Colunista Marcos Marinho

  • LENDO A PESQUISA

    15/08/2018

    Instantâneo de um momento, cada pesquisa tem seu dia - de glória ou de desprezo - e serve a todos os senhores: aos que a aplaudem e mais ainda àqueles que a desconsideram.

    Com a da Consult ontem divulgada na Paraíba não foi, e nem poderia, ter sido diferente.

    Como primeiro estudo oficial pós convenções e legalmente autorizado pela Corte eleitoral, a pesquisa permite variadas leituras e em tese satisfaz a quase todos os envolvidos no atual processo eleitoral.

    Vejamos:

    O candidato do MDB, José Maranhão, com 22,50% aparece vencedor na pesquisa estimulada (em que o entrevistador oferece os nomes) mas a margem de erro o coloca empatado com o segundo colocado, João Azevedo, do PSB, que por bem pouco não o alcançou numericamente falando, já que pontuou 21,35%.

    Correligionários do governista não reclamaram e foram mais além ao encontrarem no mesmo estudo algo que lhes põe nos píncaros: o percentual obtido na NÃO ESTIMULADA, aquela em que aleatoriamente o entrevistado diz em quem pretende votar. Nesse questionário Azevedo aparece com o dobro dos votos dados a Maranhão, o que faz nascer a primeira incógnita do trabalho da Consult uma vez que nesse caso específico quem melhor deveria ter pontuado era exatamente o ex-governador, infinitamente mais conhecido de Cabedelo a Cajazeiras.

    A banda oposicionista encabeçada pelo mano gêmeo do alcaide de João Pessoa, Lucélio Cartaxo (PV), que aparece situado nos 16,20% e com tais números já seria enxotado do pleito na rodada inicial, não protestou como se previa optando pela usual contradita de possuir números internos que lhes seriam plenamente favoráveis.

    Como a sabedoria ensina que só se rebate pesquisa com outra pesquisa, e os tais números de Cartaxo não apareceram, fica o dito pelo não dito envolvendo o sacro e santo direito do estrebucho.  

    De toda sorte, a pesquisa da Consult aí está e existe agora como parâmetro na corrida eleitoral para ajudar às equipes e aos partidos cuidarem melhor das estratégias dos seus candidatos. O jogo apenas começou e os dois tempos, acaso a peleja não se resolva no primeiro, não dão direito a prorrogação.

    LEITURAS...

    APROVAÇÃO DE RC - A Consult aproveitou para saber sobre a aceitação do Governo Ricardo Coutinho. Ei-la: ao cabo de quase oito anos de gestão, o Mago é aprovado por 75,50% dos paraibanos, número considerado excepcional e inédito. A maior aprovação é na região da Mata, com 83,90%. E em Campina Grande, onde ele tem a mais baixa aceitação, ainda assim os números impressionam com 58,2%.

    CÁSSIO REELEITO – Pelos números obtidos, tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea o senador Cássio Cunha Lima obteria a reeleição. Juntando os votos (como primeira opção ou como a segunda), obteve 12,98%.

    SEGUNDO SENADOR – O segundo senador eleito seria Veneziano Vital do Rego, com 10,8%, o que caracteriza um empate técnico previsto na margem de erro da pesquisa. A dúvida nesse caso vai ficar apenas sobre a colocação – se Cássio será o primeiro senador ou se Veneziano o superará.

    COUTO NO ENCALÇO – Mas há um ‘bicho papão’ no encalço de Veneziano e chama-se Luiz Couto (PT), que já pontua com 8,43% caracterizando também empate técnico com o ex-prefeito campinense e pode vir a tomar-lhe a vaga.

    DANIELA ACELERANDO – Para quem acha que a vida de Couto anda em céu de brigadeiro, a Consult apresenta a boa performance de Daniela Ribeiro (PP), com 6,75%, outro empate técnico a ameaçar os passos do padre petista. Primeira mulher com efetivas chances de ser a primeira senadora do Estado, a campanha da filha de Enivaldo tem tudo para crescer mais ainda.

    CAMPINA EM QUEM VOTARÁ? – Pelos números da Consult, há um complicador adicional para o ex-prefeito Veneziano em sua terra natal, onde perde para Cássio e para Daniela. Na Rainha da Borborema, na soma dos dois votos para o Senado Cássio pontua com 32,30%, Daniela tem 28,90% e Veneziano, na terceira posição, aparece com 24,4%, acendendo a luz vermelha na sala dos seus estrategistas.

     

    EM JOÃO PESSOA – Na Capital paraibana, embora haja boa vantagem para Cássio com 27,60% na soma dos dois votos, há um equilíbrio de forças: Veneziano está com 17,70%, Luiz Couto tem 16,60% e Daniela Ribeiro pontua com 13,3%. Lá, o ex-governador Roberto Paulino também mostra boa votação, com 7,70%.

     

    AUSÊNCIAS E INDECISOS – Um outro preocupante número aparece na pesquisa da Consult: 56,88% do eleitorado ainda não se decidiu em quem votar para o Senado ou disse que não vota em nenhum dos indicados. São 34,78% de indecisos e 22,10% que disseram não votar em ninguém.

     

    DEPUTADOS FEDERAIS – Os 12 deputados federais mais votados, de acordo com a pesquisa e em avaliação ESPONTANEA, são os seguintes: Hugo Motta, Pedro Cunha Lima, Gervásio Maia, Wilson Santiago, Aguinaldo Ribeiro, Wellington Roberto, Leonardo Gadelha, Benjamin Maranhão, Efraim Filho, Manoel Júnior, Adriano Galdino, Emerson Saraiva (MOFI). Necessariamente não serão os eleitos, a depender das coligações formadas.

     

    DEPUTADOS ESTADUAIS – Os 36 estaduais mais votados, também avaliados ESPONTANEAMENTE: Doda de Tião, Branco Mendes, Tião, Dra. Paula, Cida Ramos, Lindolfo Pires, Nabor Wanderley, Adriano Galdino, Nabuco, Raniery Paulino, Elda Fabiana, Célio Alves, Jeová Vieira, Wilson Filho, João Henrique, Estela Bezerra, Manuel Ludgério, Buba Germano, Érico, Beto Brasil, João Gonçalves, Renato Gadelha, Xió, Antonio Mineral, Jane Panta, Júnior Araújo, Gervásio Maia, Jacó Maciel, Taciano, Carlos Batinga, Cláudio Régis, Gustavo, Marmuthe, Ariano Fernandes, Zé Paulo, Henrique Marajá.  

     

  • ASSINATURA FALSA

    13/08/2018

    Esse imbróglio envolvendo a suposta falsificação na assinatura do presidente do Treze em petição encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) tem dado o que falar. Inclusive a negativa do incriminado, jurando que a assinatura seria mesmo do seu punho.

    A briga fica então, agora, entre o Galo e o doutor perito do Rio de Janeiro.

    E eu me valho de dois famosos peritos - Orlando Garcia, perito grafotécnico e professor de grafotécnica; e Paulo de Salvo, perito grafotécnico e documental da Conpej-SP – para de modo simples ajudar o meu leitor a entender como se dá o trabalho desse profissional.

    Vejamos:

    Para flagrar uma assinatura falsa, peritos não analisam apenas a letra. Também olham a pressão sobre o papel, a velocidade das marcas e muito mais.

    Além de comparar o documento falso com o autêntico, o perito grafotécnico faz análises detalhadas da escrita, como a força aplicada no papel e os padrões de movimentos que dão origem às formas. O estudo, que ganhou força no início do século 20, se baseia no princípio de que o cérebro é o responsável pelo gesto gráfico – ou seja, é ele que gera a imagem das letras e coordena o movimento dos músculos e do punho na hora de escrever.

    Sendo assim, como não há duas pessoas com cérebros iguais, é impossível fazer uma falsificação perfeita. Para descobri-la, o perito conta com vários instrumentos específicos, como lupas com grau de aumento, estereoscópios (um tipo de microscópio binocular), luz ultravioleta, raio infravermelho e negatoscópio (mesa com iluminação interna).

    Na própria assinatura, são analisados vários conjuntos de evidências: as características genéricas e genéticas e os elementos da grafia. Além disso, marcas, manchas, borrões e colagens no documento podem fornecer pistas.

    Nada, pois, de achismo. Tudo científica e tecnicamente trabalhado.

    CAMPO DE BOI

    A histórica fazenda do Major Veneziano, hoje propriedade do ministro Vital do Rego Filho, vai ficar menor em uma ‘nesquinha’ para fazer face às despesas da campanha senatorial do deputado Veneziano.

    Especial informante da coluna diz que o pedaço de terra que será vendido botará nos cofres do ex-cabeludo algo em torno de R$ 5 milhões, operação que somente se concretizará após apelo pessoal da matriarca ao primogênito, que relutara bastante em fechar o negócio.

    QUASE INTERVENTOR

    O playboy campinense Felipe Gaudêncio, que foi candidato a vice-prefeito de Campina Grande na chapa derrotada de Veneziano nas últimas eleições municipais, por muito pouco não foi nomeado pela CBF interventor da Federação Paraibana de Futebol (FPF).

    O nome de Felipe chegou a ser levado à Confederação pela advogada Michelle Ramalho, mas ele optou por declinar da oferta e disse não à CBF.

    SÃO VICENTE MENOR

    A valiosíssima área no Açude Velho que abriga a igreja e o asilo São Vicente de Paula ficou menor, dando espaço à especulação imobiliária, mas o negócio de acordo com especialistas do ramo teria sido um desastre para as freiras.

    A parte do terreno, que teria valor de mercado na faixa dos R$ 3 milhões, foi vendido por apenas R$ 800 mil, dinheiro que já foi inteiramente consumido na edificação de uma caixa d’água e em adequações no asilo para atender exigências legais.

    As freiras, de pires na mão, estão agora correndo em busca de doações daqueles que frequentam as celebrações.

