Bolsonaro confundiu "Queimadas-cidade" com "Queimadas-fogo" e forçou pouso de helicóptero na cidade das pedras para surpresa até mesmo da sua incrédula comitiva

07/10/2020

O Presidente Jair Bolsonaro acabou hoje visitando também a cidade de Queimadas, ex-Distrito de Campina Grande e rota do seu caminho até São José do Egito, aonde cumpriu agenda ao meio dia.

Tudo foi na base do improviso, até os carros que lhe serviram de apoio depois que o helicóptero que o conduzia pousou no campo de futebol que fica nas proximidades do Posto da Polícia Rodoviária Federal, na BR que liga Campina Grande a Caruaru.

A versão mais próxima da realidade sobre o inesperado pouso do Chefe da Nação na cidade das pedras, que é governada por um prefeito que não reza pela sua cartilha - Carlinhos de Tião - é de que cinco minutos antes de entrar no espaço aéreo do Município o piloto, em face do atraso da programação em Pernambuco que fatalmente impactaria a agenda de Bolsonaro no restante do dia em Brasília, tranquilizou a comitiva presidencial informando que em instantes estaria sobrevoando "QUEIMADAS" e imediatamente daria início ao procedimento de pouso no João Suassuna, aonde ficara estacionado o Boeing presidencial que levaria Bolsonaro de volta à Capital do País.

Bolsonaro teria então confundido QUEIMADAS Município com QUEIMADAS fogo na floresta e determinou que o piloto descesse aonde pudesse para ele ver a dimensão “dos estragos”, confirmando assim que a cabeça presidencial sofre a síndrome do fogaréu que ora devasta o Pantanal Matogrossense e boa parte da floresta amazônica e que tem lhe tirado o sono nos últimos dias quando aproveita para botar a culpa nos índios e caboclos das regiões.

Acionada por celulares, a equipe de logística de viagens da Presidência, que mantinha em seu poder todo o mapeamento das rotas, o que inclui áreas para eventuais pousos de emergência, optou pelo campo de futebol na beira da estrada e se valeu de viaturas da PRF baseadas em Queimadas e veículos locados e/ou de particulares para o “passeio” do Presidente pelas ruas queimadenses, quando o capitão avisado de que o único fogo existente em Queimadas nesta quinta feira era tão somente o do escaldante Sol da época no velho Cariri, para não perder tempo aproveitou-se de uma sorveteria e refrescou-se com delicioso pote de sorvete de coco e um copo d’água geladinho de trincar os dentes, enquanto ouvia a multidão chamar-lhe de mito e correr para tirar fotos ao seu lado.

A descida na terra de Marieta Marinho e Carlinhos de Tião esticou a programação presidencial em mais trinta minutos, forçando o resto da agenda de Bolsonaro entrar pela noite na Capital da República.

Fonte: Da Redação




Comentários realizados

  • 06/10/2020 às 22:04

    VALFREDO ITALO LUNA DE FARIAS

    Um detalhe... O avião presidencial não é um Boeing e sim um Airbus.

  • 03/10/2020 às 07:12

    Flauber Barreto

    Fiquei tentando entender se o texto tinha caráter jornalístico ou opinião individual. Sendo a segunda opção deveria ter sido assinado por uma pessoa, e não em nome da redação como um todo. É por essas e outras que os meios "tradicionais" de comunicação nesse país vêm perdendo força, restando, bajular velhos políticos demagogos para poder lucrar algum.

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