Jornalista questiona longevidade administrativa de Euller Chaves e suspeita que "arapongagem" no Governo tenha o dedo do comando da PM

26/11/2019
Nada altera o prestígio do coronel, nem mesmo as queixas dos superiores
Nada altera o prestígio do coronel, nem mesmo as queixas dos superiores

O investigativo jornalista Lelo, do “JampaNews”, um dos portais perfilados na minoritária ala da chamada mídia independente da Capital paraibana, embora de um modo agora mais elegante voltou a questionar ontem (17) a longevidade do comandante da Policia Militar do Governo do Estado, Coronel Euller Chaves, o superpoderoso auxiliar que se mantém no Poder há uma década, sobrevivendo com invulgar prestígo aos humores de Cássio Cunha Lima, Ricardo Coutinho e João Azevedo.     

O comandante, segundo Lelo, “resiste às tormentas e sobrevive a uma enxurrada de denúncias”, algo que à sua ótica está se tornando exaustivo e inconsequente.

Falando com a autoridade de quem, através de uma série de reportagens, tem feito uma verdadeira devassa na vida administrativa da autoridade, que já recorreu em vão à Justiça inclusive para tirar do dar o “JampaNews”, Lelo lamenta que “uma verdadeira enxurrada de documentos e evidências de desvio de recursos públicos escorre pelo noticiário cotidianamente e nada prospera contra o coronel, nem mesmo aquilo que salta à vista como a aquisição de toneladas de alimentos para um rancho desativado, e recursos para manutenção de uma frota totalmente locada, o que dispensaria qualquer vintém para esses tipos de despesas”.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primo e íntimo de coronel delatado, Euler segue firme e forte no cargo

Nada altera o prestígio do coronel, nem mesmo as queixas dos superiores. Euller “é um mistério de longevidade no serviço público, mesmo toda legislação vigente apontando para sua reforma completamente ignorada pelos sucessivos governos socialistas, onde o prestígio de Euller jamais foi abalado mesmo quando atividades suspeitas são denunciadas por superiores hierárquicos”, acentua o jornalista.

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Desde quando Claudio Lima era secretário relatórios apontavam para arapongagem no Governo

Leloo informa que “compras de coturnos, aquisições de boinas, fundo de saúde, promoções irregulares, toneladas de alimentos para uma corporação que não tem mais rancho, aquisição de peças para carros locados, diárias as mais nebulosas, enfim, um mundo de escândalos que detonaria qualquer pessoa que não o coronel, apontado por relatórios como suposto mentor de uma rede de espionagem cujos dossiês poderiam conceder ao militar esse poder supremo, o tem colocado acima de tudo e todos”.

Diz Lelo que Euller é Íntimo e da extrema confiança do ex-governador Ricardo Coutinho, que jamais teria dado ouvidos as denúncias contra ele, que inclusive consegue sobreviver ao cataclismo da Operação Calvário, onde e quando já foi delatado um dos seus mais íntimos companheiros, o também coronel Chaves, primo saudoso e pranteado com quem o comandante dividia amizade e companheirismo, uma relação de inegável cumplicidade e confiança, até a delação de Leandro Azevedo apontar o finado como o oficial que dava cobertura ao dinheiro da propina.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

João liberou 7,5 milhões para a Polícia Militar pagar entre outras despesas rancho e manutenção de veículos

“As investigações estacionaram na delação de Leandro Azevedo e até hoje não se sabe das providencias para checar o que pode ter delatado Livânia Farias e Laura Carneiro. Esse interregno causa estranheza e fortalece a desconfiança de que as investigações de fato estariam sendo conduzidas do Rio de Janeiro para cá”, prossegue o jornalista.

Primo e íntimo de coronel delatado, Euler segue firme e forte no cargo

Ainda de acordo com Lelo, o que agrava ainda mais esse clima de suspeição sobre o aprofundamento das investigações seriam fatos paralelos, apontando para uma rede de espionagem, voltada para chantagear e constranger autoridades no Estado e do Estado.

“A prova cabal seria o episódio do policial da coordenadoria de inteligência da PM vasculhando a intimidade da secretaria e do secretario Jean Nunes, corroborando relatórios internos da SSP, alertando para essa atividade criminosa em funcionamento na Paraíba, e que poderia ser extensiva a outros poderes, reforçando a suspeita de que autoridades estariam submetidas à chantagem pura e simples, já que os fatos foram relatados ao governador e nenhuma providencia foi tomada no sentido de responsabilizar os autores e mentores da rede supostamente montada dentro do gabinete do comandante geral”, informa Lelo.

Desde quando Claudio Lima era secretário que relatórios apontavam para arapongagem no Governo. E para muita gente de dentro da Polícia Militar, segundo Lelo, os indícios dessa atividade detectada pelos relatórios da inteligência do secretário Jean Nunes seriam a receita para a longevidade do comandante, “uma versão cabocla do lendário Edgar Hoover, cujos relatórios da vida íntima de autoridades americanas lhe seguraram no cargo até a morte”,avalia o jornalista.

Lelo diz que nada nem ninguém removem o coronel do cargo de comandante, alcançado através de estripulias administrativas, que evitaram sua ida para reserva na patente de major.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boinas e coturnos comprometem a gestão de Euler, mas denúncias caem no vazio

“Nem mesmo o catatau de denúncias, todas dormitando nas gavetas do MP como se esse órgão só tivesse agilidade e rigor quando se trata de enquadrar vereadores deslumbrados com as luzes do Natal gaúcho”, compara.

O “ESPIÃO” AIKO

Lelo se reporta a uma máquina antiga, adquirida em Israel no Governo Ronaldo Cunha Lima, que supostamente tinha a finalidade de “arapongar” integrantes do Governo e políticos e lamenta que não se tenha noticia de nenhuma movimentação do MP para saber o paradeiro do AIKO, equipamento de espionagem que deveria estar sob a sua guarda de Euller, “mas cujo paradeiro seria desconhecido e nem as sucessivas cobranças para identificar onde e com quem estaria o AIKO obtém resposta das autoridades competentes, ampliando o leque de desconfiança de que pode estar sendo usado para bisbilhotar autoridades como Jean Francisco”, situa o jornalista.

Enquanto isso, a matériau de Lelo diz que as denúncias continuam varrendo o noticiário “apontando para as graves irregularidades de um comando que se eterniza e cuja imunidade às denúncias pode ser explicada por tudo o que foi revelado pela Operação Calvário mostrando e comprovando que uma organização que desviou mais de 1 bilhão dos cofres públicos jamais daria atenção à compra de toneladas de alimento ou de coturnos ou boinas ou a meros 600 mil de gastos com a manutenção de uma frota locada”, indiferença que à ótuca de Lelo poderia ser compreendida como compensação pelos relevantes serviços prestados nesses quase 10 anos de estreita e ilimitada parceria.

Concluindo a reportagem, Lelo avalia que quem não fica bem na fita é o governador João Azevedo, “complacente e relutante e até generoso já que autorizou uma suplementação de 7,5 milhões para pagar essas despesas com rancho que não existe mais e a manutenção de uma frota locada, restando dois meses para terminar o ano”.

Fonte: Da Redação




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