Suplente de Vereador, Junior do estacionamento vira braço direito do coordenador político de Bolsonaro na região

01/10/2018
Junior e assessores já em campo, por Julian e Bolsonaro
Junior e assessores já em campo, por Julian e Bolsonaro

 

 

Apontado em todas as pesquisas como um dos prováveis eleitos na Paraíba para a Câmara Federal, o coordenador da campanha de Jair Bolsonaro no Nordeste, Julian Lemos, acaba de reforçar seu staff em Campina Grande, onde espera ser campeão de votos.

No final de semana Lemos anunciou o nome de Junior do estacionamento, suplente de Vereador, para ser o seu braço direito em Campina Grande e demais cidades do interior, com aval para acordos e alianças tendo a ajudar na empreitada o pastor Waltair Junior.

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Junior do estacionamento é evangélico e suplente de Vereador em Campina Grande

 

QUEM É JULIAN LEMOS

Coordenador político de Bolsonaro no Nordeste, Julian Lemos é instrutor de segurança e se declara um homem ligado exclusivamente em abrir a mente da população sobre graves problemas que o Brasil enfrenta.



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bolsonaro e Lemos, amizade iniciada quando o segundo comandou sua segurança na Paraíba

- "Estou focado em conscientizar a população dos graves problemas que enfrentamos, focado também em promover o nome de Jair Bolsonaro como uma opção e porque não dizer a melhor opção para administrar nosso país"

Segundo reportagem publicada ano passado na Folha de São Paulo, Julian foi alvo de três acusações por agressões e enquadrado na Lei Maria da Penha. Ele foi denunciado pela própria irmã e pela ex-mulher entre os anos de 2013 e 2016.

Num dos casos, Julian Lemos foi preso em flagrante. Do total de três inquéritos, dois foram arquivados após a ex-mulher, Ravena Coura, apresentar retratação às autoridades, dizendo ter "se exaltado nas palavras e falado além do ocorrido".

A primeira ocorrência foi em 2013, quando Ravena disse às autoridades ter sido agredida fisicamente e ameaçada por arma de fogo. Esta foi a ocasião que Julian Lemos foi preso.

Demorou três anos, mas em 2016 aconteceu de novo. A ex-mulher Ravena Coura fez nova representação e falou que o ex-marido "é uma pessoa muito violenta" e a ameaçou dizendo "vou acabar com você, você não passa de hoje". Seis meses depois, ela afirmou que tudo não passou de uma "desavença banal" e afirma que o ex-marido "é um homem íntegro, honesto, trabalhador e cumpridor de todas as obrigações".

Detalhe: o documento tirando a culpa de Lemos foi apresentado à Justiça pelos advogados do agressor. Ela reafirmou o desmentido em audiência com um juiz.

O terceiro e último inquérito foi aberto em 2016 por representação da irmã do dirigente e está em andamento. Em depoimento aos policiais, Kamila Lemos afirmou ter tentado "apaziguar" uma briga do irmão com a ex-mulher, quando passou a ser ofendida e agredida fisicamente, com "murros, empurrões", tendo sido arrastada pelo pescoço.

Um laudo do IML confirmou escoriações, mas uma carta de retratação da irmã que mora na Argentina, sob o argumento de que o caso já fora resolvido pelas partes, surgiu quase um ano depois. A Justiça ainda quer ouvi-la em audiência.

Julian Lemos negou à Folha de São Paulo todas as acusações, afirmando que elas se aproveitam da "fragilidade dos familiares". A assessoria de Bolsonaro preferiu não comentar.

Entre 2016 e 2017, Lemos e Bolsonaro gravaram vídeos. O deputado de extrema-direita, defensor da ditadura militar, chama o aliado de "consultor de segurança" e de representante "das direitas da Paraíba" pela união ideológica.

Num vídeo de meia hora de 2017, Julian Lemos fala de uma "crise profunda de ética" após a queda dos nomes de direita como João Doria Jr., Ronaldo Caiado e outros. Diz que a luta de Jair Bolsonaro é a "luta pelo coletivo num país assolado pelos roubos".

Fonte: Da Redação




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