PP amarelado entra em "sinuca de bico" e agora corre atrás de prejuízo se oferecendo a qualquer legenda que lhe dê espaço majoritário

11/07/2018

Primoroso artigo da lavra de Junior Gurgel, na grade de colunistas d’APALAVRA, dá o verdadeiro grau da ‘sinuca de bico’ em que se enroscou o Partido Progressista da Paraíba nos últimos dias, fruto da “hiperatividade da deputada estadual Daniela Ribeiro” que ao modo de ver do articulista “tem desgastado a importância e peso de sua legenda (PP-PB), através de suas palavras, atos e gestos - no mínimo precipitados - muito embora praticados com intenções exatamente opostas”.

Sob o título O PP AMARELOU, o artigo de Gurgel mostra que no momento em que o prefeito campinense Romero Rodrigues começou a sinalizar sua desistência de candidatura ao Governo do Estado Daniela Ribeiro “colou” no prefeito da Capital, Luciano Cartaxo. Luciano e Romero “amarelaram” e Lucélio aceitou a indicação de Micheline como vice, esquecendo o gesto de cortesia de convidar Eva Gouveia, do PSD, homenageando seu esposo Rômulo Gouveia.

E dessa forma, descartado pela majoritária do projeto natimorto do PSDB/PV, o PP partiu para a “apelação” ignorando sua postura ética, que será avaliada pelo intransigente eleitor qualificado.

Como franca atiradora, ou “pescadora” em busca do espaço perdido, Daniela Ribeiro prega que “o PP não teria nenhum problema em estar em qualquer palanque, inclusive no de Ricardo Coutinho”, numa desesperadora inquietação cuja finalidade é chamar a atenção das chapas majoritárias para inserir-se no contexto. 

E Gurgel prognostica:

“O PP amarelou... Se correr para os braços de Ricardo Coutinho perde todos os cargos e privilégios que dispõe da PMCG e PMJP, posições indispensáveis para reeleição - principalmente Daniela - todavia com efeitos na recondução de seu irmão Aguinaldo Ribeiro”. 

Segue a íntegra do artigo:

O PP AMARELOU

A hiperatividade da deputada estadual Daniela Ribeiro tem desgastado a importância e peso de sua legenda (PP-PB), através de suas palavras, atos e gestos - no mínimo precipitados - muito embora praticados com intenções exatamente opostas.

Observemos que toda a inquietação da parlamentar tem uma única finalidade: buscar espaço diferenciado das demais siglas, chamando a atenção das chapas majoritárias em construção para que enxerguem seu valor, com vistas à disputa eleitoral de outubro próximo (2018).

Algumas atitudes são dignas de registros, como por exemplo a indicação de uma Secretária (dezembro 2017) substituindo o “histórico” Luís Alberto, patrimônio já considerado como “móvel ou utensílio” da cozinha do clã Cunha Lima. Para o Prefeito Romero Rodrigues, que já estava encontrando imensas dificuldades em viabilizar seu nome como pré-candidato ao governo do estado, o gesto serviu de alerta. E os supostos afetados (milhares de comissionados, prestadores e fornecedores da PMCG) começaram a temer o afastamento do prefeito, dando início a um coro “fica Romero”, amedrontados com o efeito “Marat” (Revolução Francesa) “cabeças vão rolar”.

Se Daniela e seu irmão ex-ministro das cidades tivessem encetado movimento por todo o estado, tentando “popularizar” o nome de Romero Rodrigues como pré-candidato, hoje quem estaria à frente dos destinos de Campina Grande era o patriarca do grupo, Enivaldo Ribeiro.

Para o infortúnio da deputada, sua legenda esqueceu a simples oração cristã de São Francisco de Assis: “é dando que se recebe...”.

No momento em que Romero começou a sinalizar sua desistência, a deputada Daniela Ribeiro “colou” no prefeito da Capital Luciano Cartaxo, com o mesmo propósito. Luciano e Romero “amarelaram”. Lucélio aceitou a indicação de Micheline como vice, esquecendo – como mencionamos neste espaço – o gesto de cortesia de convidar Eva Gouveia do PSD, homenageando seu esposo Rômulo Gouveia, maior responsável pela estrutura financeira das campanhas de Romero Rodrigues (primeiro mandato) e Luciano Cartaxo (reeleição).

Descartado pela majoritária do projeto natimorto do PSDB/PV, o PP partiu para a “apelação”, ignorando sua postura ética, que será avaliada pelo intransigente eleitor qualificado. Nas palavras da deputada Daniela Ribeiro, “o PP não teria nenhum problema em estar em qualquer palanque, inclusive no de Ricardo Coutinho”. Senador José Maranhão ainda tentou indicá-la como vice em sua chapa (MDB). Ao que parece, a oferta estava aquém do esperado.

A deputada preferiu reunir-se com o governador Ricardo Coutinho, afrontando o senador Cássio Cunha Lima. Ensina um adágio popular que “quem diz o que quer, escuta o que não quer”. O líder tucano (vice-presidente do Senado Federal) disparou artilharia pesada, enfatizando que já venceu campanhas sem o PP, e que o partido pode e deve tomar o destino que melhor lhes convier.

Daniela Ribeiro e o PP terminaram por dar a Cássio Cunha Lima argumentos, motivos e razões para retomar as conversações com o MDB, conforme noticiaram ontem alguns blogs. O PV já não contava mais com o PP. O PSD literalmente destroçado com a perda de seu guia, em nada somava. O PSC de malas prontas para seguir viagem ao lado do MDB. Os Gadelhas nunca estiveram tão bem posicionados. Reconduzirão Renato para ALPB e Marcondes para a Câmara dos Deputados. Manoel Júnior é o postulante ao Senado da preferência de José Maranhão. Cássio ficaria só? Como nada acontece por acaso, no instante que o tucano disparava contra o PP, a esposa do prefeito Luciano Cartaxo se licenciava da UFPB, se desincompatibilizando para disputar um mandato eletivo.

O PP amarelou... Se correr para os braços de Ricardo Coutinho perde todos os cargos e privilégios que dispõe da PMCG e PMJP, posições indispensáveis para reeleição - principalmente Daniela – todavia com efeitos na recondução de seu irmão Aguinaldo Ribeiro. 

Fonte: Da Redação




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