Se esforçando para voltar a "falar grosso" vereador que vestiu saias no plenário manda prefeita "sair de cima do dinheiro" do Conde

29/05/2020

Igual à cantiga da perua, onde tudo vai de “pior a pior”, a situação político-partidária no Município do Conde, mais especificamente no que tange à gestão de Márcia Lucena (PSB), é de “vaca desconhecer bezerro”.

O “vírus” da inoperância e da falta de ética se alastra de modo avassalador, dele não escapando praticamente mais ninguém com ou sem mandato que gravite em torno da mandatária, deslustrando assim todos os munícipes do rico e encantador pedaço do valorizado litoral Sul da Paraíba.

Até meses atrás chafurdando no mesmo cocho de lama onde agora passou a derramar vômitos, o vereador-presidente da Câmara Municipal, Carlos Manga Rosa (PTB), de babão número um da prefeita passou a ser o algoz mais voraz dela nas últimas horas, aproveitando-se da crítica situação que a envolve tendo que viver amarrada a uma tornozeleira eletrônica no mocotó por conta de supostos crimes cometidos ora investigados no âmbito da Operação Calvário, onde ao lado de outros ex-auxiliares de Ricardo Coutinho teria surrupiado dos cofres públicos ao tempo em que secretariou a Educação recursos que superam a casa dos R$ 134 milhões.

Sem compostura, sem ética, sem sequer ter o mínimo de vergonha na cara, Manga Rosa alteou-se à já desgastada tribuna do parlamento que preside e, com cara de `Pinóquio’ lustrada com fino óleo de peroba teve a descompostura de pedir que Márcia Lucena “saia de cima do dinheiro do Conde”, montanha que o edil já teve oportunidade de medir o tamanho quando dias atrás sentiu o gostinho de ser prefeito durante os dias em que o Judiciário botou a prefeita atrás das grades em presídio da Capital.

Afinadíssimo com o discurso de Márcia Lucena quando dela recebia todas as benesses do Poder, incluindo várias pencas de cargos para distribuir com apaniguados, Manga Rosa chegou a vestir saias e - dizem à boca miúda - falar fino no plenário da Câmara em defesa da mulher que idolatrava feito santa.

Hoje, voltando a vestir surradas calças que bem podem estar encobrindo calcinhas em vez de cuecas, Manga Rosa se esforça para falar grosso num exercício incompatível com o decoro que quebrou junto a outros tresloucados edis que davam sustentação à prefeita no Legislativo condense.

Manga Rosa diz estar se defendendo dos ataques a ele desferidos por apoiadores de Márcia e por ela própria, que estaria patrocinando impiedosamente a sua derrocada.

Na suja tribuna da Câmara do Conde o vereador fez menção a um vídeo publicado por Márcia Lucena, no qual a gestora diz que ele teria convocado a Câmara para votar o processo de cassação da mesma, explicando que a Câmara apenas votou um relatório da Comissão processante e que ele, enquanto presidente, cumpriu o Regimento Interno da Casa pondo a matéria em votação.

- “Não houve em momento algum pedido de cassação da prefeita. Seu discurso não é verdadeiro”, avisou.

E foi adiante: que para Márcia Lucena “só presta quem tá do lado dela”.

E citou o próprio caso como ilustração: que no início da gestão era o “mais honesto, mais preparado”, depois nos episódios relacionados à disputa pela presidência da Câmara foi chamado por ela de “chorão, despreparado”, para logo em seguida voltar a ser tido como “preparado e honesto” e, agora, voltou a ser chamado de “canalha e golpista”, o que à sua ótica mostra que a prefeita é incoerente.

Manga Rosa chegou a recomendar um “tratamento” para Márcia Lucena, em face dos “diversos problemas” que a mesma vem enfrentando.

- “Eu sei que a senhora está com problemas na Prefeitura, problemas familiares. Eu peço a senhora que reveja o que a senhora fala, peço a senhora que procure um tratamento, é o que a senhora tá precisando. Eu peço, isso não só por mim, mas peço isso pela população do Conde; a população do Conde não merece isso que a senhora está fazendo, não só comigo, mas com todos que se afastam da senhora”.

APLICAÇÃO FINANCEIRA

Em meio à “pandemia” do seu atabalhoado discurso, pelo menos restou nele algo para reflexão e devida investigação: a existência de R$ 6 milhões da Secretaria de Saúde que estariam supostamente aplicados no mercado financeiro, enquanto o Distrito de Jacumã, a Comunidade de Mituaçu e outras sofrem por falta de posto de saúde e até mesmo ambulâncias para conduzir pacientes para João Pessoa.

AS SAIAS

Manga Rosa vestiu saias e imitando o seu gesto mais outros sete edis posaram para fotos trajando a indumentária feminina.

Era uma segunda feira (08 de maio de 2017) e os vereadores protestavam contra o “machismo” e o “sexismo” que vislumbravam estar perturbando o trabalho da prefeita que adoravam. Como era maio, justificaram que vestir saias também significava homenagear as mães condenses, fato que repercutiu negativamente em todo no Brasil.

Fonte: Da Redação




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