Fórum integrado por 50 gestoras repudia agressão de Aluízio Régis à prefeita do Conde

14/11/2017

Após ter sido agredida verbalmente com palavras de baixo calão pelo ex-prefeito Aluízio Régis, por ela derrotado no Conde, a prefeita do Município, Marcia Lucena (PSB), acaba de receber total solidariedade do Fórum Estadual de Gestora de Políticas para Mulheres da Paraíba.

Em NOTA DE SOLIDARIEDADE à prefeita, enviada aos meios de comunicação do Estado, o Fórum, que é composto por 50 gestoras de políticas para mulheres dos Municípios paraibanos e atua cotidianamente para proteger as mulheres em situações de violência, e seus filhos, inclusive com risco iminente de morte, adverte Aluízio Régis - o repudiando – inclusive sobre a eventualidade de quaisquer outros atos de violência expressos em forma de discursos discriminatórios nas redes sociais e nos meios de comunicação.

“Enfrentamos todos os desafios para construir políticas públicas de valorização da atuação pública e da participação social das mulheres, de enfrentamento a todas as formas de violência e para mudar uma cultura machista que produz desigualdades entre homens e mulheres”, diz a nota.

Márcia Lucena vem enfrentando publicamente ataques violentos e misóginos que ferem os direitos humanos e a sua dignidade, assim como as mulheres que compõem a sua equipe de trabalho, com abordagens discriminatórias relacionadas à sua condição de mulher, em atitudes de desrespeito e de violência veiculadas abertamente pelas mídias, assim como em diversos espaços sociais.

“Alertamos que os insultos discriminatórios a Márcia Lucena, a partir do seu lugar de gestora pública e profissional, estimulam e reforçam uma conjuntura onde as mulheres são desqualificadas e aviltadas, legitimando a violência de gênero. Repudiamos, assim, todas as formas de violência contra as mulheres, sejam estas física, patrimonial, psicológica, sexual, moral, entre outras”, reforça o texto.

Ainda de acordo com a nota, “no contexto da democracia e dos direitos humanos, afirmamos que a liberdade de expressão deve ser conectada com valores interligados a ética e a promoção dos direitos humanos das mulheres. Não devendo jamais ser violado ou ultrajado. Assim como, repudiamos a utilização do espaço da rádio comunitária, que tem responsabilidade jurídica e social, para promoção da cultura do ódio e da incitação de crimes contra as mulheres”.

Por fim, o órgão se coloca solidário e vigilante “no sentido de exigirmos que atitudes e ações machistas e misóginas sejam banidas do nosso cotidiano para que as mulheres possam exercer cargos e funções públicas com o respeito e a dignidade que merecem”.

Fonte: Da Redação




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