HISTÓRIA - A profanação do cemitério velho de Campina Grande, onde os ossos dos fundadores da cidade foram transportados em barris e jogados em vala comum

05/11/2020
Cemitério velho, profanado e destruído sem dó nem piedade
Cemitério velho, profanado e destruído sem dó nem piedade

Uma das maiores dores na História de Campina Grande foi, sem dúvidas, a profanação do Cemitério Velho da cidade, onde hoje é o Largo das Boninas, por trás do Colégio Alfredo Dantas.

Dispondo de poderes discricionários, coube ao prefeito Lafaiete Cavalcanti, em 1º de abril de 1931, assinar o Decreto nº 04 que colocou em hasta pública o local, arrematado pela firma Oliveira Ferreira & Cia., depois denominada S. B. Cabral & Cia.

Onde era o cemitério a empresa arrematante construiu oficinas e garagens. Os ossos, transportados em barris, foram levados para o cemitério do Carmo e atirados em uma vala comum. “Não se a assinalou com um marco. Nada mais existe”, protestou o médico Elpídio de Almeida, em seu livro Histórias de Campina Grande.

Diz Elpídio que nem os ossos do vigário Calisto Corrêa Nóbrega, que durante vinte anos regeu a paróquia de Campina Grande, e que estavam guardados em jazigo próprio, foram respeitados e seguiram misturados com os outros. “Não apareceu quem os reclamasse para um depósito condigno”, lembra o historiador.

Lastimando o desaparecimento do cemitério velho, para cuja remodelação tanto concorrera, consolava-se Hortênsio Ribeiro, um ano depois: “Fosse vivo vigário Sales e Campina Grande não teria em 1931 assistido a execrável profanação à memória dos seus mortos com a demolição e apropriação indébita da área do Campo Santo que ele sonhava transformar em aprazível horto circundando um monumento aos antepassados da cidade”.


Cemitério Nossa Senhora do Carmo (Monte Santo) onde ossos dos fundadores de Campina foram jogados em valas comuns.

Igualmente revoltado, o médico e historiador Elpídio de Almeida registrou: “Enquanto na Palestina, a tumba de Raquel, a predileta de Jacó, ainda pode ser vista, em Campina Grande não há vestígio dos túmulos que guardavam os restos mortais dos fundadores da cidade”.

A HISTÓRIA

Até meados do século passado, em toda a Província da Paraíba os mortos eram enterrados nas igrejas. Não havia cemitérios. O primeiro que se construiu, pequeno, foi o da vila de Piancó, no começo de 1955, não por iniciativa do governo provincial, mas do missionário capuchinho Frei Serafim de Catânia, com recursos arrecadados da população local.

Antecipou-se a vila sertaneja à própria Capital e assim registrou na época Flávio Clementino da Silva Freire, que mais tarde viria se tornar o Barão de Mamanguape:  

- “A vila de Piancó nos precedeu na construção de uma obra tão útil. Possui ela hoje um cemitério de cem palmos de frente e duzentos de fundo, sem que os cofres públicos houvessem para ela concorrido com dinheiro algum. É mais um benefício que a Província deve ao missionário Frei Serafim, a cujos sábios conselhos e pias incitações cederam com gosto os habitantes do lugar, prestando-se às despesas que tal obra requeria”.

Conta Elpídio de Almeida que a situação era a mesma em outras províncias. No Ceará o primeiro cemitério foi construído em 1848, na Capital, pelo presidente Morais Sarmento, inovação que não agradou e por isso o chamaram de “ímpio”.  

Nem as epidemias, em surtos constantes, despertavam a atenção dos dirigentes provinciais para essa medida de necessidade pública. A febre amarela, desde 1850, desolava a Paraíba, causando grande número de óbitos. Em 1852, além da Capital, assolava em Campina Grande, Alagoa Nova e Pedras de Fogo. E os cadáveres continuavam a ser inumados nas igrejas e em campos improvisados afastados das povoações.

Na matriz de Campina Grande havia separação para as sepulturas, da grade para baixo ou da grade para cima, de acordo com as condições do finado. Na capela-mor só os ricos poderiam ser enterrados, mediante o pagamento da taxa estabelecida.  

Assim aconteceu com a esposa do capitalista coronel José Antonio Vila Seca, falecida em 1825. Declarou o inventariante, o filho José Antonio Vila Seca, na prestação de contas perante o juiz de órfãos: “deve o casal de seus falecidos Pai e Mãe à fábrica da Matriz desta vila, em que se sepultou sua falecida Mãe na Capela-Mor, a quantia de trinta mil reis”.

Em 1848 lá também foi sepultado o tenente-coronel Manuel Pereira de Araújo, cobrando o vigário Jerônimo José Pacheco de Albuquerque, para a fábrica da Matriz, importância já um pouco mais elevada: trinta e dois mil reis.