    OLÍMPIO ESTADUAL

    O vereador Olímpio Oliveira até que relutou, mas decidiu na última hora botar mais uma vez o seu limpo nome à disposição do eleitorado e vai concorrer a uma das vagas para a Assembleia Legislativa do Estado nas eleições de outubro.

    Feito o registro no TRE, me mandou a seguinte mensagem:

    “Vou para a disputa! Afinal, quando a gente abre mão do território que Deus nos plantou, permitimos que o inimigo tome posse. A luta não será fácil, mas tenho disposição e conto com amigos como você, que confiam no nosso trabalho”.   

  • TRAIÇÃO FÚNEBRE

    08/08/2018

    Em 24 de outubro de 2007, na condição de Vereador de Campina Grande, eu apresentei ao plenário da Câmara Municipal um projeto de lei (tomou o número 231) propondo denominar de “Jornalista Ismael Marinho Falcão” o terminal de transbordo do Sistema de Integração de Transportes Coletivos da cidade, localizado no Parque Evaldo Cruz, recém construído pelo então prefeito Veneziano Vital do Rego.

    Na sessão do dia seguinte, após a devida discussão entre os colegas parlamentares, a matéria foi aprovada POR UNANIMIDADE e seguiu à Procuradoria Geral do Município para cumprimento do prazo legal, à espera de ser sancionada pelo Chefe do Executivo e assim virar Lei, o que não aconteceu.

    Tenho prá mim que este seja o único projeto, aprovado pelo Legislativo, que ainda ilegalmente mofa em escaninhos da Pasta, uma vez que Veneziano não o sancionou e nem o vetou. Simplesmente o desconheceu, de modo estranho e incabível.

    Servidor público municipal, Ismael Marinho Falcão revelou-se um valoroso cidadão ao secretariar por vários lustros os trabalhos da Casa Félix Araújo. Professor de português e discípulo do mestre Anézio Leão, foi defensor intransigente da língua-pátria e assim formou gerações de jovens. Jornalista, brilhou em nossas redações ao lado de ícones da imprensa local como Epitácio Soares, Ramalho Filho, Nilo Tavares e William Tejo. Advogado, ultrapassou seus próprios limites especializando-se em Direito Agrário e em Direito do Trabalho, deixando aos posteros valorosa bibliografia. Católico fervoroso, iniciou-se na teologia e por pouco não se ordenou padre. Pai de família exemplar, deixou uma prole de cinco filhos, sucessores que hoje, em diferentes áreas, honram as suas qualidades.

    É este em síntese o perfil do homem que a Câmara Municipal de Campina Grande, sem ressalvas, decidiu homenagear com a justa aposição do seu nome em batismo a um equipamento moderno e importante do Município.

    Aos meus pares no Legislativo, quando encaminhei a matéria para apreciação, disse ser Ismael merecedor da honraria e, aprovado o projeto de lei certeza eu tinha que as gerações futuras muito haveriam de ter orgulho do filho amado, cuja história encontra-se erigida nos anais da imprensa, do tribunal do júri popular e da cátedra.   

    Qualquer outro edil poderia ter tido a iniciativa da propositura, e sei que muitos assim desejaram, tantas foram as subscrições no documento autenticando parceria, mas na condição de irmão de Ismael eu não fugi à responsabilidade e na justificativa anexada ao projeto assim realcei a intenção: “E não proponho esta homenagem pelo fato, para mim de importante orgulho, de Ismael Marinho Falcão ter sido o meu irmão mais velho, cidadão que me encorajou a enveredar pelo caminho do jornalismo, em serviço público à comunidade. Mas principalmente pelo que ele representou em vida para esta querida cidade, onde destacou-se com exemplar prestação de serviços nas diferentes áreas onde foi chamado a colaborar para o engrandecimento de Campina Grande”.

    Calei sobre esse assunto até hoje, para não acender mais labaredas na história de um homem em quem acreditei e ajudei, mas que me decepcionou pelo que tem de máscara em seu íntimo e pelo que tem de covardia camuflada em seus gestos de faz-de-conta. Indaguei-o, e ele sempre tergiversou. E um dia, sem sequer lembrar da sólida amizade que unia o mano ao seu indefectível e bravo genitor, amarelou-se com uma desculpa tão vazia quanto mentirosa: “Papito me pediu para homenagear outra pessoa.”.

    É esse o Veneziano que só vim conhecer depois. Um TRAIDOR FÚNEBRE, como é exemplar relevo essa história.      

  • O dínamo André Agra

    01/08/2018

    Pedi a Marcos Alfredo essa bela e oportuna mensagem de exaltação feita por ele a um cara extremamente competente, humilde e discreto que, ajudando o prefeito Romero a governar a Rainha da Borborema nos últimos cinco anos ao voltar para as suas originais atividades de labor deixa uma Campina realmente muito melhor do que recebida, lá atrás, das desleixadas mãos da troupe que a gerenciava.

    É, com alegria, que preencho através do fino Português de MALFREDO o meu espaço de hoje neste portal, sugerindo a leitura do artigo na íntegra, logo abaixo.

    ANDRÉ, O DÍNAMO QUE DEIXA SAUDADES

    O engenheiro Andre Agra é um homem público diferenciado. Auditor do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), André se despediu nesta terça-feira 31 da Prefeitura de Campina Grande e deixa um vazio imenso na gestão. Era titular da Secretaria de Planejamento. Por seu próprio estilo e padrão de trabalho, com naturalidade criou na pasta e puxou para si a responsabilidade institucional de duas áreas a mais: Gestão e Transparência.

    Irrequieto, honesto, trabalhador e obcecado por informação, André Agra foi um dos motores pulsantes destes cinco anos da gestão de Romero Rodrigues. Era tão ativo que, se permitissem, ampliaria ainda mais suas atribuições dentro do governo. Só que com um detalhe: pela disposição irrefreável de servir, de contribuir, de somar. Naturalmente, às vezes, gerava algum tipo de mal-estar para desavisados, mas não demorava para se perceber que aquele dínamo às vezes procurava acelerar os processos, sempre preservando a legalidade e transparência dos atos, sempre com o fito de elevar o nível de excelência da administração municipal.

    André é assim. Tem um senso de urgência pra tudo. Não é à toa que a grande maioria das pessoas com quem trabalhou passou a ter uma nova perspectiva de serviço público e até mesmo novos conceitos sobre questões emblemáticas, como parcerias público-privadas, o papel da máquina administrativa no cotidiano da cidade e até mesmo uma visão mais ampliada sobre pontos ideológicos dentro de um governo com padrões conservadores em várias áreas.

    Obcecado pela transparência, André Agra adorava receber grupos com algum tipo de interesse econômico para discutir pautas sob o olhar vigilante de uma câmera instalada no próprio gabinete. É o grande mentor do Observatório de Campina Grande, uma ferramenta virtual que empodera o cidadão na fiscalização na própria Prefeitura. Entusiasta e ator principal também na concepção e criação do Planejamento Estratégico Campina Grande 2035, estimulando sempre parcerias e apoios institucionais para os projetos saírem do papel. Entra para a história do Complexo Aluízio Campos, projeto que tinha orgulho de acompanhar a evolução.

    Aliás, o sorteio inédito em nível de Brasil, para a seleção das pessoas que ocupariam as 4.100 unidades habitacionais do Aluízio Campos tem tudo a ver com André Agra. Com apoio político firme de Romero, conseguiu levar a efeito uma missão, com ferramentas tecnológicas exclusivas, atraindo a admiração e respeito do Ministério Público Federal (MPF), por impedir a influência política na escolha dos mutuários, com um padrão irretocável de transparência sem parâmetro até então no Brasil de democratização de oportunidades.

    Tenho o privilégio de, após conhece-lo no início da primeira gestão de Romero, privar de sua amizade, com a liberdade de discutir, questionar e até bater de frente em relação a muitas questões. Sempre o considerei um gênio indomável e, ao mesmo tempo, ingênuo na atividade política paroquial. Mas sempre tem muita personalidade para reconhecer suas limitações, reavaliar conceitos e tambem defender com unhas e dentes o que considera certo, digno e proveitoso.

    Desejo a André toda a sorte do mundo em seu retorno natural à sua casa, o TCE-PB. Nutro, como muitos outros amigos e admiradores, a esperança de que, como disse o prefeito Romero, sua despedida se limite a um "até logo".

    Com pessoas e profissionais como André, é possível se ter esperança num Brasil melhor, mais decente e digno. Eis um gigante no serviço público do povo, eis uma alma que não é pequena.

  • TIRO DO CEE-PB NA LEI DE PIMENTEL

    31/07/2018

    É realmente um PETARDO a nota ontem divulgada pelo Conselho Estadual de Educação (CEE-PB), através da qual saúda as manifestações do Conselho Municipal de Educação de Campina Grande e da Seccional de Campina Grande da Ordem dos Advogados do Brasil, registrando a sua extrema preocupação com a Lei 6.960, originada em projeto de lei de autoria do vereador Pimentel Filho, que proíbe ensino e discussões sobre ideologia de gênero nas escolas públicas municipais da cidade.

    A nota merece ser lida e analisada na íntegra - e pode ser acessada em outra área deste portal - mas eu pinço para os leitores da coluna apenas este trecho, extremamente sintomático: “...enquanto defensores da República, e dos deveres daqueles que servem ao público e a população paraibana, consideramos que as fundamentações (interpretações) a partir da religião cristã realizadas para tomada de decisão legislativa e executiva não coadunam com o espírito republicano, laico, da sociedade brasileira. Somos cônscios, enquanto educadores e cientistas, de que grande parte da nação brasileira e paraibana – e não é diferente neste egrégio Conselho Estadual de Educação – professa a fé cristã. Mas quando as interpretações bíblicas se constituem enquanto base e fundamentação para a ação e decisão política institucional, e deixa-se em segundo plano a Carta Magna e nosso Direito nacional, a estrutura Republicana vê-se ameaçada. O CEE-PB insta os poderes públicos da cidade de Campina Grande para que atentem aos princípios e direitos consagrados na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes de Bases da Educação, Lei n. 9.394”.

