Homem que obrigou Ronaldo Cunha Lima a fugir do Congresso pela porta dos fundos decide em janeiro se disputa Presidência

05/12/2017

O homem que fez Ronaldo Cunha Lima chorar no Congresso Nacional a ponto de ter que sair do Parlamento pela porta dos fundos, em fuga para não ser preso pelos tiros dados em Tarcísio Burity, renunciando ao mandato que os paraibanos lhe deram para exercer o cargo de Deputado Federal, ficou de bater o martelo sobre sua candidatura à presidência da República em janeiro, quando voltar de uma viagem ao exterior.

Joaquim Barbosa, primeiro negro a compor a Suprema Corte brasileira, que chegou a presidir com exemplar gestão, e teve papel decisivo no processo do Mensalão, por muito pouco mesmo não assinou a sentença mandando o poeta paraibano para a cadeia.

Segundo a revista Veja as conversas do ex-ministro com o PSB “estão mais quentes do que nunca”. Numa delas, recente, Barbosa disse ao interlocutor que ainda não tem convicção se deseja abrir mão das delícias do “ostracismo”.

“Hoje, saio na rua, tomo meu chope, faço o que bem entendo, sem ser incomodado. Quando alguém me para, é para pedir que eu me candidate”.

Joaquim falou também sobre sua admiração por Marina Silva, que no sábado declarou-se na briga pelo Palácio do Planalto.

Também não é novidade, entretanto, que ele não planeja ser vice de ninguém. Se for para entrar na guerra será na cabeça de chapa.

Mas e se Marina topasse ser a vice, provocou o interlocutor. O ex-ministro arrematou: “Isso seria ótimo”.

QUEM É BARBOSA

Joaquim Benedito Barbosa Gomes é natural de Paracatu (MG), nascido em 7 de outubro de 1954). Jurista e ex-magistrado brasileiro, foi ministro do Supremo Tribunal Federal de 2003 a 2014, tendo sido presidente do tribunal de 2012 a 2014. Atualmente, é advogado.

Formado em Direito pela Universidade de Brasília em 1979, especializou-se em Direito e Estado. Também é mestre e doutor em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas). De 1993 a 1995, foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e, de 1997 a 2015, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Foi membro do Ministério Público Federal de 1984 até 2003, quando foi indicado para o Supremo Tribunal Federal.

Em 2013, foi eleito pela Revista Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo e incluído pela BBC Brasil em uma lista de 10 brasileiros que foram notícia no mundo naquele ano.

É contra o poder do Ministério Público de arquivar inquéritos administrativamente, ou de presidir inquéritos policiais. Defende que se transfira a competência para julgar processos sobre trabalho escravo para a Justiça federal.

Defende a tese de que despachar com advogados deva ser uma exceção, e nunca uma rotina, para os ministros do Supremo. Restringia ao máximo seu atendimento a advogados de partes, por entender que essa liberalidade do juiz não pode favorecer a desigualdade. A posição do ministro, todavia, foi criticada por advogados e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sob o fundamento de que despachar com os magistrados é um direito dos advogados, conferido pela Lei 8.906/94, cujo art. 7, inciso VIII preceitua ser direito dos advogados: "dirigir-se diretamente aos magistrados nas salas e gabinetes de trabalho, independentemente de horário previamente marcado ou outra condição, observando-se a ordem de chegada".

O ex-ministro Barbosa diz ser, também, contra a suposta prestação preferencial de jurisdição às partes de maior poder aquisitivo ("furar fila"). A postura dele também foi criticada pela OAB, sob o fundamento de que, por vezes, situações de urgência realmente justificariam a inversão da ordem dos julgamentos.

Fonte: Da Redação




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