Colunista de A PALAVRA irmão de Clóvis de Melo morre vitimado por infarto fulminante

05/10/2017

Agropecuarista, servidor público e nas horas vagas escritor de ‘causos’ populares e colunista d’APALAVRA, morreu na noite de ontem em Campina Grande Clodoaldo Melo, vitimado por fulminante infarto.

Lotado na Segunda Vara da Justiça do Trabalho, onde exercia funções de técnico judiciário no setor de Execuções, Clodoaldo era o irmão mais novo do inesquecível jornalista e radialista Clóvis de Melo, que morreu anos atrás em acidente de trânsito no centro da cidade e de quem herdou especial verve humorística e poética, granjeando para si uma legião de amigos e admiradores.

Como colunista d’APALAVRA Clodoaldo discorria sobre temas nordestinos, preferencialmente aqueles ligados ao mundo rural, mas não se inibia de criticar acidamente políticos e governos.

O corpo de Clodoaldo será sepultado em Pedra Lavrada, onde ele mantinha propriedade e familiares.



Seu último artigo, postado três dias atrás tratando da REVOLTA DOS PIORES (leia abaixo), deu bem uma amostra perfeita da sua indignação com os atuais rumos da Nação. 

O artigo (REVOLTA DOS PIORES)

Bastou o braço da lei cair sobre alguns membros da elite política do Congresso Nacional, Renan Calheiro e Aécio Neves, para haver uma explosão de raiva, crítica, intolerância, desrespeito, ofensas entre os poderes da República, insubordinação ao Poder Judiciário. O caso Renan faz algum tempo; o de Aécio, é atual.

Isso é o puro exagero de achar-se acima da Lei. Não só o Congresso Nacional como o Executivo se encastelaram, se empoleiraram no “posso tudo no que os mandatos outorgados pelo povo, lhes oferecem.” O momento político brasileiro é ruim. A casta política se acha no direito de tudo fazer e nada lhes atingir. Executivo e legislativo estão em baixa.

O Poder Judiciário também está. O que salva este último são a coragem e os teores das sentenças dos juízes de 1º escalão. Os tribunais Regionais e Superiores estão contaminados, no mínimo, pela inércia e omissão de seus membros sejam pelo meio de que chegam lá ou pelos fins das  escalações de seus integrantes.

Uma das Turmas do Supremo impôs ao ridículo Aécio Neves a suspensão do mandado, o seu recolhimento domiciliar à noite. Medida cautelar bem aplicada e salutar. Esse perfeito membro da oligarquia política nacional já foi preso no Rio de Janeiro dirigindo bêbado, tem uma ligação estreita com um senador mineiro (Perrella) com métodos e conduta pouco invejável,  usufruto de dinheiro da Lava Jato e pedido de milhões aos irmãos Batista, corruptores da República petista/temerista e fazendo reuniões para obstruir a Justiça;  bem como, a ameaça de mandar matar a “mula” que transportasse os dois milhões de reais solicitado aos irmãos Batista.

E o Senado Federal ensaia o não cumprimento da liminar do Supremo. Já agiu assim uma vez e deu certo: com Renan. Está de bico doce. Lá, um punhado de pega-dinheiro-fácil,  de vários partidos ou agremiações  corporativas que o integram, acham-se acima da Lei. Do PT ao DEM, do PT ao PSDB,  do PT ao PMDB, do PT ao PP, etc. batem o pé e criticam o Poder Judiciário por querer  apurar e punir transgressores  travestidos de representantes do povo. Esta é a revolta dos piores. Esse Congresso e seus congressistas estão em baixa, desmoralizados e ao Supremo também desacreditado cabe  impor, constitucionalmente, a ordem nessa Casa, pois ela por si só não se conserta, continuará no erro. Seus integrantes não têm mais idade para mudar!

Um mandato não dar o direito de seu portador sair roubando por aí no varejo e atacado. A Constituição Federal dar poderes ao Supremo para investigar, afastar (quando o réu é uma ameaça ao processo) e punir o investigado. O povo não aguenta mais segurar bandidos no congresso, na presidência da República e seus ministérios ou nas prisões domiciliares compradas, adquiridas com o dinheiro do roubo, do saque, do desvio, do superfaturamento.

Ou o Supremo se impõe colocando o Aécio Neves, bem como o Renan Calheiro nos seus devidos lugares ou ao povo restará implorar ao Moro e ao Mourão por um final nessa República de roubalheira e prevaricação”.

Fonte: Da Redação




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