    NEM COUTO E NEM VENÉ

    Pré-candidato a deputado estadual pelo PPS, que integra a base política do governador Ricardo Coutinho e, por extensão, integra a aliança da chapa socialista encabeçada por Joao Azevedo, o empresário Arthur Bolinha informou ontem a jornalistas da sua rádio 101.1 FM que não dará voto ao Senado nas próximas eleições nem a Veneziano e nem a Luiz Couto. Disse que vai apenas se ater à sua campanha, adiantando que votará em Azevedo para governador e em Nonato Bandeira, presidente da sua legenda, para a Câmara Federal. “Não trabalharei, nem militarei politicamente para Veneziano e nem Luiz Couto”, assegurou sem maiores explicações.

    WALTITO FAVORITO AO SENADO

    O “injustiçado” ex-deputado federal Walter Brito Neto, único político alcançado pela guilhotina da infidelidade partidária, se declara FAVORITO na disputa pela única vaga deste ano ao Senado da República. Aliado de Zé Maranhão, Waltito jubilou-se hoje pelas redes sociais: “Claro que eu sou o favorito pro Senado, enquanto que a esquerda possui uns dez candidatos, talvez eu seja o único de ideias e projetos de Direita”.

    R$ 234 MILHÕES PARA O MDB

    O MDB de Zé Maranhão, em que pese a rejeição geral no País, continua sendo grande e, por isso vai abocanhar do Governo Federal nada mais nada menos do que R$ 234 milhões do Fundo Eleitoral, a ser rateado entre candidatos de todos os Estados. E permanece com o maior tempo de TV dentre todos os partidos – 11 dos 95 minutos, entre guia eleitoral e inserções publicitárias.

    O PASSADO CONDENA...

    Há que diga que Veneziano Vital do Rego vai repetir nas eleições de outubro a mesma prática do passado, quando aparecia e abraçava em Campina Grande o candidato Zé Maranhão, mas tão logo o velhinho subia no avião de volta à Capital mandava retirar cartazes e bandeiras, negando nos bastidores o apoio e ordenando a tropa seguir outros caminhos. Maranhão, todos sabemos, perdeu o pleito...

    Mas, o bom motivo de agora é dar quatro anos de Senado à genitora, caso Zé Maranhão, de quem ela é a primeira suplente, seja o vitorioso batendo João Azevedo, que por enquanto posa bonito nas fotos com ele. 

    O TEMIDO GALO...


    Uma informação histórica para os ferozes raposeiros que desde ontem infernizam a vida dos trezeanos, pós-derrota galista em Fortaleza diante do Ferroviário no jogo de ida da decisão da série D: em 2005 o Treze perdeu por 3 x O do Ultra em jogo de ida da Copa do Brasil, mas na volta, no Amigão, bateu o visitante por 5 x 0 e se garantiu no certame.

  • A GRANJA SANTANA

    06/06/2018

    O ‘mago” Nonato Guedes, ainda hoje a melhor pena do jornalismo político paraibano, produziu - e publicou no portal “Os Guedes” - o mais abalizado artigo sobre esse novo rame-rame envolvendo a Granja Santana, residência oficial do Governador do Estado.

    Daqui por diante tudo o mais que se disser sobre o tema, pelo menos para mim, não vale absolutamente nada. 

    Confira:

    GRANJA FOLCLORIZA E EMPOBRECE CAMPANHA AO GOVERNO DA PARAÍBA

    O bom senso decreta que é permitido debater quaisquer assuntos numa campanha eleitoral ao governo do Estado, desde que sejam, de fato, de interesse público e estejam embasados em alegações seguras ou pertinentes. Especialmente na atual conjuntura nacional, que atravessou uma greve de caminhoneiros com reflexos colaterais na vida da sociedade em geral, é salutar a discussão de problemas que afetem a população e mais salutar, ainda, o oferecimento de propostas novas, criativas e, por via de consequência, eficazes. O cidadão comum é penalizado na Segurança, na Saúde e na Educação e, naturalmente, quer testar o fosfato dos candidatos para a apresentação de propostas em paralelo com a argumentação que as fundamente.

    Um dos pré-candidatos ao governo, Lucélio Cartaxo, do PV, deu a partida para folclorizar o debate e empobrecer a campanha ao escolher como prioridade máxima o lero-lero sobre o destino da Granja Santana, residência oficial do governador, que o postulante quer converter em parque de diversões para a gurizada. O debate é suscitado a partir de denúncias sobre gastos excessivos na manutenção da Granja pelo seu inquilino atual, o governador Ricardo Coutinho. É um assunto requentado, que ganhou visibilidade na mídia nacional ao tempo em que Ricardo era casado com a jornalista Pâmela Bório e pipocaram informes sobre despesas descomunais, inclusive, com o enxoval de um bebê do casal, o que atraiu a atenção do Tribunal de Contas do Estado e deu mote para a eclosão de um bloco carnavalesco intitulado “Eu quero morar na Granja”.

    Abstraindo o inegável senso de humor dos promotores do bordão carnavalesco, a discussão sobre o destino da Granja é feita de forma enviesada. O problema não é a Granja, em si, mas a ostentação dos gastos que são feitos com o dinheiro do contribuinte. Um governante que preze o erário rechearia de transparência máxima a publicização de despesas com comida, enxoval e até bebida. Seria o meio para provar que não há excessos nem mordomias e que a conta do mês bate com as necessidades do governante de plantão e da “entourage” que o cerca. Como não é praxe essa transparência, é inescapável a insinuação sobre “farra” com o dinheiro público. Mas poderia ser simples e diferente, vale repetir, de tal sorte que o custo de morar na Granja seja compatível com o diagnóstico de pobreza e de carências da Paraíba, Estado que tem perdido posições no ranking regional do desenvolvimento econômico e social.

    A Granja Santana é um imóvel que foi adquirido pelo ex-governador João Agripino, eleito no final da década de 60, para suprir um problema incômodo: na época, os governadores da Paraíba residiam no Palácio da Redenção, no centro da cidade, onde a privacidade era zero e grande era a dificuldade de recepcionar presidentes da República e autoridades de outros escalões que aqui aportam. O governante não é obrigado a morar na Granja. Cássio Cunha Lima, por exemplo, que tinha “neuras” em relação à Granja, ocupava o imóvel situado em Miramar para despachos e reuniões com secretários. Cássio, porém, residia num condomínio na Capital, onde dava vazão a momentos de privacidade e lazer com a família. Ressalte-se, porém, que a despesa na contabilidade do governador continuava custeada pelo erário, ou seja, com dinheiro do contribuinte.

    Mentor, junto com o irmão gêmeo Luciano, prefeito reeleito da Capital, de um bloco carnavalesco intitulado “Picolé de Manga”, o pré-candidato a governador Lucélio Cartaxo tenta ridicularizar o governo de Ricardo com “os gastos da Granja” e se propõe a tornar o imóvel um imenso parque recreativo para deleite de crianças e adolescentes, a custo zero para estes. É a velha fórmula do circo em primeiro lugar, acima do pão. Que planeja fazer o pré-candidato Lucélio para que a Paraíba deslanche na rota do desenvolvimento? Isto ele não diz, ou porque não conhece os números da realidade do Estado ou porque talvez ache enfadonho partir para esse tipo de discurso. Já tivemos debate em campanha a prefeito da Capital em que a principal pergunta de um candidato ao seu competidor era sobre onde ficava o “ponto geodésico” de João Pessoa, um truque, naturalmente, para desmontar o adversário, que nem de ponto geodésico entendia. Quanto à Granja Santana, há boas histórias que por lá rolaram- uma delas sobre gansos da oposição que eram tratados a pão-de-ló pelo governador Tarcísio Burity. Mas isto é outro capítulo…

    Nonato Guedes

  • Caçando “marajás”

    05/06/2018

    Entusiasmado com a possibilidade de conquistar uma cadeira no Parlamento estadual o empresário Arthur (Bolinha) Almeida reedita, com anexos, a vitoriosa trajetória do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que décadas atrás elegeu-se Chefe da Nação empunhando a bandeira do corte de privilégios na vida pública.

    O apelo midiático de Collor foi tão forte que logo ele passou a ser identificado - e aplaudido - como o “Caçador de Marajás”, algo que aos olhos do assombrado eleitor se traduzia numa espécie de salvador da Pátria, o que de fato o País estava procurando no pós-Ditadura Militar.

    Ao discurso oportuno do alagoano, que focava a alta casta privilegiada do Poder Público e determinava-se a cortar o salário e penduricalhos dos contracheques, Bolinha acrescentou tudo o mais que deixa boquiaberto o eleitor pobre das periferias: os auxílios, inclusive a magistrados, os carros públicos de luxo à disposição de autoridades, as escancaradas verbas indenizatórias através das quais parlamentares comem, moram e viajam de graça, e a mais dilacerante delas: a que distribui contracheques gordos a aliados que sequer precisam dar-se ao trabalho de ofertar em troca um pouco do suor do rosto.

    Bolinha é homem sofrido; e vivido. Por ambas razões, tornou-se vitorioso e bem sucedido no meio empresarial, onde tem respeito e credibilidade para pedir voto e dizer porque o faz. Mas, não lhe basta alcançar esse público, daí estar construindo uma plataforma eleitoral que se coadune com os reclames e a revolta dos guetos. E essa “toga” de caçador de marajás (privilegiados de hoje) se amolda bem ao seu perfil e à sua própria história de vida e de trabalhador.

    Estar entre os eleitos é uma real possibilidade para Bolinha. É amigo do Rei (RC), tem carga financeira pessoal para suportar as naturais despesas da corrida, é filiado a um partido bem organizado, o PPS que a nível municipal preside em Campina Grande, e conta com “bagagem” de votos, adquirida nas duas últimas eleições municipais.

