Sete anos depois APALAVRA disponibiliza a operadores de Direito defesa no processo em que irmã de Tatiana Medeiros chama cargo de prefeito de CG de "merda"

07/10/2019
Marta Medeiros não foi feliz na sua postagem em defesa da irmã
Marta Medeiros não foi feliz na sua postagem em defesa da irmã

Ao meio dia e meio de 09 de novembro de 2012 APALAVRA foi notificada em ato liminar pela juíza da 1ª. Vara Cível de Campina Grande a retirar do ar todos os textos e comentários veiculados referentes a uma nota no Facebook postada pela empresária (O Boticário) Marta Medeiros comentando o resultado do pleito municipal em Campina Grande, onde a sua irmã Tatiana Medeiros fora derrotada por Romero Rodrigues.

A nota de Marta, por ela intitulada CARTA ABERTA, na realidade tratava-se de um deplorável texto quando qualificou de merda o “carguinho” que a irmã pleiteava nas eleições de outubro daquele ano.

A matéria d’APALAVRA bombou na internet e em menos de 24 horas já ultrapassava 180 mil visitas, um recorde para os parâmetros dos portais paraibanos. Do mesmo modo, uma profusão de comentários de internautas invadia a janela própria, em sua maioria desfavoráveis à empresária.

A direção d’APALAVRA não teve outra alternativa que não a de imediatamente cumprir a ordem judicial, embora lamentasse o modo ditatorial da medida, rechaçando-a a posteriori dentro do prazo dado para oferta da defesa.

Coube ao jornalista Marcos Marinho, ele próprio, na condição de diretor d’APALAVRA, redigir o arrazoado que foi protocolado no Juízo pelo valoroso advogado Dinart Freire, a quem coube velar pelos atos processuais seguintes até desfecho, com a sentença favorável ao portal e, seis anos depois, a respectiva certidão de trânsito em julgado do feito.

A peça de defesa é extensa e Marcos Marinho de fato não economizou nas argumentações. “a internet tem ouvidos, tem memória... Tem mais, mesmo com curta vida no Brasil: história e muito dinamismo”, avisou à Douta Julgadora pontuando que “se as redes sociais são ótimas para disseminar idéias e tornar alguém popular, vindo a ser utilizadas por pessoas do tipo de comportamento da autora - de modo vil para tudo e para todos os seus graus de intimidade -, servem elas por esse desnudo caminho também para arruinar reputações”.

Disse ainda o jornalista na sua peça de defesa que “um dos maiores desafios dos usuários de internet é saber ponderar o que se publica nela. Especialistas recomendam que não se deve publicar o que não se fala em público, pois a internet é um ambiente social e, ao contrário do que se pensa, a rede não acoberta anonimato, uma vez que mesmo quem se esconde atrás de um pseudônimo pode ser rastreado e identificado”.

E foi na ferida: “Aqueles que por impulso se exaltam e cometem gafe como esta gritantemente vergonhosa, assumida pela autora, podem pagar caro”.

Hoje, com orgulho e alegria, APALAVRA disponibiliza a íntegra do documento, em serviço aos operadores de Direito e à liberdade de imprensa.

Segue a petição:

Fonte: Da Redação




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