Cássio descarta prefeitura de Campina, diz que para ajudar cidade não precisa de mandato mas é traído revelando seu trabalho por João Pessoa

22/08/2019

Mostrando que a derrota nas urnas em 2017 abalou profundamente inclusive o seu outrora rápido e privilegiado raciocínio, embora tenha conservado incólume o seu jeito enganador de se portar na política, o ex-Senador Cássio Cunha Lima, durante entrevista exclusiva concedida em João Pessoa ao portal “Os Guedes”, acabou sendo traído quando tentou  mimosear Campina Grande, a cidade que governou por três mandatos e sobre a qual costuma dizer -não se sabe se de modo realmente sincero - que a ela “devo tudo”.

Depois de confessar que está numa das melhores fases da sua vida, dedicado à família e empenhado no trabalho de consultoria jurídica sobre temas políticos e variados a partir de escritório baseado em Brasília e, ancorado nisso afastar a possibilidade de sair candidato a prefeito de Campina Grande em 2020, Cássio disse que para ajudar a cidade não precisa de mandato.

Ocorre que na hora de justificar esse trabalho “por amor” à cidade que afirma ter tudo lhe dado na vida pública, ele se traiu vergonhosamente e acabou mostrando que seu “trabalho” prioriza João Pessoa, aonde tem apartamento, aonde moram a sua mãe, seus irmãos, seus filhos e a ex-esposa e onde toda família hoje mantém negócios e investimentos.

- “Devo tudo a Campina Grande, tive o privilégio de governá-la por três vezes, mas não preciso de mandato para ajudar o povo de Campina e a população da Paraíba, tanto que ainda recentemente intermediei junto ao governo de Taiwan a destinação de benefícios para João Pessoa, e tenho me mantido atento às demandas de interesse público junto, inclusive, a grupos empresariais que têm planos para investir na Paraíba, aproveitando as suas potencialidades”, enfatizou Cássio confirmando contatos proveitosos que tem mantido com o empresário Luciano Hang, proprietário da Havan, com atuação segmentada no mercado automobilístico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando prefeito de Campina Grande ele correu a construir o açude Zé Rodrigues, em Galante, nas terras que desapropriou de familiares a preço de ouro para se contrapor à construção de Acauã, pelo Governo Maranhão, dizendo que era água para as indústrias campinenses.

Quando governador do Estado imediatamente fez sumir bombas e canos que estavam em canteiro de obras às margens de Acauã, comprados por Maranhão para a adutora que levaria água até Gravatá, onde depois de tratadas saciaram a sede de Campina Grande.

Senador da República, ao invés de acompanhar o prefeito Romero na audiência com o Presidente da República clamando socorro urgente para a falta d’água em Campina Grande, ele preferiu as águas mornas de Tambaú.

 

Percebendo a escorregada, Cássio ainda tentou consertar o estrago: “A Paraíba contará comigo sempre que me for possível colaborar em seu favor, como retribuição pelo muito que recebi em termos de confiança, estímulo e apoio”, espraiou-se magnânimo.

Ante a insistência do repórter sobre sua volta à vida pública, em especial uma possível disputa pela prefeitura campinense, Cássio embora incisivo na negativa informando ser “remota” tal possibilidade, deixou dúvidas. “Essa perspectiva não está no meu horizonte”, afirmou quase monossilábico.

CRISE NO PSB

Sobre a crise que ora afeta o PSB da Paraíba pelo controle da legenda, opondo o ex-governador Ricardo Coutinho ao governador João Azevêdo, Cássio foi ferino. “É uma crise que caminha para ser resolvida na polícia”, ressaltou referindo-se a ameaças de judicialização da disputa e ao próprio ato da Executiva nacional do PSB dissolvendo o diretório estadual e destituindo dirigentes da agremiação socialista.

Ele também fez menção à “Operação Calvário”, que citou ex-secretários do governo Ricardo Coutinho envolvidos em irregularidades, e fez a ressalva de que está acompanhando “superficialmente” a queda-de-braço nas hostes socialistas locais, através de informações veiculadas em sites e portais noticiosos, já que se trata de um problema de outro partido.

Cunha Lima concluiu o mandato de senador em dezembro de 2018, após não ter conseguido reeleger-se num páreo pulverizado e num cenário que, como explicou na época, ocasionou “tsunami político” que varreu a conjuntura nacional, de que foi exemplo a ascensão de um “outsider” da política à presidência da República, como Jair Bolsonaro (PSL). Ele venceu duas eleições ao governo do Estado, foi prefeito de Campina Grande por três vezes, deputado federal, superintendente da Sudene e primeiro vice-presidente do Senado da República.

As discussões sobre a reforma tributária, principalmente no âmbito do Senado, têm despertado a atenção de Cássio em Brasília. Ele compara que se a Câmara Federal teve protagonismo na reforma da Previdência, o Senado é o grande protagonista na apreciação da reforma tributária, até por se tratar de matéria que envolve a Federação.

Fonte: Da Redação com “Os Guedes”




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