    Só se espera que, sendo eleito, não amolde-se às confrarias que enojam e desvirtuam o Parlamento. E não venha a fazer como Collor, que nunca caçou marajá algum e frustrou todo o País.

  • OLHOS DA VERDADE DE TIÃO

    01/05/2018

    Irreverente e ousado, o jornalista Tião Lucena tem uma qualidade nata que exercita no seu mister: expressar-se amparado na verdade, mesmo aquelas que incomodam graduadas autoridades estaduais, muitas delas hoje nutrindo ódio dilacerante por ele como disso dá farto exemplo o senador Cássio Cunha Lima, que o chamou meses atrás de “baba ovos” na inútil tentativa de diminui-lo no conceito profissional.

    Na condição de executivo da Secretaria de Estado da Comunicação Institucional (SECOM) Tião tem diminuído, mas não abandonado, os afazeres no ‘Blog do Tião’, obrigatório espaço na internet que se transformou em espécie de pauta para as redações dos demais veículos de mídia do Estado.

    Ainda assim, confirmando a voracidade de sempre, tem incomodado bastante.

    Hoje, ele postou em seu espaço virtual o relato de passeio de final de semana a Jacumã onde, atuando como motorista da esposa Cacilda e amigas dela, privado assim de tomar algum gole etílico para não infringir a Lei Seca - plenamente sóbrio, portanto - conseguiu avistar enquanto cidadão o que até aqui, como funcionário público e nesse caso especial aliado da prefeita da área,  Márcia Lucena, a quem vez por outra dirige loas, o que certamente desconhecia.

    “Fiquei o dia inteiro sem postar nada aqui no blog porque em Jacumã não existe internet”, informou Tião dando o diagnóstico mais preciso: “É uma porcaria a telefonia e a internet nem porcaria consegue ser”.

    O domingo de Tião foi “um dia fazendo companhia a uma dúzia de mulheres em Jacumã”, que ele explica como quem revela o desprazer de um sacrifício: “Com a responsabilidade de dirigir, não tomei nem uma lapada. Milagre da Lei Seca. E cheguei ao anoitecer virgem de qualquer extravagância”.

    A parte mais dura do comentário de Tião, e aonde chancela a sua inoxidável verdade jornalística que independe de eiras ou beiras, é um soco frontal na prefeita Márcia, que administra o Município do Conde, onde fica Jacumã, sob duras críticas da população exatamente porque deixa muito a desejar, não representando um desastre porque a mão amiga do governador Ricardo Coutinho, que a elegeu, tem feito a diferença e suavizado a hecatombe enganosa com a qual a cidade se defrontou sob condões da ex-secretária estadual da Educação.

    “A praia está bonita, mas a rua principal de Jacumã continua a mesma favela de sempre”, atestou assim de modo cru e direto o meu amigo “bonitão”.

    Tião ainda viu que “as ruas mais afastadas estão transformadas em crateras”, aliviou justificando ser “por causa das chuvas” e graças a Deus lá onde ele ficou com Dona Cacilda e as amigas dela “a coisa está menos ruim”.

    Ainda bem que Tião, com os novos afazeres no Estado, tirou seu foco de Jacumã, onde tinha bela vivenda ali prás bandas da bodega do nosso comum amigo Bigu, a quem relata ter  visitado numa sobrinha de tempo e por quem foi convidado a voltar ao distrito para com ele comer uma “legítima galinha de capoeira com feijão verde”.

    Tião viu pouco, inda bem. Não tivesse se desfeito do imóvel onde veraneava com a família, trocando-o por aconchegante refúgio em condomínio de ricos felizes em Bananeiras, certamente o abandonaria como muitos que eu conheço estão fazendo, perdidas as esperanças com o trabalho que a professora Márcia prometeu, mas ainda não teve equipe nem pulso para tocar.

  • BARROTE DIFÍCIL DE ROLAR...

    23/04/2018

    De inexpressivo e mofado “retrato na parede”, conforme indiretamente lhe pintou a oposição, o presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API) e candidato à reeleição, João Pinto, virou de uma hora para outra em pedra no meio do caminho dos que estão se aventurando em derrotá-lo.
    Nada de xexinho...

    Pinto agigantou-se e é já agora, faltando pouco mais de dois meses para a eleição, um rochedo difícil de ser esfacelado. Na linguagem da madeira, talvez um “pau de dar em doido”, que seria frase de ótimo emprego para a ocasião, mas de fato virou BARROTE gigante exatamente prá segurar intempéries como essas, gestadas nos esgotos de múmias que se atrevem a posar como seres de inovação.

    E o que traz de vantagem o nome de Pinto no confronto em que a sua atual vice, a acatada porém desconhecida Sandra Moura, foi escalada por Walter Santos e outros auto-proclamados luminares do jornalismo das tabajaras para desalojá-lo do histórico prédio da Visconde de Pelotas e dele sair como cachorro sarnento e sem dono?

    O que viria a contribuir com a API essa – ao que se diz – bem letrada professora da UFPB a não ser nessas ações que já grassam em redações da Capital provocando divisões entre o mar e a montanha, o litoral e os sertões, como se a Paraíba tivesse que regredir a tempos de outrora em que só a “elite” da mídia pessoense tinha a força do mando ditando regras exclusivistas em menosprezo aos que fazem jornalismo legítimo da ponte Sanhauá para adiante?

    Pode a mestra-vice de João Pinto ter escrito os melhores livros do universo, pode ser ela a mais dedicada das damas da academia, mas a contar pelo que se deduz esperar dos seus generais de campanha, “pau mandado” é pouco para qualificar o que dela se diria num improvável resultado positivo do pleito.

    De João Pinto, e da nova API por ele comandada, credite-se a interiorização das ações da entidade. O jornalista de Patos ou Cajazeiras, Itaporanga ou Conceição, Cuité ou Picuí, Guarabira ou Serraria, Boqueirão ou Cabaceiras, contam na mesma medida daquele que se batizou em Campina Grande ou em João Pessoa.
    E isso não é pouco!

    Ainda hoje lí rabiscos de Marcela Sitônio, a baixinha espevitada que antecedeu a Pinto na presidência da API e uma das patrocinadoras da candidatura de Sandra Moura, defendendo ela o legado do tempo em que por lá passou, de 2009 a 2015 – móveis projetados que comprou para mobiliar com toques femininos a sala onde dava expediente e o que definiu como a “imagem pública da entidade”.

    Na avaliação de Marcela, Sandra Moura “é o nome certo para reconduzir a API pelos caminhos da integridade, da autonomia e altivez”.

    E fim de papo.

    É Sandra e pronto, porque “diálogo” e forma de convencer, na linguagem espancadamente patriarcal de Marcela e desses outros que atiçam a divisão permanente da API, é regra para virar cláusula pétrea no Regimento da nossa velha associação.

    Como não sou adepto de ditaduras, sou dos primeiros a gritar que ela PERMANEÇA longe da API.
    E nem precisa, depois dessas mal traçadas.... Mas, como virou antecipada moda nesta eleição, vá lá:
    MEU VOTO É DE JOÃO PINTO!

  • MULHERES (paraibanas...)

    10/04/2018

    Maysa, Ana, Micheline, Eva, Fátima (Bezerra)...

    É assim, não necessariamente nessa ordem, que se pescam nomes para chapas eleitorais e sinecuras outras na fétida política partidária paraibana.

    E não é de hoje!

    Lúcia, Chica, Lígia, Virgínia, Fátima (Paulino), Cacilda, Ivonete, Maria (Barbosa), Gisélia...

    Mulheres de políticos na vanguarda - também irmãs, titias, vovós, cunhadas, filhas, primas, sobrinhas... - e em sua maioria sem currículo convincente a mostrar ganhando cargos em secretarias de Estado e de prefeituras, em câmaras municipais, diretorias de órgãos federais, na Assembleia Legislativa, em gabinetes de desembargadores, na Câmara Federal, em suplência do Senado...

    Sem falar no prestígio dado às amantes, algumas que eu conheço dispondo de melhores cargos e posições do que os ofertados às titulares.

    Uma, aqui mesmo em Campina, por pouco não alcançou medalha de ouro.

    Agora mesmo, e de novo, a briga política já não se limita à zoeira das oposições na difícil procura por um nome majoritário que venha figurar na cabeça de chapa para concorrer ao Governo. A inquietação adicional - de um lado e de outro - volta-se em torno da busca de uma saia caseira que venha posar de vice como solução perfeitamente acabada para os imbróglios da temporada.

    É o caso de se perguntar: e nessa Paraíba de tantas talentosas e valorosas “muié macho sim sinhô” só vale para ser vice governadora quem for da família de detentor de mandato?

    Cadê vocês, madames?

    ESCORREGADA

    Ainda patinando na condução do horário que lhe deram na CBN Campina Grande, onde com sua conhecida humildade busca dar o melhor, embora a invasão de ‘talentos’ da Capital a iniba e a deixe refém da pauta que vem de lá, Valéria Assunção continua cometendo gafes, algumas imperdoáveis para quem como ela já tem boa rodagem no meio e deveria pelo menos conhecer a fundo os personagens do nosso dia-a-dia.

    Hoje, por exemplo, ao acionar a surrada fórmula de dar a ‘dica’ para o comentarista de plantão entrar no tema pautado Valéria trocou Hervásio (Líder do Governo na Assembleia) por Gervásio (presidente da AL), em lamentável mico.

    “E aí, Suetoni, Gervásio fica, né?”, provocou Assunção em deixa para o comentarista político pessoense falar sobre a volta do deputado Hervásio Bezerra (que é suplente) para o posto em face de licença requerida pelo deputado Adriano Galdino.

    Me disseram que no studio da CBN João Pessoa, d’onde saem as ordens para a turma da Rainha da Borborema, da ancora Patrícia Rocha ao próprio Suetoni foi difícil segurar o riso.

