de Queimadas, que no meio da campanha abandonou a indicação de Cássio para votar em Lucélio e Michelline aderindo a Zé Maranhão, cujas pesquisas à época o davam como futuro governador. Jacó obteve 20.381 votos, mas na sua coligação a conta precisava ser maior e agora terá que esperar pela próxima eleição.

    POR ESSA TROCOLLY NÃO ESPERAVA
    Outro deputado jovem que tinha certeza da vitória para mais um mandato era Trocolly Júnior, que viu sua votação minguar em quase todos os colégios onde mantinha base política. Ainda assim conseguiu um total de 21.950 votos, mas ser suplente com governador eleito que é adversário é quase certeza de jamais assumir.

    DERROCADA DO CLÃ GADELHA
    A família Gadelha também recebeu pesado coice das urnas. Renato, que atuou nos últimos anos como Líder da oposição a Ricardo Coutinho na Assembleia só conseguiu 17.319 votos e foi derrotado. O sobrinho Leonardo, filho de Marcondes, também não conseguiu votos suficientes (60.782) para ser deputado federal, mas garantiu-se na primeira suplência e como a família já aderiu a Bolsonaro, em caso de vitória do capitão é provável que portas se abram para ele na Capital da República.

    ACIMA DE 100 SÓ QUATRO
    Apenas quatro candidatos a deputado federal podem este ano se orgulhar de terem tido três dígitos em suas votações: Gervásio Maia (146.860 votos), Aguinaldo Ribeiro (120.220), Wellington Roberto (107.465) e Damião Feliciano (100.876).

    DECEPÇÃO DE ANA - I
    Outra gigante decepção das urnas deste ano alcançou a ex-Primeira Dama Ana Cláudia Vital, tida nas previsões como futura campeã de votos, que em sua maioria seriam repassados a partir do prestígio do marido Veneziano, de quem herdaria a cadeira na Câmara Federal. Embora derrotada, Ana ficou com a primeira suplência da sua coligação e seus votos podem sensibilizar o governador João Azevedo para puxar algum parlamentar para o secretariado.

    DECEPÇÃO DE ANA - II  
    A performance de Ana Cláudia nas urnas deixou bastante a desejar, inclusive pesando desfavoravelmente para futuros embates a desastrosa derrota em Campina Grande para dois adversários - Bruno Cunha Lima (19.116 votos) e Pedro Cunha Lima (18.645) - e um ilustre desconhecido das urnas e do povo: Julian Lemos (14.294). Ana na quarta votação, somou 11.944 votos.

    CAMPINENSES DERROTADOS - I

    Dos candidatos com base em Campina Grande que não obtiveram êxito para a Câmara Federal o folclórico Rafafá pode ser dado como campeão dos minoritários. Vejamos a lista:

    01 – Ana Cláudia Vital (49.248, sendo 11.984 em Campina)
    02 – Bruno Cunha Lima (44.143, sendo 19.166 em Campina);
    03 - Rafafá (13.940, dos quais 7.671 em Campina);
    04 – Tatiana Medeiros (11.637, sendo 7.180 em Campina);
    05 – Luciano Breno (8.527, sendo 5.132 em Campina);
    06 – Pimentel Filho (4.890, sendo 3.848 em Campina);
    07 – Guilherme Almeida (4.832, sendo 2.593 em Campina);
    08 – Lídia Moura (4.547, sendo 1.495 em Campina);
    09 – Álvaro Neto (3.985, sendo 1.909 em Campina);
    10 – Tia Mila (2.138, sendo 1.393 em Campina);
    11 – Fabrinni Brito (1.591, sendo 465 em Campina).

    CAMPINENSES DERROTADOS – II

    Votação de outros campinenses derrotados que postularam uma vaga na ALPB:
    01 – Renato Gadelha: 17.319;
    02 – Olimpio Oliveira: 13.067;
    03 - Anderson  Maia: 10.087;
    04 – Irmão César: 9.625;
    05 – Arthur Bolinha: 8.316;
    06 – Napoleão Maracajá: 7.920;
    07 – Galego do Leite: 6.574;
    08 – Samara Aguiar: 2.868;
    09 – Robson Dutra: 2.827;
    10 – Ernandes Gouveia: 1.752;
    11 – Marcio Caniello: 1.559;
    12 – Professor Odenilson: 1.139;
    13 – Selma Pinheiro: 700;   

  • POR CIMA DE QUEDA...

    08/10/2018

    O que resta da bolha (borra) oligárquica política da Paraíba recebeu, nestas eleições de 2018, o seu maior revés histórico, representado na imprevisível queda do tucano Cássio Cunha Lima, atual vice-presidente do Senado Federal.

    A ‘troupe’ Cunha Lima já ocupou praticamente tudo no mundo político nacional.

    Ivandro, o tabelião, foi senador, deputado federal, diretor do BNDES e alicerçou fortunas com titularidade do único cartório de registro de imóveis da região, obtido por prestígio político.

    Fernando, o empresário dos negócios secretos, quase virou deputado federal e só não o foi porque “sócios” jogaram-no do alto da pedra da Gávea, no Rio - crime que nem a família se interessou por desvendar.

