Jogo dúbio de Veneziano desta vez deu errado e Gilson Lira é demitido de diretoria na Embratur

20/02/2019

O campinense Gilson Lira foi demitido sexta feira e já não faz mais parte da diretoria da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), onde se mantinha há cinco anos.

A demissão aconteceu exatamente oito dias depois d‘APALAVRA ter revelado que a escolha do senador Veneziano Vital do Rego (PSB) para ser o Líder de um bloco com 13 senadores - ele incluído - para atuar de modo independente em oposição ao Governo Jair Bolsonaro geria acendido luz vermelha na Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR) e poderia motivar a queda do diretor Gilson Lira, ex-secretário na prefeitura de Campina Grande quando o paraibano a administrava.

Gilson Lira foi indicado pelo então senador Vital do Rego Filho em 03 de julho de 2014 para cargo comissionado na EMBRATUR, ganhou uma diretoria na autarquia e sobreviveu até aqui a todas as mudanças políticas, principalmente a que destituiu a presidente Dilma Rouseff.

O paraibano deverá ser aproveitado na equipe do senador Veneiano, conforme  já especulado na Capital da República.

Referendado o impeachment de Dilma a cabeça de Gilson por pouco não rolou com a assunção de Temer, e nem mesmo o posicionamento do seu tutor Veneziano, na época deputado federal crítico ao Governo que se instalara, conseguiu tirar o paraibano da empresa. Gilson passou a ser avalisado pelo senador Raimundo Lira, detentor de inegável prestígio junto ao Presidente da República, e por lá se manteve.

Dono de invejável poder de argumentação e de uma retórica admirável, Veneziano se declarou opositor a Bolsonaro, seguindo em parte a orientação não somente do seu partido, mas principalmente do ex-governador Ricardo Coutinho. Mas, não tem se furtado a conversar nos bastidores com expoentes do Governo, aos quais costuma dizer que fará “oposição responsável”, apto pois a votar em todas as propostas que o Governo enviar e ele entenda ser do interesse nacional.

Além de Gilson, que ocupa na EMBRATUR a função de diretor de Inteligência Competitiva e Promoção Turística, Veneziano ainda dispõe de outros cargos na estrutura Federal e obviamente não quer perde-los. Para isso, mantem a postura dúbia de opositor sem radicalismo e também não deixa nenhum interlocutor palaciano esquecer de que é irmão de um ministro do Tribunal de Contas da União - sem dúvidas uma espetacular moeda no mundo ainda fétido da barganha política nacional.

COMPETENCIA

Na função de dirigente da EMBRATUR, onde se portava com um perfil extremamente técnico, Gilson Lira na realidade foi uma grata surpresa e se destacava em todas as missões que comandou.

Já no Governo Bolsonaro mostrou prestígio junto e fez várias viagens internacionais com a presidente da EMBRATUR, Teté Bezerra, com ela cumprindo importantes agendas em Londres e Madrid divulgando o turismo  brasileiro.

Como A PALAVRA mostrou na matéria do último dia 07, competência para se manter no cargo não faltava ao paraibano, mas o trabalho agiletado (duplo) do seu padrinho Veneziano acabou lhe acarretando problemas e Bolsonaro provou que não é nenhum Temer.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gilson Lira teve relação direta com os últimos dois ex-presidentes da Embratur e com a atual, Teté Bezerra, e vinha participando do trabalho de transformação da instituição em uma Agência, cujo projeto se encontra em tramitação no Congresso Nacional e deve ser aprovado ainda nesse primeiro semestre.

Entre os eventos de grande porte que acompanhou nessa trajetória, se destacam as ações durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2014 e 2016, respectivamente, além da interlocução junto às companhias aéreas visando ampliação da conectividade aérea do Brasil com outros países. Também teve forte atuação nas negociações para a chegada do primeiro voo internacional direto e regular entre João Pessoa e Buenos Aires (Argentina).

Gilson esteve presente também no processo de ligação dos voos entre Paris e Fortaleza (CE) operados pela KLM/Air France, bem como da captação do primeiro low cost (voo de baixo custo) para o Brasil; voo de Londres para o Rio de Janeiro operado pela empresa da Noruega, Norwegian. Essa foi sua última missão internacional em que participou representando a Embratur, semana passada.

O paraibano foi contemplado com o “Prêmio Alta Gestão 2015”, considerado o ‘Oscar’ da alta gestão no Brasil. A premiação é destinada a personalidades do mundo corporativo, lideranças empresariais.

Além de Lira, também foi exonerado nesta sexta-feira o até então diretor de Marketing e Relações Públicas do Instituto, Walter Vasconcelos Junior. Já havia deixado a Embratur a diretora de Gestão Interna, Giovana Crema, na primeira semana de fevereiro.

Fonte: Da Redação




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