Surra de sócio da Medow Promo em construtor revela novelo nada ético que se desenrola há anos no âmbito da gestão municipal campinense

17/02/2020
O advogado Alencar diz que o filho agressor e Boy reataram a amizade
O advogado Alencar diz que o filho agressor e Boy reataram a amizade

A surra que o mini-construtor Rômulo José Benício (Rômulo Boy) tomou no Partage Shopping dez dias atrás acaba por desenrolar um viciado novelo que há anos se faz presente nas hostes político-empresarias de Campina Grande e que, pelo apressado andar da carruagem e pelo peso dos envolvidos, continua difícil de chegar ao fim, causando lamentavelmente prejuízos tão somente para quem está na ponta da linha – a carente população desprovida de acesso a elementares serviços públicos.

Atordoado por ficar de fora do fatiamento do bolo de obras na prefeitura de Campina Grande durante a gestão atual de Romero Rodrigues (PSD), mesmo que no início algumas “migalhas” lhe tenham sido destinadas por vias oblíquas (terceirização de amigos), Boy imaginou que o fato de ter tido na gestão anterior tratamento privilegiado na área não seria óbice para ser aceito no banquete do novo Governo, e começou a forçar a barra...

Mas, em que pese se manter com um ‘olho na brasa e outro no peixe’, o construtor não foi muito feliz e mudou de estratégia, mudando inclusive de profissão. De uma hora para a outra virou “comunicador”, atuando como espécie de blogueiro sem blog e tendo como plataforma um perfil no Facebook ao qual denominou de BOMBA PARAÍBA, com foco exclusivo nos supostos deslizes das gestões de Romero (Prefeitura) e Ivonete Ludgério (Câmara Municipal).

Estrumado por um ídolo que no passado tinha grandes cabelos, iluminadores dos seus devaneios, não foi difícil para Boy encontrar insatisfeitos parceiros para a empreitada. De candidato a vereador derrotado, dono de posto de gasolina, fornecedor de merenda escolar a vendedor de livros escanteados pelo Governo de Romero, estes bancando financeiramente o novo ‘profissional’ de mídia, o BOMBA do Boy virou febre, com açoites diários e diversas “descobertas” encontradas no Sagres, o sistema que o Tribunal de Contas do Estado mantém na internet divulgando atos dos entes públicos.

ENTUSIASMO DE ADOLESCENTE



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rômulo Boy: a surra reveladora dos bastidores do Poder

O entusiasmo de Rômulo Boy era tanto que ele, de repente, viu-se um adolescente a descobrir um mundo que não imaginou existir. Disseram-lhe certamente que no mundo midiático-jornalístico o ato de extorquir pessoas ou instituições seria bem mais fácil do que na seara de berço - a construção civil - onde ele teria logrado êxito em determinadas iniciativas, mas acabou se dando mal em outras mais vitaminadas, como a que empreendeu em direção ao jogador Hulk, a quem acusou na Justiça de ter-lhe dado calote milionário em obra de um campo de futebol na cidade, isto depois de infrutíferas tentativas de “negociação” com o atacante chinês.

Hoje, Rômulo Boy é considerado “persona non grata” na prefeitura campinense, disse-me de forma óbvia um destacado porta voz do prefeito. O interessante é que essa privilegiada fonte não imagina que Boy continua com poderosos tentáculos em órbita na gestão municipal, o que o faz ser temido.

Mesmo com nenhuma credibilidade a justificar esse medo.

APALAVRA, com exclusividade e até o momento do fechamento dessa matéria sem nenhuma manifestação do construtor, publicou a notícia da agressão por ele sofrida no Partage, um fato indesmentível checado à exaustão pelos redatores junto a alguns nomes que continuam bancando o seu perfil (BOMBA) na internet.

SÓCIO DE JOMÁRIO SOUTO

Na verdade, Boy levou uma baita de uma surra de JASON GUIMARÃES, o homem que em 2019 tomou conta dos negócios envolvendo o Trem do Forró e que seria um dos sócios de Jomário Souto na Medow Promo, empresa que a prefeitura contratou para gerir tudo o que diz respeito às festividades d’O Maior São João do Mundo.