Ao pároco competia todas as despesas referentes ao ato fúnebre.  

Nos funerais do português Manuel Gonçalves de Freitas, em 1833, incluiu o vigário José Felipe da Cunha a conta do caixão (quatro mil reis), mil pregos dourados (dois mil reis), meia arroba de cera (dez mil e duzentos e quarenta reis) e dois oitavários de missa (oito mil reis).

Só depois do aparecimento da cólera-morbo, em sua primeira invasão no ano de 1856, responsável por 25.000 mortes, é que os presidentes da Paraíba, alarmados, começaram a cuidar do assunto.

O cemitério da Capital, iniciado em fins de 1855, foi rapidamente concluído em 1856, possuindo regulamento aprovado pela Assembleia Legislativa desde o início da construção. Nesse mesmo ano, ante os estragos da epidemia que se alastrava pelo interior, mandou o governo construir cemitérios em Souza, Pombal, Catolé, Patos, Alagoa Nova, Pilar, Bananeiras, Cabaceiras, Santa Rita e Areia. Para essa última localidade, ficou o presidente autorizado, pela lei nº 13, de novembro de 1855, a despender a quantia de quatro mil cruzeiros.

A vila de Campina Grande, onde a cólera matara 1547 pessoas, não foi contemplada. Entre os mortos figurou José Luiz Pereira da Costa, pai de Irineu Joffily. Em abril de 1857, ao passar a administração da província ao vice-presidente, declarou Antonio da Costa Pinto e Silva que estava terminado o cemitério de Mamanguape, “tendo com ele despendido os cofres públicos apenas a quantia de 800 mil reis”, correndo o restante das despesas por conta dos habitantes do lugar, que em atendimento aos pedidos de frei Serafim contribuíram com quase todo o material, “cujo valor excedeu de seis contos de reis”.

Concorreu ainda o diligente missionário para a construção dos cemitérios de Santa Rita, Lucena, Bahia da Traição e Cabedelo. Foi frei Serafim de Catânia, pelas suas providencias de prevenção e higiene urbana, o maior sanitarista da Paraíba no século passado. Procedente da Sicília, desembarcara no Recife em 11 de setembro de 1841. Ganhando o interior “deixou rastro tão forte n’alma coletiva do Sertão e Agreste que rara será a intervenção divina que não haja sido provocada por ele, diz Luiz da Câmara Cascudo no livro ‘História do Rio Grande do Norte’.

Em 1858, em sua primeira mensagem à Assembleia Legislativa, ao enumerar o presidente Beaurepaire Rohan as localidades providas de cemitérios públicos, alguns simples áreas cercadas, outros em aberto, “servindo de pasto aos animais”, como o de Alagoa Nova, não incluiu Campina Grande, o que levaria a concluir não possuir ela ainda o seu campo santo.

Mas em 1861, no relatório apresentado ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, na parte referente a Campina Grande, referindo-se aos serviços públicos existentes em 1858, enumerou Beaurepaire Rohan a matriz, o prédio que servia de cadeia e casa da Câmara, um  cemitério e dois açudes.

Diz Elpídio de Almeida que não resta dúvida, pois, que o cemitério velho de Campina Grande foi construído em 1857. Há um documento que comprova, garante o historiador. É a lei nº 09, de 12 de setembro daquele ano, em que a Assembleia Legislativa aprovou as posturas municipais propostas pela Câmara Municipal. Rezava o artigo 12: “É proibido nesta vila e suas povoações o enterramento nas igrejas, devendo ser em cemitérios, ou campo para esse fim destinado, que seja fora dos povoados, e em sepulturas bastantes fundas”.  

Quando feito nas igrejas, antes da vigência dessa lei, obedecia o sepultamento a preceitos  estabelecidos em resoluções oficiais. O código de posturas anterior, aprovado em 1851, sancionado pelo presidente Sá e Albuquerque, determinava em seu art. 34: “Os sacristãos das igrejas e capelas, onde se costumam sepultar cadáveres, serão obrigados a ter abertas as mesmas igrejas e capelas todos os dias, por espaço de quatro horas, ao menos, e a fazer cavar as sepulturas na profundidade de sete palmos, pelo menos. O infrator em uma e outra infração pagará a multa de dois mil reis”.

O cemitério velho ficava nas Boninas, na atual rua Félix Araújo (por trás do Colégio Alfredo Dantas) e foi construído para atender a uma população de dois mil habitantes, a da vila naquela época, que se pensava não aumentar. Era de tamanho reduzido, com cerca de trinta metros de frente por outros tantos de fundo. Não foi de admirar, pois, achar-se completamente cheio em 1899, sem lugar mais algum para a abertura de uma cova.

