Prédio da antiga Casa de Saúde que a Vara da Fazenda impediu Veneziano de comprar por valor milionário em Campina acaba de ser locado por João Azevedo

16/04/2020

O semi abandonado hospital da família Caetano em Campina Grande, a Casa de Saúde Dr. Francisco Brasileiro, na rua Siqueira Campos e que há anos foi sede da Secretaria municipal da Saúde e atendia pacientes em algumas alas do prédio, acaba de ser locado pelo Governo do Estado para atendimento a vítimas do novo Coronavírus.

O anúncio dessa operação foi feito hoje pelo governador João Azevêdo durante o programa semanal ‘Fala, Governador”, transmitido por cadeia estadual de emissoras de rádio, mas os detalhes da negociação não foram divulgados, especulando-se tenha havido intermediação do senador Veneziano Vital do Rego (ainda PSB), amigo dos proprietários.

O local ganhará uma nova denominação - Hospital de Clínicas do Estado da Paraíba - e segundo o governador atenderá inicialmente pacientes com a Covid-19, o que é praticamente improvável que aconteça em face do precário estado das instalações e dos sucateados equipamentos ainda existentes.

Noticiou-se dias atrás que a HAP Vida estaria reformando o local para adquiri-lo, mas a negociação como se percebe agora não prosperou. Ainda assim, há informações de que foi feita uma “meia sola” no ambiente.

O novo Hospital de Clínicas do Estado da Paraíba irá oferecer 10 leitos de UTI e 110 leitos de enfermaria. “Assinamos o contrato hoje e estamos autorizando a licitação para a recuperação daquela grande estrutura. Eu espero que brevemente, após passarmos por esse momento, possamos transformar essa unidade de Saúde em uma maternidade para a região de Campina Grande, que é carente desse atendimento”, informou o governador.

O HOSPITAL

O prédio onde funcionou a Casa de Saúde Dr. Francisco Brasileiro, que pertence aos herdeiros do médico João Caetano, foi locado pelo Governo municipal ainda na gestão Cássio Cunha Lima, através de dois contratos específicos - um pagava a parte imobiliária e o outro os equipamentos hospitalares.

No Governo Veneziano uma estranha e milionária operação chegou a ser concluída entre o Município e o empresário Gesner Caetano, herdeiro responsável pelos negócios do espólio do pai, para que a prefeitura comprasse instalações e equipamentos, pondo fim à sangria mensal de recursos que os locatários auferiam.

O contrato chegou a ser assinado pelo prefeito Veneziano Vital do Rego e Gesner Caetano, sob assessoria jurídica do escritório de advocacia Leidson Farias, pela parte vendedora, mas que seria remunerado na operação pelo erário público e não pela família Caetano.

Os valores da operação, que seriam pagos em 12 parcelas, sairiam do Fundo Municipal de Saúde, conforme cláusula contratual a que APALAVRA à época teve acesso.

Levado para homolação da Vara da Fazenda Pública, o contrato acabou sendo vetado e até hoje o prédio ficou sem serventia e praticamente abandonado.

Fonte: Da Redação




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