Empresa de segurança contratada para O Maior São João do Mundo atesta existência de AGULHADAS e desmente organizadores do evento

16/07/2018

De forma aparentemente inocente a direção do Grupo Alerta, que em Campina Grande atua com a empresa “Força Alerta Segurança”, contratada para realizar as revistas nas oito entradas do QG do forró, no Parque do Povo, acabou hoje provando que tinha total conhecimento do grave problema - divulgado inclusive em rede nacional de TV - das famosas agulhadas que tanta preocupação causou à edição 2018 d’O Maior São João do Mundo e que insistentemente veio a ser negado pela organização do evento informando ser um “fake” criado por opositores.

Em postagem nas redes sociais, agradecendo pela confiança da cidade ao trabalho executado, a “Força Alerta” atesta no balanço das apreensões que fez nas portarias (facas, tesouras canivetes, palitos de espetinhos, pregos, estiletes, pontas de antenas, cortadores de unha e um simulacro de pistola) a recepção de “grande quantidade” de SERINGAS e AGULHAS.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Também foram apreendidos nas portarias de entrada do Parque do Povo, segundo a empresa, fartas quantidades de maconha, loló, lança-perfume, cocaína e crack.

“Todo esse material foi pego graças ao esforço de cada segurança na revista das portarias”, diz a nota exibindo orgulho laboral.

Ainda assim, minimizando o fato, a nota diz que “o festejo Junino da Rainha da Borborema que era historicamente violento com registros de homicídios, facadas e etc, em 2018 não registrou nenhum tipo de ocorrência grave”.

É também atestado que “em parceria com as Polícias Civil e Militar, conseguimos atingir um índice de redução histórico divulgada pela Secretaria de Segurança do Estado”, o que teria redundado na diminuição, em relação ao evento anterior, de 60% do número de ocorrências (38 contra 101 em 2017).

A insistente negativa dos organizadores e da própria Prefeitura Municipal, que em determinados momentos se contrapunham até mesmo aos registros do Hospital de Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, da rede estadual, para forçar a que a população identificasse o ato criminoso como uma orquestração patrocinada pelo Palácio da Redenção, se por um lado teve o condão de diminuir o medo dos eventuais frequentadores do espaço, por outro mostra que se brincou com assunto sério, o que também passa a ser entendido como um crime perigoso.

Fonte: Da Redação




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