CEMITÉRIO LACRADO

Elpídio de Almeida conta que João Lourenço Porto encontrava-se à frente da Prefeitura Municipal de Campina Grande, em meados de 1899, quando lhe chega às mãos um ofício do vigário da Freguesia, monsenhor Sales, comunicando que o cemitério estava lacrado, não podendo receber nenhum morto, de qualquer idade. Lembrava ser urgente a designação de novo local para os sepultamentos, onde se construiriam depois as obras necessárias. E como o problema era grave saíram as duas autoridades, prefeito e vigário, a percorrer os arredores da cidade em busca de lugar conveniente, afastado, sem perigo para a população, contrário aos ventos, em ponto elevado.

Foi escolhido o sítio onde é hoje o Cemitério de Nossa Senhora do Carmo. Atendia aos postulados da higiene popular, mas não obteve aprovação unânime. Houve quem protestasse sob o fundamento de poder contaminar a água do Açude Novo, reservatório onde a população se abastecia.

Á míngua de tempo, não foi possível à administração municipal realizar as obras indispensáveis, muro de contorno, capela, cruzeiro... Mal pode limpar o terreno, aplainá-lo, cercá-lo de arame. Estava inaugurado.  

Procedeu depois João Lourenço Porto à construção do muro, mas apenas concluiu os alicerces. O levantamento das paredes foi obra de Cristiano Lauritzen. A esse tempo já havia o chefe do Governo Provisório decretado a secularização dos cemitérios (decreto nº 789, de 27 de setembro de 1890). Os outros melhoramentos da necrópole - capela, necrotério, ampliações, calçamento, arborização - devem-se a administrações posteriores.

Fechado o cemitério velho, abandonado, não tardou a entrar em ruína. Passou a ser invadido, profanado, maculado. O muro caiu em vários lances. Tal estado de coisas, tamanho desrespeito ao lugar sagrado que guardava os restos de gerações de campinenses, despertou a atenção de algumas pessoas, constantes na veneração à memória dos mortos. Colocou-se à frente do movimento, salvaguardando os sentimentos cristãos da população, o bacharel Hortênsio de Sousa Ribeiro, que conseguiu atrair à causa abençoada elementos em evidência na sociedade local.

Na velha necrópole jaziam os ossos de milhares de campinenses, de ricos e de pobres, de velhos e de de crianças, de senhores e de escravos. Muitos tinham ainda quem os pranteasse, quem os visitasse para invocaçõs e preces. Merecia o pequeno quadrilátero, que avivava tantas recordações, ser resguardado e protegido.

Não podendo prescindir do apoio do vigário Sales, cujo interesse pelo chão inviolável era conhecido, dirigiu-lhe Hortênsio Ribeiro a seguinte carta:   

- “Pela circular junta, que tomo a liberdade de dirigir a V.Excia. em nome da Comissão que a subscreve, e na qual se advoga a causa dos fundadores de Campina Grande, que são os seus mortos ilustres, infelizmente hoje esquecidos e no maior abandono por parte de naturezas pouco religiosas, por este escrito verá V.Excia. que estamos resolvidos a promover amanhã, domingo, uma reunião no Paço Municipal desta cidade, onde se discutirá o que nos cumpre fazer em bem dos nossos antepassados, cujo ascendente continuamos a sofrer, mau grado a morte.

Teríamos grande honra e satisfação se V.Excia., na qualidade de chefe do Poder Espiritual de Campina Grande, se dignasse presidir à aludida reunião, prestando destarte o seu valioso concurso apostólico a um tentame incontestavelmente elevado, moral e religiosamente.”

A circular a que se referia a carta estava assim redigida, conforme consta no livro de Elpídio de Almeida:

- “Cidadãos. Com a maior simpatia os abaixo assinados se atrevem a fazer um apelo à vossa veneração pelos mortos, a fim de que cesse a profanação do antigo cemitério de Campina Grande, onde os queridos ausentes, que são os nossos pais, as nossas esposas, os nossos filhos, os nossos irmãos e os nossos amigos, dormem o último sono.

É preciso que os bons cidadãos aqui domiciliados, numa ação conjunta com os poderes públicos - espiritual e municipal - subtraiam o campo santo ao sacrilégio das naturezas indiferentes, sem nenhuma educação cívica e religiosa.

Apresentemos o espetáculo dum povo que sabe honrar os seus antepassados, não esquecendo  jamais que o culto prestado à memória dos que morreram é o maior atestado de moralidade que em nosso favor, hoje e no futuro, se poderá averbar.

A cooperação que de vós é aqui solicitada poderá começar pelo vosso comparecimento domingo, 10 do corrente, às 2 horas da tarde, no Paço Municipal desta cidade, onde será assentado o que nos cumpre em prol daqueles a quem tudo devemos”.  

Assinaram o documento Ildefonso Aires, José Cavalcante e Hortênsio Ribeiro.

