Mussulo no Conde demite empregados, fecha portas mas estaria ainda vendendo diárias e lesando turistas desavisados

30/10/2019

Empregado do Mussulo Resort Mantra, o all-inclusive do Conde, enviou consubstanciado documento à redação d’APALAVRA provando o desastre atual do cinco estrelas, que vive os seus momentos terminais, o que é uma lástima para o turismo paraibano como um todo.

“O Mussulo Resort está fechado sem energia, sem hospedar e teve suas operações encerradas há dois meses sem previsão de retorno, entretanto continuam vendendo diárias a novos hóspedes através da internet. Vendem, recebem e depois ligam para os hóspedes cancelando as hospedagens ou quando os hóspedes não aceitam o cancelamento tentam transferir a hospedagem para outros hotéis associados. Os funcionários que restaram estão sem receber há dois meses e não é a primeira vez que acontece. E os mais de 60 funcionários que foram demitidos ou desligaram-se por vontade própria entre março e setembro de 2019 acionaram a Justiça do Trabalho e a grande maioria também não recebeu as suas indenizações”, relata a pessoa, que por óbvias razões APALAVRA omite a sua identidade.

No dia 08 de maio deste ano A PALAVRA noticiou em manchete: “Mussulo desiste de fechar as portas no Conde e se associa a empresa líder mundial de intercâmbio de férias”.

Relatava que o primeiro e único resort com serviço ‘all inclusive’ na Paraíba dera uma enxugada no seu quadro de pessoal e estava havendo a especulação de que estaria com os dias contados para fechar as portas.

O lado ruim da notícia foi logo no parágrafo seguinte atenuado com a parte boa –  a de que no começo da semana uma notícia alvissareira viera aliviar o problema: “a RCI Brasil (Resort Condominiums International), empresa líder mundial em intercâmbio de férias que possui mais de 270 empreendimentos afiliados no Brasil, em destinos variados e diferentes estados, que atendem os mais diferentes perfis de turistas, anunciou que o hotel paraibano passa a integrar o seu portfólio de afiliados”.

No dia seguinte (09.05.19) a direção d"APALAVRA viu-se obrigada a repudiar nota em que o Mussulo classificou a notícia como "Fake News", avisando que acionada o seu setor jurídico para tomar “providencias legais” contra o jornal.

Lamentavelmente, cinco meses depois o que se vê é realmente desesperador.

O empregado denunciante vai além e faz um alerta para turistas e operadores.

- “Atenção João Pessoa, Nordeste e Brasil em geral. Não façam reservas nos hotéis Mussulo Resort ou Solar de Tambaú ou muito menos comprem diárias através do Mantra Vacation Club. Você será lesado. Se é fornecedor de alimentos e bebidas ou serviços e levou calote acione a Justiça enquanto há tempo. Se você é profissional tenha mais cuidado ainda com qualquer vaga de emprego oferecida diretamente ou divulgada na internet, pois  trata-se de um grande golpe”, esclarece.

O Mussulo Resort By Mantra é um luxusoso empreendimento com 101 bangalôs decorados sob a influência ecológica, e também étnica, das culturas paraibana e angolana, está localizado na região turística da Costa do Conde, a 20km de João Pessoa, e a afiliação à RCI colocaria o hotel no circuito do intercâmbio de férias tornando a região ainda mais atrativa e conhecida pelos sócios da RCI.

A líder de operações da RCI Brasil, Fabiana Leite, à época da primeira matéria d’APALAVRA, destacou ser a região Nordeste um destino-desejo dos viajantes. “Globalmente, temos mais de 3,9 milhões de sócios na RCI que procuram qualidade e diferenciação em suas hospedagens de férias. O Nordeste é um destino muito procurado, tanto por estrangeiros quanto por brasileiros, conquistar a afiliação do Mussulo Resort é muito válido e estratégico para o nosso portfólio”, ressaltou.

De fato, a região oferece pontos turísticos com belas paisagens naturais, como florestas virgens, arrecifes, praias e piscinas naturais. “Avaliamos cuidadosamente a viabilidade de propriedade compartilhada e selecionamos a RCI como nossa parceira neste novo projeto. Sabemos que a visão e o vasto conhecimento da companhia é o complemento perfeito para a nossa estratégia. Não temos dúvidas de que o nosso produto será muito bem recebido pelos consumidores brasileiros que estão procurando destinos diferentes e novas experiências de férias”, afirmou para o portal na ocasião Jairo de Oliveira, diretor de Operações do Mantra Group.

CALOTE GENERALIZADO


No e-mail enviado para APALAVRA, o empregado-denunciante revela que várias empresas já teriam levado calote do Mussulo, dentre elas destacou a Energisa, empresas de Vans e Transportes Cooperados, fornecedores de alimentos e bebidas e prestadores de serviços em geral. “A lista de calotes é longa”, sublinhou acentuando que o grupo é formado “por empresas caloteiras administradas por pessoas mal caráter e de honestidade duvidosa e questionável, e todas as marcas pertencem ao mesmo grupo societário, ambas já foram acusadas de lavagem de dinheiro e investigadas pela Polícia Federal através da operação Kwanza que teve início em 2016 e foi deflagrada em 31/05/2017, operação muito divulgada pela mídia Paraibana”.

Mostrando preocupação com o deplorável fato, o denunciante presta serviços aos lesados e repassa endereços e telefones onde quem estiver prejudicado pode recorrer em busca de reparos ou indenizações. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os endereços e contatos para cobranças seriam os seguintes:

01 - Mantra Group/Mussulo Resort/Mantra Vaction Club - Rua Francisco Claudino Pereira, 249 - Manaíra, João Pessoa-PB, CEP 58038-430 - Telefones: (83) 3022-6900/(83) 9 9991-2034 - Falar com Jairo Oliveira

02 - JCP Construções e Incorporações - Edifício Atlântico Tambaú - Av. Antônio Lira, 748 - loja 11 - Tambaú, João Pessoa-PB, CEP 58039-050 - Telefone: (83) 3578-8273 - Falar com João Carlos Pina.

Assim como registrou ao repudiar as investidas do Mussulo contra a matéria publicada em maio, A PALAVRA reitera que faz jornalismo sério e investigativo há quatro décadas, nunca enveredou por caminhos obscuros ou ilegais e, por isso mesmo, se perfila dentre os mais acreditados veículos da imprensa regional.

As informações lá postadas o Mussulo não conseguiu desmentir: que deu uma enxugada no seu quadro de pessoal; que houve especulação (maciçamente veiculada em grupos de Whatsapp no Conde) de que fecharia suas portas; e que uma notícia alvissareira surgiu para aliviar o problema – ter-se filiado ao Resort Condominiums International (RCI), empresa líder em intercâmbio de férias.

Ontem, como hoje, A PALAVRA não se queda a ameaças e jamais se amordaçará.

No caso específico, ao contrário, se alegrou ao saber que um empreendimento da envergadura do Mussulo continuaria emprestando ao Município do Conde e ao turismo do Estado da Paraíba sua grandiosa colaboração. E manteve seus espaços abertos para continuar divulgando, graciosamente como sempre fez desde a inauguração do resort, seus programas e realizações.

Seguem abaixo, com diferentes datas, reclamações de turistas feitas em portais específicos:



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Da Redação




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