Romero descarta municipalização do Redentorista: "está além da capacidade da PMCG"

12/11/2018

O prefeito Romero Rodrigues (PSDB), que ainda está em Brasília cumprindo agenda administrativa, lamentou o fechamento da Escola Técnica Redentorista (ETER), de Campina Grande, anunciado oficialmente ontem.

De acordo com Romero, trata-se de uma notícia muito triste, em relação a uma instituição com mais de 40 anos de atuação na cidade, tendo contribuído para a realização profissional de milhares de jovens durante gerações.

De acordo com o prefeito, diante da perplexidade da notícia, é natural que surjam manifestações e mobilizações em meio à classe política, no sentido de propor que a Prefeitura de Campina Grande municipalize a tradicional escola técnica, como forma de resolver a situação.

Mas, ele observou que se fosse apenas por vontade política esse problema estaria resolvido, já que ele pessoalmente sempre foi, há bastante tempo, um entusiasta e apoiador da ETER.

O prefeito lembrou que, na condição de deputado federal (2010-2012), apresentou um requerimento, acatado pelo Ministério da Educação, que incluía a Redentorista de Campina Grande como instituição credenciada junto ao Pronatec (Programa Nacional de Ensino Técnico).

Dentro das limitações da Prefeitura, também apoiou a Escola, em sua gestão.

No tocante a uma possível municipalização da instituição, o prefeito campinense observou que não se constitui em um processo muito simples, principalmente por depender, mais do que vontade política, de recursos financeiros consideráveis e permanentes para a manutenção da escola.

Romero Rodrigues lembra que, no limite do caixa municipal, sua gestão já viabilizou as municipalizações do Hospital Pedro I e da AACD, além dos serviços do Hospital Dr. Edgley.

Mantém ainda um arrojado programa de bolsas de estudos municipal com foco no ensino superior, o Probem.

No total, são compromissos que passam a impor um peso muito grande na gestão financeira do município e, por uma questão de responsabilidade, compromisso com o equilíbrio financeiro da Prefeitura e bom senso, não pode por impulso assumir esse desafio.

Isso não significa, porém, que ele não esteja à disposição de ajudar, de todas as outras formas possíveis – inclusive em termos de pressão política – para que se encontre uma solução para o fechamento da tradicional escola técnica, inclusive com uma saída via federalização da unidade.

Fonte: CODECOM




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