No dia marcado realizou-se a reunião, presidida pelo monsenhor Sales, cabendo a Hortênsio Ribeiro a explanação do assunto, a exaltação do sentido humano do empreendimento. Concluiu ele pedindo a cooperação de todos para a reconstrução e embelezamento do cemitério velho. Nomeou o presidente uma comissão para angariar donativos e encarregar-se da execução dos trabalhos e dela fizeram parte os drs. Hortênsio Ribeiro, Severino Gomes Procópio, Severino Pimentel, Ildefonso Aires e o comerciante José Faustino Cavalcante. Hortênsio foi aclamado presidente.

Antes da dispersão dos convidados, correu uma bolsa para coleta de auxílios. A maior contribuição foi a do monsenhor Sales: 100 cruzeiros. A bolsa rendeu 410 cruzeiros.

A comissão iniciou as suas atividades enviando à mulher campinense, mais sensível aos fins do cometimento, a seguinte carta, redigida pelo presidente:

- “Ilustre patrícia:

Boa como é, de certo nos vai auxiliar no modo altruísta de acorrer ao estado de abandono e de ruína em que se acha, a pesar nosso, o antigo cemitério desta cidade.

É uma tristeza recordarmos que a sagrada necrópole campinense guarda em seu seio tudo que de grande e de terno já floresceu em nossa terra: mães, esposas e filhas admiráveis.

Em comunhão com o piedoso vigário, assentamos levantar, mediante apelo direto às almas condoídas, a importância necessária a tamanho empreendimento:  

    1. transformar tudo aquilo num horto fechado e com árvores;
    2. erigir um monumento votivo, que diga a nossa saudade dos mortos;

Eis o grave motivo por que ousamos dirigir esta petição a seu espírito gentil.

Gratos pela atenção”.

Seguiram-se quermesses, leilões, festivais, angariações de recursos sob todas as formas, mas apesar dos esforços da comissão a contribuição dos particulares não se manifestava com  largueza e espontaneidade.  

Com o fim de estimular os fiéis o monsenhor Sales fazia em suas homilias dominicais comovidos apelos em benefício da restauração da necrópole abandonada.  

Em outubro foram iniciados os serviços, começando pela construção do muro, largo e alto, substituindo o velho em toda a extensão. Concluída essa tarefa, passou a comissão à feitura da segunda parte do plano restaurador, o monumento central para recolhimento, na base, dos restos que jaziam em cova rasa. Era o grande ossuário.

Referindo-se à obra, expressou-se com ênfase um jornal da época: “sobre esse carneiro imenso, se erigirá o monumento que está sendo projetado, cujo florão de remate, no entender do ilustre pároco, será a efígie do crucificado”.

Todos os detalhes foram cuidadosamente estudados. Na face principal do monumento, a  voltada para o portão, figuraria um dístico em latim, traduzindo a homenagem dos contemporâneos aos fundadores da cidade. Escreveu-a o presidente João Suassuna, a pedido de Hortênsio Ribeiro, numa de suas visitas a Campina Grande:

- “CAMPINENSES GENS URBIS CONDITORIBUS DICAT

Cumpriu o grupo de devotados campinenses a obra cristã que em boa hora foi empreendida. Mereceu aplausos da consciência pública. Noticiando o acontecimento, ao ser concluído, escreveu uma folha local, com entusiasmo, que aquela era “a maior obra estética, por isso que profundamente religiosa, que ainda se consumou em nossa terra”.

E assim registra em seu livro Elpidio de Almeida: “Estava assim condignamente preservada e defendida a morada dos que em Campina Grande se finaram na segunda metade do século passado (1800). Os vivos podiam ir visitar, sem vexames, os seus mortos. O ambiente era de quietação e evocações. Parecia ouvir-se permanentemente o poeta sussurar:

“Tudo é paz e sossego em chão de mortos;

Só folhas secas que desprende o vento

Quebram um pouco essa mudez solene”.

VIDA CURTA

Elpídio registra ter durado pouco essa felicidade dos mortos campinenses: “A paz e o sossego foram de repente desfeitos. O trabalho longo e persistente, em que muitos colaboraram, desapareceu num instante pela ação de poucos. A revolução de 1930 causou esse mal a Campina Grande. Destruiu o lugar sagrado em que repousavam milhares de seres humanos. Nada foi respeitado. Não ficou sinal da antiga necrópole”.

Fonte: da Redação (Marcos Marinho)




Comentários realizados

  • 03/11/2020 às 09:35

    Patrício Francisco

    Passado quase um século do ocorrido, a insensibilidade é a mesma, hoje, estamos vendo a flagrante desfiguração do acervo dos prédios em estilo Art Déco que existem em Campina Grande. É lamentável que, nenhuma medida prática esteja sendo adotada para preservar tão valioso patrimônio.

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