Jornalista que teve casa arrombada vai levar a João Azevedo documentos provando que PM em Campina é "lenta, medrosa e ineficiente"

13/03/2019

O jornalista Marcos Marinho, que teve sua casa arrombada por ladrões na madrugada do domingo de Carnaval, vai se encontrar com o governador João Azevedo, a quem pediu audiência formal, para lhe entregar consubstanciado documento onde prova que o trabalho da Polícia Militar em Campina Grande é “lento, medroso e ineficiente”.

Segundo Marinho, o policial que foi autorizado a conduzir as investigações do roubo lhe pediu para “ter fé em Deus e muita paciência”, isto depois de sugerir que fizesse ele mesmo diligências ou mandasse alguém na casa dos meliantes mostrando interesse em adquirir o produto do roubo.

O jornalista disse que está indignado com o trabalho assustado da PM e lembrou que sempre teve pela corporação o maior respeito e o melhor dos carinhos. “Eu ainda tenho orgulho e vaidade de manter em meus arquivos o diploma de AMIGO DA POLÍCIA, que a briosa me agraciou anos atrás”, revelou.

De acordo com Marcos Marinho, ele ajudou exponencialmente nas investigações. “Me pediram imagens de câmeras da vizinhança e eu passei para eles muito mais – o nome dos dois bandidos, a casa onde os mesmos residem e o local onde o produto do arrombamento estava guardado, mas de modo acovardado os PMs nada resolveram e ainda por cima me mandaram procurar a Polícia Judiciária, a quem segundo eles caberia daí para a frente uma possível acusação contra os marginais”.

Marinho chegou ao nome dos ladrões a partir de informação que chegou a um amigo seu, agente da Polícia Civil. “Meu amigo estava de plantão na Central de Polícia, me chamou até lá na noite de quinta-feira e me repassou toda a pista. Imediatamente repassei os dados para o PM encarregado da investigação e informei que o agente estava lá à disposição dele para maiores detalhes. O PM me respondeu que no dia seguinte iria pessoalmente no endereço citado para verificar se a informação era procedente, o que de fato veio a acontecer depois das nove horas da sexta, obviamente um lapso de tempo muito precioso perdido e que ajudou aos meliantes a montar suas estratégias”.

Segundo ainda Marcos Marinho, durante a operação na casa citada ele recebeu de um dos policiais áudios e fotos de dois vidros de perfumes, indagando se eram do roubo, o que foi confirmado. Minutos depois o PM perguntou se o jornalista estava em casa, porque queria conversar com ele pessoalmente. Na casa de MM, o policial disse que os meliantes negaram o arrombamento e que os objetos encontrados não tinham poder para incriminá-los, dando a entender que a missão estava encerada, quando se prontificou a mandar as fotos dos dois meliantes para que o jornalista os acusasse como suspeitos perante a Polícia Judiciária.

Marinho disse ter relatado ao comandante da operação que sua esposa e filhos estavam apavorados em casa, ante a impotência da PM e justamente pelo fato de que os meliantes moram perto, no bairro do Tambor após a linha ferroviária, e provavelmente estariam rindo da sua cara por nada terem sofrido. “Qualquer situação de afronta me avise, que aí a conversa muda”, respondeu o PM, sob revolta do jornalista, que retrucou: “Desculpa, amigo, mas estou vendo que só um atestado de óbito de alguém vai servir”.

Por último, MM avisou que faria um relato do sofrimento que estava passando e iria publicá-lo n’APALAVRA para alerta aos superiores da Corporação. Ato contínuo, o comandante da operação lhe informou que uma guarnição militar acabara de localizar a casa de um tal de Jamerson que teria adquirido dois dos televisores roubados, mas que o dito cujo lá não se encontrava.

"Não estou atrás e nem quero privilégios. Mas se eu, que sou uma pessoa pública, passo por esse tipo de situação, imagine um popular da periferia que tem seu bujão de gás roubado o que é que não sofre?", lamentou MM.

 

Fonte: Da Redação




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