Romero concretiza desenlace com a Aliança Comunicação, mas PMCG corre risco de ter que pagar multa milionária à empresa

07/03/2019
Fotos: Bruno Marinho (Apalavraonline)
Fotos: Bruno Marinho (Apalavraonline)

Mesmo consciente do risco da Prefeitura Municipal de Campina Grande vir a ter de pagar multa milionária à empresa Aliança Comunicação, a quem terceirizou os serviços d’O Maior São João do Mundo, o prefeito Romero Rodrigues anunciou na manhã desta quarta-feira (27) o cancelamento do contrato com a mesma, por conta do envolvimento de seus diretores na Operação Fantoche, da Polícia Federal, e a publicação de edital para licitação de outra empresa.

A chamada parceria público-privada com a Aliança, que já acontecia desde 2017, foi rescindida unilateralmente pela PMCG devido aos últimos acontecimentos envolvendo a empresa e que culminaram em uma operação desencadeada pela Polícia Federal. Sócios da empresa chegaram a ser presos no último dia 19 de fevereiro.

Romero Rodrigues pretende fechar contrato com uma nova empresa para viabilizar a realização dos festejos de São João deste ano, tendo em vista que faltam 100 dias para o período junino. “Vamos buscar uma forma rápida e legal de realizar de forma viável o São João 2019”, afirmou.

Sobre a possibilidade de pagar multa rescisória o prefeito disse que de fato a PMCG “corre esse risco”, mas informou que já esteve ontem no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que se acercou de todas as cautelas possíveis para evitar a cobrança.

OPERAÇÃO FANTOCHE


A Operação Fantoche investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema ‘S’. A investigação aponta que um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios tanto com o ministério, quanto com as entidades. Eles já receberam mais de R$ 400 milhões. Foram emitidos, ao todo, dez mandados de prisão.

Estão sendo investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos. A Aliança Comunicação, empresa responsável pela organização do São João de Campina Grande, é um dos alvos da investigação.

A investigação, que tem o apoio do Tribunal de Contas da União, aponta que o grupo costumava utilizar entidades de direito privado sem fins lucrativos para justificar os contratos e convênios diretos com o ministério e unidades do Sistema ‘S’.

A maioria dos contratos eram voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados ou que não foram concluídos, com recursos desviados em favor do núcleo empresarial por meio de empresas de fachada.

Fonte: Da Redação




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