Vereador desinformado culpa governador por fechar prédio antigo na Estação Velha que passa por reformas estruturais

15/12/2017

Foi permeado de toneladas de desinformações o discurso carregado de ódio que hoje proferiu na Câmara Municipal de Campina Grande o vereador Alexandre do Sindicato contra o Governo do Estado - o que no caso dele já não significa nenhuma novidade - e mais particularmente contra a figura do governador Ricardo Coutinho.

A denúncia vazia do parlamentar diz, sem nenhum documento comprobatório, que Ricardo Coutinho mandou lacrar o prédio “onde funcionou o Escritório de Representação do Governo do Estado e a Secretaria de Interiorização do Estado”.

Amparado apenas em uma foto publicada pelo jornalista e assessor da prefeitura campinense, Ubiratan Cirne, em seu perfil do Facebook, que mostra o velho prédio com janelas e portas fechadas por tijolos, o vereador gritou que o ato “representa um exemplo do que o governador tem feito em relação a Campina Grande, ou seja, fechado as portas da sua gestão para a segunda maior cidade do estado”.

Alexandre foi além e afirmou que o governador anda movido por uma vingança pessoal contra o senador Cássio Cunha Lima (a quem atribui também erroneamente a compra do prédio, que sediava a Bolsa de Mercadorias da Paraíba) e demonstra verdadeiro ódio em relação a Campina. “Persegue a cidade, prejudicando milhares de pessoas, tudo por causa de uma verrina política. Gosta de ser tão democrático, tão republicano, mas, se pudesse, mandava fechar as portas da cidade, como fez com o Escritório de Representação”, disse ele.

Depois do discurso, Alexandre procurou os jornalistas que trabalham no comitê de imprensa da Câmara e continuou a destilar impropriedades, ocasião em que assegurou que Ricardo Coutinho vem de propósito esvaziando outros órgãos do Estado na cidade, a exemplo da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba (CDRM). “Desfigurou as funções da companhia, para prejuízo dos paraibanos, sem se importar com as consequências, com os danos gerados”, alvejou.

“Ricardo esquece que todo poder tem um limite e que o tempo chega para todos. O seu ciclo de autoritarismo e perseguição está perto de acabar e quando ele estiver fora do poder, longe da cadeira de governador, perceberá que não é o ser todo poderoso que pensa ser. E Campina Grande vai sobreviver aos seus atos, à sua perseguição”, concluiu.

INTERDIÇÃO JUDICIAL

O vereador desconhece, e em se tratando de um representante do povo isso é falta gravíssima, que o prédio citado se encontra interditado judicialmente por ato assinado pelo Juiz do Trabalho David Sérvio Coqueiro, em atendimento a pedido do Ministério Público do Trabalho, que justificou a solicitação para salvaguardar a integridade física dos servidores que lá trabalhavam, uma vez que as instalações estavam passando por reformas autorizadas pelo governador e executadas pela Suplan. No entendimento do MPT a retirada dos servidores do local se fazia imprescindível, uma vez que a construção é quase centenária e a sua reforma poderia abalar as estruturas, com risco de acidente. Nesse caso, requereu-se a interdição do local e foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre as partes, ficando o Governo do Estado na obrigação de continuar as reformas, mas com o prédio totalmente desocupado, o que aconteceu. 

A outra grande desinformação do vereador diz respeito à estrutura funcional do Governo do Estado em Campina Grande. Por exemplo: há anos não existe mais a Secretaria da Interiorização, órgão extinto por Ricardo Coutinho por ser apenas um penduricalho governamental do ponto de vista administrativo, que servia tão somente para alojar apadrinhados de ex-governadores.

Recorde-se que mesmo retirando de Campina a sede de uma secretaria, o Governo ainda assim não diminuiu o status que um órgão de tal naipe poderia dar à cidade, e na cidade fez sediar a Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semi Árido, esta sim uma Pasta com bom orçamento e um quadro excelente de técnicos de alto nível, além de políticas e projetos voltados para o bem-estar do homem do campo, principalmente.

No prédio ora interditado funcionavam além da secretaria, a gerência regional da Secretaria de Comunicação Social, o escritório local da Companhia Estadual de Habitação Popular (CEHAP), a sucursal do jornal A União e a representação do Diário Oficial, dentre outros, todos devidamente realojados em prédios do Governo do Estado na cidade e sem nenhum tipo de problema ou dificuldade para o público usuário dos serviços.

Fonte: Da Redação




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