    ERALDO CÉSAR

    Para quem apelidava Eraldo Cesar múmia da radiofonia campinense, o veterano animador do longinguo e saudoso Clube do Papai Noel da extinta rádio Borborema está mais vivo e fogoso que muito engomadinho parido em curso de comunicação que só sabe cuspir nos microfones.

    Por obra e maravilhosa graça da CBN local, que o ressuscitou para o meio, Eraldo César dá show na emissora às manhãs das terças feiras com sua coluna CALÇADÃO, que eu recomendo ouvir por ser de fato imperdível.

    História, humor inteligente e a irrepreensível sagacidade do magistral profissional dão ao espaço um padrão realmente global.

    Parabéns triplos – à direção da rádio e ao meu dileto amigo, em dose dobrada.

  • UM VIOLINISTA NO TELHADO

    20/03/2018

    Amparo-me em Emilio Franco Jr., na crítica a “Um violonista no telhado”, para acertar-me de que vale mais um sorriso doído do que uma lágrima indesejada.

    E aconselho aos amantes – ou não – do cinema a assistirem esse primor de fita que a TV Cultura reprisou na madrugada da última sexta feira e a mim serviu para suavizar os rasgos dilacerantes do operado ombro esquerdo que me fez insone, mas feliz por ver o filme até final, coisa rara no meu caso.

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    A fita é impecável do início ao fim. Brilhante, alegre e comovente. Uma lição de amor ao próximo e de aceitação das diferenças.

    É raro uma obra cinematográfica conseguir juntar sentimentos conflituosos com competência incontestável, abordar temas tristes sem jamais parecer tomar partido real e, acima de tudo, mostrar alegria e tristeza, beleza e pobreza mescladas, sem nunca perder de vista a essência de que vale mais um sorriso doído, do que uma lágrima indesejada.

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    Um filme que enxerga a beleza no nada, vê a esperança na decadência humana, mostra personagens com valores rígidos, mas que aprendem a revê-los, a contestar a tradição em nome da felicidade, a buscar a essência dos seres humanos e descobrir pessoas capazes de completar umas às outras em meio a um mundo constantemente colocado em conflitos, sejam armados, de ideias, ou de espírito, em prol de um bem maior: a harmonia dos iguais. Com uma simplicidade ímpar, com o toque perfeito de humor e com uma vibração contagiante, Um Violinista no Telhado passa mensagens sérias, contundentes, sem nunca perder a beleza de sua narrativa e de suas falas. A conclusão chega cedo: uma obra-prima.

    Os minutos iniciais já são impecáveis. A apresentação temática e da humilde comunidade judaica, com suas tradições e costumes, é construída de maneira brilhante. São 10 minutos em que o roteiro nos familiariza com os personagens que conheceremos, mostra o humor único de um pai de família humilde, expõe características culturais do povo retratado e contextualiza historicamente o espectador. Minutos incontestáveis. A primeira mensagem universal trazida pelo longa é a dos valores. Não só no que diz respeito à tradição cultural e da época, mas sim aos valores dos seres humanos, das pessoas que em meio a tanta pobreza conseguem transbordar felicidade. E são executadas, já na hora inicial deste filme de 180 minutos de duração, as belíssimas e inesquecíveis canções “Matchmaker”, na qual as três filhas mais velhas de Tevye (Topol) sonham com os homens de suas vidas, e “If I Were A Rich Man”, quando o próprio chefe da família devaneia em pensamentos de como seria sua vida caso fosse mais afortunado.

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    Aos poucos, toda a tradição familiar e da cultura judaica começam a sofrer pequenos ajustes com a chegada de novas formas de pensamentos e de novas pessoas ao vilarejo. O conservadorismo dos tradicionais é aos poucos revista pelas ideias dos direitos femininos, inclusive da educação das mulheres e da livre iniciativa para escolha do marido. Justamente, os confrontos entre Tevye e as opções de suas filhas geram alguns dos momentos mais sutilmente engraçados de Um Violinista no Telhado. E seguindo textualmente um pouco da ordem cronológica do filme, quando Tevye sela o casamento de sua primogênita, o diretor Norman Jewison brinda o público com a belíssima coreografia da cena do bar.

    Mas, nem tudo pode ser comemoração na vida de alguém tão humilde como Tevye. E os momentos felizes são logo interrompidos por notícias ou acontecimentos tristes. Ao mesmo tempo, são esses fatos que levam o homem a fazer seus desabafos particulares com Deus, momentos também abordados com um incrível senso de humor. “Eu sei que somos o povo escolhido, mas de vez em quando você não poderia escolher algum outro?”, murmura Tevye com os céus. E quando tudo parece estar perdido, seus olhos procuram o azul celeste da mesma maneira como sempre, porém sua boca não é capaz de pronunciar palavra alguma. Em uma cena em que todas as falas seriam desnecessárias, bastou o olhar de um homem decepcionado com suas próprias crenças para que tudo fosse dito.

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    E, aos poucos, Um Violinista no Telhado segue o curso natural da história de seu tempo: a Segunda Guerra Mundial e seus desdobramentos em solo russo. Porém, a ótica de Jewison sobre o tema diferencia seu filme de muitos outros sobre o sofrimento do povo judeu. Não é explorar os terríveis fatos que interessa ao diretor e ao roteirista Joseph Stein, que adaptou a trama do livro escrito por Sholom Aleichem, mas, sim, mostrar o cotidiano alegre de uma comunidade judaica que não tinha motivo para ver mais desgraça na vida. O filme é cuidadoso quanto a isso, e reserva-se ao direito de mostrar apenas o necessário para o perfeito entendimento dos fatos. O foco principal é o cotidiano da família comandada por Tevye, pois é ela que trará, de diversas formas, a mensagem de amor e aceitação contida no texto original.

    Topol presenteia a todos como uma atuação brilhante, convincente. É extremamente fácil e rápido para que o espectador se apaixone e se identifique com ele, por mais que o personagem não tenha nada a ver com que o assiste. Impossível não compartilhar de suas dores, angústias, dúvidas e de sua bondade. Um Violinista no Telhado recebeu merecidas oito indicações ao Oscar de 1972 (ano de Operação França e Laranja Mecânica). Saiu vitorioso em algumas categorias técnicas como fotografia e trilha sonora. Indubitavelmente, uma obra reconhecida à sua época, mas que o tempo tratou de consagrar.

  • MEU MANGUITO ROTADOR

    14/03/2018

    Descobri agora aos 65 anos - espero festejar domingo, 18 - que sou dono de um MANGUITO ROTADOR, parte do corpo sem a qual fica difícil abraçar amigos ou esmurrar inimigos.

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    Até dias atrás ele funcionava normalmente e, por isso, nem me dei conta da sua extraordinária e fundamental existência. E posso garantir: não dá para viver sem o manguito; ou com ele enferrujado, avariado...

    Como estou sofrendo dores insuportáveis depois que meu ANÔNIMO CRIMINOSO motivou a que eu machucasse impiedosamente esse pedacinho de corpo que vivia a salvo da minha esquelética curiosidade, amanhã no Antonio Targino o velho órgão ficará à disposição do bisturi e furadeira do Dr. Aristóteles Queiroz Neto, jovem especialista em cirurgia de ombro que por graça divina encontrei na Clínica de Ortopedia Campinense (CTO), lá no São José onde o amigo Luciano Guedes principiou os cuidados.

    Aristóteles me alivia sobre o procedimento: Não mais do que 40 minutos, dois buracos vazados por uma furadeira elétrica e a costura do “elástico” (tendão) rompido durante a queda que acabou por manter-me vivo, por centímetros, a salvo da ira do quase ASSASSINO aos pés do Shopping Luiza Motta. 

    Depois da alta hospitalar, 40 dias com o braço imobilizado e na sequência 90 dias de fisioterapia para que tudo venha ficar nos trinques e o braço esquerdo volte a fazer todos os movimentos de outrora, reabilitando-me a dar e receber abraços, esmurrar malfeitores... E o melhor: responder e dar adeuses.

    É a vida...

    Mas, nunca é demais o aviso: o braço direito tá de pé, firme e forte, e com ele dedilharei artigos para este espaço continuar alegrando ou - será o caso do meu ANÔNIMO CRIMINOSO ou de quem o pagou para a inacabada empreitada - incomodando.

    E viva meu MANGUITO ROTADOR!

  • CBN CAMPINA: GATO POR LEBRE

    07/03/2018

    De expectativa a frustração, assim pode ser definida a chegada na Rainha da Borborema do sinal da CBN - a rádio que toca notícia.

    Resultado de imagem para VALERIA ASSUNÇÃO CBN

    Lamentavelmente, não ganhamos a “CBN Campina Grande”, mas a sucursal em Campina Grande da “CBN João Pessoa”.

    Em palavras mais certas: nos deram gato por lebre!

    Até para se chegar à nova emissora via internet temos que acessar a página da CBN da Capital e, nela, clicar no link que remete para mais esse ‘trocinho’ que o Grupo São Braz ganhou e imagina estar administrando com sucesso.

    Do que seria a grade local implantou-se um arremedo, salvando-se o jovem dos esportes, Silas Batista, grata revelação que tem sido obrigado a engolir a “rede” e empurrar o solene Bruno Filho de goela abaixo no irreverente e descontraído desportista campinense.

    Um lástima!

    Para ‘preencher’ o período matinal das 09 hs. às 12 hs. a escolha de Valéria Assunção não poderia ter sido pior.

    Não por ela em si, enquanto vivida mulher de mídia que dá show na telinha da TV, mas pelo tudo que lhe falta para ser talk-show também no rádio.

    Valéria é bonita e enche os olhos do telespectador; e dela pode-se dizer que está de fato inserida no melhor do que se entende como “padrão Globo de qualidade’. Na TV, sem dúvidas, é nota 10. Mas, no rádio, ainda tem uma estrada longa a percorrer...