Boy teria sofrido várias lesões. Seu agressor, que atuaria tambem como agiota e faz lobby na PMCG, gozava da sua intimidade e é filho do advogado José de Alencar Guimarães, que foi Tesoureiro na Secretaria de Finanças durante o Governo Enivaldo Ribeiro, de onde foi afastado tempos depois e virou empresário do ramo supermercadista, atividade onde não logrou êxito.

A DOR DO PAI

Coube ao pai do agressor procurar o editor d’APALAVRA e repassar informações que acabam por mostrar que o novelo continua existindo e sendo cotidianamente desenrolado, numa Torre de Babel impressionante onde ninguém, na realidade, aparenta conhecer ninguém, dado o interesse particular que toma conta da ação de cada um dos oportuinistas e espertos atores.

- “Boa tarde, Marcos, é Alencar, tomei conhecimento do fato que envolveu um filho meu e gostaria de informar que as partes transigiram espontaneamente, portanto, não houve abafa, como você insinua”, explicou o incomodado advogado sem se esquivar de querer censurar a matéria d’APALAVRA: “Como bom jornalista, você deveria ter se informado com as partes, antes de publicitar fatos resolvidos. Espero que se informe sobre a verdade dos fatos, e se retrate”, sentenciou.

Segundo Alencar, o caso foi encerrado.

- “Houve um mal entendido, não existem ocorrências policiais, meu filho não é agiota, é um empresário e o que me estranha é que você deveria pelo menos ouvir as partes, que você conhece, antes de  divulgar um fato simples que foi solucionado imediatamente pelas vias amigaveis, sem fissuras”, informou.

Alencar foi mais além, para minizar o crime do filho.

- “O que você pretende com essa divulgação? Recriar uma animosidade entres as partes? Porque esse fato não tem a menor relevância para a sociedade. Não se trata de políticos, agentes publicos ou figuras importantes da sociedade, que se desentenderam, porém viram que estavam equivocados, se desculparam e mantiveram seus laços de amizades.”, interrogou ele.

Mostrando-se um bom pai ávido por preservar a arranhada imagem do pimpolho, suplicou: “Peço-lhe, como amigo e vizinho, que não dê importância ao caso”.

Ainda segundo Alencar, essa é uma matéria “sem futuro”.

E justificou: “Sem futuro... são pais de família e a richa só causa danos às famílias. Se eles se entenderam, por quê reacender?”.

A queixa de Rômulo Boy, após vítima e agressor transigirem amigavelmente como revela o advogado Alencar, foi retirada na Polícia Civil a pedido do construtor.

INSEPARÁVEIS

Segundo o internauta Neto Cunha, em comentário postado no Facebook, Boy, Jason e Salomão Augusto na época da STTP eram inseparáveis na época do cabeludo (Veneziano Vital do Rego). Jason tem "sociedade" com Jomário, é filho de Alencar advogado, entra governo, sai governo e ele tá lá vendendo o peixe dele. Resumindo, a corda tora do lado mais fraco e Jason vai ali na cocotinha comendo o dele como sempre”.

Outros internautas confirmam a perigosa promiscuidade desse relacionamento Poder Público-Empesariado, que acaba por deixar gestores públicos reféns das suas ações e enodoa cada vez mais a prática política no País.

SUICIDA

Rômulo Boy, apesar de ter sido sempre bem tratado por Alexandre Almeida, o todo poderoso secretário de obras da gestão de Veneziano em Campina Grande, ficou marcado por tentar cometer suicídio pulando de uma janela do quinto andar do prédio da secretaria, na rua Treze de Maio, insatisfeito porque o secretário de Finanças da época, Julio César Câmara Cabral, tinha sustado alguns empenhos da sua construtora.

PRPOCESSADO POR SECRETÁRIO
 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boy está sendo processado por secretário de Romero

A PALAVRA descobriu que Rômulo Boy está respondendo a processo criminal na sexta Vara de Campina Grande por crime de ameaça à vida do secretário de Serviços Urbanos de Campina Grande, Geraldo Nobre Cavalcante, exatamente por este ter contrariado, no âmbito da sua Pasta, interesses nada éticos do construtor.

Fonte: Da Redação




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