    Ronaldo, o poeta dos “versos de pés quebrados” como assim lhe qualificava outro repentista - Raymundo Asfóra -, foi vereador, deputado estadual, prefeito de Campina Grande na ditadura e na democracia, governador, deputado federal e senador.

    Cássio, o menino de Ronaldo, virou prefeito de Campina Grande substituindo o pai por licenciosidade de ato oportunista inserido em ‘disposições transitórias’ na Constituição, foi deputado federal e outra vez prefeito, comandou a SUDENE, voltou à Câmara Federal e em seguida elegeu-se governador do Estado, cargo onde foi reeleito e cassado por atos ímprobos na gestão. E interrompe - ou encerra - agora a carreira com a derrota na busca de se manter Senador da República.

    Tio de Cássio, Fernando Catão foi homem forte no Governo titulando a Pasta do Planejamento nas gestões de Ronaldo e na de Cássio. Foi ministro no Governo FHC e hoje é conselheiro do TCE, cargo vitalício que o sobrinho lhe presenteou quando governava o Estado.

    Arthur Cunha Lima também foi tudo, até mesmo presidente da Assembleia Legislativa. E, para evitar perder eleições, o primo Cássio também o fez conselheiro vitalício da Corte de Contas

    Irmãos, sobrinhos, primos; Mulheres, amantes...

    Em todo canto onde dinheiro público houver, sempre foi assim por décadas, um Cunha Lima tem direito ao pastoreio.

    Este ano a queda de Cássio quase também derruba seu filho Pedro, um talentoso jovem que virou quatro anos atrás o mais votado deputado federal da Paraíba, mas agora viu murchar a conta em mais de 100 mil sufrágios e numa bancada de 12 entrou na oitava posição.

    Outro Cunha Lima varrido pelo mesmo tsunami que afogou Cássio foi Bruno Cunha Lima, neto idolatrado de Ivandro que desempenha espetacular mandato de deputado estadual, mas não conseguiu votos suficientes para chegar à Câmara Federal.

    E até Arthur Cunha Lima Filho, dissidente que acostou-se a Ricardo Coutinho, foi levado pela correnteza e seus 15.706 votos não lhe permitiram a reeleição à Assembleia Legislativa.

    Esse desastre de 2018 ceifou também a prematura carreira política da Primeira Dama campinense, a jovem oftalmologista Micheline Rodrigues, vice derrotada na chapa de Lucélio Cartaxo. Mas, ainda escaparam na chamada “peinha” Moacir, irmão de Romero Rodrigues, e Tovar Correia Lima, o genro amado do conselheiro Fernando Catão, irmão de Glória Cunha Lima, que garantirão o “rabo de gata” da oligarquia na ALPB.

    E a vida segue...

    FAMÍLIA REGO

    O vendaval que pode varrer nossas oligarquias também atingiu outras famílias. A Rego, por exemplo, que na eleição municipal passada não conseguiu botar a neta da matriarca Nilda Gondim na Câmara Municipal, esperava ter em 2019 três votos no Congresso Nacional, mas por obra e graça do trabalho de Ney Suassuna, se garantirá apenas com um – o de Veneziano, que deixa a Câmara e entra no Senado.

    Com a derrota de Maranhão, a suplente Nilda Gondim sepulta o sonho de assumir no Senado; e a ex-Primeira Dama Ana Cláudia não ganhou o gás do marido para elevá-la à condição de deputada federal.

    OS RIBEIROS

    Por enquanto, quem continua abrindo sorrisos é a oligarquia dos Ribeiros: Aguinaldo é Líder do Governo Temer e se reelegeu com estrondosa votação deputado federal; Daniella por pouco não foi a mais votada e entra para a história como a primeira mulher da Paraíba a ter assento no Senado; o patriarca Enivaldo se mantém vice-prefeito de Campina Grande; e a matriarca Virginia é superintendente da FUNASA no Estado, cargo que ganhou ao terminar o mandato de prefeita de Pilar. E, antes que eu me esqueça: o filho Lucas, da senadora eleita, é vereador em Campina Grande, atualmente licenciado.

    VARRIDOS NO BRASIL

    As urnas de ontem varreram também Dilma Rousseff, Fernando Pimentel, Beto Richa, Eunício Oliveira, Romero Jucá, Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin, Marconi Perillo, Roberto Requião, Jorge Viana, Delcidio do Amaral, Marco Antonio Cabral, Daniele Cunha, Cristiane Brasil, Leonardo Picciani, Roseana Sarney, Sarney Filho, Edison Lobão, Paulo Skaf, Benedito de Lira, André Moura, Valdir Raupp, Garibaldi Alves Filho

  • Sobre Fabiano Gomes

    27/09/2018

    Tudo que eu poderia escrever sobre o infortúnio presente do confrade-amigo Fabiano Gomes  o eclético Heron Cid assinou. Por isso, reproduzo o artigo dele no ‘MaisPB’ ao tempo em que corroboro que o gordinho, agora amadurecido pelos 35 dias no inferno do cárcere, renove a vida e procedimentos, sem se deixar mais escorrer pelas lábias dos poderosos políticos e pelos desalmados donos de sistemas de comunicação do Estado.