    E quando a enturmada turma (vale a redundância) de João Pessoa toma conta do espaço dado a Valéria, o insuportável chiado carioquês com nariz empinado de Patrícia Rocha vira insulto à capacidade laboral dos jornalistas daqui.

    E Campina, assim complacentemente, vê-se obrigada a ouvir os comentários políticos sempre óbvios de Suetoni Souto Maior, a ‘diversidade de Rubão’ (Rubens Nóbrega) no foco de continuamente desconstruir o trabalho de Ricardo Coutinho, e outros da turma que nem merecem citação.

    Fiquei surpreso com isso, mas era mesmo de esperar.

    A caduquice de Zé Carlos deu gás novo e liberdade aos seus meninos - Eduardo e Cacá - e os dois certamente abobalhados que ficaram quando puderam trocar o bafo podre das águas do Açude Velho pela desgalvanizada maresia do Oceano Atlântico, não estão nem aí para o que de melhor possa ser feito para esta Campina Grande que lhes deu régua e compasso, além de dólares; muitos dólares, aliás!

    Dessa dupla, e à época a contragosto do pai, perdemos para sempre o Jornal da Paraíba, que levado a João Pessoa para crescer diminuiu e fechou suas portas definitivamente.

    Considero chegada a hora de Campina, por suas vozes institucionais, chamar os dois ao feito, em nome do que Campina lhes deu e em nome do que Campina Grande deles tem por obrigação de receber.

    COISA DE GÊNIO (?)

    Edson Pereira, ou “Pedreira” como assim lhe chamam nos estúdios da 101.1 FM, anda tão empolgado com sua voz em Frequência Modulada que hoje avantajou-se mais ainda ao sugerir, para espanto do companheiro Morib, que a engenharia do Estado e das prefeituras de Campina Grande e de Queimadas arquitetem um projeto para a construção de uma nova estrada dando acesso a Queimadas.

    Justificou que a BR engarrafa rotineiramente e duplica-la seria muito mais oneroso e complicado.
    E eu fiquei a imaginar: vai rasgar por onde esse caminho? Em elevado, por sobre o atual?

    Quero detalhamento.

    ATUALIZANDO

    A convite de Gustavo Ribeiro estive sexta feira na 101.1 FM participando do ATUALIZANDO, sensacional fórmula de programa, sob direção de Cléber Oliveira, que tem agradado aos ouvintes da cidade. Lá, o convidado não é entrevistado; conduz o programa.

    Saí crédulo de que a radiofonia campinense ainda tem jeito.

    CLÁUSULA PÉTREA

    Imaginei até ontem ser Kennedy Sales CLÁUSULA PÉTREA no coração da família Rego. À noite, ao me beliscar, compreendi: certas pessoas não tem essa válvula no peito. Só isso.

  • A CARA DE VENÉ E O CAFÉ

    24/02/2018

    A presença do deputado federal Veneziano Vital do Rego ontem no café da manhã que o senador José Maranhão ofereceu a emedebistas em sua casa no Altiplano do Cabo Branco foi mais do que surpreendente; foi cínica!

    O deputado compareceu ao recinto portando um brilho fenomenal na cara, lustrada ela com o famoso óleo de peroba tão em uso por políticos do seu desavergonhado naipe, e de lá saiu chamuscado, desmentido e obrigado a despedir-se mostrando um enorme rabo camuflado entre as pernas.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Há anos Veneziano conspira contra Maranhão na direção da sigla; ele e o irmão que virou ministro vitalício da Corte de Contas federal.

    E há meses avisou que o MDB presidido pelo velho senador estava apodrecido e a ele não mais servia – de jeito nenhum!

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Aliás, sobre o senador, aquele mesmo que lhe deu sigla e estrutura no saudoso PMDB para se eleger prefeito de Campina Grande por duas vezes; o mesmo que botou sua esposa no gabinete do Senado com ótima remuneração para ajudar na sobrevivência doméstica e que mais à frente a ela presenteou uma secretaria de Estado, e mais à frente ainda deu-lhe aval na República para que fosse nomeada superintendente da Funasa na Paraíba, sinecura de orçamento milionário com o qual alicerçou bases para se apresentar disposta agora a ser deputada estadual, o ex-cabeludo dizia cobras e lagartos e o adjetivava de palavras impublicáveis até a véspera de ir queimar a língua no café São Braz do ararunense.

    E isso certamente esquecido de que, convocado à missão de fazer forte o PMDB (hoje MDB) na Serra da Borborema onde ganhou a presidência do diretório, sua nata incompetência fez exatamente o contrário, desvalorizando e destruindo o que restara da também destrambelhada gestão que fora confiada à sua genitora, também aquela ainda assim premiada pelo senador com a primeira suplência no Senado Federal.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    De Veneziano já se sabe que é aquele homem capaz de remanejar, sem rubor, qualquer tipo de discurso. De se desdizer sem apurar grau de vergonha no que diz. De botar luz, por conveniência pessoal, onde jurava só haver malversações e trevas.

    Ou melhor: de não ter palavra!

    Foi este currículo que o levou ao café de Maranhão, de onde saiu mais sem moral do que quando lá entrou. E isso dá para ver por qualquer ângulo, inclusive pelo que as fotos divulgadas do encontro revelam claramente: a imagem de um cão sem dono à procura de um canto de parede para encobrir a lustrada cara e o corpo servilmente debilitado.

    Maranhão pode ser de tudo chamado, menos de mal educado. E por este refinado estilo, mesmo dele tomando necessárias e prudentes distâncias como as fotos bem mostram isso, o senador - raposa velha na política - não somente botou Vené no canto da parede como dele arrancou juras de renovado amor.  

    O resultado do café está nos portais e blogs: todos os comensais, incluindo o deputado cara-de-pau, veem em Zé o novo salvador da Pátria paraibana e com ele irão às urnas para sagrá-lo pela quarta vez governador da Paraíba.

    Outra coisa, antes que eu me esqueça: não me perguntem sobre os R$ 1.500.000,00 que o MDB com a garantia de Maranhão informou que vai botar na mão de Veneziano e de cada um dos candidatos do partido à Câmara Federal este ano.

    E o mais é conversa prá boi dormir, viu João Azevedo?

  • JESSIER QUIRINO E EU

    22/02/2018

    Eu conhecia Jessier Quirino de “ouvir falar”...

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    Um colega meu na Justiça do Trabalho - Josué - morava em Itabaiana e tocava violão. E um dia me falou sobre um jovem arquiteto, que para ele era um gênio, por lá escondido com suas prosas e um talento que me garantiu serem algo divino.

    Por educação, ouvi os “exageros” de Josué; nem dei a mínima.

    Outro dia, fim de expediente, voltou ele a extasiar-se com os valores de Quirino e até recitou uns dos causos do ídolo. E me prometeu que traria um livro do cara para eu dar uma folheada.

    Josué me contou que Jessier era tudo aquilo que dele falava, mas nem parecia tamanha era a sua humildade e jeitos comuns. “É gente fina, gente da gente”, me garantiu convidando a que em um próximo final de semana eu fosse em Itabaiana para um dedinho de prosa com o “poeta”.

    Que eu não iria me arrepender!

    Nesse tempo eu assinava coluna diária no Correio da Paraíba e, tendo apreciado o livro de Jessier, decidi escrever minhas impressões sobre o pouco que dele li e publiquei notinha no espaço, àquela altura um dos melhores Ibopes do jornal pessoense.

    A coluna acho que saiu em edição do domingo. E já na segunda feira por volta do meio dia a telefonista do Fórum passou a linha para o meu ramal na Segunda Vara avisando que tinha um rapaz “meio avexado” querendo falar comigo e que já ligara três vezes.

    Eu chefiava o Setor de Audiências e passava a manhã inteira tomando depoimentos em audiências de instrução com o juiz e dificilmente tínhamos tempo para atender telefonemas, cujas ligações já eram despachadas a nosso pedido automaticamente pela telefonista.

    Fui almoçar e não retornei as ligações, como costumeiramente fazia assim que as audiências terminavam. Chegando em casa tinha um recado de Leonam Quirino, à época secretário geral da Câmara Municipal, pedindo que eu ligasse urgente para ele, o que o fiz imaginando que era sobre as cópias do Regimento Interno da Casa e da Lei Orgânica do Município, já que eu estrava prestes a assumir o honroso cargo de Vereador da cidade e delas precisava.

    Leonam, que é um gentleman na melhor acepção da palavra, não fez arrodeios: que ele e todos os familiares não tinham palavras para poder a mim expressar agradecimento em relação à nota sobre Jessier, seu irmão amado que somente naquele instante disso eu viria a saber.

    Me falou que o mano desde cedinho tentava falar comigo por telefone e me deu o número de Itabaiana pedindo que assim que pudesse eu matasse “o desejo” do irmão.

    Já era tarde da noite quando disquei para Jessier me identificando como um amigo campinense de Leonam. “Né o jornalista da Correio não?”, perguntou matreiro já sabendo com quem estava falando.

    E lá se foram quase cinquenta minutos de conversa... papo de amigos de infância, eu diria.

    Na outra semana recebi pelos Correios uma caixa vinda de Itabaiana: todos os livretos e livros, com respectivas dedicatórias, que até então Jessier havia editado. Um presente-jóia raríssima que guardo em lugar nobre nos arquivos do meu escritório.

    E no meio do pacote me mandou um acróstico que logo mandei emoldurar e aqui reproduzo para compartilhar com meus fiéis leitores, já se passando quase 18 longos anos.

    XX – XX

    Lembro hoje o notável amigo Jessier quando a CBN de Campina Grande entra no ar e ouso sugerir à direção da rádio que toca notícia que inclua na programação local a participação que Jessier faz às sextas feiras na CBN de João Pessoa, o que será um especial prêmio à cidade que ele tanto ama e onde moram os seus familiares mais próximos.

    Só isso.

