Derrota de Cássio leva desespero a seus áulicos e cabeças devem rolar também no Sistema "S" da Paraíba

10/01/2019

“Viúvas” de Cássio Cunha Lima - e “viúvos” também - já começam a enfrentar adversidades, 40 dias antes do término do seu mandato no Senado.

O gigante Exército de áulicos do senador paraibano em sua totalidade dificilmente encontrará amparo e abrigo n’outros gabinetes - privados ou públicos - uma vez que a sua acachapante derrota nas urnas veio acompanhada de outros dissabores, lhe restando de locais onde pode abrir guarda chuva para os cabos eleitorais apenas o gabinete do filho na Câmara Federal e a Prefeitura Municipal de Campina Grande, onde o gestor é seu primo Romero Rodrigues.

Órgãos do Sistema ‘S’, por exemplo, que sempre atenderam pleitos empregatícios de Cássio e de outros políticos do seu círculo, já estão abarrotados de indicações políticas e as recentes declarações do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, de cortar pela metade os recursos carreados para as instituições que compõem o Sistema, dentre elas SESI, SENAI, SENAC, SENAR etc., fizeram acender o sinal vermelho e a previsão é de que também pela metade sejam os cortes nos empregos, com prioridade para os fichados a partir de apadrinhamento político.

Dirigentes do SENAC, uma das instituições a sofrer pesadamente com o corte do guru de Bolsonaro, não poderão mais “segurar” indefinidamente os apadrinhados e na sede de Campina Grande muita cabeça deverá rolar nos próximos dias já que o presidente José Marconi Medeiros de Souza, sustentáculo em primeira e última instância, até aqui, inclusive de abusos e extravagâncias cometidas por indicados do senador, se sentirá desobrigado de aturar estrelismos e autoritarismos de quem quer que seja.

Fonte interna e segura do SENAC elencou uma lista de prováveis servidores que deverá entrar na lista do corte, a maioria com histórico nada positivo no âmbito do círculo laboral, alguns deles inclusive com cargos de chefia. É o caso, por exemplo, da arquiteta Wagneide Freire, conhecida socialite da Borborema que esbanja pelas redes sociais o seu afortunado padrão de vida, nada compatível com o mediano padrão dos demais colaboradores do SENAC paraibano.

Na ficha de Wagneide constariam, de longa data, várias reclamações, todas abafadas pela direção do Sistema em consideração aos mandatos que Cássio exercia: maus tratos a subordinados, faltas constantes ao trabalho e não justificadas, perseguição a funcionários que eventualmente não escondam os seus malfeitos, dormir em sala de reunião em horário de expediente etc.

Pelo que se vê, a derrota de Cássio nas urnas deste ano não significou desastre apenas para ele, mas sobretudo para os que ao longo dos últimos trinta anos dele dependeram para sobreviver.

Fonte: Da Redação




Comentários realizados

  • 01/01/2019 às 18:03

    KENNEDY SALES

    Risco real e imediato.

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