    Segue o texto de Heron:

    A PRIMEIRA PEDRA

    Desde quando o radialista Fabiano Gomes foi preso, admiti-me publicamente incapaz de falar do caso com distanciamento e imparcialidade, como receita a prática jornalística.

    A minha relação profissional nos veículos de comunicação em que trabalhamos e a afetividade resultado do convívio pessoal com ele não serviria para a defesa, pela suspeição evidente.

    Muito menos se prestaria, no seu momento de maior adversidade da vida, ao oportunismo do achaque e do espezinhamento em cima de uma tragédia particular.

    Nas nossas diferenças de visões de mundo, somos amigos. Nas nossas discordâncias, nutrimos carinho afetuoso. Não seria no infortúnio que renegaria essa amizade.

    Por isso, não foi fácil vê-lo nos corredores do Fórum Criminal depois da audiência de custódia que lhe mandou para a penitenciária de segurança máxima da Paraíba.

    E lá, foram 35 dias o suplício vivido por Fabiano onde estão recolhidos os presos mais perigosos do Estado.

    Mesmo para quem é matriculado no crime, o presídio  – em qualquer lugar do Brasil – é a representação prévia do purgatório. Para quem nunca passou na porta de uma cadeia , o próprio inferno na terra.

    Hoje, por decisão de maioria ampla, o Tribunal de Justiça da Paraíba abreviou o martírio a que o comunicador atravessou em mais de mês privado de liberdade num ambiente por si só aterrorizante.

    Uma travessia ainda mais sufocante pela deterioração de sua já debilitada saúde, agravada a partir de o instante da decretação de sua prisão preventiva em razão de descumprimento de uma medida cautelar de assinatura mensal de prestação de contas de atividades. Argumento revogado pelos desembargadores que divergiram da fundamentação do encarceramento.

    Desde o primeiro dia, sempre guardei uma convicção. Esse episódio não seria para o fim, mas um chamado ao recomeço.

    Disse isso olho no olho de Fabiano, quando segunda-feira, ao lado de Fábio Targino, pastor evangélico, e os jornalistas João Pinto e Edmilson Pereira, da Associação Paraibana de Imprensa, fizemos-lhe uma visita autorizada pela Justiça.

    Foram quarenta minutos de conversa e reflexão sobre os desígnios e planos de Deus na vida de um homem. E o que vimos foi um coração quebrantado. No meio da desolação, uma chama de esperança. Uma vontade de viver e refazer a vida.

    Quando o homem busca de verdade, Deus não dá as costas. Ele é especialista em transformação, mudanças e novos caminhos.

    É bem verdade que vivemos num tempo de muitos punhos erguidos e prontos para atirar a primeira pedra do castigo.

    Quase nenhuma mão estendida para levantar os arrependidos. Mas todos, indistintamente, merecem uma nova chance. Fabiano está tendo a dele, hoje.

  • A VERGONHA QUE IREMOS ELEGER

    20/09/2018

    Nos últimos anos ser candidato a algum cargo político no Brasil virou brincadeira, piada de gosto duvidoso, insulto ao eleitor... E a culpa é exclusivamente das direções partidárias, em conluio com a ineficiência vigilancia da Justiça Eleitoral.

    Hoje dá vergonha assistir ao guia eleitoral na TV, tantas são as insanidades levadas ao ar por uma plêiade de homens e mulheres irresponsáveis que veem na atividade política uma janela larga para os seus sonhos e devaneios, na busca de uma possível carreira que lhes deem prestigio e muito - muito!!!! - dinheiro.

    Não sou daqueles que deseje uma nominata de candidatos letrados ou apenas pescados nas elites dominantes, mas defendo que a ‘solenidade’ dos cargos em disputa seja ao menos respeitada. Que haja ‘liturgia’ nos encaminhamentos e os partidos filtrem dentre os seus filiados aqueles que não venham a envergonhar a Nação.



     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    SENADORES DE HOJE: Nivaldo Mangueira, Luiz Couto, Daniella Ribeiro, Cássio Cunha Lima, Veneziano Vital do Rego, Roberto Paulino.

    Nada contra o sapateiro Gobira ter deferida a sua candidatura, nem que a palhaça Tia Mila tenha o direito de pleitear uma vaga no Congresso Nacional. Muito menos que um Rafafá da vida se julgue merecedor do broche de deputado federal. Não censuro que a única proposta de determinado candidato seja ter estado Vereador de uma cidade por oito legislaturas, nem que radialista de fim de tarde entenda ter chegado sua hora de ir cuspir nos microfones das tribunas do Parlamento nacional. Nem que ‘cacareca” dona de legenda de aluguel entre no  circuito apenas para engordar sua conta bancária. Ou que um professor "aloprado" mostre dos seus supostos dotes apenas uma velha Rural Willys e um violão.



     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    DEPUTADOS DE ONTEM: Raymundo Asfóra, Evaldo Gonçalves, Aluízio Campos, João Agripino, Vital do Rego, Petrônio Figueiredo, Ronaldo Cunha Lima, José Maranhão, Tarcisio Burity, Enivaldo Ribeiro, Ernany Sátyro, Ivandro Cunha Lima.

