LISTA DOS 50 (III) - Prefeito por duas vezes, escritor brilhante frustrou-se com a vida pública e dedicou-se à medicina até dias finais da vida

08/11/2017
Foto oficial do prefeito Elpídio de Almeida
Foto oficial do prefeito Elpídio de Almeida

Médico e escritor, Elpídio Josué de Almeida, que figura na LISTA DOS 50, projeto histórico coordenado por APALAVRA com objetivo de favorecer as novas gerações e municia-las de dados importantes sobre homens e mulheres que, ao seu tempo e em suas áreas específicas de atividade, colaboraram de forma exponencial para o crescimento do Município, nasceu em Areia (PB) em 1º de setembro de 1893, filho de Rufino Augusto de Almeida e de Adelaide de Almeida.

Cursou o Colégio Pio X na cidade da Paraíba, atual João Pessoa, transferindo-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou na Faculdade de Medicina, diplomando-se em 1918.

Integrou o Conselho Municipal de Campina Grande (PB) de 1929 a 1930 e o comitê de apoio ao programa da Aliança Liberal. Deixou o cargo de conselheiro após a vitória da Revolução de 1930, quando foram extintos os mandatos parlamentares de todos os níveis no País.

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Jornalista Marcos Marinho entrevista Elpídio em sua casa no centro de Campina Grande

Com a redemocratização após a queda do Estado Novo (1937-1945) e o surgimento de novas agremiações, Elpídio filiou-se ao Partido Libertador (PL).

Foi eleito prefeito de Campina Grande no pleito suplementar de janeiro de 1947, exercendo o mandato até 1950, quando desincompatibilizou-se para concorrer à Câmara pela Coligação Democrática Paraibana, formada pelo PL e pelo Partido Social Democrático (PSD).

No pleito suplementar de março de 1951 elegeu-se deputado federal, com 17.283 votos, o segundo mais votado da coligação e do estado. Assumiu em setembro.

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Casa do Dr. Elpídio na av. Floriano Peixoto, hoje parcialmente demolida

Em outubro de 1954 voltou a se eleger prefeito de Campina Grande, exercendo o mandato até 1959. Desincompatibilizou-se e voltou a se candidatar a deputado federal pelo PL em outubro desse ano, mas não conseguiu se eleger. A partir daí abandonou a carreira política e dedicou-se completamente à medicina.

Elpídio de Almeida era casado com Adalgisa Almeida, com quem teve quatro filhos, dois dos quais, Orlando e Antônio Almeida, foram deputados estaduais na Paraíba. Um outro, Humberto César, seguiu sua carreira e formou-se em medicina, mas enveredou pelo empreendedorismo e virou industrial, tendo sido sócio-proprietário da CANDE, que pioneiramente no Nordeste fabricava tubos e conexões em PVC, mas veio a ser ‘engolida’ pela gigante do setor, a TIGRE, numa operação desastrosa bastante dolorosa para a cidade e para o empresário.

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Cartaz de campanha política

Como escritor, Elpídio publicou "Esquistossomose mansônica", sua tese de doutorado, além do raríssimo "História de Campina Grande", em 1962, assinando a obra como membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba.

Elpídio de Almeida faleceu em Campina Grande em 26 de março de 1971.

Várias são as homenagens pelo seu importante papel desenvolvido no Município, a exemplo da Maternidade Pública Municipal que leva seu nome (ISEA: Instituto de Saúde Elpídio de Almeida), além do "viaduto" construído na Av. Floriano Peixoto.

Fonte: Da Redação com blog “Retalhos Históricos de Campina Grande”




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