Caturité sepulta transmissões em AM no Dia de Finados e Assis Costa lembra nomes que marcaram época na emissora

08/11/2018
Assis Costa homenageou os grandes radialistas da Caturité
Assis Costa homenageou os grandes radialistas da Caturité

Após 67 anos e num dia emblemático - Dia de Finados -, sexta-feira (02), a Rádio Caturité de Campina Grande sepultou as suas transmissões em Amplitude Modulada (AM) e agora segue na Frequência Modulada (FM), na sintonia 104.1, onde espera manter a liderança, já atestada pelo Ibope, em vários horários.

No sábado (03), coube ao jornalista e ex-Vereador Assis Costa em um programa especial transmitido pela manhã relembrar alguns momentos de atuação na emissora, inclusive lembrando a atuação de vários radialistas que fizeram história na cidade.

Segundo Assis, em 1951 quando a Rádio Caturité foi inaugurada era considerada a ´caçulinha´ das rádios AM, e hoje, 40 anos depois da chegada da primeira rádio FM em Campina, a Caturité chega com grande força na Frequência Modulada, obedecendo todos os rigores técnicos e com toda independência e coerência profissional.

Assis relatou que em 1994, em um documentário que guarda em seu poder até hoje, Dom Manoel Pereira da Costa, ex-bispo de Campina Grande, responsável pela compra da emissora, relatou a dificuldade para adquirir a Rádio Caturité, além de outras rádios, frisando que era uma ousadia, inclusive para a Igreja Católica, que até então não tinha se dado conta da importância de contar com uma emissora para ajudar na evangelização.

O jornalista também destacou a atuação do advogado José Cursino de Siqueira na Rádio Caturité: “Foi uma das maiores autoridades em direito canônico que passaram por aqui, sem estar efetivamente dentro da Igreja como padre. Era uma figura respeitabilíssima e que encampou a Rádio Caturité como a sua vida. Ele foi um exemplo para todos nós e tive o privilégio de gozar da sua amizade pessoal”, pontuou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lúcia Duarte conduziu com maestria o processo de migração da rádio

Assis também ressaltou alguns programas importantes que marcaram a história da Rádio Caturité, como ‘O Flama’, com o radialista Deodato Borges; ‘Paraíba Panorâmica’, com Epitácio Soares, que depois conduziu ‘A Voz dos Municípios’; o programa humorístico “Seu Encrenquinha”, também de Deodato Borges.

“Não podemos jamais esquecer a participação do hoje juiz da Vara da Família, Teocrito Maciel Malheiros, que foi locutor desta emissora, com um programa de grande audiência nas tardes da Caturité; o grande Martinho Lutero, que faleceu muito jovem aos 52 anos, mas que foi uma das grandes revelações da Rádio Caturité o saudoso Joacir Rocha de Oliveira, o famoso ‘cabeção’, uma das figuras mais queridas do rádio de Campina Grande; Clovis de Melo de Azevedo, produtor e criador do programa ‘Dramas da Cidade’, que continua sendo um dos grandes programas dessa emissora. Lembrar de Clovis, é lembrar dos programas ‘Brasil de Norte a Sul’ e do ‘Forró da Tábua Lascada’, que eram apresentados nas tardes de sábado, e que faziam muito sucesso na zona rural; Antônio Cardoso, um dos grandes locutores dessa emissora; o nosso estimado e saudoso padre Otávio Santos, que tinha um programa nas noites de domingo, ‘Caminhos para o Desenvolvimento’, com o grande colaborador professor Inácio Jorge de Oliveira”, explanou.

Assis continuou:

“O Costa Sobrinho, grande figura do noticiário; Pinto Lopes, um dos mais famosos locutores que passaram por esta emissora; o saudoso Carlos Alberto, responsável pela chamada do programa ‘Bom-dia Irmãos’; Humberto de Campos falando de cinema, com ‘O Filme do Dia’, junto com o programa ‘Jogo Duro’, onde ele não só comentava o esporte, mas fazia crônicas dedicadas às pessoas; O próprio Severino Quirino com o ‘Relicário Musical’, um dos mais completos locutores que conheci; não podemos esquecer de Deise Silveira, que apresentava um programa infantil no domingo de grande audiência; Gilson Souto Maior com a ‘Hora do Angelus’, texto primoroso do nosso querido professor Siqueira; não podemos esquecer de Hugo Ramos, grande cronista e fundador do programa ‘Caturité dos Municípios’; Joselito Lucena, a voz de ouro do rádio, maior narrador esportivo do Nordeste; Leonel Medeiros com o seu ‘Cidade Alerta’, que conseguiu um mandato de deputado estadual pela grande penetração que tinha o seu programa; Geraldo Batista, a voz da locução comercial, o melhor produtor e diretor artístico que passou por Campina; Edvaldo Gouveia, que marcou época na radiofonia esportiva; Rômulo Azevedo, que também foi da produção pioneira do Jornal de Verdade; Flávio Barros, que começou aqui como locutor e terminou na BBC de Londres, apresentando grandes noticiários”, discorreu.

Por fim, Assis Costa - que apresenta todos os sábados na Caturité o programa ´Viva Gonzagão´ - relembrou sua passagem inicial pela emissora, há 35 anos, onde apresentou o programa criado pela UCES (União Campinense de Equipes Sociais) ‘Os bairros são notícia’, voltado para a comunidade dos bairros da cidade.

O padre Adeildo aproveitou para lembrar que o ex-deputado Rômulo Gouveia (que faleceu este ano) apresentou esse programa da UCES. E, anos depois, ajudou no processo de migração da Caturité para FM junto ao Ministério das Comunicações.

EQUIPE EUFÓRICA

Lúcia Duarte, diretora comercial da Rádio Caturité, foi uma das condutoras do processo de migração para a rádio ser FM.

Ela contou que no dia anterior à inauguração da migração, a equipe estava numa euforia para decidir quem desligaria a transmissão AM nos aparelhos. O desligamento ficou nas mãos do jornalista Arimatéa Souza, que, além disso, também foi responsável pela crônica de encerramento.

“É uma história muito bonita de serviço para a comunidade, de crescimento e evangelização da Rádio Caturité”, disse ela mencionando a equipe de engenheiros responsáveis pela migração técnica da rádio e agradecendo a todos que fazem parte da emissora pela contribuição.

Fonte: Da Redação com ‘Paraibaonline’




Comentários realizados

  • 06/11/2018 às 12:27

    JOSÉ LEVINO BARBOSA

    ...contribuindo com a História, registro minha pequena participação e do amigo Manoel Farias, criadores do programa Os Bairros são Notícias... ...fomos os primeiros dirigentes da recém criada UCES, que reuniu as Sociedades dos Amigos dos bairros de Campina...

  • 06/11/2018 às 12:26

    JOSÉ LEVINO BARBOSA

    ...contribuindo com a História, registro minha pequena participação e do amigo Manoel Farias, criadores do programa Os Bairros são Notícias... ...fomos os primeiros dirigentes da recém criada UCES, que reuniu as Sociedades dos Amigos dos bairros de Campina...

  • 06/11/2018 às 09:46

    Hélio Diniz

    Essa material é um fato histórico para nossa querida Campina, um rádio que ultrapassou limites financeiros, e ao chegar hoje, faz historia por manter seu mesmo publico.

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