CAGEPA coloca Campina Grande na décima sexta posição dentre os melhores serviços de saneamento do Brasil

13/03/2020

Literalmente, uma ducha de água fria acaba de ser jogada pelo Instituto ‘Trata Brasil’ nas pretensões do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), de privatizar os serviços de saneamento público básico no Município sob a argumentação de que a atual gestora dos serviços, a Companhia de Águas e Esgotos do Estado da Paraíba (CAGEPA), não tem feito investimentos necessários.

Agora para desgosto dos que se portam contra a CAGEPA, o novo ‘Ranking do Saneamento Básico 2020’, baseado nos 100 maiores municípios do Brasil, do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, divulgado terça-feira (10), aponta que a CAGEPA vem cumprindo seu papel de investimentos nessa área e pontua em posição bastante confortável.

No Nordeste, Campina Grande e João Pessoa são a 2ª e 3ª melhores cidades, respectivamente, perdendo apenas para Vitória da Conquista - BA. Nacionalmente, Campina Grande está em 16º e João Pessoa em 26º.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

O município retomou 12 posições em relação ao ano passado, quando caiu 11 números e aparecia em 28º lugar.

Para o presidente do Sindicato dos Urbanitários da Paraíba, Wilton Maia Velez, a CAGEPA está no caminho certo e tem respondido com trabalho aos que defendem a privatização da Companhia e a quem propaga maldosamente que é uma empresa deficitária: “Campina tem 100% em água tratada para a população e 90,29% de atendimento total de esgoto”.

CENÁRIO DESAFIADOR

Os maiores desafios na cobertura de coleta de esgotos ainda permanecem no Norte, seguido do Nordeste. Das 10 piores cidades neste indicador, nove são do Norte ou Nordeste, com destaques para as capitais Belém (PA), Manaus (AM), Macapá (AP) e Porto Velho (RO).

Desde 2009, o Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, divulga o Ranking do Saneamento Básico – 100 Maiores Cidades do Brasil. Nesse ano de 2020, o estudo aborda os indicadores de água e esgotos nas maiores cidades do país com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) – ano base 2018, divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades.

O Ranking do saneamento básico busca mostrar quais são os desafios que o País ainda enfrenta para cumprir com os compromissos nacionais e internacionais em água tratada, coleta e tratamento de esgoto.

Para o presidente do Stiupb, enquanto o Brasil ainda rediscute a legislação nacional acerca do saneamento básico, os compromissos internacionais assinados pelo próprio País se aproximam da data limite imposta para o cumprimento das metas, sobretudo com o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU em 2015, em que o Brasil é signatário e se compromete em universalizar o saneamento básico até 2030 para todos. Internamente, o País também tem o compromisso de atingir a universalização proposto pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) até 2033.

Importante destacar que essas OGNs têm defendido abertamente a privatização das empresas públicas de água e de saneamento, mesmo sabendo que uma boa parte funciona com excelência e tem apresentado resultados satisfatórios.

Fonte: da Redação




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