    Nada contra, realmente, até porque quem vota tem também o direito de ser votado. E as casas legislativas precisam mesmo de ter múltipla representatividade. Não quero a Câmara Federal, por exemplo, formada apenas por advogados, por jornalistas, por médicos, por engenheiros, por professores, por empresários, por agropecuaristas... Não é isso! Já tivemos deputado gay como o costureiro Clodovil Hernandes, por exemplo, que não decepcionou a Casa; jogador de futebol como Romário, uma referência de ótimo parlamentar; um índio como o cacique Juruna; atrizes como Beth Mendes; cantores como Agnaldo Thimoteo; o palhaço Tiririca... Uns menos, outros mais, mas no geral sem se exporem a ridículos e tendo boa convivência no recinto.

    Infelizmente, hoje se confunde REPRESENTATIVIDADE com DESRESPEITO e isso não é legal. A palhaça candidata avisa que vai “passar o rodo”, o engomadinho de vestes coloridas que vai “baixar o pau”, o sapateiro erguendo o dedo se afirma salvador da Pátria... E vai por aí,  ninguém sem proposta plausível para ajudar a debelar a crise do País, mas todos em busca do SOL forte que é o Parlamento com as suas benesses e fartas verbas para o ungido manter-se no mandato.



     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    DEPUTADOS DE HOJE: Gobira, Pedro Cunha Lima, Tatiana Medeiros, Rafafá, Benjamin Maranhão, Ana Cláudia, Guilherme Almeida, Pimentel Filho, Tia Mila, Damião Feliciano, Heleno Lima, Álvaro Neto.

    Resolvi abordar esse tema hoje não para censurar os que se candidataram, mas para ajudar o eleitor a refletir nas suas escolhas. Se tivermos um Parlamento nobre e rico de idéias, certamente teremos uma Nação próspera. Que as minorias dele participem, desde que os que as representam não tenham na cabeça somente aquilo que o camarão carrega na sua, como já dão provas ao aparecerem na TV e nas redes sociais.

    As montagens fotográficas que ilustram este texto dão uma mostra perfeita da atual realidade. Comparemos os paraibanos do Senado lá de outrora com o que o eleitor de sete de outubro irá eleger. E os conterrâneos da Câmara Federal do passado não tão distante com aqueles que à falta de melhores opções teremos que eleger no dia sete de outubro.

    É de dar dó!

  • Ningum supera nossos federais!

    18/09/2018

     A desconcertante farra com dinheiro público feita pelos deputados federais brasileiros através do chamado ‘cotão’, a verba legal com a qual são ressarcidos por despesas com alimentação, passagens aéreas, aluguéis de imóveis, carros e aeronaves, publicidade, consultoria e uma outra infinidade de itens, é realmente uma vergonha nacional.

    Este portal (APALAVRA) publicou ontem a soma dos gastos da bancada paraibana até aqui - nada desprezíveis R$ 19.558.127,43 - e verificou que a única exceção, no comedimento dos gastos, continua sendo o jovem Pedro Cunha Lima (PSDB), que nunca ultrapassou em nenhum desses quatro anos de mandato a marca de R$ 300.000,00 ao ano, o que dá em média R$ 25 mil de ressarcimento mensal, metade da média dos seus nababescos colegas.

    Na verdade, o filho do histórico e inveterado ‘torrador’ de dinheiro público Cássio Cunha Lima tem mostrado plena coerência entre o discurso e a prática, coisa rara nesse meio tão fétido.

    Surge, então, inevitável questionamento: se com a metade do dinheiro posto à sua disposição Pedro desempenha invejável mandato, por que os outros deputados estouram o limite sem que se importem com a opinião pública nem com o pobre eleitorado estadual? E, via de regra, atuem no Parlamento deixando a desejar?

    Por pura curiosidade, corri ainda ontem a investigar o volume de gastos de outras bancadas e lamento informar ao meu leitor que a nossa se excede demais.

    Para se ter uma melhor ideia dessa extravagância estadual, pegue-se o exemplo de uma paraibana, a deputada paulista Luiza Erundina, e confrontemos os seus gastos no ‘cotão’ com aqueles feitos por alguns dos nossos conterrâneos.

    André Amaral, Benjamin Maranhão, Efraim Filho, Manoel Júnior, Rômulo Gouveia (in memoriam), Veneziano Vital do Rego e Wilson Filho ultrapassaram meio milhão de reais cada um em 2017. Todos os outros, à exceção de Pedro (Aguinaldo Ribeiro, Damião Feliciano, Hugo Motta, Luiz Couto e Wellington Roberto) ficaram sempre acima dos R$ 450.000,00.

    E Erundina?

    Em 2017 ela foi reembolsada em R$ 369.974,47, bem inferior ao dinheiro dos federais paraibanos. Mas se o leitor pensa que isso foi exceção, saiba que nos anos anteriores os gastos da ex-prefeita de São Paulo foram ainda menores: R$ 361.117,75 em 2016, R$ 299.196,76 em 2015.

