Veneziano continua calado apesar do suplente Ney e do seu assessor de gabinete estarem incriminados na mesma Operação Calvário que mandou prender RC

20/12/2019

Neste momento ‘paroxístico’, mais de 24 horas após a deflagração da 7ª fase da Operação Calvário – Juízo Final, o senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo (ainda PSB) ainda não se pronunciou a respeito da prisão de muitos aliados, entre eles seu assessor parlamentar Emídio Barbosa de Lima Brito (Miduca), para quem a Justiça expediu mandado de busca e apreensão, lotado no gabinete com salário de R$ 2.867,96.

Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba, Emídio Barbosa de LIma Brito seria ligado ao ex-senador Ney Suassuna, suplente de Veneziano Vital. Considerado pessoa de estrita confiança, Emídio atuava como interposta pessoa para as operações da organização criminosa no Estado da Paraíba.

O ex-senador Ney Suassuna (MDB/PB) teria recebido mesada de R$ 40 mil por intermediar o encontro entre o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), e o empresário Daniel Gomes, delator na Operação Calvário/Juízo Final, deflagrada nesta terça, 17. A reunião resultou no repasse de R$ 200 mil para fechar as contas da campanha do pessebista em 2010 e foi o primeiro acordo no esquema que resultaria em desvios de R$ 134 milhões da saúde do Estado.

De acordo com o Ministério Público, Suassuna foi quem procurou Daniel Gomes para saber se ele teria ‘interesse em fazer negócios na Paraíba’, afirmando que era ‘muito amigo’ do então candidato ao governo Ricardo Coutinho. Uma reunião foi acertada e, durante o encontro, o pessebista afirmou que ‘tinha a necessidade de levantar recursos para a campanha do governo do Estado’.

Ricardo Coutinho teria feito a promessa de que, ‘se eleito’, trabalharia ‘junto’ de Daniel Gomes ‘em alguns projetos na área da saúde’. Para garantir o apoio, o empresário teria repassado R$ 200 mil em espécie para fechar as contas da campanha de Coutinho.

Em troca da reunião, Ney Suassuna cobrou ‘comissões’ pelas transações envolvendo o governador e o empresário. Ele teria recebido R$ 40 mil de Gomes e outra quantia ‘referente à locação fantasiosa de dez apartamentos’ em nome do operador da Cruz Vermelha do Brasil no Rio Grande do Sul. A quantia era levada mensalmente à sua residência, em espécie, e parte do dinheiro era dissimulado por notas fiscais fraudulentas emitidas por Fabrício Suassuna, filho do ex-senador.

De acordo com a Promotoria, Fabrício agia como um ‘operador do esquema de recebimento das propinas, atuando para dissimular e lavar as quantias’.

 

 

 

 

 

 

Fonte: ‘Paraibarádioblog’




Comentários realizados

  • 19/12/2019 às 19:08

    João

    Este já já o gaeco vai pegar. Não tinha nem condições de ser deputado imagina senador. Muito dinheiro da calvário nesta eleição.

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