"Ressuscitador de defuntos", Bolinha se reelege para dirigir CDL pela terceira vez e não poupa críticas a antecessores

14/11/2017
Arthur Almeida (Bolinha)
Arthur Almeida (Bolinha)

O bem sucedido empresário Arthur Almeida (Bolinha), semana passada eleito para mais um mandato à frente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL-CG), vai acabar sendo conhecido na atividade lojista campinense como um verdadeiro “ressuscitador de defuntos”, em face dos catastróficos problemas que encontrou - ontem e hoje - para reerguer a entidade e torná-la forte e com credibilidade.

Bolinha foi presidente da CDL pela primeira vez de 2005 a 2008, recebendo a administração das mãos de Valéria Valença, historicamente a pior presidente que já passou pela entidade e que por pouco não a afundou literalmente. O prédio-sede estava penhorado parcialmente e até um veículo Corsa Sedan que servia à presidência ele precisou vender para pagar contas.

Em 2015 ele retornou sucedendo a Tito Motta (Hilton Motta Filho) e está concluindo este seu segundo mandato, conquistado pelo voto seis anos depois. Como estatutariamente lhe é permitido, por decisão de “foro intimo” resolveu ser candidato à reeleição enfrentando, nos bastidores, uma oposição surda e traiçoeira.

“A CDL havia colocado que se por ventura eu não viesse tomar essa decisão de ser candidato à reeleição havia uma possibilidade da vice-presidente receber meu apoio. Como eu tomei a decisão naturalmente eu não prestei apoio a ninguém já que fui candidato”, explica Bolinha amparado em previsão estatutária.

O empresário lembra que ao assumir a CDL em 2005 a entidade vivia um momento de muita dificuldade financeira. “Prédio completamente dizimado com uma estrutura arcaica e apenas 292 associados. Quatro anos depois, ao sairmos, deixamos a CDL com uma sede absolutamente moderna e com mais de 620 empresas associadas, saneamos 100% os débitos e deixamos significativa quantia de dinheiro em caixa”, explica.

A reforma da sede no centro da cidade Bolinha fez com recursos próprios. “Foi um crescimento de mais de 100% num mandato entre 2005 e 2008”, ele recorda com orgulho.

Ao voltar seis anos depois o crescimento do quadro associativo quase não foi percebido: de 620 empresas, o número subiu para apenas 690. Em dois anos e meio desse seu segundo mandato Bolinha já conseguiu elevar para quase 1000 empresas associadas, algo realmente extraordinário se considerarmos o momento de crise econômica nacional.

Outro grande problema que Bolinha enfrentou foi a mudança de local da sede da CDL.

Ele mesmo relata:

“Recebemos a CDL sem sede, porque o ex-presidente (Tito Motta) havia tomado a decisão de construir um prédio para a fundação CDL lá no bairro do Tambor. O prédio está lá e tinha levado para que a CDL funcionasse em duas salas no local e tinha simplesmente desativado e deteriorado toda a sede da Barão do Abiai. Quando assumimos, nesse intervalo de 2 anos e pouco desse meu primeiro mandato nós tivemos que novamente recuperar inteiramente o prédio e assim fizemos. Hoje nós temos uma das sedes mais modernas de CDL em todo o Nordeste Brasileiro”.

No entendimento de Arthur Bolinha, essa performance de quase 1000 empresas associadas proporcionalmente é a CDL que mais empresas tem em todo Nordeste Brasileiro.

Outro ponto de destaque da gestão de Bolinha, por ele destacado, é o que trata da realização de campanhas como verdadeira representação relacionada aos interesses da atividade não especificamente empresarial, mas da atividade que garante a geração de emprego e renda na cidade, a defesa das empresas e não dos empresários.

Bolinha diz que o direito de colocar seu nome novamente à disposição para esse segundo mandato não contraria discurso nenhum seu, tanto em relação à primeira gestão que ocorreu de 2005 a 2008, e que ele entende ter “muito bem” cumprido o seu mandato, como também nesse segundo mandato embora, tenha passado praticamente o ano de 2016 todo ausente da entidade por causa da licença para ser candidato a prefeito de Campina Grande (de maio a janeiro do ano seguinte). Mesmo assim, ele conseguiu reformar inteiramente a sede novamente e aumentou em praticamente 30% o número de empresas associadas a CDL.

“Hoje isso é uma marca assim indelével, uma marca que me dá total representatividade em poder mostrar porque uma entidade que consegue agregar quase 1000 empresas associadas, uma entidade que - aí posso dizer verdadeiramente - tem legitimidade para defender os interesses dessa classe que ela representa, então o sentimento é esse, não tenho nenhum outro sentimento que me leve a isso não tenho nenhum olhar com relação a projetos futuros que não preciso disso aí tá certo? Eu não preciso estar sendo presidente do CDL para poder estar em qualquer que seja a situação. Eu tive meu nome cotado para ser candidato a vice-governador da Paraíba em 2014 e não era presidente de CDL não. Meu nome foi lembrado para isso, por exemplo, então isso não é um projeto, não tem nada a ver com outro não, eu fui candidato à reeleição por que eu acho que preciso contemplar o trabalho que eu tive. Nós assumimos a CDL e a CDL, volto a dizer, não tinha sede. 2015 foi um ano quase inteiro para a gente poder retornar para a rua Barão do Abiai e eu tive que reformar o prédio inteiro porque o ex-presidente eu não sei por qual razão ele simplesmente dizimou o prédio e levou a CDL para funcionar em duas salas lá no tambor durante dois anos”.

Por fim, Bolinha  diz que a oposição que recebeu se tratou “apenas dor de cotovelo, talvez interferência de fora de pessoas ligadas à prefeitura que queriam me ver fora da CDL porque eles sabem que comigo na CDL, né, não terá nenhum atrelamento, nenhum interesse pessoal prevalecerá em detrimento dos interesses verdadeiramente que a entidade como a CDL precisa ter”.

Fonte: Da Redação




Comentários realizados

  • 16/11/2017 às 08:08

    Maria de Fátima da Silva

    Vejo essa matéria como um esquema de ajuste de resultado político e visao futura e se for realmente a intenção tudo bem apenas um detalhe seria muita presunção se projetar na política partidária por esse vies no mais vamos aguardar, quanto a CDL, foi equilibrada a sua administração por que não se repetir?

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