    E, ressalve-se, Erundina é uma deputada porreta, presente em todas as listas dos melhores parlamentares do País.

    No mesmo ano, nossos “campeões” foram André Amaral (R$ 501.286,51), Benjamin Maranhão (R$ 503.109,52, Efraim Filho (R$ 506.542,49), Veneziano Vital (R$ 513.755,39), Rômulo Gouveia (R$ 541,454,14) e Wilson Filho (R$ 517.577,75).

    Aleatoriamente, pesquisei outros deputados brasileiros. E vi que os nossos VALEM (em gastos com a grana pública) muito mais.

    Veneziano ou Aguinaldo Ribeiro, por exemplo, dão de cambão em Jair Bolsonaro, o “mito” que corre célere para virar Presidente da República. E que Tiririca, nosso palhaço-deputado eleito por São Paulo, parece que tem medo de botar a mão na massa... Seus reembolsos são ninharia em relação aos de Benjamin, de Efraim, de André, de Damião...

    Querem ver?

    - Jair Bolsonaro:
    2015 (R$ 344.143,86), 2016 (R$ 368.820,97), 2017 (R$ 222.949,19), parcial de 2018 (147.827,71).

    - Arlindo Chinaglia, ex-presidente da Câmara Federal: 2015 (R$ 417.888,76), 2016 (R$ 455.015,44), 2017 (R$ 432.716,12), parcial de 2018 (R$ 256.962,29).

    - Benedita da Silva, ex-ministra: 2015 (R$ 410,881,15), 2016 (R$ 290.351,16), 2017 (R$ 453.361,88), parcial de 2018 (R$ 233.349,17).

    - Tiririca: 2015 (152.493,70), 2016 (R$ 191.342,19), 2017 (R$ 87.706,56), parcial de 2018 (R$ 39.234,34.

    Pois é, o jeito é invocar Fabiano Gomes: “Ô Paraíba booooooa!”.

  • LENDO A PESQUISA

    15/08/2018

    Instantâneo de um momento, cada pesquisa tem seu dia - de glória ou de desprezo - e serve a todos os senhores: aos que a aplaudem e mais ainda àqueles que a desconsideram.

    Com a da Consult ontem divulgada na Paraíba não foi, e nem poderia, ter sido diferente.

    Como primeiro estudo oficial pós convenções e legalmente autorizado pela Corte eleitoral, a pesquisa permite variadas leituras e em tese satisfaz a quase todos os envolvidos no atual processo eleitoral.

    Vejamos:

    O candidato do MDB, José Maranhão, com 22,50% aparece vencedor na pesquisa estimulada (em que o entrevistador oferece os nomes) mas a margem de erro o coloca empatado com o segundo colocado, João Azevedo, do PSB, que por bem pouco não o alcançou numericamente falando, já que pontuou 21,35%.

    Correligionários do governista não reclamaram e foram mais além ao encontrarem no mesmo estudo algo que lhes põe nos píncaros: o percentual obtido na NÃO ESTIMULADA, aquela em que aleatoriamente o entrevistado diz em quem pretende votar. Nesse questionário Azevedo aparece com o dobro dos votos dados a Maranhão, o que faz nascer a primeira incógnita do trabalho da Consult uma vez que nesse caso específico quem melhor deveria ter pontuado era exatamente o ex-governador, infinitamente mais conhecido de Cabedelo a Cajazeiras.

    A banda oposicionista encabeçada pelo mano gêmeo do alcaide de João Pessoa, Lucélio Cartaxo (PV), que aparece situado nos 16,20% e com tais números já seria enxotado do pleito na rodada inicial, não protestou como se previa optando pela usual contradita de possuir números internos que lhes seriam plenamente favoráveis.

    Como a sabedoria ensina que só se rebate pesquisa com outra pesquisa, e os tais números de Cartaxo não apareceram, fica o dito pelo não dito envolvendo o sacro e santo direito do estrebucho.  

    De toda sorte, a pesquisa da Consult aí está e existe agora como parâmetro na corrida eleitoral para ajudar às equipes e aos partidos cuidarem melhor das estratégias dos seus candidatos. O jogo apenas começou e os dois tempos, acaso a peleja não se resolva no primeiro, não dão direito a prorrogação.

    LEITURAS...

    APROVAÇÃO DE RC - A Consult aproveitou para saber sobre a aceitação do Governo Ricardo Coutinho. Ei-la: ao cabo de quase oito anos de gestão, o Mago é aprovado por 75,50% dos paraibanos, número considerado excepcional e inédito. A maior aprovação é na região da Mata, com 83,90%. E em Campina Grande, onde ele tem a mais baixa aceitação, ainda assim os números impressionam com 58,2%.

    CÁSSIO REELEITO – Pelos números obtidos, tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea o senador Cássio Cunha Lima obteria a reeleição. Juntando os votos (como primeira opção ou como a segunda), obteve 12,98%.

    SEGUNDO SENADOR – O segundo senador eleito seria Veneziano Vital do Rego, com 10,8%, o que caracteriza um empate técnico previsto na margem de erro da pesquisa. A dúvida nesse caso vai ficar apenas sobre a colocação – se Cássio será o primeiro senador ou se Veneziano o superará.

