Ney perdoa traição de Veneziano e na condição de seu primeiro suplente vai correr abraçado ao deputado para voltar ao Senado

28/09/2018

Numa prova inequívoca de que o tal “dinamismo” na atividade política é algo palpável e verdadeiro, o que parecia impossível aos olhos do eleitor desinformado acabou por acontecer nesse começo de semana: a volta do ex-senador Ney Suassuna aos embates e a sua reconciliação com o deputado federal Veneziano Vital do Rego, de quem se afastara alegando ter sido traído pelo mesmo.

E assim, depois de 11 anos, Ney foi escolhido para substituir João Teodoro (DEM) na vaga de primeiro suplente do ex-prefeito campinense, numa reviravolta que já tem dado muito o que falar. A substituição foi protocolada no início da noite desta segunda-feira (17), prazo final para a troca de candidatos.

O novo suplente do socialista havia tentado, em outras oportunidades, voltar à vida pública, mas sem sucesso. Em várias oportunidades ele colocou o nome para a disputa, sempre para o Senado, mas acabava desistindo posteriormente.

Ney foi eleito senador em 1998, na chapa encabeçada pelo então governador José Maranhão (MDB), que na época disputava a reeleição. Antes disso, no entanto, ele já ocupava uma cadeira na Casa Alta. Foi eleito em 1990 como primeiro suplente de Antônio Mariz. Em 1994, acabou herdando a vaga com a renúncia do titular para assumir o governo do Estado. Mariz faleceu poucos meses depois de tomar posse, deixando o cargo para o vice-governador, José Maranhão. Durante o período que esteve no Senado, ele ocupou vaga de ministro da Integração Nacional, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Após o rompimento de Ricardo com Maranhão, em 2010, ele ficou do lado do socialista. Desde então, está na base de apoio, mas não disputava cargos eletivos.

É válido recordar que Suassuna foi o principal esteio - inclusive financeiro - da vitória de Veneziano para prefeito de Campina por pouco mais de 700 votos contra Rômulo Gouveia e principal impulsionador do êxito da primeira gestão do ex-cabeludo, quando viabilizou recursos federais em profusão para a municipalidade campinense. Como troco, Suassuna foi apunhalado e na campanha para a reeleição os Regos deram-lhe as costas e trabalharam com afinco nos bastidores para retirá-lo da vida pública, o que se concretizou para sua mágoa e desalento.

NOTA DE TEODORO

O candidato a primeiro suplente de Veneziano Vital do Rego(PSB), João Teodoro da Silva, emitiu uma nota oficial e explicou o motivo da desistência.

Segue a nota:

“Queridos amigos e amigas,
Lamento informar. Desisti de minha candidatura a primeiro suplente de Veneziano ao Senado. Tentei até o último instante permanecer na corrida. Deus sabe o quanto. Mas acabei vencido pelas circunstâncias.

Foi uma decisão muito difícil, por motivos absolutamente pessoais. Tive de escolher entre a família e a política. Decidi ficar com a primeira. Mas continuarei no Cofeci lutando por nossa categoria e pelo mercado imobiliário, inclusive junto ao Congresso Nacional.

Mas deixo aqui minha mensagem de amor pela Paraíba e toda a sua gente. Em especial por meus e minhas colegas Corretores(as) de Imóveis. Agradeço de todo o coração ao Democratas, meu partido, na pessoa de seu presidente, nosso eterno Senador Efraim Morais e ao seu filho, valoroso Deputado Federal Efraim Filho.

Afasto-me da política, mas não deixo a Paraíba. Aqui continuarei, como prometido, empreendendo, construindo, incorporando e gerando empregos, renda e bem-estar social. Deus está no comando!

João Teodoro da Silva”.

Fonte: Da Redação




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