Mussulo sofre prejuízo de R$ 4 milhões com furto de televisores, ar-condicionados, móveis e outros equipamentos internos

13/11/2019

O antenado jornalista e ex-secretário da Comunicação Institucional do Governo do Estado, Luiz Torres, conta em seu festejado blog na internet que há um “triste mistério” no fechamento do Mussulo Resort By Mantra, do Conde, correndo o risco dessa lastimável ação vir a contaminar o Polo Cabo Branco, em João Pessoa, que se prepara para receber a edificação de vários resorts de alto luxo.

“...o luxo que o Mussulo representava, de repente, desapareceu e deu lugar a história de crise, demissões, fechamento, roubo e investigação policial”, informa Torres trazendo em primeira mão a notícia de que o hotel sofreu uma invasão que resultou no furto de vários objetos, entre televisores, móveis e outros equipamentos internos, registrando um prejuízo de quase quatro milhões de reais.

Símbolo máximo, e até então único, do potencial turístico do litoral sul paraibano, em especial o município do Conde, o Mussulo Resort por anos figurou na lista das melhores hospedagens litorâneas da Paraíba, devidamente consumido por turistas e por pessoenses de bom gosto que desejavam descansar perto de casa, lembra Luiz Torres.

Segundo ele, em poucos atos a cronologia da narrativa supõe que, primeiro, houve demissões e fechamento do Resort, com cancelamento da oferta de pacotes de hospedagem. “Em nota, a diretoria do empreendimento declarou que tratava-se apenas de suspensão das atividades para reforma. As especulações diziam que era fechamento mesmo. Neste meio tempo, recentemente, já com as portas fechadas, o resort sofreu uma invasão que resultou no furto de vários objetos, entre televisores, móveis e outros equipamentos internos, registrando um prejuízo de quase quatro milhões de reais. A diretoria suspeita que um dos funcionários que ocupava cargo de gerência foi quem deu a ordem para os demais funcionários invadirem e “pegarem o que quiserem”. E, sob essa crença, prestou queixa na Polícia Civil e pediu abertura de inquérito criminal. Por intermédio de advogados, funcionários negam participação”, expllca o jornalista.

Continua Torres:

“Independentemente dessa triste história, ainda ficam os mistérios sobre as causas do fechamento do Mussulo e, especialmente, do seu futuro. Efetivamente, reabrirá ou não?

Logo num momento em que a Paraíba apostava no crescimento de sua presença nos destinos turísticos nordestinos, a partir do funcionamento do Centro de Convenções de João Pessoa, e da abertura de processo de venda de áreas privilegiadas do Pólo Cabo Branco. Esperamos que o destino do Mussulo não contamine essas perspectivas e que não vire um fantasma para as promessas empresariais do Pólo Cabo Branco. Será preciso manter a história do Mussulo sempre bem contada e bem esclarecida para que não se confunda um caso específico com as capacidades que o estado vislumbra no turismo.

Afinal, estamos querendo ver notícias sobre abertura de resorts. Não de fechamento”.

EX-EMPREGADOS E DIREÇÃO EM ROTA DE COLISÃO

Como APALAVRA informou com exclusividade meses atrás, o Mussulo fechou as portas e deixou dezenas de funcionários com salários atrasados e inúmeras ações na justiça.

Agora, o roubo registrado no estabelecimento colocou a direção do Resort em rota de colisão com seus antigos empregados. A direção suspeita de sabotagem e do envolvimento de empregados graduados do resort no crime.

Ouvida pelo portal ‘PBAgora’, de João Pessoa, a direção do Mussulo diz que são fortes as suspeitas de envolvimento de funcionários, tendo em vista que não interessaria a criminosos comuns a subtração de documentos administrativos, que apenas inviabilizam o funcionamento do local.

A direção do Mussulo entregou à polícia um inventário completo discriminando todos os objetos e documentos roubados, além de um amplo acervo fotográfico do local. Também solicitou à autoridade policial que sejam ouvidos inicialmente os empregados graduados do estabelecimento na investigação dos crimes.