    COUTO NO ENCALÇO – Mas há um ‘bicho papão’ no encalço de Veneziano e chama-se Luiz Couto (PT), que já pontua com 8,43% caracterizando também empate técnico com o ex-prefeito campinense e pode vir a tomar-lhe a vaga.

    DANIELA ACELERANDO – Para quem acha que a vida de Couto anda em céu de brigadeiro, a Consult apresenta a boa performance de Daniela Ribeiro (PP), com 6,75%, outro empate técnico a ameaçar os passos do padre petista. Primeira mulher com efetivas chances de ser a primeira senadora do Estado, a campanha da filha de Enivaldo tem tudo para crescer mais ainda.

    CAMPINA EM QUEM VOTARÁ? – Pelos números da Consult, há um complicador adicional para o ex-prefeito Veneziano em sua terra natal, onde perde para Cássio e para Daniela. Na Rainha da Borborema, na soma dos dois votos para o Senado Cássio pontua com 32,30%, Daniela tem 28,90% e Veneziano, na terceira posição, aparece com 24,4%, acendendo a luz vermelha na sala dos seus estrategistas.

     

    EM JOÃO PESSOA – Na Capital paraibana, embora haja boa vantagem para Cássio com 27,60% na soma dos dois votos, há um equilíbrio de forças: Veneziano está com 17,70%, Luiz Couto tem 16,60% e Daniela Ribeiro pontua com 13,3%. Lá, o ex-governador Roberto Paulino também mostra boa votação, com 7,70%.

     

    AUSÊNCIAS E INDECISOS – Um outro preocupante número aparece na pesquisa da Consult: 56,88% do eleitorado ainda não se decidiu em quem votar para o Senado ou disse que não vota em nenhum dos indicados. São 34,78% de indecisos e 22,10% que disseram não votar em ninguém.

     

    DEPUTADOS FEDERAIS – Os 12 deputados federais mais votados, de acordo com a pesquisa e em avaliação ESPONTANEA, são os seguintes: Hugo Motta, Pedro Cunha Lima, Gervásio Maia, Wilson Santiago, Aguinaldo Ribeiro, Wellington Roberto, Leonardo Gadelha, Benjamin Maranhão, Efraim Filho, Manoel Júnior, Adriano Galdino, Emerson Saraiva (MOFI). Necessariamente não serão os eleitos, a depender das coligações formadas.

     

    DEPUTADOS ESTADUAIS – Os 36 estaduais mais votados, também avaliados ESPONTANEAMENTE: Doda de Tião, Branco Mendes, Tião, Dra. Paula, Cida Ramos, Lindolfo Pires, Nabor Wanderley, Adriano Galdino, Nabuco, Raniery Paulino, Elda Fabiana, Célio Alves, Jeová Vieira, Wilson Filho, João Henrique, Estela Bezerra, Manuel Ludgério, Buba Germano, Érico, Beto Brasil, João Gonçalves, Renato Gadelha, Xió, Antonio Mineral, Jane Panta, Júnior Araújo, Gervásio Maia, Jacó Maciel, Taciano, Carlos Batinga, Cláudio Régis, Gustavo, Marmuthe, Ariano Fernandes, Zé Paulo, Henrique Marajá.  

     

  • ASSINATURA FALSA

    13/08/2018

    Esse imbróglio envolvendo a suposta falsificação na assinatura do presidente do Treze em petição encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) tem dado o que falar. Inclusive a negativa do incriminado, jurando que a assinatura seria mesmo do seu punho.

    A briga fica então, agora, entre o Galo e o doutor perito do Rio de Janeiro.

    E eu me valho de dois famosos peritos - Orlando Garcia, perito grafotécnico e professor de grafotécnica; e Paulo de Salvo, perito grafotécnico e documental da Conpej-SP – para de modo simples ajudar o meu leitor a entender como se dá o trabalho desse profissional.

    Vejamos:

    Para flagrar uma assinatura falsa, peritos não analisam apenas a letra. Também olham a pressão sobre o papel, a velocidade das marcas e muito mais.

    Além de comparar o documento falso com o autêntico, o perito grafotécnico faz análises detalhadas da escrita, como a força aplicada no papel e os padrões de movimentos que dão origem às formas. O estudo, que ganhou força no início do século 20, se baseia no princípio de que o cérebro é o responsável pelo gesto gráfico – ou seja, é ele que gera a imagem das letras e coordena o movimento dos músculos e do punho na hora de escrever.

    Sendo assim, como não há duas pessoas com cérebros iguais, é impossível fazer uma falsificação perfeita. Para descobri-la, o perito conta com vários instrumentos específicos, como lupas com grau de aumento, estereoscópios (um tipo de microscópio binocular), luz ultravioleta, raio infravermelho e negatoscópio (mesa com iluminação interna).

    Na própria assinatura, são analisados vários conjuntos de evidências: as características genéricas e genéticas e os elementos da grafia. Além disso, marcas, manchas, borrões e colagens no documento podem fornecer pistas.

    Nada, pois, de achismo. Tudo científica e tecnicamente trabalhado.

