Para evitar demissões em Campina Grande Romero corta outra vez seu salário, do vice e dos secretários

20/11/2017

Para evitar demissão de servidores e corte no orçamento de obras públicas o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, acaba de editar via decreto-lei assinado no final da tarde de terça-feira (14) um pacote anti-crise similar ao que empreendeu em 2015, ainda na sua primeira gestão, quando cortou 40% do próprio salário. 

O pacote se justifica em face da queda vertiginosa das receitas municipais, notadamente o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que este mês segundo o secretário de Finanças, Joab Pacheco, foi reduzido pela metade em relação ao mesmo período do ano passado.

“Mais uma vez, optamos por cortar na própria carne e deixar claro que, diante dos cenários adversos, não nos furtaremos de tomar as medidas necessárias para atravessarmos uma crise que tem impactado diretamente as receitas municipais”, justificou Romero, ao anunciar cortes nas despesas a partir do próprio salário, no do vice-prefeito Enivaldo Ribeiro e da equipe de auxiliares.

De acordo com o decreto, que terá vigência de 180 dias, a partir deste mês de novembro o salário do prefeito sofrerá uma redução de 20%; o do vice-prefeito terá uma redução de 10%; e de quem percebe gratificação, a partir de R$ 2 mil, também 10%, no âmbito das administrações direta e indireta da Prefeitura.

O pacote estabelece ainda um maior controle nos gastos de custeio da máquina, a exemplo de diárias, horas extras, telefone, água, energia e outros.

Com a queda da receita nos últimos meses, Romero Rodrigues decidiu lançar mão do decreto para justamente evitar o que, para ele, seria uma tragédia social: demissões em massa no âmbito da Prefeitura.

“Já passamos por momentos de dificuldades antes e só conseguimos atravessar o ´deserto´, sem sacrificar os empregos das pessoas, graças à solidariedade de cada um, do prefeito e integrantes diretos da equipe de auxiliares”, disse ele.

PRECEDENTE EM 2015

Em 2015 o prefeito campinense lançou um pacote similar, quando a crise econômico-financeira já começava a ganhar contornos mais dramáticos. Na época, Romero Rodrigues reduziu em 40% o seu salário e o do então vice-prefeito Ronaldo Cunha Lima Filho. Mais uma vez, os principais aspectos ou consequências da crise econômica nacional, como a queda de receitas, perda de capacidade de consumo da população com a diminuição da massa salarial e outros efeitos impuseram iniciativas amargas.

Conforme revelou o prefeito, as obras em execução no município não serão afetadas, pois a meta é enfrentar a crise sem penalizar com perda de qualidade os serviços prestados à comunidade. Por isso, os cortes não atingem as subvenções sociais e os serviços essenciais mantidos pela administração.

Fonte: Da Redação




Comentários realizados

  • 17/11/2017 às 19:48

    joaquim rodrigues

    sr. prefeito para economizar basta o sr. demitir os func. fantasmas.

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