Cálculo na bexiga: especialista fala sobre problema e explica diferença com cálculo renal

03/09/2020

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, divulgou que se submeterá a uma cirurgia para retirada de cálculo na bexiga. O assunto já elevou a procura em sites de busca sobre o problema. Você sabe o que são esses cálculos? O urologista do Hapvida em João Pessoa, Emerson Medeiros, explica o que significam e e a diferença com o cálculo renal.
 
O médico esclarece que os cálculos que nada mais são que pedras compostas, em cerca de 85% de cálcio, e o restante de várias substâncias, incluindo ácido úrico, cistina ou estruvita (mistura de magnésio, de amónio e fosfato). Podendo se formar na bexiga ou serem originárias de outras parte do corpo, como rim ou ureter, por exemplo.
               
De acordo com o especialista, o problema apresentado pelo chefe do executivo nacional não é tão comum, diferentemente do que ocorre com o cálculo renal e só a cirurgia é capaz de solucionar o problema. “O cálculo na bexiga não é tão comum como o renal e o tratamento é eminentemente cirúrgico”, explica Emerson, que ressalta ainda que tanto homens quanto mulheres podem ser acometidos pela doença, mas assegura que “quando homem, pode ser decorrente do aumento da próstata, mas em ambos os sexos relaciona-se a alguma disfunção obstrutiva urinária também”, afirma.
 
O urologista lembra que de forma mais rara as pedras na bexiga podem ser originárias de patologias distintas. “Como complicações pós-cirúrgicas e até tumores. É importante ressaltar que sempre que diagnosticada, a indicação é cirúrgica, utilizando geralmente, meios minimamente invasivos (endourologia) e, quando muito grande , a tradicional cirurgia aberta”, esclarece.
 
Entre os sintomas, Emerson Medeiros, explica que estes podem ser irritativos ou obstrutivos e elenca o desconforto urinário, dificuldade para urinar, sangue na urina e infecção urinárias são os mais comuns. “Eventualmente podem ocasionar dor pélvica, no pênis, na bolsa escrotal e até nas costas e quadril”, destaca.
 
Contudo, ele diz que é possível prevenir o problema, dependendo da origem. “Mas, geralmente, bons hábitos alimentares, como uma dieta equilibrada e ingestão hídrica adequada podem ser úteis na prevenção em geral”, pondera.

Fonte: Assessoria




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