    CAMPO DE BOI

    A histórica fazenda do Major Veneziano, hoje propriedade do ministro Vital do Rego Filho, vai ficar menor em uma ‘nesquinha’ para fazer face às despesas da campanha senatorial do deputado Veneziano.

    Especial informante da coluna diz que o pedaço de terra que será vendido botará nos cofres do ex-cabeludo algo em torno de R$ 5 milhões, operação que somente se concretizará após apelo pessoal da matriarca ao primogênito, que relutara bastante em fechar o negócio.

    QUASE INTERVENTOR

    O playboy campinense Felipe Gaudêncio, que foi candidato a vice-prefeito de Campina Grande na chapa derrotada de Veneziano nas últimas eleições municipais, por muito pouco não foi nomeado pela CBF interventor da Federação Paraibana de Futebol (FPF).

    O nome de Felipe chegou a ser levado à Confederação pela advogada Michelle Ramalho, mas ele optou por declinar da oferta e disse não à CBF.

    SÃO VICENTE MENOR

    A valiosíssima área no Açude Velho que abriga a igreja e o asilo São Vicente de Paula ficou menor, dando espaço à especulação imobiliária, mas o negócio de acordo com especialistas do ramo teria sido um desastre para as freiras.

    A parte do terreno, que teria valor de mercado na faixa dos R$ 3 milhões, foi vendido por apenas R$ 800 mil, dinheiro que já foi inteiramente consumido na edificação de uma caixa d’água e em adequações no asilo para atender exigências legais.

    As freiras, de pires na mão, estão agora correndo em busca de doações daqueles que frequentam as celebrações.

    OLÍMPIO ESTADUAL

    O vereador Olímpio Oliveira até que relutou, mas decidiu na última hora botar mais uma vez o seu limpo nome à disposição do eleitorado e vai concorrer a uma das vagas para a Assembleia Legislativa do Estado nas eleições de outubro.

    Feito o registro no TRE, me mandou a seguinte mensagem:

    “Vou para a disputa! Afinal, quando a gente abre mão do território que Deus nos plantou, permitimos que o inimigo tome posse. A luta não será fácil, mas tenho disposição e conto com amigos como você, que confiam no nosso trabalho”.   

  • TRAIO FNEBRE

    08/08/2018

    Em 24 de outubro de 2007, na condição de Vereador de Campina Grande, eu apresentei ao plenário da Câmara Municipal um projeto de lei (tomou o número 231) propondo denominar de “Jornalista Ismael Marinho Falcão” o terminal de transbordo do Sistema de Integração de Transportes Coletivos da cidade, localizado no Parque Evaldo Cruz, recém construído pelo então prefeito Veneziano Vital do Rego.

    Na sessão do dia seguinte, após a devida discussão entre os colegas parlamentares, a matéria foi aprovada POR UNANIMIDADE e seguiu à Procuradoria Geral do Município para cumprimento do prazo legal, à espera de ser sancionada pelo Chefe do Executivo e assim virar Lei, o que não aconteceu.

    Tenho prá mim que este seja o único projeto, aprovado pelo Legislativo, que ainda ilegalmente mofa em escaninhos da Pasta, uma vez que Veneziano não o sancionou e nem o vetou. Simplesmente o desconheceu, de modo estranho e incabível.

    Servidor público municipal, Ismael Marinho Falcão revelou-se um valoroso cidadão ao secretariar por vários lustros os trabalhos da Casa Félix Araújo. Professor de português e discípulo do mestre Anézio Leão, foi defensor intransigente da língua-pátria e assim formou gerações de jovens. Jornalista, brilhou em nossas redações ao lado de ícones da imprensa local como Epitácio Soares, Ramalho Filho, Nilo Tavares e William Tejo. Advogado, ultrapassou seus próprios limites especializando-se em Direito Agrário e em Direito do Trabalho, deixando aos posteros valorosa bibliografia. Católico fervoroso, iniciou-se na teologia e por pouco não se ordenou padre. Pai de família exemplar, deixou uma prole de cinco filhos, sucessores que hoje, em diferentes áreas, honram as suas qualidades.

    É este em síntese o perfil do homem que a Câmara Municipal de Campina Grande, sem ressalvas, decidiu homenagear com a justa aposição do seu nome em batismo a um equipamento moderno e importante do Município.

    Aos meus pares no Legislativo, quando encaminhei a matéria para apreciação, disse ser Ismael merecedor da honraria e, aprovado o projeto de lei certeza eu tinha que as gerações futuras muito haveriam de ter orgulho do filho amado, cuja história encontra-se erigida nos anais da imprensa, do tribunal do júri popular e da cátedra.   

    Qualquer outro edil poderia ter tido a iniciativa da propositura, e sei que muitos assim desejaram, tantas foram as subscrições no documento autenticando parceria, mas na condição de irmão de Ismael eu não fugi à responsabilidade e na justificativa anexada ao projeto assim realcei a intenção: “E não proponho esta homenagem pelo fato, para mim de importante orgulho, de Ismael Marinho Falcão ter sido o meu irmão mais velho, cidadão que me encorajou a enveredar pelo caminho do jornalismo, em serviço público à comunidade. Mas principalmente pelo que ele representou em vida para esta querida cidade, onde destacou-se com exemplar prestação de serviços nas diferentes áreas onde foi chamado a colaborar para o engrandecimento de Campina Grande”.