    Nenhum texto alternativo automático disponível.

  • APELIDOS...

    15/12/2017

    No Nordeste, em especial, substituir nomes por apelidos é o que não falta. E a Paraíba, por isso mesmo, não foge à regra.

    De governador a gari, de arcebispo a coroinha, do “Zé ninguém” nas Cinco Bocas de Mandacaru ao “medalhão” no bairro do Mirante em Campina Grande, praticamente todo mundo tem um codinome para chamar de seu.

    “Biu do violão”, por exemplo, ninguém nem mais sabe o seu nome próprio...

    E tem - ou tivemos - “Zé Trouxinha”, “Fernando Cuequinha”, “Pinta Cega”, “Capão”, “Chico do Tomate”, “Pibite”, “Zé Lagoa”, “Lampião”, “Zé da Burra”.

    E vai por aí... Qualificativos para todos os gostos, tipos e níveis de pessoas.  

    Na Igreja Católica tivemos em Joao Pessoa “Dom Pelé”, como assim era chamado e conhecido por todos o querido Dom José Maria Pires.

    Aqui na Câmara de Campina Grande temos hoje “Galego do Leite” e “Nelson da Vidrobox”. Mas pelo honrado plenário da Casa já passaram “Pinta Cega”, “Souza da pipoca”, “Burra cega”, “Negão do café”, “Buchada”, “Tia Mila”...

    Alguns apelidos ganharam destaque e passaram a ser até mais importantes que o nome próprio recebido na pia batismal. Ou alguém, por acaso, a não ser os do círculo familiar, sabe informar o nome de alguns desses (des) qualificados?

    Muito difícil!

    É óbvio que alguns dos apelidados não gostam da alcunha e existem casos de brigas, desentendimentos; até crimes. Porque apelidos dados de modo pejorativo incomodam e podem deslustrar o cidadão, acabando em alguns casos com a idoneidade do camarada.

    Mas, no geral, apelidos ganham força e dão valor aos seus donos.

    Eu mesmo nunca vi o meu dileto amigo Antonio Hamilton Fechine Dantas virar a cara quando lhe tratam de “Burra Cega”, nem quando o homem de mídias Ezildo Galdino se chateou alguma vez quando a maioria dos seus conhecidos lhe identifica como “Abençoado”.

    O ilustre pesquisador político e professor nota 10 Zé Lucas é outro que incorporou de bom grado o epíteto e jamais alguém o viu brigar quando na rua lhe chamam por “Zé do Bode”.

    No mundo jornalístico, área riquíssima de apelidados, a coisa fede.

    E fede porque nos últimos dias vários dos profissionais militantes ou não nos microfones ou nas redações de TVs, sites ou jornais, passaram a ganhar apelidos que de uma ou de outa forma os diminuem, sendo caso exemplar do ponto de vista da maldade humana os que foram dados ao fotógrafo Cláudio Goes e ao multimídia Milton Figueiredo - “Homossexual da Terceira Idade” e “Morde Fronha”, respectivamente.

    No caso de Goes o APELIDO, nele botado por outro colega da mesma arte (a fotografia, ressalve-se), o fotógrafo e atual assessor de imprensa da vereadora Ivonete Ludgério, Jorge Barbosa, está mais para DIFAMAÇÃO.

    Eu mesmo, um sessentão, fui brindado pelo colega Tião Lucena, auto apelidado de BONITÃO, como “Maivado”. Logo eu, que continuo me achando um cara prá lá de BOM.

    Mas, fazer o que se não aceitar? Chego em João Pessoa e hoje ninguém mais me chama por Marcos Marinho. Sou MAIVADO, e cest’fini!

    Tentei catalogar todos os apelidos que flutuam no meu pedaço laboral, mas a tarefa é inglória e difícil, daí o apelo aos colegas para que me auxiliem.

    Seguem alguns:

    Marcos Marinho: MAIVADO

    Cláudio Goes: HOMOSSEXUAL DA TERCEIRA IDADE

    Milton Figueiredo: MORDE FRONHA

    Tião Lucena: BONITÃO ou LAMBE OVOS (presente de Cássio Cunha Lima)

    Wellington Farias: FODINHA

    Jesimiel Ferreira: RIPITA

    Morib Macedo: ENGOMADINHO

    William Tejo (falecido): PROFESSOR PÉ DE VALSA

    Albeni Galdino: PADRE

    Severina Nunes de Farias (Sevy Nunes, falecida): IVES

    Oscar Neto: CORONÉ GRILO

    Ezildo Galdino: ABENÇOADO

    Josué Cardoso: CASCÃO

    José Antonio da Costa: ZÉ GOTINHA

    Josusmá Barbosa: MANSO

    Ubiratan Cirne: MASSAGISTA

    Luiz Torres: ÍNDIO

    Almir Gabriel: GERIMUN

    Clóvis de Melo (falecido): CABOETA

    José Carlos Costa: GAROTÃO DO NORDESTE

    Joacir Oliveira (falecido): CABEÇÃO

    Francisco Jozenilton Veloso: SHAOLIN

    Atalmir Araújo Guimarães: MICA

    Aguardo cartas!!!!!!!

  • OUVIDOS AGRADECIDOS

    05/12/2017

    A chegada da 101.1 FM em Campina Grande acabou por nos mostrar que 2017 não foi de todo perdido.

    A emissora entra no ar com cara de coisa grande, atualizada com o avanço propiciado pelas inúmeras ferramentas da internet e suas redes sociais, e aí está o seu primeiro ponto positivo, a ser exaltado.

    Essa interação rádio-internet nos traz o molho perfeito para a massa e coloca a 101.1 FM bem na dianteira em relação às outras emissoras locais, em sua maioria ainda carentes de sentir o conforto e o prazer do ninho virtual.

    O empreendedorismo de Arthur Bolinha, provado a partir do sucesso das suas empresas, é garantia adicional de que não teremos uma rádio efêmera, mas algo sólido e com base suficiente para não desmoronar ao assobio das primeiras tempestades que fatalmente a alcançarão.

    Estive, por convite amigo, na festa da inauguração sexta feira passada e pude dar o meu abraço de apoio e estímulo não somente a Bolinha e sua dileta esposa Mariana, à sua querida mãe Maildes, aos seus colaboradores de linha de frente, mas principalmente ao time que está escalado para levar a 101.1 aos melhores pódios do dia-a-dia.

    E torço de verdade para que a 101.1 FM cresça, dê gás novo à sofrida radiofonia de Campina Grande, seja laboratório eficiente para retirá-la da nefasta mesmice a que se viu obrigada a suportar, e consiga afastar os maus agouros que povoam as nuvens carregadas do mercado, responsáveis pelo vil preço publicitário em face da prostituição que desabou no meio.

    Aposto todas as minhas fichas no projeto.

    E salve salve Morib Macedo, Edson Pereira, Léo Montanha, Gustavo Ribeiro, Bento Souto, Romildo Nascimento, Cleber Oliveira, Cláudio Killa, Milena Sousa, Rouvieri Ferreira, Polion Araújo... Todos, indistintamente!

    Meus ouvidos, penhoradamente, agradecem!

     SEM DEDO DO GOVERNO

    Wellington Farias sobre as especulações em relação à sua saída da Arapuan:

    “Luiz Torres, o governador ou alguém do Governo nada têm a ver com minha saída da Arapuan. Saí porque a empresa não cumpriu com o acordo salarial. Só!”

     QUESTÃO NUMERÁRIA

    A queixa grande de “Fodinha”, que ele mesmo fez questão de informar na hora da saída da Arapuan, se reporta a numerários. No Sistema Correio, juntando contratos na rádio e na TV, entrava na sua botija por mês R$ 7 mil.

     MEU PIRÃO PRIMEIRO

    Para aceitar o “canto da sereia” mostrado por Fabiano Gomes na hora de convencê-lo a trocar a mansitude de Roberto Cavalcanti pela açodada ligeireza de João Mamão no mínimo a oferta veio em dobro, levando cifras para o lugar da ‘menina-dos-olhos’ do velhinho de Areial. Mas aí, na hora de quebrar os ovos Fabiano Gomes exerceu com exemplar maestria a fórmula secular de que onde a farinha é pouca, meu pirão primeiro...

     MILTINHO EM DESPEDIDA

    Empresário amigo in-pectore de Milton Figueiredo - o homem do criticadíssimo Balanço Geral da Correio FM em Campina Grande - que até meses atrás lhe dava boa sustentação financeira me revelou em mesa do restaurante Mororó, sob testemunho do Chef Paulo Guerreiro, que o multimídia lhe confidenciou estar de malas prontas para desembarcar da emissora.

     ÚLTIMO TIRO

    O senador José Maranhão é candidato a governador de verdade, e não abre nem para um trem carregado de dinamite. “É minha última bala”, justificou a um nosso amigo comum que o visitou no último final de semana.

    TUDO QUE TEM

    Maranhão tem enfrentado as posições contrárias com bom humor, principalmente as de dentro de casa. Ao seu dileto sobrinho Mirabeau Maranhão, cardiologista que mora em Campina Grande e foi seu secretário de Interiorização no segundo Governo, “tio Zé” o deixou sem argumentos quando sugeriu que ele fosse cuidar da saúde e dos negócios.

    - “Eu dou tudo o que tenho (e não é pouco!) para não deixar a política”, calou o médico.  

     GUILHOTINA EM VENEZIANO

    É provável que o deputado federal Veneziano Vital do Rego já receba o Papai Noel este mês fora do PMDB. O processo de sua expulsão está bem adiantado e será ponto de honra da direção nacional fazer isso ainda este ano, em que pese a defesa que dele tem feito o senador José Maranhão.

    É tudo que o ex-cabeludo deseja, para sair como vítima da legenda que há anos só trabalha para desmoroná-la.

