Raposa sofre três gols pela 1ª vez no ano e defesa compromete na derrota para o CRB

04/05/2018
Campinense joga mal e vê o CRB tirar a sua vantagem feita no jogo de ida (Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas)
Campinense joga mal e vê o CRB tirar a sua vantagem feita no jogo de ida (Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas)

O Campinense deu adeus ao sonho de disputar a Copa do Nordeste 2019 nesta terça-feira, quando perdeu para o CRB por 3 a 1 e viu esvair no Rei Pelé, em Maceió, sua pequena vantagem construída no jogo de ida em Campina Grande, quando venceu por 1 a 0 o adversário. Principal ponto forte da Raposa ao longo da temporada, o sistema defensivo rubro-negro não funcionou em Maceió e comprometeu em um dos jogos mais importantes do ano, até aqui. Com a derrota, o Campinense, além de ficar de fora do torneio regional do de 2019, vai deixar de embolsar R$ 510 mil da cota da competição.

Pressionado pela campanha pífia que faz na Série B do Campeonato Brasileiro, o CRB foi para o jogo querendo impor seu ritmo. O treinador do Campinense, Ruy Scaprino, no entanto, como bem disse em entrevista antes do jogo, queria que sua equipe só trabalhasse com a vantagem, caso ainda tivesse ela, nos últimos minutos da partida. Por isso, colocou em campo uma equipe ofensiva, com poucos jogadores no setor de meio e com dois atacantes abertos - Tarcísio e Danilo Bala - para jogar em velocidade pelas alas.

A coragem, até oportuna, já que a vantagem raposeira não era das maiores, no entanto, não surtiu muito efeito. No primeiro tempo, o Campinense teve muito espaço para criar seu jogo e construir oportunidades, já que o Galo da Pajuçara precisava reverter a vantagem e jogou aberto. Porém o clube de Campina Grande não conseguiu aproveitar este cenário. E acabou sendo dominado por um CRB que, como vem acontecendo nos últimos jogos, acabou errando muitos passes. Mas que também criou as chances mais perigosas da primeira etapa. O gol acabou vindo de bola parada, após um cruzamento de escanteio de Edson Ratinho, que foi “finalizado” pelo atacante da Raposa, Denilson, que, aliás, fez uma partida bem fraca.
Mesmo sem fazer grande partida, o time ragatiano seguia melhor. Ruy Scarpino orientou para que Danilo Bala e Tarcísio trocassem mais de lado para tentar confundir a defesa adversária. A questão, no entanto, é que isso não adiantava muito, já que Marcinho e Alex Murici, na partida desta terça-feira, não conseguiram se aproximar tanto dos atacantes para que o jogo ofensivo acontecesse com mais fluidez.

Com a tentativa de uma configuração ofensiva, mas que não funcionou na prática, o Campinense cedeu muito espaço para o CRB, que criou as melhores chances da primeira etapa. Mesmo buscando uma marcação mais em cima, tal movimentação não surtiu efeito. O CRB do seu campo defensivo com certa tranquilidade, quebrando facilmente a primeira linha de marcação e sobrecarregando Felipe Macena e Jorginho. A solidez defensiva, marca desse time raposeiro, pouco foi vista no duelo. E o miolo de zaga - Willian Goiano e Rafael Jensen - também não estavam na melhor das noites.

No segundo tempo a coisa não mudou muito. E a falta de eficiência na defesa foi sendo logo identificada no primeiro minuto. Após um erro do meia Marcinho, que entrega a bola para o adversário, o CRB percebe que tem muito campo para evoluir e arma seu contra-ataque. A bola chega a Tinga, que finaliza mal, o que dá tempo para toda defesa se ajeitar. Mesmo assim, caído, ele toca para Neto Baiano, que em dois toques e nenhuma oposição da Raposa consegue finalizar bem, sem chance para o goleiro Jeferson.

Aos 15 minutos, o gol do Campinense é um alento. Sai de um erro bizarro do zagueiro Flávio Boaventura e o goleiro João Carlos. Tarcísio finaliza mal e quase perde a chance do gol. Depois, inteligentemente, rola para Marcinho, que vinha chegando e chuta para o fundo das redes. Apesar do gol, que levaria a disputa da vaga no Nordestão do ano que vem para os pênaltis, o Campinense não fez daquilo o início de uma superioridade. Nenhum conceito de jogo da Raposa deu certo.

E nem tardou tanto para a jogada que sacramentaria o placar acontecesse. Novamente em um aspecto de jogo que a Raposa vem sendo competente em 2018, a equipe levou o golpe fatal. Aos 29 minutos, Diogo Matheus bate o escanteio, Edson Borges finaliza de cabeça e dá números finais ao confronto.

Ataque com sua parcela de responsabilidade

O Galo da Pajuçara foi mesmo o melhor time no Rei Pelé. A sensação, no entanto, é que pela segunda vez na temporada, o Campinense perdeu a chance de criar uma vantagem melhor no primeiro jogo. Na final do Campeonato Paraibano deste ano, a Raposa dominou o Botafogo-PB no Amigão. Jogou bem, foi superior ao rival e criou diversas chances. No fim, apenas 1 a 0. No jogo de volta, o Belo fez a sua parte, fez uma boa atuação, dominou o Rubro-Negro e ganhou por 2 a 0, se sagrando campeão estadual.

Contra o CRB, em Campina Grande, o filme foi repetido. Raposa melhor, largamente superior ao Galo da Pajuçara e com um volume de jogo sólido que construiu várias chances de sair do jogo com um grande resultado. Fim da partida e o placar anotava apenas 1 a 0. Em Alagoas, a história foi parecida com a exibida em João Pessoa. Um final infeliz para o Campinense de novo.

Fonte: Globoesporte




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