    Calei sobre esse assunto até hoje, para não acender mais labaredas na história de um homem em quem acreditei e ajudei, mas que me decepcionou pelo que tem de máscara em seu íntimo e pelo que tem de covardia camuflada em seus gestos de faz-de-conta. Indaguei-o, e ele sempre tergiversou. E um dia, sem sequer lembrar da sólida amizade que unia o mano ao seu indefectível e bravo genitor, amarelou-se com uma desculpa tão vazia quanto mentirosa: “Papito me pediu para homenagear outra pessoa.”.

    É esse o Veneziano que só vim conhecer depois. Um TRAIDOR FÚNEBRE, como é exemplar relevo essa história.      

  • O dnamo Andr Agra

    01/08/2018

    Pedi a Marcos Alfredo essa bela e oportuna mensagem de exaltação feita por ele a um cara extremamente competente, humilde e discreto que, ajudando o prefeito Romero a governar a Rainha da Borborema nos últimos cinco anos ao voltar para as suas originais atividades de labor deixa uma Campina realmente muito melhor do que recebida, lá atrás, das desleixadas mãos da troupe que a gerenciava.

    É, com alegria, que preencho através do fino Português de MALFREDO o meu espaço de hoje neste portal, sugerindo a leitura do artigo na íntegra, logo abaixo.

    ANDRÉ, O DÍNAMO QUE DEIXA SAUDADES

    O engenheiro Andre Agra é um homem público diferenciado. Auditor do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), André se despediu nesta terça-feira 31 da Prefeitura de Campina Grande e deixa um vazio imenso na gestão. Era titular da Secretaria de Planejamento. Por seu próprio estilo e padrão de trabalho, com naturalidade criou na pasta e puxou para si a responsabilidade institucional de duas áreas a mais: Gestão e Transparência.

    Irrequieto, honesto, trabalhador e obcecado por informação, André Agra foi um dos motores pulsantes destes cinco anos da gestão de Romero Rodrigues. Era tão ativo que, se permitissem, ampliaria ainda mais suas atribuições dentro do governo. Só que com um detalhe: pela disposição irrefreável de servir, de contribuir, de somar. Naturalmente, às vezes, gerava algum tipo de mal-estar para desavisados, mas não demorava para se perceber que aquele dínamo às vezes procurava acelerar os processos, sempre preservando a legalidade e transparência dos atos, sempre com o fito de elevar o nível de excelência da administração municipal.

    André é assim. Tem um senso de urgência pra tudo. Não é à toa que a grande maioria das pessoas com quem trabalhou passou a ter uma nova perspectiva de serviço público e até mesmo novos conceitos sobre questões emblemáticas, como parcerias público-privadas, o papel da máquina administrativa no cotidiano da cidade e até mesmo uma visão mais ampliada sobre pontos ideológicos dentro de um governo com padrões conservadores em várias áreas.

    Obcecado pela transparência, André Agra adorava receber grupos com algum tipo de interesse econômico para discutir pautas sob o olhar vigilante de uma câmera instalada no próprio gabinete. É o grande mentor do Observatório de Campina Grande, uma ferramenta virtual que empodera o cidadão na fiscalização na própria Prefeitura. Entusiasta e ator principal também na concepção e criação do Planejamento Estratégico Campina Grande 2035, estimulando sempre parcerias e apoios institucionais para os projetos saírem do papel. Entra para a história do Complexo Aluízio Campos, projeto que tinha orgulho de acompanhar a evolução.

    Aliás, o sorteio inédito em nível de Brasil, para a seleção das pessoas que ocupariam as 4.100 unidades habitacionais do Aluízio Campos tem tudo a ver com André Agra. Com apoio político firme de Romero, conseguiu levar a efeito uma missão, com ferramentas tecnológicas exclusivas, atraindo a admiração e respeito do Ministério Público Federal (MPF), por impedir a influência política na escolha dos mutuários, com um padrão irretocável de transparência sem parâmetro até então no Brasil de democratização de oportunidades.

    Tenho o privilégio de, após conhece-lo no início da primeira gestão de Romero, privar de sua amizade, com a liberdade de discutir, questionar e até bater de frente em relação a muitas questões. Sempre o considerei um gênio indomável e, ao mesmo tempo, ingênuo na atividade política paroquial. Mas sempre tem muita personalidade para reconhecer suas limitações, reavaliar conceitos e tambem defender com unhas e dentes o que considera certo, digno e proveitoso.

    Desejo a André toda a sorte do mundo em seu retorno natural à sua casa, o TCE-PB. Nutro, como muitos outros amigos e admiradores, a esperança de que, como disse o prefeito Romero, sua despedida se limite a um "até logo".

    Com pessoas e profissionais como André, é possível se ter esperança num Brasil melhor, mais decente e digno. Eis um gigante no serviço público do povo, eis uma alma que não é pequena.


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