  • CONSELHO A RADIALISTAS

    24/11/2017

    Radialistas de Campina Grande - e até mesmo ‘cuspidores’ de microfone que representam a maioria hoje nas emissoras - precisam com urgência eliminar das suas entradas os BOM DIA, BOA TARDE ou BOA NOITE que usam desmedidamente.

    Vá lá que o uso aconteça uma vez, mas o danado é que se o “repórter” entrar no programa dez vezes, dez vezes ele dirá BOM DIA, BOA TARDE ou BOA NOITE.

    Somando os segundos dessa prática dá uma ou duas notícias perdidas a cada programa, por mau uso de tempo.

    Estou só ensinando, e ainda dizem que espinafro a categoria.

    VAI DAR NÃO!

    Não tenho intenção de botar gosto ruim na coisa, mas algo me diz com muita segurança que Romero Rodrigues não vai conseguir implementar para 2018 a mudança de local dos festejos principais d’O Maior São João do Mundo.

    Mesmo que tenha garantido isso de viva voz, com maquete virtual exibida e projetos na mão, e em out-doors que espalhou pela cidade. 

    Para gigantesco empreendimento tempo não dá mais, mesmo havendo grana terceirizada a perder de vista de cofres pernambucanos.

    DEGOLA NA STTP ?

    As mexidas na avenida Manoel Tavares, repudiadas por 100% da população campinense, podem resultar em mudanças na direção da STTP, que mandou fazer a coisa sem ouvir segmentos interessados e nem mesmo vereadores.

    Mas, como o filho de Félix gatinho é... Vai sobrar mesmo para a gerente Araci Brasil.

    É só anotar!

    COM A RAPOSA

    O prefeito de Campina repassou a chave do galinheiro para a sua raposa predileta, em se tratando de turismo municipal.

    Descontados alguns senões, o novo Chefe do setor tem competência e prestígio de sobra junto ao trade para fermentar o setor.

    Alvíssaras!

    JUÍZO DEMAIS

    Encantado com o sorriso (há quem diga que seja com o cofre) de Benjamin Maranhão o vereador licenciado Nelson Gomes (ex-Vidrobox) é a deserção mais certa hoje no PSDB de Campina Grande.

    “Tô doido não”, me disse com cara de deputado estadual quando lhe perguntei sobre permanência no alquebrado ninho tucano local.

    GARI NO CONGRESSO

    Martins, o da Glória que já foi da Cachoeira, comprou vassoura nova e com ela pretende varrer a rampa do Congresso Nacional na condição de deputado federal pela Paraíba.

    Disposto a imitar o saudoso Jânio Quadros, um épico usuário do utensílio, o gari só tem um receio – seu partido não lhe dar legenda.

    O que seria lamentável!

    SEM FARINHA

    Se depender da vontade pessoal de João Dantas o espetacular Sítio São João, cria que ele até este ano tomou conta como joia rara e à custa de prejuízos pessoais, não necessariamente os de ordem financeira, em 2018 não assará farinha.

    A expectativa do vibrante vereador é de que alguém da coordenação se sinta entusiasmado a substitui-lo nas tarefas hercúleas que o projeto exige e que a ele faltam agora forças físicas para tocar.

    A torcida geral, entretanto, é que isso seja apenas um ‘amuo‘ de João.

  • Dr. Virgilio, meu “tesoura press”

    24/10/2017

    Minha amizade com Dr. Virgílio Brasileiro envolve mais de 40 anos de história.


    Eu, ainda imberbe no jornalismo, e convocado para uma missão titânica de dirigir editorialmente o Jornal da Paraíba, do qual fui fundador ao lado de William Tejo, Ismael Marinho, Josusmá Viana, José Levino, Marcelo Marcos e outros amigos, ganhei do honrado médico lições de vida inesquecíveis.

    A ele fui apresentado por Tejinho (William Tejo) numa noite de sábado quase domingo onde a dificuldade para fechar a edição era a pior possível: não havia internet nem telex e telefone (celular era ficção científica) ainda sequer conhecia a Embratel... Para falar com alguém em João Pessoa, por exemplo, dependíamos de completar a ligação via telefonista da empresa concessionária do serviço.


    Madrugada de sábado para mim, editor, era terror puro. Do repórter catador de notícias ao operário na oficina derretendo chumbo nas linotipos a necessidade era uma só: tomar a primeira do fim de semana!  E eu que me virasse para ter o jornal impresso e prontinho a tempo de embarcar nos ônibus da Transparaíba para o Sertão e a Capital.

    Dependíamos sempre do último ônibus da Real que vinha de João Pessoa – saia às sete e chegava às nove em Campina. Nele vinha o malote da sucursal, com as matérias da Assembleia e do Governo e as fotografias que religiosamente entravam na primeira página.

    E em uma dessas ingratas noites o ônibus chegou, mas o malote nele não veio. E aí, como fechar a edição?

    Vali-me do médico, que o caso era gravíssimo.

    Tejinho eu já castigara ao máximo, mandando ele INVENTAR notícia política, algo de fato não muito difícil nem ontem e nem hoje. E, tadinho do professor Tejo, nessa noite fumou a mais dois “cubanos” para cumprir a pauta.

    Mas, onde entra Dr. Virgilio nesse imbróglio, ele que sequer era jornalista?

    Salvou-me, sim; e ao jornal!

    Naquele tempo O Globo e o Jornal do Brasil chegavam a Campina no último ônibus da Progresso, final da tarde, vindos do Recife. E Dr. Virgílio era assinante das duas publicações.

    Eu sempre o via com pacotes de jornais debaixo do braço: Diário de Pernambuco e Jornal do Comércio, O Globo, Jornal do Brasil e, eventualmente, O Estado de São Paulo. Não deu outra: chamei Tejo no cantinho da redação e determinei: pegue os jornais de Dr. Virgilio e diga a ele que preciso cortar algumas notícias.

    “Amanhã o senhor lê tudo isso no Jornal da Paraíba”, avisei-lhe arrancando gargalhadas.

    Foi ele, o Dr. Virgilio Brasileiro, o “tesoura-press” daquela ingrata, inesquecível e difícil noite, salva enfim pelo seu gosto de ler os jornais das metrópoles. E finda a tarefa, fomos – eu, ele e Tejo – tomar um vinho com carne assada em Bodocongó na Churrascaria do Gaúcho, ao som de um maravilhoso acordeon dos pampas.

    Daí prá frente, ficamos irmãos; ou pai e filho, talvez.

    E dele recebi não somente afetos de amigo, mas generosidade paterna: meus dois primeiros filhos - Bruno e Camila - tiveram os seus habilidosos cuidados médicos. E com ele aprendi que antibiótico só se prescreve como derradeira opção.

    Dr. Virgilio era ele mesmo: um tiquinho de gente agigantado em humanismo e solidariedade; caridade e devoção; amor ao próximo mais que a si mesmo. Nosso último abraço, ano passado, aconteceu no lançamento do livro em que Eneida Agra homenageou nosso querido Robério Maracajá, no Ches Voux.

    Me aguarda, aí, amigo, chego em breve! 

  • ARROGÂNCIA DO PSB

    25/09/2017

    Após ser reconduzido - encontro realizado neste final de semana - para o cargo de comandante do PSB na Paraíba, o suplente de deputado federal Edvaldo Rosas revelou em entrevista seu desejo de firmar aliança com o PMDB de José Maranhão, com vistas às eleições de 2018.

    O fato demonstra evidente fragilidade dos socialistas – pelo menos no momento – de levar a cabo e com êxito o projeto “solo” da legenda, tendo como “cabeça de chapa” o técnico João Azevedo. Tentando “blefar” como jogador de poquer o presidente do PSB comunica – sem ser indagado – sobre o futuro do seu chefe, governador Ricardo Coutinho: Permanecerá no cargo, e disponibilizará para o PMDB a vice, e uma das vagas para o Senado, destacando o nome de Raimundo Lira.

    A sensibilidade de Edvaldo Rosas - quando o assunto é política – tem o mesmo trato e “delicadeza” de quem conserta relógio de pulso usando luvas de boxe. Desprezou completamente a atual vice Lígia Feliciano, que pode ser candidata à reeleição ou ao Senado.

    Ao enfatizar Lira como um grande nome do PMDB, Rosas subestimou o decano da legenda José Maranhão, que não esconde sua aversão à ousadia oportunista de Lira. Derrotou-o para presidir a CCJ do Senado, elegendo como seu sucessor Edison Lobão, e na tentativa (movimento ensaiado no início deste ano) de levar a legenda para o PSB, arregimentando algumas lideranças com o propósito de causar rebelião na sigla e arrebatarem-na do velho cacique, recebeu um duro recado de Maranhão: “ele não representa o partido, esteve distante por vinte anos”.

    Enquanto Rosas e outros interlocutores do PSB despidos de humildade superestimam a importância, prestígio e popularidade do governador Ricardo Coutinho, o PSDB - outrora grande rival do PMDB – reconhece legítima e pertinente a postulação do senador José Maranhão, mesmo tendo em seus quadros um pré-candidato.

    A habilidade do ex-deputado federal Rui Carneiro na condução do partido que preside (PSDB), colocando sua sigla como um pilar a mais na construção da chapa de oposição, tem sido lã entre vidros. O jantar comemorativo ao aniversário do senador José Maranhão foi prova inconteste de equilíbrio e maturidade dos “tucanos”. Para surpresa dos governistas, até o presente, os laços têm se estreitados de forma suave para que não se transformem em nós não desatáveis.
    O intrigante em todo este processo tem sido o silêncio do PP. Perfila-se no plano nacional com o PSDB, PMDB e PSD, mas na Paraíba tem se posicionado à margem dos eventos. Líder do Governo na Câmara, deputado federal Aguinaldo Ribeiro ainda não foi visto nos encontros dos grupos que se unem para escolher o candidato da oposição, muito menos nas hostes governistas dos “socialistas”. Sua intenção – prognostico que já fizemos – é disputar o Senado da República. Está no aguardo do cavalo. Se passar selado...


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