Em nota, a direção lamentou que os crimes tenham ocorrido num momento de recuperação da atividade econômica do país, e que, desde que se instalou na Paraíba em 2009 sempre foi reconhecido pelos serviços turísticos de excelência prestados aos seus hóspedes. Informa ainda que desde o ocorrido, suspendeu todas as reservas de hospedagens até que a situação seja normalizada.

OUTRO LADO

Com relação às acusações da direção do Mussulo, o advogado de defesa de cerca 50 empregados, Diego Cabral, explicou ao ‘PB Agora’ que os seus clientes estão sendo bombardeados de acusações inverídicas, haja vista que nem eles nem os outros ex-empregados estão na lista de pessoas presas por envolvimento com o furto ocorrido nas dependências do hotel.

De acordo com Diego Cabral, as grandes vítimas de todo esse imbróglio envolvendo o Mussulo são os próprios empregados que estão sem receber desde o mês de agosto e que após o fechamento do resort, ocorrido no dia 25 de outubro, sequer tiveram suas documentações regularizadas, encontrando dificuldade, inclusive, para se recolocarem no mercado de trabalho.

“Os proprietários deixaram esses empregados prejudicados, sumiram no exterior sem sequer regularizar a situação deles. São salários atrasados, rescisões não pagas, carteiras de trabalho sem ter sido dado baixa. Na verdade, eles estão inaugurando mais um capítulo triste em toda essa novela que se tornou o Mussulo”, pontuou.

O advogado declarou ainda que nenhum ex-empregado do grupo tem responsabilidade sobre os saques que ocorreram no resort e que por se sentirem prejudicados entrarão com as medidas cabíveis. “Nenhum ex-empregado do resort tem responsabilidade por mais esse capítulo triste da história do Mussulo e estão sendo bombardeados de acusação por parte de uma nota divulgada pelo hotel e estão passando por constrangimento. Todos esses constrangimentos serão alvo das devidas ações de reparação, pois ao invés de culpados essas pessoas são sim as grandes vítimas de tudo isso”, declarou.

Diego Cabral revelou ainda que as ações contra o Mussulo Resort já estão na casa dos milhões e que apesar de serem estrangeiros, os proprietários continuam com outras empresas do mesmo grupo no Brasil.

TRÉPLICA

Em resposta ao advogado a direção do Mussulo By Mantra destaca que mantém as suspeitas de envolvimento de ex-empregados graduados do estabelecimento, como sendo responsáveis diretos pelos saques ocorridos no último dia 25 de outubro.

A direção reafirma estranhamento pelo fato de que documentos do setor de pessoal terem sido roubados.

“Seguramente um ‘roubo comum’ não teria ‘perdido tempo’ subtraindo documentos. Por isso mesmo, justamente para esclarecer essas dúvidas, é que a direção do estabelecimento, tão logo tomou conhecimentos dos saques, apresentou uma representação criminal com o objetivo de esclarecer todo o ocorrido, pedindo a identificação e consequente punição aos responsáveis pelos saques”, alertou.

Fonte: Da Redação




Comentários realizados

  • 20/11/2019 às 18:39

    ALINE

    A história é que o Mussulo já estava fechado, e tanto o mussulo como o mantra tinham sócios que pagavam mensalmente, eles pegaram esse dinheiro nosso e agora desapareceram só emitem notas fakes na imprensa e ão nos dão nenhuma satisfação. Também prestei queixa contra eles . Quero meu suado dinheiro de volta, Mantra e Mussulo parem com tantas mentiras e fake news, pq até agora ninguém me diz quem é essa diretoria que só fala com a imprensa e ao clientes lesados não dão satisfação.

Deixe seu Comentário

Seu endereço de e-mail é de preenchimento obrigatório, mas não se preocupe que não publicaremos. Seu comentário será moderado pelo administrador do site e só será divulgado após isso.*


Outras Notícias