O Vereador Perón Japiassú (PT), segundo colocado nas eleições para renovação do diretório municipal do partido em Campina Grande, confirmou hoje em entrevista na Correio FM ter recebido proposta do seu principal grupo adversário para retirar a candidatura, assim como aconteceu e se concretizou com o candidato Marconi Tenório.
Indagado pelo jornalista Morib Macedo sobre valores, considerando informações de bastidores de que a proposta girara em torno de R$ 200 mil, Perón não confirmou a oferta, mas disse que realmente recebeu diversas ligações do pessoal da chapa de Alexandre Almeida nessa direção.
"Na realidade eu fui contatado e me fizeram garantias, gerências, dizendo que eu receberia um apoio, me garantiriam um apoio para deputado", desconversou o vereador para afirmar em tom forte que "quem vem com uma proposta dessa não sabe o que é o PT", excluindo-se das conversações.
Perón reafirmou que não abre mão da candidatura "nem para um trem carregado de dinamite" e diz que se acontecer de Alexandre Almeida ganhar a eleição esta será considerada uma "zebra", já que conta com apoio declarado dos candidatos derrotados, Renato Gadelha e Raimundo Cajá.
Mais uma vez ele disse confiar na palavra do prefeito Veneziano Vital do Rego, de que está distante do processo eleitoral do PT, mas continuou a denunciar a utilização da chamada máquina pública pelo adversário, que é secretário de Planejamento do Município.
ISENÇÃO DE RODRIGO
Indagado sobre eventual apoio do deputado Rodrigo Soares, eleito presidente estadual da legenda, Perón disse acreditar que este ficará "eqüidistante" em razão de ter recebido apoio dele e de Alexandre no turno inicial. "Rodrigo vai ficar isento, de fora, porque eu acho que ele não vai querer assumir compromisso com nenhum de nós dois", especulou.
O PREÇO DE TENÓRIO
Ainda na emissora, mas fora do ar, o Vereador Perón Japiassu disse aos repórteres que a renúncia do candidato Marconi Tenório, até o sábado o mais feroz dos críticos de Alexandre Almeida, envolveu realmente dinheiro.
"Olha, Tenório se muito tinha era 30 votos, e se passou para o lado de Alexandre por cinco mil reais, por aí se vendo como foi caro o voto nesta eleição", garantiu Perón, adicionando a justificativa do renunciante: "ele mesmo me disse assim – Perón, eu sou pobre e precisava trocar o meu carrinho".