Investigação da PGR que vasculhou residência do governador do Rio de Janeiro já alcança paraibano João Azevedo

28/05/2020

João Azevedo (Cidadania), da Paraíba, é um dos governadores alvo das investigações que foram desencadeadas segunda feira pela Procuradoria Geral da República, segundo informou hoje a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Estão sendo investigadas além da gestão do paraibano, as de João Doria (São Paulo), Wilson Lima (Amazonas), Helder Barbalho (Pará), e Wilson Witzel (PSC-RJ), além de outros três mandatários que não tiveram ainda os nomes revelados.

De acordo com pessoas familiarizadas com as investigações, a PGR já fez avaliação preliminar sobre cada acusação contra as gestões estaduais e está encaminhando ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) pedido de autorização para a abertura de inquérito.

Alguns requerimentos já estão no tribunal.

Governadores têm prerrogativa de foro e só podem ser investigados depois de autorização da corte.

As investigações mais avançadas seriam as dos estados do Rio de Janeiro e do Pará.



 

 

 

 

Na terça-feira (26), o STJ autorizou operação de busca e apreensão na residência oficial do governador Witzel e da primeira-dama do Rio, Helena Witzel.

O governador fluminense nega qualquer envolvimento em irregularidades e diz que sofre retaliações por ser oposição a Jair Bolsonaro. Ele chegou a afirmar que o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, já deveria estar preso.

A operação contra Witzel teve alto impacto no universo político. Ela coincidiu com alterações no comando da PF no Rio depois que o ex-ministro Sergio Moro afirmou que Bolsonaro queria interferir politicamente na corporação.

Um dia antes da operação no Rio, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-RJ), aliada do presidente Jair Bolsonaro, afirmou em uma entrevista que várias operações contra governadores estavam para ser deflagradas, no que seria um escândalo nacional que poderá ser apelidado de “Covidão”.

João Azevedo é investigado por supostas irregularidades em contratos celebrados durante a pandemia do novo coronavírus na compra de equipamentos e serviços, principalmente na de respiradores, que teriam sido superfaturados.

Fonte: Da Redação




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