Veneziano não elegeu a esposa, mas sua incapacidade foi salva por Ney que o fez Senador da República

09/10/2018

O fator “sorte”, que na vida do deputado federal Veneziano Vital do Rego (PSB) tem sido infinitamente superior à sua suposta e propagada inteligência, aliado ao projeto número um de Ricardo Coutinho - o de retirar Cássio Cunha Lima da vida pública -, que nele viu o instrumento perfeito para a concretização da empreitada, não foi o único nem o principal ingrediente para a sua vitória ao Senado nas eleições deste domingo.

Fora o pessoal apoio do governador, que deu-lhe de presente a vaga de candidato no ninho dos girassóis e ainda garantiu a logística da campanha, a eleição de Veneziano só foi possível por conta da entrada de Ney Suassuna no processo, como seu primeiro suplente.

As urnas deste domingo mostraram com todos os números que se Ney não tivesse segurado o leme o barco Vené, do mesmo modo como aconteceu na última eleição municipal quando Romero Rodrigues o destruiu no turno inicial, teria afundado sob as ondas vibrantes e impiedosas de Luiz Couto e Daniella Ribeiro.

A entrada do ex-Senador Ney Suassuna (PRB) na disputa, com seu estilo trator bastante conhecido, foi decisiva para o deslinde do feito. Ney arregaçou as mangas e desde o primeiro instante em que pisou na Paraíba começou as articulações, aparecendo forte na mídia e atuando nas ruas como grande cabo eleitoral de Veneziano – e também de João Azevêdo.

A candidatura de Veneziano, já ameaçada pelos números de Luiz Couto e de Daniella, conforme mostravam pesquisas internas da sua coligação, começou a dar uma guinada para cima a partir do trabalho indormido e veloz de Suassuna, que em uma semana arregimentou apoios de cerca de 35 prefeitos que votariam ou em Couto, ou em Cássio, ou na filha de Enivaldo.

Como A PALAVRA mostrou em matéria especial (http://www.apalavraonline.com.br/noticias/politica/ney-trator-coopta-liderancas-de-daniella-se-acerta-com-prefeitos-e-veneziano-ja-aparece-empatado-numericamente-com-cassio-na-corrida-para-o-senado.html) assim que Ney  entrou na chapa, sua chegada foi fatal para os adversários de Veneziano, cuja campanha andava insossa à falta de um timoneiro, papel que no passado era representado pelo irmão Vitalzinho, hoje impedido de atuar na política em face do cargo vitalício de ministro do Tribunal de Contas da União.

Tanto é verdade que a diferença dele para Daniella, que antes de Ney chegar já botava Veneziano no bolso, foi de apenas 9.554 votos. E Luiz Couto corria célere para tomar-lhe até mesmo a sonhada segunda vaga, o que fatalmente teria acontecido sem o trabalho de Suassuna.

Outro especial anjo da guarda para Veneziano foi o seu colega Hugo Motta, presidente do PRTB que convenceu Ney a perdoar a traição passada dos irmãos Rego que o alijou da política partidária.

Hugo viu a campanha do colega capengante e correu em seu socorro trazendo Ney para resolver a parada. Não fosse isso, a capacidade de articulação de Veneziano, que sequer conseguiu eleger a esposa deputada federal, teria tido igual desfecho.

Fonte: Da Redação




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