Operação retorno de Cartaxo ao mundo girassol inclui Rômulo, Ludgério e Romero para definir eleição no primeiro turno

13/03/2018

O retorno do prefeito Luciano Cartaxo ao mundo girassol de Ricardo Coutinho já pode ser considerado “favas contadas”, conforme apurou APALAVRA depois de ouvir pelo menos cinco dos principais negociadores dessa nada fácil engenharia política.

Estaria agora faltando apenas fechar partes acessórias, o que está sendo trabalhado por um universo mais restrito de interlocutores uma vez que nessa etapa a negociação necessariamente ocorre por “debaixo dos panos”, sem possibilidade de nenhum intermediário exatamente para evitar vazamento de “cláusulas” para além dos bastidores.

Como a articulação envolve “cachorros grandes”, no dizer popularmente sábio das periferias urbanas, a plebe rude é tão somente a plebe rude e deve se contentar pelo desfecho do imbróglio torcendo para os seus ídolos, a quem vão referendar nas urnas de outubro.

A principal dificuldade de momento envolve o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que se mantém indeciso entre sair ou ficar à frente da PMCG e sofre pressões de amigos e de familiares – para uma ou para outra posição - que em nada o ajudam ao desfecho.

Para fechar aliança com o prefeito da capital o governador e seu partido, o PSB, teriam colocado algumas exigências importantes na mesa que, ao menos em tese, criam dificuldades para Cartaxo.

primeira delas é realmente duríssima: o PDS de Cartaxo tem que vir de porteira fechada, ou seja, com todos os seus filiados, inclusive e principalmente os dois dirigentes estaduais, deputados Rômulo Gouveia e Manuel Ludgério.

E outra, que se tornaria mais difícil por envolver filiado de outra legenda, mexe sensivelmente com Romero Rodrigues, que teria de largar o PSDB e filiar-se ao PSD para juntar-se ao projeto girassol e definir a eleição no turno inicial.

Essa operação “traz Romero” é simpática ao presidente do PSD, Rômulo Gouveia, que há meses trabalha nessa direção desde quando o presidente tucano Ruy Carneiro desprezava e trabalhava contra as pretensões de Romero encabeçar a chapa das oposições ao Governo do Estado.

“Tudo que o ex-gordinho deseja é o ingresso de Romero no PSD. Mas, apesar das lamurias, queixas e reclamações, o comandante de sua legenda, senador Cássio Cunha Lima, não lhes tem dado a chance de deixar a sigla como VÍTIMA”. Se sair é como TRAIDOR”, já informava nesse portal meses atrás o bem informado articulista Júnior Gurgel, em espécie de “Mãe Dinah” de 2018.

Como já deixou de ser segredo no meio político, as relações entre o senador Cássio Cunha Lima e o presidente do PSD Rômulo Gouveia vem “azedando” desde 2006, quando o “ex-gordinho” elegeu-se deputado federal mais votado em Campina Grande, suplantando o poeta Ronaldo Cunha Lima e o irmão do então prefeito Veneziano Vital do Rego.

“Era despedida da vida pública do poeta. A homenagem era torná-lo campeão dos votos em Campina Grande e no Estado”, também recordou em artigo recentemente Júnior Gurgel.

O Clã começou a desconfiar que a “criatura” estava se voltando contra o seu “criador” com a nítida intenção de liderar um bloco, sem mais a “tutela” Cunha Lima e Rômulo Gouveia se tornou forte ao longo dos últimos oito anos, se tornado na realidade no maior algoz (disfarçado) do senador Cássio Cunha Lima. Ainda transita no meio “tucano” porque não foi merecedor da confiança do governador Ricardo Coutinho, quando esteve como seu vice e deixou o PSDB. Lançou-se candidato ao Senado, apoiado pelo socialista, mas foi abandonado no altar na hora do casamento. E agora, com a dinâmica da política, deve ser peça decisiva na engenharia que levará Luciano Cartaxo ao roçado dos girassóis.

A MÃOZONA DE LUDGÉRIO

Deputado estadual mais votado da Paraíba, Manuel Ludgério, que chefiava o gabinete de Romero em Campina, é o vice-presidente do PSD e saiu da PMCG dias atrás pela porta dos fundos ao ser flagrado distribuindo cargos e benesses para aliados de outras cidades, o que constrangeu e desagradou o prefeito, que imediatamente o demitiu mesmo que em nota pontuasse elogios ao trabalho gerencial do ex-auxiliar.

Com as bases altamente fragilizadas e a reeleição em xeque, Ludgério não tem melhor alternativa que essa de apoiar o embarque total do PSD no mundo girassol, onde pode voltar a ter as regalias do Poder – aquele mesmo que lhe deu a fortissima Secretaria de Interior com a qual viabilizou a espetacular votação campeã.

No varejo, para sensibilizar Romero Rodrigues a encarar a nova empreitada, são múltiplas as ofertas e oferendas, dentre elas a que garante a eleição do irmão Moacir para uma cadeira na Assembleia Legislativa, hoje já sofrendo ataques do grupo Cunha Lima que busca reeditar o que fez quatro anos atrás quando Moacir Rodrigues pretendia se eleger deputado federal e o primo Cássio na prática fez o irmão obrigá-lo a desistir para não prejudicar a candidatura de Pedro Cunha Lima, o que até hoje Moacir não releva e nem perdoa.

Fonte: Da Redação




Comentários realizados

  • 12/03/2018 às 19:45

    Mário Mesquita

    A cada dia fica mais claro a vitória do governo, mas o apoio de RR no meu ponto de vista dificilmente acontecerá.

Deixe seu Comentário

Seu endereço de e-mail é de preenchimento obrigatório, mas não se preocupe que não publicaremos. Seu comentário será moderado pelo administrador do site e só será divulgado após isso.*


Outras Notícias